sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Nº 3 3 5 8 - (3*) - O PAPADO - 2000 ANOS DE HISTÓRIA - 19 DE JANEIRO DE 2018

Caros amigos:

NOVO ANO - NOVA VIDA

Como podem verificar desde o passado dia 1, iniciei uma nova página (nº 3) na qual vou tentar transcrever através do livro O Papado - 2000 Anos de História, da autoria de Mendonça Ferreira e editado em Março de 2009 pelo Círculo de Leitores. 

Esta recolha de textos é feita literalmente por mim próprio, pela ordem que se encontra no livro, desde PEDRO (São) até ao actual Papa FRANCISCO.


Atingi em 11 de Janeiro pois, o número de 100 Biografias dos primeiros 100 Papas da Igreja Católica (incluindo 11 Anti-Papas - que são discriminados na cor Vermelha). 

À média de 10 Papas por dia (o que, eventualmente - e contando com as Biografias mais longas - que, nesses casos, será drasticamente reduzida apenas a Uma) esta Lista no meu Blogue poderá durar até perto do fim do Ano de 2018.

Espero que Deus me permita completar este trabalho a que decidi meter mãos... 








Foto actual do autor




Nº  3 3 5 8 - (3)




19 de JANEIRO de 2018


Texto do livro 
O PAPADO - 2000 Anos de História
do Círculo de Leitores - 2009 
e compilado por Mendonça Ferreira 


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CLEMENTE  III - Papa  

Papa desde o ano 1187 até 1191


CLXXI Papa

SÍNTESE

Nasceu em Roma. Chamava-se PAULO SCOLARI. Era Cardeal-Arcebispo de Palestrina desde 1179. Morreu em 30 de MARÇO DE 1191.




HISTÓRIA

PAULO SCOLARI foi eleito em 19 de Dezembro de 1187, adoptando o nome de CLEMENTE III e, de imediato, procurou chegar a entendimento com o Senado e a «Comuna» romana, o que conseguiu, podendo  viver em Roma e acabar com  o exílio Papal que já vinha de INOCÊNCIO II e durava há mais de 50 anos.
Chegado a Roma no principio de Fevereiro de 1188, concluiu em 31 de Maio um tratado pelo qual o Senado reconhecia a soberania papal, prestando juramento de fidelidade, mediante compensações monetárias que ajudassem a cidade nos estragos da guerra e permitissem a reconstrução das  muralhas.
CLEMENTE II convocou a III Cruzada para libertar Jerusalém, tendo conseguido conciliar FILIPE II de França e HENRIQUE II, de Inglaterra, obtendo também a adesão do velho imperador FREDERICO, o Barba Roxa. Infelizmente, o Imperador que era o chefe dos exércitos, morreu afogado ao atravessar um rio na Ásia Menor.
RICARDO I, o Coração de Leão, prossegue, tomando o comando das tropas francesas e inglesas e conquista Chipre, reforçando o ataque à fortaleza de São João de Acre, que acabou por ser conquistada dois anos depois.
SALADINO, perante a derrota, compromete-se a pagar 200 000 moedas de ouro e a entregar os prisioneiros, mas os Cruzados desentenderam-se, não souberam tirar partido imediato da vitória e os muçulmanos, ao receberem tropas do Egipto, ficaram senhores da situação, evitando a derrota prevista e inevitável
CLEMENTE II faleceu sem ter conhecimento do insucesso da Cruzada por ele convocada.
Durante este pontificado, Portugal tirou vantagem das expedições dos Cruzados, pois, na Primavera de 1189, Dom SANCHO I aproveitou a passagem de uma frota de Cruzados que aproaram a Lisboa, para conquistar Alvor e Silves, no Algarve.
Foi também neste pontificado que nasceu em Lisboa uma das  maiores glórias de Portugal e dos mais insignes Doutores da Igreja, Santo ANTÓNIO.

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CELESTINO III  -  Papa  

Papa desde o ano 1191 até ao ano de 1198

CLXXII Papa

SÍNTESE

Nasceu em 1106. Chamava-se GIACINTO DI PIETRO DI BOBONE e pertencia à família dos Orsini. Era cardeal desde 1144. Morreu em 8 de janeiro de 1198.



