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sexta-feira, 27 de março de 2009

JUANA MARIA DE MAILLÉ - Beata - 28-Março

Juana María de Maillé
Viúva, Marzo 28
Juana María de Maillé
Juana María de Maillé

Terceira Franciscana

A Beata Juana María de Maillé é um exemplo ideal de mulher nobre terceira Franciscana. Viúva e virgem de um valente, o barão de Silly. Na penitência e na caridade passou a sua larga vida desenvolvendo uma acção religiosa e patriótica na côrte de Carlos VI e entre os grandes de França para salvar a nação das lutas civis e dos ingleses. O desejo da vocação evangélica impulsionou-a ao apostolado e à penitência solitária pelos camihos duma despojada pobreza. Juana María de Maillé nasceu em 14 de Abril de 1331 no castelo de La Roche, na diocese de Tours. Teve uma primeira visão da Virgem Maria e do Menino Jesus em 1342 e se consagrou a honrar a Paixão de Cristo. Recebeu a primeira educação religiosa de um Padre Franciscano, confessor da famiíia; ele lhe ensinou o amor ardente a Cristo morto pela salvação da humanidade, a nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe dos homens, e o Seráfico Pobrezinho São Francisco. Ela se empenhou em imitar as suas virtudes, especialmente o amor à pobreza, à humildade e à oração, e se fez filha sua militando entre os irmãos e as irmãs da Penitência da Terceira Ordem Franciscana. O seu tutor em 1347 decidiu casá-la com Roberto de Silly. Os dois jovens esposos decidiram de comum acordo conservar a castidade e se dedicaram a socorrer os desventurados durante a grande epidemia de peste negra nos anos 1346•1353. Roberto, capturado pelos ingleses e resgatado ao preço de sua fortuna, morreu em 1362. Juana María, como noutro tempo Santa Isabel de Húngria, foi expulsa brutalmente pela família de Silly. Ela perdoou generosamente a quantos lhe haviam provocado tanta dor e bendisse a Deus no momento da prova. Retirou-se a Tours para dedicar-se à oração e às boas obras. Fez voto de perpétua castidade nas mãos do arcebispo de Tours e entrou no hospício dos enfermos, decidida a levar uma vida sacrificada pelo bem dos irmãos pobres, enfermos e necessitados, como eram os primeiros terciários franciscanos. Perseguida pela malevolência dos que a rodeavam, retirou-se ao eremitério de Planche de Vaux, onde levou vida contemplativa. Obrigada pelas condições de saúde a regressar a Tours em 1386, foi viver junto ao convento dos Cordígeros, nome popular dos Franciscanos, e se colocou debaixo da direcção do Padre Martín de Bois Gaultier. Seu zelo a levou várias vezes à côrte de Carlos VI, o rei louco, já em Tours, já em París, para tentar que corrigisse os seus costumes.
José Sebastián Pelczar, Santo
Bispo, Março 28
José Sebastián Pelczar, Santo
José Sebastián Pelczar, Santo

