terça-feira, 10 de Novembro de 2009

LEÃO MAGNO, Papa - Santo - 10 de Novembro

León Magno, Santo
XLV Papa, 10 de Novembro
León Magno, Santo
León Magno, Santo -  XLV Papa
Martirológio Romano: Memória de são León I, papa, doutor da Igreja, que, nascido em Etruria, primeiro foi diácono diligente na Urbe e depois, elevado à cátedra de Pedro, mereceu com todo direito ser chamado “Magno”, tanto por apascentar a sua grei com uma esquisita e prudente pregação como por manter a doutrina ortodoxa sobre a encarnação de Deus, valentemente afirmada pelos legados do Concílio Ecuménico de Calcedónia, até que descansou no Senhor em Roma, onde neste dia teve lugar sua sepultura em São Pedro do Vaticano (461).
Etimologia: León = Aquele homem audaz, imperioso e valente, é de origem latina.
O Papa León, que nasceu em Toscana em fins do século IV, é recordado nos textos de história pelo prestígio moral e político que demonstrou ante a ameaça dos Hunos de Átila (aos que conseguiu deter sobre a ponte Mincio) e dos Vândalos de Genserico (cuja ferocidade mitigou no saque de Roma de 455). Elevado ao sólio pontifício em 440, nos seus 21 anos de pontificado (morreu em 10 de Novembro de 461) levou a cabo a unidade de toda a Igreja em redor da sede Petrina, impedindo usurpações de jurisdição, arrancando de raiz os abusos de poder, travando as ambições do patriarcado constantinopolitano e do vicariato de Arles.
Desafortunadamente, não existem muitas notícias biográficas dele. O Papa León não gostava de falar muito de si próprio em seus escritos. Tinha uma ideia elevadíssima de sua função: sabia que encarnava a dignidade, o poder e a solicitude de Pedro, chefe dos apóstolos. Mas sua posição de autoridade e a fama de rigidez e hieratismo não o impediam comunicar o calor humano e o entusiasmo de um homem de Deus, que se notam pelos 96 Sermões e pelas 173 cartas que chegaram até nós. Sobretudo as homilias nos mostram o Papa, um dos maiores da história da Igreja, paternalmente dedicado ao bem espiritual de seus filhos, a que lhes fala em linguagem simples, traduzindo seu pensamento em fórmulas sóbrias e eficazes para a prática da vida cristã.
Suas cartas, pelo estilo culto, demonstram sua rica personalidade. De espírito compreensivo e previsto, destacou-se também por seu impulso doutrinal, participando activamente na elaboração dogmática del grave problema teológico tratado en el concilio ecuménico de Calcedónia, pedido pelo imperador de Oriente para condenar a heresia do monofisismo.
Sua famosa Epístola dogmática ad Flavianum, lida pelos delegados romanos que presidiam à assembleia, apresentou o sentido e também as fórmulas da definição conciliar, criando assim uma efectiva unidade e solidariedade com a sede de Roma. León foi o primeiro Papa que recebeu da posteridade o epíteto de “magno”, grande, não só pelas qualidades literárias e a firmeza com a que manteve em vida ao decadente império de Ocidente, mas pela solidez doutrinal que demonstra em suas cartas, em seus sermões e nas orações litúrgicas da época onde se vêem evidentes sua sobriedade e precisão características.
Morreu no ano 461.
Se queres mais informação consulta
San León Magno de Jesús Martí Ballester
Este dia também se festeja a
Nossa Senhora de Almudena,Justo de Canterbury e Andrés Avelino, Santo
Justo de Canterbury, Santa
Bispo, Novembro 10
Justo de Canterbury, Santa
Justo de Canterbury, Santa  -  Bispo
Martirológio Romano: Em Canterbury, em Inglaterra, são Justo, bispo, enviado a esta ilha pelo papa são Gregório I Magno juntamente com outros monges, para ajudar a santo Agostinho na evangelização de Inglaterra, aceitando mais tarde o episcopado desta sede (627).
Etimologia: Justo = Aquele que é justo, honrado, integro e probo, é de origem latina
São Justo formava parte do grupo de missionários que o Papa São Gregório Magno enviou no ano 601 a ajudar a Santo Agostinho em Inglaterra.
Dados seus méritos, três anos depois Santo Agostinho o consagrou primeiro bispo de Rochester.
O rei Etelberto construiu ali uma igreja dedicada a Santo Andrés, porque os missionários romanos vinham da igreja de Santo Andrés da Colina Coeli.
Quando São Lorenzo sucedeu a Santo Agostinho na sede de Canterbury, São Justo escreveu junto com ele e com São Melitón de Londres uma carta aos bispos e abades irlandeses, convidando-os a adoptar certos costumes romanos.
Os ditos santos escreveram outra semelhante aos britânicos cristãos. A propósito desta última, disse ironicamente Beda: "Todavia pode ver-se o que na realidade conseguiram com isso".
No ano 616. depois da morte do rei Etelberto, desatou-se uma reacção dos pagãos em Kent e entre os saxões do este.
Vendo isso, São Lorenzo, São Justo e São Melitón, decidiram retirar-se algum tempo, pois não podiam fazer nenhum bem enquanto durasse a oposição dos príncipes pagãos.
São Justo e São Melitón partiram para a Gália. Um ano mais tarde, São Justo voltou a Inglaterra, já que São Lorenzo, movido por uma aparição de São Pedro, havia conseguido converter o rei Edbaldo de Kent.
São Justo foi eleito arcebispo de Canterbury no ano 624.
O Papa Bonifácio V o enviou ao pálio, junto com uma carta em que lhe delegava o direito patriarcal de consagrar bispos para Inglaterra. Na dita carta, o Pontífice deixa ver a estima que professava a São Justo, pois fala da "perfeição a que há chegado vossa obra", da promessa de Deus de estar com quem o serve fielmente ("sua misericórdia se comprazeu em manifestar particularmente no vosso ministério o cumprimento dessa promessa") e da "grande paciência" de São Justo.
A carta conclui desta maneira: "Assim pois, irmão meu, deveis esforçar-vos por conservar com perfeita lealdade o que a Santa Sé vos confiou, e como presente do qual vos enviamos este símbolo de autoridade (quer dizer, o pálio) para que o leveis sobre os umbros... Que Deus vos guarde, queridíssimo irmão".
São Justo morreu pouco depois. Antes de morrer, consagrou a São Paulino e o mandou acompanhar a Etelburga de Kent quando esta partiu para o norte a contrair matrimónio com o réu Edwino de Nortumbría, que era pagão. Como o faz notar Beda, essa aliança foi a ocasião para que o país abraçasse a fé". A diocese de Southwark celebra a festa de São Justo.

Andrés Avelino, Santo
Sacerdote, Novembro 10
Andrés Avelino, Santo
Andrés Avelino, Santo  -  Presbítero
Martirológio Romano: Em Nápoles, da Campânia, santo Andrés Avelino, presbítero da Congregação de Clérigos Regulares, que brilhou por sua santidade e zelo em procurar a salvação do próximo, fez o árduo voto de avançar cada dia nas virtudes e, carregado de méritos, com morte santa descansou ao pé do altar (1608).
Etimologia: Andrés = Aquele que é um Homem viril, é de origem grega
Santo Andrés Avelino nasceu em Nápoles (Itália) em 1521.
Entrou na comunidade de Padres Teatinos e ali deu tais mostras de sabedoria, que foi nomeado mestre de noviços e superior.
São Carlos Borromeo, que era Arcebispo de Milão, ficou tão admirado das qualidades de ciência e de santidade de Santo Andrés que pediu aos superiores dessa comunidade que o enviassem a Milão, e o obteve, conseguindo com isso um grande progresso para sua cidade, porque as pregações de Avelino convertiam muitos pecadores.
Havia um convento muito relaxado e São Carlos enviou o Padre Andrés a tratar de reformá-lo. O ameaçaram de morte se se atrevesse a entrar lá, mas foi valente e acabou com todos os abusos.
Na cidade de Piacenza sua pregação produziu uma mudança tão grande nos costumes, que os cantineiros e donos de casas de jogos se queixaram ante o governador porque se lhes havia acabado a clientela. O governador chamou o santo para que lhe desse explicações e este lhe falou tão formosamente acerca do importante que é evitar o pecado e salvar a alma, que desde esse dia a esposa do governante o escolheu como director espiritual.
Em sua cidade de Nápoles sua pregação convertia milhares de pecadores, e ele acompanhava suas palavras com admiráveis milagres e curas.
Santo Andrés Avelino morreu com a idade de 80 anos em Novembro de 1608, e morreu no preciso momento em que começava a santa missa. Ao fazer o sinal da cruz para começar a celebração, caiu morto de um ataque de apoplexia.
Acudiram grandes multidões a visitá-lo em seu ataúde, e durante 72 horas seu cadáver deitou sangue cada vez que lhe faziam algum pequeno corte. Esse sangue o recolheram em frascos, e quatro anos depois começou a ferver, no aniversário e sua morte.

Baudolino de Alessandria, Santo
Ermitão, Novembro 10
Baudolino de Alessandria, Santo
Baudolino de Alessandria, Santo  -  Ermitão
Martirológio Romano: Na aldeia de Foro, em Piemonte (Itália), são Baudelino, ermitão (s. VIII).
Nascido na nobreza, doou toda sua fortuna aos pobres e viveu como um ermitão numa cabana nas margens do rio Tanaro.
Deus lhe outorgou os dons da profecia e a clarividência; animais selvagens se acostumaram a ir a sua choça para ouvi-lo falar de Deus.
Uma lenda, conta que pelo ano 1174 um camponês logo depois de pedir ajuda ao protector da cidade, alimentou a uma vaca com o último grão que restava e logo a levou para fora das muralhas até encontrar o exército inimigo. As forças imperiais o capturaram e a vaca foi sacrificada para ser cozinhada. Quando os imperiais encontraram o estômago da vaca cheio de grão, perguntaram a Gagliaudo o motivo de alimentar ao animal com tão cobiçado alimento. respondeu que se havia visto forçado a fazê-lo, já que havia tanto cereal acumulado, que não havia mais sítio onde guardá-lo na cidade. O Imperador, temendo que o assédio se prolongasse demasiado, deu-o por terminado, e a cidade se salvou.
Muitas histórias giram em torno a ele, algumas delas indicam que foi nomeado Bispo.
Morreu por causas naturais no ano 740

Outros Santos e Beatos
Completando o santoral deste dia, Novembro 10




Otros Santos y Beatos
Outros Santos e Beatos
São Demetriano, bispo


Na Pérsia, trânsito de são Demetriano, bispo de Antioquia, deportado ao desterro pelo rei Sapor I (c. 260).

Santo Orestes, mártir


Em Tiana, de Capadócia, santo Orestes, mártir (s. III/IV).

São Probo, bispo


Em Ravena, da província de Flaminia, são Probo, bispo, a cujo nome o bispo são Maximiano dedicou a célebre basílica Clasense (s. III/ IV).

Santos Narsete, bispo, e José, mártires
Na Pérsia, santos mártires Narsete, bispo, ancião venerável, e José, discípulo seu, jovem, os quais, por não querer adorar ao sol como lhes mandava o rei Sapor II, foram degolados (343).

Beato Acisclo Pina Piazuelo, religioso e mártir
Em Barcelona, cidade de Espanha, beato Acisclo Pina Piazuelo, religioso da Ordem de São João de Deus e mártir, que durante a furiosa perseguição foi assassinado por ódio à religião (1936).
http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca

domingo, 8 de Novembro de 2009

SEVERO, SEVERINO, CARPÓFORO e VICTORINO - 4 Santos Coroados (e outros) - 8 de Novembro

Os Quatro Santos Coroados
Mártires, 8 Novembro
Los Cuatro Santos Coronados
Os Quatro Santos Coroados
Recordamos a quatro irmãos mártires: Severo, Severino, Carpóforo e Victorino, que viveram na última parte do século III e em começos do IV.
Serviam como militares ao imperador Diocleciano, pois gozavam de grande reputação como soldados, e tinham postos honoríficos na corte. Além disso, eram cristãos e não ocultavam sua condição de tais; assistiam às reuniões e aos ofícios divinos, geralmente realizados nas catacumbas, socorriam aos pobres e visitavam aos presbíteros.
No ano 304, Diocleciano decretou que todos os súbditos do Império sacrificassem publicamente aos deuses. Deste modo, se desenvolveu com a maior fúria, a perseguição contra os seguidores de Cristo, e prontamente os quatro santos foram presos. Como se negaram a prestar juramento aos deuses, foram levados diante do ídolo de Esculápio e ameaçados de morte se não lhe rendessem culto.
Os quatro gritavam: "¡É um falso Deus!".
Foram açoitados cruelmente, mas eles continuaram gritando: "¡Nosso Deus é Jesus Cristo!"
Foram submetidos a toda a classe de tormentos. E assim, entregaram sua vida. Diocleciano ordenou que seus corpos fossem arrojados à praça, para que servissem de alimento aos cães.
Afirma a tradição que transcorridos cinco dias, nenhum cão se aproximou, pondo de manifesto que os homens eram mais cruéis que as bestas. Os cristãos, em segredo lhes deram sepultura no areal.
Seus restos estão agora na igreja que leva o nome dos Santos Coroados, em Roma.
Os santos mártires Cláudio, Nicóstrato, Sinforiano, Castor e Simplício, cuja recordação celebra a Igreja também hoje, padeceram na mesma perseguição e foram sepultados no mesmo cemitério.
Estes cinco eram escultores de profissão e se negaram a esculpir uma estatua do deus Esculápio, para não dar lugar a idolatria. Diocleciano mandou que fossem açoitados, seus corpos se colocaram em caixões e arrojados ao rio.
Não é seguro que este facto haja ocorrido em Roma ou que na realidade ocorreu em Panonia (actual Hungria).
Não obstante seus restos descansam também na igreja dos Santos Coroados, em Roma.

Espíritos sublimes,
¡oh mártires gloriosos!,
felizes moradores
da imortal Sião,
rogai pelos que lutam
nas batalhas rectas,
que alcancem a vitória 
e eterno galardão.
¡Oh mártires gloriosos
de vermelhas vestes,
que brilham com eternos
fulgores ante Deus!
Com vosso risco cresça
de Cristo a semente,
e o campo das messes
se cubra já em sazón. Ámen.
Hino da Liturgia das Horas

Isabel da Trindade, Beata
Carmelita, 8 de Novembro
Isabel de la Trinidad, Beata
Isabel da Trindade, Beata
Etimologicamente significa “juramento de Deus”. Vem da língua hebraica.
Te encontras hoje ante uma mística de altos voos. Dessas pessoas que não se sabe se vivem na terra ou estão vivendo fisicamente aqui mas sua mente e coração estão no céu.
Nasceu em Bourges, França, em 1880. Lhe custou muito em sua educação e maturidade pessoal acabar com o mau génio que tinha. Isto lhe ocorreu após a morte do pai.
Aos 14 anos, fez voto de virgindade. Poucos anos depois começou a escrever suas revelações místicas ou sobrenaturais. Aos 21 anos ingressou no convento carmelita de Dijon.
Nada mais que após entrar, o tomou tudo a sério. E o ideal que guiaria sua vida inteira não foi outro que este:"Louvor de glória da Santíssima Trindade e crescer de dia em dia na carreira de amor aos Três".
Apesar de sua juventude, exerceu e exerce uma grande influência na vida das pessoas mais sensibilizadas com o mundo de Deus. Seus livros “Elevações, Retiros, Notas Espirituais e suas Cartas constituem uma experiência mística trinitária excepcional.
Sua contemplação, sua solidão e seus arrebatamentos místicos nos fazem ver sua união com Deus trinitário.
De seus livros tiramos algumas frases dignas de reter na memória e no coração crentes:"Crer que um ser que se chama O Amor habita em nós em todo o instante do dia e da noite e que nos pede que vivamos em sociedade com Ele, eis aqui, vos confio, o que fiz de minha vida meu céu antecipado".
"Meu Esposo quer que eu seja para Ele uma humanidade adicional na qual ele possa seguir sofrendo para glória do Pai e para ajudar a Igreja".
Morreu no ano 1906 por causa de uma úlcera de estômago. Subiu aos altares em 25 de Novembro de 1984.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Godofredo de Amiens, Santo
Bispo, 8 Novembro
Godofredo de Amiens, Santo
Godofredo de Amiens, Santo
Monge -  Novembro 8
Etimologicamente significa “paz de Deus”. Vem da língua alemã.
Em Junho de 2002 se fala muito da Convenção Europeia como uma forma de chegar a sua própria identidade, tendo em conta as raízes de seu passado...Há que ter confiança nos valores da solidariedade, a subsidiariedade e a transparência...A liberdade religiosa deve ser reconhecida a nível da Comunidade Europeia.
Veio ao mundo no ano 1066 em Soissons e morreu aqui mesmo em 1115.
De jovem viu que sua vocação se inclinava por ser monge. Aos 30 anos vivia muito feliz como um simples religioso na abadia de Mont-Martin.
Em poucos anos soube dar prosperidade à abadia e a todos os arredores.
Quando o arcebispo se inteirou de quem era este monge, ofereceu-lhe que tomasse cargo da abadia de santo Remigio, a mais importante de sua diocese.
Godofredo lhe respondeu dizendo-lhe que não queria. Se o fizesse, seria como um homem que deixa a sua mulher para ir com outra mais guapa.
Não obstante, pensou no tema da obediência e, no final, aceitou não ser abade mas bispo de Amiens.
Proveniente de uma vida monacal, forjada na austeridade, começou por reformar o clero que estava embebido na simonia e não administrava os sacramentos. Uma grande degradação moral e religiosa.
E não somente quis reformar o clero, mas também se pôs duro com os senhores que acampavam por seus foros.
Estes últimos se uniram para lhe fazer a vida impossível. Cedo ficou sem amigos.
Por isso, uma noite saiu fugindo para a Cartuxa a fim de se esconder e viver em paz.
Encontraram-no e o obrigaram a voltar à diocese. Mas estava já extenuado de forças e morreu pouco depois na abadia de São Crispim de Soissons.

Adeodato, Santo
LXVIII Papa, 8 Novembro
Adeodato, Santo
Adeodato, Santo
O Papa Adeodato I, ou Deusdedit, foi pontífice num momento em que se começava a sentir cada vez mais claro e forte o sentimento de intolerância e de independência do poder bizantino.
Houve levantamentos em Rávena, em Nápoles e na própria Roma. Os territórios governados pelos Lombardos. pelo contrário, gozavam de certa tranquilidade.
Poucas são as notícias históricas: filho do subdiácono romano Esteban, foi durante quarenta anos sacerdote em Roma antes de suceder na cátedra pontifícia ao Papa Bonifácio IV em 19 de Outubro de 615.
Morreu em Novembro de 618, amado e chorado pelos romanos, que puderam apreciar o bom coração durante as grandes calamidades que atormentaram a Roma durante os três anos de seu pontificado: o terramoto, que deu o golpe de graça aos marmóreos edifícios do Foro, já desbastados pelas contínuas invasões dos bárbaros, e uma terrível epidemia chamada elefantíase.
Foi o primeiro Papa que estabeleceu com testamento doações para distribuir o povo com ocasião dos funerais do sumo pontífice. Em Roma o Papa não só era o bispo e o pastor espiritual, mas também o guia civil, o juiz, o supremo magistrado, o que garantia a ordem. À morte de todo pontífice os romanos se sentiam sem protecção, expostos às invasões dos bárbaros nórdicos ou às vinganças do império de Oriente. A teoria medieval dos "dois sóis", o Papa e o imperador, que deveriam governar unidos ao mundo cristão, não era aceite em Constantinopla.
O Papa Adeodato se demonstrou um hábil mediador e paciente interlocutor com o outro "sol" que na realidade de verdade foi muito pouco solícito com Itália, excepção feita da vez que enviou ao exarca Eleutério a dominar a revolução de Ravena e de Nápoles. Foi a única ocasião em que o Papa Adeodato, ocupado em aliviar a sorte dos habitantes de Roma pelas calamidades já referidas, teve um contacto, ainda que indirecto, com o imperador.
Teve fama de ser um taumaturgo: curava as formas mais graves de peste só em apoiar seus lábios sobre as chagas imundas dos enfermos. Barónio põe no Martirológio Romano um episódio que confirma a fama de santidade que rodeava o venerável pontífice "dado por Deus" (como diz a etimologia do nome) como guia dos cristãos numa época tão atormentada: durante uma de suas visitas aos enfermos, os mais abandonados, isto é os mais atacados pela terrível enfermidade da lepra, haveria curado a um destes infelizes depois de o ter abraçado e beijado carinhosamente.
O Liber pontificalis, recordando dois factos de seu pontificado, afirma que Adeodato amou muito a seu clero, ao que defendeu com respeito do clero monástico ou regular, privilegiado desde quando Gregório Magno havia confiado aos monges importantes cargos no apostolado missionário e na mesma organização eclesial. O segundo facto se refere à faculdade de celebrar uma segunda missa no mesmo dia (binação).
Dele se conhece o selo de chumbo com que marcava os documentos oficiais: o Bom Pastor entre as ovelhas e os símbolos cristológicos de Alfa e Omega. Foi o primeiro que o usou. Sua forma é redonda, grande como uma moeda e em latim se chama bulla, da que deriva bula. Deixou um presente de prata a cada clérigo presente em seus funerais.

Juan Duns Escoto, Beato
Doutor Subtil, 8 Novembro
Juan Duns Escoto, Beato
Juan Duns Escoto, Beato
Sacerdote, doutor subtil e mariano (1265‑1308). João Paulo II aprovou seu culto em 20 de Março de 1993.
Juan Escoto nasceu em Duns, na Escócia, em 1265, entrou na Ordem dos irmãos Menores em 1280 e foi ordenado sacerdote em 17 de abril de 1291. Completou os estudos entre 1291 e 1296 em Paris.
Logo depois ensinou em Cambridge, Oxford e Paris, como bacharel, comentava as “Sentenças” de Pedro Lombardo.
Teve que abandonar a universidade, por não ter querido firmar uma apelação ao Concílio contra Bonifácio VIII, promovida por Felipe o Formoso, rei de França.
Regressou ali no ano seguinte para obter o doutorado, com uma carta de apresentação do Ministro geral da Ordem, Padre Gonzalo Hispânico, que havia sido seu mestre, no qual o recomendava como plenamente douto “seja pela larga experiência, seja pela fama que se havia estendido por todas partes, de sua vida laudável, de sua ciência excelente e do engenho subtilíssimo” do candidato.
Em fins de 1307 Juan Duns Escoto estava em Colónia, onde ensinou. Talvez não haja doutor medieval mais saliente que este franciscano escocês, que estudou em Oxford, ensinou em Paris, foi expulso por Felipe o Formoso porque não quis firmar a apelação anti-papal e morreu em Colónia, com a idade em que os outros filósofos começam a produzir, como se a chama do pensamento lhe houvesse queimado a juventude.
O título de “Doutor Subtil” que lhe deram, diz toda sua sublimidade. Suas teorias sobre a Virgem e sobre a encarnação obtém depois de séculos a confirmação no dogma da Imaculada Conceição e no culto à realeza de Cristo.
Elabora o misticismo pensante de São Boaventura. Escoto é um metafísico e um teólogo.
Empregou sua agudeza de engenho na sistematização dos grandes amores de São Francisco: Jesus Cristo e a Virgem Santíssima. A posteridade também o tem chamado “Doutor do Verbo Encarnado” e “Doutor Mariano”.
Teve numerosos discípulos e muito cedo chegou a ser e seguiu sendo o chefe da escola franciscana, que se iniciou com o Beato Alejandro de Hales, se desenvolveu com São Boaventura, doutor Seráfico da Igreja, e chegou a culminar no Beato Juan Duns Escoto.
Sua doutrina está em perfeita harmonia com sua espiritualidade.
Depois de Jesus, a Virgem Santíssima ocupou o primeiro posto na sua vida. Duns Escoto é o teólogo por excelência da Imaculada Conceição.
O estudo dos privilégios de Maria ocupou um posto importantíssimo em sua vida. Numa disputa pública, permaneceu silencioso até que uns 200 teólogos expuseram e provaram suas sentenças de que Deus não havia querido livre de pecado original à Mãe de seu Filho.
Por último, depois de todos, se levantou Juan Duns Escoto, tomou a palavra, e refutou um por um todos os argumentos aduzidos contra o privilégio mariano; e demonstrou com a Sagrada Escritura, com os escritos dos Santos Padres e com agudíssima dialéctica, que um tal privilégio era conforme com a fé e que pelo mesmo se devia atribuir à grande Mãe de Deus. Foi o triunfo mais clamoroso na célebre Sorbonne, sintetizado no célebre axioma: “Potuit, decuit, ergo fecit (Podia, convinha, logo o fez)”.
Em Colónia, onde ensinava, morreu em 8 de Novembro de 1308.

María Crucificada (Isabel María) Satellico, Beata
María Crucificada (Isabel María) Satellico, Beata
(1706‑ 1745), Virgem da Segunda Ordem. Beatificada por João Paulo II em 10 de Outubro de 1993.
Isabel María nasceu em Veneza, filha de Pedro Satellico e Lucía Mander, em 31 de Dezembro de 1706, se educou ao lado de seus pais e um tio sacerdote. De saúde débil mas especialmente dotada para a música e o canto, e grande disposição para a oração.
Recebida entre as Clarissas de Ostra Vetere como educanda prestou serviço como directora de canto e organista. Aos 19 anos de idade foi recebida ao noviciado e tomou o nome de Maria Crucificada, por sua devoção à Santíssima Virgem e à Paixão de Cristo.
A sublime contemplação unia grande austeridade e penitência, com as quais se fazia mais plenamente partícipe da Paixão do Senhor. Seu ideal foi a perfeita conformação a Cristo Crucificado, unida à caridade para com o próximo, e uma filial devoção à Santíssima Virgem. Eleita abadessa, se distinguiu por sua solicitude para com as irmãs e com os pobres.
Morreu em 8 de Novembro de 1745.

