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terça-feira, 24 de março de 2009

ANUNCIAÇÂO A VIRGEM MARIA (+ Santos) - 25-MARÇO

A Anunciação do Anjo a Virgem María
Solenidade, Março 25
La Anunciación del Ángel a la Virgen María
La Anunciación del Ángel a la Virgen María

Solenidade

A última fase de toda a apoteose salvadora começou em Nazaré. Houve intervenções angélicas e simplicidade assombrosa. Era a virgem ou da parte de Isaías viu a destinatária da mensagem. Tudo acabou em consolo de esperança para a humanidade que seguia em seus despistes crónicos e incuráveis. Os anawin tiveram razões para fazer festa e deixar-se por um dia de jejum; se havia entrado na recta final.

A iconografía da Anunciação é, por repetida, inumerável: Tanto pintores do Renascimento como o veneziano Pennacchi a colocam em cadeira de ouro e vestida de seda e brocado, deixando o povo difusamente longe. Gabriel aparece-lhe com asas estendidas e também com frequência está presente um jarro com açucenas, símbolo de pureza. Devotas e finas ficaram as pinturas de Giotto e Fra Angélico, de Leonardo da Vinci, de frei Lippi, de Cosa, de Sandro Botticelli, de Ferrer Bassa, de Van Eyck, de Matthias Grünewald, e de tantos mais.

Mas provavelmente só havia galinhas passeando ao sol e grito de meninos jogando, estando escuro o pátio talvez com um pequeno poço; talvez, longe da cena, estava um cão deitado à sombra ou um gato disfrutava com o seu asseio individual; só diz o texto bíblico que "o anjo entrou onde ela estava".
Devia narrar a cena a mesma Maria a S. Lucas, o evangelista que a refere num momento de intimidade. Assim foi como disse Gabriel:

"Salvé, Ó cheia de graça, o Senhor é contigo".

Aquele donzel refulgente, feito de claridade celeste, devia comovê-la; por isso interveio "Não temas, Maria, porque hás encontrado graça diante de Deus; conceberás em teu seio e darás à luz um Filho a quem porás o nome de Jesus. Este será grande: se chamará Filho do Altíssimo, o Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai, reinará pelos séculos sobre a casa de Jacob e seu reino não terá fim". À objecção posta por Maria com toda a claridade: "¿Como será isto, pois não conheço varão?" Não fazia falta que se entendera tudo; só era precisa a disposição interior. "O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; por isso, o que nascerá será chamado santo, Filho de Deus". Logo veio a comunicação do milagre operado na anciã e estéril Isabel que já estava no seu sexto mês, porque

La Anunciación del Ángel a la Virgen María
La Anunciación del Ángel a la Virgen María

"para Deus nenhuma coisa é impossivel".
Festa de Jesus que se encarnou - que não é pôr-se vermelho, mas sim que tomou carne e alma de homem -; o Verbo eterno entrou nesse momento histórico e nesse lugar geográfico determinado, ocultando sua imensidade.
Festa da Virgem, que foi quem disse "Faça-se em mim segundo a tua palavra". O "sim" de Santa María ao irrepetível prodígio transcendental que depende de sua aceitação, porque Deus não quer fazer-se homem sem que sua mãe humana aceite livremente a maternidade. Festa dos homens pela solução do problema maior. A humanidade, tão habituada à larguíssima série de claudicações, cobardías, blasfémias, sociedade, idolatría, pecado e lodo, onde se revolvem os homens, esperava ansioso o esmagamento da cabeça da serpente.

Os relatos esperançosos dos profetas na lenta e secular espera haviam deixado de ser promessa e estavam já a cumprir-se ao conceber do Espírito Santo, justamente nove meses antes do Natal.

