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sábado, 2 de maio de 2009

FELIPE, SANTIAGO, Santos (e outros)-3-MAIO

Felipe e Santiago o Menor, Santos Maio 3 Apóstolos, Maio 3
Felipe y Santiago el Menor, Santos
Felipe y Santiago el Menor, Santos

Apóstolos

S. Felipe era originário de Betsaida de Galilea. S. João fala dele várias vezes no Evangelho. Narra que o Senhor Jesus chamou a Felipe no dia seguinte das vocações de S. Pedro e Santo André. Dos Evangelhos se deduz que o Santo respondeu ao chamado do Senhor. Escritores da Igreja primitiva e Eusébio, historiador da Igreja, afirmam que S. Felipe pregou o Evangelho em Frigia e morreu em Hierápolis. Papías, Bispo deste lugar, soube pelas filhas do apóstolo, que a Felipe se atribuía o milagre da ressurreição dum morto. A Santiago se lhe chama "o Menor" para diferenciá-lo do outro apóstolo, Santiago o Maior (que foi martirizado pouco depois da morte de Cristo).
O evangelho diz que era de Caná de Galileia, que seu pai se chamava Alfeu e que era familiar de Nosso Senhor. É chamado "o irmão de Jesus", não porque fosse filho da Virgem Maria, a qual não teve senão um só Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, senão porque na Bíblia se lhe chamam "irmãos" aos que provêem de um mesmo avô: aos primos, tios e sobrinhos (e provavelmente Santiago era "primo" de Jesus, filho de alguma irmã da Santíssima Virgem). Na Biblia Sagrada se lê que Abraão chamava "irmão" a Lot, mas Lot era sobrinho de Abraão. E se lê também que Jacob chamava "irmão" a Labão, mas Labão era tio de Jacob. Assim quer dizer que algum era "irmão" de Jesus não significa que Maria teve mais filhos, mas sim que estes são chamados "irmãos", eram simplesmente familiares: primos, etc. S. Paulo afirma que uma das aparições de Jesus Ressuscitado foi a Santiago. E o livro de Os Actos dos Apóstolos narra como na Igreja de Jerusalém era sumamente estimado este apóstolo. (O chamavam "o bispo de Jerusalém"). S. Paulo conta que ele, a primeira vez que subiu a Jerusalém depois de sua conversão, foi visitar a S. Pedro e não viu a nenhum dos outros apóstolos, senão somente a Santiago. Quando S. Pedro foi libertado por um anjo da prisão, correu até a casa onde se hospedavam os discípulos e deixou-lhe o encargo de "comunicar a Santiago e aos demais", que havia sido libertado e que se ia para outra cidade (Act. 12,17).E o Livro Santo refere que a última vez que S. Paulo foi a Jerusalém, se dirigiu antes de tudo "a visitar a Santiago, e ali em casa dele se reuniram todos os chefes da Igreja de Jerusalém" (Act. 21,15). S. Paulo na carta que escreveu aos Gálatas afirma: "Santiago é, junto com João e Pedro, uma das colunas principais da Igreja". (Por tudo isto se deduz que era muito venerado entre os cristãos).
Quando os apóstolos se reuniram em Jerusalém para o primeiro Concilio ou reunião de todos os chefes da Igreja, foi este apóstolo Santiago o que redigiu a carta que dirigiram a todos os cristãos (Actos 15).
Hegesipo, historiador do século II diz: "Santiago era chamado ‘O Santo’. A gente estava segura de que nunca havia cometido um pecado grave. Jamais comia carne, nem tomava licores. Passava tanto tempo ajoelhado rezando no templo, que ao fim se lhe fizeram calos nos joelhos. Rezava muitas horas adorando a Deus e pedindo perdão ao Senhor pelos pecados do povo. A gente o chamava: ‘O que intercede pelo povo’". Muitissimos judeus creram em Jesus, movidos pelas palavras e o bom exemplo de Santiago. Por isso o Sumo Sacerdote Anás II e os chefes dos judeus, um dia de grande festa e de muita concorrência lhe disseram: "Te rogamos que já que o povo sente por ti grande admiração, te apresentes ante a multidão e lhes digas que Jesus não é o Messías o Redentor". E Santiago se apresentou ante o gentío e lhes disse: "Jesus é o enviado de Deus para salvação dos que queiram salvar-se.E o veremos um dia sobre as nuvens, sentado à direita de Deus". Ao ouvir isto, os chefes dos sacerdotes se encheram de ira e diziam: "Se este homem segue falando, todos os judeus se vão fazer seguidores de Jesus". E o levaram à parte mais alta do templo e desde ali o deixaram cair ao precipício. Santiago não morreu logo e de joelhos, rezava dizendo: "Deus Pai, te rogo que os perdoes porque não sabem o que fazem". O historiador judeu, Flávio Josefo, diz que a Jerusalém chegaram grandes castigos de Deus, por haver assassinado a Santiago que era considerado o homem mais santo de seu tempo.
Este apóstolo redigiu um dos escritos mais agradáveis e proveitosos da Bíblia Sagrada. O que se chama "Carta de Santiago". É uma mensagem formosa e sumamente prático. Oxalá nenhum de nós deixe de lê-la. Se encontra no final da Biblia. Ali diz frases tão importantes como estas: "Se alguém se imagina ser pessoa religiosa e não domina sua língua, se equivoca e sua religião é vã". "Oh ricos: se não compartilharem com o pobre suas riquezas, preparem-se para grandes castigos do céu". "Se algum está triste, que reze. Se algum fica doente, que chamem aos presbíteros e o unjam com o santo óleo, e essa oração lhe aproveitará muito ao doente" (daquí tirou a Igreja o costume de fazer a Unção dos enfermos). A frase mais famosa da Carta de Santiago é esta: "A fé sem obras, está morta".
Santa Cruz Maio 3 Festa, Maio 3
Santa Cruz
Santa Cruz

