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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Banco Alimentar Contra a Fome

Hoje meus amigos, vou-lhes falar sobre a ajuda que o Banco Alimentar Contra a Fome nos está a prestar desde Setembro último, .
No ano de 2007, tentamos como Conferência Vicentina, conseguir a ajuda desta Instituição. Em fins de Junho do corrente ano, tivemos o grato prazer de ser contactados através do seu Director Sr. Vasco Fernandes e da Assistente Social, Drª Patrícia Correia que nos informaram que a partir de Setembro, iríamos passar a receber vários bens alimentares para ser distribuídos pelos nossos utentes, que nessa altura atingiam já mais de 20 famílias, num total aproximado de sessenta pessoas. Presentemente contamos com 28 famílias e cerca de 70 pessoas.
Efectivamente a 8 de Setembro, deslocamo-nos àquela Instituição, sita em Perafita, onde nos foram entregues mais de 300 quilos de vários bens, com o valor aproximado de 440 €uros. Em Outubro, no dia 13, foram recebidos mais de 790 quilos no valor de mais de 780 € e em Novembro, (ontem dia 10), cerca de 450 quilos, no valor de mais de 650 €uros.
Todos estes bens (Setembro e Outubro) foram entregues à totalidade das famílias carenciadas que se encontram inscritas na nossa Conferência. Os produtos que recebemos agora,deverão ficar totalmente distribuídos durante a presente semana.
Desejo aqui salientar e agradecer uma vez mais, em nome da Conferência Vicentina de São Paulo, e meu nome pessoal, as ofertas do Banco Alimentar que, tanto no seu volume, como na sua qualidade e no seu valor, muito tem contribuído para atenuar em grande parte, as dificuldades que em dada altura, chegamos a considerar intransponíveis, na ajuda que vimos prestando aos nossos protegidos que residem no Bairro do Viso.
AQUI FICA POIS, O NOSSO MUITO OBRIGADO, AO BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME.
A "talhe de foice", como se costuma dizer, gostaria também de por este meio, vir agradecer à Junta de Freguesia de Ramalde e ao seu Presidente - Senhor Manuel Maio, e também ao Dr. Artur Correia que foram inexcedíveis na colaboração que lhes foi solicitada para que nos fosse cedida por empréstimo uma carrinha (e o respectivo motorista) para que fosse possível efectuar o transporte daqueles bens alimentares, entre o BA e as instalações da Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso, dado que não possuímos viatura própria e nas duas entregas anteriores (Setembro e Outubro) foram utilizadas 2 viaturas ligeiras, propriedade de dois vicentinos. Aliás esta carrinha está ao serviço da Associação Asas de Ramalde, à qual também desde já agradecemos.
Boa noite e bem hajam todos os Vicentinos.
António Fonseca

O QUE É SER VICENTINO

(*) Este texto foi escrito no site da ssvp-portugal.org. por Gilberto Custódio, e como tal, com a devida vénia, faço a transcrição para este meu blog. O que é ser Vicentino O Vicentino VIVE o Evangelho através de uma aspiração de vida mais evangélica. DETECTA e serve directamente as várias situações de pobreza, vivendo uma espiritualidade Cristã, à maneira de Vicente de Paulo e de Frederico Ozanam. REVELA Cristo. O Cristo que serviu e amou a todos, principalmente os mais pobres. OFERECE um testemunho de fé, mais por obras que por palavras em todo o contacto pessoal, numa mútua santificaçao. COMPROMETE-SE a cumprir a Regra da S.S.V.P, que define a vocação e missão da Sociedade de São Vicente de Paulo. COM HUMILDADE E ESPÍRITO DE POBREZA, JUVENTUDE E ALEGRIA; CRIATIVIDADE, DINAMISMO E OUSADIA CENTRANDO A SUA ACÇÃO NA TRADICIONAL VISITA DOMICILIÁRIA NUNCA ESQUECENDO QUE A SEU LADO PODE ESTAR O "SEU PRÓXIMO" (AQUELE QUE MAIS PRECISA DE NÓS) ALGUNS MODELOS VICENTINOS (**) (**) A seguir descrevo alguns modelos Vicentinos que poderão servir para que todos nós nos inspiremos nos seus exemplos de vida dedicada à CARIDADE. Começarei por descrever o nome desses e dessas Vicentino(a)s (conforme discriminação efectuada por Gilberto Custódio no site da SSVP): São Vicente de Paulo; Frederico Ozanam; Irmã Rosália Rendu; Léon Papin Dupont; Jean-Léon Prevost; César Guasti; Léon Harmel; Felisberto Vrau e Camilo Féron-Vrau; Conde Alberto de Mun; José Toniolo; Ludovico Coccapani; Contardo Ferrini; Zeferino Gimenéz Malla; Pedro Jorge Frassati; Renato Masini; Santiago Masarnau Fernandez ... (outros mais se seguirão certamente...).