Isaías Boner, Beato
Sacerdote Agostinho, 8 Novembro






Isaías Boner, Beato
Isaías Boner, Beato
Em 8 de Novembro de 1471 morria em Cracóvia (Polónia). Havia sido professor de teologia na universidade, mestre de vida religiosa e espiritual, amigo e confidente dos santos e beatos do denominado felix saeculum Cracoviae, como Juan Kancio († 1474) o canónico regular Estanislao Kazimiercyk, o Casimiritano († 1489), de todos conhecido por seu zelo apostólico, vida austera, piedade mariana, e seu saber unir a quietude da oração com a ânsia agostinha da procura.
Se ignora o ano preciso de seu nascimento, mas se sabe que em 1415 vestia o hábito agostinho no convento de Sta. Catalina de Cracóvia. Eram os momentos obscuros do cisma de Ocidente e do triunfo das doutrinas heréticas de Hus, que não tardariam em acender o fogo da guerra sócio-religiosa na próxima Boémia.
Em 1419 foi enviado a estudar a Pádua, e ali permaneceu quase quatro anos, obtendo o leitorado em teologia e recebendo a ordenação sacerdotal. De volta a Polónia foi encarregado de dirigir aos jovens estudantes professos, assistindo-os espiritualmente como mestre e como professor de Sagrada Escritura no estudo do convento. Nomeado visitador provincial, percorreu a província de Baviera. Em 1443 conseguiu o grau académico de magister na Universidade Jaguelónica de sua cidade natal. Em 1452 o encontramos de novo em Ratisbona como delegado do P. Geral para presidir à celebração do capítulo da Província.
Fora destes cargos de responsabilidade dentro da Ordem, prova da estima de que ainda fora de sua pátria gozava entre os seus o magister Poloniae, sua principal actividade foi o ensino das ciências sagradas na universidade de Cracóvia, onde foi apreciado e querido por seus contemporâneos. 
À sua morte foi sepultado no claustro do convento. Em torno a seus restos cresceu o culto popular, e começaram a ser-lhe atribuídos milagres e graças. E ainda que o título de beato de que desfruta entre os seus – em 1617 foi incluído entre os santos protectores de Polónia -, ainda que não haja sido ratificado por Roma, sua tumba na cripta da igreja de Sta. Catalina segue sendo meta de um incessante peregrinar de devotos, muitos deles estudantes universitários.
Foram várias as ocasiões em que se intentou iniciar a instrução da causa, mas lamentavelmente em nenhuma delas se conseguiu levar a termo.
Por fim, em 20 de Dezembro de 1994, de comum acordo com o cardeal de Cracóvia Francisco Macharski, a postulação geral da Ordem solicitou oficialmente a abertura do processo sobre a fama de santidade do denominado “beato”, virtudes heróicas e culto ininterrupto.
Ultimados os trâmites de lei, em 21 de Dezembro de 1996 se clausurou a informação cognitiva diocesana, em 1 de Fevereiro de 1997 se obtinha da Congregação dos Santos o nihil obstat para proceder, e em 5 de Dezembro do mesmo ano o correspondente decreto de validade do processo levado a cabo em Cracóvia.

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca

WILLIBRORDO, Santo (e outros) - 7 de Novembro

Willibrordo, Santo
Biografía, 7 de Novembro de 739.
Nota:  Não encontrei infelizmente qualquer biografia deste Santo, em http://es.catholic.net/santoral). Afonseca
Willibrordo, Santo
Willibrordo, Santo
Novembro 7
Ernesto, Santo
Biografía, 7 de Novembro

Ernesto, Santo
Ernesto, Santo
Novembro 7
Etimologicamente significa “forte no combate”. Vem da língua alemã.
Hoje, o crente tem ante si o lema que se propôs santo Agostinho três séculos depois de Cristo:"Ama e dize-o com a tua vida".
Hoje mais que nunca se alça uma chamada a abrir caminhos de confiança até nas noites da humanidade.
O jovem Ernesto, morto em 1147, viveu em pleno na época da primeira cruzada (1099).
Foi ela a que permitiu abrir novos caminhos para os Lugares santos a todos os peregrinos.
E além disso, permitiu a fundação de quatro pequenos estados cristãos em terras do Islão: Jerusalém, Antioquia, Edesa e Tripoli.
Sem embargo, desde 1144, a queda de Edesa mostrou que os muçulmanos podiam voltar a colher o que os franceses lhes haviam arrebatado anteriormente, incluída Jerusalém.
Isto deu lugar à segunda cruzada (1147-1149).
Sabe-se pela história que foi um desatino.
Dos 200.000 homens e mulheres que partiram para o Oriente, voltaram só alguns milhares.
Ernesto de Steisslingen foi um deles. Em sua juventude entrou para monge na abadia de Zwiefalten, que dá ao belo lago de Constanza.
O elegeram abade durante cinco anos para dirigir humana e espiritualmente aos sessenta e dois monges que a habitavam.
No término de seu mandato, marchou de novo para a cruzada com o exército alemão, comandado pelo imperador Conrado III.
Quando se despediu de seus irmãos religiosos, disse-lhes:"Creio que não voltarei a ver-vos nesta terra, pois Deus me concederá que verta meu sangue por ele. Pouco importa a morte que me reserva, se me permite sofrer pelo amor de Cristo".
Suas predições se cumpriram. E desde então não se soube nunca como e onde morreu.
¡Felicidades a quem leve este nome!
Comentários ao P. Felipe Santos:
fsantossdb@hotmail.com
Florêncio de Irlanda, Santo
Fundador, 7 de Novembro

Etimologicamente significa “florescente”. Vem da língua latina.
Disse Isaías: “ Buscai ao Senhor, ele se deixará encontrar pois é grande seu perdão”.
Como estás vendo pelo Santoral, há santos de todas as condições sociais. A santidade é um dever de todo crente.
Florêncio pertencia a uma das famílias mais ilustres de Irlanda.
Havia ouvido falar de Jesus. E sem pensar duas vezes, empreendeu caminho até França.
A razão não era outra que sabia que existiam bons mestres na fé do Ressuscitado.
Se preparou a fundo para receber o baptismo e fazer-se cristão. Se deu perfeita conta de que Deus o chamava a que começasse o caminho da santidade.
Já estabelecido em França, construiu uma ermida na Alsácia muito perto do rio Hazle, nos Vosgos.
Ali passava o dia fazendo oração de contemplação ante a bela paisagem que o brindava a natureza.
Pouco a pouco a gente se foi inteirando de que ali havia um ermitão com fama de santidade.
O próprio rei Dagoberto ia a miúdo a esta região. Se inteirou dos prodígios que fazia o solitário irlandês.
Após haver falado com ele, o nomeou bispo de Estrasburgo. Era um privilégio que tinham então alguns reis cristãos.
Não queria aceitar, mas no fim cedeu pelos intensos rogos do monarca.
E diz sua biografia que o fez tão bem que se converteu no padre e guia de todos seus fregueses.
Fundou o mosteiro de Haselach e a colegiata de santo Tomás, que foram dois centros de verdadeira espiritualidade. Morreu no ano 693.

Prosdócimo de Pádua, Santo
Primeiro Bispo de Pádua, 7 Novembro
Prosdócimo de Padua, Santo
Prosdócimo de Pádua, Santo
Segundo uma piedosa tradição, são Prosdócimo, primeiro bispo de Pádua, foi enviado pelo apóstolo são Pedro a anunciar a boa nova em terras euganeas.
Santo padroeiro da cidade de Euganean, e também, segundo a opinião de muitos estudiosos, provável evangelizador de Veneza ocidental inteira.
Santa Justina, Virgem e Mártir, foi convertida e baptizada por São Prosdócimo, sendo este um claro exemplo do labor apostólico do santo Bispo de Pádua

Lúcia de Settefonti, Beata
Virgem, 7 Novembro
Lucía de Settefonti, Beata
Lucía de Settefonti, Beata
Casta virgem de Bolonha, chamada de Settefonti, não longe de Ozzano Emilia, onde estava o mosteiro de Santa Cristina onde com outras companheiras Lúcia professou na Ordem Camaldulense.
Viveu, com olor de santidade, durante o século XII.
Em redor de sua figura de monja e abadessa se divulgaram narrações populares que, atestam o valor de sua intercessão e caridade fraternal, aumentando seu culto particularmente na igreja de Santa Cristina em Bolonha.
Desde aqui em 7 de Novembro de 1753, o Cardeal Palleoti trasladou as relíquias para a Igreja de Santo Andrés de Ozzano onde havia outro mosteiro do mesmo nome.
Pio VI em 1779 confirmou a devoção e fixou sua festividade para 7 de Novembro.

Herculano de Perugia, Santo
Bispo e mártir, 7 Novembro
Herculano de Perugia, Santo
Herculano de Perugia, Santo
Quando os godos tomaram a cidade de Perugia, depois de sete anos de sítio, o rei Totila condenou o bispo Herculano a uma morte terrível, já que os verdugos deviam arrancar-lhe tiras de pele desde a cabeça até aos pés antes de o decapitar.
O encarregado de executar a tortura foi suficientemente humano para cortar-lhe a cabeça antes de lhe haver arrancado toda a pele. Era o ano 547 de nossa era.
O corpo do mártir foi atirado para fora da cidade. Os cristãos se apressaram a sepultar o cadáver junto com a cabeça.
São Gregório o Grande afirma que, quando o desenterraram para o trasladar para a igreja de São Pedro, quarenta dias depois, a cabeça estava unida ao tronco como se nunca tivesse sido cortada.
Sobre o santo que nos ocupa, se tem o dado certo de que um jovem que buscou refúgio em Perugia, quando todos tomaram Tifernum (Cita di Castello), recebeu ali a ordenação sacerdotal de mãos de Santo Herculano. Posteriormente, aquele sacerdote foi o bispo de Tifernum e foi canonizado como São Florindo, a quem se comemora em 13 deste mês.
Os habitantes de Perugia veneram também a outro Santo Herculano bispo da dita cidade. Segundo se diz, era um sírio que havia ido a Roma, de onde foi enviado a evangelizar Perugia. Aí morreu martirizado. Provavelmente os dois Herculanos se identificam.

Antonio Baldinucci, Beato
Presbítero Jesuita, 7 Novembro





Antonio Baldinucci, Beato
Antonio Baldinucci, Beato
Nesta data se celebra a festa do Beato Antonio Baldinucci na Companhia de Jesus e em várias dioceses de Itália, onde o beato trabalhou.
António nasceu em Florença. Era o quinto filho de Catalina Scolari e Felipe Baldinucci. Seu pai, que era pintor e escritor, se restabeleceu de uma enfermidade, graças à intercessão de Santo António de Pádua, e prometeu que consagraria a Deus a seu próximo filho.
O menino nasceu em 1665, precisamente na oitava da festa de Santo António, e recebeu aquele nome no baptismo.
Seu pai o educou desde um princípio para o sacerdócio. Os Baldinucci habitavam na mesma casa da Via degli Angeli, em Florença, onde São Luis Gonzaga havia vivido um tempo quando criança e, a recordação deste santo exerceu uma influência profunda em António.
Aos dezasseis anos, pediu a admissão na Companhia de Jesus, coisa que lhe foi concedida, apesar de que sua saúde não era muito robusta..
António tinha querido ir missionar para as Índias, mas seus superiores lhe dedicaram o ensino dos jovens e a pregação nas confrarias, primeiro em Terni e depois em Roma. Como sofresse de fortes enxaquecas, seus superiores o enviaram de novo a Florença e, depois, a vários colégios situados no campo. A saúde de António começou a melhorar e começou a pregar com grande êxito.
Aos trinta anos recebeu a ordenação sacerdotal. Quando terminou o ano de sua terceira prova, se ofereceu novamente para as missões das Índias, mas seus superiores não acederam, mas que o enviaram a trabalhar a Viterbo e Frascati.
Aí passou o beato os trinta anos que lhe restavam de vida, trabalhando sobretudo entre os pobres e instruindo ao povo.
Para atrair as gentes, empregava métodos muito chamativos, semelhantes aos que usou São Pedro Claver com os negros e o Beato Julián Maunoir com os bretões. Com efeito, saía a organizar imponentes procissões, desde diversos sítios até ao centro da cidade, que era onde pregava, com os penitentes que levavam coroas de espinhos e se disciplinavam.
O beato pregava a miúdo com uma cruz sobre os ombros ou carregado de cadeias e movia a compaixão ao povo ao aplicar-se ferozes disciplinas nas ruas. Uma vez que havia conseguido impressionar as gentes e fazer-se ouvir, empregava métodos mais ordinários.
A fim de guardar a ordem entre as multidões que acudiam a ouvi-lo, ia organizar um corpo de guardas, escolhidos geralmente entre aqueles que levavam uma vida notoriamente licenciosa, com o qual os ganhava e conseguia que ouvissem seus conselhos.
Por regra geral, a missão terminava com a queima pública de baralhos, dados, imagens obscenas e outros objectos que fossem ocasião de pecado. O jogo, as vinganças violentas e a libertinagem, estavam na ordem do dia mas o zelo do Padre António lograva conversões duradouras e o movia a deixar organizadas boas obras.
Ainda que pregava constantemente missões, com o trabalho que isso supõe, teve tempo para escrever numerosos sermões e instruções, por não falar de sua ampla correspondência.
Rara vez dormia mais de três horas e o fazia sempre sobre um leito de tábuas. Jejuava três dias por semana. Em vista de sua prodigiosa actividade, o Papa Clemente XI o dispensou da recitação do breviário, mas o beato jamais fez uso dessa dispensa.
Em vinte anos, pregou 448 missões em treze dioceses dos Abruzos e da Romaña.
Em 1708, foi a pregar a quaresma em Liorna, por ordem do duque Cosme III. Chegou descalço, vestido com uma velha sotaina e com sua equipagem sobre os ombros.
Os nobres não assistiram ao princípio seus sermões, mas o beato acabou por ganhá-los, e desde então, pregou sempre durante a quaresma em alguma das cidades mais importantes da região.
No ano 1776 Itália se viu assolada por uma fome terrível, e o beato António trabalhou incansavelmente por socorrer aos necessitados. Ainda que apenas tinha algo mais que cinquenta anos, estava consumido pela fadiga e com dificuldade pôde suportar aquele esforço. Deus o chamou a Si em 7 de Novembro do ano seguinte.
Durante uma missão que havia pregado em Carpineto em 1710, se hospedou na casa da família Pecci, que mais tarde havia de dar à Ilesa ao Papa Leão XIII. António Baldinucci foi precisamente beatificado por dito pontífice em 1893.

http://es.catholic.net/santoral
Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

MARTINHO DE PORRES, Santo (e outros) - 3 de Novembro

Martín de Porres, Santo
Religioso dominicano, Novembro 3
Martín de Porres, Santo
Martín de Porres, Santo
Religioso dominicano, peruano
O racismo, essa distinção que fazem homens distinguindo a nossos semelhantes pela cor da pele é algo tão sem sentido como distingui-los pela estatura ou pelo volume da massa muscular. E o pior não é a distinção que está aí mas sim que esta leve consigo uma menor valorização das pessoas -necessariamente distintas- para o desempenho de ofícios, trabalhos, remunerações e estima na sociedade. Um mulato fez maior bem que todos os brancos juntos à sociedade limenha da primeira metade do século XVII.
Foi filho bastardo do ilustre fidalgo -hábito de Alcântara- D. João de Porres, que esteve breve tempo na cidade de Lima. Se bem que os espanhóis lá não tenham feito muito bem à população autóctone e confiemos que o Bom Deus faça rebaixa ao julgar alguns aspectos morais quando chegue o dia do juízo, ainda que neste caso só seja por haver tirado do mal muito bem. Teve Don Juan dois filhos, Martín e Joana, com a mulata Ana Vázquez. Martín nasceu mulato e com corpo de atleta em 9 de Dezembro de 1579 e o baptizaram, na paróquia de São Sebastião, na mesma pia que Rosa de Lima.
A mãe o educou como pôde, ou melhor com estreiteza, porque os importantes trabalhos de seu pai o impediam atendê-lo como devia. De facto, reconheceu a seus filhos muito mais tarde; os levou a Guayaquil, deixando a sua mãe acomodada em Lima, com boa família, e lhes deu mestre particular.
Martín regressou a Lima, quando nomearam a seu pai o governador de Panamá. Começou a familiarizar-se com o bem retribuído ofício de barbeiro, que naquela época era bastante mais que tirar dentes, extrair muelas ou fazer sangrias; também compreendia o ofício dispor de ervas para fazer emplastros e poder curar dores e nevralgias; além disso, era preciso um determinado uso do bisturi para abrir inchaços e tumores. Martín soube fazer-se um perito por passar como ajudante de um excelente médico espanhol. Dele começou a viver e seu trabalho lhe permitiu ajudar de modo eficaz aos pobres que não podiam pagar-lhe. Por sua barbearia passaram igual labregos que soldados, foram a buscar alivio tanto cavaleiros como corregedores.
Mas o que faz exemplar a sua vida não é só a repercussão social de um trabalho humanitário bem feito. Mas é o exercício heróico e continuado da caridade que dimana do amor a Jesus Cristo, a Santa María. Como sua pessoa e nome impunha respeito, teve que intervir em arranjos de matrimónios irregulares, em dirimir contendas, falar em pleitos e reconciliar famílias. Com claríssimo critério aconselhou em mais duma ocasião ao Vice-rei e ao arcebispo em questões delicadas.
Alguma vez, quem espiavam seus costumes por considerá-los estranhos, o puderam ver em êxtase, elevado sobre o solo, durante suas longas orações nocturnas ante o santo Cristo, desprezando a natural necessidade do sono. Chamava profundamente a atenção sua devoção permanente pela Eucaristia, onde está o verdadeiro Cristo, sem perdoar-se a assistência diária a  Missa ao raiar a alba.
Pelo exercício de seu trabalho e por sua sensibilidade para a religião teve contacto com os monges do convento dominicano do Rosário onde pediu a admissão como donato, ocupando a ínfima escala entre os frades. Ali viviam em extrema pobreza até ao ponto de ter que vender quadros de algum valor artístico para sobreviver. Mas a ele não o assusta a pobreza, a ama. Apesar de ter em sua cela um armário bem dotado de ervas, vendas e o instrumental de seu trabalho, só dispõe de tábuas e colchão como cama.
Encheu de pobres o convento, a casa de sua irmã e o hospital. Todos o buscam porque os cura aplicando os remédios conhecidos por seu trabalho profissional; em outras ocasiões, se correm as vozes de que a oração conseguiu o improvável e há enfermos que conseguiram recuperar a saúde só com o toque de sua mão e de um modo instantâneo.
Revolveu a tranquila e ordenada vida dos bons frades, porque em alguma ocasião resolveu a necessidade de um pobre enfermo entrando em sua própria cela e, ao corrigir algum dos conventuais por motivos de clausura, lhe ocorreu expor em voz alta seu pensamento antepondo a disciplina os motivos dimanantes da caridade, porque "a caridade tem sempre as portas abertas, e os enfermos não têm clausura".
Mas entendeu que não era prudente deixar as coisas ao improviso de momento. A vista de golfos e desatendidos lhe come a alma por ver a figura do Mestre em cada um deles. ¡Há que fazer algo! Com a ajuda do arcebispo e do Vice-rei funda um Asilo onde pode atendê-los, curá-los e ensinar-lhes a doutrina cristã, como fez com os índios dedicados a cultivar a terra em Limatombo. Também os dinheiros de dom Mateo Pastor e Francisca Vélez serviram para abrir as Escolas de Órfãos de Santa Cruz, onde as crianças recebiam atenção e conheciam a Jesus Cristo.
Não se sabe como, mas várias vezes esteve curando em distintos sítios e a diversos enfermos ao mesmo tempo, com uma bi-locação sobrenatural.
O contemplativo Porres recebia disciplinas até derramar sangue fazendo-se açoitar pelo índio inca por seus muitos pecados. Como outro pobre de Assis, se mostrou também amigo de cães coxos abandonados que curava, de mulas dispostas para o matadouro e até o viram ralhar aos ratos que comiam os panos da sacristia. Se vê que não pôs limite na criação ao exercício da caridade e a transportou à ordem cósmica.
Morreu no dia previsto para sua morte que havia conhecido com antecipação. Foi em 3 de Novembro de 1639 e causada por uma simples febre; pedindo perdão aos religiosos reunidos por seus maus exemplos, se marchou. O Vice-rei, Conde de Chinchón, Feliciano de la Vega -arcebispo- e mais personagens limenhos se misturaram com os incontáveis mulatos e com os índios pobres que recortavam tantos pedaços de seu hábito que houve de mudar-se várias vezes.
Foi canonizado pelo papa João XXIII em 1962.
Desde logo, está claro que a santidade não entende de cores de pele; só faz falta querer sem limite.
¿Que nos ensina sua vida?
A vida de San Martín nos ensina:



  • A servir os outros, aos necessitados. San Martín não se cansou de atender aos pobres e enfermos e o fazia prontamente. Demos um bom serviço aos que nos rodeiam, no momento que o necessitam. Façamos esse serviço por amor a Deus e vendo a Deus nas outras pessoas.





  • A ser humildes. San Martín foi uma pessoa que viveu esta virtude. Sempre se preocupou pelos outros antes que por ele mesmo. Via as necessidades dos demais e não as próprias. Se punha no último lugar.
    A levar uma vida de oração profunda. A oração deve ser o cimento de nossa vida. Para poder servir aos demais e ser humildes, necessitamos da oração. Devemos ter uma relação intima com Deus






  • A ser simples. San Martín viveu a virtude da simplicidade. Viveu a vida de cara a Deus, sem complicações. Vivamos a vida com espírito simples.





  • A tratar com amabilidade aos que nos rodeiam. Os detalhes e o trato amável e carinhoso é muito importante em nossa vida. Os demais o merecem por ser filhos amados por Deus.





  • A alcançar a santidade em nossas vidas. Por alcançar esta santidade, lutemos...





  • A levar uma vida de penitência por amor a Deus. Ofereçamos sacrifícios a Deus.
    São Martín de Porres se distinguiu por sua humildade e espírito de serviço, valores que em nossa sociedade actual não se lhes considera importantes. Se lhes dá maior importância a valores de tipo material que não alcançam no homem a felicidade e paz de espírito. A humildade e o espírito de serviço produzem no homem paz e felicidade.
    Oração






  • Virgem Maria e São Martín de Porres, ajudem-me este dia a ser mais serviçal com as pessoas que me rodeiam e assim crescer na verdadeira santidade.
    Segue navegando com São Martín de Porres en:
    corazones.org
    EWTN



  • Sílvia de Constantinopla, Santa
    Biografía, 3 Novembro

    Novembro 3
    Etimologicamente significa “habitante da selva, senhora dos bosques”. Vem da língua latina.
    Quando o crente é bem educado na família, normalmente continua bem ao longo de sua vida. No seio familiar se aprende e se começa a viver o tesouro do amor.
    Eis aqui uma senhora em todo o melhor sentido da palavra. Há sobre ela uma lenda que lhe atribui que foi a mãe dos gémeos Rómulo e Remo.
    Mas a realidade é que morreu no ano 420. Os martirológios orientais a recordam como a irmã de Rufino, governador da cidade.
    Tanta era sua virtude que todo o mundo em Constantinopla a conhecia por sua santidade e sua forma de ajudar a que os demais vivessem a edificação perfeita de suas pessoas no mistério de Deus.
    Dizem que era a rapariga mais inteligente do século e a mais valente em defender a ortodoxia contra as nascentes heresias.
    A outra Sílvia foi a mãe de são Gregório Magno, doutor da Igreja e Papa no século VI, cujos dados os podem ver
    AQUI (e também no capítulo que se segue.AF).
    Sílvia Santa
    Mãe de São Gregório Magno, Novembro 3
    Silvia Santa
    Sílvia Santa
    Mãe de São Gregório Magno  -  Novembro 3
    Como todas as mulheres que estão esperando um filho, Sílvia estava esperando o "grande evento", grande pelo milagre dos homens e grande pela graça de Deus.
    ¿Que é o que sabemos acerca de Santa Sílvia?. Que ela foi mãe de
    Gregório Magno, Papa e doutor da Igreja.
    ¿Não somos nós um reflexo de nossos pais e de seu pensamento?
    ¿Que tão seguido é sentido o vibrar de um eco distante?, ¿ou algumas chamadas de tempos passados?¿ou sentido na profundidade de meus ossos as pisadas de um ancestral Celta? ¿ou o pranto de um cavaleiro de Mongólia?, como se toda minha vida fosse feita por fragmentos de vidas que viveram milhares de anos atrás.
    Um homem é o que traz ao mundo ¿Racine? o autor de Andromaque ou Sílvia, a mãe de São Gregório.
    ¡Que emoção ao sentir germinar os trabalhos misteriosos do universo!
    Ontem apenas era uma menina, mas agora já é uma líder na etapa da vida.
    Ontem, o amor jovem e encantador, doces simplicidades, dias sem cuidado, e de repente ”cruzando a linha” e entrando em outro mundo algo desconhecido, como um pássaro em ilhas estranhas, como a sombra de uma palmeira no deserto, todo um novo sentido de vida, um baile misterioso, um novo vinho... uma sensação no ventre, um filho na carne.
    Sustentar a um filho como Deus sustenta a humanidade.
    Em seu ventre e em sua mente, Sílvia sente responsabilidade por seu filho. Não só sua missão é dar à luz a um filho, mas compor toda a vida de aquele homem: seu corpo e alma, ¿se a mãe dá à luz o corpo, não poderá também influenciar a alma?
    Ela sonha com ele enquanto o amamenta, e dá forma com todos os desejos de seu corpo e com as belezas de sua alma.
    E assim por nove meses Sílvia esperou e planeou com ilusão.
    O bebé tem que ser um menino, não cabe dúvida acerca de isso o dizia a toda sua família, esse era o filho que ela sentia. Ela já o havia visto: uma visão, um positivo, visão criativa.
    ¿Acaso ele será um senador, como seu pai Gordián? , ¿um cônsul, ou o imperador?.
    ¿Será o Papa? ou ¿um santo?. Não há limite para a imaginação de uma mamã.
    Tudo isto se passou em Roma em 540 d.C. Vigiluu foi Papa e Vetegis foi imperador mas ¿quem sabe algo deles?. Era um mundo todavia em transição. Num lado eram invasões, no outro eram heresias. O menino fez seus estudos muito brilhantemente.
    Recebeu uma fina educação latina que lhe serviu para governar homens e defender dogmas. Ela por fim o viu usando a toga tricolor de um pretor romano.
    Mas, ¿que importância tem a toga de um homem comparada com a toga que usam os homens de Deus?
    De pronto Gregório renunciou a todas suas responsabilidades e bem-estar e se converteu num monge. As seis vilas que tinha na Sicília as converteu em seis mosteiros.
    Ele tinha 35 anos de idade, e Sílvia sentiu em seu corpo que toda a estrutura delicada da história estava tremendo.
    Houve uma praga e o Papa morreu. Sílvia decidiu que o seguinte Papa teria que ser Gregório.
    Ele se negou em vão, escapou de Roma numa canastra de mimbre, se escondeu nos bosques e pântanos de Pontine. Ao final do curso foi encontrado – ou descoberto— e com grande regozijo trazido à igreja, em Setembro, 3 de 590, e se consagrou como Papa. Gregório era Papa e Sílvia havia sido sua profeta.
    Ele estava para fazer um pontificado heróico. Os Lombardos, que estavam devastando Itália, tinham que ser vigiados e o imperador em Constantinopla tinha que ser enfrentado.
    Gregório escreveu muitos trabalhos (principalmente os morais), reformou a Igreja, trouxe aos Visigodos Arios de regresso à verdadeira fé, e evangelizou a Alemanha.
    Ele foi o que inventou a frase: Servidora dos servidores de Deus.
    Sua vitória mais característica foi a de extinguir a heresia de Eutyche), o patriarca de Constantinopla, que afirmou que a ressurreição do corpo seria uma forma delicada, numa carne etérea.
    Gregório replicou de que ressuscitaremos em corpo e sangue, literalmente palpável como foi o corpo de Cristo para o apóstolo Tomás.
    “Eu devo de ser vestido com minha carne de novo” disse o livro de Job, e na Ultima Ceia Jesus disse: “Este é o meu corpo.” Um dos aspectos mais palpáveis da fé Católica é o domínio do corpo, semi-incorruptível e eterno.
    Quando Gregório já era Papa, Sílvia já havia entrado no convento e seu esposo já se havia convertido em sacerdote simultaneamente.
    Acima de sua casa em Colina de Coelian em Roma construíram uma capela em sua honra.
    Morreu em 572 d.C.