Festa Maio 3

Etimologicamente significa “o mesmo”. Vem da língua latina. Hoje se celebra em Granada e no mundo o dia da Cruz. Uma preciosa festa popular que arranca desde o dia em que se encontrou a Santa Cruz no ano 326. Quase todas as festas têm uma origem religiosa. Há alguns que na actualidade as querem converter simplesmente em culturais, abandonando seu trajecto religioso. Eusébio de Cesareia foi um grande historiador daqueles tempos. Conta em seus livros que o General Constantino não era crente mas tinha muito respeito aos cristãos por sua paz e o bem que faziam em todos os sítios.
Antes de uma dura batalha contra Majênciochefe de Roma -, teve um sonho em que pôde contemplar uma cruz luminosa e uma voz que lhe dizia:"Com este sinal vencerás"E sem ter a menor dúvida de seu triunfo, pôs em todos os estandartes e bandeiras a cruz. E falando às tropas lhes dizia:"Confio em Cristo em quem crê minha mãe Elena".
Ao ganhar a batalha, chegou bem pronto a ser imperador. Decretó el cese de perseguir a los cristianos y la libertad religiosa. Há, além disso, outros escritores célebres como Santo Ambrósio e João Crisóstomo afirmam que Elena se foi a Jerusalém em busca da Cruz do Senhor. Os arqueólogos se empregaram a fundo a este trabalho. Ao cabo de algum tempo, encontraram três cruzes. ¿Qual era a de Jesus? A resposta a deu uma mulher que estava muito doente. Ao tocá-la, ficou curada. Elena e o bispo de Jerusalém juntamente com muitos crentes, levaram-na em procissão pelas ruas da cidade. A raíz destes acontecimentos se implantou esta festa por todo o orbe cristão. Ultimamente, ao fazer a reforma do calendário litúrgico, há desaparecido como festa.Mas o povo, sempre simples, a segue celebrando. Por exemplo em Granada é festa. Desta forma, mantém viva a tradição. ¡Felicidades a quem celebra hoje esta festa!
Comentários de P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com
Ventura de Spello, Santo Maio 3 Confessor, Maio 3
Ventura de Spello, Santo
Ventura de SpelloSanto