HISTÓRIA

Já tinha 85 anos e queria renunciar, quando foi eleito em 30 de Março de 1191. Foi ordenado e depois consagrado a 14 de Abril e, no dia seguinte, já Papa, coroou o Imperador HENRIQUE VI, que se deslocou propositadamente a Roma para este acto.
Em 1195, HENRIQUE VI declara-se disposto a promover nova Cruzada para vingar a morte de seu pai, FREDERICO I, o Barba Roxa, tendo o apoio imediato de CELESTINO III, que escreve aos soberanos cristãos a pedir a sua colaboração, mas a Cruzada não se realizou porque, para além de problemas surgidos no interior do Império, HENRIQUE VI faleceu, inesperadamente aos 32 anos de idade.
O Papa pouco sobreviveu ao Imperador, falecendo aos 92 anos de idade, ficou sepultado em São João de Latrão.
CELESTINO III teve um  pontificado positivo, pois esforçou-se por estabelecer a paz entre as repúblicas de Pisa e de Génova, para além de ter conseguido que a Curia fosse o centro de todas as decisões jurídicas e com isso criou bons precedentes que viriam a ajudar os seus predecessores.
Em relação a Portugal, CELESTINO III declarou nulo, por serem parentes, o casamento da Infanta Dona TERESA, filha de Dom SANCHO I, com AFONSO IX , de Leão. A Infanta vestiu o hábito de Cister, no Mosteiro de Lorvão, e morreu em 1250 com fama de santidade, vindo o seu culto, bem como o de suas irmãs SANCHA e MAFALDA a ser reconhecidos canonicamente em 1705, por CLEMENTE XI.







INOCÊNCIO III - Papa

Papa desde o ano de 1198 até ao ano 1216


CLXXIII Papa

SÍNTESE

Nasceu em Anagni em 1160. Chamava-se GIOVANNI LOTÁRIO DE CONTI, era conde de Segni e sobrinho de CLEMENTE III. Era cardeal-diácono e foi cardeal-presbitero de Santa Prudência. Morreu em Roma em 16 de Julho de 1216.

HISTÓRIA

Tinha 37 anos quando foi escolhido para Papa em 8 de Janeiro de 1198, no mesmo dia da morte de CELESTINO III. LOTÁRIO tomou o nome de INOCÊNCIO IIi e viria a ser um dos Papas mais insignes do século XIII, um imperador de reis, como lhe chamaram  alguns historiadores, pois com ele, o Papado guindou-se à culminância da era medieval.
Estudou Teologia em Paris e Direito em Bolonha e quando foi eleito CARDEAL já tinha escrito algumas obras de espiritualidade, que demonstravam a sua inteligência.
Começou por reformar, com espirito evangélico, a corte pontifícia, impondo normas de sobriedade e funcionamento mais simples, facilitando ao papa o seu acesso. Para isso estabeleceu audiências pontifícias semanais e restaurou o uso de presidir, três vezes por semana, às reuniões do Colégio Cardinalicio.
Impôs severas sanções aos falsificadores de documentos e regularizou a chancelaria. Ao mesmo tempo conseguiu restabelecer na cidade a autoridade da Igreja, obrigando o senador responsável a dar-lhe conta dos seus actos.
A seguir, na necessidade de evitar as prepotências estranhas, consolidou a união das diversas cidades da Toscana, à excepção de Pisa, sob a autoridade suprema da Igreja, para mutuamente se defenderem e, a partir daí, estabelecer uma federação de estados cristãos, sob a autoridade espiritual da Santa Sé.
Quando morreu HENRIQUE VI, a Alemanha dividiu-se  em três candidatos: seu filho FREDERICO, ainda criança, seu irmão FILIPE e OTÃO duque de Brunswick. INOCÊNCIO III optou por OTÃO, que prestou juramento ante o Legado papal e foi proclamado rei dos Romanos. Mas OTÃO IV não cumpriu o juramento e o prometido, pelo que o Papa o excomungou e atribuiu a legitimidade a FREDERICO.
INOCÊNCIO III continuou a mostrar-se autoritário quando interveio em França para condenar a mancebia do rei FILIPE AUGUSTO, que repudiara a sua legitima esposa, e na Inglaterra, para reprimir as repetidas e odiosas ingerências do cruel e licencioso JOÃO SEM-TERRA nos assuntos eclesiásticos.
Interveio também na Hungria, nos pleitos duma guerra civil, na Dinamarca, na Bulgária e na Peninsula Ibérica, para negar a PEDRO II, de Aragão, a pretendida dissolução matrimonial.
Ño campo doutrinal, a sua maior intervenção foi contra a heresia neo-maniqueia, sobretudo em França.
Este Papa pregou a IV Cruzada, que recrutada principalmente em França e na Flandres, veio a ser, contra a sua vontade, utilizada com outras finalidades. A verdade é que a tomada de Constantinopla, em 1204, foi conseguida à custa de tais violências que o povo ficou a odiar ainda mais os cristãos do Ocidente e INOCÊNCIO III, ao saber do sucedido, mostrou-se desiludido pelos intentos da Cruzada terem sido desvirtuados e tentou ainda organizar outra,  mas não conseguiu, porque faleceu entretanto, quando tinha apenas 56 anos de idade.
Neste pontificado, INOCÊNCIO III mostrou-se empenhado na luta contra os mouros em terras de Espanha e na Terra Santa.
Enquanto os reis iam conquistando Portugal aos mouros, estes desembarcavam em grande número no Sul da Peninsula. Perante o perigo, os reis peninsulares uniram-se e Dom AFONSO III. de Castela, pediu ao papa a concessão de indulgências para a Cruzada peninsular. O Papa anuiu e os exércitos cristãos venceram os mouros em 16 de Julho de 1212, em Navas de Tolosa, com o Islão derrotado.
Nesse mesmo ano, GENGHIS KHAN atacava a China.
INOCÊNCIO III convocou o XII Concílio Ecuménico, o IV de Latrão, em 1215, onde o papa evidenciou a sua indesmentível categoria e capacidade de argumentação.
Para a reforma da Igreja Universal escreveu, em 1213, cartas dirigidas a todo o Episcopado e a resposta foi impressionante, pois compareceram mais de 400 bispos e 800 abades e priores.
Das sessões saíram 70 decretos, sendo os principais: 

