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terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Pai Nosso- Padre Marcelo Rossi



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Nº 11 - 11 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1244

SANTO HIGINO

Papa (142)

IX Papa

Higinio Santo

Higino Santo

Etimologia: "o saudável", em grego. De origem grega (Atenas). Foi papa por uns quatro anos, aproximadamente, 138 até sua morte em 142. Determinou várias atribuições do clero e definiu os graus da hierarquia eclesiástica. Instituiu o padrinho e a madrinha no baptismo dos recém nascidos para os guiar na vida cristã e decretou que as igrejas fossem consagradas. Lutou contra os hereges Valentino e Cerdón e suas doutrinas, pois esses pretendiam explicar a fé cristã com especulações filosóficas apoiadas em esquemas gnósticos. Foi enterrado  no Vaticano perto da tumba de São Pedro.

 

SÃO VITAL

Monge (625)

Vital de Gaza, Santo

Vital de Gaza, Santo

Ermitão

Etimologicamente: Vital = Aquele que está cheio de vida, vem da língua latina.

Tinha sessenta anos quando, recordando-se que também as mulheres de má vida são chamadas para o reino de Deus (Mt 21, 31), resolveu empenhar-se em fazê-las entrar nele. Abandonou a região de Gaza (Palestina), onde vivia como ermitão, e foi para Alexandria onde julgava poder praticar o seu zelo. Alugou um  quartinho e repartiu o tempo a meias; mendigava pelas casas abastadas e dirigia-se para o bairro da má fama. Essas pobres mulheres afeiçoaram-se a ele, pois era tão bom e misericordioso nos seus juízos! Dirigindo-se à que lhe parecia mais triste, oferecia-lhe o dobro do que ela contava ganhar, contanto que aceitasse ouvi-lo. Concluído o contrato, narrava-lha a história da ovelha perdida (Lc 15), falava-lhe da felicidade que dá uma boa consciência, rezava com  ela e conseguia muitas vezes fazê-la mudar de vida. Todavia o Bispo, levado por devotas que se escandalizavam, mandou prender Vital. Grande protesto entre as mulheres dessa qualidade, que principiaram a vir, todas as noites, gritar e fazer assuada por baixo das janelas da residência episcopal, reclamando quem tanto se interessava por elas. O prelado, que já não conseguia dormir, informou-se, descobriu a verdade e soltou o seu preso. Vital morreu pelo ano de 625, vítima dum homem de baixo comércio a quem o santo tirava aquelas que ele explorava. Esse energúmeno apunhalou-o na rua. Vital conseguiu voltar a casa e escrever numa tabuinha que foi encontrada junto do seu cadáver: “Cidadãos de Alexandria e outros lugares, não espereis o dia de amanhã para vos converter; mas esperai, para julgar, o dia do juízo”. Do livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt  Comentários a P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

• Tomás de Cori, Santo

Franciscano Menor

Tomás de Cori, Santo

Tomás de Cori, Santo

Nascido em Cori (Latina) em 4 de Junho de 1655, Tomás teve uma infância marcada pela perda prematura de sua mãe primeiro e de seu pai depois, ficando só, aos catorze anos, ao cuidado da irmã mais pequena. Fará de pastor, aprendendo a sabedoria das coisas simples. Casadas as irmãs, fica livre para seguir a inspiração que desde há alguns anos guardava no silêncio do coração: pertencer completamente a Deus na vida religiosa franciscana. Havia conhecido os Frades Menores na sua própria cidade no Convento de S. Francisco. Casadas as duas irmãs e livre de toda a preocupação, foi acolhido na Ordem e enviado a Orvieto para fazer o ano de noviciado. Professada a Regra de S. Francisco e finalizados os estudos de teologia, se ordena sacerdote em 1683. Foi nomeado imediatamente vice mestre de noviços no convento da Santíssima Trindade de Orvieto; seus superiores reconheceram desde muito cedo seus dotes. Pouco tempo depois frei Tomás ouviu falar dos Retiros que começavam a florescer na Ordem e da intenção dos Superiores da  porta do pobre Convento em 1684, dizendo: "Sou frei Tomás de Cori e venho para fazer-me santo". Com uma linguagem talvez longe  da nossa, expressava ele sua ânsia de viver radicalmente o Evangelho segundo o espírito de S. Francisco. Desde então, frei Tomás permanecerá em Bellegra até à morte, excepto seis anos (1703-1709) nos quais será Guardião no Convento de Palombara, onde instaurou o Retiro, em base ao de Bellegra. Escreveu Regras para um e para outro, que ele primeiro observou cuidadosamente, consolidando com a palavra e com o exemplo a nova instituição dos dois Retiros. Os longos anos transcorridos em S. Francisco de Bellegra se podem resumir em três pontos: Oração Santo Tomás de Cori foi seguramente, como se há dito de S. Francisco, não tanto um homem que orava, como um homem feito oração. Esta dimensão animou toda a vida do Fundador do Retiro. O aspecto mais evidente de sua vida espiritual foi sem dúvida a centralidade da Eucaristia, testemunhada por Tomás na celebração eucarística, intensa e participada, e na oração silenciosa de adoração nas largas noites de Retiro depois do ofício divino celebrado à meia noite. Sua vida de oração esteve marcada por uma aridez persistente de espírito. A ausência total de uma consolação sensível na oração e em sua vida de união com Deus, se prolongaria durante mais de quarenta anos, encontrando-o sempre sereno e radical na vivência do primado de Deus. Verdadeiramente sua oração se configurou como " memória Dei " realizando concretamente a unidade de vida não obstante as múltiplas atividades. Santo Tomás não se encerrou no Retiro, olvidando o bem de seus irmãos e o coração da vocação franciscana, que é apostólico. Foi chamado com razão o apóstolo de " Sublacense ", havendo percorrido comarcas e cidades no anúncio incansável do Evangelho, na administração dos sacramentos e no surgir de milagres à sua passagem, sinal da presença e proximidade do Reino. Sua pregação era clara e simples, persuasiva e forte. Não subiu aos púlpitos mais ilustres do tempo: sua opção concreta pelos mais pobres. Santo Tomás de Cori foi para seus irmãos padre amabilíssimo. Ante as resistências de alguns irmãos em seu desejo de reforma e de radicalidade em viver o ideal franciscano, o Santo soube responder com paciência e humildade, encontrando-se inclusive só para atender o convento. Havia compreendido muito bem que toda autêntica reforma inicia por si mesmo.  O notável epistolário que nos há chegado, demonstra a atenção de Tomás às mais pequenas expectativas e necessidades de seus irmãos e de tantos amigos, penitentes e frades que se dirigiam a ele para receber um conselho. No convento demonstrou seu espírito de caridade na disponibilidade a qualquer necessidade, inclusive a mais humilde. Rico de méritos, adormeceu no Senhor em 11 de Janeiro de 1729. Santo Tomás de Cori resplandece entre nós e em Roma, de que é co-padroeiro, sobretudo na sua ânsia de ideal cristão e franciscano puro e vivido no essencial. Uma provocação para todos nós, a não tomar com ligeireza o Evangelho e suas exigências radicais. Reproduzido com autorização de Vatican.va

• Bernardo Scammacca, Beato

Dominicano

Bernardo Scammacca, Beato

Bernardo Scammacca, Beato

Bernardo, antes António, nasce em Catânia (Sicília) de família nobre no ano 1430. Depois de uma juventude dissipada, prostrado por uma grave ferida recebida num duelo e movido pela graça divina, quis ser inscrito entre os frades Pregadores o ano 1452. Se dedicou com ardor e exclusividade a Deus e se esforçou em conformar-se a Cristo crucificado, cuja paixão considerava devotamente, por meio de uma caridade ardente e frutos abundantes de fundação de um hospital, que ainda existe, com a ajuda de seus nobres concidadãos e que ele mesmo dirigiu em vida. Foi dos primeiros religiosos observantes de Santa Zita de Palermo, prior de Santo Domingo em Catânia e depois em Palermo e finalmente vigário geral dos conventos reformados de Sicília, dando, por conseguinte, uma extraordinária colaboração para a restauração da vida regular. Foi pregador ardoroso e levou muitas pessoas a Deus. Dele disse Tomás Schifaldo: «Homem bom, piedoso e modestíssimo, ouvindo todas as consciências.» Pôs sua experiência ao serviço de seu ministério apostólico, mostrando-se amorosamente compassivo com os pecadores e dando graças em sua oração pela misericórdia divina. Morreu em Catânia, confirmada sua vida com numerosos carismas, em 11 de Janeiro de 1487 e ali se venera seu corpo incorrupto. Leão XII aprovou seu culto em 8 de Março de 1825.

• Francisco Rogaczewski, Beato

  Mártir

Francisco Rogaczewski, Beato

Francisco Rogaczewski, Beato

Nasceu em Lipanki em 1892 e foi martirizado durante a ocupação nazi. Foi indicado para a Paróquia Cristo Rei da diocese de Gdansk. Era um pastor estimado muito procurado como confessor.  Prenderam-no por ser sacerdote católico em 1 de Setembro de 1939, devendo sofrer prolongadas torturas, até que foi finalmente fuzilado em 11 de Janeiro de 1940. Forma parte dos 108 mártires polacos da Segunda Guerra Mundial beatificados pelo Papa João Paulo II, em 1999. Para ver mais sobre os 108 mártires Polacos durante a segunda guerra mundial faz "click" AQUI

 