Confessor Maio 3

Etimologicamente significa “augúrio”. Vem da língua latina. Quando se voltam a abrir as feridas do passado, ¿te atreverías a perdoar incluso áqueles que já não estão nesta terra? ¿Amas só àqueles que te amam? Isto o pode fazer qualquer sem necessidade do Evangelho. Rezar por aqueles que te fazem dano não é qualquer coisa. Foi um confessor do século XIV. É um nome bastante raro no calendário, e procede da Idade Média. Significa “sorte” e se punha para desejá-la ao recém nascido. É mais frequente o nome composto de Boaventura, que o levou ao famoso teólogo franciscano de Bagnoreggio. O mais célebre com este nome viveu na região italiana da Umbría. Morreu mártir em 1250. É possível que por devoção a este santo, o de hoje, na longínqua Spello, recebesse seu nome. Spello se levanta sobre o monte Subasio, entre Assís e Foligno. Era já antiga: onze séculos a suas costas. Aqui nasceu Ventura. Descendia duma família chamada Spellicci. Todavia segue sua genealogia viva na realidade. Ele não foi franciscano, contra do que se pode pensar. Estando em Roma, recebeu o hábito dos “Crucíferos”, uma Ordem que suprimiria mais tarde o Papa Alexandre VI. Ele estudou em Roma, concretamente, no mosteiro da Fontana de Trevi. Todo o mundo o conhecía porque levava uma grande cruz colocada ao peito. Mas nunca explicou que aquela cruz era o símbolo do martírio e do sacrifício. Como era homem de oração e de trabalho para os demais, fundou em sua cidade um albergue para peregrinos. Morreu no ano 1300. ¡Felicidades a quem tenha este nome!
Alexandro I, Santo Maio 3 VI Papa e mártir, Maio 3
Alejandro I, Santo
Alejandro I, Santo