a) condenação dos Cátaros ou Albigenses; 
b) refutação dos erros do monge italiano JOAQUIM DE FLORA sobre o influxo das Três Pessoas da Santíssima Trindade, nas três idades da História Humana; 
c) estabelecimento da confissão e comunhão anuais obrigatórias; 
d) obrigação de sínodos anuais em todas as sedes metropolitanas; 
e) reforma dos costumes do clero e formação de pregadores e confessores idôneos; 
f) proibição de matrimónios clandestinos ou entre consanguíneos até ao quarto grau, ou entre muçulmanos e judeus.

Estes decretos revelam bem a capacidade legislativa de INOCÊNCIO III.
O Papa, por sua iniciativa, passou também a designar-se «vigário de Cristo» em vez de «vigário de Pedro» como até então se usava e com isso robusteceu a autoridade papal com toda a Cristandade-.
Preocupou-se com a expansão da Prússia, Polónia, Estónia e Livónia pelos Cistercienses.
Foi um verdadeiro homem de Deus, que aos sábados  costumava lavar os pés a doze mendigos e socorrê-.los com esmolas. a ele se ficou a dever a construção de um grande hospital em Roma.
No seu pontificado nasceram duas importantes ordens eclesiásticas, a dos Frades menores ou Franciscanos e a dos Pregadores ou Dominicanos, em 1215, e ainda, em 1198 e da Santíssima Trindade para o resgate dos cativos , fundada por São JOÃO DA MATA.
O seu pontificado ficou a marcar o cume do domínio Papal. na Europa.
Para PORTUGAL, INOCÊNCIO II ficoiu-lhe ligado por ter intervido nos conflitos de Dom SANCHO I com os Bispos do Porto e de Coimbra e com as princesas irmãs do rei. O maior significado, porém, está na confirmação do Reino, pedida por Dom AFONSO II, por bula de 16 de Abril de 1212, na qual declara receber sob a sua protecção o nosso Monarca, o Reino e todas as terras que fossem libertadas dos infiéis, exigindo, contudo, o pagamento do censo a que se vinculara Dom  AFONSO HENRIQUES e que durante o reinado de Dom SANCHO I deixara de ser pago à Santa Sé.
INOCÊNCIO III também criou uma cadeira de Teologia na Metrópole primacial de Braga, para suprir a sua falta nos estudos superiores da época.



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HONÓRIO III - Papa

Papa desde o ano 1216 até ao ano de 1227 


CLXXIV Papa 


SÍNTESE

Nasceu em Roma, em 1150. Chamava-se CÊNCIO SAVELLI. Foi cónego de Santa Maria Maior e cardeal-diácono de Santa Lúcia. Foi chanceler papal. Morreu em 18 de Março de 1227.



HISTÓRIA

 Homem de avançada idade, simples e piedoso, distribuindo pelos pobres todos os seus bens, foi acolhido com entusiasmo pelo povo, ao ser eleito, em 18 de Julho de 1216, em Perúsia, com o nome de HONÓRIO III, dois dias depois da morte de INOCÊNCIO III.
No seu pontificado teve problemas com o imperador alemão, FREDERICO II que, tendo-se comprometido a chefiar a nova Cruzada, arranjava sempre pretextos para a adiar e, sem ouvir o Papa, fez coroar seu filho HENRIQUE como rei dos Romanos, só posteriormente dando conta do sucedido ao Pontifice.
A situção em Roma  começou a deteriorar-se, pelo que o Papa se retirou para Viterbo, regressando apenas em Outubro de 1219.
Em Novembro de 1220, FREDERICO II vem a Roma para ser coroado e, mais uma vez, compromete-se a iniciar a Cruzada em Agosto.
Entretanto, uma expedição chefiada pelo Duque LEOPOLDO DE ÁUSTRIA conquistou Damieta, no Egipto, e aguardava reforços das tropas de FREDERICO II, para prosseguir mas o Imperador continuava a protelar a sua prometida acção e o exército cristão é dizimado pela peste no Egipto e retira para a Europa, perdendo-se o sonho da Cruzada.
HONÓRIO III empenhou-se na difusão da fé nos países escandinavos e eslavos e protegeu a cultura nas universidades de Paris e Bolonha.
Em relação a Portugal, interveio no litígio de primazia das Sés de Braga e Toledo, num problema que já vinha do seu antecessor, HONÓRIO III mandou aos dois arcebispos que prescindissem da questão e não voltassem a levantá-la. Daí por diante e até ao Concilio de Trento, voltaram a intiular-se Primazes e sem inerências ,mútuas.
Interveio também nas lutas entre o Rei de Portugal Dom AFONSO III e suas irmãs e refreou as violências do Monarca contra alguns prelados devido a disputa dos bens eclesiasticos. Mesmo assim, confirmou a Dom AFONSO II os privilégios da protecção do Reino, concedidos aos seus antecessores.
É de salientar o apoio dado a São DOMINGOS e a São FRANCISCO DE ASSIS aprovando as ordens religiosas por eles fundadas.
Aprovou a Regra de São Domingos, na sua bula Religiosam vitam, de 22 de Dezembro de 1216, a de São FRANCISCO na bula Solet annuere, de 23 de Novembro de 1223 e a Ordem dos Carmelitas na bula Ut vivendi normam de 7 de janeiro de 1226.
São FRANCISCO DE ASSIS morreu em 1226 e HONÓRIO III pouco lhe sobreviveu, sendo sepultado em Santa Maria Maior.