    Gwenfrewi ou Winfred de Gales, Santa
    Virgem e Mártir, 3 Novembro

    Gwenfrewi o Winfred de Gales, Santa
    Gwenfrewi ou Winfred de Gales, Santa
    Novembro 3
    Jesus disse: “Orai por vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem para poder ser chamados filhos de vosso Pai que está no céu”. 
    O nome da padroeira de Gales aparece também escrito em forma inglesa Winifred (Winifreda) ou com outra forma
    Guineura.
    Foi uma virgem do século VII. A vida dos santos e santas se deve, fundamentalmente, não tanto aos prodígios quanto a seu culto tributado desde a mais antiga era cristã.
    A vida desta virgem galesa se escreveu no século XII.
    ¿Que se sabe dela?
    Viveu em Holywell. Como tinha um tio santo, o seu passou a um segundo lugar.
    Se conta que viveu – desde que era muito jovem – assaltada por um homem que intentava seduzi-la do modo que fosse.
    Cansado e irritado por não conseguir seu objectivo de a violar, quando ia um dia para a igreja, a seguiu.
    Estava a jovem submersa na sua intimidade com o Senhor mediante a oração, se acercou e lhe deu morte.
    De lugar em que caiu sua cabeça, nasceu uma fonte.
    Antes de morrer, havia sido monja entregue a Deus plenamente. Inclusive, devido a suas qualidades e a sua santidade, a elegeram abadessa de Holywell.
    Na Idade Média se propagou seu culto por muitos sítios, devido, em parte, à saída dos galeses de um lado para outro.
    Tanto Hoywell como Shrewsbury se hão convertido em centros de peregrinação.
    Enrique V mandou que esta peregrinação se fizesse a pé. Eduardo VI fez o mesmo.
    ¡Felicidades a quem leve este nome!

    Dominicano, 3 Novembro
    Simón Ballachi, Beato
    Simón Ballachi, Beato
    Simón Ballachi entrou a servir a Deus como irmão leigo no convento dos dominicanos de Rímini, sua cidade natal, aos vinte e seis años de idade.
    Como se a humildade de seu estado não bastasse, Simón se mortificava ainda mais ao oferecer-se para executar os trabalhos mais baixos e ao disciplinar-se com uma cadeia de ferro.
    Oferecia todos seus sofrimentos pela conversão dos pecadores.
    Se diz que o demónio lhe aparecia e o fazia sofrer muito.
    Simón estava encarregado do horto. Tinha predilecção pelas almas infantis e saía a percorrer as ruas com uma cruz na mão, para chamar as crianças ao catecismo.
    A os cinquenta e sete anos ficou cego e assim viveu doze anos mais. Nos últimos anos teve que guardar a cama. Suportou essas provas com valor e alegria.
    Deus o premiou com o dom de milagres, e o povo o venerou como santo enquanto morria. Seu culto foi confirmado em 1821.

    Huberto (Humberto) de Mastrique-Tongeren, Santo
    Huberto (Humberto) de Mastrique-Tongeren, Santo
    Nasceu provavelmente em Tolosa de Languedoc, França, em 656 ou 658; morreu em 30 de Maio de 727 ou 728, em Tervuren, Bélgica. É um santo católico, que se invoca como protector contra a raiva e é considerado celestial padroeiro dos caçadores, matemáticos, ópticos e metalúrgicos. Sua festa se celebra no dia 3 de Novembro.
    Huberto foi o filho mais velho de Bertrán. Como os nobres merovingios de seu tempo, Huberto praticava assiduamente a caça. Se mudou para Metz, onde se casou (682) com Floribana, filha de Dagoberto, Conde de Lovaina. Foi uma eleição matrimonial conveniente pela importância das duas famílias. Seu filho Floriberto, como Huberto, chegaria a ser bispo de Lieja.
    Huberto partiu, logo depois de sentir o chamado do Senhor, para Mastrique, onde Lamberto era bispo, e a partir de então actuou como seu director espiritual. Huberto renunciou a seus direitos de primogenitura no Ducado de Aquitânia em favor de seu irmão Eudo, que foi nomeado tutor de Floriberto, o filho de Huberto e Floribana. Distribuiu aos pobres sua riqueza e estudou ordens sagradas, para ser consagrado presbítero, assistindo na administração da diocese de Mastrique-Tongeren a São Lamberto. Seguindo seu conselho, partiu em romaria até Roma no ano 708, durante sua ausência foi assassinado seu bispo e mentor. A hagiografia de Huberto indica que este assassinato foi revelado ao Papa com a indicação de designar a Huberto, sucessor de São Lamberto na diocese de Mastrique-Tongeren, como assim sucedeu.
    Como bispo, mudou a sede de Mastrique a Lieja, enterrou a seu predecessor numa basílica construída para honrar sua memória no lugar mesmo do assassinato e sentou as bases para fazer de Lieja uma grande cidade. Esta tem hoje a São Lamberto como seu santo padroeiro e a Santo Huberto é contado como seu primeiro bispo. O bispo Huberto destacou-se por sua simplicidade e austeridade, por intensidade de suas orações e jejuns e sua famosa eloquência. Evangelizou a área de Ardenas.
    Huberto morreu em Tervuren, Brabante em 727 ou 728 e foi enterrado em Lieja. Seus restos foram logo exumados no ano 825 e trasladados para a abadía beneditina de Andain, situada na povoação que actualmente se chama San Huberto. Nos seguintes anos até ao Século XVI, em que desapareceram os restos, seu sepulcro foi muito visitado e centro de peregrinação.
    O nome e a protecção de Santo Huberto se tomou por algumas Ordens Militares no Século XV. Felipe IV de Espanha, rei caçador, tinha a Santo Huberto como protector.
    Em alguns sítios se festeja em 13 de Março

    Malaquias de Armagh, Santo
    Bispo, 3 Novembro





    Malaquías de Armagh, Santo
    Malaquias de Armagh, Santo
    No século IX começou Irlanda a experimentar os efeitos das invasões que haviam assolado a outros países. Com efeito, os bárbaros conhecidos com o nome genérico de orientais, fizeram incursões nas regiões costeiras, e os daneses estabeleceram colónias permanentes em Dublin e outras cidades. Por onde quer que iam cometiam assassinatos, demoliam mosteiros e queimavam bibliotecas. Tudo isso debilitou muito o poder civil; os reis locais, que lutavam contra o inimigo de fora e se destruíam entre si, perderam muita autoridade. O trato prolongado e inevitável entre os nativos e os opressores da religião e da lei traziam consigo uma relaxação gradual da fé e dos costumes. Assim pois, ainda que Irlanda não tenha chegado nunca a cair no  grau de iniquidade que supunham certos ingleses e alguns homens de igreja estrangeiros (inclusive San Bernardo), se achava sem embargo num estado lamentável quando estalou a guerra civil, após a derrota definitiva dos daneses, em Clonfart (1014).
    Precisamente nessa época de confusão, do ano 1095, nasceu Malaquias O´More. O menino se educou em Armagh, onde seu pai era mestre de escola. Malaquias era um menino ajuizado e piedoso. Depois da morte de seus pais, se foi a viver com um ermitão chamado Eimar. São Celso, arcebispo de Armagh, julgando-o digno do sacerdócio, o ordenou aos vinte e cinco anos. O arcebispo o encarregou que pregasse a palavra de Deus ao povo e extirpasse os maus costumes que abundavam na sua diocese. São Bernardo, em sua biografia de São Malaquías, diz que este "queimou os ramos e a folha inútil e aplicou o machado às árvores de raiz apodrecida". Numa palavra, o santo se entregou a sua tarefa com grande zelo. Sem embargo, temia não conhecer suficientemente os cânones eclesiásticos para reformar a fundo a disciplina e o culto, pelo que acudiu a San Malco, bispo de Lismore, que se havia educado em Winchester, em Inglaterra, e era famoso por sua ciência e sua virtude. San Malco o acolheu muito bem, o instruiu em tudo o referente ao serviço divino e ao bem das almas e ao mesmo tempo, o empregou nos ministérios de sua igreja.
    Un tío de San Malaquías, que a pesar de ser lego era abad de San Comgall, se había apoderado de las rentas de la gran abadía de Bangor, la cual se hallaba en un estado lamentable. En 1123, el abad renunció a su dominio sobre Bangor, en favor de su sobrino, para que éste restableciese la observancia regular en la abadía. San Malaquías cedió a otra persona las tierras de la abadía, a pesar de las protestas. San Bernardo le alaba por eso, pero hace notar que "llevó demasiado lejos su desinterés y su espíritu de pobreza, como lo demostraron después los hechos." Con diez miembros de la comunidad de Eimar, San Malaquías construyó la abadía, empleando madera, como se acostumbraba en Irlanda. La gobernó durante un año. "Era una regla viviente, un espejo brillante, un libro en el que todos podían aprender los preceptos de la verdadera vida religiosa." La fama del santo aumentó con los milagros que obró. San Bernardo refiere algunos. A los treinta años de edad, San Malaquías fue elegido obispo de Connor. Los cristianos de su diócesis apenas lo eran más que de nombre, pues los daneses habían dominado ahí largo tiempo. El santo hizo cuanto pudo por convertir en corderos a aquellos lobos. El y sus monjes predicaron con energía apostólica, uniendo la severidad a la dulzura. Cuando las gentes no acudían a la iglesia a oírle predicar, San Malaquías iba a buscarles en sus casas. Así consiguió sembrar la bondad y piedad en algunos de los más duros, restableció el uso frecuente de los sacramentos, pobló la diócesis de pastores celosos y volvió a instituir la celebración regular de las horas canónicas, pues desde las invasiones de los daneses habían caído en desuso aun en las ciudades. En esa tarea le sirvieron los conocimientos de música sacra que había adquirido en su juventud. Pero en 1127, un reyezuelo del norte devastó Andrim y Down y expulsó a la comunidad de Bangor, donde vivía San Malaquías. El santo se retiró entonces con algunos de sus monjes a Lismore y después a Iveragh, en Kerry, donde organizó nuevamente la vida monástica.
    En 1129, murió San Celso de Armagh. La sede metropolitana había estado en manos de su familia durante varias generaciones. Para romper esa nociva costumbre San Celso ordenó en su lecho de muerte que su sucesor fuese Malaquías, a quien envió su b´culo pastoral. Sin embargo, los parientes de San Celso instalaron en la sede a su primo Murtagh y, durante tres años, San Malaquías no intentó apoderarse de la diócesis. Finalmente, se dejó convencer por el legado pontificio Gilberto de Limerick, por San Malco y algunos otros y, protestando que renunciaría al gobierno de la sede en cuanto hubiese restituido el orden, se trasladó de I veragh a Armagh. Hizo cuanto pudo por tomar en sus manos el gobierno de su diócesis; sin embargo, para evitar los desórdenes y el derramamiento de sangre, no intentó entrar en la cabecera de la diócesis ni apoderarse de la catedral. Murtagh murió en 1134, no sin haber nombrado por sucesor a Niall, hermano de San Celso. Ambos bandos estaban armados, y San Malaquías determinó hacerse entronizar en su catedral. Los partidarios de Niall se presentaron de improviso en una reunión de los partidarios de San Malaquías, pero fueron dispersados por una tempestad tan violenta, que doce hombres murieron calcinados por el rayo. San Malaquías consiguió tomar posesión de su diócesis. Sin embargo, la paz no reinaba en ella, pues Niall se había llevado de Armagh dos reliquias muy veneradas, y el pueblo consideraba como legítilmo arzobispo a quien las tenía en su poder. Consistían en un libro (probablemente el "Libro de Armagh") y una cruz pastoral llamada "el báculo de Jesús": el pueblo creía que ambas habían pertenecido a San Patricio. Esto explica por qué muchos eran partidarios de Niall y perseguían violentamente a Malaquías. Uno de ellos invitó al santo a una conferencia para asesinarle. San Malaquías, rontra el parecer de sus amigos, acudió a la reunión, dispuesto a sufrir el martirio por la paz; pero su valor y tranquila dignidad desarmaron a sus enemigos, y se firmó la paz. Sin embargo, San Malaquías tuvo que conservar su guardia de corps hasta que recuperó el báculo y el libro y fue reconocido como arzobispo por todo el pueblo. Habiendo roto así la tradición de la sucesión hereditaria y restablecido la disciplina y la paz en la sede, insistió en renunciar a la digni dad archiepiscopal y consagró por sucesor suyo a Gelasio, abad de Derry. En 1137 regresó a su antigua sede.
    San Malaquías dividió su diócesis, consagró a un nuevo obispo para Connor y se reservó para sí la región de Down. Ya sea en Downpatrick, o más probable mente en las ruinas del monasterio de Bangor, estableció una comunidad de canónigos regulares, con quienes vivía siempre que se lo permitían sus actividades pastorales. Dos años después, emprendió un viaje a Roma para informar a la Santa Sede de todo lo que había hecho. Entre otras cosas quería conseguir el palio para los arzobispos de Armagh y de otra sede metropolitana que San Celso había establecido en Cashel. San Malaquías desembarcó en Inglaterra y se trasladó a York, donde conoció a Waltheof de Kirkham, quien le regaló un caballo. Después pasó a Francia, atravesó la Borgoña y llegó a la abadía de Claraval Ahí conoció a San Bernardo, quien se convirtió en fiel amigo, fue admirador suyo y, más tarde, escribió su biografía. Malaquías quedó tan edificado por el espíritu de los cistercienses, que concibió el deseo de compartir su vida de penitencia y contemplación y acabar ahí sus días. En Ivrea del Piamonte restituyó la salud al hijo de su huésped, que estaba al borde de la muerte. El Papa Inocencio II se negó a aceptar la renuncia del santo, aprobó cuanto había hecho en Irlanda, le nombró legado suyo en ese país y prometió que concedería los palios, si se le pedían oficialmente. En el viaje de regreso, San Malaquías volvió a pasar por Claraval, donde, como dice San Bernardo, "nos bendijo por segunda vez". Como no podía quedarse con aquellos siervos de Dios, San Malaquías dejó ahí a cuatro de sus compañeros, quienes, en 1142, volvieron a Irlanda con el hábito del Cister e instituyeron la abadía de Mellifont, de la que se originaron muchas otras. San Malaquías volvió a su patria por Escocia, donde el rey David le rogó que curase a su hijo, quien estaba muy enfermo. El santo dijo al prícipe: "Ten buen ánimo. No morirás de esta enfermedad." En seguida le roció con agua bendita. Al día siguiente, Enrique estaba completamente curado.
    En 1148, los obispos y el clero reunidos en un sínodo en Inishpatrick, cerca de Skerries, resolvieron pedir oficialmente a Roma el palio para los dos metropolitanos. San Malaquías fue comisionado para entrevistarse con el Papa Eugenio III, quien se hallaba entonces en Francia. Pero la suspicacia política del rey Esteban retrasó al santo en Inglaterra y, cuando él llegó a Francia, el Papa ya había partido para Roma. Así pues, San Malaquías pudoir a Claraval, donde San Bernardo y sus monjes le acogieron gozosamente. Después de la celebración de la misa de la fiesta de San Lucas, San Malaquías se sintió enfermo y hubo de guardar cama. Los monjes le atendieron solícitamente, pero el santo les dijo que todo era inútil, pues iba a morir de aquélla enfermedad. Además, insistió en bajar a la iglesia a recibir los ñultimos sacrametos, y rogó a los monjes que siguiesen orando por él después de su muerte. También les encomendó que pidiesen por las almas de todos sus feligreses y él prometió, por su parte, no olvidarlos ante Dios. San Malaquías murió el día de difuntos de 1148, en brazos de San Bernardo, y fue sepultado en Claraval. En su segundo sermón sobre San Malaquías, San Bernardo decía a sus monjes: "Quiera él proteger con sus méritos a aquellos a quienes instruyó con su ejemplo y confirmó con sus milagros." Además, San Benardo tuvo la audacia de cantar, en la misa de cuerpo presente, la postcomunión de la misa de un obispo confesor. El Papa Clemente III confirmó, en 1190, aquella "canonización de un santo por otro santo". San Malaquías fue el primer irlandés canonizado por un Papa. Los cistercienses, los canónigos regulares y todas las diócesis de Irlanda celebran su fiesta. San Malaquías hizo por la unificación de la Iglesia en Irlanda lo que Sab Teodoro había hecho 500 años antes, por la de Inglaterra.
    Nuestro artículo sobre San Malaquías quedaría incompleto, si no hiciésemos mención de las "profecías" sobre los Papas, que se le atribuyen. Consisten en la atribución de ciertos rasgos y características a los Papas, desde Celestino II (1143-1144) hasta el fin del mundo, cuando reine "Pedro el Romano". Las provesías están formuladas como lemas o títulos simbólicos. El que las reveló al mundo fue Dom Arnoldo de Wyon, O.S.B., en 1595. El benedictino las atribuyó a San Malaquías, pero sin explicar por cuáles razones y sin decir siquiera dónde las había encontrado. Un jesuita del siglo XVII sostuvo que habían sido inventadas por un partidario del cardenal Simoncelli, durante el cónclave de 1590, pero, en 1871, el P. Cucherat escribió un libro en el que afirmaba que las profecías habían sido reveladas en Roma a San Malaquías, el cual las comunicó por escrito a Inocencio II. Las profecías habían quedado olvidadas en los archivos pontificios durante 450 años, hasta que las descubrió Dom de Wyon. Está fuera de duda que las profecías son espurias y no tienen nada que ver con San Malaquías. Un examen superficial revela que los lemas que caracterizan a los Papas hasta Gregorio XIV (1590), son muy precisos (con frecuentes alusiones a los apellidos italianos) y se cumplieron a la letra. Por el contrario, los lemas de los siguientes Pontífices son vagos, generales y no siempre se aplican a los hechos, por más esfuerzos que se hagan por ensanchar su sentido. El lema de Pío XII era "Pastor Angelicus" (Pastor angélico), algo bastante común; en cambio el de San Pío V era "Ángel del bosque" y el de Benedicto XIV "Animal rústico".

    http://es.catholic.net/santoral

    Recolha, transcrição e tradução incompleta por António Fonseca

    NUNO DE SANTA MARIA ÁLVARES PEREIRA, Santo (e outros) - 6 de Novembro

    Nota: Como já devem ter reparado - os meus leitores, se os há - esta biografia foi já publicada no passado dia 1 de Novembro, mas como de facto hoje é que é o dia designado para a sua festa, volto a publicá-la.

    • Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Santo
    Novembro 1 Carmelita, 1 Novembro

    Nuño de Santa Maria Alvares Pereira, Santo

    Nuno de Santa Maria Alvares Pereira, Santo

    Fundador da casa de Bragança, nasceu em Cernache de Bonjardim, Portugal, em 24.6.1360 do nobre cavaleiro D. Álvaro, Grande Prior dos Cavaleiros de São João de Jerusalém.
    Aos treze anos entrou a formar parte da família real. Queria ser solteiro, mas, para obedecer a seu pai, contraiu matrimónio em 1376 e teve três filhos. Lutou denodadamente pelos direitos de sua pátria, pelo que é considerado "herói nacional".
    Este herói português e carmelita foi o eleito pela providência para libertar a sua pátria e conseguir sa independência.
    Eleito também para que fosse seu exemplo e vontade quem opusera um dique à desenfreada licença de costumes daqueles tempos.
    Quem com sua vida mortificada e austera condenara a moleza da nobreza.
    Quem com sua profunda humildade reprovara o domínio da altivez e soberba.
    Quem com sua caridade fazia aos pobres resolver os pavorosos problemas sociais que atacavam ao país.
    O povo português, já en vida, lhe chamava "o santo Condestável", porque havia compreendido que no guerreiro e no heróico capitão se escondia o santo.
    Sua esposa morreu em 1387 e ele continuou ocupando-se da defesa de sua pátria.
    Em 1423, mandou construir um grandioso templo que confiou aos carmelitas.
    Ingressou na Ordem do Carmo, atraído especialmente pelo culto que os carmelitas davam à Virgem Maria e pelo bem que realizavam na liturgia.
    Foi para todos os religiosos um perfeito modelo de observância e de todas as virtudes.
    Passava longas horas ante o Santíssimo Sacramento, rezava todos os dias o ofício divino e assistia a quantas missas podia.
    Sua última enfermidade foi breve e se viu rodeado do rei e de todos os magnates do reino, a quem dirigiu muito sentidas e edificantes palavras.
    Morreu em 1.4.1431.
    Logo depois de sua morte recebia culto público, mas o Papa Urbano VIII (1623-1644), mediante uma série de decretos e disposições, quis impedir abusos na veneração de certos servos de Deus que morreram com fama de santidade mas que não haviam sido beatificados ou canonizados pela Santa Sé. Ao mesmo tempo ordenava como deviam tratar-se as causas de canonização, além de proibir que se continuasse dando culto àqueles que não haviam sido beatificados nem canonizados pela Santa Sé.
    Em finais do século XIX se introduziu a solicitude para a beatificação de Nuno de Santa Maria a fim de poder continuar com a prática do culto ao Santo Condestável. Se cumpriram todas as formalidades requeridas e em 15 de Janeiro 1918, em sessão plenária dos membros da Congregação de Ritos, se aprovava, por aclamação unânime, o reconhecimento do culto ao Beato Nuno de Santa Maria Álvares Pereira. O Santo Padre Bento XV, no dia 23 do mesmo mês, ratificava a sentença da Congregação com o decreto
    Clementissimus Deus.
    No dia 13 de Julho de 2003 foi aberto o processo sobre a actualidade da fama de santidade e do culto ao Beato Nuno para a canonização. O referido processo foi concluído no dia 3 de Abril de 2004.
    Enquanto se está elaborando a Positio ou Ponencia do dito processo, se há feito o processo sobre uma cura cientificamente inexplicável quoad modum, atribuída à intercessão do Beato Nuno como um presumível milagre. Deus queira que o juízo dos espertos seja favorável e, ainda que se haja de esperar o tempo necessário para os trabalhos, estudos e revisões pertinentes, se chegue ao reconhecimento de parte do Santo Padre e conceda a canonização.

    ÚLTIMA HORA

    - Nota colocada por António Fonseca, neste blogue, em 1 de Novembro de 2009, na mensagem que publiquei no ex-blogue CONFERÊNCIA VICENTINA DE S. PAULO, actualmente denominado COMUNIDADE DE SÃO PAULO DO VISO, em 20-04-2009 16:42.- é feita a seguinte referência que transcrevo de seguida

    Beato Nuno de Santa Maria

    Nun’Álvares Pereira canonizado dia 26

    Portugal vai ter mais um santo. Bento XVI vai canonizar Nuno Álvares Pereira. A Renascença dá-lhe a conhecer um mito da História de Portugal. Ao longo da semana, a Renascença vai trazer-lhe a vida e a importância de D.Nun’Álvares Pereira sob diversas perspectivas. Conheça as várias facetas do Santo (o militar, o fundador da Casa de Bragança, a figura histórica e algumas curiosidades sobre o Santo).

    A Renascença entrevistou também várias personalidades ligadas a D.Nun’Álvares, como o Cardeal Saraiva Martins ou D. António Vitalino Dantas.

    Fique também a saber qual a sua influência no estrangeiro (em Inglaterra, por exemplo, é patrono de um batalhão de fuzileiros), quais os santos e beatos que merecem maior devoção dos portugueses ou quais os nomes que se podem seguir na lista de beatificações do Vaticano.

    Os porquês?

    Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira, 1360-1431) foi beatificado em 1918 por Bento XV e, nos últimos anos, a Ordem do Carmo (onde ingressou em 1422), em conjunto com o Patriarcado de Lisboa, decidiram retomar a defesa da causa da canonização. A sua memória litúrgica celebra-se, actualmente, a 6 de Novembro.

