OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

sexta-feira, 20 de março de 2009

S. DANIEL

Quem foi S. DANIEL?
São Daniel, Profeta
Os dados acerca deste Santo só sabem pelo livro de Daniel, na Bíblia. Pertencia a uma família importante de Jerusalém. Era muito inteligente e estudioso e de agradavel presença. Quando o rei Nabucodonosor invadiu Jerusalém, levou-o prisioneiro para a Babilónia junto com outros jóvens. Ao dar-se conta das qualidades deste adolescente, Nabucodonosor fê-lo instruir-se em todas as ciências políticas e sociais do seu país.
Os inimigos da religião acusaram Daniel porque três vezes cada dia se escondia no sotão de sua casa, a adorar e rezar a Deus. Em castigo foi deixado no fosso onde havia leões sem comer. Mas Deus fez o milagre de que os leões não o atacaram, e isto fez com que o rei acreditasse no verdadeiro Deus. O jovem abstinha-se de tomar bebidas alcoólicas e de consumir alimentos proíbidos pela Lei de Moisés, e Deus em troca lhe concedeu uma imensa sabedoria, com a qual logrou escalar os mais altos postos de governo até chegar a ser primeiro ministro, sob os governos de Nabucodonosor, Baltasar, Darío y Ciro.
À sua grande sabedoria, à sua habilidade para governar e à sua santidade deve-se que, apesar das mudanças de governo, conseguiu conservar o seu cargo durante o reinado de quatro reis. Daniel recebeu de Deus a graça de revelar sonhos e visões. Daniel foi um profeta tão estimado que pôde corrigir aos mesmos chefes de governo de seu tempo e suas correcções foram recebidas com boa vontade. Perante o povo apareceu sempre como um homem iluminado por Deus e de uma conduta exemplar e como um crente de uma profunda piedade e devoção. (Estes dados foram por mim recolhidos do blogue "Pequenas Semilitas" de Felipe de Urca, nº 0669, de 20 Março de 2009 - hoje, portanto - e foram depois de traduzidos de espanhol (Argentina) para português - "e que espero esteja correcto", pelo menos a ideia era esta) http://www-peque-semillitas.blogspot.com
Quem Foi SANTA CLÁUDIA
(Sobre esta Santa Cláudia, que julgo ter de facto existido, pois o seu nome consta de um calendário católico, pelo menos - tenho-o à minha frente (!) - o que é certo é que não consegui encontrar nem na Wikipedia, nem noutro site com listas de Santos, qualquer referência concreta). (Se houver alguém que me possa elucidar, agradecia a informação) António Fonseca

CARTAS PASTORAIS - PAPA BENTO XVI

Com a devida vénia, recolhi através do site:

http://www.diocese-porto.pt

o seguinte texto, que me permito transcrever:

PAPA BENTO XVI - AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

São Paulo (19)

As cartas pastorais

Queridos irmãos e irmãs:

As últimas Cartas do epistolário paulino, das quais quero falar hoje, chamam-se Cartas Pastorais, porque foram enviadas a figuras singulares de Pastores da Igreja: duas a Timóteo e uma a Tito, colaboradores estreitos de São Paulo.

Timóteo

Em Timóteo, o Apóstolo via quase um alter ego; de facto, ele confiou-lhe missões importantes (na Macedónia: cf. Actos 19, 22; em Tessalónica: cf. 1 Ts 3,6-7; em Corinto: cf. 1 Cor 4, 17; 16,10-11), e depois escreveu dele um elogio revelador: «Pois não há ninguém como ele, tão unido comigo em sentimento, que com tão sincera afeição se interesse por vós» (Flp 2, 20). Segundo a Storia ecclesiastica de Eusébio de Cesaréia, do século IV, Timóteo foi depois o primeiro bispo de Éfeso (cf. 3, 4).

Tito

Quanto a Tito, também ele deve ter sido muito querido ao Apóstolo, que o define explicitamente como «cheio de zelo... meu companheiro e colaborador» (2 Cor 8, 17. 23), e mais ainda, «meu verdadeiro filho na fé comum» (Tt 1,4). Ele tinha sido encarregado de duas missões muito delicadas na Igreja de Corinto, cujo resultado reconfortou Paulo (cf. 2 Cor 7, 6-7.13;8,6). Depois, pelo que sabemos, Tito encontrou Paulo em Nicópolis de Épiro, na Grécia (cf. Tt 3, 12), e foi depois enviado por ele a Dalmácia (cf. 2 Tm 4, 10). Segundo a carta dirigida a ele, acabou sendo bispo de Creta (cf. Tt 1, 5).