Bispo de Przemyśl

Fundador da Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus
José Sebastián Pelczar nasceu em 17 de Janeiro de 1842 na pequena cidade de Korczyna (Polónia), perto de Krosno ao pé dos montes Cárpatos. Passou a meninice na sua cidade natal, crescendo numa atmosfera de fé profunda que seus pais Adalberto Pelczar e Marianna Mięsowicz lhe inculcaram. Estes, vendo que seu filo tinha atitudes extraordinárias para o estudo, ao terminar os dois anos de escola popular em Korczyna, enviaram-no a Rzeszów para continuar seus estudos. Como estudante tomou a decisão de entregar sua vida ao serviço de Deus, como o expressa em seu diário: “Os ideais da terra empalidecem, o ideal da vida vejo-o no sacrifício e o ideal do sacrifício no sacerdócio”. Ao terminar o sexto ano, entrou no Seminário Menor e no ano 1860 começou os estudos de teologia no Seminário Maior de Przemyśl. Depois da ordenação sacerdotal (17 de Julho de 1864), trabalhou na paróquia de Sambor durante ano e meio; foi enviado a Roma (1866-1868) onde estudou em duas universidades, Collegium Romanum (hoje Universidade Gregoriana) e no Instituto de S. Apolinário (hoje Universidade Lateranense), aprofundando seus conhecimentos e fortaleceu seu grande amor à Igreja e ao Papa; Depois, ao regressar a sua pátria, trabalhou como professor no seminário de Przemysl, e durante 22 anos e na Universidade Jagelónica de Cracóvia; foi professor e decano da Faculdade de Teologia, gozando de estima e grande fama como homem culto, bom organizador e amigo dos jóvens; confiaram-lhe a dignidade de Reitor da Almae Matris de Cracóvia (1882-1883). Realizou o seu ideal de “sacerdote e Polaco, que trabalha com devoção por seu povo”, não limitava a sua actividade ao campo da ciência, mas também ao trabalho social e caritativo. Foi membro activo da Associação de S. Vicente de Paulo e da Associação da Educação Popular. Durante os 16 anos que foi presidente desta Associação, fundou numerosas salas de leitura e bibliotecas; promoveu numerosas charlas grátis, editou e distribuiu entre o povo mais de cem mil livros e abriu uma escola para as empregadas domésticas. Em 1891, por iniciativa sua, criou-se “A Fraternidade da Imaculada Virgem Maria, Rainha da Polónia”, que além dos fins religiosos tinha uma dimensão social: ocupava-se da protecção dos artesãos, dos pobres, dos órfãos e empregadas domésticas (das empregadas doentes das que não tinham trabalho). Vendo nos problemas de seu tempo, um sinal da vontade de Deus , fundou em 1894, em Cracóvia, a Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus, sendo o seu fim a proclamação do Reino do Amor do Sagrado Coração de Jesus. Foi seu desejo que as Irmãs fossem sinal e instrumento deste amor para com as jóvens, doentes e todos os que necessitasem qualquer tipo de ajuda. No ano 1899 foi nomeado Bispo auxiliar e um ano mais tarde, depois da morte do Monsenhor Ł. Solecki, foi Bispo da diocese de Przemyśl. Durante os 25 anos de seu ministério episcopal, se deu a conhecer como um valente pastor, zeloso pelo bem das almas a ele confiadas. Apesar de sua debilitada saúde, Mons. Pelczar seguia desempenhando actividades religiosas e sociais. Para animar os fieis a manter e renovar a fé, visitava frequentemente as paróquias, se preocupava demais pela dimensão moral e intelectual do clero, dando por sua vez exemplo de uma profunda piedade que se expressava na devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à Mãe de Deus. Tinha grande devoção ao Santíssimo Sacramento e convidava os fieis a participar nas celebrações eucarísticas. Graças a suas diligências, aumentou o número de novas igrejas e capellas, também foram restaurados muitos templos. Não obstante as difíceis circunstâncias políticas, realizou três sínodos diocesanos, organizando normas legislativas em diferentes iniciativas, dando-lhes maior apoio e assegurando sua estabilidade. O bispo José Sebastián conhecía as necessidades de seus fieis e rodeava de cuidados os mais pobres de sua diocese. As creches para crianças, as cantinas populares para os pobres, os refúgios para os que não tinham casa, a preparação nos trabalhos domésticos para as jóvens, as becas para os seminaristas sem recursos económicos, são algumas das obras existentes que se devem à sua iniciativa. Compadecía-se das injustiças sofridas pelos trabalhadores, e se dedicou com empenho a solucionar alguns problemas de seu tempo como a emigração e o alcoolismo. Em suas cartas pastorais, nos artígos publicados e noutros escritos sobressaía a necessidade de respeitar estritamente o ensino social do Papa Leão XIII. Dotado copiosamente por Deus, não desperdiçava os talentos recebidos mas os desenvolvia e multiplicava. Uma das provas de seu incrível labor são seus numerosos escritos que contém obras teológicas, históricas, livros sobre a lei canónica, manuais, devocionáqrios, cartas pastorais, charlas e homilías. Monseñor Pelczar morreu na noite de 27 para 28 de Março de 1924. Ficou na memória como homem de Deus que, apesar dos tempos difíceis que lhe tocou viver, cumpriu sempre sua vontade. O professor, P. Antonio Bystrzonowski, discípulo e sucessor do prof. Pelczar na cátedra universitária, no dia de seu enterro disse: “O defunto Bispo de Przemyśl unia em si as mais belas qualidades e talentos: um zelo apostólico e um espírito de iniciativa levado à prática com energia. A luz de uma grande sabedoría, talvez maior por suas virtudes. Monsenhor, brilhava como modelo e exemplo de um trabalho extraordinário unido a um entusiasmo juvenil”. Em 2 de Junho de 1991, durante sua IV peregrinação à Polónia, o Santo Padre João Paulo II beatificou o Mons. José Sebastián Pelczar en Rzeszów. As Reliquias do Beato se encontram na catedral de Przemyśl. Em Cracóvia o beato José Sebastián é venerado, de modo especial, na igreja das Servas do Sagrado Coração de Jesus, onde se encontra a capela a ele dedicada. Canonizado por João Paulo II, na Basílica Vaticana, em 18 de Mao de 2003. Catholic.net Catho
Doroteo de Gaza, Santo
Asceta, Marzo 28
Doroteo de Gaza, Santo
Doroteo de Gaza, Santo