    O processo de canonização foi reaberto a 13 de Julho de 2004, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, em sessão solene presidida por D. José Policarpo. Uma cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano foi relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que sofreu lesões no olho esquerdo, por ter sido atingida com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe. O cardeal Saraiva Martins, Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos, conduziu no Vaticano o processo de canonização.

    Segundo D. José Saraiva Martins, a idosa sofria de "uma úlcera na córnea", uma coisa gravíssima. E os médicos, realmente, chegaram à conclusão que aquilo [a cura] não tinha "explicação científica", frisou, em declarações recentes à Lusa, explicando que o processo de canonização de D. Nuno Álvares Pereira chegou ao fim "em três meses", entre Abril e Julho de 2008. Em Abril, "o milagre atribuído à intervenção do beato Nuno foi examinado pelos médicos [do Vaticano]" e, em Maio, pelos teólogos, "no sentido de saber se tinha sido efeito da oração feita pela doente, pedindo-lhe a sua cura". Os cardeais da Congregação das Causas dos Santos viriam a aprovar as conclusões, "tanto dos médicos como dos teólogos", e, em Julho, a documentação resultante foi presente ao Papa Bento XVI por D. José Saraiva Martins.

    Sua espiritualidade

    Segundo referem seus biógrafos, seus costumes foram integérrimos.
    Grande e firme sua fé.
    Acendrada sua piedade, tendo sempre sobre todas as aspirações a Deus e a Pátria.
    Devotíssimo da Virgem Maria, a cuja protecção, depois de Deus, atribuía todas as vitórias; em reconhecimento, levantou muitas igrejas, dedicadas a Maria.
    Observava rigorosamente todas as leis da Igreja, jejuava todos os dias prescritos e a pão e água as vigílias das festividades da Virgem.
    Casto na sua triple condição de solteiro, de esposo e de viúvo, como o atestam as crónicas de seu tempo.
    Valente e leal cavaleiro no campo de batalha, viveu sem mancha numa corte corrompida entre as grandezas e honras que a vida lhe tinha preparados.
    Também foi admirável sua caridade com os pobres, a quem socorria com largueza vendo neles a imagem de Jesus Cristo.
    Particularmente devoto do Santíssimo Sacramento, preparando-se sempre para a comunhão com longas orações.
    Uma vez que vestia o hábito de carmelita sua penitência foi mais rigorosa e jejuava com maior frequência.
    Para satisfazer suas ânsias de solidão, ocupou uma cela no lugar mais afastado, de onde saia somente para cumprir com suas devoções e caridade para com os pobres.
    Seu culto foi confirmado pelo Papa Bento XV em 23 de Janeiro de 1918, e foi canonizado em 26 de Abril de 2009 por S.S. Bento XVI.

    Severo, Santo
    Mártir, 6 de Novembro

    Severo, Santo

    Severo, Santo - Novembro 6 - Mártir

    Talvez tenha sido nestas terras onde se cumpriu o desejo de São Paulo posto por escrito de vir a evangelizar Espanha. O caso é que desde os primeiros tempos cristãos se conta com uma formosa comunidade de fieis de Jesus Cristo na romana província tarraconense. É um colectivo abundante e bem cuidado que já conta com mártires, desde a perseguição de Valeriano, como São Frutuoso.
    A São Severo se situa concretamente, em Barcelona.
    Não temos dados sobre seu nascimento e infância. Também se desconhecem testemunhos históricos de sua acção pastoral, de sua morte e de sua sepultura. Algum historiador terá chegado a negar, por estes motivos, inclusive a existência de São Severo.
    Se conhecem as actas de seu martírio redigidas em tempo posterior e com acrescentos e interpolações, habituais neste tipo de relatos de meados do século VI. É factos com outros elementos apócrifos provenientes do carinho, respeito e simpatia com que os crentes adornam com imagens que, provenientes da fantasia —por um lado convincentes e por outro lado exemplares—, aproximam ao momento presente a personalidade do modelo de que se fala. Se incluem neste tipo de relato adereços que pretendem ressaltar a Providência de Deus complacente na atitude decidida até à morte do mártir ou do santo.
    Ao relator nos atenhamos.
    A época do acontecimento está situada durante a perseguição de Diocleciano, sublevantado pelo César Galério, que se propõe, para depurar o exército, eliminar do império o nome cristão. O presidente Daciano, que centra sua atenção em que fazem cabeça para escarmento do povo,  tomou muito a peito a ordem de extermínio.
    São Severo é bispo de Barcelona no ano 300. É conhecido como um pastor entregue exemplar completamente a seu rebanho que soube distinguir-se por seu zelo e fidelidade à fé. Sabe que as ordens de Daciano são taxativas no que alude a por por obra os éditos do imperador. Pensa num primeiro momento esconder-se para seguir ajudando os fieis desde a clandestinidade e passa ao Castro Octaviano, do outro lado da montanha. Na sua marcha se encontra com Emetério, que semeia suas terras e a quem reconhece como cristão. O bispo o anima a perseverar na fé ainda na perseguição presente, encarregando-o de dizer a verdade a seus perseguidores, no caso de que se apresentem.
    Ao separar-se —cândida narração—, Deus intervém fazendo que as favas do campo recém semeado cresçam e se ponham em flor. Ao aproximar-se os soldados pedindo informação a Emetério, ele lhes dirá: "já passou por aqui" e, quando lhe perguntam pelo tempo responderá enfaticamente: "quando semeava estas favas". O bom cristão não quis ofender a Deus com a mentira, obedeceu a seu bispo, e, ao mesmo tempo, pôs os recursos humanos para salvar a vida do fugitivo. Mas nada disto impede que os soldados, furiosos, se sintam burlados, o prendam e levem ante o tribunal do presidente.
    O bispo Severo, acompanhado de outros sacerdotes, tomou a decisão de se apresentar voluntariamente aos romanos.
    Onde hoje é San Cugat, são decapitados os sacerdotes acompanhantes do bispo e Emetério; se espera a claudicação de Severo bispo à vista de tanta atrocidade. Ante sua pertinaz resistência na tortura e nos açoites com látegos emplumados, um verdugo coloca um cravo em sua cabeça e outro  a atravessa de uma martelada.
    Bem fazem os barceloneses em honrar hoje a memória deste bispo santo na conhecidíssima e barroca Igreja de São Severo, perto da catedral. Antes que eles, já lhe teve devoção o rei Fernando o Católico e, antes ainda, o rei Martín de Aragão foi curado de gangrena numa perna próximo a ser amputada.

    Demétrio de Chipre, Santo
    Bispo, Novembro 6

    Demetrio de Chipre, Santo

    Demétrio de Chipre, Santo - Bispo

    Etimologicamente significa “mãe da terra”. Vem da língua eslava e grega.
    Em tua mesa, o espírito de festa transluz de simplicidade. O compartilhar faz de teu lar um lugar de paz, um lugar de bondade.
    São Demétrio viveu no século X. Sua veneração é muito grande na ilha de Chipre, em que foi bispo.
    Seu nome é de clara origem pagã. Demétria é a “mãe terra” dos gregos.
    Mas este nome se baptizou com o sangue de muitos mártires, espalhados por aqui e por além nos calendários.
    Chipre era a pátria mítica de Venere. Os pais do futuro santo, bons cristãos, ainda que preocupados por sua felicidade humana, fizeram com que se casasse aos 15 anos com uma doce rapariga que morreu a pouco tempo de seu matrimónio.
    Demétrio, que era todavia muito jovem, retirou-se para um mosteiro. Com o passar dos anos, compreendeu que era muito importante para ele a penitência e sua entrega à vida eremita.
    Tinha 40 anos. Havia-se formado em torno de sua pessoa uma fama imensa de que era um bom curandeiro de corpos e de almas.
    O bispo o nomeou seu coadjutor e para isso, naturalmente, teve que ordená-lo sacerdote.
    À morte do bispo, Demétrio voltou ao mosteiro, em que o elegeram abade. Esteve pouco tempo, porque em seguida foi consagrado bispo de Chipre.
    Não queria esta dignidade. Escondeu-se por um tempo, até que um bom amigo seu o fez reeleger. Foi um grande bispo zeloso e entregue aos pobres. Morreu no ano 915.
    ¡Felicidades a quem leve este nome!
    Comentários ao P. Felipe Santos
    :
    al Santoral">fsantossdb@hotmail.com

    Leonardo de Noblac (ou de Limoges), Santo
    Abade, 6 Novembro

    Leonardo de Noblac (o de Limoges), Santo

    Leonardo de Noblac (ou de Limoges), Santo

    É um dos santos mais populares de Europa central. Com efeito; disse um estudioso que em sua honra se erigiram não menos de seiscentas igrejas e capelas, e seu nome aparece frequentemente na toponomástica e no folclore. O mesmo estudioso acrescenta que ele  «despertou uma devoção particular em tempos das cruzadas, e entre os devotos se conta o príncipe Boemundo de Antioquia que, feito prisioneiro pelos infiéis em 1100, atribuiu sua libertação em 1103 ao santo, e, de regresso a Europa, doou ao santuário de Saint-Léonard-de-Noblac, como ex-voto, umas cadeias de prata parecidas às que ele havia levado durante seu cativeiro». São Leonardo de Noblac (ou de Limoges) é um santo «descoberto» a princípios do século XI, e a esse período remontam as primeiras biografias, que depois inspiraram o culto para com ele.
    Leonardo nasceu em Gália em tempos do imperador Anastásio, quer dizer, entre 491 e 518. Como seus pais, além de nobres, eram amigos de Clodoveo, o grande chefe dos Francos, este quis servir de padrinho no baptismo do menino. Quando já era jovem, Leonardo não quis seguir a carreira das armas e preferiu pôr-se ao serviço de São Remigio, que era bispo de Reims.
    Como São Remigio, servindo-se da amizade com o rei, havia obtido o privilégio de poder conceder a liberdade a todos os prisioneiros que encontrasse, também Leonardo pediu e obteve um poder semelhante, que exerceu muitas vezes. O rei quis conceder-lhe algo mais: a dignidade episcopal. Mas Leonardo, que não aspirava a glórias humanas, preferiu retirar-se primeiro para São Maximino em Micy, e depois a um lugar perto de Limoges, no centro de um bosque chamado Pavum.
    Um dia sua solidão se viu interrompida pela chegada de Clodoveo que ia à caça junto com todo o seu séquito. Com o rei ia também a rainha, a quem precisamente nesse momento lhe vierem as dores de parto. As orações e os cuidados de São Leonardo fizeram que o parto saísse muito bem, e então o rei faz com o santo um pacto muito particular: o obsequiaria, para construir um mosteiro, todo o território que pudesse percorrer no lombo de um burro. Em redor do oratório em honra de Maria Santíssima haveria surgido uma nova cidade.

    Cristina de Stommeln, Beata
    Mística, 6 Novembro

    Cristina de Stommeln, Beata

    Cristina de Stommeln, Beata

    Nasceu em Stommeln perto de Colónia, em 1242; morreu el 6 de Novembro de 1312. Stommeln, chamada no século XIV Stumbeln, está situada a uns catorze kilómetros ao noroeste de Colónia e a uns dez kilómetros a este do Rin. 
    O pai de Cristina era um acomodado camponês chamado Heinrich Bruso; o nome de sua mãe era Hilla. Quando tinha 5 anos, Cristina teve visões de Cristo menino com quem se desposou misticamente a seus dez anos. Quando cumpriu os onze aprendeu a ler o saltério, mas não podia escrever. Quando tinha doze anos seus pais quiseram dá-la em matrimónio, mas ela se foi ao convento dos Beguinos em Colónia, onde levou uma vida de severa penitência, passou muito tempo em oração, e em ocasiões caía em convulsões.
    Aos quinze anos recebeu os estigmas em suas mãos e pés e a marca da Coroa de Espinhos na sua cabeça. Sofreu muitos assaltos do demónio, teve muitas provas à sua fé e foi tentada ao suicídio. Os Beguinos a consideraram louca e a trataram com desprezo, assim que regressou a casa. Em 1267 o cura paroquial, Johannes, recebeu a Cristina em sua casa, onde conheceu a Pedro de Dacia, um Dominicano de Gotland que esteve em Colónia como aluno de Santo Alberto o Grande. Um laço místico de devoção, cujo objecto era Deus, se formou entre os dois. Pedro visitou a Cristina em 1270 no seu caminho de Paris a Gotland, e novamente em 1279; Em seu relato menciona até quinze visitas. O irmão de Cristina seguiu a Pedro a Gotland e entrou na Ordem Dominicana. Pedro chegou a ser leitor e em 1283 foi prior em Gotland, onde morreu em 1288. Esse mesmo ano os tormentos que Cristina sofria pelo demónio cessaram, e viveu uma vida pacífica, usando sempre a vestimenta dos Beguinos, até sua morte. Seu corpo fue enterrado primeiro no pátio da igreja em Stommeln e logo depois na mesma igreja; em 1342 seus restos foram levados a Niedeggen em Eifel; dois séculos mais tarde, em 22 de Junho do ano 1569, foram trasladados a Jülich, onde um monumento a ela ainda existe. Em Jülich se podem ver también as notas feitas por Pedro de Dacia e a colecção de suas cartas que os Bollandistas publicaram sob a data de 22 de Junho (IV, 271-430).
    É difícil decidir quanta verdade literal existe nas visões e aparições, de Cristina, do Purgatório. Mas ainda Renan não duvidou da pureza de sua vida (Hist. litt. de la France, XXVII, 1-26)
    A devoção foi confirmada em 1908.

    Paulo de Constantinopla, Santo
    Mártir, 6 Novembro

    Pablo de Constantinopla, Santo

    Paulo de Constantinopla, Santo

    São Paulo o Confessor, Patriarca de Constantinopla, foi eleito para o trono patriarcal depois da morte de Patriarca Alexandre (+ 340), quando a heresia de Arrio(1) havia ressurgido novamente. Muitos arianos(2) estavam presentes no Concílio que elegeu ao novo Arcebispo de Constantinopla e estes se opuseram à sua eleição, mas a maioria eram fieis à doutrina da Igreja, pelo que resultou eleito.
    Após a morte de Constantino o Grande, seus filhos Constâncio II, Constantino II e Constante reinaram sobre o Império de Roma dividindo-o. Recebendo Constantino II Britânia, Gália e Hispânia; Constante reinou sobre Itália, África e as províncias ilíricas, ficando Constantinopla e todo o Oriente para Constâncio.
    O imperador Constâncio II (317-361), simpatizava com os arianos. Este não estava em Constantinopla para a eleição do Arcebispo, que teve lugar sem seu consentimento. No seu regresso, o imperador convocou a um concílio que ilegalmente depôs a São Paulo, e o desterrou da capital. Em lugar do santo elegeram a Eusébio de Nicomédia, um herege ímpio. O Arcebispo Paulo se retirou a Roma onde outros bispos também foram desterrados por Eusébio.
    Eusébio não governou a Igreja de Constantinopla por muito tempo. Quando morreu, São Paulo foi restituído a Constantinopla, e foi recebido por sua grei com amor. Mas Constâncio II desterrou o santo outra vez, e o enviou novamente a Roma. O Imperador Ocidental Constante escreveu uma carta a seu irmão e a enviou a Constantinopla junto com o santo arcebispo desterrado, e são Paulo retomou ao trono do episcopado. 
    Mas pronto o piedoso Imperador Constante, defensor da fé, foi assassinado. E São Paulo foi desterrado outra vez, e enviado no desterro a Arménia, à cidade de Cucusus onde sofreu a morte de um mártir.
    Quando o Arcebispo estava celebrando a Divina Liturgia, uns arianos o atacaram e o estrangularam com seus próprios ornamentos. Isto ocorreu no ano 350.
    (1) Arrio: sacerdote de Alejandría que considerava que Jesus de Nazaré não era Deus mas tão só um ser humano. O qual ao ir contra um dos dogmas da Igreja é uma heresia.
    (2) arrianos (ou arianos): Seguidores da heresia de Arrio.

    Josefa Naval Girbés, Beata
    Virgem Carmelita, 6 Novembro

    Josefa Naval Girbés, Beata

    Josefa Naval Girbés, Beata - Virgem da Ordem Carmelita
     
    Josefa Naval Girbés nasceu em Algemesí, arquidiocese de Valência, Espanha, em 11 de Dezembro de 1820.
    Desde a adolescência se consagrou ao Senhor com voto perpétuo de castidade.
    Percorreu o caminho da oração e da perfeição evangélica numa vida de simplicidade e de ardente caridade.
    Se dedicou com generosidade às obras de apostolado no ambiente da comunidade paroquial.
    Fez de sua casa uma oficina e uma escola de oração e de virtudes evangélicas, onde se formaram numerosas jovens e mulheres na sabedoria humana e espiritual.
    Foi membro da Ordem Terceira da Virgem do Carmo e de Santa Teresa de Jesus, professando íntima devoção à Virgem, Mãe de Deus.
    Morreu piedosamente em Algemesí em 24 de Fevereiro de 1893. Seu corpo se conserva na igreja paroquial de São Jaime, de sua cidade natal.
    Em 25 de Setembro de 1988 foi beatificada por João Paulo II.

    498 Mártires da Perseguição à FÉ em Espanha, Beatos
    Mártires, Novembro 6

    498 Mártires de la Persecución a la FE en España, Beatos

    498 Mártires da Perseguição à FÉ em Espanha, Beatos

    498 mártires que deram a vida por Cristo durante a perseguição religiosa dos anos trinta do século XX em Espanha foram beatificados em 28 de Outubre por Sua Santidade Bento XVI.
    Eles derramaram seu sangue pela fé durante a perseguição religiosa em Espanha, nos anos mil novecentos trinta e quatro, trinta e seis e trinta e sete. Entre eles há bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e fieis laicos, mulheres e homens; três deles tinham dezasseis anos e o mais velho setenta e oito.
    Este grupo tão numeroso de beatos manifestaram até o martírio seu amor a Jesus Cristo, sua fidelidade à Igreja Católica e sua intercessão ante Deus por todo o mundo. Antes de morrer perdoaram a quem os perseguiam –e mais, rezaram por eles–, como consta nos processos de beatificação instruídos nas arquidioceses de Barcelona, Burgos, Madrid, Mérida-Badajoz, Oviedo, Sevilla e Toledo; e na diocese de Albacete, Ciudad Real, Cuenca, Gerona, Jaén, Málaga e Santander.


