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sábado, 11 de abril de 2009

SÁBADO SANTO - VIGILIA PASCAL

Sábado Santo
Jesus está sepultado. É um dia de reflexão e silêncio.
Sábado Santo
Sábado Santo

A Vigilia Pascal

O Sábado santo é um dia de oração junto ao túmulo esperando a ressurreição. É dia de reflexão e silêncio. É a preparação para a celebração da Vigilia Pascal. Pela noite leva-se a cabo a celebração da Vigilia Pascal. Esta celebração tem três partes importantes que terminam com a Liturgia Eucarística:

1. Celebração do fogo novo. 2. Liturgia da Palavra. 3. Liturgia Baptismal.

Era costume, durante os primeiros séculos da Igreja, baptizar pela noite de Sábado Santo, aos que queriam ser cristãos. Eles se preparavam durante os quarenta dias da Quaresma e acompanhados por seus padrinhos, nesse dia apresentavam-se para receber o Baptismo. Também, neste dia os que faziam penitência pública por suas faltas e pecados eram admitidos como membros da assembleia.
Actualmente, a Vigilia Pascal conserva esse sentido e nos permite renovar nossas promessas baptismais e acercar-nos da Igreja com um espírito renovado.

a) Celebração do fogo novo:

Ao iniciar a celebração, o sacerdote apaga todas as luzes da Igreja, acende um fogo novo e com ele o círio pascal, que representa a Jesus. Sobre o círio, marca o ano em letras gregas "Alfa" e "Omega", que significam que Jesus é o princípio e o fim do tempo e que este ano lhe pertence. O sacerdote levará a cabo a bênção do fogo. A seguir faz-se a procissão, na qual se vão acendendo as velas e as luzes da Igreja, o sacerdote canta o Pregão Pascal. O Pregão Pascal é um poema muto antigo (escrito à volta do ano 300) que proclama a Jesus como o fogo novo.

b) Liturgia da Palavra:

Depois da Celebração do fogo novo, segue-se a leitura da Palavra de Deus. É costume ler sete leituras, começando com a Criação até chegar à Ressurreição. Uma das leituras mais importantes é a do livro do Êxodo, em que se relata a passagem do Mar Vermelho, em que Deus salvou os israelitas das tropas egípcias que os perseguiam. Recorda-se que esta noite Deus nos salva por Jesus.

c) Liturgia Baptismal:

Costuma haver baptismos neste dia, mas ainda que os não haja, benze-se a Pia Baptismal ou um recipiente que a represente e recita-se a Ladainha dos Santos. Esta ladainha nos recorda a comunhão de intercessão que existe entre toda a família de Deus. As ladainhas nos permitem unir-nos à oração de toda a Igreja na terra e a Igreja triunfante, dos anjos e santos do Céu. A água benzida é o símbolo que nos recorda o nosso Baptismo. É um símbolo que nos recorda que com a água do baptismo passamos a formar parte da família de Deus.
A todos os que já estamos baptizados, esta litúrgia nos convida a renovar nossas promessas e compromissos baptismais: renunciar a Satanás, a suas seduções e a suas obras. E também, a confirmar nossa entrega a Jesus Cristo.

Sugestões para viver a festa

Há quem costume neste dia acender suas velas do baptismo e levar um círio pascal à igreja ou água benta, para ter em suas casas.
http://es-catholic.net Compilação de António Fonseca