GREGÓRIO IX - Papa

Papa de 1227 a 1241


CLXXV Papa

SÍNTESE

Nasceu em Agnani - Itália em 1145. Chamava-se HUGOLINO, sendo conde de Segni e sobrinho do papa INOCÊNCIO III. Era cardeal e bispo de Óstia desde 1206. Foi legado na Alemanha. Morreu em Roma em 22 de Agosto de 1241.



HISTÓRIA

Tinha 82 anos quando foi eleito, em 22 de Março de 1227, tomando o nome de GREGÓRIO IX, mas mesmo a avançada idade não o impediu de se revelar enérgico frente à hipocrisia do Imperador FREDERICO II, pois começou por lhe escrever e lembrar o compromisso de dirigir uma expedição à Terra Santa. Finalmente, FREDERICO II dirige-se para Brindisi, na Itália meridional, ao encontro das tropas cristãs que ali se tinha concentrado, e partiu a 8 de Setembro desse ano. Pôs-se a caminho de Otranto, mas suspendeu a rota alegando estar doente.
GREGÓRIO IX conhecedor das manhas do Imperador, não acreditou e excomungou-o, exortando-o a deixar a vida dissoluta que levava.
A reacção do Imperador foi imediata. escreve a todos os príncipes cristãos dizendo-.se injustiçado, injuriando a Sé romana e incitando-sos a sacudir o jugo papal..Depois, pagando em moedas de ouro, atrai vários nobres romanos que provocam desacatos e turbulências em Roma, o que obriga o Papa a refugiar-se em Viterbo e depois em Perúsia.
Em Maio do ano seguinte, FREDERICO II resolve partir para a Cruzada, mas foi mais uma habilidade, pois conquistou pacificamente Jerusalém com a cumplicidade do sultão de Damasco, com quem se comprometeu de que não haveria mais expedições dos cristãos e ali se autocoroou rei, sem qualquer cerimónia litúrgica.
Depois de uma curta permanência em Jerusalém, regressa à Alemanha e deixa os cristãos totalmente desamparados.
GREGÓRIO IX, indignado com este procedimento, voltou a excomungá-.lo, lançando o interdito em todos os lugares em que se encontrasse e escrevendo aos príncipes da Cristandade a contar o sucedido e a traição do compromisso tomado por FREDERICO com os infiéis.
Os acontecimentos seguintes convencem o Imperador e o papa de que é necessária uma reconciliação. E assim foi: GREGÓRIO IX levantou a excomunhão e FREDERICO II comprometeu-se a restituir todos os domínios pontifícios conquistados, tal como os bens usurpados aos mosteiros e igrejas; a readmitir os bispos exilados; a cessar a perseguição ao clero e a reconhecer o vínculo de vassalagem do reino da Sicilia a Roma.
Em  Maio de 1234, uma rebelião dos Romanos obriga o papa a refugiar-se na Úmbria, valendo-.lhe o auxílio do Imperador. Logo a seguir é o Imperador a pedir ajuda a GREGÓRIO IX quando seu filho HENRIQUE tenta tomar conta do poder. GREGÓRIO IX coloca-se ao lado de FREDERICO II e ameaça os que auxiliem HENRIQUE com  censuras eclesiásticas, considerando ilegal a sua rebelião.
Mas FREDERICO ii não tinha emenda. Três anos depois invade a Lombardia com o auxilio de 10 000 sarracenos, sujeita diversos municípios e entra em Roma, fazendo-se conduzir em triunfo ao Capitólio, obrigando GREGÓRIO IX a refugiar-se em Anagni sua terra natal.
Quando as tropas se retiram GREGÓRIO IX volta a excomungar o Imperador, libertando os súbditos de qualquer juramento de fidelidade.
Furioso, FREDERICO II escreve, de novo, aos príncipes cristãos tentando movê.los contra o Papa, a quem chama «louco, profeta néscio e semente da Babilónia».
GREGÓRIO IX vê-se obrigado a repor a verdade junto dos príncipes cristãos contra aquele «precursor do Anti-Cristo».
Nova represália do Imperador: Que consegue vitórias militares  no Norte de Itália e avança sobre Roma, depois de espoliar a Abadia de Monte Cassino, matando alguns frades e desterrando outros.