    LISTADO POR ORDEM ALFABÉTICA


    Abílio Sáiz López, O.P.
    Adelfa Soro Bo, O.P.
    Adolfo Jaime (Antonio Serra Hortal), F.S.C.
    Adolfo Mariano (Mariano Anel Andreu), F.S.C.
    Agapio (José Luis Carrera Comas), F.S.C.
    Agapito León (Remigio Olalla Aldea), F.S.C.
    Agrícola Rodríguez G. de los Huertos Sac. Dioc.
    Agustín Renedo Martino, O.S.A.
    Alberto (Nestor Vivar Valdivielso), F.M.S.
    Alfonso del Sagrado Corazón de María, O.C.D.
    Alfredo Fanjul Acebal, O.P.
    Alonso Sánchez Hernández-Raner, O.F.M.
    Álvaro Santos Cejudo, Laico
    Amado Cubeñas Diego-Madrazo, O.P.
    Anastasio Díez García, O.S.A.
    Anastasio Garzón González, S.D.B.
    Anastasio González Rodríguez, O.F.M.
    Anastasio María Dorca Coromina, O.Carm.
    Andrés Corsino M. Solé Rovira, O.Carm.
    Andrés Gómez Sáez, S.D.B.
    Andrés Jiménez Galera, S.D.B.
    Andrés Majadas Málaga, O.F.M.
    Ángel Andrés (Lucio Izquierdo López), F.M.S.
    Ángel Hernández-Ranera de Diego, O.F.M.
    Ángel María Prat Hostench, O.Carm.
    Ángel María Presta Batlle, O.Carm.
    Ángel Pérez Santos, O.S.A.
    Ángeles (Mercedes Tuní Ustech), A.A.S.C.
    Anselmo (Aniceto Falgueras Casellas), F.M.S.
    Antero Mateo García, Laico
    Antolín (Antonio Roig Alibau), F.M.S.
    Antolín Astorga Díaz, O.S.A.
    Antonio Cid Rodríguez, S.D.B.
    Antonio Enrique Canut Isús, S.D.B.
    Antonio Fernández Camacho, S.D.B.
    Antonio María Arriaga Anduiza, O.S.A.
    Antonio María de Jesús, O.C.D.
    Antonio Mohedano Larriva, S.D.B.
    Antonio Pancorbo López, S.D.B.
    Antonio Rodrigo Anton, O.F.M.
    Antonio Rodríguez Blanco, Sac. Dioc.
    Antonio Sáez de Ibarra López, O.F.M.
    Antonio Torrero Luque, S.D.B.
    Antonio Varona Ortega, O.P.
    Apolonia Lizarraga del Santísimo Sacramento, C.C.V.
    Arnoldo Julián (Jesús Juan Otero), F.S.C.
    Arturo García de la Fuente, O.S.A.
    Avelino Rodríguez Alonso, O.S.A.
    Balbino Villarroel Villarroel, O.S.A.
    Bartolomé Blanco Márquez, Laico
    Bartolomé Rodríguez Soria, Sac. Dioc.
    Baudillo (Pedro Ciordia Hernández), F.M.S.
    Belarmina de Jesús (Belarmina Pérez Martínez), A.A.S.C.
    Benedicto José (José Bardalet Compte), F.S.C.
    Benigno Prieto del Pozo, O.F.M.
    Benito Alcalde González, O.S.A.
    Benito Clemente (Félix España Ortiz), F.S.C.
    Benito Garnelo Álvarez, O.S.A.
    Benito Rodríguez González, O.S.A.
    Benito Velasco Velasco, O.S.A.
    Bernabé (Casimiro Riba Pi), F.M.S.
    Bernardino Álvarez Melcón, O.S.A.
    Bernardino Calle Franco, O.S.A.
    Bernardino Irurzun Otermín, O.P.
    Bernardo (Plácido Fábrega Juliá), F.M.S.
    Blasa de María (Juana Pérez de Labeaga García), A.A.S.C.
    Borja de Jesús (Mª Zenona Aranzábal Barrutia), A.A.S.C.
    Buenaventura García Paredes, O.P.
    Cándido Alberto (José Ruiz de la Torre), F.S.C.
    Carlos Jorge (Dalmacio Bellota Pérez), F.S.C.
    Carlos Rafael (Carlos Brengaret, Pujol), F.M.S.
    Carmelo Juan Pérez Rodríguez, S.D.B.
    Casta de Jesús (Teresa Vives y Missé), A.A.S.C.
    Catalina Caldés Socias, O.F.M.
    Cayetano José (Ramón Palos Gascón), F.S.C.
    Cecilia (Concepción Iglesias del Campo), A.A.S.C.
    Celestino Antonio (Ismael Barrio Marquilla), F.S.C.
    Celestino José Alonso Villar, O.P.
    Cipriano Alguacil Torredenaida, O.P.
    Cipriano Polo García, O.S.A.
    Cirilo Pedro (Cecilio Manrique Arnáiz), F.S.C.
    Claudio Julián García San Roma, O.S.A.
    Clemente de los Sagrados Corazones (Clemente López Yagüe), O.C.D.
    Conrado Rodríguez Gutiérrez, O.S.A.
    Constancio de S. José (José Mata Luis), O.C.D.
    Constantino Malumbres Francés, O.S.A.
    Crisóstomo (José Llorach Bretó), F.S.C.
    Cristóbal Iturriaga-Echevarría, O.P.
    Cruz Laplana y Laguna, Bispo
    Dámaso Arconada Merino, O.S.A.
    Dámaso Luis (Antolín Martínez Martínez), F.S.C.
    Daniel de la Sagrada Pasión (Daniel Mora Nine), O.C.D.
    Daniela de San Bernabé, C.M.
    Diego Hompanera París, O.S.A.
    Dionisio Luis (Mateo Molinos Coloma), F.S.C.
    Dionisio Martín (José Cesari Mercadal), F.M.S.
    Dionisio Terceño Vicente, O.S.A.
    Dionisio Ullívarri Barajuán, S.D.B.
    Domingo Alonso de Frutos, O.F.M.
    Domingo Sánchez Lázaro, Sac. Dioc.
    Edmundo Ángel (Pedro Masó Llagostera), F.S.C.
    Eduardo del Niño Jesús, O.C.D.
    Eduardo González Santo Domingo, O.P.
    Eduardo María Serrano Buj, O.Carm.
    Eleuterio Marne Mansilla, O.P.
    Elías María Garre Egea, O.Carm.
    Eliseo de Jesús Crucificado (Esteban Cuevas Casquero), O.C.D.
    Eliseo M. Fontdecava Quiroga, O.Carm.
    Eliseo María Maneus Besalduch, O.Carm.
    Eliseo Miguel Largo, O.P.
    Eliseo Vicente (Vicente Alberich Lluch), F.S.C.
    Emerío José (José Plana Rebugent), F.S.C.
    Emilio Arce Díez, S.D.B.
    Emilio Camino Noval, O.S.A.
    Enrique Canal Gómez, O.P.
    Enrique Izquierdo Palacios, O.P.
    Enrique Sáiz Aparicio, S.D.B.
    Enrique Serra Chorro, O.S.A.
    Enrique Vidaurreta Palma, Sac. Dioc.
    Epifanio Gómez Álvaro, O.S.A.
    Epifanio, (Fernando Suñer Estrach) F.M.S.
    Esiquio José (Baldomero Margenat Puigmitjá), F.S.C.
    Esperanza de la Cruz, C.M.
    Estanislao García Obeso, O.P.
    Estanislao Víctor (Augusto Cordero Fernández), F.S.C.
    Esteban Cobo Sanz, S.D.B.
    Esteban García García, S.D.B.
    Esteban García Suárez, O.S.A.
    Esteban Vázquez Alonso, S.D.B.
    Eufrasio del Niño Jesús (Barredo Fernández), O.C.D.
    Eufrosino María Raga Nadal, O.Carm.
    Eugenio Andrés Amo, O.P.
    Eugenio Cernuda Febrero, O.S.A.
    Eusebio Andrés (Eusebio Roldán Vielba), F.S.C.
    Eusebio del Niño Jesús (Ovidio Fernández Arenillas), O.C.D.
    Eustaquio (Luis Villanueva Montoya), F.S.C.
    Federico Cobo Sanz, S.D.B.
    Federico Herrera Bermejo, O.F.M.
    Felipa (Felipa Gutiérrez Garay), A.A.S.C.
    Felipe Barba Chamorro, O.S.A.
    Felipe José (Fermín Latienda Azpilicueta) , F.M.S.
    Felipe José (Pedro Juan Álvarez Pérez), F.S.C.
    Félix Alonso Muñiz, O.P.
    Félix de la Virgen del Carmen (Luis Gómez de Pablo), O.C.D.
    Félix Echevarría Gorostiaga, O.F.M.
    Félix Gómez-Pinto Piñero, O.F.M.
    Félix González Bustos, Sac. Dioc.
    Félix González Tejedor, S.D.B.
    Félix José (José Trilla Lastra), F.S.C.
    Félix León (Felíx Ayúcar Eraso), F.M.S.
    Félix Maroto Moreno, O.F.M.
    Félix Paco Escartín, S.D.B.
    Fernando Español, Sac. Dioc.
    Fernando M. Llovera Puigsech, O.Carm.
    Florencio Alonso Ruiz, O.S.A.
    Florencio Arnaiz Cejudo, S.M.
    Florencio Miguel (Ruperto García Arce), F.S.C.
    Florencio Rodríguez Guemes, S.D.B.
    Fortunato Andrés (Fortunto Ruíz Peña), F.M.S.
    Fortunato Arias Sánchez, Sac. Dioc.
    Fortunato Merino Vegas, O.S.A.
    Francésc Mayol Oliver, M.SS.CC.
    Francisca de la Encarnación (María Francisca Espejo y Martos), O.SS.T.
    Francisco Alfredo (Francisco Mallo Sánchez), F.S.C.
    Francisco Carlés González, O.F.M.
    Francisco Edreira Mosquera, S.D.B.
    Francisco Fernández Escosura, O.P.
    Francisco Fuente Puebla, O.S.A.
    Francisco José Martín López de Arroyave, S.D.B.
    Francisco López-Gasco Fernández- Largo, Sac. Dioc.
    Francisco Magín (Antonio Tost Llavería), F.S.C.
    Francisco Maqueda López, Subdiácono
    Francisco Marcos del Río, O.S.A.
    Francisco Míguez Fernández, S.D.B.
    Froilán Lanero Villadangos, O.S.A.
    Frumencio (Julio García Galarza), F.M.S.
    Gabino Olaso Zabala, O.S.A.
    Gabriel de la Anunciación, O.C.D.
    Gabriel Eduardo (Segismundo Hidalgo Martínez), F.M.S.
    Gabriela de San Juan de la Cruz, C.M.
    Gaudencio (Juan Tubau Perello), F.M.S.
    Gerardo Gil Leal, O.S.A.
    Gerardo Pascual Mata, O.S.A.
    Germán Caballero Atienza, O.P.
    Germán Martín Martín, S.D.B.
    Gil Felipe (Felipe Ruíz Peña), F.M.S.
    Gregorio Díez Pérez, O.P.
    Heliodoro Merino Merino, O.S.A.
    Heliodoro Ramos García, S.D.B.
    Herlinda (Aúrea González Fernández), A.A.S.C.
    Hermenegildo Lorenzo (Modesto Sáez Manzanares), F.S.C.
    Hermilo de San Eliseo (Pedro Ramón Rodríguez Calle), O.C.D.
    Hermógenes (Antonio Badía Andalé), F.M.S.
    Higinio de Mata Díez, S.D.B.
    Higinio Roldán Iriberri, O.P.
    Hilarión Eugenio (Eugenio Cuesta Padierna), F.S.C.
    Honesto María (Francisco Pujol Espinalt), F.S.C.
    Honorato Alfredo (Agustín Pedro Calvo), F.S.C.
    Honorio Hernández Martín, S.D.B.
    Hugo Julián (Julián Delgado Díez), F.S.C.
    Ildefonso Luis (José Llorach Bretó), F.S.C.
    Indalecio María (Marcos Morón Casas), F.S.C.
    Inocencio García Díez, O.P.
    Isabelino Carmona Fernández, O.P.
    Isaías María (Victoriano Martínez Martín), F.M.S.
    Isidro Mediavilla Campo, O.S.A.
    Isidro Ordoñez Díez, O.P.
    Ismael (Nicolás Ran Goñi), F.M.S.
    Jacinto García Riesco, O.P.
    Jacinto Martínez Ayuela, O.S.A.
    Jacob Samuel (José Enrique Chamayou Oulés), F.S.C.
    Jaime Bertino (Antonio Jaume Secases), F.S.C.
    Jaime de Santa Teresa, O.C.D.
    Jaime Ramón (Jaime Morella Bruguera), F.M.S.
    Jesús Largo Manrique, O.S.A.
    Jesús Villaverde Andrés, O.P.
    Joaquín de la Madrid Arespacochaga, Sac. Dioc.
    Joaquín de San José, O.C.D.
    Joaquín García Ferrero, O.S.A.
    Joaquín Ochoa Salazar, S.M.
    Jorge de San José, O.C.D.
    Josafat Roque (Urbano Corral González), F.S.C.
    José Agustín del Santísimo Sacramento (Tomás Mateos Sánchez), O.C.D.
    José Agustín Fariña Castro, O.S.A.
    José Álvarez Rodríguez, O.F.M.
    José Antonio Pérez García, O.S.A.
    José Aurelio Calleja del Hierro, O.S.A.
    José Benito (José Mas Pujobrás), F.S.C.
    José Blanco Delgado, S.D.B.
    José Carmelo (Gregorio Faci Molins), F.M.S.
    José Casas Ros, Seminarista
    José Dalmau Regas, O.S.A.
    José de Jesús María (José Vicente Hormaechea y Apoitia), O.SS.T.
    José de Vega Pedraza, O.F.M.
    José Delgado Pérez, O.P.
    José Federico (Nicolás Pereda Revuelta), F.M.S.
    José Gafo Muñiz, O.P.
    José Gando Uña, O.S.A.
    José Gutiérrez Arranz, O.S.A.
    José Joaquín Esnaola Urteaga, O.S.A.
    José Limón Limón, S.D.B.
    José López Piteira, O.S.A.
    José López Tascón, O.P.
    José Luis Palacio Muñiz, O.P.
    José María Azurmendi Mugarza, O.F.M.
    José María Cánovas Martínez, Sac. Dioc.
    José María Celaya Badiola, S.D.B.
    José María de la Dolorosa (Vicente Álamo Jiménez), O.C.D.
    José María Escoto Ruiz, O.Carm.
    José María García Tabar, O.P.
    José María Laguía Puerto, O.P.
    José María López Carrillo, O.P.
    José María Palacio Montes, O.P.
    José Mariano de los Ángeles, O.C.D.
    José Menéndez García, O.P.
    José Noriega González, O.S.A.
    José Peque Iglesias, O.S.A.
    José Polo Benito, Sac. Dioc.
    José Prieto Fuentes, O.P.
    José Santonja Pinsach, O.P.
    José Villanova Tormo, S.D.B.
    Josefa de Jesús (Josefa Boix Riera), A.A.S.C.
    Josefina Sauleda Paulis, O.P.
    Juan Baldajos Pérez, O.S.A.
    Juan Codera Marqués, S.D.B.
    Juan Crespo Calleja, O.P.
    Juan Crisóstomo (Juan Pelfort Planell), F.M.S.
    Juan de Jesús María (Juan Otazua y Madariaga), O.SS.T.
    Juan de la Virgen del Castellar (Juan Francisco Joya y Corralero), O.SS.T.
    Juan de Mata (Jesús, Mechon Franco), F.M.S.
    Juan de Mata Díez, Laico
    Juan Duarte Martín, Diacono
    Juan Herrero Arroyo, O.P.
    Juan José de Jesús Crucificado, O.C.D.
    Juan Larragueta Garay, S.D.B.
    Juan Luis Hernández Medina, S.D.B.
    Juan María Puigmitjá Rubió, O.Carm.
    Juan Mendibelzúa Ocerin, O.P.
    Juan Monedero Fernández, O.S.A.
    Juan Pérez Rodríguez, O.S.A.
    Juan Sánchez Sánchez, O.S.A.
    Julián Navío Colado, O.F.M.
    Julián Zarco Cuevas, O.S.A.
    Julio Alfonso (Valeriano Ruíz Peral), F.S.C.
    Julio Marcos Rodríguez, O.S.A.
    Julio María Fincias, O.S.A.
    Julio Melgar Salgado, Sac. Dioc.
    Justino Alarcón Vera, Sac. Dioc.
    Justo Arévalo y Mora, Sac. Dioc.
    Justo Juanes Santos, S.D.B.
    Ladislao Luis (Isidro Muñoz Antolín), F.S.C.
    Lamberto Carlos (Jaime Mases Boncompte), F.S.C.
    Laureano Carlos (Pedro Sitjes Puig), F.M.S.
    Laurentino (Mariano Alonso Fuente), F.M.S.
    León Justino (Francisco del Valle Villar), F.S.C.
    Leonardo José (José María Aragonés Mateu), F.S.C.
    Leoncio Arce Urrutia, O.P.
    Leoncio Lope García, O.S.A.
    Leónides (Jerónimo Messegue Ribera), F.M.S.
    Leónides Francisco (Colóm González), F.S.C.
    Leopoldo José (Florentino Redondo Insausti), F.M.S.
    Liberio González Nombela, Sac. Dioc.
    Licarión (Ángel Roba Osorno), F.M.S.
    Lino Fernando (Victor Gutierrez Gómez), F.M.S.
    Lorenzo Arribas Palacio, O.S.A.
    Lorenzo Gabriel (José Figuera Rey), F.S.C.
    Lorenzo Santiago (Emilio Martínez de la Pera y Álava), F.S.C.
    Lucas de San José, O.C.D.
    Luciano Pablo (Germán García García), F.S.C.
    Luciano Ramos Villafruela, O.S.A.
    Lucila María de Jesús (Lucía González García), A.A.S.C.
    Lucinio Ruiz Valtierra, O.S.A.
    Ludovico María Ayet Canós, O.Carm.
    Luis Abia Melendro, O.S.A.
    Luis Blanco Álvarez, O.S.A.
    Luis de Jesús (Joseph-Louis Marcou Pecalvel) , F.S.C.
    Luis de San Miguel de los Santos (Luis de Erdoiza y Zamalloa), O.SS.T.
    Luis Echevarría Gorostiaga, O.F.M.
    Luis Furones Furones (Arenas), O.P.
    Luis Gutiérrez Calvo, O.S.A.
    Luis María de la Merced, O.C.D.
    Luis Martínez Alvarellos, S.D.B.
    Luis Suárez Valdés, O.S.A.
    Luisa de la Eucaristía (Luisa Pérez Andriá), A.A.S.C.
    Mª Dolores de Jesús Crucificdo (Mª Dolores Monzón Rosales), A.A.S.C.
    Mª Dolores de la Santísima Trinidad (Mª Dolores Hernández Santorcuato), A.A.S.C.
    Macario Sánchez López, O.S.A.
    Magdalena (Magdalena Pérez), A.A.S.C.
    Magdalena Fradera Ferragutcasas, C.M.F.
    Mamerto Carchano Carchano, Sac. Dioc.
    Manuel Álvarez Álvarez, O.P.
    Manuel Álvarez Rego de Seves, O.S.A.
    Manuel Borrajo Míguez, S.D.B.
    Manuel Fernández Ferro, S.D.B.
    Manuel Formigo Giráldez, O.S.A.
    Manuel Gómez Contioso, S.D.B.
    Manuel Gutiérrez Ceballos, O.P.
    Manuel Martín Pérez, S.D.B.
    Manuel Moreno Martínez, O.P.
    Manuel Santiago Santiago, O.P.
    Manuela del Sagrado Corazón (Manuela Arriola Uranga), A.A.S.C.
    Marcelino Ovejero Gómez, O.F.M.
    Marcelo de Santa Ana, O.C.D.
    Marcos Guerrero Prieto, O.S.A.
    Marcos Pérez Andrés, O.S.A.
    María de la Presentación (María García Ferreiro), A.A.S.C.
    María del Camen Zaragoza Zaragoza, O.P.
    María del Carmen Fradera Ferragutcasas, C.M.F.
    María Patrocinio de San José, O.Carm.
    María Refugio de San Ángelo, C.M.
    María Rosa Adrover Martí, O.P.
    María Rosa Fradera Ferragutcasas, C.M.F.
    Mariano de San José (Santiago Altolaguirre Altolaguirre), O.SS.T.
    Mariano León (Santos López Martínez), F.S.C.
    Mariano Revilla Rico, O.S.A.
    Martín Lozano Tello, O.F.M.
    Martiniano (Isidro Serrano Fabón), F.M.S.
    Mateo Garolera Masferrer, S.D.B.
    Matías Espeso Cuevas, O.S.A.
    Máxima de San José (Emilia Echeverría Fernández), A.A.S.C.
    Maximino Fernández Marínas, O.P.
    Máximo Valle García, O.S.A.
    Melchor del Espíritu Santo (Melchor Rodríguez Villastrigo), O.SS.T.
    Melchor del Niño Jesús (Melchor Martín Monge) O.C.D.
    Melchor Martínez Antuña, O.S.A.
    Miguel Beato Sánchez, Sac. Dioc.
    Miguel Cerezal Calvo, O.S.A.
    Miguel de Jesús (Jaime Puigferrer Mora), F.S.C.
    Miguel Díaz Sánchez, Sac. Dioc.
    Miguel Ireneo (Leocadio Rodríguez Nieto) , F.M.S.
    Miguel Iturraran Laucirica, O.S.A.
    Miguel Lasaga Carazo, S.D.B.
    Miguel Léibar Garay, S.M.
    Miguel María Solér Sala, O.Carm.
    Miguel Menéndez García, O.P.
    Miguel Molina de la Torre, S.D.B.
    Miguel Peiró Victori, Laico
    Miguel Rodríguez González, O.P.
    Miguel Sanrromán Fernández, O.S.A.
    Miguel Zarragúa Iturriaga, O.F.M.
    Miquel Pons Ramis, M.SS.CC.
    Miquela Rullan Ribot, O.F.M.
    Narciso Estenaga Echevarría, Obispo
    Nazario del Sagrado Corazón (Nazario del Valle González), O.C.D.
    Nemesio Díez Fernández, O.S.A.
    Nemesio García Rubio, O.S.A.
    Nicasio Romo Rubio, O.P.
    Nicolás de la Torre Merino, S.D.B.
    Nicolás de Mier Francisco, O.S.A.
    Olegario Ángel (Eudaldo Rodas Mas), F.S.C.
    Onofre (Salvio Tolosa Alsina), F.S.C.
    Otilia Alonso González, O.P.
    Ovidio Beltrán (Esteban Anuncibay Letona), F.S.C.
    Pablo Caballero López, S.D.B.
    Pablo García Sánchez, S.D.B.
    Pascual de Castro Herrera, S.D.B.
    Pau Noguera Trias, M.SS.CC.
    Pedro Alonso Fernández, O.S.A.
    Pedro Artolozaga Mellique, S.D.B.
    Pedro Buitrago Morales, Sac. Dioc.
    Pedro Carbajal Pereda, O.S.A.
    Pedro de la Varga Delgado, O.S.A.
    Pedro Ferrer Marín, O.Carm.
    Pedro Ibañez Alonso, O.P.
    Pedro José de los Sagrados Corazones (Pedro Jiménez Vallejo), O.C.D.
    Pedro Luis Luis, O.P.
    Pedro Martínez Ramos, O.S.A.
    Pedro Simón Ferrero, O.S.A.
    Pedro Tomás de la Virgen del Pilar, O.C.D.
    Pedro Tomás María Prat Coldecarrera, O.Carm.
    Pedro Vega Ponce, O.P.
    Perfecto Carrascosa Santos, O.F.M.
    Perfecto de la Virgen del Carmen (Perfecto Domínguez Monge) O.C.D.
    Pío Conde Conde, S.D.B.
    Plácido del Niño Jesús (José Luis Collado Oliver), O.C.D.
    Porfirio (Leoncio Pérez Gómez), F.M.S.
    Prima de Jesús ( Mª Prima Ipiña Malzárraga), A.A.S.C.
    Primitivo Sandín Miñambres, O.S.A.
    Prisciliano (José Mir Pons), F.M.S.
    Prudencia Canyelles Ginesta, Laica
    Prudencio de la Cruz (Prudencio Gueréquiz y Guezuraga), O.SS.T.
    Purificación de María (Purificación Martínez Vera), A.A.S.C.
    Rafale Rodríguez Mesa, S.D.B.
    Raimundo Eloy (Narciso Serra Rovira), F.S.C.
    Ramiro Alonso López, O.S.A.
    Ramón Alberto (Feliciano Ayúcar Eraso), F.M.S.
    Ramón de la Virgen del Carmen (José Grijalvo Medel), O.C.D.
    Ramón Eirín Mayo, S.D.B.
    Ramón Tejado Librado, O.F.M.
    Ramona Fossas Románs, O.P.
    Ramona Perramón Vila, O.P.
    Reginalda Reginalda Picas Planas, O.P.
    Reginaldo Hernández Ramírez, O.P.
    Ribogerto A. de Anta y de Barrio, Sac. Dioc.
    Ricardo Marcos Reguero, O.S.A.
    Ricardo Pla Espí, Sac. Dioc.
    Román Martín Mata, O.S.A.
    Romualdo de Santa Catalina, O.C.D.
    Rosa Jutglar Gallart, O.P.
    Rosaura de María (Rosa López Brochier), A.A.S.C.
    Ruperta (Concepción Vázquez Áreas), A.A.S.C.
    Sabino Ayastuy Errasti, S.M.
    Sabino Hernández Laso, S.D.B.
    Sabino Rodrigo Fierro, O.S.A.
    Salvador Fernández Pérez, S.D.B.
    Samuel Pajares García, O.S.A.
    Santiago (Serafín Zugaldía Lacruz), F.M.S.
    Santiago de Jesús (Santiago Arriaga y Arrien), O.SS.T.
    Santiago Franco Mayo, O.P.
    Santiago María (Santiago Sáiz Martínez), F.M.S.
    Santiago Mate Calzada, O.F.M.
    Santos (Santos Escudero Miguel), F.M.S.
    Saturnino Ortega Montealegre, Sac. Dioc.
    Saturnino Río Rojo, O.F.M.
    Segundo de Santa Teresa (Segundo García y Cabezas), O.SS.T.
    Senén García González, O.S.A.
    Severino Montes Fernández, O.S.A.
    Silvio (Victoriano Gómez Gutierrez), F.M.S.
    Simò Reynes Solivellas, M.SS.CC.
    Simón Miguel Rodríguez, O.F.M.
    Sinforosa de la Sagrada Familia (Sinforosa Díaz Fernández), A.A.S.C.
    Sulpicia del Buen Pastor (Dionisia Rodríguez de Anta), A.A.S.C.
    Teodosio Rafael (Diodoro López Hernando), F.S.C.
    Teódulo (Lucio Zudarie Aramendia), F.M.S.
    Teódulo González Fernández, S.D.B.
    Teófilo Montes Calvo, O.P.
    Teresa Cejudo Redondo, Laica
    Teresa Prats Martí, O.P.
    Tirso de Jesús María (Gregorio Sánchez Sancho), O.C.D.
    Tomás Alonso Sanjuán, S.D.B.
    Tomás Gil de la Cal, S.D.B.
    Tomás Sánchez López, O.S.A.
    Ubaldo Revilla Rodríguez, O.S.A.
    Valentín Díez Serna, O.F.M.
    Valentín Gil Arribas, S.D.B.
    Valeriano Luis (Nicolás Alberich Lluch), F.S.C.
    Vicente Álvarez Cienfuegos, O.P.
    Vicente Justino (Vicente Fernández Castrillo), F.S.C.
    Vicente Majadas Málaga, O.F.M.
    Vicente Peña Ruiz, O.P.
    Vicente Rodríguez Fernández, O.P.
    Vicente Toledano Valenciano, Sac. Dioc.
    Víctor Chumillas Fernández, O.F.M.
    Víctor Conrado (José Ambrós Dejuán), F.M.S.
    Víctor Cuesta Villalba, O.S.A.
    Víctor Gaitero González, O.S.A.
    Víctor García Ceballos, O.P.
    Victoriano Fernández Reinoso, S.D.B.
    Victoriano Ibáñez Alonso, O.P.
    Victorino José (José Blanch Roca), F.M.S.
    Victorio (Martín Anglés Oliveras), F.S.C.
    Vidal Luis Gómara, O.P.
    Vidal Ruiz Vallejo, O.S.A.
    Virgilio Edreira Mosquera, S.D.B.
    Virgilio, (Trifón Lacunza Unzu) , F.M.S.
    Vito José (José Miguel Elola Arruti), F.M.S.
    Vivencio (Juan Núñez Casado), F.M.S.
    Vulfrano (Ramón Mill Arán), F.M.S.

    SIGLAS DE ORDENS RELIGIOSAS
    A.A.S.C Adoratrices Esclavas del Santísimo Sacramento y Caridad (Escravas Adoradoras do Santíssimo Sacramento)
    C.C.V. Carmelitas de la Caridad (Carmelitas da Caridade)- Vedruna
    C.M. Carmelitas Misioneras (Carmelitas Missionárias)
    C.M.F. Misioneras del Corazón de María (Missionárias do Coração de Maria)
    F.H.M. Franciscanas Hijas de la Misericordia (Franciscanas Filhas da Misericórdia)
    F.M.S. Hermanos Maristas de la Enseñanza (Irmãos Maristas do Ensino)
    F.S.C. Hermanos de las Escuelas Cristianas - La Salle (Irmãos das Escolas Cristãs de La Salle)
    M.SS.CC. Misioneros de los Sagrados Corazones (Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria)
    O.C.D. Carmelitas Descalzos (Carmelitas Descalços)
    O.Carm. Carmelitas. Orden del Carmen (Ordem do Carmo)
    O.F.M. Orden Franciscana - Franciscanos  (Ordem dos Franciscanos)
    O.P. Orden de Predicadores - Dominicos (Ordem de Pregadores - Dominicanos)
    O.S.A. Orden de San Agustín - Agustinos (Ordem de Santo Agostinho)
    O.SS.T. Orden de la Santísima Trinidad - Trinitarios (Ordem da Santíssima Trindade - Trinitários)
    S.D.B. Sociedad Salesianos de Don Bosco - Salesianos (Sociedade de Salesianos de Dom Bosco)
    S.M. Compañía de María - Marianistas (Companhia de Maria)

    http://es.catholic.net/santoral

    Recolha, transcrição e tradução (excepto dos nomes dos mártires que conservei como estavam) por António Fonseca

    SANTO NUNO DE ÁLVARES PEREIRA - 6 DE NOVEMBRO

     Nuño de Santa Maria Alvares Pereira, Santo

    S. NUNO DE SANTA MARIA, religioso

    6  Novembro

    Nota Histórica

    Nuno Álvares Pereira, fundador da Casa de Bragança, nasceu em Santarém (Portugal) a 24 de Junho de 1360. Como Condestável do reino de Portugal, foi militar invencível; mas, vencendo-se a si mesmo, pediu a admissão, como irmão leigo, na Ordem do Carmelo. Tinha uma admirável piedade e confiança para com a Santíssima Virgem Maria. Sentia grande satisfação em pedir esmolas pelas portas, desempenhar os ofícios mais humildes na casa de Deus, e mostrou sempre grande compaixão e liberalidade para com os pobres. Morreu no domingo da Ressurreição do ano 1431 (1 de Abril).

    Missa

    ANTÍFONA DE ENTRADA cf. 2 Tim 4, 7-8
    Combati o bom combate,
    terminei a carreira,
    guardei a fé.
    O Senhor me dará a coroa da justiça.

    ORAÇÃO COLECTA
    Senhor nosso Deus, que destes ao bem-aventurado Nuno de Santa Maria a graça de combater o bom combate e o tornastes exímio vencedor de si mesmo, concedei aos vossos servos que, dominando como ele as seduções do mundo, com ele vivam para sempre na pátria celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

    LEITURA I Sir 44, 1-3ab.4.6-7.10.13-14
    «O seu nome vive através das gerações»
    O elogio, que o autor sagrado faz dos homens ilustres de Israel, pode aplicar-se, com toda a justiça, ao Beato Nuno. Com efeito, ele foi grande não só pelo heroísmo e generosidade com que serviu o povo e pelas benemerências que lhe prestou, mas também, e acima de tudo, pelas suas preclaras virtudes morais, em que foi tão rica a sua vida.


    Leitura do Livro de Ben-Sirá
    Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações. O Senhor realizou neles a sua glória, a sua grandeza desde os tempos mais antigos. Eram poderosos nos seus reinos, homens de fama pelos seus feitos grandiosos e bons conselheiros pela sua inteligência. Eram guias do povo pelos seus conselhos, pela sua inteligência na instrução do povo e pelas sábias palavras no seu ensino. Homens ricos e poderosos, viviam em paz em suas casas. Todos eles alcançaram fama entre os seus contemporâneos e glorificados já em seus dias. Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas. A sua descendência permanece para sempre e jamais se apagará a sua memória. Os seus corpos repousam em paz e o seu nome vive através das gerações.
    Palavra do Senhor.


    SALMO RESPONSORIAL Salmo 17 (18), 2b-3. 18a e 19 e 20b. 22 e 24 (Refr. 2b)
    Refrão
    :
    Eu Vos amo, Senhor: sois a minha força.

    Eu Vos amo, Senhor, minha força,
    minha fortaleza, meu refúgio e meu libertador,
    meu Deus, auxílio em que ponho a minha confiança,
    meu protector, minha defesa e meu salvador.

     
    Salvou-me de inimigos poderosos,
    que se levantaram contra mim no dia da adversidade;
    mas o Senhor veio em meu auxílio;
    salvou-me porque me tem amor.