São Vicente de Paulo - (1581 a 1660) Ozanam quis colocar as Conferências sob o patrocínio de S. Vicente de Paulo: "modelo na terra, protector no Céu". Foi nas Landes, em Pouy, nos arredores de Dax, que nasceu em 1581 o jovem Vicente de Paulo, terceiro dos seis filhos de modestos lavradores. Dos longos dias passados no meio da natureza, na guarda de rebanhos, lhe veio o gosto da solidão e do recolhimento. A instâncias do pároco e do juiz, impressionados com a viva inteligência de Vicente, mandou-o seu pai para o colégio em Dax, onde fez rápidos estudos e se definiu a sua vocação. Ordenado em 1600, com vinte anos incompletos, torna-se sucessivamente capelão de Margarida de Valois - pároco de Clichy, que transforma em paróquia modelo - e preceptor na família de Filipe Manuel Gondi, general das galés, à qual acompanha nas suas deslocações; verifica então o que é a miséria dos lavradores e a insuficiência do clero rural e daí lhe nasce o sentimento da necessidade de evangelizar os meios rurais. É nomeado Pároco de Chatillon-les-Dombes, aldeia moralmente abandonada, numa igreja deserta, com uma população miserável, sob a influência protestante. Em pouco tempo está transfomado, moral e materialmente, prestando-se a populaçâo a auxiliá-lo. Funda então a primeira "Confraria de Caridade" destinada a "ajudar o corpo e a alma a bem morrer ou a bem viver". De novo em casa dos Gondi, que o reclamam, põe em pé, a Congregação da Missão, destinada a evangelizar aldeias, a qual em poucos anos cobre grande parte do solo da França. A completar a acção das missões, desenvolve as Confrarias da Caridade, para o que chama o concurso de Luísa de Marillac, que com ele colaborará até à morte e recruta as Damas da Caridade. Entretanto, como capelão das Galés, Vicente de Paulo toma contacto com as prisões, verdadeira imagem do inferno e consegue melhorar a sorte dos desgraçados presos, transferindo-os para lugar habitável, organizando visitas e socorros, tanto materiais como morais. Para assegurar permanência nos socorros aos deserdados, institui as "Filhas da Caridade", origem das "Irmâs de S. Vicente de Paulo". Ao mesmo tempo dedica os seus esforços à espiritualização do clero; daí nasceram, em diversos seminários, os "exercícios dos ordinandos", e também as "Conferências das Terças-feiras" destinadas aos futuros Bispos, frequentadas, entre outros, por Bossuet, que a Vicente de Paulo aplicava o dito do Apóstolo: "Se alguém fala, que as suas palavras sejam as palavras de Deus". Junto de Luís XIII, de Ana de Áustria, de Richelieu e de Mazarino, desenvolve notável acção na escolha de superiores eclesiásticos e a sua actividade torna-se prodigiosa para acudir a todos os males; cria o orfanato, instrução, aprendizagem e colocação de crianças expostas; organiza um vasto socorro às províncias devastadas pela guerra, vencendo a fome, as epidemias e levantando ruínas. Inteligência fulgurante, que lhe apresenta a raiz do mal a combater, vontade firme e privilegiado espírito de organização; tudo isto ao serviço dum coração a transbordar de amor fraterno, constitui o mais admirável exemplo terreno da "Caridade nas Obras".