VI Papa

As datas exactas de seu pontificado são objecto de polémica entre os historiadores já que enquanto Duchesne o situa entre 106 e 115, Lightfoot o situa entre 109 e 116. Existe muito pouca evidência histórica deste pontífice. O historiador da Igreja Eusébio de Cesareia, o cita para dizer que seu pontificado durou dez anos, e Ireneo de Lyon o inclui como um dos doze primeiros papas na sua obra Adversus haereses publicada em 180 d.C. A tradição diz que instituiu o uso da água benta, a que havia que juntar sal, para purificar as casas cristãs, e introduziu na eucaristia no pão ázimo e no vinho misturado com água.
Também se diz que sofreu martírio ao ser decapitado junto a S. Evêncio e S. Teódulo, ainda que esta tradição, que data do século V, é objecto de polémica desde que, no século XIX, foram descobertos na vía Nomentana, nas cercanías de Roma, os restos de três pessoas decapitadas e ainda que em princípio se atribuissem a Alexandro I e a seus dois companheiros de martírio e se trasladaram para a igreja de Santa Sabina, o corpo que em princípio se atribuiu a este Papa parece corresponder a outro santo chamado também Alejandro.
Considerado santo pela Igreja Católica, sua festividade se celebra em 3 de Maio. Em 115, no final do pontificado de Alexandre I, como bispo de Roma, Ignácio de Antioquía escreve aos romanos exaltando a dignidade da Igreja de Roma.
Eduardo José Rosaz, Beato
Eduardo José Rosaz, Beato
Eduardo Rosaz, bispo de Susa, membro da Ordem Franciscana Secular desde antes de sua ordenação sacerdotal, fundador da Congregação das «Franciscanas Missionárias de Susa», se distinguiu por sua entrega ao apostolado e por seu zelo pastoral; dedicou grande atenção ao clero, levou vida de pobreza e demostrou um raro amor aos pobres. Edoardo Giuseppe Rosaz nasceu em Susa (Turín, Itália) em 15 de Fevereiro de 1830. Recebeu uma educação cristã sólida e genuína. A causa de sua frágil saúde, seus pais lhe puseram um mestre em casa. Quando tinha dez anos, sua família mudou-se para Turín e então foi enviado ao colégio Gianotti de Saluzzo. Três anos depois morreu seu pai e, no ano seguinte, um irmão. Aos quinze anos voltou com sua família a Susa, onde se rodeou de amigos, escolhendo-os entre os jóvens melhores da cidade. Durante as férias instruía aos meninos nas verdades religiosas. Em 1847 ingressou noseminário. Em 1853 se inscreveu na Terceira Ordem de S. Francisco, cujo ideal e espírito promoveu desde esse momento e a que permaneceu sempre fiel.
Recebeu a ordenação sacerdotal em 10 de Junho de 1854. Sem preocupar-se de trabalhos e moléstias, buscava sempre com alegria o bem espiritual e material dos fieis, e colaborava com zelo e desinteresse no cuidado pastoral, cultivando diversas formas de apostolado: se dedicou com entusiasmo à pregação, à catequese, ao ministério da reconciliação e às obras sociais. Alimentava sua vida espiritual com a oração, a meditação, a missa, a adoração eucarística, e fomentava isto mesmo nas religiosas por ele fundadas, as Franciscanas Missionárias de Susa. Em 1874 foi nomeado reitor do seminário de Susa, em cujo cargo teve como princípio educativo: «firmeza doce e doçura firme», «prevenção melhor que castigo».
Em 26 de Dezembro de 1877 foi nomeado bispo de Susa; recebeu a consagração episcopal em 24 de Fevereiro de 1878 na catedral. Em seu novo cargo se distinguiu por seu zelo, prudência pastoral, abnegação e dinamismo missionário: dedicou grande atenção ao clero, para ele que foi um bom pastor; potenciou o seminário diocesano e visitou várias vezes a diocese, incluso as paróquias mais isoladas. Era amigo íntimo de D. Bosco, a quem viu pela última vez em Turín em 1888.
Morreu na manhã de 3 de Maio de 1903. Foi beatificado por João Paulo II em 14 de Julho de 1991 em Susa.
Emilia Bicchieri, Beata Maio 3 Dominicana, Maio 3
Emilia Bicchieri, Beata
Emilia Bicchieri, Beata
A Beata Emilia Bicchieri nasceu em Vercelli em 1238. Havendo perdido a sua mãeem muito tenra idade, se pôs sob a especial protecção da Mãe de Deus. Não acedeu aos planos de seu pai que a quería casar, e o convenceu para que lhe construisse um convento, o primeiro da ordem regular de terceiras dominicanas, de que se converteu em abadessa com a idade de vinte anos. Havendo sido eleita prioreza contra sua vontade, governou com tacto e habilidade, teve a sabedoria de não ordenar a ninguém o que ela mesma não faria. Chamava a atenção pela frequência com que comungava (algo não comum nesse tempo). Se lhe atribuem muitos êxtases, visões e milagres. Morreu em dia de seu aniversário, em 3 de Maio, com a idade de setenta e cinco anos. Seu culto foi aprovado em 1769. Suas relíquias ssão zelosamente custodiadas na Catedral de Berzelli
Juvenal de Narni, Santo Maio 3 Bispo, Maio 3
Juvenal de Narni, Santo
Juvenal de Narni, Santo
S. Gregório Magno no Diálogo (IV, 12) e na Homiliae in Evangelium, recorda a um bispo de Narni, de nome Juvenal (Giovenale), qualificando-o de mártir. Mas o Lanzoni observa que este pontífice dá o título de mártir ainda aos bispos que não morreram pela fé. O mesmo Gregório recorda o sepulcro de S. Juvenal em Narni. O Martirológio de Floro e de Adone o mencionam com esta indicação: "Natale sancti Juvenalis episcopi et confessoris".
Também existe uma vida de S. Juvenal, escrita depois do SéculoVII, de escasso valor histórico, segundo a qual, era de origem africano e, ordenado pelo Papa Dámaso, foi o primeiro bispo de Narni. Sempre segundo esta via, foi sepultado na porta superior da cidade, sob a via Flaminia, em 7 de agosto de 376.
Se crê que exerceu a medicina antes de ser consagrado bispo de Narni e que salvou a esta povoaçâo da invasão dos sármatas fazendo baixar fogo do céu sobre eles.
Os hagiógrafos não lhe dão o título de mártir, mas sim o de confessor.
O sepulcro de S. Juvenal sobre que foi construído um oratório atribuído a seu sucessor Massimo, foi muto venerado na antiguidade e ainda se conserva na Catedral de Narni. A inscrição não á antiga. O autor da Vida do Papa Virgilio (537-555), eml "Liber Pontificalis" fala de um mosteriro que Belisário fundou perto de Orte, dedicando-o a S. Juvenal.
No século IX, o corpo de S. Juvenal foi transportado a Lucca, junto com os dos santos Casio e Fausta e em seguida foi restituida a Narni. Fossano, diócese pertencente à província de Cuneo, venera a S. Juvenal como seu protector, pretendendo que suas reliquias se conservam ali, mas podem ser as de outro santo do mesmo nome.
http://es.catholic.net/santoral Recolhido, transcrito e traduzido por António Fonseca

