OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

S. MARTINHO (e outros)-13,14,15,16,17,18 e 19-ABRIL

Mensagem prévia explicativa:
Em virtude de amanhã terça-feira, 14 de Abril, ter de dar entrada na Casa de Saúde, para ser submetido a uma intervenção cirúrgica ao meu braço esquerdo (que espero em Deus nosso Senhor, que não seja complicada) vou ter que interromper os meus escritos nesta página, durante alguns dias, pelo que hoje, incluo os nomes dos Santos que se celebram nestes próximos dias. Se os meus Amigos e Irmãos em Cristo estiverem interessados, poderão através de um clique em cada nome abaixo indicado, para consultar as suas biografias no site es-catholic.net/santoral (em espanhol).
- Martín l (Martinho), Santo Abril 13 Papa e Mártir, Abril 13
Hermenegildo, Santo Abril 13 Mártir, Abril 13
Margarita de Ciudad Castillo, Beata Abril 13 Laica Dominicana, Abril 13
Sabas Reyes Salazar, Santo Abril 13 Mártir Mexicano, Abril 13
Ida de Bolonia, Beata Abril 13 Matrona, Abril 13 Liduvina, (Ludovina) Santa Abril 14 Patrona de los enfermos crónicos, Abril 14
Valeriano, San Abril 14 Mártir, Abril 14
Juan de Montemarano, Santo Abril 14 Bispo, Abril 14
Pedro González (San Telmo), Santo Abril 14 Dominicano, Abril 14
Isabel (Josefina) Calduch Rovira, Beata Abril 14 Virgem e Mártir, Abril 14 Paterno de Vannes, Santo Abril 15 Bispo, Abril 15
Basilisa y Anastasia, Santas Abril 15 Nobles romanas mártires, Abril 15
César de Bus, Beato Abril 15 Sacerdote, Abril 15
Damián de Molokai (José de Veuster), Beato Abril 15 Leproso voluntario, Abril 15 Engracia, Santa Abril 16 Virgen y Mártir, Abril 16
Benito José Labre, Santo Abril 16 Mendigo, Abril 16
Bernardita Soubirous, Santa Abril 16 Vidente de Lourdes, Abril 16
Lamberto de Zaragoza, Santo Abril 16 Mártir, Abril 16
Joaquín de Siena, Beato Abril 16 Servita, Abril 16
Arcángel Canetoli, Beato Abril 16 Sacerdote, Abril 16 Aniceto, Santo Abril 17 XI Papa, Abril 17
Mariana de Jesús Navarro, Beata Abril 17 Mercedaria, Abril 17
Esteban Harding, Santo Abril 17 Abad y Fundador, Abril 17
Clara Gambacorti, Beata Abril 17 Dominica, Abril 17
Robert de Chaise-Dieu, Santo Abril 17 Abad, Abril 17
Kateri Tekakwitha, Beata Abril 17 Índígena Americana, Abril 17 Perfecto de Córdoba, Santo Abril 18 Mártir, Abril 18
María de la Encarnación, Beata Abril 18 Madre y fundadora del Carmelo Teresiano en Francia, Abril 18
Francisco Solano, Santo Abril 18 Religioso, Abril 18
Andrés Hibernón, Beato Abril 18 Franciscano, Abril 18
Andrés de Montereale, Beato Abril 18 Agustino,Abril 18
Román Archutowski, Beato Abril 18 Sacerdote y Mártir, Abril 18
Savina Petrilli, Beata Abril 18 Fundadora, Abril 18 León IX, Papa Abril 19 CLII Papa, Abril 19
Expedito, Santo Abril 19 Mártir, Abril 19
Emma de Sajonia, Santa Abril 19 Joven noble, Abril 19
Conrado de Ascoli, Beato Abril 19 Religioso Franciscano, Abril 19 NOTA: Conforme disse no parágrafo inicial, estas biografias podem ser consultadas através do site es-catholic.net/santoral ou através dum clique em cada nome. »»»»»»»»»»»»»»»»»»««««««««««««««««««««»»»»»»»»»»»»»»»»»«««««««««« Um pedido: Solicito a todos vós que me lerdes, meus Irmãos em Cristo Nosso Senhor, as vossas orações para que a intervenção a que vou ser submetido, corra bem, seja rápida e em breve que me seja permitido voltar a escrever a minha página e, também para que me sejam perdoados todos os meus pecados. Amén. António Fonseca

