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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

José Toniolo - Modelos Vicentinos

Mais um vicentino italiano, professor de grande mérito do ensino superior, que tem a sua causa de beatificação introduzida e a quem esperamos ver brevemente nos altares.
Nascido em Treviso, cursou a Universidade de Pádua e foi professor de Economia Política e Social e também da Estatística, na Universidade de Pisa, durante perto de quarenta anos, até à morte, ocorrida em 1918. Do seu extraordinário valor, dizem bastante as seguintes passagens do Decreto da Santa Congregação Romana para a indtrodução da causa de beatificação. "Quando Leão XIII em 1891 quis tratar na Encíclica Rerum Novarum, da condição dos operários, com vista à resolução da questão social, consultou homens doutíssimos, entre os quais o servo de Deus, José Toniolo que, com a palavra e com numerosíssimos escritos, ilustrou a sua cátedra na Universidade de Pisa, tratando questões sociais dentro da doutrina católica. A qual doutrina deriva nele da elevação do seu génio, mas também e principalmente do próprio Mestre Divino, invocando com assídua oração e ainda com a recepção quase quotidiana da Comunhão Eucarística, como resulta da sua vida". "... Nas questões sociais distinguem-se, fora de Itália, homens eminentes como Ketteler, Kolping, La Tour du Pin, De Mun, De Curtins, De Cepeda, Pottier, os Cardeais Manning, Mermillod, Gibbons; e em Itália, em primeiro plano, o nosso servo de Deus". Numerosos escritos seus versam problemas económicos e sociais, e em todos eles há a preocupação de interrogar a história sobre a acção do Cristianismo em tal matéria, resultando desse estudo que o Cristianismo suscitou e gerou do próprio seio todo um mundo novo de ideias, com a subordinação de todas as relações económicas à justiça e à caridade e à coordenação entre o bem privado e o bem comum. Jubilosamente foi festejada a sua presença na Uniâo de Friburgo, que reunia os mais célebres cultores das ciências sociais da Europa, quando se comemorou o falecimento do seu presidente, Cardeal Mermillod, bispo de Lausanne e de Genebra. O professor E. Duthoit, presidente das Semanas Sociais de França, saudou então o Professor Toniolo como aquele "a quem a posteridade chamará o novo Ozanam". Constituiu traço seu caracteristico o grande afecto dedicado à juventude, especialmente a quantos rapazes se interessavam pelos problemas sociais, muito embora nâo fossem seus discipulos, todo os quais lhe ficavam para sempre ligados, frequentando a sua casa ou mantendo com ele correspondência. Inscrito na Acção católica desdee 1884, foi encarregado pelo Bem-Aventurado Pio X, que muito o apreciava, de colaborar na reforma dessa organização e foi então o fundador da União Popular dos Católicos Italianos. Do seu espírito de caridade verdadeiramente evangélico e não dum simples propósito especulativo, derivava o seu interesse pela condição dos humildes, cuja miséria se esforçou por socorrer praticamente através das Conferências de S. Vicente de Paulo, dos quais foi vicentino exemplar. De documentos existentes no Arquivo do Conselho Superior Toscano, consta que fez parte da Conferência de Maria Santíssima do Carmo, em Pisa e que, tendo o respectivo Conselho Particular instituido em 1893 a obra especial da Escolas Nocturnas, nomeou Toniolo presidente das mesmas, pelo que passou a fazer parte do Conselho Particular, no qual se manteve, na qualidade de Vice- Presidente da Conferência do Carmo, mesmo após a passagem das Escolas Nocturnas para os Padres Salesianos. Vagando o cargo de Presidente do Conselho, foi a Toniolo que se ficou devendo a aceitação de Ludovico Coccapani, cuja relutância, fruto duma admirável humildade, conseguiu vencer; e com isto proporcionou à Sociedade de S. Vicente de Paulo o mais admirável modelo dos seus Presidentes de Conselhos Particulares. Começando pelos seus familiares, foi grande propagandista da obra das Conferências de S. Vicente de Paulo, na qual fez ingressar seu filho António, que foi académico pontifício, assistente de Geografia na Universidade de Bolonha e membro do Conselho Superior Vicentino desta cidade. Sua mulher entrou também para as Damas de Caridade, de que foi Tesoureira, mais tarde Presidente e sempre activa visitadora. Presta-se a lição da vida deste homem eminente a interessantes reflexões, sobretudo se o aproximarmos de tantos outros, como ele apaixonados pelo problema social: Ferrini, De Mun, Léon Harmel, Felisberto Vrau , Camilo Féron-Vrau, etc. . O anseio que todos eles sentiam pela solução do problema dos humildes, o qual tanto os afligia, encontrou satisfação na discreta e recatada actuação vicentina, sonhada por um moço de ciência, dominado também, por idêntica preocupação. Pratiquemos nós com igual amor e com vagar a visita domiciliária, vendo Cristo na pessoa do visitado e não deixaremos de sentir igual satisfação. Mas não deixe de se admirar também a humildade posta à prova pelo eminente professor de ensino superior, ao tentar teimosamente vencer a resistência do professor primário Coccapani que, também por humildade, sentia a maior relutância em aceitar o cargo de Presidente do Conselho Particular. Transcrito com a devida vénia de Modelos Vicentinos http://www.ssvp-portugal.org/ Gilberto Custódio Saudações Vicentinas de António Fonseca NOTA:
Desculpem o facto de aparecer no blogue, o texto todo empastelado, sem parágrafos, mas em todas as mensagens que eu tenho feito até agora, eu coloco parágrafos, mas infelizmente até ao momento ainda não consegui descobrir a técnica para os manter com essa formatação. Se alguém me puder informar, como é que se faz isso, ficava muito agradecido.