UM ANO COM SÃO PAULO (12)

CONTINUAÇÃO (12)
Do livro "Um ano com São Paulo" da Editorial Missões - Cucujães, escrito pelo Pde. Januário dos Santos, com os textos bíblicos retirados da BÍBLIA SAGRADA, (tradução dos Monges de Maredsous) e publicado em Junho de 2008, passo a transcrever (com a devida vénia) alguns dos textos dos Actos dos Apóstolos e das Epístolas de S. Paulo, - ali inseridos - desde 19 de Abril:
Dias 1, 2, 3, 4 e 5 de Março
PAULO É SALVO POR UM SOBRINHO (Act. 23, 16-22)
16 Mas um filho da irmã de Paulo, inteirado da cilada, dirigiu-se à cidadela e comunicou-o a Paulo. 17 Este chamou a si um dos centuriões e disse-lhe: "Leva este rapaz ao tribuno, porque tem alguma coisa a transmitir-lhe". 18 Ele levou-o à presença do tribuno e disse-lhe: "O preso Paulo rogou-me que trouxesse este rapaz à tua presença, porque tem alguma coisa a dizer-te." 19 O tribuno, tomando-o pela mão, retirou-se com ele à parte e perguntou: "Que tens a dizer-me?" 20 Responde-lhe ele: "Os judeus têm combinado pedir-te amanhã que apresentes Paulo ao Grande Conselho, como se houvessem de inquirir dele alguma coisa com mais precisão. 21 Mas tu não creias, porque mais de quarenta homens dentre eles lhe armam traição. Juraram solenemente nada comer nem beber, enquanto não o matarem. Eles já estão preparados e só esperam a tua permissão." 22 Então o tribuno despediu o rapaz, ordenando-lhe que a ninguém disse que o tinham avisado.
Frase para recordar: Mais de quarenta homens armam-lhe uma cilada.
TRANSFERÊNCIA DE PAULO PARA CESAREIA (Act. 23, 23-30)
Paulo é transferido para Cesareia pelas nove horas da noite. Segundo diz Lucas, ia bem guardado por setenta cavaleiros e duzentos lanceiros. Era a transferência de um preso importante para um tribunal superior. Cláudio Lísias escreveu uma carta ao governador Félix expondo as razões daquela transferência.
23 Depois disto, chamou ele dois centuriões e disse-lhes: "Preparai duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos lanceiros para irem a Cesareia à terceira hora da noite. 24 Aprontai também cavalgaduras para Paulo, que tendes de levar com toda a segurança ao governador Félix." 25 E ele escreveu uma carta nestes termos: 26 "Cláudio Lísias ao excelentíssimo governador Félix, saúde! 27 Este homem foi preso pelos judeus e estava a ponto de ser morto por eles, quando eu, sobrevindo com a tropa, o livrei ao saber que era romano. 28 Então, querendo saber a causa porque o acusavam, levei-o ao Grande Conselho. 29 Soube que era acusado sobre questões da lei deles, sem haver nele delito algum que merecesse a morte ou a prisão. 30 Mas, como me tivesse chegado a notícia das traições que maquinavam contra ele, envio-o com urgência a ti, intimando também, aos acusadores que recorram a ti. Adeus."
Frase para recordar: Soube que era acusado sobre questões da lei deles, sem haver nele delito algum que merecesse a morte ou a prisão.
PAULO EM CESAREIA (Act. 23, 31-35)
Tendo escapado, por intervenção de Cláudio Lísias, à cilada que lhe preparavam, Paulo é entregue a Félix que o manteve em prisão no pretório de Herodes.
31 Os soldados, conforme lhes tinha sido ordenado, tomaram Paulo e levaram-no de noite a Antipátride. 32 No dia seguinte, voltaram para a guarnição deixando que os soldados de cavalaria o escolatassem. 33 À sua chegada a Cesareia, entregaram ao governador a carta e apresentaram-lhe também Paulo. 34 Ele, depois de lê-la e perguntar a que província pertencia, sabendo que era da Cilícia disse: 35 "Ouvir-te-ei quando chegarem os teus acusadores." Mandou, então, que Paulo fosse guardado no pretório de Herodes.