Teodósio o Cenobita, Santo

  Monge

Teodosio el Cenobita, Santo

Teodósio o Cenobita, Santo

O bem-aventurado padre são Teodósio, chamado Cenobita, que quer dizer padre de muitos monges, nasceu numa aldeia de Capadócia. Havia-se dado aos estudos, e ainda declarava ao povo as letras divinas, quando desejoso da perfeição, partiu para os santos lugares. Em chegando a Antioquia, quis ver a insigne anacoreta santo Simeão Estilita, o qual, inspirado do Senhor, lhe disse: «Teodósio, varão de Deus, serás bem vindo». Espantou-se Teodósio ouvindo esta voz, porque o chamava por seu nome, e porque o honrava com o titulo de varão de Deus. Subiu a coluna por ordem de são Simeão e pôs-se a seus pés; ouviu seus conselhos e tudo o que daí em diante lhe havia de suceder; e tomada sua bênção, seguiu seu caminho até Jerusalém, onde ele adorou e regou com suas lágrimas aqueles sagrados lugares que Cristo nosso Senhor consagrou com sua vida e sua morte. Retirou-se depois para a solidão, e veio a ter tantos discípulos, que lavrou um grande mosteiro, no qual acolhia aos pobres lhes dar de comer fechassem as portas, são Teodósio mandou abri-las e dar-lhes a todos o necessário, e o Senhor os providenciou com tão larga mão, que depois ficavam as arcas cheias de pão. Era também seu mosteiro, hospital de enfermos, a quem servia e beijava as chagas com grande amor. Havia entre seus discípulos homens ricos e poderosos, militares e sábios, dos quais saíram muitos bispos e superiores de sorte que quando morreu o santo, haviam já falecido seiscentos noventa e três de seus discípulos.  O imperador Anastácio, que favorecia aos hereges Acéfalos, enviou-lhe uma boa quantidade de ouro para seus pobres: aceitou-a e repartiu-a o santo mas escreveu ao imperador, que nem ele nem os seus consentiriam com os hereges, ainda que a vida lhes custasse.  Foi logo, velho como era, a pregar sem temor algum pelas cidades daqueles hereges que condenavam o concílio de Calcedónia; e subindo uma vez ao púlpito, fez sinal ao povo que se calasse, e disse: «O que não receber os quatro concílios gerais, como os quatro Evangelhos seja maldito e excomungado». Então o imperador o desterrou, mas durou bem pouco o desterro, porque o monarca herege caiu morto, ferido por um raio. Teodósio voltou de seu desterro, glorioso e triunfante. Muitas foram as obras admiráveis que  fez este varão de Deus em sua longa vida; muitas vezes multiplicou o pão, anunciou o terramoto que assolou a cidade de Antioquia, e cheio de méritos e virtudes, descansou na paz do Senhor com a idade de cento e cinco anos. Honraram seu cadáver o patriarca de Jerusalém com outros bispos e multidão de monges, clérigos e seculares.

Paulino de Aquileia, Santo

Paulino de Aquileya, Santo

Paulino de Aquileia, Santo

Bispo

Martirológio Romano: Em Forlí, cidade da região de Veneza, são Paulino, bispo de Aquileia, que se esforçou em converter aos ávaros e aos eslovenos, e apresentou o rei Carlos Magno um poema insigne sobre a Regra da fé (804).

Um dos mais ilustres e santos prelados dos séculos VIII e IX foi Paulino de Aquileia, que parece ter nascido no ano 726, numa granja perto de Friuli. Sua família vivia do trabalho da granja, e o jovem Paulino passava boa parte de seu tempo nos trabalhos de campo. Sem embargo, lograva reservar algumas horas ao estudo, e com os anos chegou a ser um famoso gramático. Carlomagno o chamou, numa carta, Mestre de Gramática e Muito Venerável. Estes epítetos nos fazem supor que Paulino era já sacerdote. o próprio monarca, em reconhecimento dos méritos de Paulino, deu-lhe certas possessões em seu país. Parece que no ano 776, Paulino foi elevado contra sua vontade à sede do Patriarcado de Aquileia. Na dita Igreja se deixaram sentir os benéficos efeitos de seu zelo, piedade e inteligência. Carlomagno lhe pediu que assistisse a todos os grandes concílios de seu tempo, por remotos que fossem os sítios em que se reuniam, e o próprio santo reuniu um sínodo em Friuli, em 791 ou 796, contra os erros que se iam propagando sobre o mistério da Encarnação. El más grave de esos errores era la herejía adopcionista: Félix, obispo de Urgel de Cataluña, profesaba que Cristo, en cuanto hombre, era simplemente hijo adoptivo de Dios. San Paulino escribió contra él una refutación que remitió a Carlomagno. El santo prelado no se ocupaba menos de la conversión de los paganos, que de la supresión de los errores, y predicó incansablemente el Evangelio a los idólatras de Carintia y Estiria que no habían abandonado la superstición. Al mismo tiempo, la conquista de los avaros por Pipino había abierto un nuevo campo al celo del obispo. Muchos de los avaros, evangelizados por los misioneros enviados por San Paulino y los obispos de Salzburgo, abrazaron la fe. El santo se oponía con todas sus fuerzas a que los bárbaros fuesen bautizados antes de haber sido suficientemente instruidos en la fe, y en general al abuso, tan común en aquellos tiempos, de imponérsela. Cuando el duque de Friuli fue nombrado gobernador de las tribus de los hunos, a las que había recientemente conquistado, San Paulino escribió para él una excelente «Exhortación», en la que urgía a buscar la perfección cristiana, le daba reglas sobre la práctica de la penitencia y remedios contra los diferentes vicios, especialmente contra el orgullo; le instruía además sobre el deseo de agradar a Dios en todas las acciones, sobre la oración y las disposiciones esenciales para ella, sobre la comunión, el cuidado de evitar las malas compañías y algunos otros puntos. El libro termina con una hermosa oración y la promesa del santo de pedir por la salvación del buen duque. Las ardientes súplicas de San Paulino atraían constantes bendiciones del cielo sobre las almas que le habían sido confiadas. Alcuino le rogó que no se olvidase de implorar para él la divina misericordia, cada vez que ofreciera el santo sacrificio del altar. La vida de Paulino terminó con una santa muerte, el 11 de enero de 804.

Francisca de Sales (Leonia Aviat), Santa

  Fundadora

Francisca de Sales (Leonia Aviat), Santa

Francisca de Sales (Leonia Aviat), Santa

Fundadora da Congregação de Oblatas de São Francisco de Sales

Nasceu em Sézanne (França), departamento de Marne, em 16 de Setembro de 1844. Foi batizada ao dia seguinte de seu nascimento com o nome de Leónia. Frequentou as primeiras classes elementares em seu povo natal; depois, seus pais a levaram ao mosteiro da Visitação de Troyes pois, ainda que praticassem pouco, eram honrados comerciantes que desejavam para sua filha uma boa educação cristã. Sua vida esteve marcada por três etapas fundamentais: o período de formação no mosteiro da Visitação de Troyes, capital de Champagne; o encontro com o p. Louis Brisson, futuro fundador dos Oblatos de São Francisco de Sales; e a aplicação das leis subversivas contra os institutos religiosos em França a finais de século. Leonia permaneceu no mosteiro da Visitação até à idade de 16 anos. Já então manifestou à superiora seu desejo de se fazer religiosa, mas ela lhe respondeu: "Aquilo para o que Deus te tem destinada não está ainda preparado; deixa-o atuar e faz sempre a vontade divina". Quando saiu do mosteiro, seu pai havia disposto para ela um matrimónio com um rico e distinto senhor do lugar, mas Leonia pensava já na vocação religiosa e não quis aceder aos desejos de seu pai. Com a idade de 21 anos, em 1865, visitou um estabelecimento industrial de Sézanne e surgiu nela o desejo de atender as operárias. Entretanto, o p. Louis Brisson, que havia sido capelão da Visitação quando ela estava interna ali, dado seu incansável zelo pela proteção e a formação religiosa das jovens operárias que vinham dos campos e estavam expostas aos perigos mais graves, havia fundado no ano 1858 as "Obras para as trabalhadoras jovens", pondo-as sob a proteção de são Francisco de Sales: proporcionavam as jovens locais seguros, comida e a assistência de almas boas e generosas, mas fazia-lhes falta também a formação humana e a educação religiosa. Em 1866 Leonia pediu regressar à Visitação para pedir luz ao Senhor, antes de tomar uma decisão definitiva sobre sua vocação. Então conheceu a obra de assistência as jovens que havia começado o p. Brisson, o qual estava pensando em fundar uma congregação de religiosas. Compartilhou imediatamente o projeto do padre. Em 30 de Outubro de 1868 Leonia vestiu o hábito religioso, junto com outra antiga companheira do internado, e tomou o nome de Francisca de Sales. Em 11 de Outubro de 1871 emitiu os votos religiosos, junto com sua primeira companheira, iniciando assim a congregação de Oblatas de São Francisco de Sales. Outras jovens se uniram a elas, mas a ocupação alemã de 1870 retardou sua profissão religiosa. Se multiplicaram os patronatos e casas-família; as jovens recebiam, junto com a formação religiosa, a educação prática que as preparava para sua vida futura de mães de família. A madre Francisca de Sales, que foi a primeira superiora geral, se fez operária entre as operária; as ajudou a desfrutar do trabalho bem realizado, ainda que o ganho fosse mínimo; as jovens trabalhadoras compreendiam a dignidade do trabalho, como algo que vem de Deus e instrumento de caridade, porque permite ajudar as companheiras que estão necessitadas. Daí nasceu uma competição de solidariedade humana. Depois de haver consolidado as obras em Troyes, foi a Paris e organizou ali um internato para jovens de posição social acomodada. Obteve com a alta sociedade parisiense o mesmo êxito que havia tido com as operárias. Oito anos mais tarde regressou a Troyes, onde esteve outros 15 anos, quatro delas como uma religiosa mais, e nelas que teve que suportar a hostilidade de alguns membros de sua comunidade. Em 1893 foi eleita novamente superiora geral, cargo que exerceu até sua morte. Enviou religiosas às missões de Sul de África e de Equador. O instituto se estendeu também por Suíça, Áustria, Inglaterra e Itália. Em 1903 entraram em vigor em França as leis subversivas, que decretaram a expropriação dos bens das congregações religiosas: se encerraram 23 casas bem organizadas e 6 de apoio aos padres oblatos. A madre Francisca de Sales e seu conselho refugiaram-se em Itália e desde ali aperfeiçoaram a organização da congregação e sustentaram as religiosas com cartas e visitas. Sua última grande prova foi a morte do p. Brisson, acontecida em seu povo natal de Plancy em 2 de Fevereiro de 1908. Em seus últimos seis anos de vida velou zelosamente pela redação definitiva das Constituições, que foram aprovadas pelo Papa Pio X em 1911. Faleceu com a idade de 69 anos, em Perusa (Itália), em 10 de Janeiro de 1914.  O Papa João Paulo II a beatificou em 27 de Setembro de 1992 e ele mesmo a canonizou em 25 de Novembro de 2001. Reproduzido com autorização de Vatican.va