¡Cómo não! Cada um pode pôr imaginação na cena narrada e contemplá-la a seu gosto; assim o fizeram os artistas que as plasmaram com arte, segundo lhes pareceu. «««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
Margarita Clitherow, Santa
Mártir, Marzo 25
Margarita Clitherow, Samta
Margarita Clitherow, Santa
Margarita nasceu em 1564 e morreu no cadafalso esmagada sob o peso de 800 quilos de pedra por sentença lavrada pelo Grande Conselho do Norte, da Igreja Anglicana por ter abjurado do protestantismo e abraçar a religião católica que não era muito bem visto naquela época em Inglaterra. Margarita foi executada em 25 de Março, Sexta-feira da Semana da Paixão de 1594, com 30 anos apenas. Sua filha Inês fez-se monja em Lovaina e mais dois dos seus filhos foram depois sacerdotes. Uma das mãos de Margarita está num relicário em York.
Emiliano (Omeljan) Kovc, Beato
Sacerdote y Mártir, Marzo 25
Emiliano (Omeljan) Kovc, Beato
Emiliano (Omeljan) Kovc, Beato

Sacerdote da archieparquía de Lvov de los ucranianos

Nasceu em 20 de Agosto de 1884 en Kosmach (região de Stanislaviv, actualmente Ivano-Frankivsk). Foi ordenado sacerdote em 1911 e indicado para a diocese de Stanislaviv. Morreu no campo de concentração de Madjanek, perto de Lublin (Polónia) em 25 de Março de 1944, aos 60 anos. João Paulo II elevou-o à honra dos altares juntamente com outros 26 mártires em 27 de Junho de 2001. ¡Felicidades a quien lleve este nombre
Lucia Filippini, Santa
Virgen, Marzo 25
Lucia Filippini, Santa
Lucia Filippini, Santa

Virgen

Nascida em 13 de Janeiro de 1672, en Tarquinia, en Toscana, distante aproximadamente nove kilómetros de Roma. Morreu com a mais santa das mortes, em 25 de Março de 1732, dia que ela mesma havia predito. Santa Lucía Filippini foi canonizada en 1930, sendo Papa Pío XI.

Josafata (Michaelina) Hordashevska, Beata
Fundadora, Marzo 25
Josafata (Michaelina) Hordashevska, Beata
Josafata (Michaelina) Hordashevska, Beata