Asceta

(Uma pessoa que se dedica particularmente à prática e exercício da perfeição espiritual)

Etimológicamente significa “ don de Dios”. Viene de la lengua griega. Hay días en el Santoral, en el que abundan muchos nombres. Y al ver Doroteo, el de Gaza es el que tiene mayor esplendor y fama. Vino al mundo en Palestina cuando el siglo VI terminaba. Durante su infancia y adolescencia le tenía pánico y horror a los estudios. No hay nada nuevo bajo el sol. ¡Que se lo digan a tantos estudiantes! Todo cambió al entrar en el monasterio del abad Seridio. Este buscó al monje Juan para que lo educara y le enseñara cuanto fuera necesario. Por lo visto después, este maestro tuvo que ser excelente, ya que desde entonces se entregó al estudio con enorme interés y pasión. Pero no solamente había ingresado en el monasterio para ser más sabio en letras y en ciencias, sino también y, sobre todo, para ser santo. Son dos actividades que deben ir paralelas si queremos logra el equilibrio personal al que estamos llamados como personas. Le encomendaron la preciosa misión de cuidar a los ancianos y enfermos. Una realidad palpitante en nuestra sociedad, saturada de consumo y falta de humanidad en no pocos casos. Este trabajo le proporcionó mucha más sabiduría práctica que todo lo anterior. Son – como los niños – la porción privilegiada del Evangelio, inclinado siempre con los débiles en todos los sentidos. Lo formaron de tal manera que, que cuando fue nombrado abad del monasterio entre Gaza y Majuna, escribió libros ascéticos acerca de la vida monástica. Cuando sus maestros pasaron a mejor vida, fue él mismo el que se hizo cargo de todo el monasterio. Igual que le había ocurrido a él, hizo lo mismo con el joven Dositeo. Tan bien lo educó que llegó a ser un santo en el que brillaba su virtud. Murió en el siglo VII.¡Felicidades a quien lleve este nombre!
Guntrano, Santo
Rey, Marzo 28
Guntrano, Santo
Guntrano, Santo

Rei de Borgonha e Orleáns.

Era nieto de Santa Clotilde. Hermano de los reyes Charibert y Sigebert. Repudiò la primera esposa, Veneranda, luego de haberle dado sólo un heredero que murió a edad temprana. La segunda esposa, Merestrude no tubo mejor suerte, murió poco después de su parto junto con el niño. Austrechilde, la tercera esposa, le dio dos niños que murieron jóvenes. Guntrano, luego de estas vivencias, llegó a la conclusión de que su luto era consecuencia de los pecados cometidos, se comprometió a no caer en la tentación de cambiar de esposa en la busqueda de un heredero, adoptando a su sobrino Chieldeberto, huérfano de uno de sus hermanos. En su conversión al cristianismo superó así con remordimiento los actos anteriores de su vida, consagrando su energía y fortuna a construir la Iglesia. Pacificador, protector de los oprimidos, atendía a los enfermos, tierno con sus súbditos, generoso en sus limosnas, especialmente en épocas de hambre o plaga. Obligaba al correcto cumplimiento de la ley sin favoritismos, perdonó incluso ofensas contra él incluyendo a dos que intentaron asesinarlo. Murió el 28 de Marzo de 592, fue enterrado en la Iglesia de San Marcelo que él habia fundado, su craneo ahora se conserva en una urna de plata. Fue declarado santo casi inmediatamente después de su muerte por sus súbditos.
Esteban Harding, Santo
Abad y Fundador, Marzo 28
Esteban Harding, Santo
Esteban Harding, Santo