93944 > Sant' Alessandro di Fermo Vescovo 
91922 > Sant' Aspasio Vescovo in Gallia 
90751 > Beato Bernardo Scammacca Domenicano  MR
92378 > San David I Re di Scozia 
37060 > Beato Francesco (Franciszek) Rogaczewski Sacerdote e martire  MR
92094 > Beato Guglielmo (William) Carter Martire  MR
36950 > Sant' Igino Papa  MR
37000 > San Leucio di Brindisi Vescovo  MR
37200 > Santa Liberata Vergine e martire 
37100 > Santa Luminosa di Pavia Vergine 
37050 > Sant' Onorata di Pavia Vergine  MR
91143 > San Paolino d'Aquileia Vescovo  MR
37030 > San Pietro, detto Apselamo o Balsamo Martire  MR
37010 > San Salvio Martire in África  MR
37150 > Santa Speciosa di Pavia Vergine 
37040 > San Teodosio il Cenobiarca  MR
37020 > San Tipasio di Tigava Martire  MR
30800 > San Tommaso Placidi da Cori Sacerdote  MR

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António Fonseca

Café Majestic (Porto-Portugal)



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Porto



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HÁ DOIS ANOS (!!!)…

 

Caros Amigos:

(Só por curiosidade, e para se ver como anda a Saúde em Portugale não só (!!!)sob a orientação do Exmo. Governo atualmente (e ainda, – infelizmente – em funções… até quando (?)…, repito aqui a publicação da página do meu blogue, em 11 de Janeiro de 2010…

OS COMENTÁRIOS A QUEM OS QUEIRA FAZER… pois ainda não se registou qualquer evolução.

a não ser o facto de, felizmente já me encontrar bem, graças a Deus… que não aos médicos que fingiram tratar-me… no Hospital de S. João.

“É verdade: fez ontem, um ano que tive o infausto "prazer" de ter partido o meu braço esquerdo (na região cúbita, junto do cotovelo) - sem saber como (!) - o que originou uma imobilização total de movimentos no referido braço durante dois meses e parcial de mais de um mês, até ter sido operado por um médico competente ao contrário daqueles que me socorreram no dia do acidente, no Hospital de S. João que descuraram a necessidade de efetuar a operação, dado que segundo eles o assunto poderia ficar resolvido pura e simplesmente com o engessamento do braço e com umas posteriores sessões de ginástica fisioterapeuta...

Desde 11 de Janeiro até 13 de Março andei com o braço engessado, podendo apenas mover o braço direito, primeiro apenas um dedo da mão direita e só depois de dois meses é que pude mover o braço completo. Ainda aguentei mais um  mês com o braço resguardado com uma bandoleira e só em 14 de Abril é que fui operado nos SAMS-Serviços de Assistência Médico Social dos Bancários (onde estou inscrito e - que curiosamente foi fundado por mim, nos idos de 1976-Janeiro...) pelo Dr. Pinto Borges, a quem estou muito reconhecido e que me tirou as dores que sofri durante tanto tempo.

A conselho deste Médico e não só, fiz uma reclamação com  pedido de indemnização (que tinha intenções de doar em parte à Conferência Vicentina de S. Paulo, de que fui Presidente) ao Hospital de S. João e que em face de falta de resposta escrita (houve alguns contactos telefónicos, mas sem consistência alguma, nos quais eu fui convidado a deslocar-me ao Hospital para ver o processo (:::) - para quê? se não me era atribuída nenhuma indemnização, mas apenas umas desculpas esfarrapadas...).

Entretanto também fiz uma chamada de atenção para a ERS (Entidade Reguladora de Saúde) que me informou ter enviado o processo para a Direção Geral de Saúde que ia inquirir junto do Hospital sobre o que se passava... até hoje, nunca recebi qualquer comunicação destas entidades sobre a minha reclamação e respectiva indemnização (!).

Chegado a este ponto, e como depois da intervenção cirúrgica, efetuei 3 séries de 20 sessões cada, de tratamento de fisioterapia, no Centro de Diagnóstico CUF, que finalizaram em Novembro passado, resultando daí que já me sinto praticamente a 90 por cento recuperado, ainda não resolvi nada acerca da prossecução da reclamação-indemnização que gostaria que me fosse atendida. VOU PENSAR NO ASSUNTO.

Não sei para que serve a ERS. Pensava que era uma Instituição que defendesse os interesses dos doentes que tivessem queixas a apresentar relativamente a deficientes prestações de serviço dos Serviços Hospitalares, Médicos, Enfermeiros, etc., demoras inconcebíveis de horas e horas para tirar gessos, fazer radiografias, ser consultado por médico competente, e no caso de ser necessário, colocar novo gesso, sem ter de aguardar cheios de dores em más instalações, 4 e mais horas (!); para saber porque razão não foi feita uma operação que se impunha ter sido feita imediatamente, optando-se por imobilizar o braço num ângulo recto até ao antebraço, acima do cotovelo, quando o braço estava partido antes do cotovelo(?), etc., etc.,

Estamos no País em que estamos, temos o Governo que temos e há que aguentar a Saúde que temos... HAJA DEUS !

Bem vou terminar com este desabafo, - pois não adianta chorar sobre o "leite derramado" - e Saúdo todos os meus leitores, desejando-lhes um Novo Ano de 2010 livre de acidentes como eu tive.

Desculpem-me qualquer coisinha.

Obrigado

António Fonseca

segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Nº 10 - 10 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

Nº 1243

• Gonçalo de Amarante, Beato

Confessor (1262) Dominicano

Gonzalo de Amarante, Beato

Gonçalo de Amarante, Beato

Pertencente à nobre família dos Pereiras, nasce Gonçalo no lugar de Arriconha, da freguesia de Tagilde, perto de Guimarães, nos inícios do século XIII e vive nos reinados de Dom Afonso II, Dom Sancho II e Dom Afonso III, isto é, o período da formação nacional, em que se agrupam e reforçam os elementos que hão-de acabar por ser os valores basilares da nacionalidade portuguesa através dos tempos. Destinado à vida eclesiástica, depois de receber educação cuidadosa no Convento beneditino do Pombeiro, vai para  Braga, durante alguns anos e ali o ordena presbítero o próprio Arcebispo, que o tem em grande apreço. Tanto assim, que apesar da extrema juventude de Gonçalo, escolhe-o para abade de São Paio de Riba Vizela, junto à sua terra natal. Gradualmente se apura, na reflexão e no estudo, o espírito singular do jovem sacerdote, que não tarda a erguer-se ao plano superior dos homens notáveis da época. Vai, depois, em devota peregrinação a Roma, onde visita os túmulos dos Apóstolos São Pedro e São Paulo e donde parte para mais longínqua romagem – aos lugares santos de Jerusalém. É bem evidente haver-se lá inflamado, ainda mais, o seu zelo apostólico, pois, quando regressa ao País, é para correr as terras de Entre-Douro-e-Minho e pronunciar em numerosas localidades ardentes e fervorosas prédicas confirmadas com milagres. Professa no Convento dominicano de Guimarães. Para Gaspar Estaço, receberá mesmo a dignidade de cónego da Colegiada vimaranense. Mas não se fixa ainda; vai, com outros companheiros de hábito, instalar-se em Amarante, ou melhor; no lugar onde outrora existiu um agregado próspero que desapareceu entre os incidentes e devastações das guerras. Que faz então daí por diante Frei Gonçalo? Trata de edificar a capela de Nossa Senhora da Assunção, num rochedo suspenso sobre o Tâmega. Há quem também lhe atribua a construção de uma ponte sobre o mesmo rio. E torna-se o incansável protetor de toda a gente humilde daquela zona, que pede auxílio, necessita de enfermagem ou se acolhe à sua bondosa intercessão para obter conforto e assistência. Assim procede enquanto lhe dura a vida, e por isso, na altura da morte, que parece cair (segundo frei Luís de Sousa) a 10 de Janeiro de 1262, todos o choram; todos guardam o culto da sua lembrança e das suas virtudes.

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Templo e convento de Amarante

A festa litúrgica de São Gonçalo é concedida para Portugal pelos Papas Júlio III e Pio IV – que o beatifica, segundo se supõe, a pedido do Rei Dom João III, mas em 16 de Setembro de 1561, já depois da morte do Piedoso. O mesmo rei, em 1540, manda construir, no local da primitiva ermida, o sumptuoso templo e convento que ainda hoje existem. O corpo do Beato repousa na capela-mor, à esquerda  de quem olha para o altar. O papa Clemente X estendeu o ofício e a missa de S. Gonçalo a toda  Ordem Dominicana (1671).Espalha-se por toda a parte a fama dos milagres observados junto do seu túmulo. Era tal a multidão de peregrinos, trazidos pelas graças concedidas,  que a vila repovoa-se gradualmente, até vir a converter-se num dos centros mais representativos e progressivos da região duriense. Pode-se dizer, pois, como um biógrafo sublinha, ser na verdade Gonçalo o segundo fundador de Amarante. E, num profundo sentimento que os séculos não enfraquecem. Amarante dedica-lhe, por isso mesmo, gratidão e devoção tão vivas hoje como há setecentos anos – quando partiu do mundo entre as bênçãos e louvores dum povo a quem restituíra a fé na vida e a vida da fé. A respeito da construção, em Amarante, da ponte sobre o Tâmega, que lhe é atribuída, eis o que encontrámos: Para evitar os perigos do rio e seus naufrágios, trata de atravessá-lo com uma sólida ponte que ele, com exortações e obra de suas próprias mãos, ajuda a construir. Tanta bondade e beneficência tornaram-no célebre, e muito popular a sua devoção, até no Brasil, como o celebra o Padre Vieira no seu longo e engenhoso sermão de S. Gonçalo. “Orava continuamente: mas porque, de ordinário, para remediar os trabalhos humanos, não bastam as mãos ociosas, posto que levantadas a Deus,… resolveu-se ao que nunca se atreveram os braços poderosos dos reis, que foi meterem debaixo dos pés dos passageiros a braveza e fúria do Tâmega, que a tantos tinha tragado”. E mais para o fim: “A ele encomendam os pastores os gados, os lavradores as sementeiras; a ele pedem o sol, a ele a chuva; e o santo, pelo império que tem sobre os elementos, a seu tempo e fora de tempo, os alegra com o despacho de sua petições”. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