Falecido em 1660, foi canonizado em 16 de Junho de 1937, vindo a ser proclamado por Leão XIII patrono das obras de caridade.
Tal é a figura do extraordinário santo a quem Ozanam foi buscar para patrono e modelo das Conferências, que são instadas a imitar o seu amor ao próximo e o seu zelo eminentemente operoso, com raiz na mais intensa piedade.

Nota: a seguir, Frederico Ozanam ...

Transcrição da 27ª leitura do livro "UM ANO A CAMINHAR COM SÃO PAULO"

TERCEIRA PARTE PAULO FALA-NOS DA IGREJA DE DEUS 27 “A CADA UM É DADA A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO, PARA PROVEITO COMUM Graças a Deus, há muitos cristãos com um profundo sentido de Igreja, conscientes de que só dela e para ela podem viver a sua fé. Participam nas suas actividades, não apenas porque precisam, mas também porque os outros precisam do seu contributo. Porém, há também aqueles que procuram a Igreja por motivos consumistes, quase como se dela não fizessem parte. Mas serão eles os únicos culpados disso? Talvez ainda ninguém os tenha elucidado de que a verdadeira fé a que actua pela caridade (Gl 5, 6), a começar pelos membros da mesma família cristã. Ou, então, esta é dominada por pessoas que não promovem e até impedem a cooperação de todos . Comunidades monocórdicas e, como tais, em perigo de morrer. Paulo alerta-nos para isso em I Cor 12-14, depois de saber que entre os cristãos de Corinto crescia a preferência por um dos dons do Espírito (12, 1), em detrimento de outros; a glossolalia, isto é, a capacidade de falar línguas estranhas, manifestada durante estados de êxtase em celebrações litúrgicas. O fenómeno era conhecido de outras correntes religiosas instaladas em Corinto, nomeadamente dos cultos mistéricos. Antes de se ocupar mais directamente dele (13, 1ss), Paulo mostra-nos como a Igreja necessita de muitas outras intervenções do Espírito, cuja diversidade ainda hoje é difícil de conjugar. Daí a actualidade das suas palavras, a começar por 12, 1-11, onde nos elucida sobre a origem e o fundamento dessas intervenções. 1 Cor 12, 1-11 Mas, a respeito dos dons do Espírito, irmãos, não quero deixar-vos na ignorância. Sabeis como, quando éreis pagãos, vos deixáveis levar, arrastados para os Ídolos mudos. Por isso quero que saibais que ninguém fale sob a acção do Espirito de Deus, pode dizer: “Jesus seja anátema”; e ninguém pode dizer: “Jesus é Senhor”, senão sob a acção do Espirito Santo. Há diversas distribuições de dons da graça, mas o Espírito é o mesmo; há diversas distribuições de serviços, mas o Senhor é o mesmo; há diversas distribuições de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum. A um é dada, pelo Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espirito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro; o dom das curas, no único Espírito; a outro, a operação de milagres; a outro , a interpretação das línguas. Tudo isto, porém, o opera o único e mesmo Espirito, distribuindo a cada um conforme lhe apraz. Em sentido próprio e original, Espírito é o ar que respiramos para podermos viver. Daí que, segundo Gn 2, 7, o ser humano, formado do pó da terra, só depois de Deus lhe ter insuflado pelas narinas o sopro da vida, se tornou num ser vivo. Vivemos verdadeiramente, na medida em que respiramos o Espirito de Deus. Será dele que o Messias prometido receberá os dons necessários para estabelecer um reino de justiça e paz (Is 11, 1-9). Foi esse Espírito que Cristo ressuscitado soprou sobre os discípulos, para os fazer portadores do perdão, obtido pela entrega da