    Porque eu segui o caminho do Senhor
    e não pequei contra o meu Deus.
    Tenho sido irrepreensível diante d’Ele
    e guardei-me de cometer o pecado.


    ALELUIA Mt 5, 3
    Refrão: Aleluia. Repete-se
    Bem-aventurados os pobres em espírito,
    Porque deles é o reino dos Céus.
    Refrão

    EVANGELHO Lc 14, 25-33
    «Quem não renunciar a todos os seus benS não pode ser meu discípulo»

    No desejo de viver, mais perfeitamente, o ideal de santidade, próprio de todo o baptizado, o Beato Nuno quis imitar, mais de perto, a Cristo. Por isso, renunciando às honras e comodidades do mundo, escolheu um caminho de humildade, pobreza e obediência, para, como Cristo, servir melhor os homens, seus irmãos. Longe de se tornar inútil, a sua vida adquiriu uma maior projecção social.
    O seu exemplo ajudou muitos cristãos a alcançar a vitória sobre o mal. O seu empenho em servir os pobres continua a ser fonte de inspiração para todos aqueles que trabalham pela liberdade e justiça no mundo.


    Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
    Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: ‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil? Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz. Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo».
    Palavra da salvação.


    ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
    Deus de bondade, que no bem-aventurado Nuno de Santa Maria, vencido o homem velho, formastes nele o homem novo à vossa imagem, concedei que também nós nos renovemos para sermos dignos de Vos oferecer este sacrifício de reconciliação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

    ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 111, 9
    Repartiu com largueza pelos pobres,
    a sua generosidade permanece para sempre.

    ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
    Pela virtude redentora deste sacramento, conduzi-nos sempre, Senhor, pelos caminhos do vosso amor, a exemplo do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, e completai até ao dia de Cristo Jesus a boa obra que em nós começastes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

    Liturgia das horas

    Da Crónica dos Carmelitas da antiga e regular observância, nos Reinos de Portugal, escrita pelo Cronista geral da Ordem
    (Tom I, cap. XV-XVIII: Lisboa 1745, pp. 422-425. 429-431. 438. 440-441. 454. 459).

    Exemplo de vida cristã


    Admirável foi este santo varão pelas muitas e especiais virtudes que cultivou, não só depois do divórcio que fez com o mundo, mas também antes de receber o hábito religioso.
    Na castidade foi sempre tão firme que jamais em prejuízo desta virtude se lhe conheceu o mais leve defeito.
    Forçado da obediência se sujeitou ao casamento, que sem desagrado de seu pai, o não chegaria a evitar. Mas aos vinte e seis anos ficou absoluto do matrimónio, porque a inumana parca pôs termo à vida da sua esposa na flor de seus anos. Entrou El Rei no empenho de lhe dar outra esposa não menos digna de seu nascimento. Resistiu o invicto Condestável, encobrindo sempre o fundamento principal, que era o de viver casto.
    Na oração foi tão incessante que admirava aos mesmos que faziam por ser nela seus imitadores. Faltava com o descanso ao corpo para se aproveitar da maior parte da noite orando mental e vocalmente.
    Depois de ser religioso, estreitou mais o trato e familiaridade com o Senhor, porque então vivia no retiro conveniente para poder sem estorvo empregar todas as potências da alma no Divino Objecto que contemplava.
    Na presença da soberana imagem da Virgem Maria Senhora Nossa, com o título da Assunção, derramava copiosas lágrimas; e com elas, melhor do que com as vozes, Lhe expunha as suas súplicas nas ocasiões que para si ou para os seus patrocinados Lhe pedia favores.
    Exemplaríssima foi a humildade com que, fora e dentro da Religião, serviu a Deus em toda a vida. Como árvore frutífera cujos ramos mais se inclinam quando é maior o peso dos seus frutos, assim este virtuoso varão mais submisso se mostrava com os triunfos e com as virtudes. Nunca no seu espírito teve lugar a soberba: antes, quanto lhe foi possível, trabalhou por desterrá la dos ânimos dos que lhe seguiam as ordens e o exemplo.
    Aos sacerdotes fazia tão profunda veneração que passava a ser obediência. A um criado seu de muita distinção, que havia tomado o hábito da nossa Ordem, assim que o viu professo e feito sacerdote, começou a respeitá lo em tal forma que a todos causava admiração.
    Com o hábito religioso adquiriu o irmão Nuno muitos hábitos de mortificação. O sangue que lhe corria do corpo, quando com ásperos flagelos o lastimava, também lhe diminuia os alentos: mas ainda desta fraqueza tirava forças para, com pasmosa admiração dos Companheiros, continuar em semelhantes exercícios até ao último prejuízo da vida, que em desempenho do ardentíssimo desejo que teve de a sacrificar a Deus, sempre reconheceu como trabalho, e estimou a morte como lucro.
    Depois de religioso, foi o servo de Deus mais admirável nos exercícios da caridade. Não se contentava com distribuir as esmolas pelo seu pagador, como no século fazia; mas pelas próprias mãos, na portaria deste convento, remediava a cada um a sua necessidade.
    Não menos caritativo era para com o seu próximo nas ocasiões que se lhe ofereciam de lhe acudir nas enfermidades. Assistia aos pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com os regalos administrados por suas próprias mãos.
    Velava noites inteiras por não faltar com a assistência aos que nas doenças perigavam.
    Continuando o Venerável Nuno de Santa Maria as asperezas da vida, sem nunca afrouxar dos seus primeiros fervores, chegou ao ano de 1431 tão destituído de forças, que no corpo apenas conservava alguns alentos para poder mover-se.
    Entrando enfim na última agonia, rogou que, para consolação do seu espírito, lhe lessem a Paixão de Cristo escrita pelo evangelista São João; logo que chegou à cláusula do Evangelho onde o mesmo Cristo, falando com sua Mãe Santíssima a respeito do amado discípulo, lhe diz: "Eis o vosso filho", deu ele o último suspiro e entregou sua ditosa alma ao mesmo Senhor que a criara.

    HTTP://ECCLESIA.PT

    Recolha e transcrição por António Fonseca

    quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

    FRANCISCA DE AMBOISE, Beata (e outros) - 5 de Novembro


    Nota: Curiosamente esta biografia foi já ontem publicada, mas insiro-a novamente porque no Directório Litúrgico - 2008, da Diocese do Porto é indicada como festa nas Carmelitas hoje dia 5/11.
    Francisca de Amboise, Beata
    Religiosa Carmelita, Novembro 4

    Francisca de Amboise, Beata
    Francisca de Amboise, Beata
    Religiosa Carmelita
    Martirológio Romano: No convento de Nossa Senhora des Cöts, de Nantes, em França, beata Francisca de Amboise, que, sendo duquesa de Bretanha, fundou em Vannes o primeiro Carmelo feminino francês, onde se retirou como serva de Cristo ao ficar viúva (1475).
    Nasceu em Thouars (França) em 28 de Setembro de 1427, filha do visconde Luis e da baronesa María de Rieux.
    Aos quatro anos foi prometida esposa de Pedro, filho do duque de Bretanha. Sua futura sogra, Juana, irmã do rei Carlos VII de França, imprimiu em sua alma um espírito profundamente cristão.
    Em 1450, na catedral de Reims, era coroada como Duquesa de Bretanha juntamente com seu esposo, Pedro. De comum acordo com ele, decidiram conservar-se castos e oferecer à alta sociedade um modelo de lar cristão com a prática assídua de excelsas virtudes. Juntos se consagraram à Virgem Maria em seu santuário de Folgoët, onde deixaram fundada uma missa para ser celebrada todos os sábados.
    Francisca soube travar os excessos da moda feminina na corte e se dedicou particularmente a obras de piedade e caridade.
    Todos as quartas-feiras sentava a sua mesa a 11 donzelas pobres, no dia de Natal escolhia a uma criança pobre, a vestia com trajes novos e a hospedava como representante do Menino Jesus, em quinta-feira santa lavava os pés a doze pobres e lhes oferecia um traje novo.
    Trabalhou tanto em favor da religião católica que, segundo diz um historiador, "Deus se serviu  desta jovem para realizar uma reforma geral na Bretanha e para fazer reflorescer, depois de tantas desgraças e misérias, um século de Ouro"
    Morto seu esposo e conhecedora a fundo das misérias da corte, resolveu fazer-se monja de clausura. Mil dificuldades lhe apareceram; Luis Xl, rei de França, pôs em jogo todos os meios para que desistisse, mas tudo foi em vão, e o monarca acabou de se desenganar quando ela no acto de receber a comunhão, fez em alta voz o voto de castidade.
    Depois de um providencial encontro com o beato Juan Soreth (+1471), ao saxão Prior Geral dos carmelitas, se decidiu a ingressar entre as monjas carmelitas de clausura que haviam sido instituídas pouco antes canonicamente pela Bula de Nicolás V "Cum nula", de 7 de Outubro de 1452.
    O próprio Beato o impôs com toda solenidade o hábito uma vez resolvidos todos seus compromissos ducais.
    Junto com um grupo de carmelitas vindas de Bélgica, iniciou Francisca sua vida religiosa no convento de Bondón, fundado por ela mesma.
    Renunciou a seus títulos e não quis trato nem distinção especial, mas sim ser considerada como "Humilde serva de Cristo".
    Desde então seu grande empenho foi o de fazer efectiva sua total entrega a Deus.
    Nomeada prioresa pela comunidade, teve que se dirigir mais tarde com o mesmo título a um novo convento, fundado também por ela perto de Nantes.
    No exercício deste cargo alimentava o espírito de suas religiosas com sábias "Exortações", que foram publicadas mais tarde. Ela era exemplar em todas as virtudes, descolando por seu espírito de oração e penitência.
    Insistiu sempre na prática do silêncio, a obediência e a pobreza. Introduziu a comunhão frequente e uma estrita clausura. Foram suas últimas palavras:
    Adeus, filhas minhas! Vou a provar que é amar a Deus sobre todas as coisas".
    Bem pode ser chamada como a "Mãe" das carmelitas, já que é a primeira santa desde que o Carmelo feminino teve existência canónica.
    Em 4.11.1485 expirou santamente.
    Seu culto foi reconhecido pelo papa Pío IX em 16 de Julho de 1867.



    Bernard Lichtenberg, Beato
    Sacerdote Mártir, Novembro 5

    Bernard Lichtenberg, Beato
    Bernard Lichtenberg, Beato
    Sacerdote e Mártir
    Martirológio Romano: Na aldeia de Hof, na Alemanha, beato Bernardo Lichtenberg, presbítero e mártir, que ao ver pisada a dignidade de Deus e dos homens, não cessava de orar em público pelos judeus inumanamente torturados e detidos, e por isso foi também preso e destinado ao campo de concentração de Dachau, onde, destroçado pelos maus tratos mas impávido, deu sua vida por Cristo (1943).
    Etimologia: Bernard = Aquele que é valente e batalhador, é de origem germânica
    Nasceu em Ohlau, Alemanha, em 3 de Dezembro de 1875.
    Sacerdote da diocese de Berlim, exercia seu labor na Catedral berlinense, e era muito conhecido nos círculos cívicos da capital alemã.
    Forte crítico dos Nazis e de seu anti-semitismo, o Padre Bernard organizou protestos fora dos campos de concentração, elevou orações públicas pelos hebraicos logo depois da "Kristallnacht" e apresentou denúncias formais contra as políticas racistas do partido.
    Por estas causas foi encarcerado durante dois anos, após ser posto em liberdade reatou de imediato seus labores pastorais e sociais, pelo que foi detido novamente mas desta vez foi condenado ao campo de concentração de Dachau.
    Tinha 67 anos, embarcaram-no num trem para gado e levaram-no a cumprir sua condenação, e o Padre Bernard morreu no caminho até ao campo de concentração, por causa da fome e enfermidades adquiridas na prisão, era o 5 de Novembro de 1943.
    Foi beatificado por João Paulo II no Estádio Olímpico de Berlim, em 25 de Junho de 1996.

    Gomidas Keumurjian (Cosme de Carboniano), Beato
    Gomidas Keumurjian (Cosme de Carboniano), Beato
    Sacerdote e Mártir
    Martirológio Romano: Em Constantinopla, beato Gómidas Keumurgian (Cosme de Carboniano), presbítero e mártir, que, sendo pai de família, nascido e ordenado na Igreja de Arménia, por manter firmemente e propagar a fé católica professada no Concílio de Calcedónia, padeceu enormemente e finalmente morreu degolado enquanto recitava o símbolo niceno (1707). 
    O Beato Gomidas Keumurjian se casou aos vinte anos.
    Era sacerdote na igreja arménia.
    Em 1696, ele e sua família se submeteram à autoridade de Roma.
    Os funcionários arménios se encolerizaram, tomando-o como un insulto. Alguns deles caluniaram a Gomidas, acusando-o de ser espia de Roma. 
    Em razão disso, foi detido e executado pelas autoridades turcas. Se o considera mártir, pois sua morte foi o resultado de sua conversão.
    Em 1929 foi beatificado pelo Papa Pio XI.

    Guido Maria Conforti, Beato
    Bispo e Fundador, Novembro 5

    Guido Maria Conforti, Beato
    Guido Maria Conforti, Beato
    Bispo e Fundador
    Martirológio Romano: Em Parma, de Itália, beato Guido María Conforti, bispo e bom pastor, sempre em vela pela defesa da Igreja e da fé de seu povo, o qual, movido pelo anseio da evangelização dos povos, fundou a Pia Sociedade de São Francisco Javier (1931).
    Etimologia: Guido = Aquele que pertence ao bosque, é de origem germânica 
    O Beato Guido María Conforti nasceu em 30 de Março de 1865 em Ravadase, pequeno povoado da província de Parma (Itália). Sendo ainda muito jovem, contemplando a imagem de um Crucifixo, descobriu o Amor de Deus y a necessidade de o comunicar a todos. Mais tarde, lendo a vida de S. Francisco Javier, sentiu que no missionário navarro estava resumido o ideal de vida que havia descoberto no rosto de Cristo na Cruz.
    Decidiu assim dedicar toda sua vida a "à mais nobre das causas": anunciar, como Javier, o Evangelho até aos confins da terra . Em 3 de Dezembro de 1895, Guido fundou uma família missionária: os Missionários Javerianos, dedicados exclusivamente a levar a notícia do amor de Deus a quem ainda não o conhecem.
    Chamado a ser bispo, Conforti trabalhou para que toda a Igreja vivesse a urgência da Missão.
    Quis que sua diocese fosse missionária, foi Bispo de Parma e missionário do mundo. Em 5 de Novembro de 1931, Guido María Conforti entregou sua vida de pastor e missionário nas mãos do Pai. Em 17 de Março de 1996 o Santo Padre, João Paulo II, declarou beato a Guido María Conforti, "modelo de pastor e missionário".

    Maria Carmela Viel Ferrando, Beata
    Maria Carmela Viel Ferrando, Beata
    Virgem e Mártir
    Martirológio Romano: No El Soler, perto de Valência, também em Espanha, beata María del Carmen Viel Ferrando, virgem e mártir, que na mesma perseguição levou a cabo uma luta gloriosa (1936).
    Nascida na Suécia em 27 de Novembro de 1893.
    Trabalhou muito com as jovens obreiras e colaborou na actividade social da paróquia, participando activamente nas iniciativas religiosas.
    Em 2 de Novembro de 1936, padeceu horríveis torturas por seu trabalho pastoral, para finalmente ser fuzilada na estrada de Saler na noite de 4 para 5 de Novembro, quando tinha 42 anos.
    Ela é um dos mártires beatificados por João Paulo II em Janeiro de 2001. P

    Para ver mais sobre os 233 mártires em Espanha faz "click" AQUI
    Ver ainda mensagem publicada em 17 de Outubro, neste blogue. Afonseca
    Gregório (Hryhorij) Lakota, Beato
    Bispo e mártir, 5 de Novembro

    Gregorio (Hryhorij) Lakota, Beato
    Gregório (Hryhorij) Lakota, Beato
    Bispo e Mártir
    Martirológio Romano: O campo de concentração da cidade de Abez, na Sibéria russa, beato Gregório Lakota, bispo de Przemysl e mártir, que ao ver desprezada a fé de sua pátria pelos perseguidores, superou os tormentos corporais morrendo intrepidamente por Cristo (1950).
    Etimologia: Gregório = Aquele que está sempre preparado, é de origem grega
    Nasceu em 31 de Janeiro de 1883 em Holodivka, Distrito de Lviv, Ucrânia.
    Estudou teologia em Lviv e foi ordenado sacerdote no rito greco-católico em Przemysl em 1908.
    Doutorado em teologia na Universidade de Viena em 1911, logo depois foi professor e reitor do seminário de Przemysl.
    Foi nomeado Bispo auxiliar de Przemysl em 16 de Maio de 1926. Nesse mesmo mês as autoridades o deportaram para a Ucrânia. Foi-lhe infligida uma pena de dez anos de cadeia no campo de concentração de Abez, nas cercanias de Vorkuta (Sibéria).
    Faleceu ali em 5 de Novembro de 1950.


    O grupo beatificado está integrado por:
    Mykolay Charneckyj, Bispo, 2 abril
    Josafat Kocylovskyj, Bispo, 17 Novembro
    Symeon Lukac, Bispo, 22 agosto
    Basilio Velyckovskyj, Bispo, 30 Junho
    Ivan Slezyuk, Bispo, 2 Dezembro
    Mykyta Budka, Bispo, 28 Setembro
    Gregório (Hryhorij) Lakota, Bispo, 5 Novembro
    Gregório (Hryhorij) Khomysyn, Bispo, 28 Dezembro
    Leonid Fedorov, Sacerdote, 7 Março
    Mykola Konrad, Sacerdote, 26 Junho
    Andrij Iscak, Sacerdote, 26 Junho
    Román Lysko, Sacerdote, 14 Outubro
    Mykola Cehelskyj, Sacerdote, 25 Maio
    Petro Verhun, Sacerdote, 7 Fevereiro
    Alejandro (Oleksa) Zaryckyj, Sacerdote, 30 Outubro
    Klymentij Septyckyj, Sacerdote, 1 Maio
    Severijan Baranyk, Sacerdote, 28 Junho
    Jakym Senkivskyj, Sacerdote, 28 Junho
    Zynovij (Zenón) Kovalyk, Sacerdote, 30 Junho
    Vidal Vladimir (Vitalij Volodymyr) Bajrak, Sacerdote, 16 Maio
    Ivan Ziatyk, Sacerdote, 17 Maio
    Tarsicia (Olga) Mackiv, Monja, 18 Julho
    Olympia (Olha) Bidà, Suora, 28 Janeiro
    Laurentia (Leukadia) Harasymiv, Monja, 26 agosto
    Volodymyr Pryjma, Laico, 26 Junho

    (as datas indicadas correspondem às de seu martírio)
    Reproduzido com autorização de
    Vatican.va
    Zacarías e Isabel, Santos
    Pais de João o Baptista, Novembro 5

    Zacarías e Isabel, Santos
    Zacarías e Isabel, Santos
    Pais de João o Baptista
    Martirológio Romano: Comemoração dos santos Zacarías e Isabel, pais de são João Baptista, Precursor do Senhor. Isabel, ao receber a sua parente Maria em sua casa, cheia de Espírito Santo saudou a Mãe do Senhor como "bendita entre todas as mulheres", e Zacarías, sacerdote cheio de espírito profético, ante o filho nascido louvou a Deus redentor e pregou a próxima aparição de Cristo, Sol de Oriente, que procede do Alto. 
    O louvor mais sintético, autorizado e profundo que se disse deste matrimónio é que "ambos eram justos ante Deus". Foi nada menos que o evangelista são Lucas quem o fez.
    Sabe-se que ele era sacerdote do templo de Jerusalém e que sa esposa Isabel era parente —pode ser que prima— da Virgem Maria. Sabe-se, também pelo testemunho evangélico e por suas próprias palavras, que eram já bastante idosos e que não haviam conseguido ter descendência por mais desejada que tenha sido.
    Um dia, cumpre Zacarías o ofício sacerdotal e, enquanto oferece o incenso, vê um anjo —se chama Gabriel— que lhe disse: "Tua oração foi escutada; Isabel, tua mulher, dará à luz um filho a que porás por nome João".
    Ainda que Zacarías seja um homem piedoso e de fé, não dá crédito ao que se está passando. Certo que os milagres são possíveis e que Deus é o Todo-poderoso, certo que se conta na história um repertório extenso de intervenções divinas, certo que conhece obras portentosas de Deus de Israel, mas que "isto" de ter o filho tão desejado lhe possa passar a ele e que sua boa esposa "agora" que é anciã possa conceber um filho... nestas circunstâncias... vamos que não se o crê de todo por mais que a um anjo não se veja todos os dias.
    O castigo pela debilidade de sua fé será a mudez até que o prometido de parte de Deus se cumpra. Quando nasce Joãoo futuro BaptistaZacarías recupera a fala, bendiz a Deus e entoa um canto de júbilo, profetizando. Também Isabel prorrompeu numa exclamação sublime —que repetimos ao rezar cada Ave-Maria— quando estava grávida e foi visitada pela Virgem: "Bendita Tu entre todas as mulheres, e bendito é o fruto de Teu ventre". Acrescentando:
    "¡Feliz a que acreditou que se cumpririam as coisas que lhe foram ditas de parte de Deus!".
    Com Zacarías e Isabel a fé é aclamada com exultação e reconhecida em sua inseparável obscuridade.


    Em alguns santorais sua celebração está marcada para 23 de Setembro, em outros em 5 de Novembro.
    Aliás estas biografias já foram publicadas no passado dia 23/9 neste mesmo blogue. Afonseca

    Outros Santos e Beatos
    Completando o santoral deste dia, Novembro 5

    Santo Domnino, mártir

    Em Cesareia de Palestina, santo Domnino, mártir, jovem médico, que nos começos da perseguição sob o imperador Diocleciano, o condenaram a ser enviado às minas de Fanesia, onde, após padecer cruéis vexações, foi entregue ao fogo por ordem do prefeito Urbano, no ano quinto da perseguição, por ter-se mantido firme na confissão da fé (307).

    Santos Teótimo, Filoteo, Timoteo e Ausêncio, mártires
     
    Na mesma cidade, memória dos santos Teótimo, Filoteo e Timoteo, mártires, que, sendo ainda jovens, foram destinados aos jogos do circo para diversão da plebe e os entregaram às feras juntamente com são Ausêncio, que era já ancião (307).

    São Marcos, bispo
     
    Em Apulia, são Marcos, bispo de Ecano (hoje Tróia) (s. V).
     
    San Fibicio, bispo

    Em Tréveris, na Renânia, de Austrásia, são Fibicio, bispo (500).

    São Guetnocio, abade
     
    Na Bretanha Menor, são Guetnocio, venerado como irmão dos santos Winwaleo e Jacuto (s. VI).


    SANTA BERTILLA
    Santa Bertila, abadessa
     
    No cenóbio de Chelles, junto a Meaux, na Gália Lugdunense, santa Bertila, sua primeira abadessa (s. VI).

    São Geraldo, bispo
     
    Em Beziers, da Gália Narbonense, são Geraldo, bispo, varão de admirável honradez e simplicidade, ao que, sendo canónico regular, foi obrigado a aceitar o episcopado, em cuja dignidade foi ainda mais humilde (1123).

    Beato Juan Antonio Burró Más, religioso mártir
    Em Madrid, capital de Espanha, beato Juan António Burró Más, religioso da Ordem de São João de Deus, mártir por sua profissão evangélica durante a perseguição contra a Igreja, (1936).