SÁBADO SANTO-11-ABRIL

Maria é a primeira participante de todo o sacrifício Sábado Santo. Tratemos de imitar a María em sua fé, em sua esperança e em seu amor, que a sustêem no meio da prova.
María es la primera partícipe de todo el sacrificio
María es la primera partícipe de todo el sacrificio
Contemplemos o coração da Santíssima Virgem —dorido na paixão—, nas lamentações do profeta Jeremías. O profeta está referindo-se à destruição de Jerusalém, mas nesta poesia, que é a lamentação, há muitos textos que recolhem a dor de uma mãe, a dor de Maria. Como disse o profeta: “Um Deus que rompe os muros e entra na cidade”. Poderia ser interessante tomar este texto desde o capítulo II das lamentações de Jeremías, e ir vendo como se vai desenrolando esta dor no coração da Santíssima Virgem, porque pode surgir em nossa alma uma experiência da dor de Maria, pelo que Deus fez n'Ela, pelo que Deus realizou n'Ela; mas pode dar-nos também uma experiência muito grande de como Maria enfrenta com fé esta dor tão grande que Deus produz em seu coração. Uma dor que a Ela lhe vêm ao ver a seu Filho em tudo o que havia padecido; uma dor que lhe vem ao ver a ingratidão dos discípulos que haviam abandonado a seu Filho; a dor que teve que ter Maria ao considerar a inocência de seu Filho; e sobretudo, a dor que teria que prover à Santíssima Virgem de seu amor tão terno por seu Filho, ferido pelas humilhações dos homens. Maria, em Sábado Santo na noite e domingo na madrugada, é uma mulher que acaba de perder a seu Filho. Todas as fibras de seu ser estão sacudidas pelo que viu nos dias culminantes da paixão. Como impedir a Maria o sofrimento e o pranto, se havia passado por uma dramática experiência cheia de dignidade e de decoro, mas com o coração quebrado. Maria —não o esqueçamos—, é mãe; e nela está presente a força da carne e do sangue e o efeito nobre e humano duma mãe por seu Filho. Esta dor, junto com o facto de que Maria haja vivido tudo o que havia vivido na paixão de seu Filho, mostra seu compromisso de participação total no sacrifício redentor de Cristo. Maria quis participar até o final nos sofrimentos de Jesus; não recusou a espada que havia anunciado Simeão, e aceitou com Cristo o desígnio misterioso de seu Pai. Ela é a primeira participante de todo sacrifício. Maria fica como modelo perfeito de todos aqueles que aceitaram associar-se sem reserva à oração redentora. ¿Que passaria pela mente de nossa Senhora este sábado na noite e domingo na madrugada? Todos as recordações se juntam na mente de Maria: Nazareth, Belém, Egipto, Nazareth de novo, Canaán, Jerusalém. Talvez en seu coração revive a morte de José e a solidão do Filho com a mãe depois da morte de seu esposo...; o dia em que Cristo partiu para a vida pública..., a solidão durante os três últimos anos. Uma solidão que, agora, Sábado Santo, se faz mais negra e pesada. São todas as coisas que Ela conserva em seu coração. E se conservava no coração a seu Filho no templo dizendo-lhe: “¿Acaso não devo estar nas coisas de meu Pai?”. ¡Que haveria em seu coração ao contemplar a seu Filho dizendo: “Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito, tudo está consumado”! ¿Como estaría o coração de Maria quando vê que os poucos discípulos que ficam o baixam da cruz, o envolvem em lençois aromáticos, o deixam no sepulcro? Um coração que se vê banhado e iluminado nestes momentos pela única luz que há, que é a de Sexta-feira Santa. Um coração em que a dor e a fé se fundem. Vejamos toda esta dor de alma, todo este mar de fundo que tinva que haber necessáriamente n'Ela. Apenas há vinte e quatro horas que havia morrido seu Filho. ¡Que não sentiria Santíssima Virgem! Junto com esta reflexão, penetremos no gozo de Maria na ressurreição. Tratemos de ver a Cristo que entra na habitação onde está a Santíssima Virgem. O carinho que haveria nos olhos de nosso Senhor, a alegria que haveria em sua alma, a ilusão de poder dizer a sua mãe: “Estou vivo”. O gozo de Maria poderia ser o simples gozo de uma mãe que vê de novo a seu Filho depois de uma tremenda angústia; mas a relação entre Cristo e Maria é muito mais sólida, porque é a relação do Redentor com a primeira redimida, que vê triunfador o que é e sentido de sua existência. Cristo, que chega junto a Maria, enche sua alma de gozo que nasce de ver cumprida a esperança. ¡Como estaria o coração de Maria com a fé iluminada e com a presença de Cristo em sua alma! Se a encarnação, sendo un grandíssimo milagre, fez que Maria entoasse o Magníficat: “Minha alegria que grande é quando exalta minha alma ao Senhor. Quanto se alegra minha alma em Deus meu Salvador, porque olhou a humilhação de sua escrava, e desde agora me dirão ditosa todas as generações, porque o Poderoso fez obras grandes em mim, seu nome é Santo”. ¿Qual seria o novo Magníficat de Maria ao encontrar-se com seu Filho? ¿Qual seria o cântico que aparece pela alegria de ver que o Senhor há cumprido suas promessas, que seus inimigos não puderam com Ele? E porquê não repetir com Maria, junto a Jesus ressuscitado, este Magníficat com um novo sentido. Com o sentido já não simplesmente duma esperança, mas de uma promessa cumprida, duma realidade presente. Eu, que sou testemunha da cena, ¿que devo experimentar?, ¿que em que haver em mim? Deve brotar em mim, portanto, sentimentos de alegria. Alegrar-me com Maria, com uma mãe que se alegra porque seu Filho voltou. ¡Que coração tão duro, tão insensível seria ele que não se alegrasse por isto! Tratemos de imitar a Maria em sua fé, em sua esperança e em seu amor. Fé, esperança e amor que a sustentam no meio da prova; fé, esperança e amor que a fizeramencher-se de Deus. A Santíssima Virgem Maria deve ser para o cristão o modelo mais acabado da nova criatura surgida do poder redentor de Cristo e o testemunho mais eloquente da novidade de vida trazida ao mundo pela ressurreição de Cristo. Tratemos de viver em nossa vida a verdadeira devoção para com a Santíssima Virgem, Mãe amantíssima da Igreja, que consiste especialmente na imitação de suas virtudes, sobretudo de sua fé, esperança e caridade, de sua obediência, de sua humildade e de sua colaboração no plano de Cristo.
  • Perguntas ou comentários ao autor
  • P. Cipriano Sánchez LC http://es-catholic.net recolhido por António Fonseca __________________________