Confesor, tercer abad de Cîteaux

Nació en Sherborne en Dorsetshire, Inglaterra, a mediados del siglo XI; murió el 28 de Marzo de 1134. Recibió su primera educación en el monasterio de Sherborne y más tarde estudió en París y Roma. Al regreso de esta última ciudad, se detuvo en el monasterio de Molesme y, quedó tan impresionado de la santidad de Roberto, el abad, que decidió unirse a esa comunidad. Aquí practicó grandes austeridades, llegó a ser uno de los principales partidarios de San Roberto y fue uno de los veintiún monjes que, por la autoridad de Hugo, arzobispo de Lyons, se retiró a Cîteaux para instituir una reforma en la nueva fundación en ese lugar. Cuando San Roberto fue llamado nuevamente a Molesme (1099), Esteban llegó a ser prior de Cîteaux bajo Alberico, el nuevo abad. A la muerte de Alberico (1110), Esteban, que estaba ausente del monasterio en ese momento, fue electo abad. El número de monjes se había reducido mucho, dado que no habían ingresado nuevos miembros para reemplazar a los que habían fallecido. Esteban, sin embargo, insistió en retener la estricta observancia instituida originalmente y, habiendo ofendido al Duque de Borgoña, gran promotor de Cîteaux, al prohibir a él y a su familia penetrar al claustro, se vio incluso forzado a pedir limosna de puerta en puerta. Parecía que la fundación estaba condenada a morir cuando (1112) San Bernardo, con treinta compañeros, se unió a la comunidad. Esto resultó ser el inicio de una extraordinaria prosperidad. Al año siguiente Esteban fundó su primera colonia en La Ferté, y hasta antes de su muerte había establecido un total de trece monasterios. Sus talentos como organizador eran excepcionales, instituyó el sistema de capítulos generales y visitas regulares para asegurar la uniformidad en todas sus fundaciones, redactó la famosa “Constitución o Carta dela Caridad”, una colección de estatutos para el gobierno de todos los monasterios unidos a Cîteaux, que fue aprobada por el Papa Calixto II en 1119. En 1133 Esteban, ahora anciano, enfermo y casi ciego, renunció al puesto de abad, designando como su sucesor a Roberto de Monte, quién fue consecuentemente electo por los monjes. La elección del santo, sin embargo, resultó desafortunada y el nuevo abad retuvo el puesto sólo dos años. Esteban fue sepultado en la tumba e Alberico, su predecesor, en el claustro de Cîteaux. La celebración de San Esteban ha sido movida de fecha con el tiempo, del 17 de abril al 16 de julio, luego al 26 de enero, fiesta de los santos Fundadores de la Orden Cisterciense: San Roberto, el beato Alberico y san Esteban. Finalmente, la reciente edición del "Martiriologio romano" muestra su celebración el 28 marzo, como ocasión del día de su muerte. Además de la “Constitución de la Caridad”, comúnmente se le atribuye la autoría del “Exordium Cisterciencis Cenobii” que, sin embargo, pudiera no ser suyo. Se conservan dos de sus sermones y también dos cartas (Nº 45 y 49) en el “Epp. S. Bernardi”.
Beato Enrique Susso
Fue un prodigio de santidad en un ambiente muy corrompido. Nació en 1296 en Suabia, Alemania. A los 15 años fue admitido como religioso en el convento de los Padres Dominicos en Constanza. En la comunidad encontró como profesor un místico muy famoso que influyó en él de manera inmensa. Era el Padre Eckart, cuyos consejos seguían muchas personas con gran entusiasmo. Los primeros años de religioso no fue muy fervoroso; sin embargo, su anhelo de santidad era tan grande e intenso que se propuso empezar una vida espiritual verdaderamente seria. El demonio intentó disuadirlo y desanimarlo con consideraciones de prudencia humana, haciéndole ver que esa conversión era demasiado rápida y que no sería capaz de perseverar en el bien. Frente a esto, el santo se dedicó a pedir a Dios la sabiduría celestial, siendo un admirador constante de este regalo celestial, y recomendando a sus discípulos implorar mucho a Dios por este magnífico don. Los últimos años los pasó el Padre Enrique dedicado a dar dirección espiritual a las religiosas, especialmente a las dominicas, las cuales lo consideraban un verdadero hombre de Dios y un guía espiritual sumamente acertado. Murió en 1365, y dicen que su cuerpo permaneció muchos años incorrupto. Pero después el templo donde estaba enterrado pasó a poder de los protestantes y no se volvió a saber de sus restos. Tuvo muchas visiones y se le apareció la Sma. Virgen María a traerle mensajes celestiales.(*)
(*) Colhi esta biografia de http://peque-semillitas.blogspot.com - "Pequeñas Semillitas" de Felipe de Urca, Argentina, nº 0677, de 28/3/09
http://es.catholic.net/santoral Nota: Por falta de tempo motivada pelo trabalho que tenho desenvolvido nos últimos dias, não me foi possível efectuar a tradução habitual, de espanhol para português, das biografias de muitos dos Santos. Possivelmente isso vai continuar deste modo durante algum tempo. As minhas desculpas. AF. Compilação de António Fonseca