Co-fundadora da congregação das Escravas de Maria Imaculada

(1869-1919)
Nasceu em 20 de Dezembro de 1869 en Lvov (Ucrânia), no seio duma familia numerosa, honrada e laboriosa, de rito bizantino. Em 24 de Agosto de 1892 vestiu o hábito religioso, tomando o nome do grande bispo mártir ucraniano S. Josafat Kuntsevych. Assim nasceu a congregação de Escravas de Maria Imaculada, a primeira de vida activa para a assistência aos filhos de camponeses, aos enfermos e aos pobres, assim como para a instrução dos analfabetos e dos marginais. Faleceu em 25 de Março de 1919. Foi beatificada na Ucrânia por Sua Santidade João Paulo II em 27 de Junho de 2001.
Tomás de Costacciaro, Beato
Eremita Camaldulense, Marzo 25
Tomás de Costacciaro, Beato
Tomás de Costacciaro, Beato
O Beato Tomás nasceu na pequena aldeia de Costacciaro, distante cerca de onze kilómetros de Gubbio, en Umbría. Diz-se que Tomás morreu no ano de 1337, esgotado pelas austeridades e privações da vida de eremita que iniciou muito novo e durante muitos anos de isolamento. Seu culto foi confirmado por Pío VI em 18 de Março de 1778
Hermelando, Santo
Abad, Marzo 25
Hermelando, Santo
Hermelando, Santo
S. Hermelando nasceu na diocese de Noyon e desde muito jovem aspirou à vida religiosa. Quando o santo envelheceu, renunciou a seu ofício e se retirou a Aindrette, donde passou os últimos anos de sua vida na solidão. Morreu cerca do ano 720 D.C.
Dimas, Santo
O bom ladrão, Março 25
Dimas, Santo
Dimas, Santo
Só possuímos notícias certas acerca de sua morte e da sua solene canonização - por parte do mesmo Jesus Cristo -, não repetida na história da Santidade. - Festa: 25 de Março. "E com Ele crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Ele. E foi cumprida a Escritura que diz: E foi contado entre os iníquos. "Um dos malfeitores o insultava dizendo: ¿Não és Tu o Messias? Salva-te a Ti mesmo e a nós. "Mas o outro, respondendo, o repreendia dizendo: ¿Nem sequer temes tu a Deus estando no mesmo suplício? Nós, na verdade, estamos aqui justamente, pois recebemos a justa paga do que fizemos; mas Este nada fez; e dizia a Jesús. Recorda-te de mim quando vieres na glória de tua realeza. "Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo, que hoje estarás comigo no Paraíso" (Marcos 17, 27s. y Lucas 23, 39-43). Eis aqui um Santo original: até pouco antes de morrer, um ladrão, um malfeitor, de familia seguramente ignóbil, sem nenhum milagre em seu favor, que pode ser, para nós, um magnífico tema de profunda meditação.
Hilario (Pawel) Januszewski, Beato
Mártir Carmelita, Marzo 25
Hilario (Pawel) Januszewski, Beato
Hilario (Pawel) Januszewski, Beato
El P. Hilario Januszewski nasceu em 11 de Junho de 1907 em KrajenkiPolónia) e deu-se-lhe o nome de Pawel. Fue educado cristãmente por seus pais Martin e Marianne. Morreu de tifo no campo de concentração sendo o seu corpo incinerado no crematório de Dachau. O P. Hilario Januszewski foi beatificado em 13 de Junho de 1999 por João Paulo II durante sua viagem apostólica em Varsóvia (Polónia). Na mesma ocasião o Papa beatificou 108 mártires polacos da segunda guerra mundial, vitimas da perseguição. (
Isaac, Santo
Patriarca, Marzo 25
Isaac, Santo
Isaac, Santo
Filho de Abraham e Sara. Os incidentes de sua vida estão no livro Génesis 15-35, numa narrativa que tem sido estudada por muitos académicos, baseados en vários documentos (J,E,P) utilizados na composição do Livro de Génesis (veja-se ABRAHAM). Em conformidade com Génesis 17:17; 18:12; 21:6, seu nome significa “quem ri". Teve a circuncisão ao oitavo dia depois de seu nascimento, proclamando-se o legal ancestral do povo escolhido (21:1-12). Seus primeiros anos os viveu en Bersabee, ali foi onde seu pai o tomou e levou ao Monte Moria para oferecê-lo em sacrifício, e onde sua vida milagrosamente foi salva (21:33; 22:19). Sua mãe morreu quando tinha trinta e seis anos de idade (cf. Génesis 17:17; 23:1). Deve ter morrido com cerca de oitenta anos.
María Rosa (Margarita) Flesch, Beata
Fundadora, Marzo 25
María Rosa (Margarita) Flesch, Beata
María Rosa (Margarita) Flesch, Beata

Fundadora do Instituto de Religiosas Franciscanas de Santa María de los Ángeles

Nasceu em 24 de Fevereiro de 1826 en Shönstat, localidade situada cerca de Vallander, junto do rio Rhin, onde seus pais, Jorge Flesch e Inés Breitbach, viviam da modesta produção de um moínho. No baptismo recebeu o nombe de Margarita. Morreu em 25 de Março de 1906, depois de receber com grande devoção os santos sacramentos. Foi beatificada, debaixo do pontificado de S.S. Benedicto XVI, em 24 de Maio de 2008 »»»»»»»»»»»»»»»»»»»»«««««««««««««««««««»»»»»»»»»»»»»»»»»»»«««««««««««««««««««««««
Todas estas biografias, como já informei anteriormente foram recolhidas através do site: http://es-catholic.net/santoral após indicação prestada pelo Autor de "Pequeñas Semillitas", Felipe de Urca - Argentina, cujo endereço é: http://peque-semillitas.blogspot.com a quem agradeço reconhecidamente. Por isso quem estiver interessado, poderá consultar o referido site "Santoral" para obter as biografias completas dos Santos e Beatos que vou inserindo aqui diariamente.
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LOUVADO SEJA DEUS; LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO; LOUVADA SEJA SUA MÃE MARIA SANTISSIMA POR TODOS OS SÉCULOS DOS SÉCULOS. AMEN.
António Fonseca .

Leitura 46 - "Um Ano a Caminhar com S. Paulo"

46

“EXORTO, POIS, A QUE ANTES DE TUDO SE FAÇAM PRECES, ORAÇÕES, SÚPLICAS, ACÇÕES DE GRAÇAS POR TODOS OS HOMENS”

A meio das nossas celebrações, pelo menos da Eucaristia, é feita a Oração dos Fiéis ou Universal. É universal, porque é dos fiéis e vice-versa: se nela exprimimos a nossa fé, iluminada e fortalecida pela Palavra de Deus e proclamada no Credo, então temos de ver o mundo inteiro com o olhar amoroso de Deus, Senhor de tudo e de todos.