• Gregório X, Beato

CLXXXIV Papa

Gregorio X, Beato

Gregório X, Beato

A personalidade de Teobaldo Visconti, que foi papa desde 1272 até 1276 com o nome de Gregório X, demonstra a verdade da afirmação de são Paulo: Deus elege o que é débil ao parecer dos critérios correntes dos homens, e sabe dar-lhe o vigor necessário para levar a cabo seu plano. Homem de natural retraído, especialista em direito canónico, havia nascido em Piacenza (Itália) em 1210. Nomeado sucessivamente diácono da catedral de Lyon e arquidiácono da de Liege, coerente com a consciência que o assistia de sua escassa experiência pastoral, recusou o bispado de sua cidade natal que lhe oferecia o papa Inocêncio IV. Sem embargo, a Santa Sede lhe encomenda mais tarde a pregação de uma cruzada, com o objecto de recuperar os santos lugares para a cristandade. Sendo já um homem idoso, recebeu na Palestina, onde promovia o movimento armado, a notícia de sua designação como papa. Ordenado em Roma como presbítero e bispo, subiu à cátedra de Pedro em 27 de Novembro de 1272. Naqueles anos se organiza um concílio ecuménico na cidade de Lyon, do qual participam os gregos, com quem não existia já, desgraçadamente, comunhão perfeita. As circunstâncias políticas favoreceram uma declaração de unidade por parte daquela assembleia sinodal; mas este instrumento teve validade efémera, dado que a fórmula adoptada adoecia de imprecisão nos seus termos. Este fracasso de Gregório X em seus propósitos nos recorda que a cruz não pode estar ausente no caminho de quem segue a Cristo. O fracasso crucifica os próprios esforços e os anseios íntimos, mas nos conduz a levantar o olhar do Pai e sua misericórdia. A unidade que intentou instaurar Gregório era um bem inapreciável, pelo qual pugna o Espírito de Deus, animando aos que creem num só Senhor Jesus Cristo. Mas as motivações humanas muitas vezes, como esta vez, não estão suficientemente purificadas para servir de veículo eficiente ao impulso do Espírito. A fugaz reunificação obtida pelo segundo concílio de Lyon há ficado como memorial de que a unidade é possível entre os cristãos, em particular entre os de Oriente e Ocidente; mas também de que seu autor é Deus e não as conveniências humanas. Gregório X morreu, com as palavras do arcanjo Gabriel em seus lábios, em 10 de Janeiro de 1276. Sobre sua vida cheia de amor à oração e à esmola escreveu o papa Bento XIV.

Gregorio de Nisa, Santo

Gregorio de Nisa, Santo

Gregorio de Nisa, Santo

Bispo

Martirológio Romano: Na cidade de Nisa, na região de Capadócia, são Gregório, bispo, irmão de são Basílio o Grande, admirável por sua vida e doutrina, que, por haver confessado a recta fé, foi expulso de sua sede pelo imperador ariano Valente (c. 394).

São Gregório de Nisa (ou Nissa), a quem o sétimo Concílio ecuménico e segundo de Niceia chamaram «Pai dos Padres», era irmão dos santos Basílio o Grande, Pedro de Sebaste e de Macrina e filho dos santos Basílio e Emelia; esta última era, por sua vez, filha de um mártir. Gregório nasceu em Cesareia de Capadócia. Provavelmente ficou órfão muito cedo, pois seus irmãos mais velhos Basílio e Macrina, se encarregaram de sua educação. Numa carta a seu irmão mais novo, Pedro, são Gregório nomeia a Basílio «nosso irmão e mestre». A veneração que tinha por ele durou toda a vida. Terminada sua excelente preparação nas letras sagradas e profanas, Gregório tomou o oficio de retórico e se casou com uma jovem chamada Teosebeia. Quando era já leitor na Igreja, aceitou o posto de professor de retórica, disciplina em que era muito versado. Gregório não encontrou o cargo muito de seu gosto, pois seus alunos se interessavam mais pelas glórias militares, que nas académicas. São Gregório de Nazianzo escreveu-lhe uma dura carta, em que o exortava a renunciar a «essa infame honra». A carta teve o efeito apetecido. Gregório voltou ao serviço da Igreja e foi ordenado sacerdote. Alguns autores chegam a dizer que deixou de viver com sua esposa, mas a afirmação carece de fundamento. Naquela época, o celibato sacerdotal não era de preceito nem sequer na Igreja de Ocidente; em todo caso, não sabemos com certeza se Teosebeia seguiu vivendo com são Gregório ou se entrou no convento de santa Macrina. São Gregório de Nazianzo, que professava o maior respeito a Teosebeia, a chamava sua «santa e bendita irmã» e no panegírico que pronunciou na sua morte, a qualifica de «glória da Igreja e bênção de nossa geração».
Según parece, san Gregorio pasó sus primeros años de sacerdocio en el retiro, tal vez en Iris del Ponto. Entre tanto, su hermano Basilio, que era obispo de Cesárea, tenía que hacer frente a la herejía y a la oposición; entre sus enemigos se contaba su propio tío, Gregorio, obispo del Ponto. Esta división en el seno de la familia escandalizó profundamente al joven Gregorio, el cual, con la intención de hacer la paz, falsificó una carta de reconciliación de su tío a su hermano. Naturalmente el fraude se descubrió pronto; san Basilio reprendió a su hermano, por más que el incidente no dejó de divertirle un tanto.Parece que san Basilio fue quien sugirió el nombre de su hermano para que ocupase la sede de Nisa en 372, pues su política consistía en hacer nombrar prelados ortodoxos en las regiones cercanas a su diócesis para combatir eficazmente la herejía. Así pues, el mismo san Basilio consagró a su hermano, muy contra la voluntad de éste, como obispo de la sede en los confines de la Baja Armenia. Las dificultades empezaron a surgir cuando san Gregorio llegó a Nisa. La ciudad estaba llena de arrianos y uno de los miembros de la corte del emperador había tratado de hacer que se nombrara obispo de la diócesis a un amigo suyo. A pesar de toda su buena voluntad, san Gregorio carecía de tacto y no tenía la menor noción de cómo se gobernaba una diócesis. Con la intención de ayudar a su hermano Basilio, convocó un sínodo de obispos de la provincia de Ancira; pero como Gregorio no supo manejar a los delegados, el sínodo hizo más mal que bien a su hermano. Nada tiene, pues, de extraño que Basilio se haya opuesto al nombramiento de san Gregorio como delegado ante el Papa san Dámaso, diciendo que carecía de experiencia en los asuntos eclesiásticos y era muy mal diplomático.Apoyado por los arrianos, Demóstenes, gobernador del Ponto, convocó a una reunión, en la que un tal Filocarres acusó a san Gregorio de abuso de las propiedades de la Iglesia y de irregularidad en su elección episcopal. Este se dejó arrestar por los soldados, sin oponer resistencia, pero después consiguió escapar de la brutalidad de sus carceleros y refugiarse en sitio seguro. Sus enemigos alegaron que su fuga era la señal de su culpabilidad; pero san Basilio escribió una violenta carta para hacer notar que el tesorero de la Iglesia había declarado inocente a Gregorio. No obstante eso, un sínodo de obispos de Galacia y del Ponto depuso a san Gregorio, quien anduvo errante hasta el año 378, cuando el emperador Graciano arrojó de la sede al usurpador y llamó al desterrado. El pueblo le recibió con un gran júbilo, que poco después quedó empañado por la muerte de san Basilio y la de santa Macrina. San Gregorio presintió la muerte de su hermana y, la víspera, tuvo con ella una larga conversación, que más tarde relató en sus escritos.A la muerte de san Basilio, la influencia de san Gregorio empezó a aumentar, lo mismo que su actividad; asistió al Concilio de Antioquía, convocado contra los errores de los melecianos; los obispos ahí reunidos le enviaron a Palestina y Arabia con la misión de poner fin a los desórdenes que la herejía meleciana había provocado. Para facilitar su trabajo, el emperador le concedió el libre uso de los caballos y carruajes del correo imperial. San Gregorio ocupó un sitio muy destacado en el Concilio ecuménico de Constantinopla, el año 381. Era considerado como «la columna de la Iglesia»; estar de su parte era estar con la ortodoxia. El Concilio, que había sido convocado por el emperador Teodosio, manifestó su conformidad con el credo de Nicea y combatió el arrianismo. La asamblea confió a san Gregorio una especie de derecho inquisitorial sobre el Ponto. Hacia el fin de su vida, el santo visitó nuevamente Palestina; los abusos de los peregrinos y la atmósfera herética que encontró allí le llevaron a la conclusión de que, en tales condiciones, las peregrinaciones no constituían una devoción recomendable. En una carta o tratado sobre las peregrinaciones a Jerusalén hace notar que éstas no constituyen un precepto evangélico y añade que él personalmente no había sacado ningún provecho de la visita a los Santos Lugares.El emperador designó tres diócesis supremas en oriente: la de Gregorio de Nisa, la de Heladio de Cesárea y la de Otreyo de Mitilene. Este honor ganó a san Gregorio la envidia y mala voluntad de Heladio, quien se consideraba como obispo metropolitano y llevó a mal que otro prelado fuese su igual. En una de sus cartas, el santo describe la falta de cortesía con que Heladio le había tratado. Pero en Constantinopla era muy honrado y consultado. Ahí predicó las oraciones fúnebres de san Melecio de Antioquía, de la princesa Pulqueria y de la emperatriz Flaccila, así como un sermón con motivo de la entronización de san Gregorio de Nazianzo. Más tarde predicó también el sermón de la dedicación de la gran iglesia que el prefecto Rufino había erigido cerca de Calcedonia. Es cosa cierta que san Gregorio vivió hasta edad muy avanzada, pero ignoramos la fecha exacta de su muerte. La veneración de que san Gregorio fue objeto durante su vida y después de su muerte, no tiene eco entre los escritores eclesiásticos modernos, quienes ven en él menos al enemigo del arrianismo, que al causante principal de las cláusulas que el Concilio de Constantinopla insertó en el Credo de Nicea. En todo caso, debemos reconocer que san Gregorio ejerció una gran influencia sobre el segundo Concilio ecuménico y que su ortodoxia es indiscutible. Pero hay que admitir igualmente que se inclinaba a la doctrina universalista, donde se sostiene que todas las cosas serán restauradas en Cristo al fin del mundo. Los escritos del santo demuestran que conocía a fondo a los filósofos paganos. San Gregorio utilizó a Platón, de la misma manera que los escolásticos usaron a Aristóteles. La influencia de Orígenes se deja sentir en sus escritos para los que adoptó, en gran parte, las interpretaciones alegóricas de la Sagrada Escritura. Sus obras literarias, admirables por la elegancia del lenguaje, ofrecen una síntesis exacta de la fe cristiana y son particularmente interesantes por la mezcla de ideas ordinarias con especulaciones místicas y poéticas muy complicadas. Entre las numerosas obras del santo, se destacan el «Discurso Catequético» o instrucción sobre le fe, dos libros contra Eunomio y Apolinar, que constituyen una fuente muy importante para el estudio de las doctrinas de esos dos herejes y muchos comentarios sobre la Sagrada Escritura. Entre las obras ascéticas, hay que mencionar el libro sobre la virginidad, muchos sermones sobre la vida y la conducta del cristiano, así como numerosos panegíricos. Uno de éstos narra la vida y la muerte de santa Macrina; otro, la de tres damas de Jerusalén y un tercero describe en forma muy moderna las bellezas de una «villa» en Galacia donde estuvo san Gregorio. Tanto san Gregorio como san Basilio poseían un sentido de las bellezas naturales que se encuentra muy de cuando en cuando entre los escritores de los primeros siglos.