LEITURA Nº 47 - UM ANO A CAMINHAR COM SÃO PAULO

47

“ALEGRAI-VOS SEMPRE NO SENHOR”

É impressionante a insistência com que Paulo, em Fl, fala da alegria: o substantivo aparece 5 vezes e o verbo 11. É ele próprio que se alegra, por vários motivos, com relevo para o facto de estar na prisão, com sérias possibilidades de vir a ser morto (2, 17s), e para a solicitude da parte dos Filipenses (1, 4; 2, 2.17s; 4, 1.10). Estes, por sua vez, são repetidamente convidados a alegrar-se, seja como atitude permanente (1, 25; 3, 1; 4, 4), seja por motivos específicos (2, 17 s; 2, 28).

Humanamente, não é normal que alguém se alegre na tribulação de que está a ser vítima, e, para mais, sem fim à vista. E, então Paulo, que fervia por umas imparável actividade missionária. Como se explica isto?

Vejamos o que ele nos diz em 4, 4-9, quase no final da carta. Embora se trate de uma exortação aos leitores, os motivos pelos quais eles devem alegrar-se são comuns a todos os que comungam da mesma fé em Cristo: os cristãos de Filipos, o Apóstolo e nós, que, talvez, até já experimentamos a alegria a que somos convidados. Mas será que estamos todos conscientes da sua origem profunda, especificidade e significado, particularmente para a nossa missão de cristãos?

Fl 4, 4-9

Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo digo. Alegrai-vos. O que de vós é bondoso seja conhecido de todos os homens. O Senhor está próximo!

Por nada vos deixeis inquietar. Pelo contrário: em tudo, pela oração e pela prece, os vossos pedidos sejam dados a conhecer a Deus, em acções de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

De resto, irmãos, tudo o que seja íntegro, tudo o que seja honroso, tudo o que seja justo, tudo o que seja puro, tudo o que seja agradável, tudo o que seja respeitável, se houver qualquer coisa que seja virtude, se houver qualquer coisa que mereça louvor, tende isso em mente. E o que aprendestes e recebestes, ouvistes de mim e vistes em mim, ponde isso em prática. E o Deus da paz estará convosco.

Que Paulo nos exorte, por duas vezes (v. 4), a segunda das quais com uma especial ênfase, a viver na alegria, e ininterruptamente, significa para já que se trata de algo fundamental para a nossa vida, não só física e mental, coimo sobretudo cristã. A alegria é constitutiva da nossa identidade, está integrada na nossa relação existencial com Cristo Senhor. Mas de que alegria se trata e de como a obter?