LEITURA Nº 50 - UM ANO A CAMINHAR COM SÃO PAULO

50

“TODOS NÓS DEVEMOS SER REVELADOS PERANTE O TRIBUNAL DE CRISTO”

Há cristãos a quem não agrada a ideia de um Deus Juiz, por acharem ser contrária à sua bondade e misericórdia infinitas. E, se é o medo do castigo a mola do agir, onde está a liberdade do Amor cristão?

Mas serão mesmo inconciliáveis a justiça e a caridade? Veja-se o que se passa nas relações humanas: um pai que repreenda e castigue o filho, será porque o não ama? Não o faz, ou deve fazer, exactamente pelo bem que lhe quer, afastando-o do mal e educando-o para a responsabilidade inerente à verdadeira liberdade e não é por isso que o filho ama ainda mais o pai?

Não são tanto os erros da justiça humana que nos fazem duvidar da divina. Pelo contrário: muitos dos Salmos de lamentação são autênticos gritos de socorro de vítimas da injustiça. E quem não deve não teme.

No Símbolo dos Apóstolos, proclamamos que Jesus está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos. Será o momento em que se decide o nosso destino eterno, com base na fidelidade a Deus que a todos e em tudo nos ama. O que esse juízo final significa para a nossa caminhada terrena, pode ver-se no que Paulo nos diz em 2 Cor 4, 16 – 5,10, no final da exposição 4, 7 – 5, 10 sobre o exercício da sua actividade apostólica de diácono da nova aliança (3, 6).

2 Cor 4, 16 – 5,10

Por isso não desanimamos. Pelo contrário, se mesmo o nosso homem exterior se corrompe, o nosso homem interior, porém, renova-se dia após dia. Com efeito, a momentânea leveza da nossa tribulação produz em nós, de superabundância em superabundância, um peso eterno de glória, não tendo nós em vista o que é visível, mas o que é invisível, porque o visível é passageiro, ao passo que o invisível é eterno.

Com efeito, sabemos que, se for destruída a nossa terrestre moradia numa tenda, temos de Deus uma morada no Céu, uma moradia eterna, não manufacturada. E, de facto, é nisto que gememos, ansiando por sermos revestidos pela nossa demora do Céu, se é que somos mesmo encontrados vestidos e não nus. E, de facto, enquanto estamos na tenda, gememos oprimidos, na medida em que não queremos ser despidos, mas revestidos a fim de que o que é mortal seja absorvido pela vida. Mas quem nos preparou para isso mesmo foi Deus, que nos deu o penhor do Espírito.

Portanto, sempre confiantes e cientes de que, habitando no corpo, estamos exilados do Senhor, pois caminhamos através da fé não através da visão... Mas estamos confiantes e preferimos desabitar-nos do corpo e ir habitar para junto do Senhor. Por isso, também nos esforçamos, quer habitando quer desabitando, por lhe sermos agradáveis. Com efeito, todos nós devemos ser revelados perante o tribunal de Cristo, a fim de cada um ser recompensado por aquilo que fez por meio do corpo, seja bem ou seja mal.

Vê-se que o juízo final, referido em 5, 10, estava fora de questão. Era, aliás, convicção também de gregos e judeus. A diferença entre eles reduzia-se, praticamente, à dimensão e ao momento do julgamento: no helenismo, contava-se que fosse individual e logo a seguir à morte; para a tradição apocalíptica judaica, será universal e no final da história. A partir de Dn 7, 9-14, é associada a Deus a figura messiânica do Filho do Homem, que para os cristãos é Jesus Cristo glorioso. Assim, Paulo atribui o poder de Juiz universal tanto a Deus (1 Cor 5, 13; Rm 2, 3; 3, ; 14, 10) como a Cristo, por altura da sua última vinda (1 Ts 2, 19; 1 Cor 1, 8; 4, 4s; 2 Cor 1, 14). Neste caso, Cristo é mediador (Rm 2, 16).