E, de facto, desta oração fazem parte preces cujo conteúdo vai para além dos limites da Igreja. Ou deve ir. É que a verdade da oração também se medir pelos seus efeitos. E se falham, pode pelo menos perguntar-se se a culpa é só daqueles por quem rezamos ou também nossa. Será que todos rezamos bem?

De alguns fica-se com a impressão de que lhes bastam as suas orações, para se sentirem com o dever cumprido. Como se a vida cristã se pudesse encerrar nos limites dos tempos e lugares sagrados. Se há tantos cristãos que, no mundo, não dão um testemunho prático, destemido e persistente da sua fé, é porque não rezam ou rezam mal, o que, na prática, vai dar no mesmo.

É desta relação entre a oração e intervenção cristã no mundo que Paulo nos fala em 1 Tm 2, 1-7, na abertura da parte da carta dedicada à organização e disciplina da Igreja (2, 1-3, 16), que então, finais do século I, era ameaçada por correntes de pensamento gnóstico, tendentes a reduzi-la a uma elite de iluminados e a afastá-la do mundo (1, 3-20; 4, 1-16). Para além de motivos doutrinais, talvez pensassem que, deste modo, as comunidades cristãs venceriam mais facilmente o isolamento social a que estavam a ser votadas. Um erro que Paulo tenta corrigir, chamando a atenção para a tarefa fundamental dos cristãos no mundo... também de hoje, e a partir da oração.

1 Tm 2, 1-7

Exorto, pois, a que antes de tudo se façam preces, orações, súplicas, acções de graças por todos os homens, pelosa reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, a fim de que levemos uma vida serena e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.

Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus, que se entregou a si mesmo como resgate por todos. Tal é o testemunho dado nos tempos devidos

Foi para isso que eu fui constituído arauto e apóstolo – Digo a verdade, não minto – mestre dos povos, na fé e na verdade.

Paulo diz-nos, primeiro, o que temos de fazer (vv. 1-2) e, depois, por que o devemos fazer (vv. 3-7). Mas deste modo: as razões que nos levam a agir são constitutivas do dever a cumprir. A expressão por todos os homens aparece tanto na exortação (v. 1) como na sua fundamentação (vv. 4 e 6). A conduta moral é parte imprescindível da existência e identidade cristã, numa relação de total mutualidade; para realizarmos a nossa missão, temos não apenas de a conhecer, mas necessitamos de energia para a cumprir, a mesma que está na sua origem.

É essa energia que a oração nos pode proporcionar. Daí que esta esteja antes de tudo (v. 1). Tudo o resto depende dela, porque tudo é possível a quem crê (Mc 9, 23; cfr 11, 23s; Mt 21, 21; Lc 17, 6). De facto, que é a oração, senão uma expressão e um exercício da fé? Mormente, se é vista na pluralidade e totalidade das suas formas, tais quais são apresentadas por Paulo.

Assim, se nas preces e súplicas pensamos primariamente em nós próprios e nos outros, pelas orações e acções de graças, o nosso coração está predominantemente voltado para Deus, Na primeira perspectiva, a horizontal, somos movidos pela consciência das necessidades e fragilidades humanas, o ponto de partida humano para entrega de fé ao Deus que tudo pode. É em situações de perdição que mais facilmente nos abrimos à oferta salvação. Mas só isso não basta. Senão, caímos facilmente no erro de recorrermos a Deus, somente quando dele precisamos, podendo chegar ao ponto de tentarmos sujeitá-lo aos nossos interesses, tantas vezes egoístas. Para evitar tal perversão da oração, é fundamental abrirmo-nos ao sentido vertical da mesma: em atitude de reconhecimento, dar graças a Deus pelas imensas graças que Ele, independentemente dos nossos méritos e sem acepção de pessoas, a todos concede. Só deste modo a nossa oração participa do seu poder e amor ilimitados.