A etimologia dos termos gregos correspondentes podem ajudar-nos a encontrar a resposta. Khará (alegria) e káirein (alegrar-se) são da mesma família verbal de kháris (graça) e kharízesthai (agraciar). Na origem da alegria está, pois, uma graça ou gesto benevolente, particularmente para com alguém que, além de socialmente inferior, está numa situação de carência e abatimento. A partir disto, passou a usar-se, como saudação, a palavra alegrar-se, com base na graça que é, para ambas as partes, o encontro entre elas.

Este terá sido um dos motivos que levou Paulo, nas saudações das suas cartas, a substituir alegrar-se por graça, a que habitualmente junta a paz, o termo usado na saudação judaica. Mas a maior novidade está na indicação do autor da graça que é fonte de paz. Deus nosso Pai e o Senhor Jesus Cristo (Fl 1, 2). É de Deus que recebemos a maior graça: a salvação oferecida na morte redentora de seu Filho e a que temos acesso pela fé que, por sua vez, nos leva a viver no seu amor. Portanto, é nesta dupla comunhão com Deus, e nele, com os irmãos, que está a fonte única e inexcedível da nossa alegria.

Ambas são referidas por Paulo (v. 1): na comunhão inter-humana insere-se o que em nós há de bondoso e que deve ultrapassar o âmbito das relações entre os cristãos; da comunhão de fé com Deus faz a exclamação: o Senhor está próximo, um grito de esperança na gloriosa vinda de Cristo no final dosa tempos, com base na graça da sua primeira vinda. Uma origem da nossa alegria, a dois níveis, que Paulo desenvolve a seguir, mas em ordem inversa, que é, de facto, a da sua constituição: é da comunhão com Deus (vv. 6s) que nasce e se mantém a comunhão entre nós (vv. 8s).

1. Vivemos numa alegria profunda e indestrutível, na medida em que por nada nos deixamos inquietar, mas, ao contrário, em tudo, especialmente nas situações adversas, nos confiamos a Deus, pela oração e pela prece (v. 6). É o que Paulo chama a alegria da fé (1, 25), fruto da presença eficaz do Espírito Santo em nós (Gl 5, 22). A fé exprime-se e alimenta-se particularmente pela oração. E, quando não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser, o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis (Rm 8, 26). E é tal a nossa confiança em Deus que até a prece, com que transmitimos a Deus os nossos pedidos, é feita em acções de graças. Seja qual for a resposta divina, sabemos que será sempre para nosso bem. Tantas e tão grandiosas são as graças dele recebidas.

E que resultado pode ter esta fé em oração, senão a paz de Deus... e com Deus (v. 7)? A Ele devemos a comunhão com Ele. Por isso a paz que dele recebemos ultrapassa toda a inteligência. Se Ele nem sequer poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por nós (Rm 8, 32)!? Ora, se foi assim que Ele nos reconciliou consigo, então, aconteça o que acontecer, no presente e no futuro, podemos ter a certeza de que Ele guardará os nossos corações e os nossos pensamentos, isto é, todo o nosso ser, em Cristo Jesus. Sem mais, da nossa parte?

2. Vivemos numa alegria profunda e indestrutível, se, em paz com Deus, nos entregarmos aos outros, do mesmo modo como Paulo nos trata: como verdadeiros irmãos. É a fé vai actuar na caridade (Gl 5, 6), concretizada aqui em oito modos de agir, distribuídos binariamente (v. 8); o que, visto da minha parte, é íntegro, justo, agradável, cheio de virtude, é completado, visto da parte dos outros, pelo que é honroso, puro, respeitável, meritório de louvor. São qualidades que já, na época, faziam parte do código moral, proposto, por exemplo pelos estóicos. Um ideal, portanto, que devemos ter em mente. Mas, como pô-lo em prática, de um modo total e persistente?

Para isso, para que seja autêntica caridade, precisamos da energia da graça, própria do Evangelho, aprendido e recebido de Paulo e por ele vivido (v. 9). Então sim, pela entrega incondicional e gratuita com que o fazemos, é o Deus da paz que actua em nós e é anunciado ao vivo por nós. E se for acolhido pelos outros, nomeadamente por aqueles a quem nos entregamos, torna-se fonte, também para eles, da verdadeira paz, a que ultrapassa toda a inteligência e capacidade humanas. E a nossa alegria será completa: a alegria de vermos a nossa vida a frutificar na vida daqueles a quem a damos: a alegria, que é um dos rostos mais visíveis da fé e da caridade que temos em Cristo. Graças a Deus!