• Guilherme de Bourges, Santo

Bispo (1209)

Guillermo de Bourges, Santo

Guillermo de Bourges, Santo

Nasceu em Nevers, França, de família nobre e morreu em Bourges, França, em 1209. Foi educado por seu tio Pedro o ermitão. Foi monge na Abadia cisterciense de Pontigny sendo notável por sua humildade e sua mortificação. Mais tarde passou como Abade para a de Fontaine-Saint-Jean; e, em 1187, a Chaalis. Por sua humildade e caridade foi eleito Arcebispo de Bourges em 1200, sede que ocupou até sua morte. Neste cargo redobrou as austeridades porque tinha que expiar, segundo dizia, seus próprios pecados e os de seu povo. Tal horror tinha pelo pecado, que não podia ver que se ofendesse a Deus sem derramar uma torrente de lágrimas. Comentários ao autor: mailto:xvillalta@consultores.catholic.net?subject=Comentario desde Catholic.net a San Guillermo

• Agatón, (Agatão) Santo

LXXIX Papa (681)

Agatón, Santo

Agatón, Santo

Nasceu em Palermo em data não conhecida, morreu em Roma em 10 de Janeiro de 681. Foi Papa da Igreja católica de 678 a 681. Após a morte de seu pai, reparte sua herança entre os pobres e ingressa como leigo no mosteiro beneditino de San Hermes (Palermo) não tomando as ordens sacerdotais até 677, quando contava com cem anos. No ano seguinte, em 27 de Junho, é eleito papa. Seu curto pontificado destaca-se pela convocatória do Sexto Concílio Ecuménico, celebrado em Constantinopla entre 680 e 681, e que sob a presidência do imperador bizantino Constantino IV condenou o monoteísmo e o mono-energismo, doutrinas que haviam sido toleradas até então pela Igreja, especialmente pelo papa Honório I o que supôs que o concílio ditasse a excomunhão deste. Mesmo assim conseguiu que Constantino IV abolisse o imposto de três mil escudos que, desde Justiniano I, os papas estavam obrigados a pagar para ver sua eleição confirmada pelo imperador. Faleceu em 10 de Janeiro de 681 e é venerado como santo tanto pela Igreja Católica como pela Igreja Ortodoxa. É o padroeiro de Palermo, sua cidade natal.

BEATA IRMÃ FRANCISCA DE SALES AVIAT

Religiosa (1844-1914)

Francisca de Sales (Leonia Aviat), Santa

Francisca de Sales (Leonia Aviat), Santa

Fundadora da Congregação de Oblatas de São Francisco de Sales

Nasceu em Sézanne (França), departamento do Marne, em 16 de setembro de 1844. Foi batizada no dia seguinte de seu nascimento com o nome de Leónia. Frequentou as primeiras classes elementares na sua aldeia natal; depois, seus pais a levaram ao mosteiro da Visitação de Troyes pois, ainda que praticassem pouco, eram honrados comerciantes que desejavam para sua filha uma boa educação cristã.
Su vida estuvo marcada por tres etapas fundamentales: el período de formación en el monasterio de la Visitación de Troyes, capital de Champagne; el encuentro con el p. Louis Brisson, futuro fundador de los Oblatos de San Francisco de Sales; y la aplicación de las leyes subversivas contra los institutos religiosos en Francia a finales de siglo. Leonia permaneció en el monasterio de la Visitación hasta la edad de 16 años. Ya entonces manifestó a la superiora su deseo de hacerse religiosa, pero ella le respondió: "Aquello para lo que Dios te tiene destinada no está aún preparado; déjale actuar y haz siempre la voluntad divina".Cuando salió del monasterio, su padre había dispuesto para ella un matrimonio con un rico y distinguido señor del lugar, pero Leonia pensaba ya en la vocación religiosa y no quiso acceder a los deseos de su padre. A la edad de 21 años, en 1865, visitó un establecimiento industrial de Sézanne y surgió en ella el deseo de atender a las obreras. Entretanto, el p. Louis Brisson, que había sido capellán de la Visitación cuando ella estaba interna allí, dado su incansable celo por la protección y la formación religiosa de las jóvenes obreras que venían de los campos y estaban expuestas a los peligros más graves, había fundado en el año 1858 las "Obras para las trabajadoras jóvenes", poniéndolas bajo la protección de san Francisco de Sales: proporcionaban a las jóvenes locales seguros, comida y la asistencia de almas buenas y generosas, pero les hacía falta también la formación humana y la educación religiosa.En 1866 Leonia pidió regresar a la Visitación para pedir luz al Señor, antes de tomar una decisión definitiva sobre su vocación. Entonces conoció la obra de asistencia a las jóvenes que había comenzado el p. Brisson, el cual estaba pensando en fundar una congregación de religiosas. Compartió inmediatamente el proyecto del padre. El 30 de octubre de 1868 Leonia vistió el hábito religioso, junto con otra antigua compañera del internado, y tomó el nombre de Francisca de Sales.El 11 de octubre de 1871 emitió los votos religiosos, junto con su primera compañera, iniciando así la congregación de Oblatas de San Francisco de Sales. Otras jóvenes se unieron a ellas, pero la ocupación alemana de 1870 retardó su profesión religiosa. Se multiplicaron los patronatos y casas-familia; las jóvenes recibían, junto con la formación religiosa, la educación práctica que las preparaba para su vida futura de madres de familia. La madre Francisca de Sales, que fue la primera superiora general, se hizo obrera entre las obreras; les ayudó a disfrutar del trabajo bien realizado, aunque la ganancia fuera mínima; las jóvenes trabajadoras comprendían la dignidad del trabajo, como algo que viene de Dios e instrumento de caridad, porque permite ayudar a las compañeras que están necesitadas. De ahí nació una competición de solidaridad humana.Después de haber consolidado las obras en Troyes, fue a París y organizó allí un internado para jóvenes de posición social acomodada. Obtuvo con la alta sociedad parisina el mismo éxito que había tenido con las obreras. Ocho años más tarde regresó a Troyes, donde estuvo otros 15 años, cuatro de ellos como una religiosa más, y en los que tuvo que soportar la hostilidad de algunos miembros de su comunidad. En 1893 fue elegida nuevamente superiora general, cargo que ejerció hasta su muerte. Envió religiosas a las misiones de Sudáfrica y de Ecuador. El instituto se extendió también por Suiza, Austria, Inglaterra e Italia. En 1903 entraron en vigor en Francia las leyes subversivas, que decretaron la expropiación de los bienes de las congregaciones religiosas: se cerraron 23 casas bien organizadas y 6 de apoyo a los padres oblatos. La madre Francisca de Sales y su consejo se refugiaron en Italia y desde allí perfeccionaron la organización de la congregación y sostuvieron a las religiosas con cartas y visitas. Su última gran prueba fue la muerte del p. Brisson, acaecida en su pueblo natal de Plancy el 2 de febrero de 1908. En sus últimos seis años de vida veló celosamente por la redacción definitiva de las Constituciones, que fueron aprobadas por el Papa Pío X en 1911. Falleció a la edad de 69 años, en Perusa (Italia), el 10 de enero de 1914. El Papa Juan Pablo II la beatificó el 27 de Septiembre de 1992 y él mismo la canonizó el 25 de Noviembre de 2001
. Reproducido con autorización de Vatican.va

• Aldo, Santo

Eremita

Aldo, Santo

Aldo, Santo

Deste santo se conhece muito pouco, nem sequer o lugar e data de nascimento. Parece que viveu no século VIII, quando a humanidade estava ameaçada pelo islamismo. Se conhece sim o lugar de sua sepultura: em Pavia, primeiro na capela de São Columbano e depois na basílica de São Miguel. Uma antiga tradição no-lo apresenta como carvoeiro e eremita em Carbonaria, perto de Pavia. Como santo Aldo se encontra incluído nos Martirológios da Ordem beneditina, se supõe que foi monge em Bobbio, o famoso mosteiro fundado por são Columbano no ano 614. Os monges irlandeses de são Columbano não levavam uma vida eremítica em sentido estrito, mas o ermitão se afastava temporalmente dos homens para se dedicar à oração e encher a solidão exterior com a presença alegre de Deus. Mas não se afastava da comunidade a que edificava com o exemplo de sua vida devota e com a caridade. Podemos, pois, pensar que santo Aldo foi uma magnífica mistura do espírito beneditino e do espírito que levaram os fervorosos missionários que chegavam de Irlanda, a “ilha bárbara” que se transformou em “ilha de santos” pelo extraordinário florescimento do cristianismo. São Columbano havia levado a Europa uma corrente de nova espiritualidade. Quer dizer, se havia produzido um movimento inverso ao que havia levado a Boa Nova a Irlanda. Dezenas de monges e ermitãos irlandeses, convertidos em “peregrinos por Cristo”, num maravilhoso intercâmbio evangélico, de evangelizados se converteram em evangelizadores.