Daí que rezemos, não somente por nós e pelos que a nós directamente estão ligados, mas por todos os homens, porque Deus, efectivamente, quer que todos os homens sejam salvos (v. 4), e a maior prova disso é que Cristo se entregou mesmo como resgate para todos (v. 6). A referência explícita aos detentores máximos da autoridade e seus colaboradores imediatos (v. 4) deve-se obviamente à sua especial responsabilidade pelos destinos dos povos. Mas, vamos rezar por eles, mesmo sendo incrédulos e até perseguidores dos cristãos, como eram, os de então? Nesse caso, com mais razão. Mas, não. Necessariamente, para que se convertam à fé cristã.

Para já, o importante é que cumpram a sua missão, isto é, façam tudo para que levemos uma vida serena e tranquila, com toda a piedade e dignidade (v. 2), uma vida em que sejam respeitados os direitos de cada um na sua dupla relação com Deus, pela piedade, e com os outros, pela dignidade. Para os cristãos, estava incluída nisso a liberdade religiosa, necessária para a sua actividade missionaria.

Uma liberdade que, porém, deviam conquistar pelo modo mais convincente e eficaz; não se conformando com o mundo, naquilo que nele é contrário ao bem do homem, mas também não se isolando dele. Pelo contrário, na medida em que nele intervém activamente, já estão a anunciar pela prática de vida, a verdade do Evangelho de que vivem: a do extremo e único amor de Deus, expresso pelo único mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus (v. 5). É chamado homem, porque foi na sua encarnação que começou a obra de salvação que culminou na cruz, onde se entregou a[af1] si mesmo como resgate por todos (v. 6). É este o conteúdo do Evangelho de que nós, cristãos, devemos dar testemunho nos tempos devidos, que, depois da ressurreição de Cristo, são também aqueles em que vivemos.

Tudo indica que este conteúdo do Evangelho, de que Paulo foi constituído arauto e apóstolo (v. 7), era uma fórmula de fé, proclamada nas celebrações litúrgicas de então. Hoje, é no centro da maior acção de graças que Cristo nos oferece o seu sangue, dizendo-nos ter sido derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. É este mistério da fé que nos capacita para a mesma caridade por todos. Se a praticarmos, também isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador (v. 3)... quase como dizemos na introdução do prefácio que antecede a anáfora eucarística.

In: "Um Ano A Caminhar Com S. Paulo"

de: D. Anacleto Oliveira

(Bispo Auxiliar de Lisboa)

24-03-2009


STª CATALINA ULFSDOTTER DE SUÉCIA (e outros) 24/MARÇO

Catalina Ulfsdotter de Suecia, Santa
Catalina Ulfsdotter de Suecia, Santa

Autor: . | Fonte: Archidiócesis de Madrid

Catalina Ulfsdotter de Suecia, Santa

Virgem

A Catalina de Suécia ou de Vadstena nasceu à volta do ano 1331 do matrimónio formado pelo príncipe Ulf Gudmarsson e Brigitta Birgesdotter; foi a quarta de oito irmãos. Educaram-na, como era frequente na época, ao calor do mosteiro; neste caso o fizeram as monjas de Riseberga.
Contraíu matrimónio com o bom conde Egar Lyderson van Kyren com quem acordou viver seu matrimónio em castidade; ambos influiram muito positivamente nos ambientes nobres carregados de costumes frívolos e profanos.Brígida, sua mãe, teve a revelação de fundar a Ordem do Santíssimo Salvador que tinha como fim louvar ao Senhor e a Santíssima Virgem segundo a litúrgia da Igreja, reparar as ofensas que recebe dos homens, propagar a oração contemplativa - preferentemente da Paixão - para a salvação das almas.