GREGÓRIO IX só pode pedir ajuda ao Céu e é o que faz com procissões a percorrer as ruas, o que levou o povo romano a pegar em armas para se defender. FREDERICO II, receoso, levanta o cerco, dirigindo-se para Nápoles, de onde escreve a seu filho CONRADO, dizendo que o seu intento era prender o «velho cura» e calá-lo.
GREGÓRIO IX reforça as defesas da cidade, pede auxilio ao rei de França e a 9 de Agosto de 1240 convoca um concilio para a Páscoa de 1241.
O imperador, temendo que fossem examinadas as acusações lançadas contra si, manda interceptar todas as passagens dos Alpes e os portos onde os prelados pudessem desembarcar, conseguindo aprisionar algumas centenas de bispos franceses e ingleses. A seguir põe novo cerco a Roma, mas GREGÓRIO IX falece, aos 96 anos, sendo sepultado em São Pedro, pelo que não passou por essa nova provação.
GREGÓRIO IX teve um pontificado agitado, mas, mesmo assim, imprimiu grande eficácia espiritual na condução da Igreja.
Perito em jurisprudência e com excelente formação teológica, encarregou o seu confessor, São RAIMUNDO DE PENHAFORTE da tarefa de compilar todas as decretais até então promulgadas, reformando o Direito Canóinico.
Amigo pessoal. de São FRANCISCO DE ASSIS, canonizou-o dois anos após a sua morte, canonizando também o nosso Santo ANTÓNIO DE ,LISBOA ao celebrar o primeiro aniversário do seu falecimento em Pádua, em 13 de Junho de 1231. Dois anos depois, canonizou São DOMINGOS DE GUSMÃO.
Procurou organizar a Inquisição, com uma bula de Fevereiro de 1231., colocando-a sob a responsabilidade da ordem dominicana, embora sob o controle dos bispos locais para não se transformar num instrumento do poder civil.
No campo da cultura, mostrou interesse pela música, deixando-nos alguns hinos religiosos, e encarregou três peritos de sistematizarem as obras de ARISTÓTELES a fim de servirem de suporte ao estudo da Filosofia; fixou os estatutos da Universidade de Paris e confirmou a fundação dos Estudos Gerais de Toulouse.
Em Junho de 1228 escreveu aos professores da Universidade de Paris, para corrigirem os abusos introduzidos no estudo da teologia, entre eles a subordinação de algumas verdades reveladas a filosofia aristotélica.
No campo eclesiástico e espiritual zelou pelos costumes, organizou as dioceses, esforçou-se para pôr fim ao Cisma do oriente,  apoiou a reforma  cluniacense e interveio nas dissensões entre a familia franciscana.
No que respeita a Portugal absolveu em 1243 Dom SANCHO II por ter espancado alguns clérigos. O bispo do Porto escreveu ao capítulo dos Dominicanos, celebrado em Braga em 1237, queixando-se dos desmandos cometidos.
Na bula de GREGÓRIO IX, Ex speciali quem erga de 20 de Outubro de 1231, diz-se que os oficiais do rei entravam de noite em casa dos clérigos à procura de mulheres para os multarem.
Para a mentalidade da época, conseguiu ser «um papa com actuação muito positiva». 










CELESTINO IV - Papa


Papa no ano 1241


CLXXVI Papa

SÍNTESE

Chamava-se GODOFREDO CASTIGLIONE e era sobrinho do papa URBANO III. Foi monge cisterciense, chanceler da Igreja de Milão e cardeal-bispo de Sabina, depois de ter sido cardeal.presbitero de São Marcos. Morreu em 10 de Novembro de 1241.


HISTÓRIA

Com a morte de GREGÓRIO IX, o imperador que ameaçava a  cidade de Roma, levantou o cerco.
Para eleger um novo Papa, a escoha era dificil; cansado de esperar, ,o Senado e o povo fecham à chave os dez  cardeais eleitores no mosteiro de Septizomo, porque o imperador FREDERICO II tinha aprisionado dois cardeais e não queriam correr mais riscos. Entretanto, morre um dos cardeais eleitores e os outros acabam por escolher em 28 de Outubro de 1241, o antigo monge GODOFREDO, que toma o nome de CELESTINO IV.
Foi um pontificado muito breve e sem significado, ,pois faleceu em 10 de Novembro seguinte, sendo Papa apenas 13 dias.