• Ana dos Anjos Monteagudo, Beata

Dominicana

Ana de los Ángeles Monteagudo, Beata

Ana de los Ángeles Monteagudo, Beata

Nasceu em Arequipa em 26 de Julho de 1602, filha do espanhol Sebastián Monteagudo de Jara e da arequipeña Francisca Ponce de León. Conforme os costumes da época, Ana foi internada por seus pais no mosteiro de Santa Catalina. Volta ao lar por decisão de seus pais, não lhe satisfizeram os afagos do mundo nem as perspectivas de um vantajoso matrimónio. Desejava fazer-se religiosa e o pôs em prática ante a indignada reação de seus pais. Suportou com paciência e ânimo invicto as contrariedades e empreendeu a senda da perfeição. Em 1618 inicia o noviciado e acrescenta a seu nome o apelativo "de los Ángeles".  A aspereza da vida conventual não a arreda. Vive com entusiasmo o ideal de Domingo de Gusmão e de Catalina de Siena. Com o tempo chega a ser Mestra de noviças e Prioresa (1647). Acomete com energia a reforma do mosteiro. Admoesta e corrige, anima e promove. Além disso das professas, habitavam por essa época no mosteiro perto de 300 pessoas, não todas imbuídas do desejo de perfeição.  A obra de Ana de los Ángeles chocou com oposições tenazes. Soror Ana atendeu assim mesmo, abnegada e heroicamente, as vítimas de uma peste que assolou Arequipa. Teve altíssima oração, esmerada perfeição nas virtudes próprias da vida religiosa, serenidade e paciência nos sofrimentos. Faleceu em 10 de Janeiro de 1686. Beatificada em Arequipa por João Paulo II em 1985.

• Gil de Lorenzana (Bernardino de Bello), Beato

  Eremita Franciscano

Gil de Lorenzana (Bernardino de Bello), Beato

Gil de Lorenzana (Bernardino de Bello), Beato

Gil, no século Bernardino De Bello, nasceu em Laurenzana, a sul de Itália, na região de Basilicata, no ano 1443, no seio de um lar modesto e cristão. Muito inclinado à piedade desde sua meninice quando chega à adolescência, obtém licença para viver retirado em um santuário que se encontrava no meio do campo, onde o jovem se entrega sobretudo à oração.  Mas sua solidão é interrompida pela visita dos vizinhos do povo que querem ver por si mesmos ao jovem ermitão e começam a consultá-lo nas suas preocupações. Não se achando capaz de dar resposta a quem acodem a ele, decide deixar o santuário e colocar-se como jornaleiro com um rico agricultor, o qual lhe toma afecto e lhe permite passar em oração várias horas ao dia. Assim está um tempo até que amadurece sua própria vocação e se decide a pedir o hábito franciscano no convento de Lorenzana. Admitido ao noviciado, professa como irmão e é-lhe dado o encargo de trabalhar a horta dos frades. Tem a inspiração de pedir e obter licença para construir uma pequena cela no mais afastado da horta e ali poder passar em contemplação das coisas divinas as horas que não são de trabalho.  E assim decorre sua vida: trabalho e oração altíssima, sendo evidentes à comunidade religiosa as virtudes do humilde irmão, que não saía de sua cela senão para o trabalho e para acudir à igreja onde adorava com amor de serafim ao Santíssimo Sacramento. Morreu em seu povo natal em 10 de Janeiro de 1518, estreitando em suas mãos o rosário da Virgem Maria.  O papa Leão XIII confirmou seu culto em 27 de Junho de 1880.

• María Dolores Rodriguez Sopeña, Beata

Janeiro 10   -  Fundadora

María Dolores Rodriguez Sopeña, Beata

María Dolores Rodriguez Sopeña, Beata

Fundadora do
Movimento de Laicos Sopeña, do Instituto Catequista Dolores Sopeña e da Obra Social e Cultural Sopeña «OSCUS»

Martirológio Romano: Em Madrid, capital de Espanha, beata María Dolores Rodríguez Sopeña, virgem, que deu mostras de sua grande caridade cristã ao dedicar-se aos mais abandonados da sociedade de seu tempo, aproximando-se especialmente dos subúrbios das maiores cidades, e para anunciar o Evangelho e atender aos pobres e aos operários em questões sociais, fundou o Instituto das Damas Catequistas e a Obra da Doutrina (1918).

Dolores Rodríguez Sopeña nasce em Vélez Rubio (Almería), em 30 de Dezembro de 1848, quarta entre sete irmãos. Seus pais, Tomás Rodríguez Sopeña e Nicolasa Ortega Salomón, castelhanos, se haviam trasladado desde Madrid a essa localidade por motivos de trabalho. Dom Tomás havia terminado sua carreira judicial demasiado jovem, pelo que não podia exercer e consegue um emprego como administrador das quintas dos marqueses de Vélez. Sua infância e adolescência transcorrem em distintos povos das Alpujarras pois, quando seu pai começa a exercer como magistrado sofre ao longo de sua carreira diversas mudanças. Contudo, ela define esta etapa de sua vida como um «lago de tranquilidade». Em 1866, seu pai é nomeado Fiscal da Audiência de Almería. Dolores tem 17 anos. Ali começa a frequentar a sociedade, mas a ela não lhe chamavam a atenção as festas nem a vida social; seu interesse é fazer bem aos outros. Em Almería tem suas primeiras experiências apostólicas: atende, material e espiritualmente, a duas irmãs enfermas de tifo e a um leproso, tudo isso às escondidas por medo a que a proibissem seus pais. Também visita aos pobres das Conferencia de São Vicente de Paulo com sua mãe. Três anos mais tarde, seu pai é transferido para a Audiência de Porto Rico, onde viaja com um de seus filhos enquanto o resto da família se instala em Madrid. Na capital Dolores ordena melhor sua vida: elege um diretor espiritual e colabora ensinando a doutrina na cadeia de mulheres, no hospital da Princesa e nas Escolas Dominicais. Em 1872, a família se reúne em Porto Rico. Dolores tem 23 anos e permanecerá na América até aos 28. Começa seu contacto com os jesuítas. O P. Goicoechea foi seu primeiro diretor espiritual. Ali funda a Associação de Filhas de Maria e Escolas para as pessoas de cor onde se alfabetiza e ensina o catecismo. Em 1873, seu pai é nomeado Fiscal da Audiência de Santiago de Cuba. São tempos difíceis, pois estala um cisma religioso na ilha. Por este motivo, sua ação se reduz a visitar aos enfermos do hospital militar. Pede a admissão nas Irmãs da Caridade, mas não o consegue por sua falta de vista. Com a idade de 8 anos havia sido operada aos olhos e esta doença a acompanhará toda a vida. Ao terminar o cisma começa a trabalhar nos bairros marginais e funda o que ela denomina «Centros de Instrução», pois neles não só se ensinava o catecismo mas também cultura geral e inclusive se prestava assistência médica. Para esta obra consegue muitas colaboradoras e a estabelece em três bairros diferentes. Em Cuba morre sua mãe, seu pai pede a retirada e voltam a Madrid em 1877. Em Madrid organiza sua vida em três frentes: o cuidado da casa e de seu pai, o apostolado, o mesmo que fazia antes de deixar a Península, e sua vida espiritual: elege diretor espiritual e começa a fazer anualmente os Exercícios Espirituais de santo Ignácio. Em 1883 morre seu pai e se reavivam suas lutas vocacionais. Por indicação de seu diretor, o P. López Soldado SJ ingressa no convento das Salesas, pese a que nunca se havia planeado uma vida inteiramente contemplativa. Aos dez dias deixa o convento pois comprovou não ser sua vocação. Ao sair se dedica com mais intensidade ao apostolado. Abre uma «Casa Social» onde se tramitam os diversos assuntos que saem em suas visitas ao hospital e à cadeia. Numa de suas visitas a uma das presas que acabava de ficar em liberdade, conhece o Bairro das Injúrias. Corre o ano 1885. Dolores tinha 36 anos. Ao ver a situação moral, material e espiritual da gente, começa a visitar o bairro todas as semanas e convida a muitas de suas amigas. Aí começará a que logo se denominará «Obra das Doutrinas», antecedente de seus «Centros Operários». A sugestão do bispo de Madrid, D. Ciríaco Sancha, em 1892 funda uma Associação de Apostolado Secular hoje denominado «Movimento de Laicos Sopeña». No ano seguinte recebe a aprovação civil. A Obra se estende em 8 bairros da capital. Em 1896 inicia sua atividade fora de Madrid. Pese a oposição da Associação, aceita fundar a Obra em Sevilha. Fruto de muitos mal entendidos, demite como Presidenta em Madrid no ano seguinte e se estabelece em Sevilha. Em só quatro anos realiza 199 viagens por toda Espanha para estabelecer e consolidar a Obra das Doutrinas. Por sua vez, acompanha o P. Tarín, SJ, em algumas missões por Andaluzia.  No ano 1900 participa numa peregrinação a Roma pelo Ano Santo. Faz um dia de retiro no sepulcro de São Pedro e ali recebe a confirmação de fundar um Instituto Religioso que desse continuidade à Obra das Doutrinas e que ajudara a sustentar espiritualmente a Associação laical. O Cardeal Sancha, então já arcebispo de Toledo, lhe propõe fundar ali. Em 24 de Setembro de 1901, em Loyola, depois de uns Exercícios Espirituais realizados junto com 8 companheiras, se levanta ata de fundação do «Instituto de Damas Catequistas» (hoje «Instituto Catequista Dolores Sopeña»), ainda que a fundação oficial foi em 31 de Outubro em Toledo. Uma de suas grandes intuições foi fundar, ao mesmo tempo, uma Associação civil, hoje chamada «Obra Social e Cultural Sopeña - OSCUS», que, em 1902, consegue o reconhecimento do governo. Em 1905 recebe da Santa Sede o Decretum laudis e, dois anos mais tarde, em 21 de Novembro de 1907, a aprovação das Constituições concedida diretamente por S.S. Pío X.  operários fortemente influenciados pelo anticlericalismo e não podia pretender-se o ensino da religião diretamente. Isto também determina que as religiosas deste Instituto não levem hábito e nem sequer um sinal religioso externo. Muda seus meios e seus métodos para poder conseguir o fim: acercar-se dos operários «afastados da Igreja», que não haviam podido receber instrução cultural, moral nem religiosa e unir os «distanciados socialmente», então, «a classe operária e do povo» com a «alta e acomodada». Isto o resume em duas linhas de ação: dignificar ao trabalhador e criar fraternidade. Detrás de sua entrega ao serviço dos outros está uma fé profunda e autêntica, uma rica espiritualidade. Seu compromisso pela dignidade da pessoa brota de sua experiência de um Deus Pai de todos, que nos ama com uma ternura infinita e deseja que vivamos como filhos e irmãos. Dali seu grande desejo de «Fazer de todos uma só família em Cristo Jesus.» Sua grande união com Deus lhe permite descobri-lo presente em tudo e em todos, especialmente nos mais necessitados de dignidade e afecto. Sair ao encontro de cada pessoa em sua situação, introduzir-se nos bairros marginais da época, era inconcebível para uma mulher a finais do século XIX. O segredo de sua audácia é sua fé, essa confiança sem limites, que ela reconhece como seu maior tesouro e que afaz sentir-se instrumento em mãos de Deus, instrumento ao serviço da fraternidade, do amor, da misericórdia, da igualdade, da dignidade, da justiça, da paz... Em poucos anos, estabelece comunidades e Centros nas cidades mais industrializadas de então. Em 1910 se celebra o primeiro Capítulo Geral e é reeleita Superiora Geral. Em 1914 funda em Roma e em 1917 viajam as primeiras Catequistas para abrir a primeira casa na América, concretamente no Chile.  No ano seguinte, em 10 de Janeiro de 1918, Dolores Sopeña morre em Madrid com fama de santidade.  No dia 11 de Julho de 1992, João Paulo II declara heroicas suas virtudes sendo beatificada em 23 de Março de 2003. Atualmente a Família Sopeña, formada pelas três instituições que deixou fundadas, quer dizer, o Instituto Catequistas Dolores Sopeña, o Movimento de la Laicos Sopeña e a Obra Social e Cultural Sopeña, está presente em Espanha, Itália, Argentina, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, México e República DominicanaReproduzido com autorização de Vatican.va