Mãe e filha encontram-se juntas em Roma. Quando Catalina tem planos de regressar a sua casa juntar-se ao esposo, Brígida comunica a sua filha outra revelação sobrenatural de Deus: morreu seu genro. Isto vai determinar o rumo da vida de Catalina desde então. Ante a lógica dor e a depressão anímica que sofre, é tirada da situação pela Virgem. É nestas circunstâncias quando mostra ante sua mãe a firme disposição interna a passar toda sorte de penalidades e sofrimentos por Jesus Cristo. As duas juntas empreendem uma época de oração intensa, de mortificação e pobreza extrema; seus corpos não connhecem senão o solo duro para dormir; visitam igrejas e fazem caridade. A jovem viúva recusa propostas de casamento que surgem frequentemente, chegando algumas até à impertinência e ao assédio. Peregrinam aos santuários famosos e organizam uma visita à Terra Santa para empapar-se de amor a Deus nos lugares onde padeceu e morreu o Redentor.No ano de 1373 regressam, morre em Roma, Brígida e Catalina dá sepultura provisória na Cidade Eterna ao cadáver de sua mãe na igreja de S. Lorenzo. A trasladação do corpo em cortejo fúnebre até Suécia é uma contínua actividade missionária por donde passa. Catalina fala da misericórdia de Deus que espera sempre a conversão dos pecadores; vai contando as revelações e predições que Deus fez a sua santa mãe.

Catalina Ulfsdotter de Suecia, Santa
Catalina Ulfsdotter de Suecia, Santa

Söderkoping é o lugar pátrio que recebe a procissão em1374 como se fora um acto triunfal. Se relatam conversões e milagres que se sucedem até depositar os restos no mosteiro de Vadstena, onde entra e fica Catalina, praticando a regra que viveu durante vinte e cinco anos com sua mãe.

Uma segunda viagem a Roma durará cinco anos; terá como meta pôr em marcha o processo de canonização da futura santa Brígida e a aprovação da Ordem do Santísismo Salvador. No seu regresso a Vadstena, morre em 24 de Março de 1381.

Àparte das revelações que teve e das predições sobrenaturais que fez a santa, se conta dela a finura de alma que a levou à confissão diária durante vinte e cinco anos - não por ser escrupulosa - e que conseguiu a confissão arrependida de impenitentes a ponto de morrer. Também se fala de luzes que rodeiam o corpo inerte depois de sua morte, de uma estrela que pôde ver-se por um tempo assinalando o lugar de repouso e de luminosidades que refulgíam junto ao sarcófago. Não é estranho que a lenda haja querido deixar sua aura intentando fazer que os sentidos descubram a magnanimidade de sua alma que só é perceptivel por fora. Por isso disseram que nunca mamou o leite da natureza mundana enquanto buscava o peito de sua mãe santa e de outras mulheres honestas. Igualmente contaram que livrou a Roma de inundação entrando seus pés no Tiber e falaram da libertação de uma possessa.