Autenticidade Paulina destas cartas

As cartas dirigidas a estes dois pastores ocupam um lugar totalmente particular dentro do Novo Testamento. A maioria dos exegetas é hoje, do parecer, de que estas cartas não teriam sido escritas pelo próprio Paulo, mas que a sua origem estaria na «escola de Paulo», e reflectiria a sua herança para uma nova geração, talvez integrando algum breve escrito ou palavra do próprio Apóstolo. Por exemplo, algumas palavras da Segunda Carta a Timóteo parecem tão autênticas que só poderiam vir do coração e da boca do Apóstolo.

Sem dúvida, a situação eclesial que emerge destas cartas é diferente da dos anos centrais da vida de Paulo. Ele agora, retrospectivamente, se autodefine «arauto, apóstolo e mestre» dos pagãos na fé e na verdade (cf. 1 Tm 2, 7; 2 Tm 1,11); apresenta-se como alguém que obteve misericórdia, porque – escreve assim – «se encontrei misericórdia, foi para que em mim primeiro Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade e eu servisse de exemplo para todos os que, a seguir, nele crerem, para a vida eterna» (1 Tm 1, 16). Portanto, o essencial é que realmente em Paulo, perseguidor convertido pela presença do Ressuscitado, aparece a magnanimidade do Senhor para nosso ânimo, para induzir-nos a esperar e a ter confiança na misericórdia do Senhor que, apesar da nossa pequenez, pode fazer coisas grandes.

Além dos anos centrais da vida de Paulo, pressupõem-se também novos contextos culturais. De facto, faz-se alusão ao surgimento de ensinamentos considerados totalmente equivocados ou falsos (cf. 1 Tm 4,1-2; 2 Tm 3, 1-4), como os de quem pretendia que o matrimónio não fosse bom (cf. 1 Tm 4, 3a). Vemos que moderna é esta preocupação, porque também hoje se lê às vezes a Escritura como objecto de curiosidade histórica e não como Palavra do Espírito Santo, na qual podemos escutar a própria voz do Senhor e conhecer sua presença na história. Poderíamos dizer que, com este breve elenco de erros presente nas cartas, aparecem antecipados alguns esboços dessa orientação errónea sucessiva que conhecemos pelo nome de gnosticismo (cf. 1 Tm 2,5-6; 2 Tm 3, 6-8).

Voltar à Escritura

O autor enfrenta estas doutrinas com dois convites de fundo. Um consiste no regresso a uma leitura espiritual da Sagrada Escritura (cf. 2 Tm 3, 14-17), ou seja, a uma leitura que a considera realmente como «inspirada» e procedente do Espírito Santo, de modo que por ela se pode ser «instruído para a salvação». Lê-se a Escritura correctamente pondo-se em diálogo com o Espírito Santo, para extrair dela luz «para ensinar, convencer, corrigir e educar na justiça» (2 Tm 3, 16). Neste sentido, acrescenta a carta: «assim, o homem de Deus é perfeito e está preparado para toda obra boa» (2 Tm 3, 17).

Conservar o depósito da fé

O outro convite consiste na referência ao bom «depósito» (parathéke): é uma palavra especial das cartas pastorais com a qual se indica a tradição da fé apostólica que deve ser custodiada com ajuda do Espírito Santo que habita em nós. Este convite «depósito» deve ser considerado como a suma da Tradição apostólica e como critério de fidelidade ao anúncio do Evangelho.

Escritura e Tradição

E aqui devemos ter presente que nas cartas pastorais, como em todo o Novo Testamento, o termo «Escrituras» significa explicitamente o Antigo Testamento, porque os escritos do Novo Testamento ou não existiam ainda ou não faziam parte de um cânone das Escrituras. Portanto, a Tradição do anúncio apostólico, este «depósito», é a chave de leitura para entender a Escritura, o Novo Testamento. Neste sentido, Escritura e Tradição, Escritura e anúncio apostólico como chaves de leitura, aproximam-se e quase se fundem, para formar juntos o «fundamento firme posto por Deus» (2 Tm 2, 19). O anúncio apostólico, ou seja, a Tradição, é necessária para introduzir-se na compreensão da Escritura e captar nela a voz de Cristo. É necessário, de fato, estar «aderido à palavra fiel, conforme ao ensinamento» (Tt 1,9). Na base de tudo está precisamente a fé na revelação histórica da bondade de Deus, o qual em Jesus Cristo manifestou concretamente seu «amor pelos homens», um amor que no texto original grego está significativamente qualificado como filanthropia (Tt 3,4; cf. 2 Tm 1,9-10); Deus ama a humanidade.

Em conjunto, vê-se bem que a comunidade cristã se vai configurando em termos muito claros, segundo uma identidade que não somente se distancia de interpretações incongruentes, mas que sobretudo afirma a sua própria ligação nos pontos essenciais da fé, que aqui é sinónimo de «verdade» (1 Tm2,4.7; 4,3; 6,5; 2 Tm 2,15.18.25; 3,7.8; 4,4; Tt 1,1.14). Na fé aparece a verdade essencial de quem somos, quem é Deus, como devemos viver. E desta verdade (a verdade da fé), a Igreja se define como «coluna e apoio» (1 Tm 3, 15).