    ESTANISLAU DE CRACOVIA, Santo (e outros)-11-ABRIL

    Estanislao de Cracovia, Santo
    Estanislao de Cracovia, Santo
    Estanislao de Cracovia, Santo
    Bispo e Mártir, Abril 11

    Bispo e Mártir

    A história recorda o rei Boleslao II de Polónia (1058-1079) por suas vitórias militares que consolidaram seu jovem Estado e o ampliaram, pela valorização das terras que ele promoveu com uma nova organização territorial, e pelas reformas jurídicas e económicas. Mas o primeiro historiador polaco, Vicente Kadlubeck, deste rei recorda também as graves injustiças e a conduta privada imoral. Mas em seu caminho Boleslao se encontrou com um severo censor. Como João Bautista a respeito de Herodes, o valente Bispo de Cracóvia, Estanislao, levantou a voz, admoestando o poderoso soberano sobre o dever de respeitar os derechos alheios. Estanislao nasceu em Szczepanowski (Polónia) no ano 1030, de pais mais bem pobres. Fez seus primeiros estudos com os benedictinos de Cracóvia, e depois os aperfeiçoou na Bélgica e em París. Quando regressou à pátria, distinguiu-se pelo seu zelo e pelas benéficas iniciativas que realizou com caridade e inteligência. Morto o Bispo de Cracóvia, o Papa Alejandro II nomeou-o seu sucessor. Sua nomeação foi promovida não só pelo povo e o clero, mas também pelo mesmo Boleslao II, que nos primeiros anos colaborou na obra de evangelização de toda a região e na formação do clero local, secular, que pouco a pouco deveria ocupar o posto dos monges beneditinos na administração da Igreja polaca. A boa harmonia entre o Bispo e o soberano durou até quando o valente Estanislao teve que antepôr seus deveres de pastor à tolerância para com as faltas do amigo, pois a reprovável conduta do soberano podia fomentar as maus costumes dos súbditos. Com efeito, as crónicas do tempo narram que o rei se enamorou da bela Cristina, esposa de Miecislao , sem pensar duas vezes,fê-la raptar com grave escândalo para todo o país. Estanislao o ameaçou com a excomunhão e depois o excomungou; então o rei Boleslao se enfureceu e mandou assassinar a Estanislao em Cracóvia, na igreja de santa Matilde,“assassinato na catedral” durante a celebração da missa. Parece que o horrivel o cometeu o mesmo soberano, depois que os guardas se viram obrigados a retirar-se por uma força misteriosa. Era em 11 de abril de 1079.

    Estanislao de Cracovia, Santo
    Estanislao de Cracovia, Sant

    Desde o mesmo dia de seu martírio, os polacos começaram a venerá-lo. S. Estanislao foi canonizado em 17 de agosto de 1253 na basílica de S. Francisco de Assis, e desde então se difundiu o seu culto em toda a Europa e América.