De todos os modos, os santos de ontem e de hoje, sempre têm sido pontos de inflexão da graça para o bem de todos os homens.
Diego José de Cadiz, Beato
Sacerdote Capuchino, Marzo 24
Diego José de Cadiz, Beato
Diego José de Cadiz, Beato
Trinta anos de activíssima vida missionária não cabem numa páginas. Não é possivel reduzir a tão breve síntese o labor deste apóstolo capuchinho, que, sempre a pé, percorreu inumeráveis vezes Andalucía inteira em todas as direcções; que se dirigiu depois a Aranjuez e Madrid, sem deixar de missionar a seu passo pelos povoados da Mancha e de Toledo; que empreendeu mais tarde uma larga viagem desde Roma até Barcelona, pregando à ida por Castela a Nova e Aragão, e à la volta por todo o Levante; que saíu, ainda que já enfermo, de Sevilha e, atravessando Extremadura e Portugal, chegou até à Galiza e Astúrias, regressando por León e Salamanca.
Mas há que recordar, ademais, que nas suas missões falava várias horas ao dia a multidões de quarenta e ainda de sessenta mil almas (e ao ar livre, porque nossas mais gigantescas catedrais eram insuficientes para acolher a tantos milhares de pessoas, que ansiavam ouvi-lo como a um «enviado de Deus»); que teve por ouvintes da sua apostólica palavra, avalizada sempre pela santidade de sua vida, aos príncipes e cortesãos por um lado e aos humildes camponeses por outro, aos intelectuais e universitários a as classes mais populares, ao clero em todas as suas categorias e aos exércitos de mar e terra, às Câmaras e aos cabidos eclesiásticos e aos simples comerciantes e industriais e ainda aos reclusos das cadeias; que intervindo con seu conselho pessoal e com sua palavra escrita, bem por ditos mai ou menos públicos, bem por sua quase infinita correspondência epistolar, nos principais assuntos de sua época e na direcção de muitas consciências; que escreveu tal quantidade de sermões, de obras ascéticas e devocionais, que, reunidas, formariam um bom número de volúmes; que caminhava sempre a pé, com o corpo coberto por áspero cilício, mas alimentando sua alma con várias horas de oração mental por dia; e que, se o seguia um cortejo de milagres e de conversões ruidosas, também supõe outro cortejo doloroso de ingratidões, de incomprensões e ainda de perseguições, até morrer envolto em um degradante processo inquisitorial.
¿Como descrever, sequer sumariamente, tão imenso labor? A amplidão portentosa daquela vida, tão extraordinariamente rica de história e de fecundidade espiritual, durante os últimos trinta anos do século XVIII, à largura e cumprimento da geografia peninsular, resiste a toda síntese. Só da Virgem Santíssima, a que especialmente venerava debaixo dos títulos de Pastora das almas e da paz, pregou mais de cinco mil sermões. E seguramente passaram de vinte mil os que pregou na sua vida de missão, as quais duravam dez, quinze e vinte días em cada cidade.
A missão concreta de sua vida e o porquê de sua existência poderia resumir-se nesta só frase: foi o enviado de Deus a Espanha oficial de fins daquele século e o autêntico missionário do povo espanhol no entardecer do nosso Império.
Nossos intelectuais de então e as classes directoras, com o consentimento e ainda com o apoio dos governantes, abriam as portas da alma espanhola à revolução que nos vinha de além dos Pirineos, disfarçada de «ilustração», de maneiras galantes, de teorias realistas. Tudo ela produzia, acima, a «perdida de Deus» nas inteligências. Logo venderia a «perdida de Deus» nos costumes do povo. Aquela invasão de ideias seria precursora da invasão de armas napoleónicas que viría depois. ... ... ...
....( mais uma vez me vejo forçado a interromper esta biografia, que ainda muito longa e retomo apenas o seu último parágrafo) (poderá ser consultado o site http://es.catholic.net.santoral, quem o desejar fazer)....
Deus pode medir e valorizar – como só Ele os pode premiar– os frutos que produziu a constante e difícil, fecunda e apostólica actividade missionária do Beato Diego José de Cádiz. Descrevendo ele sua vocação religiosa dizia: «Todo o meu afã era ser capuchinho, para ser missionário e santo». E o foi. Realizou a maravilha este triple ideal. Sua vida foi um dom que Deus concedeu a Espanha em fins do século XVIII. Pela graça de Deus e seus próprios méritos, frei Diego foi capuchinho, missionário e santo.
María Karlowska, Beata
Fundadora, Marzo 24
María Karlowska, Beata
María Karlowska, Beata
Nasceu em 4 de Setembro de 1865 em Karlawo, Polónia.
Desempenhou uma actividade de autêntica samaritana entre as mulheres que sofriam uma grande miséria material e moral.
Seu santo céu atraíu em seguida a um grupo de discípulas de Cristo, com quem fundou a Congregación de las religiosas Pastorcitas de la Divina Providencia.
Estabeleceu para ela e para suas religiosas a seguinte finalidade: «Devemos anunciar o Coração de Jesus, é dizer, viver dEle e nEle para Ele, de modo que cheguemos a ser semelhantes a Ele e que Ele seja mais visivel em nossa vida que nós mesmas».
Sua entrega ao Sagrado Coração do Salvador deu como fruto um grande amor aos homens. Sentia uma insaciável fome de amor. Segundo a beata María Karłowska, un amor deste tipo nunca dirá basta, nunca se deterá no caminho. Era precisamente isto o que sucedia, porque estava impulsionada pela corrente do amor do divino Paráclito. Graças a esse amor, devolveu a muitas almas a luz de Cristo e lhes ajudou a recuperar a dignidade perdida.
Morreu em 24 de Março de 1935 en Pniewita, Polonia.
Foi beatificada por Sua Santidade João Paulo II em 6 de Junho de 1997 en missa solene efectuada em Zakapane, Polónia.
http://es.catholic.net/santoral http://peque-semillitas.blogspot.com António Fonseca