    SANTO DOMINGO MAU
    Santo Domingo Mau, religioso presbítero e mártir
    Perto do rio Hung Yen, em Tonquín, santo Domingo Mau, presbítero da Ordem de Pregadores e mártir, que na perseguição sob o imperador Tu Duc, por exortar aos cristãos à profissão da fé levando o rosário, por sua fidelidade a Cristo foi conduzido ao patíbulo para ser degolado, com as mãos juntas, como para subir ao altar (1858)
    http://es.catholic.net/santoral

    Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca

    quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

    CARLOS BORROMEO, SANTO (e outros) - 4 de Novembro

    Carlos Borromeo, Santo
    Arcebispo de Milão, Novembro 4

    Carlos Borromeo, Santo

    Carlos Borromeo, Santo

    Cardeal Arcebispo de Milão

    Martirológio Romano: Memória de são Carlos Borromeo, bispo, que nomeado cardeal por seu tio materno, o papa Pio IV, e eleito bispo de Milão, foi nesta sede um verdadeiro pastor fiel, preocupado pelas necessidades da Igreja de seu tempo, e para a formação do clero convocou sínodos e erigiu seminários, visitou muchas vezes toda sua diocese com o fim de fomentar os costumes cristãos e deu muitas normas para bem dos fieis. Passou à pátria celeste na data de ontem (1584)
    Etimologia: Carlos = Aquele que é dotado de nobre inteligência, é de origem germânica
    A gigantesca estátua que seus concidadãos lhe dedicaram em Arona, sobre o Lago Maior no norte de Itália, expressa muito bem a grande estatura humana e espiritual deste santo activo, benfeitor e comprometido em todos os campos do apostolado cristão.
    Havia nascido em 1538. Sobrinho do Papa Pío IV, foi criado cardeal diácono quando só tinha 21 anos. O próprio Papa o nomeou secretário de Estado, sendo o primeiro que desempenhou este cargo no sentido moderno. Ainda permanecendo em Roma para dirigir os assuntos, teve o privilégio de poder administrar desde longe a arquidiocese de Milão.
    Quando morreu seu irmão mais velho, renunciou definitivamente ao título de conde e à sucessão, e preferiu ser ordenado sacerdote e bispo aos 24 anos de idade. Dois anos depois, morto o Papa Pío IV, Carlos Borromeo deixou definitivamente Roma e foi recebido triunfalmente na sede episcopal de Milão, onde permaneceu até à morte, quando tinha só 46 anos. 
    Numa diocese que reunia aos povos de Lombardia, Veneza, Suíça, Piemonte e Ligúria, Carlos estava presente em todas as partes. Seu escudo levava um lema de uma só palavra: “Humilitas”, humildade. Não era uma simples curiosidade heráldica, mas uma eleição precisa: ele, nobre e riquíssimo, se privava de tudo e vivia em contacto com o povo para escutar suas necessidades e confidências. Foi chamado “pai dos pobres”, e o foi no pleno sentido da palavra. Empregou todos seus bens na construção de hospitais, hospícios e casas de formação para o clero.
    Se comprometeu em levar adiante as reformas sugeridas pelo concílio de Trento, de que foi um dos principais actores. Animado por um sincero espírito de reforma, impôs uma rígida disciplina ao clero e aos religiosos, sem se preocupar pelas hostilidades que se iam formando nos que não queriam renunciar a certos privilégios que brindava a vida eclesiástica e religiosa. Foi salvo de um atentado enquanto rezava na capela, mas saiu ileso, perdoando generosamente a seu atacante.
    Durante a longa e terrível epidemia que estalou em 1576, viajou a todos os lugares de sua diocese. Empregou todas as energias e sua caridade não conheceu limites. Mas sua robusta natureza teve que ceder ante o peso de tanta fadiga. Morreu em 3 de Novembro de 1584. Foi canonizado em 1610 pelo Papa Paulo V.
    Se queres saber mais consulta
    corazones.org

    Elena Enselmini, Beata
    Virgem Clarissa, Novembro 4

    Elena Enselmini, Beata

    Elena Enselmini, Beata

    Virgem Clarissa

    Martirológio Romano: Em Pádua, na região de Veneza, beata Elena Enselmini, virgem da Ordem das Clarissas, que sofreu com admirável paciência multidão de dores e até a perda da fala (1242).
    Etimologia: Elena = Aquela que brilha como uma tocha, da língua grega
    A sorte vem em nossa ajuda com um documento de importância excepcional, conservado na Biblioteca Antoniana, o Códice 559, que descreve as vidas de santo António, do beato António Manzoni e da beata Elena Enselmini. As compôs entre os anos 1433 e 1437 o notário Sicco Polentone, arquivista municipal, filósofo, astrólogo, literário e escritor de numerosas obras, uma das personalidades mais destacadas de Pádua humanista do século XV. 
    O código, copiado com elegante escrita em 1439 pelo conventual frei Giacomo, "era considerado -diz o padre Ruggero Lotto- um "best seller" do século XV e, ainda que não seja obra de alto nível, não deixa de ser um interessante documento de sociologia religiosa, de que emana a mansa luz de uma simpática jovem santa, a que nos sentimos afectuosamente próximos, inclusive depois de tanto passar de séculos". 
    Num latim elegante, Polentone inicia assim: "Meu querido filho Lázaro, há muito que me solicitas e incitas a escrever as memórias de beato António Pellegrino e da beata Elena, monja da ordem franciscana. Sempre me há parecido justa e louvável esta tua petição. Pois, se bem que o culto de nenhum dos dois tenha sido aprovado pelo sumo pontífice, um e outra são conhecidos, sem embargo, por seus milagres, e venerados como beatos pela opinião do povo. Além disso, são de boa raça paduana: António era originário dos Manzoni. Elena, dos Enselmini, a cuja estirpe pertence também sua mãe". 
    A jovenzinha Elena se fez monja para servir ao Senhor no mosteiro que hospedava, em duas moradas distintas, as monjas e os frades da Ordem de são Francisco, numa zona chamada "a Cela velha" (a actual Arcella), mosteiro destruído em 1509, para realizar a "esplanada".
    Acrescenta o historiador: "Nenhuma mais diligente que ela na oração litúrgica, nenhuma mais obediente à abadessa, nenhuma mais observante da regra, nenhuma mais solícita em realizar as tarefas domésticas. Sua vida estava tecida de penitências e jejuns, cheia de santidade e austeridade. Tão áspera foi sua existência, que, esgotada, com frequência caía enferma, vítima da febre".
    Mais além do intento hagiográfico e enaltecedor, Sicco, autor de indubitável probidade, realizou cuidadosas investigações sobre ela, dispondo de excelentes fontes no antigo mosteiro da Arcella, antes de incendiar-se o arquivo.
    De compleição grácil e enfermiça, padeceu nos últimos quinze meses de vida repetidas febres, e permaneceu durante três meses sem comer, nem beber, nem pronunciar palavra.
    O historiador se detém, amplamente em descrever as visões celestiais das que gozou Elena, como indício de sua união com o Senhor, visões que ela, de palavra, dava a conhecer às irmãs, e cujos conteúdos sabiam também a premonição.
    Em 4 de Outubro de 1231, arrebatada em êxtase, viu aos santos Francisco e António em atitude de cantar louvores do Senhor. Em definitivo, "o céu na cela", até 4 de Novembro, quando expirou, aos 24 anos. Polentone conclui assim: "Desde o dia de seu transito até hoje, seu corpo se conserva tão bem, que não pode ver-se sem admirar-se, e isso por um privilégio divino que testifica a santidade de Elena". E acrescenta un halo de mistério: "
    A miúdo, especialmente quando cai algum desastre sobre a cidade, tem ocorrido que o corpo de Elena se agitou con estrépito, quase como se quisesse prever o futuro".
    Podemos dizer que seu corpo sofreu na morte um processo natural de mumificação e ficou intacto, e as manifestações de tremor são exageradas, mas revelam a espontaneidade de uma devoção popular para esta ilustre clarissa.
    Seu corpo, por uma circunstância fortuita, foi colocado numa urna e conservado na pequena igreja do mosteiro, até ao ano 1509, em que foi trasladado para a igreja de Santa María dos Arménios, logo chamada da Beata Elena. E, desde 1810, foi trasladado para a de Santa Sofia, onde permaneceu até  23 de Maio de 1958, em que foi devolvido à igreja de La Arcella.
    Em 29 de Outubro de 1695, o papa Inocêncio XII a inscreveu no Catálogo dos beatos, reconhecendo seu culto secular, e em 1956 se iniciaram os trâmites para sua canonização.
    A caixa de madeira da beata, na capela do beato Lucas
    Quando as clarisas de Arcella se trasladaram em 1509 para o mosteiro de Santa Elena, e logo ao de São Bernardino, levaram consigo o corpo da beata. Mas, ao ser suprimidos os referidos mosteiros no ano 1810, ofereceram seu tesouro à Basílica [de Santo António]. De modo que, em 20 de Maio, o corpo de Elena Enselmini foi levado para a sacristia do templo antoniano, e ali guardado. Entretanto, os presidentes de Arca pediram ao bispo Dondi dell´Orologio que o deixasse na igreja, mas em 6 de Junho seguinte, "muito irado pela doação das monjas, e mais ainda pela subtracção nocturna, havia mandado colocar os selos, ordenando que fosse entregue à igreja de Santa Sofia, para ser venerado junto à beata Beatriz de Este". 
    A caixa que guardou os ossos de Elena até 1810 foi primeiro colocada na urna que havia sido de santo António, debaixo do altar do
    beato Lucas Belludi, e logo, em 1985, na urna encastrada na parede.
    Presença de Elena na arte e nas relíquias
    A reliquia de um braço foi doada à igreja de Santa Sofia, enquanto que seu corpo se conserva ainda sob o altar do templo de Arcella.
    Para encontrar um relicário da beata Elena há que mudar-se a sacristia da Basílica. Firmado pelo artista Pinton, é das primeiras décadas do século passado, de tipo arquitectónico, em prata lavrada e repuxada, cujo nó e receptáculo representa a fachada da igreja de Arcella. No cimo da pequena cúpula preside uma estátua de Elena.
    Uma bela imagem dela a encontramos na porta de bronze norte da Basílica, chamada "dos beatos Lucas e Elena". Antes era a entrada mais utilizada. Fundida em 1904 pelo paduano Giuseppe Michieli, a doou o doutor Giovanni Guolo, e uma inscrição a recorda como "virgem paduana".
    Entrando no claustro do Noviciado se pode admirar uma bonita pintura dela, dentro de uma monófora, no lado ocidental. É uma reprodução de 1994, de uma pintura que realizou o artista de Bérgamo Giuseppe Amadio Riva, em 1923. O actual foi realizado, curiosamente, não em base ao bronze original, mas a uma cópia sua firmada por Giovanni Zabai em 1932. A beata sustenta um lírio e um livro, claro indício da pureza de vida elevada por ela, na sequela da Palavra do Senhor.
    Na igreja de Arcella há mais recordações de Elena. Em primeira lugar, na estátua do pequeno ornato à direita da fachada, obra de Pedro Bertocco. Logo, na capela dos "Santos franciscanos", onde está representada num lenço de Pedro Pajetta (1905), e em outras pinturas.

    Amâncio, Santo
    Bispo de Rodez, Novembro 4

    Amancio, Santo

    Amâncio, Santo

    Bispo

    Martirológio Romano: Em Rodez, de Aquitania, santo Amâncio, bispo, a quem se tem pelo primeiro desta cidade (s. V).
    Etimologia: Amâncio = amante, amoroso. Vem da língua latina.
    O jovem Amâncio foi um amante autêntico desta verdade de santo Agostinho.
    Venâncio de Poitiers é quem nos há proporcionado mais notícias acerca de sua vida. Nasceu na cidade de Rodez, França.
    Quando chegou a sua juventude, pensou que o melhor para sua vida era deixar tudo por amor a Jesus. Estamos no século V.
    Dadas suas boas qualidades e suas virtudes, o nomearam bispo de Narbona (ano 401). Eram tempos maus porque a cidade estava todavia, em grande parte, sob o domínio dos pagãos.
    Uma vez que fez su trabalho apostólico neste lugar, se foi a Rodez para fazer obras de conversão ao cristianismo.
    Um dia, um dos chefes da cidade, lhe disse que não deixaria de ser pagão enquanto não visse um milagre com seus próprios olhos.
    Lhe propôs que o rio Laterne subisse pelas muralhas. O bispo aceitou a ideia ou aposta.
    Amâncio invocou a Deus. O milagre se levou a cabo. E todos quantos o viam, comentavam que o melhor era converter-se ao Deus que anunciava o bom de Amâncio.
    Noutra ocasião, comenta seu biógrafo, soube ser tão generoso que perdoou a vida a um condenado à morte.
    Estava cheio de Deus e, portanto, lhe era fácil fazer tudo aquilo que tivesse uma repercussão na obra evangelizadora.
    Mas, apesar de quanto fez, a autoridade não o queria. Enquanto estava rezando, o governador foi ferido de morte. A cada insulto que faziam a Amâncio, ele respondia com amabilidade. Morreu já ancião no ano 445.
    ¡Felicidades a quem leve este nome!

    Francisca de Amboise, Beata
    Religiosa Carmelita, Novembro 4

    Francisca de Amboise, Beata

    Francisca de Amboise, Beata

    Religiosa Carmelita

    Martirológio Romano: No convento de Nossa Senhora des Cöts, de Nantes, em França, beata Francisca de Amboise, que, sendo duquesa de Bretanha, fundou em Vannes o primeiro Carmelo feminino francês, onde se retirou como serva de Cristo ao ficar viúva (1475).
    Nasceu em Thouars (França) em 28 de Setembro de 1427, filha do visconde Luis e da baronesa María de Rieux.
    Aos quatro anos foi prometida esposa de Pedro, filho do duque de Bretanha. Sua futura sogra, Juana, irmã do rei Carlos VII de França, imprimiu em sua alma um espírito profundamente cristão.
    Em 1450, na catedral de Reims, era coroada como Duquesa de Bretanha juntamente com seu esposo, Pedro. De comum acordo com ele, decidiram conservar-se castos e oferecer à alta sociedade um modelo de lar cristão com a prática assídua de excelsas virtudes. Juntos se consagraram à Virgem Maria em seu santuário de Folgoët, onde deixaram fundada uma missa para ser celebrada todos os sábados.
    Francisca soube travar os excessos da moda feminina na corte e se dedicou particularmente a obras de piedade e caridade.
    Todos as quartas-feiras sentava a sua mesa a 11 donzelas pobres, no dia de Natal escolhia a uma criança pobre, a vestia com trajes novos e a hospedava como representante do Menino Jesus, em quinta-feira santa lavava os pés a doze pobres e lhes oferecia um traje novo.
    Trabalhou tanto em favor da religião católica que, segundo diz um historiador, "Deus se serviu  desta jovem para realizar uma reforma geral na Bretanha e para fazer reflorescer, depois de tantas desgraças e misérias, um século de Ouro"
    Morto seu esposo e conhecedora a fundo das misérias da corte, resolveu fazer-se monja de clausura. Mil dificuldades lhe apareceram; Luis Xl, rei de França, pôs em jogo todos os meios para que desistisse, mas tudo foi em vão, e o monarca acabou de se desenganar quando ela no acto de receber a comunhão, fez em alta voz o voto de castidade.
    Depois de um providencial encontro com o beato Juan Soreth (+1471), ao saxão Prior Geral dos carmelitas, se decidiu a ingressar entre as monjas carmelitas de clausura que haviam sido instituídas pouco antes canonicamente pela Bula de Nicolás V "Cum nula", de 7 de Outubro de 1452.
    O próprio Beato o impôs com toda solenidade o hábito uma vez resolvidos todos seus compromissos ducais.
    Junto com um grupo de carmelitas vindas de Bélgica, iniciou Francisca sua vida religiosa no convento de Bondón, fundado por ela mesma.
    Renunciou a seus títulos e não quis trato nem distinção especial, mas sim ser considerada como "Humilde serva de Cristo".
    Desde então seu grande empenho foi o de fazer efectiva sua total entrega a Deus.
    Nomeada prioresa pela comunidade, teve que se dirigir mais tarde com o mesmo título a um novo convento, fundado também por ela perto de Nantes.
    No exercício deste cargo alimentava o espírito de suas religiosas com sábias "Exortações", que foram publicadas mais tarde. Ela era exemplar em todas as virtudes, descolando por seu espírito de oração e penitência.
    Insistiu sempre na prática do silêncio, a obediência e a pobreza. Introduziu a comunhão frequente e uma estrita clausura. Foram suas últimas palavras:
    Adeus, filhas minhas! Vou a provar que é amar a Deus sobre todas as coisas".
    Bem pode ser chamada como a "Mãe" das carmelitas, já que é a primeira santa desde que o Carmelo feminino teve existência canónica.
    Em 4.11.1485 expirou santamente.
    Seu culto foi reconhecido pelo papa Pío IX em 16 de Julho de 1867.

    Emérico de Hungría, Beato
    Príncipe, Novembro 4

    Emerico de Hungría, Beato

    Emerico de Hungría, Beato

    Príncipe

    Martirológio Romano: Junto a Alba Real (Székesfehérvár), em Panonia (hoje Hungría), são Emerico ou Enrique, filho de santo Esteban, rei dos húngaros, surpreendido por uma morte imprevista (1031).
    Etimologia: Emérico = pátria potente, é de origem germânica

    Em 1931, se celebrou com grande solenidade na Hungría o nono centenário da morte do Beato Emérico.
    Desgraçadamente, não temos muitos dados fidedignos sobre sua vida. Foi o único filho de Santo Esteban, rei de Hungría.
    Nasceu em 1007, e São Gerardo de Sagredo se encarregou de sua educação. Quando o imperador Conrado II projectava apoderar-se das rendas da diocese de Bamberga, propôs ao jovem Emérico que participasse na espoliação, mas o rei Santo Esteban o impediu.
    As "instruções" de Santo Esteban a seu filho não são autênticas. É certo que o monarca tinha a intenção de compartilhar suas responsabilidades com Emérico (ainda que seja falso que haja numa caçada.
    Quando lhe chegou a notícia, Santo Esteban exclamou: "Deus o amava, por isso mo tirou tão cedo". O príncipe foi sepultado na igreja de Szckesfehervar e, em seu sepulcro se obraram numerosos milagres.
    O pai e o filho foram elevados à honra dos altares ao mesmo tempo, em 1083. Comummente se atribui a Emérico o título de santo mas o Martirológio Romano lhe chama "Beatus".

    Vidal e Agrícola, Santos
    Proto-mártires bolonheses, Novembro 4

    Vidal y Agrícola, Santos

    Vidal e Agrícola, Santos

    Proto-mártires Bolonheses

    Martirológio Romano: Em Bolonha, da Emilia, santos Vidal e Agrícola, mártires, que, segundo nos refere santo Ambrósio, o primeiro deles foi antes servo do segundo e logo companheiro e colega no martírio. Vidal padeceu tantos tormentos que não lhe ficou parte de seu corpo sem feridas e Agrícola, por sua vez, sem se assustar pelo suplício de seu antigo criado, o imitou no mesmo martírio, sendo crucificado (304).
    Etimologia:
    Vidal = aquele que está cheio de vida, vem do latim.
    Agrícola = aquele que vem do campo, vem do latim.

    Os Santos Mártires Vidal e Agrícola, em Bolonha. O primeiro sendo escravo do segundo, chegou  depois a ser companheiro seu no martírio: atormentaram-no  os perseguidores com tal crueldade, que em todo seu corpo não se encontrava uma parte sã; o qual sofreu com a maior constância, e posto em oração entregou sua alma a Deus.
    A Agrícola lhe deram morte encravado numa cruz com muitíssimos cravos. Santo Ambrósio, que se achava presente na traslação destes Santos, refere que recolheu os cravos, o sangue vencedor e a cruz, e colocou tudo debaixo do sagrado altar. O citado Santo Ambrósio nos informa de que Agrícola era um cavaleiro de Bolonha, e que Vidal, seu escravo, aprendeu dele a religião cristã, e recebeu primeiro a coroa, porque para Cristo não há diferenças na condição de servo nem de senhor. Ambos foram presos provavelmente no ano 304. O castigo de Agrícola foi dilatado por uma cruel compaixão por ver os tormentos do servo o fazia mudar de resolução; mas longe disso ficou ainda mais animado com o exemplo.
    Então toda a compaixão do povo e dos juízes se converteu em furor, e o corpo do Mártir encravado numa cruz foi tão ferido e penetrado de inumeráveis cravos, que o número de suas feridas excedeu em muito ao de seus membros. Os Corpos dos Mártires foram colocados em lugar da sepultura dos judeus. Fugindo Santo Ambrósio das mãos do tirano Eugénio, entrou em Bolonha no ano 393, e ali descobriu estas relíquias. Juliana, devota viúva de Florença, o convidou a dedicar uma Igreja que havia fundado naquela cidade, e lhe pediu este tesouro: o que não teve arbítrio de lhe negar uma parte delas, e cujo valor ponderou muito ele mesmo as três filhas de Juliana, mandando-as que recebessem com respeito, como presente de salvação.

    Félix de Valois, Santo
    Trinitário, Novembro 4

    Felix de Valois, Santo

    Félix de Valois, Santo

    Fundador

    Martirológio Romano: Em Cerfroid, no território de Meaux, em França, são Félix de Valois, que, depois de uma longa vida de solitário, se considera companheiro de são Juan de Mata na fundação da Ordem da Santíssima Trindade, para a redenção dos cativos (1212).
    Etimologia: Félix = Aquele que é feliz. Da língua latina.
    Alguns escritos da "Ordem da Santíssima Trindade", afirmam que São Félix levava o apelido de Valois porque pertencia à família real de França, mas na realidade o nome provêm da província de Valois onde habitou originalmente.
    Segundo se diz, viveu como ermitão no bosque de Gandelu, na diocese de Soissons, num povo chamado Cerfroid. Tinha o propósito de passar sua vida na obscuridade mas Deus o dispôs de outro modo.
    Com efeito, São João de Mata, discípulo de São Félix, lhe propôs que fundasse uma ordem para o resgate dos cativos. Ainda que o santo tivesse já setenta anos, se ofereceu a fazer e sofrer quanto Deus quisesse por um fim tão nobre. Assim, os dois santos partiram juntos a Roma no inverno de 1197 para solicitar a aprovação da Santa Sé.
    São Félix propaga a ordem em Itália e França. Em París fundou o convento de São Maturino e quando São Juan voltou a Roma, São Félix apesar de sua avançada idade, administrou a província francesa e a casa mãe da ordem em Cerfroid. Aí morreu aos oitenta e seis anos de idade em 1212.
    Segundo a tradição dos trinitários, os dois santos foram canonizados pelo Papa Urbano IV em 1262. Alexandre VII confirmou o culto dos dois fundadores em 1666.
    Em 4 de Novembro recordamos seu ingresso no Reino, e em 20 do mesmo mês se celebra sua festa litúrgica.

    Outros Santos e Beatos
    Completando o santoral deste dia, Novembro 4

     

    São Pierio, presbítero

    Comemoração de são Pierio, presbítero de Alejandría, ilustrado nos temas filosóficos, mas mais esclarecido ainda pela integridade de sua vida e sua voluntária pobreza. Enquanto Teonas dirigia a Igreja alexandrina, explicou com profundidade ao povo as divinas Escrituras, e em Roma, depois da perseguição, descansou em paz (s. IV).


    São Perpétuo, bispo


    Em Maastricht, junto ao Mossa, em Brabante, de Austrásia, são Perpétuo, bispo (c. 620).

    Santa Modesta, abadessa

    Em Tréveris, de Austrásia, santa Modesta, abadessa, que, consagrada a Deus desde a infância, foi a primeira que presidiu à comunidade de monjas do cenóbio «ad Horreum» (Öhren) na cidade, e esteve unida com santa Gertrudes de Nivelles em total familiaridade, baseada em Deus (680).

    SAN NICANDRO DE MIRA

    São Nicandro,bispo, e Hermas, presbítero, mártires

    Em Mira, de Licia, santos mártires Nicandro, bispo, e Hermas, presbítero (c. s. IV).

    http://es.catholic.net/santoral

    Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca

    segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

    FIEIS DEFUNTOS

    Bento XVI reza pelos Papas falecidos

    Bento XVI desloca-se na tarde desta Segunda-feira às Grutas da Basílica de São Pedro para um momento privado de oração, “em sufrágio” pelos papas aí sepultados e por todos os defuntos, anunciou a Santa Sé.

    Este Domingo, a respeito da comemoração dos fiéis defuntos, o Papa convidará a viver o dia com “autêntico espírito cristão, ou seja, na luz que provém do Mistério pascal”.

    Quando visitamos os cemitérios, recordemos que ali, nos túmulos, repousam somente os restos mortais dos nossos entes queridos, à espera da ressurreição final”, acrescentou, antes da recitação do Angelus, no Vaticano.

    Internacional | Agência Ecclesia | 2009-11-02 | 12:38:12 | 818 Caracteres | Bento XVI

    FIEIS DEFUNTOS(e Santos) - 2 de Novembro

    Fieis defuntos
    2 de Novembro, conhece o significado dos costumes e tradições relacionadas com esta festa.

    Fieles difuntos
    Fieis defuntos
    Um pouco de história
    A tradição de rezar pelos mortos remonta aos primeiros tempos do cristianismo, onde já se honrava sua recordação e se ofereciam orações e sacrifícios por eles.
    Quando uma pessoa morre, já não é capaz de fazer nada para ganhar o céu; sem embargo, os vivos sim, podemos oferecer nossdas obras para que o defunto alcance a salvação.
    Com as boas obras e a oração se pode ajudar aos seres queridos a conseguir o perdão e a purificação de seus pecados para poder participar da glória de Deus.
    A estas orações se lhes cama sufrágios. O melhor sufrágio é oferecer a Santa Missa pelos defuntos.
    Devido às numerosas actividades da vida diária, as pessoas muitas vezes não têm tempo nem de atender aos que vivem com elas, e é muito fácil que se olvidem do proveitoso que pode ser a oração pelos fieis defuntos. Devido a isto, a Igreja quis instituir um dia, o 2 de Novembro, que se dedique especialmente à oração por aquelas almas que deixaram a terra e ainda não chegam ao céu.
    A Igreja recomenda a oração em favor dos defuntos e também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência para ajudá-los a fazer mais curto o período de purificação e possam chegar a ver a Deus. "
    Não duvidemos, pois, em socorrer aos que partiram e em oferecer nossas preces por eles".
    Nossa oração pelos mortos pode não somente ajudá-los, mas também fazer eficaz sua intercessão a nosso favor. Os que já estão no céu intercedem pelos que estão na terra para que tenham a graça de ser fieis a Deus e alcançar a vida eterna.
    Para aumentar as vantagens desta festa litúrgica, a Igreja estabeleceu que se nos confessarmos, comungarmos e rezarmos o Credo pelas intenções do Papa entre 1 e 8 de novembro, “podemos ajudá-los obtendo para eles indulgências, de maneira que se vejam livres das penas temporais devidas por seus pecados”. (CEC 1479)


    Costumes e tradições.
    O altar dos mortos

    É um costume mexicano relacionado com o ciclo agrícola tradicional. Os indígenas faziam uma grande festa na primeira lua cheia do mês de Novembro, para celebrar a terminação da colheita do milho. Eles criam que esse dia os defuntos tinham autorização para regressar à terra, a celebrar e compartilhar com seus parentes vivos, os frutos da mãe terra.
    Para os aztecas a morte não era o final da vida, mas simplesmente uma transformação. Criam que as pessoas mortas se converteriam em colibris, para voar acompanhando o Sol, quando os deuses decidissem que haviam alcançado certo grau de perfeição. 
    Enquanto isto sucedia, os deuses levavam aos mortos a um lugar a que chamavam Mictlán, que significa “lugar da morte” ou “residência dos mortos” para se purificarem e seguir seu caminho.
    Os aztecas não enterravam os mortos mas os incineravam.
    A viúva, a irmã ou a mãe, preparava tortilhas, fritos e bebidas. Um sacerdote devia comprovar que não faltasse nada e no fim prendiam fogo e enquanto as chamas ardiam, os familiares sentados aguardavam o fim, chorando e entoando tristes canções. As cinzas eram postas numa urna junto com um jade que simbolizava seu coração.
    Cada ano, na primeira noite de lua cheia em Novembro, os familiares visitavam a urna onde estavam as cinzas do defunto e punham em redor o tipo de comida de que gostava em vida para atraí-lo, pois esse dia tinham permissão os defuntos para visitar a seus parentes que haviam ficado na terra. 
    O defunto nesse dia se convertía em "hóspede ilustre" a quem havia de festejar-se e agasalhar da forma mais atenta. Punham também flores de Cempazúchitl, que são de cor alaranjada brilhante, e as desfolhavam formando com as pétalas um caminho até ao templo para guiar ao defunto em seu caminho de regresso a Mictlán.
    Os misionários espanhóis ao chegar ao México aproveitaram este costume, para começar a tarefa da evangelização através da oração pelos defuntos.
    O costume azteca o deixaram praticamente intacto, mas lhe deram um sentido cristão: O dia 2 de Novembro, se dedica à oração pelas almas dos defuntos. Se visita o cemitério e junto ao túmulo se pôe um altar em memória do defunto, sobre o cual se pôem objectos que lhe pertenciam, com o objectivo de recordar ao defunto com todas suas virtudes e defeitos e fazer melhor a oração.
    O altar se adorna com papel de cores picado com motivos alusivos à morte, com o sentido religioso de ver a morte sem tristeza, pois é só o passo para uma nova vida.
    Cada um dos familiares leva uma oferenda ao defunto que se põe também sobre o altar. Estas oferendas consistem em alimentos ou coisas de que gostava o defunto: doce de abóbora, doces de leite, pão, flores. Estas oferendas simbolizam as orações e sacrificios que os parentes oferecerão pela salvação do defunto.
    Os aztecas fabricavam caveiras de barro ou pedra e as punham perto do altar de mortos para tranquilizar ao deus da morte. Os misionários, em vez de proibir este costume pagão, lhes ensinaram a fabricar caveiras de açúcar como símbolo da doçura da morte para o que foi fiel a Deus.
    O caminho de flores de Cempazúchitl, agora se dirige para uma imagem da Virgem Maria ou de Jesus Cristo, com a finalidade de assinalar ao defunto o único caminho para chegar ao céu.
    A água que se põe sobre o altar simboliza as orações que podem acalmar a sede das almas do purgatório e representa a fonte da vida; o sal simboliza a resurreição dos corpos por ser um elemento que se utiliza para a conservação; o incenso tem a função de afastar o demónio; as velas representam a fé, a esperança e o amor eterno; o fogo simboliza a purificação.
    Os primeiros misionários pediam aos indígenas que escrevessem orações pelos mortos nos que assinalaram com claridade o tipo de graças que eles pedíam para o morto de acordo aos defeitos ou virtudes que houvesse demonstrado ao longo de sua vida.
    Estas orações se recitavam frente ao altar e depois se punham em cima dele. Com o tempo este costume foi mudando e agora se escrevem versos chamados “caveiras” em que, com ironía, picardía e graça, falam da morte.