Paulo de Tebas, Santo 

  Ermitão

Pablo de Tebas, Santo

Pablo de Tebas, Santo

Martirológio Romano: Em Tebaida (hoje Egito), são Paulo, eremita, um dos primeiros em abraçar a vida monástica (s. IV). A vida deste santo foi escrita pelo grande sábio São Jerónimo, no ano 400. Nasceu no ano 228, em Tebaida, uma região que fica junto ao rio Nilo no Egito e que tinha por capital a cidade de Tebas. Foi bem educado por seus pais, aprendeu grego e bastante cultura egípcia. Mas aos 14 anos ficou órfão. Era bondoso e muito piedoso. E amava enormemente a sua religião.  No ano 250 estalou a perseguição de Décio, que tratava não tanto de que os cristãos chegassem a ser mártires, mas sim de os fazer renegar de sua religião. Paulo se viu ante estes dois perigos: ou renegar de sua fé e conservar suas quintas e casas, ou ser atormentado com tão diabólica astúcia que o conseguissem acobardar e o fizessem passar para o paganismo para não perder seus bens e não ter que sofrer mais torturas. Como via que muitos cristãos renegavam por medo, e ele não se sentia com a suficiente força de vontade para ser capaz de sofrer toda classe de tormentos sem renunciar a suas crenças, dispôs-se a esconder-se. Era prudente.  Mas um seu cunhado que desejava ficar com seus bens, foi e o denunciou ante as autoridades. Então Paulo fugiu para o deserto. Lá encontrou umas cavernas onde vários séculos atrás os escravos da rainha Cleópatra fabricavam moedas. Escolheu por vivenda uma dessas covas, perto da qual havia uma fonte de água e uma palmeira. As folhas da palmeira lhe proporcionavam vestes. Seus frutos lhe serviam de alimento. E a fonte de água lhe acalmava a sede. Ao princípio o pensamento de Paulo era ficar por ali unicamente o tempo que durasse a perseguição, mas logo se deu conta de que na solidão do deserto podia falar tranquilamente a Deus e escutá-lo tão claramente as mensagens que Ele lhe enviava desde o céu, que decidiu ficar ali para sempre e não voltar jamais à cidade onde tantos perigos havia de ofender a Nosso Senhor. Se propôs ajudar ao mundo não com negócios e palavras, mas com penitências e oração pela conversão dos pecadores. Disse São Jerónimo que quando a palmeira não tinha fruto, cada dia vinha um corvo e lhe trazia meio pão, e com isso vivia nosso santo ermitão. (A Igreja chama ermitão ao que para sua vida numa "ermida", ou seja numa habitação solitária e retirada do mundo e de outras habitações). Depois de passar ali no deserto orando, jejuando, meditando, por mais de setenta anos seguidos, já acreditava que morreria sem voltar a ver rosto humano algum, e sem ser conhecido por ninguém, quando Deus dispôs cumprir aquela palavra que disse Cristo: "Todo o que se humilha será engrandecido" e sucedeu que naquele deserto havia outro ermitão fazendo penitência. Era Santo António Abade. E uma vez a este santo lhe veio a tentação de crer que ele era o ermitão mais antigo que havia no mundo, e uma noite ouviu em sonhos que lhe diziam: "Há outro penitente mais antigo que tu. Empreende a viagem e o lograrás encontrar". António madrugou para partir de viagem e depois de caminhar horas e horas chegou à porta da cova onde vivia Paulo. Este ao ouvir ruído lá fora acreditou que era uma fera que se acercava, e tapou a entrada com uma pedra. António chamou por muito longo tempo suplicando-lhe que movesse a pedra para poder saudá-lo.  No fim Paulo saiu e os dois santos, sem se haver visto nunca antes, se saudaram cada um por seu respectivo nome. Logo se ajoelharam e deram graças a Deus. E nesse momento chegou o corvo trazendo um pão inteiro. Então Paulo exclamou: "Vê como Deus é bom. Cada dia me manda meio pão, mas como hoje vieste tu, o Senhor me envia um pão inteiro." Se puseram a discutir quem devia partir o pão, porque esta honra correspondia ao mais digno. E cada um se cria mais indigno que o outro. Por fim decidiram que o partiriam tirando cada um de um extremo do pão. Depois desceram à fonte e beberam água cristalina. Era todo o alimento que tomavam em 24 horas. Meio pão e um pouco de água. E depois de conversarem de coisas espirituais, passaram toda a noite em oração.  Na manhã seguinte Paulo anunciou a António que sentia que ia a morrer e lhe disse: "Vai ao teu mosteiro e me traz o manto que Santo Atanásio, o grande bispo, te deu. Quero que me amortalhem com esse manto". Santo António se admirou de que Paulo soubesse que Santo Atanásio lhe havia dado esse manto, e foi buscá-lo. Mas temia que ao voltar o pudesse encontrar já morto. Quando já vinha de volta, contemplou numa visão que a alma de Paulo subia ao céu rodeado de apóstolos e de anjos. E exclamou: "Paulo, Paulo, ¿porque te foste sem me dizer adeus?". (Depois António dirá a seus monges: "Eu sou um pobre pecador, mas no deserto conheci a um que era tão santo como um João Baptista: era Paulo o ermitão"). Quando chegou à cova encontrou o cadáver do santo, ajoelhado, com os olhos mirando o céu e os braços em cruz. Parecia que estivesse rezando, mas ao não ouvi-lo nem sequer respirar, se acercou e viu que estava morto. Morreu na ocupação à qual havia dedicado a maior parte das horas de sua vida: orar ao Senhor. António se perguntava como faria para cavar uma sepultura ali, se não tinha ferramentas. Mas de pronto ouviu que se acercavam dois leões, como com mostras de tristeza e respeito, e eles, com suas garras cavaram um túmulo entre a areia e foram embora. E ali depositou Santo António o cadáver de seu amigo Paulo. São Paulo morreu no ano 342 quando tinha 113 anos de idade e quando levava 90 anos orando e fazendo penitência no deserto pela salvação do mundo. Se lhe chama o primeiro ermitão, por haver sido o primeiro que foi para um deserto a viver totalmente retirado do mundo, dedicado à oração e à meditação. Santo António conservou sempre com enorme respeito a vestidura de São Paulo feita de folhas de palmeira, e ele mesmo se revestia com ela nas grandes festividades. São Jerónimo dizia: "Se o Senhor me pusesse a escolher, eu preferiria a pobre túnica de folhas de palmeira com a qual se cobria Paulo o ermitão, porque ele era um santo, e não o luxuoso manto com o qual se vestem os reis tão cheios de orgulho". São Paulo o ermitão com sua vida de silêncio, oração e meditação no meio do deserto,há movido a muitos a afastar-se do mundo e a dedicar-se com mais seriedade na solidão a buscar a satisfação e a eterna salvação. Oh Senhor: Tu que moveste a São Paulo o primeiro ermitão a deixar as vaidades do mundo e ir para a solidão do deserto a orar e meditar, concede-nos também a nós, dedicar muitas horas em nossa vida, afastados do bulício mundano, a orar, meditar e a fazer penitência por nossa salvação e pela conversão do mundo. Ámen.