Subjacente a esta expectativa, ainda hoje comum, está a dupla convicção de que há, de facto, um Deus que nos governa e que cada homem, enquanto livre, é responsável pelos seus actos. O primeiro aspecto é expresso pelo devemos introdutório, indicativo do cumprimento do plano de Deus, que inclui os acontecimentos finais da história (1 Cor 15, 25.53). Ao segundo está ligado o Evangelho de Paulo, de um modo explícito (Rm 2, 16) ou implícito, como acontece aqui. Quer isto dizer que o juízo de Deus é inseparável da graça que se manifesta e actua no Evangelho. Não que nele todos recebam por igual, mas porque há uma relação de continuidade e plenitude entre os actos sujeitos a julgamento e a sua realização durante a vida terrena. Para isso apontam:

1. O verbo revelar. Que todos devemos ser revelados perante o tribunal de Cristo é de entender segundo as palavras de 1 Cor 4, 5: na vinda gloriosa de Cristo, é Ele quem há-de iluminar o que se o que se esconde nas trevas e desvendar os desígnios dos corações. E então cada um receberá de Deus o louvor que merece. Ora, se é à luz esplendorosa da glória de Cristo que se tornará visível o que cada um de nós é realmente, então o nosso encontro com Cristo ressuscitado tem, já neste mundo, uma dimensão judicial: da sua aceitação depende a nossa... e a felicidade de vivermos já nos seu amor.

2. A recompensa que cada um receberá. Será por aquilo que fez por meio do corpo, não tanto no sentido de compensação, mas de complementaridade: oferecendo os nossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, estamos a realizar o verdadeiro culto, o racional (Rm 12, 1), estamos a viver na caridade com que Cristo, pela total doação da vida, alcançou a vida ilimitada, na glória da ressurreição.

3. O critério do julgamento no bem ou mal que cada um faz. O termo grego traduzido por mal contém a ideia de inútil, sem valor. Em contraste com isso, o bem tem valor, não apenas porque é expressão da minha bondade, mas contribui para o bem e a vida daqueles a quem o faço. é deste modo que a minha vida vai adquirindo aquela dimensão que transcende, já aqui, os limites da minha individualidade e será completada na comunhão eterna com Deus.

Tomemos, para isso, o exemplo de Paulo, por ele próprio descrito, servindo-se, como metáforas, de três elementos fundamentais para a vida humana: a casa, a veste (5, 1-4) e a pátria (5, 6-9). Todas elas se referem à vida no corpo ou fora dele, a entender, porém, não em oposição à alma, mas na perspectiva da vida terrena, marcada pelas limitações e fragilidades, mais sentidas no corpo. É delas que aspiramos por ser libertados, a fim de que o que é mortal seja absorvido pela vida (v. 4) e de que vamos definitivamente habitar para junto do Senhor (v. 8).

Mas é o mesmo corpo que está já vestido pela graça (v. 4) e animado pelo dom do Espírito (v. 5). Além de nos levar a ansiar mais pelo revestimento total na glória eterna (vv. 2.4), é a isso que devemos o reforço por em tudo agradar a Deus (v. 9) e a capacidade de enfrentar os sofrimentos como uma ocasião para o fortalecimento do homem interior que somos, isto é, para o amor que nos leva a dar a vida pelos outros... e a sentir desde já uma felicidade inexprimível e duradoira (4, 16-18).

In:Um Ano a caminhar com São Paulo

De: D. Anacleto de OliveiraBispo Auxiliar de Lisboa

Compilado por: António Fonseca - 08-04-2009