    Elena Guerra, Beata
    Virgem, Abril 11
    Elena Guerra, Beata
    Elena Guerra, Beata

    Fundadora das Oblatas do Espírito Santo

    Elena nasceu em 23 de Junho de 1835.
    Uma data marcaria sua vida: em 5 de Junho de 1845, data de sua Confirmação. A preparação para este sacramento e a vivência da presença do Espírito significaram, para aquela menina de dez años, um passo decisivo em sua espiritualidade, que jamais olvidaria. E, para conhecer mais e melhor o Espírito Santo, começou a ler assiduamente a Sagrada Escritura e os Santos Padres, na língua em que por então podiam ler-se: o latim. Em 1872, depois de uma enfermidade, que a reteve em casa durante anos, e de uma peregrinação a Roma, fundou a «Congregação de Santa Zita», sem um projecto claro de vida comunitária, para a formação de meninas e jóvens. A aluna mais famosa do colégio das «zitinas» de Luca foi Gema Galgani. Mais tarde quando se decidiram à vida em comum, vestiram o hábito religioso e redigiram as Constituições, receberam a aprovação do bispo diocesano, monsenhor Ghilardi. Assim nasceu a Congregação das Oblatas do Espírito Santo. Elena descobriu a importância da «boa imprensa», e a escrever folhetos e folhas soltas dedicou todo o tempo que lhe deixava o governo de sua congregação, e todo o dinheiro que pôde conseguir de sua família.
    Seus escritos tinham um destinatário quase fixo: a mulher nos seus diferentes estados de vida. Os temas eram vários, ainda que pouco a pouco foi transformando pelo que constituiría o principal objectivo de sua vida e de seu apostolado: o Espírito Santo.
    A iniciativa da Beata Elena Guerra em finais do século dezanove, o Papa Leão XIII pediu a todos os fieis que celebraram uma novena solene (9 días de oração) perpetuamente entre a Ascensão e Pentecostes pela unidade da cristandade.
    Morreu recusada, caluniada e incompreendida em 11 de abril de 1914. Em 26 de abril de 1959 João XXIII a proclamou beata e apóstola do Espírito Santo.
    BENIGNÍSSIMO JESUS Benigníssimo Jesus, manda-nos o vosso Espírito com sua Luz, para que sejais melhor conhecido. Manda-nos com seu Fogo, para que sejáis mais amado. Manda-nos com os seus Dons para que sejáis verdadeiramente imitado. Amén.
    Oração escrita pela Beata Elena Guerra
    Calínico, San
    Bispo, Abril 11
    Calínico, San
    Calínico, San