Frase para recordar: Ouvir-te-ei quando chegarem os teus acusadores.
PROCESSO DE PAULO DIANTE DO GOVERNADOR FÉLIX (Act. 24, 1-9)
Decididos a fazer desaparecer Paulo, cinco dias depois, o sumo sacerdote Ananias, alguns anciãos e Tértulo, advogado perito em direito romano, apresentam-se ao governador para acusar Paulo. Tértulo, depois de louvar a acção de Félix a bem da paz e da correcção dos abusos, acusa o prisioneiro de: ser um agitador que fomenta a discórdia entre os judeus na diáspora; ser chefe da seita dos nazarenos que reconhecem Jesus como rei, rival, portanto, do imperador; , ter tentado profanar o templo.
1 Cinco dias depois, desceu o sumo-sacerdote Ananias com alguns anciãos e Tértulo, advogado. Compareceram eles diante do governador para acusar Paulo. 2 Este foi citado e Tértulo começou a acusá-lo nestes termos: "Graças a ti, nós gozamos de paz, e pela tua providência se têm corrigido muitos abusos na nossa nação. 3 Nós o reconhecemos em todo o tempo e lugar, excelentissimo Félix, com toda a gratidão. 4 Mas, para não te enfadar mais tempo rogo-te que, na tua bondade, nos ouças por um momento. 5 Encontrámos este homem, uma peste, um indivíduo que fomenta discórdia entre os judeus no mundo inteiro. É um dos líderes da seita dos nazarenos. 6 Tentou mesmo profanar o templo. Nós, porém, prendemo-lo. 7 (Quisemos julgá-lo segundo a nossa lei, mas, sobrevindo o tribuno Lísias, tirou-no-lo das mãos com grande violência, ordenando que os seus acusadores comparecessem diante de ti.) 8 Tu mesmo, interrogando-o, poderás verificar todas estas coisas de que nós o acusamos." 9 Os judeus apoiaram o advogado, confirmando que as coisas, de facto, eram assim.
Frase para recordar: É um dos líderes da seita dos nazarenos.
A DEFESA DE PAULO (Act. 24, 10-16)
Paulo defende-se. Reconhece a autoridade e a justiça do juiz. Tendo subido a Jerusalém apenas há doze dias, ninguém pode apresentá-lo como agitador. Pertence ao grupo dos que seguem Jesus, tem a sua consciência sem mácula, não profanou o templo (isso é invenção de alguns vindos da província da Ásia) e veio a Jerusalém para trazer oferendas e esmolas para a própria nação...
10 Depois disto, a um sinal do governador, Paulo respondeu: "Sabendo eu que há muitos anos és governador desta nação, é com confiança que farei a minha defesa. 11 Podes verificar que não há mais de doze dias que eu subi a Jerusalém para fazer as minhas devoções. 12 Não me acharam disputando com alguém, nem amotinando o povo, quer no templo, quer nas sinagogas, ou na cidade. 13 Nem tampouco te podem provar as coisas de que agora me acusam. 14 Reconheço na tua presença que, segundo a doutrina que eles chamam de sectária, sirvo o Deus de nossos pais, crendo em todas as coisas que estão escritas na lei e nos profetas. 15 Tenho esperança em deus, como também eles esperam, de que há-de haver a ressurreição dos justos e dos pecadores. 16 Por isso, procuro ter sempre sem mácula a minha consciência diante de Deus e dos homens.
Frase para recordar: Não te podem provar as coisas de que agora me acusam.
Recolha e transcrição do livro UM ANO COM SÃO PAULO Pde Januário dos Santos Ed. Editorial Missões Cucujães-2008 António Fonseca