• Pedro Orseolo, Santo

  Monge eremita

Pedro Orseolo, Santo

Pedro Orseolo, Santo

A vocação de São Pedro Orseolo ou Urseolo é uma das mais estranhas que regista a história eclesiástica. Nascido de uma distinta família veneziana, no ano 928, parece haver sido nomeado, aos vinte anos, comandante em chefe da frota de Veneza. No desempenho de seu oficio, realizou uma vitoriosa campanha contra os piratas que infestavam o Adriático.  É impossível determinar até que ponto esteve envolto Pedro na insurreição popular do ano 976, que culminou no assassinato do Duque Pedro Candiani IV e no incêndio de uma grande parte da cidade. O testemunho de São Pedro Damiano, que atribui a responsabilidade a Pedro Orseolo, está sujeito a reservas. Em todo caso, o certo é que Pedro foi eleito para suceder a Candiani, e as principais autoridades da atualidade louvam a energia e o tacto que despregou durante sua breve administração. "Era um homem santo, mas possuía, como todos os de sua raça, as grandes qualidades de chefe de Estado que encontramos em quem o precedeu no trono ducal”. Seu primeiro cuidado foi reparar os danos causados pelo incêndio. Empreendeu a construção de um palácio e de uma igreja, e renovou os tratados com Istria. Mas o principal serviço que rendeu a seu Estado foi o arranjo com Gualdrada, a esposa de Pedro Candiani... Graças a isso, Gualdrada retirou todas suas acusações contra Veneza. As queixas de Gualdrada haviam provocado uma grande crise, que desapareceu com o arranjo.  E então aconteceu o inesperado: na noite de 1 de Setembro de 978, Pedro de Orseolo partiu secretamente de Veneza e se refugiou na abadia beneditina de Cuxa, no Rosellón, entre Espanha e França. Segundo parece, sua esposa, com quem havia estado casado trinta e dois anos, e seu filho, que um dia seria Duque de Veneza, viveram longo tempo sem saber dele. Sem embargo, a resolução de Pedro não deve ser tão inesperada como parece; há razões para crer que ele e sua esposa haviam vivido como irmão e irmã, desde o nascimento de seu único filho, e há quem sustente que uma carta de Raterio a Pedro demonstra que este pensava já na vida religiosa no ano 968. Em todo caso, está fora de dúvida que Orseolo levou em Cuxa uma vida de intenso ascetismo e abnegação, sob a direção do santo abade Guarino. Mais tarde, desejoso de maior solidão, construiu uma ermida, provavelmente por conselho de São Romualdo, que foi o grande propagador desta forma particular de vocação beneditina. São Pedro morreu no ano 987. Se diz que em sua tumba se obraram grandes milagres. Seu culto foi confirmado em 1731 pelo Papa Clemente XII.

Milciades (Melquiades), Santo

XXXII Papa

Milciades (Melquiades), Santo

Milciades (Melquiades), Santo

Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Calixto, na via Ápia, são Melquíades, papa, oriundo de África, que conheceu a paz concedida pelo imperador Constantino à Igreja, mas vítima dos ataques dos donatistas, se distinguiu por seus esforços encaminhados a obter a concórdia (314).

Desconhece-se a data do seu nascimento; foi eleito Papa em 310 ou 311; morreu em 10 ou 11 de janeiro de 314. Depois do desterro do Papa Santo Eusébio, a Sede de Roma esteve vacante por um tempo, provavelmente por causa das complicações surgidas devido aos apóstatas (lapsi), e que não oram resolvidas pelo exílio de Eusébio e Heráclio. Em 2 de julho del 310 ou 311, Melquíades (seu nome também se escreve Milcíades), nativo de África, foi elevado ao pontificado. Existe incerteza  quanto ao ano exato, posto que o Catálogo Liberiano de Papas (Duchesne, “Liber Pontificalis”, I, 9)2 de julho de 311 como a data da consagração do novo Papa (ex die VI non. iul. a cons. Maximiliano VIII solo, quod fuit mense septembri Volusiano et Rufino); mas em contradição a isto se diz que a morte do Papa ocorreu em 2 de Janeiro de 314, e que a duração do pontificado são três anos, seis meses e oito dias; possivelmente devido ao erro de um escrivão, deveria dizer «ann. II» em lugar de «ann. III»; e, portanto, o ano de sua elevação ao papado foi muito provavelmente em 311. Cerca de este tiempo (el 311 ó 310), un edicto de tolerancia firmado por los emperadores Galerio, Licinio y Constantino puso fin a la gran persecución de los cristianos, y se les permitió vivir como tales y asimismo reconstruir sus lugares de culto religioso (Eusebio de Cesarea, Hist. Eccl., VIII.17; Lactancio, Cómo murieron los perseguidores, 34). Sólo en aquellos países de Oriente que estaban bajo el dominio de Maximino Daia continuó la persecución de los cristianos. El emperador le dio ahora al Papa Melquíades en Roma el derecho a que se le restituyeran, por mediación del prefecto de la ciudad, todas las edificaciones eclesiásticas y posesiones que habían sido confiscadas durante las persecuciones. El Papa ordenó a los dos diáconos romanos, Strato y Casiano, que discutieran el asunto con el prefecto, y que tomaran posesión de las propiedades eclesiásticas (Agustín, Breviculus collationis cum Donatistis, III, 34); así fue posible una sólida reorganización de la administración eclesiástica y de la vida religiosa de los cristianos en Roma. Melquíades hizo que los restos de su predecesor, Eusebio, fueran regresados de Sicilia a Roma y los mandó enterrar en una cripta en las catacumbas de San Calixto. El siguiente año, el Papa atestiguó el triunfo final de la Cruz con la derrota de Marco Aurelio Maxentio y la entrada a Roma del emperador Constantino (ahora converso al cristianismo), tras la victoria en el Puente Milviano (27 de octubre de 312). Después, el emperador obsequió a la Iglesia Romana con el Palacio de Letrán, el cual entonces se convirtió en la residencia del Papa y, consecuentemente, también en la sede de la administración central de la Iglesia Romana. La basílica contigua al palacio, o que fue construida allí después, se convirtió en la iglesia principal de Roma. En el 313, los donatistas vinieron a Constantino con la petición de que nombrara a obispos de Galia como jueces en la controversia del episcopado africano respecto a la consagración en Cartago de los dos obispos, Cæciliano y Mayorino. Constantino escribió sobre esto a Melquíades, y también a Marco, pidiéndole al Papa, junto con tres obispos de Galia, que diera una audiencia en Roma a Cæciliano y su oponente, y que resolviera el caso. El 2 de octubre de 313, se reunieron en el Palacio Lateranense, bajo la presidencia de Melquíades, un sínodo de dieciocho obispos de Galia e Italia, que, después de considerar meticulosamente la controversia donatista por tres días, decidieron a favor de Cæciliano, cuya elección y consagración como obispo de Cartago fue declarada legítima. En la biografía de Melquíades, en el Liber Pontificalis, se dice que en aquellos tiempos se encontraban los maniqueos en Roma; esto es muy posible, ya que el maniqueísmo comenzó a difundirse en Occidente en el siglo IV. La misma fuente atribuye a este Papa un decreto que prohibía terminantemente que los cristianos ayunaran los domingos o los jueves, «porque estos días eran guardados por los paganos como ayuno sagrado». Esta razón es sorprendente; es muy probable que salga del autor del “Liber Pontificalis”, quien con este supuesto decreto remonta una costumbre romana de su tiempo a una ordenanza de Melquíades. El “Liber Pontificalis” es, probablemente, no menos arbitrario al atribuir a este Papa el mérito de un decreto que indicaba que la Oblación consagrada por el Papa en una Misa solemne (refiriéndose al Pan Eucarístico) debía ser llevada a diferentes iglesias en Roma. Tal costumbre ciertamente existió en Roma (Duchesne, Culto cristiano, Londres, 1905, 185); pero no hay nada definitivo que muestre que haya sido introducida por Melquíades, como afirma el “Liber Pontificalis”.
Tras su muerte, el 10 u 11 de enero (el Catálogo Liberiano la registra como III id. jan.; el “Depositio Episcoporum” como IIII id. jan.), de 314, Melquíades fue sepultado en la catacumba de san Calixto y fue venerado como santo. De Rossi lo considera como altamente probable esta localización de la cripta de este Papa (Roma Sotterranea, II, 188 sq.). ¡Felicidades a quien lleve este nombre!
Nota: En el actual Martirologio Romano se lo recuerda el 10 de enero, pero por tradición en muchos santorales y diócesis se lo recuerda el 10 de diciembre.

Outros Santos e Beatos

Completando o santoral deste dia

,Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

São João de Jerusalém, bispo

Em Jerusalém, são João, bispo, que em tempo da controvérsia acerca da doutrina ortodoxa trabalhou denodadamente em favor da fé católica e da paz na Igreja (417).

Santo Petrónio, bispo

Na cidade de Die, na região da Gália Vienense (hoje França), santo Petrónio, bispo, que antes havia abraçado a vida monástica na ilha de Lérins (depois de 463).
Santo Marciano, presbítero
Em Constantinopla, santo Marciano, presbítero, que se distinguiu na ornamentação das igrejas e na ajuda prestada aos pobres (471).
Santo Valério, eremita
Na cidade de Limoges, em Aquitânia, santo Valério (Valéry), que levou vida solitária (s. VI).
São Domiciano, bispo
Em Melitene, cidade de Arménia, são Domiciano, bispo, que trabalhou com afinco na conversão dos persas (c. 602)

Santo Arconte, bispo

Na região de Viviers, cerca do Ródano, santo Arconte, bispo (c. 745).

Beato Benincasa, abade

No mosteiro de Cava, na Campânia (hoje Itália), bato Benincasa, abade, que enviou cem monges a Sicília para restaurar a vida regular no abandonado cenóbio de Montreal (1194).

91427 > Sant' Agatone Papa MR
36800 > Sant' Aldo Eremita 
90750 > Beata Anna degli Angeli Monteagudo Domenicana  MR
36870 > Sant' Arconzio di Viviers Vescovo  MR
90850 > Beato Benincasa Abate di Cava  MR
36850 > San Domiziano di Melitene Vescovo  MR
36880 > Beato Egidio (Bernardino) Di Bello Eremita francescano  MR
90575 > Santa Francesca Salesia (Leonia Aviat) Religiosa, fondatrice  MR
36820 > San Giovanni Vescovo MR
44200 > San Gregorio di Nissa Vescovo  MR
36775 > Beato Gregorio X Papa  MR
36900 > San Guglielmo di Bourges Vescovo  MR
90749 > Beato Gundisalvo (Gonzalo, Gonsalvo) di Amarante Domenicano  MR
90854 > Beata Marchesina Luzi Vergine e martire 
36840 > San Marciano di Costantinopoli Sacerdote MR
91482 > Beata Maria Dolores Rodriguez Sopena  MR
81050 > San Milziade (o Melchiade) Papa  MR
37750 > San Paolo di Tebe Eremita  MR
36830 > San Petronio Vescovo di Die  MR
91342 > San Pietro Orseolo (Urseolo) Monaco  MR
93929 > Beato Raimondo de Fosso Mercedari
36860 > San Valerio Eremita  MR

http://es.catholic.net/santoral - www.santiebeati.it  -  www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português

por António Fonseca