    Bispo

    Etimológicamente significa “o que alcança uma bela vitória". Na mitología, sobrenome de Heracles. Vem da língua grega.
    Rezando, te surpreenderás às vezes a dizer: ”Meu pensamento se perde, meu coração se dispersa”. O Evangelho te responde: “Deus é maior do que teu coração”. Em todo o momento, abandona-te de corpo e de espírito. Confía-lhe tudo o que te pesa. Atreve-te a dizer-lhe: ”Concede-me o dar-me a mim mesmo”. Com outros, canta-lhe até descobrir o desejo de Deus. Morreu em 1868. Este santo, de nome raro, foi um grande confessor. Depois de fazer seus estudos numa escola greco-romana de Bucarest, pensou muto seriamente onde estaria o futuro de sua vida. E, após muitas horas de reflexão, oração e contemplação, decidiu-se por entrar no mosteiro de Tchernica. Prontamente, levado por seus ideais de vocação, distinguiu-se por seu zelo ascético. Quando vieram as suas boas disposições, ordenaram-no sacerdote. A partir deste instante, dedicou-se ao ministério da confissão com toda a sua alma. Confessava a laicos e sacerdotes de todos os lados. Depois de levar a cabo uma peregrinação ao Monte Atos, teve que suportar muitas dificuldades devidas, em grande parte, à insurrecção de 1821.Muitos habitantes de Bucarest, temendo a repressão dos Turcos, refugiaram-se no seu mosteiro.Fez todo o possível para dar-lhes alimento. Sabia que Deus era maior que ele.Com o tempo, o mosteiro teve em seu interior até 30 monges. A rogos do príncipe Barbu Stibei, aceitou ser bispo de Rimmi-Vilcea, onde restaurou igrejas e deu um claro dinamismo chave nos seus assuntos pastorais, animando-os a levar uma vida espiritual inspirada no ideal monástico.¡Felicidades a quem tenha este nome!
    Angelo Carletti de Chivasso, Beato
    Franciscano, Abril 11
    Angelo Carletti de Chivasso, Beato
    Angelo Carletti de Chivasso, Beato
    Nascido no año 1411 em Chivasso, diocese de Ivrea, Itália. Estudou leis em Bolonha, e exerceu em Monferrato.
    Foi eleito senador, mas abandonou sua função e seu trabalho para unir-se aos franciscanos em Génova. Notável teólogo. Foi Núncio Papal para S.S. Sixto IV e também para o Papa Inocêncio VIII. Pregava contra os prestamistas e usurários. Escreveu "Casos de Consciência", um dicionário de teología moral. Entrou no reino dos céus em 11 de abril de 1495 em Coni, Itália. Seu culto foi confirmado pelo Papa Benedicto XIV.
    Sinforiano Ducki, Beato
    Mártir, Abril 11
    Sinforiano Ducki, Beato
    Sinforiano Ducki, Beato
    Nasceu em 10 de Maio de 1888 em Varsóvia. No baptismo, em 27 de Maio, recebeu o nome de Félix. Frequentou a escola elementar na nativa Varsóvia. Quando em 1918 os capuchinhos regresaram ao seu convento próprio, abandonado com a supressão czarista de 1864, Félix Ducki, que tempos atrás sentira a vocação, uniu-se a eles, primeiro ajudando simplesmente a reorganização do convento e mais tarde como postulante. Em 19 de Maio de 1920 começou o noviciado em Nowe Miasto com o nome de frei Sinforiano. Terminado o ano de noviciado dedicou-se ao serviço fraterno nos conventos de Varsóvia, de Lomza e de novo em Varsóvia (desde 27 de Maio de 1924), até à profissão solene, em 22 de Maio de 1925.
    Em Varsóvia desempenhou primeiro o oficio de irmão esmoler, preocupando-se sobretudo em recolher ofertas para a construção do Seminário Menor de San Fidel. Depois foi nomeado irmão sócio do padre Provincial.
    De carácter sociável, simples, cortez e amigável, facilmente conquistava a simpatia do povo e novos amigos para a Ordem. Não obstante sua vida tão activa no meio da gente, não perdeu nunca o espírito interior, distinguindo-se por sua oração devota e fervorosa. Era conhecido e estimado pelos habitantes da capital e lhe chamavam "padre" ainda que não fosse sacerdote. Ao sobrevir a II Guerra mundial esforçou-se para que não faltasse o necessário nem a seus irmãos frades nem aos demais pobres, até que em 27 de Junho de 1941, dia em que a Gestapo prendeu a todos os 22 capuchinhos do convento da capital. Num primeiro momento frei Sinforiano foi internado na prisão de Pawiak, e logo, em 3 de Setembro, no campo de concentração de Auschwitz. De constituição robusta, sofreu mais que os outros a fome e as perseguições, suportando tudo em silêncio. As míseras rações que recebiam não cobriam nem sequer a quarta parte da necessidade do organismo de um homem normal. Depois de sete meses foi condenado a uma morte lenta. Uma tarde, enquanto os guardas do campo haviam começado a assassinar prisioneiros de um modo bestial, destroçando-lhes a cabeça com garrotes, frei Sinforiano teve a valentía de fazer sobre os caídos o sinal da cruz. Uma testemunha ocular e companheiro de prisão César Ostankowicz declara que houve um momento de aturdimento e surpresa, a que se seguiu a ordem de matar a Sinforiano.
    Um golpe na cabeça o fez cair ao solo entre os esbirros e os prisioneiros. Pouco depois teve forças para levantar-se e fazer de novo o sinal da cruz. Foi então quando o assassinaram. Era o 11 de abril de 1942. A morte de frei Sinforiano pôs fim à tremenda matança que os soldados estavam perpetrando, e uns quinze prisioneiros se salvaram assim da morte. Estes, com grande veneração, carregaram a frei Sinforiano no carro que o levaria, com os demais cadáveres, para o forno crematório.
    Com o seu martírio Frei Sinforiano demonstrou heroicamente sua fé na Trindade, e salvou de uma morte segura a um grupo de companheiros de prisão.
    http://es-catholic.net/santoral
    Compilação, transcrição e tradução António Fonseca