INOCÊNCIO IV - Papa 

Papa desde o ano 1243 até ao ano 1254

CLXXVII Papa

SÍNTESE

Nasceu na Génova - Itália. Chamava-se SINIBALDO FIESCHIE e era conde de Lavagna. estudou em Parma e Bolonha e ensinou Direito Canónico em Parma. Foi cardeal-presbitero de São Lourenço, em Lucina e vice-chanceler e legado papal  no Norte de Itália. Faleceu em Nápoles, em 7 de Dezembro de 1254.



HISTÓRIA

Foram 21 meses de Sede vacante, até que o Imperador FREDERICO II manda libertar os dois cardeais que tinha aprisionado e o conclave reúne em Anagni, onde, em 25 de Junho de 1243, foi eleito por unanimidade o cardeal SINIBALDO quer tomou o INOCÊNCIO IV.
FREDERICO II escreve ao papa a felicitá-lo pela eleição, tentando cativá-.lo, mas INOCÊNCIO IV não se deixa enganar e exige-lhe que ponha em liberdade os prelados que tinha em seu poder e suplicando que acabe com a guerra injusta que mantinha contra a Igreja. A actuação do papa foi coroada de êxito, pois em 31 de Março de 1244 os plenipotenciários imperiais vieram a Roma jurar solenemente a paz com a Igreja.
Três meses depois, o Imperador convida o papa para um encontro em Sutri, que INOCÊNCIO aceita, mas ao chegar a Sutri verifica que se trata de uma armadilha para se apoderarem dele e vai imediatamente refugiar-se em Ffrança. esta fuga comoveu todo o povo cristão  e foi má para FREDERICO II, pois a sua tentativa contra o Papa demonstrou falta de honradez e dignidade.
Em França, INOCÊNCIO IV convoca um Concilio para Lyon, que tem início a 23 de Junho de 1245, com a presença de 150 bispos , na sua maioria franceses e da Peninsula Ibérica, e alguns convidados de honra, entre eles o principe Dom AFONSO, irmão do Rei de Portugal Dom SANCHO II.
O Papa inicia a primeira sessão enumerando os cinco sofrimentos que o afligiam: os pecados dos eclesiásticos; a perda defintiva de Jerusalém; As angústias do Império Latino de Constantinopla, a entrada dos mongóis na Europa Ocidental; a perseguição de FREDERICO II contra a Igreja, acusando-o de heresia, aliança com os infiéis, desrespeito pelos tratados acordados e perjúrio.
Depois de uma espera de alguns dias, FREDERICO II foi declarado incurso em excomunhão e destituído dos seus títulos de rei da Alemanha e de Imperador de Roma.
FREDERICO reage brutalmente, como era seu hábito, e aumenta a perseguição à Igreja  , principalmente contra os frades franciscanos e dominicanos, mas, pouco depois, vê-se deposto pelos príncipes alemães, que elegem, em seu lugar, HENRIQUE LANDGRAVE.
Também o nosso rei Dom SANCHO II, que lutava encarniçadamente contra o clero e não respeitava a imunidade eclesiástica, se viu condenado pelo papa. Em fevereiro de 1245, INOCÊNCIO IV ordena a separação de Dom SANCHO e de Dona MÉCIA LOPEZ DE HARO, por terem casado, sem dispensa de consanguinidade.
Dom SANCHO não acata a sentença e continua a lutar com o clero, pelo que o Papa publica, em Março de 1245, a bula Inter alia desiderabilis, responsabilizando o rei pela anarquia em Portugal. Depois, ouvidos alguns bispos portugueses, no Concilio de Lyon, declara Dom SANCHO II rex inutilis e publica uma bula em 21 de Julho de 1245, pela qual depõe Dom SANCHO e entrega o reino a seu irmão Dom  AFONSO que estava, então, à frente do condado de Bolonha.
Entretanto, durante a sua permanência em França, o próprio rei Dom LUÍS dispõe-.se a chefiar a nova Cruzada para cumprir um voto que fizera.
A Cruzada sai de Marselha em Junho de 1248, dirige-se ao Egipto reconquista Damieta, mas, logo a seguir, o rei é feito prisioneiro e tem de se pagar um elevado resgate para o soltarem. Dirigem-se depois para a Terra Santa, mas São LUÍS é surpreendido com a notícia da morte de sua mãe Dona BRANCA que ficara como regente na sua ausência e vê-se obrigado a regressar a França.
Finalmente, depois de três anos de ausência, INOCÊNCIO IV regressa a Roma, já pacificada, onde se dedicou aos problemas inerentes da Igreja e à acção missionária na Prússia, Rússia e Arménia.
Pouco tempo teve para trabalhar, pois, chegado a Nápoles, onde foi recebido em triunfo, adoeceu vindo a falecer nesta cidade.
Com a sua capacidade de intelectual, escreveu num livro sobre as Decretais e deixou vários escritos sobre os poderes da Igreja.
O seu pontificado ficou,de certo modo, manchado por ter permitido pela bula Ad extirpanda o emprego de torturas contra os hereges, com a condição de serem aplicadas pelo «braço secular» e sem chegar à perda de nenhum membro e muito menos a morte.
Durante o pontificado de INOCÊNCIO IV deu-se a reconquista definitiva de Portugal aos mouros, com a campanha levada a efeito no Algarve, em 1249, com Dom AFONSO III a conquistar Faro, Albufeira, Porches e Silves.