Sentido de universalidade

No entanto, permanece como uma comunidade aberta, de âmbito universal, que reza por todos os homens de toda classe e condição, para que cheguem ao conhecimento da verdade», porque «Jesus se deu a si mesmo em resgate por todos» (1 Tm 2, 4-5). Portanto, o sentido da universalidade, ainda que as comunidades sejam ainda pequenas, é forte e determinante para estas cartas. Também esta comunidade cristã «não injúria ninguém» e «mostra uma perfeita mansidão com todos os homens» (Tt 3, 2). Este é um primeiro componente importante destas cartas: a universalidade da fé como verdade, como chave de leitura da Sagrada Escritura, do Antigo Testamento, e assim delineia uma unidade de anúncio e Escritura e uma fé viva aberta a todos e testemunha do amor de Deus a todos.

A estrutura ministerial da Igreja

Outro componente típico destas cartas é sua reflexão sobre a estrutura ministerial da Igreja. É nelas que pela primeira vez se apresenta a tripla subdivisão de bispos, presbíteros e diáconos (cf. 1 Tm 3,1-13; 4,13; 2 Tm 1,6; Tt 1,5-9). Podemos observar nas cartas pastorais o confluir de duas estruturas ministeriais e, assim, a constituição da forma definitiva do ministério da Igreja. Nas cartas paulinas dos anos centrais de sua vida, Paulo fala de «epíscopos» (Flp 1,1), e de «diáconos»: esta é a estrutura típica da Igreja que se formou na época do mundo pagão. Permanece, portanto, dominante a figura do próprio apóstolo e por isso só pouco a pouco se desenvolvem os demais ministérios.

Se, como se disse, nas Igrejas formadas no mundo pagão temos bispos e diáconos, e não presbíteros, nas Igrejas formadas no mundo judaico-cristão os presbíteros são a estrutura dominante. No final nas Cartas pastorais, as duas estruturas se unem: aparece agora o «epíscopo», o bispo (cf. 1 Tm 3, 2; Tt 1, 7), sempre em singular, acompanhado do determinante «ele». E junto ao «epíscopo» encontramos os presbíteros e os diáconos. Ainda agora é determinante a figura do Apóstolo, mas as três cartas, como já disse, dirigem-se já não a comunidades, mas a pessoas: Timóteo e Tito, os quais por um lado aparecem como bispos e por outro começam a estar no lugar do Apóstolo.

Sucessão apostólica

Nota-se assim inicialmente a realidade que mais tarde se chamará «sucessão apostólica». Paulo diz com tom de grande solenidade a Timóteo: «Não negligencies o carisma que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembleia dos anciãos te impôs as mãos» (1 Tim 4, 14). Podemos dizer que nestas palavras aparece inicialmente também o carácter sacramental do ministério. E assim temos o essencial da estrutura católica: Escritura e Tradição, Escritura e anúncio, formando um conjunto, mas a esta estrutura, por assim dizer doutrinal, deve acrescentar-se a estrutura pessoal, os sucessores dos Apóstolos, como testemunhas do anúncio apostólico.

Igreja, Casa e Família de Deus

É importante finalmente assinalar que nestas cartas a Igreja compreende a si mesma em termos muito humanos, em analogia com a casa e a família. Particularmente em 1 Tm 3, 2-7, lêem-se instruções muito detalhadas sobre o epíscopo, como: «Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade. Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demónio. Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólicas». Deve notar-se aqui sobretudo a importância da aptidão para o ensino (cf. 1 Tm 6, 2c; 2 Tm 3, 10; Tt 2, 1), e depois uma especial característica pessoal, a da «paternidade».

O Bispo, Pai da comunidade

O epíscopo, de facto, é considerado como pai da comunidade cristã (cf. também 1 Tm 3, 15). Além do mais, a ideia da Igreja como «casa de Deus» tem suas raízes no Antigo Testamento (cf. Nm 12, 7) e se encontra reformulada em Hb 3, 2.6, enquanto em outro lugar se lê que todos os cristãos já não são estrangeiros nem hóspedes, mas concidadãos dos santos e familiares da casa de Deus (cf. Ef 2, 19).

Oremos ao Senhor e a São Paulo para que também hoje, como cristãos, possamos caracterizar-nos cada vez mais, em relação com a sociedade na qual vivemos, como membros da «família de Deus». E oremos também para que os pastores da Igreja tenham cada vez mais sentimentos paternos, ao mesmo tempo ternos e fortes, na formação da Casa de Deus, da comunidade, da Igreja.

http://www.diocese-porto.pt

António Fonseca