In:Um Ano a caminhar com São Paulo

De: D. Anacleto de OliveiraBispo Auxiliar de Lisboa

Compilado por: António Fonseca - 27-03-2009

DIA DA VIDA - 25 de Março

Catholic.netApenas hoje é que tomei conhecimento deste texto que me foi enviado pelo site es.catholic.net/santoral, e dado que o acho bastante importante, transcrevo-o em seguida, tendo procurado primeiro fazer a sua tradução aproximada para Português. Dia da vida 2009
Día de la vida 2009 Fonte: Conferência do Episcopado Mexicano Autor: Rodrigo Aguilar Martínez Tehuacán, Pue., 25 de Março de 2009
Em 25 de Março se celebra em grande número de países o “Dia da Vida”, centrados no acontecimento que nos narra S. Lucas no seu Evangelho, quando o arcanjo Gabriel anúncia a Maria os planos que Deus tem para com ela: que conceba e dê à luz um filho, a quem porá o nome de Jesus e será Filho do Altíssimo. A narração do facto, simples e sublime, coloca.nos embelezados e agradecidos ante a atitude da Virgem Maria, que aceita os planos de Deus, pondo-se como “escrava” e disposta inteiramente a cumprir o que Deus queria. Maria cumprirá sua missão como mãe, discípula e missionária de Cristo Jesus. O “sim” de Maria une-se ao “sim” do Filho de Deus para fazer-se Homem, como disse de Jesus Cristo o autor da Carta aos Hebreus: “Aqui estou, Deus meu; venho para cumprir a tua vontade”. Na oração do Rosário, este é o primeiro dos mistérios gozosos e, pelo mesmo, o primeiro de toda a sequência de mistérios da vida e missão de Cristo Jesusmistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos, como os vamos desfilando no Rosário -, a quem está profundamente unida a Virgem María. Desta maneira o mistério da anunciação do Senhor, ou também da encarnação de Jesus Cristo, é o escondido e igualmente tangível gesto de amor de Deus Pai à humanidade; a Virgem Maria vive a notícia na intimidade, acolhe a Cristo primeiro na fé e logo o vai sentindo físicamente, como vai crescendo nas suas entranhas, para dá-lo à luz nove meses depois – é a gozosa celebração do Natal em 25 de Dezembro - educá-lo e entregá-lo à humanidade para nosso bem. O “sim” de Deus Pai em bem de todos nós, a que se une o “sim” de Cristo Jesus e da Virgem Maria, se una o nosso “sim”: com gratidão e louvor a Deus que nos ama tanto que nos há dado o seu Filho único; com acolhida gozosa do dom da vida, para respeitá-la, promovê-la e usá-la sabiamente e serviço generoso aos demais: • Nós, nascidos e que vivemos, agradecidos pelo carinho de nossos pais, que nos receberam (não nos abortaram), nos educaram, ajudaram para que sejamos pessoas de bem; • As mães que estejam grávidas: acolhedoras do bebé que levam em suas entranhas, sentindo-o físicamente e dando-lhe amor com ternura e constância desde antes de nascer; • Aos pais, corresponsáveis em acolher e educar o filho, em unidade conjugal; • Homem e mulher, esposos que se convertem em pais, participantes da obra criadora de Deus, promotores de vida plena em cada um dos filhos que Deus lhes há concedido;Ante os muitos sinais de cultura de morte (aborto, eutanásia, assassinatos, violência, insegurança, perda de esperança…), defendamos e promovamos a cultura da vida, sendo verdadeiros, amáveis, justos, solidários, cheios de esperança em Jesus Cristo que nos salva e nos quere como colaboradores criativos e eficazes, com o dom de seu Espírito.
+ Rodrigo Aguilar Martínez Bispo de Tehuacán http://es-catholic.net/santoral Transcrição e tradução de António Fonseca