ALEXANDRE IV - Papa 

Papa nos anos 1254 até 1261

CLXXVIII Papa

SÍNTESE

Nasceu em Anagni - Itália.  Chamava-se RINALDO DI CONTI conde de Segni, sendo sobrinho do papa GREGÓRIO IX e parente do papa INOCÊNCIO III. Era cardeal-bispo de Óstia, nomeado por GREGÓRIO IX. Morreu em Viterbo, em 25 de maio de 1261.




HISTÓRIA

Os cardeais eleitores, reunidos em Nápoles, elegeram em 12 de Dezembro  de 1254, o cardeal RINALDO DI CONTI que tomou o nome de ALEXANDRE IV.
Homem piedoso, não tinha a energia do seu antecessor. Débil e vacilante, deixou diminuir a influência do papado. GREGORIOVIUS apresenta-o como «um papa avesso a guerras e bondoso, justo e temente a Deus, mas débil».
Para dificultar a sua actuação, Roma era palco de tumultos devido à prepotência de BRANCALEONE apoiado por MANFREDO, filho  bastardo de FREDERICO II. O Papa, temeroso, vendo o perigo, refugia-se em Viterbo e Anagni, de onde lança a excomunhão sobre MANFREDO que, entretanto, se tinha apoderado da Sicília, violando os direitos da Santa Sé.
A seguir dá-se a queda de BRANCALEONE e o papa regressa a Roma, mas vê-se obrigado a refugiar-se outra vez em Viterbo, onde veio a falecer.
No seu pontificado surgiu em Perúsia o fenómeno místico dos Flagelantes, que se estendeu a Roma e depois a quase toda a Itália, Alemanha e Polónia. Tratava-se de uma confraria que pretendia honrar a Paixão de Cristo e expiar os pecados do mundo.
Quando o movimento começou a desaparecer surgiram doutrinas extremistas e até heresia, advogando um falso misticismo, como de FREI GERARDO DE BORGO, que, ao escrever o Liber introductoris ad Evangelium Aeternum, foi condenado por ALEXANDRE IV e a pedido do papa que Santo ALBERTO MAGNO escreve De unitate intelectus contra a agitação provocada pelos escritos de Avicena. No mesmo intuito  de lutar contra as heresias, autorizou a Inquisição em França , a pedido do rei São LUÍS.
Durante o seu pontificado aprovou a nova Ordem religiosa dos Servitas, fundada em 1233, em Florença, por 7 ricos comerciantes que repartiram os seus bens pelos pobres e passaram uma vida de oração, vivendo de esmolas. O nome vem do facto de se terem consagrado de um modo especial a honrar as dores da Santíssima Virgem, como seus servos.
Apareciam, por essa altura, diversas congregações de eremitas e ALEXANDRE IV, para lhes dar unidade e estabilidade, reunia-as numa só ordem religiosa  sob a regra de Santo Agostinho, dependendo directamente da Santa Sé, com o nome de «Agostinha».
ALEXANDRE IV desenvolveu grande actividade missionária, procurando reatar a u 
nião com a Igreja do oriente.
Mesmo falho de energia no campo politico, ALEXANDRE IV teve actuação positiva  no campo espiritual e eclesiástico.













URBANO IV -  Papa

Papa desde o ano 1261.até ao ano 1264

CLXXIX Papa

SÍNTESE

Nasceu em França cerca do ano 1200. Chamava-se JACQUES PANTALÉON DE TROYES. Foi bispo de Verdun, nomeado por INOCÊNCIO IV legado na Polónia, Rússia e Terra santa e patriarca de jerusalém desde 1225. Morreu em Perúsia em 2 de Outubro de 1264.