vida na cruz (Jo 20, 19-23). E é dele que nasce e vive a Igreja (Act 2, 1ss); do Espírito daquele que ressuscitou Cristo de entre os mortos (Rm 8, 11). É neste mesmo contexto que Paulo começa por nos elucidar sobre a origem dos dons do Espírito (vv. 1-3). Não podem vir dos ídolos que arrastavam os Coríntios, antes da sua conversão a Cristo: fabricados pela criatura humana, não passam de figuras mudas (Sl 113, 12,15; Hab. 2,8), incapazes de transmitir a vida que só o Deus vivo e verdadeiro pode dar, o Deus que ressuscitou Jesus de entre os mortos (1 Ts, 1 9s). Por isso, só quem, em vez de amaldiçoar Jesus, o reconhece como Senhor, só esse passa a viver segundo o Espirito Santificador (Rm 1, 4). A própria entrega de fé deve-se à acção do Espírito Santo que actua no Evangelho e naqueles quer o proclamam (1 Ts 1, 5). E senos entregamos a Cristo nele anunciado, foi por Ele se ter entregue por nós. É o Espírito com que se entregou que nos conquista, nos transforma e passa a habitar em nós. E que faz Ele em cada um de nós, ou melhor, nos leva a fazer? Vivemos todos do mesmo espírito, mas a sua acção difere de pessoa para pessoa. Só que as diferenças que nos distinguem, não devem separa-nos. Antes, é da diversidade que se forma a unidade, que é tanto maior quanto mais todos nos deixamos guiar pelo Espírito que nos une e do modo como nos une. Por isso Paulo começa por insisti na unidade, que exprime de dois modos (vv. 4-6): 1. Pela identificação das manifestações do Espírito. Chama-lhes dons de graça (em grego kharismata) por se deverem à graça (em grego kharis) de Deus. É ela que dá às qualidades que já temos, ou a outras que desperta em nós, o que é próprio das acções divinas: uma gratuidade e uma emergia acima das capacidades humanas. A gratuidade manifesta-se nos serviços (em grego diakoníai). Também Jesus não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de todos (Mc 10, 45). A energia de quem serve leva à realização de operações (em grego energêmata) só possíveis a Deus. 2. É Deus o criador e garante da unidade dos diferentes dons. Repare-se como Paulo o exprime duplamente: pela inversão da ordem habitual das pessoas divinas, segundo o qual seria de esperar que a Deus fosse atribuída a graça e ao seu Espírito as operações; e pela solene afirmação conclusiva de que é Ele, nas sua plenitude e unidade trinitária, que opera tudo em todos, isto é, todos os dons e em todos os seus destinatários. A seguir fala da sua diversidade (vv. 7-11). Mas, nem aqui se pode perder de vista a unidade (v. 7): todos os dons, como manifestação do Espírito, têm nele a sua origem. Daí as suas características: são dados a cada um, ou seja, ninguém é excluído; porque dados e não ganhos, são para ser usados para proveito comum, para o bem da comunidade, na qual ninguém pode ficar de fora, no receber e no dar. A lista de dons mencionados (vv. 8-10) não é exaustiva, nem mesmo na comunidade de Corinto (12, 28-30). Os que são aqui mencionados, estão ordenados por três grupos: a palavra da sabedoria, recebida e saboreada, é completada pela da ciência transmitida; na , nas curas e nos milagres sobressai o carácter extraordinário; a profecia e o discernimento das manifestações do Espírito, a glossolalia e a sua interpretação seriam os dons, uns mais necessários, outros mais apreciados, entre os cristãos de Corinto. Por isso vêm no fim: para que fiquem certos de que quem os opera é o único e mesmo Espírito, distribuindo a cada um, conforme lhe apraz (v. 11). Será que também nós estamos certos disso?