Peregrinação do Ano Paulino

PEREGRINAÇÃO DO ANO JUBILAR PAULINO Paróquias de Nevogilde, Casais, Ordem e Figueiras, da 3ª Vigararia de Lousada
Um grupo de Acólitos, com cerca de 200 elementos incluindo alguns familiares, das paróquias de Nevogilde, Casais, Ordem e Figueiras da 3ª Vigararia (Lousada), acompanhados pelo seu pároco Revº José Ribeiro da Mota que também é professor de E.M.R.C. veio efectuar hoje, 1 de Maio, uma Peregrinação do Ano Paulino, à Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso, onde chegou cerca das 19 horas, a fim, de cumprirem o Ano Jubilar de S. Paulo que decorre até 29 de Junho do corrente ano. Antes de entrarem na Igreja, formou-se uma procissão com todos os Acólitos devidamente paramentados com as suas alvas, vindo à sua frente um deles com a Cruz, sendo seguidos pelo seu pároco e por bastantes pessoas familiares dos referidos acólitos. Depois de entrarem na Igreja que ficou praticamente repleta, o pároco José Ribeiro da Mota deu a palavra ao Dr. Bernardino Chamusca que estava ali em representação do nosso pároco Dr. Manuel Correia Fernandes, que lhes deu as boas vindas, fazendo uma resenha da história da nossa paróquia, da igreja e também sobre o seu padroeiro, ou melhor, sobre a inauguração da imagem de S. Paulo, ocorrida no passado dia 24 de Janeiro. Informou ainda que dentro de um mês, mais propriamente no próximo dia 31 de Maio, será inaugurada uma nova imagem de Nossa Senhora para substituir a que se encontra cá neste momento. O P. José Ribeiro da Mota iniciou então uma celebração que constou da leitura duma carta de S. Paulo que foi efectuada pelo Dr. Chamusca e depois leu o Evangelho, seguindo-se a leitura da oração dos Acólitos, o Pai Nosso cantado em uníssono por toda a assembleia com as mãos dadas e finalmente a oraçâo de S. Paulo (junto à sua imagem). Intercalou-se estas leituras com uma pequena homília e também com alguns cânticos. No final tendo agradecido a recepção que lhes foi efectuada, pelo Dr. Bernardino Chamusca, pela D. Maria Eduarda, e pelos senhores José Correia, Francisco Viela e eu próprio António Fonseca, o pároco despediu-se desta Comunidade. Anexo estão algumas fotos que ficarão para a história do Ano Paulino na Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso.
António Fonseca