HISTÓRIA

Oito cardeais, reunidos em  Viterbo levaram três meses para chegarem a acordo quanto à escolha de um sucessor para ALEXANDRE IV, até que, em 29 de Agosto de 1261, elegeram o patriarca de Jerusalém, JACQUES DE TROYES que tomou o nome de URBANO IV.
O novo papa era filho de um modesto sapateiro, estudara em França e foi nomeado Bispo por INOCÊNCIO IV.
O seu primeiro acto como papa foi nomear 14 novos cardeais, uma vez que o Colégio Cardinalicio se encontrava muito reduzido.
A Sicília e parte da Itália estavam subjugadas ao poder do despótico MANFREDO e este, tentando aliciar o papa, ofereceu-lhe 300 000 onças de ouro para o reconhecer como Rei das Duas Sicílias. URBANO IV íntegro, recusou a tentadora oferta, dando a soberania desse feudo da Igreja a CARLOS DE ANJOU, irmão do Rei de França, mediante o tributo anual de 8 000 onças de ouro, para libertar o Sul de Itália do poderoso alemão. A verdade é que o Papa saiu-se mal pois CARLOS DE ANJOU mostrou-se mais tirano do que pensava.
A juntar a este problema, chegam-lhe do oriente latino pedidos de socorro, poque o sultão do Egipto tinha destruido as Igrejas de Belém, Nazaré e Tabor e ameaçava reconquistar São João de Acre. URBANO IV pede auxilio à Inglaterra  e França para uma nova  Cruzada mas o pedido é recusado.
Se no campo politico não foi bem sucedido, salientou-se pelo incremento da piedade eucarística, intensificando o culto ao Santíssimo Sacramento, cuja festa instituiu em 1264, com a designação de «Corpus Christi» encomendando a elaboração do respectivo ofício ao grande santo e teólogo São TOMÁS DE AQUINO que com o seu trabalho, enfraqueceu a piedade cristã com uma obra prima da liturgia.
Em 1264 aprovou a Ordem dos Celestinos fundada em 1251 por PIETRO DEL MURRONE que viria a ser papa em 1294 com o nome de CELESTINO V.
Este Papa é ainda credor de gratidão por ter incentivado o grande Doutor a empreender extraordinárias obras filosófico-teológicas que lhe valeram o apelido de «Doutor Angélico»-.
Deixou-nos várias cartas e uma descrição da Palestina, bem como uma Paráfrase dos Padres da Igreja.
Morreu em Perúsia, sendo sepultado na catedral da cidade.








CLEMENTE IV  -  Papa

Papa de 1265 a 1268

CLXXX Papa

SÍNTESE

Era francês e nasceu em Saint-Giles, Languedoc, Provença no fim do século XII. Chamava-se GUI LE CROS Foi bispo de Le Puy (1257), arcebispo de Narbona (1265) e tornou-.se cardeal-bispo de Sabina em 1261. Era legado em Inglaterra quando foi eleito. Morreu em 29 de Novembro de 1268, em Viterbo.





HISTÓRIA


GUI LE GROS era um advogado de renome e conselheiro do rei São LUÍS, o qual, depois de enviuvar, optou pela vida sacerdotal sendo,pelas suas qualidades, em breve elevado ao episcopado.
Aquando da morte de URBANO IV os cardeais eleitores viram-se divididos, durante quatro meses, entre os adeptos da paz com MANFREDO e os que preferiam CARLOS DE ANJOU e que pretendiam GUI LE GROS que era cardeal-bispo de Santa Sabina, e que se viu eleito Papa em 5 de fevereiro de 1265, em Perúsia, tomando o nome de CLEMENTE IV. GUI LE GROS era homem de idade avançada e resistiu muito até aceitar o pontificado.
Logo que foi eleito, propõe a CARLOS DE ANJOU o feudo do reino da Sicília em troco da sua protecção contra o despótico MANFREDO. CARLOS DE ANJOU aceita e é coroado em Roma, em 6 de janeiro de 1266 e, logo a seguir, desbarata as tropas de MANFREDO que morre em combate perto de Benevento. Vitorioso, CARLOS DE ANJOU mostra-se cruel e, apesar dos apelos do papa, manda encarcerar a esposa e os quatro filhos de MANFREDO.
CLEMENTE IV mantinha-se em Orvieto e Viterbo porque Roma era dominada por CARLOS DE ANJOU que pretendia ostentar a sua dignidade de senador e sobrecarregava o povo com elevados impostos, provocando frequentes motins.
Por essa altura, o jovem CONRADINO duque da Suábia, arvora-se em Rei da Sicília e entra em Itália  no Outono de 1267 à frente de um grande exército. CLEMENTE IV adverte-o várias vezes, mas ele não obedece e o papa vê-se obrigado a excomungá-lo, pois CONRADINO apoiado pelos Gibelinos, entra em Roma em Julho desse ano, fazendo-se aclamar no Capitólio. Não teve muito tempo para festejar o triunfo, pois CARLOS DE ANJOU junto ao lago Fucino, derrota-o, captura-o e manda-o decapitar, apesar dos pedidos de clemência do papa, que, tendo recebido de CONRADINO o seu pedido de arrependimento, o absolve da excomunhão..
Um mês depois, CLEMENTE IV morre em  Viterbo-.
Um acontecimento digno de registo  neste pontificado foi o nascimento, em Florença, em maio de 1265 de DANTE ALIGHIERI um dos maiores poetas universais autor da famosa DIVINA COMÉDIA.


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Os meus cumprimentos e agradecimentos pela atenção que me dispensarem.

Textos recolhidos

In

O Papado  -  2000 Anos de História 
Ed. Círculo de Leitores - 2009

e

sites: Wikipédia.org; Santiebeati.it; es.catholic.net/santoral, e outros






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