    A Oferenda de Mortos contém símbolos que representan os três “estadios” da Igreja:
    1) A Igreja Purgante,
    conformada por todas as almas que se encontram no purgatório, quer dizer aquelas pessoas que não morreram em pecado mortal, mas que estão purgando penas pelas faltas cometidas até que possam chegar ao céu. Se representa com as fotos dos defuntos, a que se costuma colocar as diferentes bebidas e comidas que disfrutavam em vida.
    2) A Igreja Triunfante, que são todas as almas que já gozam da presença de Deus no Céu, representada por estampas e figuras de santos.
    3) A Igreja Militante, que somos todos os que ainda estamos na terra, e somos os que pomos a oferenda.
    Em algus lugares de México, a celebração dos fieis defuntos consta de três dias: o primeiro dia para os meninos e as meninas; o segundo para os adultos; e o terceiro o dedicam a tirar o altar e comer tudo o que há nste. Aos adultos e às crianças se lhes põe diferente tipo de comida.

    Cuida de tua fé

    Halloween ou a noite de bruxas: Halloween significa “Véspera santa” e se celebra em 31 de Outubro. Esta costume provêm dos celtas que viveram em França, Espanha e nas Ilhas Britânicas.
    Eles prendiam fogueiras na primeira lua cheia de Novembro para afugentar os espíritos e inclusive alguns se disfarçavam de fantasmas ou duendes para espantá-los facendo-lhes crer que eles também eram espíritos.
    Podería distrair-nos da oração do dia de Todos os Santos e dos defuntos. Converteu-se numa festa muito atractiva com disfarces, doces, truques, diversões que nos chamam muito a atenção.
    Pode chegar a passar que se nos olvide o realmente importante, quer dizer, o sentido espiritual destes dias.
    Se queres participar no Halloween e pedir doces, disfarça-te e diverte-te, Cuida-te de não cair nas práticas anticristãs que esta tradição promove e não te esqueças antes rezar pelos mortos e aos santos.
    Devemos viver o verdadeiro sentido da fiesta e não fiquemos só na parte exterior. Aproveitar o festejo para crescer em nossa vida espiritual.


    Algo que não deves olvidar
    A Igreja quis instituir um dia que se dedique especialmente a orar por aquelas almas que deixaram a terra e ainda não estão no céu.
    Os vivos podemos oferecer obras de penitência, orações, esmolas e indulgências para que os defuntos alcancem a salvação.
    A Igreja há estabelecido que se nos confessarmos, comungarmos e rezarmos o Credo entre 1 e 8 de Novembro, podemos abreviar o estado de purificação no purgatório.
    Oração
    Que as almas dos defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. Assim seja.

    Catholic.net há organizado, juntamente com diversos conventos e casas de religiosos e religiosas, uma novena de orações por todos os Fieis Defuntos, com adorações, orações, o Rosário, e uma intenção especial na Santa Missa no dia 2 de Novembro celebrada por sacerdotes amigos de Catholic.net que se juntaram à nossa primeira Novena dos Fieis Defuntos.
    Una-se a nossas orações, e envie-nos os nomes dos defuntos a quem desejem que encomendemos. Teremos uma recordação especial para eles durante os nove dias prévios à festa dos Fieis Defuntos no dia 2 de Novembro. Se deseja enviar-nos os nomes e suas intenções é muito simples, preenchendo o formulário em nosso sítio
    Novenas Catholic.net (click aquí) Nós enviaremos estes nomes e intenções aos diversos conventos e casas de religiosos e religiosas, e sacerdotes diocesanos que se juntaram a esta Novena dos Fieis Defuntos.

    Halloween ¿Cristianismo ou paganismo?
    ¿O deve celebrar um cristão?
    Halloween  ¿Cristianismo o paganismo?
    Halloween ¿Cristianismo ou paganismo?
    Não se pode negar que é divertido disfarçar aos pequeños da casa e sair com eles a pedir doces pelas ruas, muitos de nós temos recordações gratas das festas de Halloween onde compartilhamos doces e punhamos mão de tudo o que estava ao nosso alcance para confeccionarmos o melhor dos disfarces.
    Halloween, ¿O deve celebrar um cristão?
    Mas não podemos passar por alto que as festas que celebramos reflictam quem somos e influem em nossos valores. Desgraçadamente muitos cristãos esquecem o testemunho dos santos e a importância de rezar pelos mortos e deixam-se levar por costumes pagãos para festejar com bruxas e fantasmas.
    "Halloween" significa (All hallow´s eve), do inglês antigo, all hallows eve, ou Véspera Santa, pois se refere à noite de 31 de Outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. A fantasía dos anglo saxões, sem embargo, lhe roubou seu sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite de terror, das bruxas e dos fantasmas. Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo, tendência que se propagou tamém entre os povos hispânicos.


    Raízes pagãs de Halloween

    Já desde o século VI antes de Cristo os celtas do norte de Europa celebravam o fim do ano com a festa de Samhein (ou La Samon), festa do sol que começava na noite de 31 de Outubro. Marcava o fim do verão e das colheitas. O colorido dos campos e o calor do sol desaparecíam ante a chegada dos días de frío e obscuridade.
    Criam que naquela noite o dios da morte permitía aos mortos voltar à terra fomentando um ambiente de morte e terror. A separação entre os vivos e os mortos se dissolvía naquela noite e fazendo possível a comunicação entre uns e outros. Segundo a religião celta, almas de alguns defuntos estavam metidas dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas oferecendo-se aos deuses sacrifícios de toda índole, inclusive sacrifícios humanos. Sem dúvida Samhein não é outro senão o próprio demónio que em todas as épocas busca implantar a cultura da morte.
    Aqueles desafortunados também criam que essa noite os espíritos malignos, fantasmas e outros monstros saiam livremente para aterrorizar os homens. Para os aplacar e proteger-se faziam grandes fogueiras. Estas fogueiras tiveram sua origem em rituais sagrados da festa do sol. Outras formas de evitar o acossar destes macabros personagens era preparando-lhe alimentos, montando macabras cenografías e disfarçando-se para tratar de assemelhar a eles e assim passar despercebidos seus olohares ameaçadores.
    ¿Como sabia aquela gente a aparência de bruxas, fantasmas e monstros?. Ao não conhecer ao verdadeiro Deus viviam aterrorizados ante as forças da natureza e as realidades do sofrimento e a morte. De alguma forma buscavam desafogar aquela situação dando-lhe expressão em toda classe de fantasías. Todo o feio, o monstruoso e o ameaçador que se pode imaginar em figuras de animais e seres humanos constitui a base para lhe dar rendas livres à imaginação de terror.
    Mistura com o cristianismo
    Quando os povos celtas se cristianizaram, nem todos renunciaram aos costumes pagãos. Quer dizer, a conversão não foi completa. A coincidência cronológica da festa pagã con a festa cristã de Todos os Santos e a dos Defuntos, que é no dia seguinte, fez com que alguns as misturaram. Em vez de recordar os bons exemplos dos santos e orar pelos antepasados, se enchiam de medo ante as antigas superstições sobre a morte e os defuntos.
    Alguns imigrantes Irlandeses introduziram Halloween nos Estados Unidos onde chegou a ser parte de folclore popular. Acrescentaram-lhe diversos elementos pagãos tomados dos diferentes grupos de imigrantes até chegar a incluir a crença em bruxas, fantasmas, duendes, drácula e monstros de toda espécie. Desde USA, Halloween se há propagado por todo o mundo.


    Alguns costumes de Halloween
    Trick or Treat
    As crianças (e não só) se disfarçam (é uma verdadeira competência para fazer o disfarce mais horrivel e temerário) e vão de casa em casa exigindo «trick or treat» (truque ou prenda). A ideia é que se não se lhes dá alguma guloseima farão alguma maldade ao residente do lugar que visitam. Para alguns isto tem sido um gracioso jogo de crianças. Ultimamente esta prática se  converteu em algo perigoso tanto para os residentes (que podem ser visitados por um gangue violento), como para os que visitam (Há residentes que reagem com violência e tem havido casos de guloseimas envenenadas).


    A Abóbora

    Segundo uma antiga lenda irlandesa um homem chamado Jack havia sido muito mau e não podia entrar no céu. Tampouco podia ir ao inferno porque havia feito demasiados truques ao demónio. Teve por isso que permanecer na terra vagueando pelos caminhos, com uma lanterna às costas. Esta lanterna primitiva se faz esvaziando um vegetal e pondo-lhe dentro um carvão aceso. Jack então se conhecía como "Jack of the Lantern" (Jack da Lanterna) ou, abreviado, Jack-o-´Lantern. Para afugentar a Jack-o-´Lantern a gente supersticiosa punha uma lanterna similar na janela ou em frente à casa. Quando a tradição se popularizou em USA, o vegetal com que se faz a lanterna começou a ser uma abóbora a qual é parte das tradições supersticiosas de Halloween. Para produzir um efeito tenebroso, a luz sai da abóbora por buracos em forma de rosto de uma caveira ou bruxa.
    Festas de Disfarces
    Uma festa de disfarces não é intrínsecamente algo mau. Mas se há que ter cuidado quando estas se abrem a uma cultura desenfreada como a nossa. Detrás de um disfarce se podem fazer muitas coisas vergonhosas com impunidade. Com frequência se faz pretexto para esconder-se e aproveitar-se da situação. Como temos visto, os disfarces de Halloween têm origem no paganismo e no geral aludem a medo e à morte. Hoje em dia com frequência os disfarces se riem das coisas sagradas. Vemos, por exemplo, disfarces de monjas embaraçadas, sacerdotisas, pervertidos sexuais, etc. Nada disso é gracioso e só pode ofender a Deus.
    Com o recente incremento de satanismo e do oculto a noite de halloween se há convertido em ocasião para celebrar em grande toda a classe de ritos tenebrosos desde bruxarías até missas negras e assassinatos. É lamentável que, com o pretexto da curiosidade ou de ser so para passar o tempo, não são poucos os cristãos que jogam com as artes do maligno.
    Jesus Cristo é a vitória sobre o mal
    A cultura moderna, jactando-se de ser pragmática e científica, há recusado a Deus por o considerar um mito já superado. Ao mesmo tempo, para encher o vazio de alma, o homem de hoje retrocede cada vez mais ao absurdo da superstição e do paganismo. Há trocado a Deus pelo próprio demónio. Não é de estranhar então que vivamos numa cultura da morte em que milhões de crianças são abortados cada ano e muitos mais morrem de fome e abandono. 
    É mais fácil deixar-se levar pela corrente da cultura e regressar ao medo, à morte e a um "mais além" sem Deus porque, sem a fé, o homem se arrasta na necessidade de se proteger de forças que não pode dominar. Busca de alguma maneira com esus ritos exorcizar as forças superiores.
    Como católicos, professamos que só Jesus Cristo nos liberta da morte. Só Ele é a luz que brilha na escuridão dos longos invernos espirituais do homem. Só Ele nos protege da monstruosidade de Satanás e os demónios. Só Ele lhe dá sentido ao sofrimento com sua Cruz. Só Ele é vencedor sobre o horror e a morte. Só Deus basta para quem tem recebido a graça e vive como discípulo de Cristo. Ante Cristo a cultura da morte cede o passo ao amor e à vida.

    Alternativas a Halloween
    Os cristãos devem não só desmascarar o mal mas ser a luz nas trevas. Devemos advogar pelo retorno à verdadeira celebração da Festa de Todos os Santos e a riqueza do festejo do Dia dos mortos . Se podem fazer muitas celebrações em torno à recordação dos santos.

    Um exemplo pode ser nosso Projecto: Festa de Todos os Santos

    As crianças se podem disfarçar de um santo favorito e aprender sua vida, especialmente suas virtudes, com o fin de as imitar. Os mais velhos podem ler acerca dos santos, ter uma festa em honra a um santo favorito da comunidade ou da familia.
    Em algumas comunidades que ainda se mantêm cristãs se pode renovar o costume de povos espanhóis de ir de porta em porta cantando, tocando instrumentos musicais e pedindo dinheiro para as «almas do Purgatório».
    Aqueles que façam o esforço por viver sua fé lograrão na Festa de Todos os Santos recordar que todos somos chamados à santidade. Poderão conhecer as vidas maravilhosas dos santos que os ajudarão a viver o Evangelho. Encontrarão além disso, grandes amigos que intercederão desde o céu por sua salvação.
    Se tens alguma dúvida escreve ao
    Padre Jordi Rivero
    Consulta também Halloween, Origem, Mitos e Realidades
    Margarita de Lorena, Santa
    Biografia 2 de Novembro


    Novembro 2
    Etimológicamente significa “ perla”. Viene de la lengua griega.
    Dice Jeremías: “El Señor dijo a Jeremías: Antes de formarte en el vientre te escogí, antes de salir del seno materno te consagre”.
    Margarita fue una viuda del siglo XV.
    A los diez años, durante un paseo que daba por el bosque contemplando su belleza, la sobrina del rey Renato de Sicilia, duque de Angio y Lorena, se escondió con algunas amigas para entregarse a la vida eremítica.
    A tan corta edad, ya había leído la vida de los santos Padres que habían vivido en el desierto. Y se quedaba admirada de su perfección y de su santidad.
    En 1463 era todavía una chica adolescente. Sufrió un golpe muy grande cuando supo que su tío había muerto.
    Se volvió a Lorena, y contrajo matrimonio con el duque de Alençon.
    La vida de la pareja no fue nada fácil al principio por motivos extraños a su intimidad.
    Eran los tiempos de la Guerra de los Cien Años.
    Su marido murió combatiendo en ella.
    Margarita se quedó viuda a los 32 años, y con tres hijos.
    Se entregó a su labor educativa sin la intromisión de sus parientes.
    Una vez que ya los había educado y criado, quiso librarse del peso del ducado que había llevado durante 22 años.
    Se retiró al castillo de Essai. Lo convirtió en su monasterio particular.. Después llegó a ser monasterio de las Clarisas, Tan abnegada y sacrificada llevó su vida de monja que el mismo obispo le llamó la atención para dejara la penitencia exagerada. Murió en el año 1521.
    ¡Felicidades a quien lleve este nombre!

    Pio Campidelli, Beato
    Religioso Paixonista, 2 Novembro


    Pio Campidelli, Beato
    Pio Campidelli, Beato
    Los santos son como flores, hay rosas que se muestran bellamente en mayo, en los jardines y sobre las terrazas; hay violetas escondidas que hacen sentir su suave olor. Una de estas es el beato Pío Campidelli.
    Es el tercero de cinco hijos; nace en Romagna, en Trebbio de Poggio Berni, el 29 de abril de 1869 con el nombre de Luis, llamado después familiarmente Luisito. El bautismo lo recibe el mismo día en que ha venido a la luz. Los padres José Campidelli y Filomena Belpani son campesinos. Es una familia tranquila dedicada al trabajo de los campos, temerosa de Dios. Con ellos vive también el tío Miguel, llamado “Bertoldo”, al cual de vez en cuando dice alguna blasfemia. Luisito siente escalofríos y reza por él; también en el convento rezará muchas veces por el “tío Bertoldo” y el Señor le dará la alegría de saber que el tío no blasfema más.
    Participa en las fiestas de la cosecha; va con la familia a misa el domingo y habla con la mamá de la predicación que apenas han escuchado. A los 5 años recibe la confirmación y a los 10 la primera comunión. Es un muchacho como los otros, pero muy bueno. Ora mucho, por todos, por el abuelo muerto cuando él tenía seis años. Va a misa todos los días, haciendo cinco kilómetros a pié; tornado a casa da catecismo a los compañeros. Alguno lo critica juzgándolo demasiado mojigato, la mayoría lo aprecia e lo tiene en grande estima. Sobretodo la mamá se ocupa de estas buenas inclinaciones, lo sostiene y pide consejo al hermano sacerdote Don Felipe. Se muestran contentos y observan.
    Mientras tanto llegan al pueblo para dar misiones los pasionistas del vecino Santuario de la Virgen de Casale en S. Arcángel. Luisito tiene 10 años, va a escuchar junto con la mamá y queda atraído. Una voz interior le dice que debe hacerse pasionista y el acepta con alegría. Confía su deseo al padre superior, pero desgraciadamente su solicitud no puede ser aceptada antes de los 14 años.
    El dos de mayo de 1882 parte para el convento; el mismo mes viste el hábito religioso. Solo seis meses estará lejos de su tierra como novicio en San Eutizio de Soriano en la cumbre. Regresará después a Casale por los estudios iniciales y teológicos en preparación al sacerdocio. Es un novicio y un estudiante modelo, se hace apreciar por su profundo recogimiento, su modestia, la obediencia, la compostura exterior e interior. Es muy devoto de la Virgen.
    Desgraciadamente, para él que es constitución débil, en 1888, aparecen los primeros síntomas de la tuberculosis, que lo llevará a la muerte. Es la enfermedad de muchos jóvenes santos. Pío acepta morir con dócil obediencia a la volunta de Dios, “ofreciendo la propia vida por la Iglesia, por el Papa, por la Congregación, por los pecadores, por su querida Romagna”
    Saluda a la mamá que va a encontrarlo con estas simples palabras: “¡Ánimo mamá, nos encontraremos en el paraíso!” Muere en un éxtasis de amor el 2 de noviembre de 1889 a los 21 años y medio. El 17 de noviembre de 1985 Juan Pablo IIº con una ceremonia trasmitida en mundo visión lo ha declarado beato y dijo de él:
    “En el año internacional de la juventud es elevado a la gloria de los altares el hermano Pío de San Luis, un joven que, como “sal deliciosa”, ha dado la vida por su tierra, por su pueblo. El hermano Pío ha encontrado el valor fundamental de su vida religiosa en el don de sí mismo. Este rasgo esencial de su fisonomía interior aparece en su testimonio especialmente en el momento de la muerte, cuando, con plena conciencia de su próxima consumación se ofreció para cumplir perfectamente su sacrificio conformándose a la voluntad de su Dios. Desde pequeño había percibido su atracción a la oración, a la liturgia, a la instrucción religiosa y, sostenido del buen ejemplo de la familia, se adhirió con entusiasmo. Una vez entrado en la Congregación de los Pasionistas encontró el clima favorable para desarrollar su aspiración dominante de vivir en unión con Dios en el íntimo de sí mismo y para prepararse a implicar a los otros en esta experiencia apasionante en el ejercicio del ministerio sacerdotal. Pero no pudo llegar al sacerdocio porque Dios lo llamó a la edad de 21 años. En el voto particular de los Pasionistas de hacer memoria continua de la pasión, muerte y resurrección de Jesús, el supo implicar totalmente su propia vida, realizando así la misión de la vocación específica de su familia religiosa. Provenía de gente pobre, tenía salud frágil, inteligencia normal; pero no tenía como infortunada, ni sintió como frustración su pobreza ni sus límites; más bien realizó el máximo de sí. Así fue verdadera <> para cuantos lo conocieron en vida y continúa siendo <> para cuantos se acercan al luminoso testimonio de su ejemplo”
    Es la verdadera santidad de lo cotidiano. La santidad extraordinaria de una vida ordinaria.

    Acindino e companheiros, Santos
    Mártires de Pérsia, 2 Novembro

    Acindino y compañeros, Santos
    Acindino y compañeros, Santos
    San Acindino sufrió el martirio en Persia juntamente con los Santos Pegaso, Aftonio, Elpidoforo, Anempodisto, y otros siete mil cristianos en tiempos del Rey Sapor II (310-381). Estos santos pertenecían a la corte de Sapor, y secretamente cristianos. Cuando el rey inició la persecución contra los cristianos, los paganos envidiosos los denunciaron. Convocados a la presencia de Sapor para el interrogatorio, los santos mártires confesaron su fe en la Santísima Trinidad valientemente. Entonces el rey ordenó que fueran castigados con latigazos.
    Sapor decretó que Acindino, Pegaso, Anempodisto y Elpidoforo fueran decapitados, y que no se les permitiera a los cristianos enterrar sus cuerpos.
    Una notable muchedumbre , glorificando a Cristo, acompañó a estos santos cuando eran conducidos a las afueras de la ciudad para la ejecución. Entonces por orden de Sapor, los soldados masacraron a todos los cristianos en la procesión (aproximadamente siete mil), incluso san Elpidoforo.
    Acindino, Pegaso, y Anempodisto fueron quemados al día siguiente con la madre del emperador. Unos cristianos, fueron de noche secretamente al lugar de la ejecución, y encontraron los cuerpos de los santos mártires indemnes, y los sepultaron dignamente.

    Marciano de Síria, Santo
    Ermitão, 2 Novembro




    Marciano de Siria, Santo
    Marciano de Siria, Santo
    San Marciano nació en Cyrrhus, en Siria. Su padre pertenecía a una familia patricia. Marciano abandonó la casa paterna y partió de su patria.
    Como no le gustaba hacer las cosas a medias, se retiró a un desierto entre Antioquía y el Eufrates. Ahí escogió el rincón más escondido y se encerró en una estrecha celda, tan baja y tan reducida de tamaño, que no podía estar de pie ni acostado sin encogerse.
    Tal soledad era como un paraíso para él, pues podía consagrarse enteramente al canto de los salmos, la lectura espiritual, la oración y el trabajo. Sólo se alimentaba de pan y aun eso en pequeña cantidad sin embargo, jamás pasaba el día entero sin comer, pues quería tener fuerzas para hacer lo que Dios le pedía que hiciera.
    La luz sobrenatural que recibía en la contemplación, le dio un amplio conocimiento de las grandes verdades y misterios de la fe. No obstante su gran deseo de vivir ignorado de los hombres, su fama llegó a otros países y, al fin, tuvo que admitir por discípulos Eusebio y Agapito.
    Con el tiempo, fue aumentando el número de sus discípulo y nombró abad a Eusebio. En cierta ocasión le visitaron a un tiempo San Flaviano patriarca de Antioquía y otros obispos para rogarle que les hiciese una exhortación, como tenía por costumbre. La dignidad de su auditorio impresionó a Marciano, quien no supo qué decir durante unos momentos. Como los obispos le incitasen a hablar, les dijo: "Dios nos habla a cada momento a través de las creaturas y del universo que nos rodea. Nos habla también por su Evangelio, en el que nos enseña a cumplir nuestro deber para con los demás y con nosotros mismos. ¿Qué otra cosa podría yo deciros?"
    San Marciano obró varios milagros y su fama de taumaturgo le molestaba mucho, de suerte que jamás prestaba oídos a quienes acudían a su intercesión para obtener un milagro. Así, en cierta ocasión en que un habitante le pidió que bendijese un poco de aceite para curar a su hija enferma, el santo se negó absolutamente, sin embargo, la enferma recobró la salud en ese mismo instante.
    Marciano vivió hasta edad muy avanzada. En sus últimos años, sufrió mucho a causa de la importunidad de los que querían conservar su cuerpo cuando muriese. Algunos de éstos, entre los que se contaba su sobrino Alipio, llegaron incluso a construir capillas en diferentes sitios para darle sepultura. San Marciano resolvió el problema al pedir a Eusebio que le enterrase en un sitio secreto.
    El sitio de su sepultura no fue descubierto sino hasta cincuenta años después de su muerte. Entonces se trasladaron sus reliquias a un sitio que se convirtió en lugar de peregrinación.
    Todo lo que sabemos acerca de San Marciano procede de la Historia Religiosa de Teodoreto. Puede verse el texto griego, con una traducción latina comentada, en Acta Sanctorum, nov., vol. I.

    http://es.catholic.net/santoral
    Recolha, transcrição e tradução incompleta por António Fonseca