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quarta-feira, 6 de maio de 2009

UM ANO COM SÃO PAULO (17)

CONTINUAÇÃO (17)
Do livro "Um ano com São Paulo" da Editorial Missões - Cucujães, escrito pelo Pde. Januário dos Santos, com os textos bíblicos retirados da BÍBLIA SAGRADA, (tradução dos Monges de Maredsous) e publicado em Junho de 2008, passo a transcrever (com a devida vénia) alguns dos textos dos Actos dos Apóstolos e das Epístolas de S. Paulo, - ali inseridos - desde 19 de Abril:
Até hoje (6/Maio) transcrevi textos dos Actos dos Apóstolos. A partir desta data inicia-se a transcrição da Epístola Aos Romanos, que tal como a anterior (e todas as seguintes) seguem a ordem dos dias do calendário, conforme aliás está apresentado no livro Um Ano com São Paulo.
Dias 26, 27, 28, 29, 30 e 31 de Março
SAUDAÇÃO DA EPÍSTOLA AOS ROMANOS (Rom. 1, 1-7) As cartas entre amigos começam sempre por uma saudação. Quanto mais amigas são as pessoas mais longa e efusiva é essa saudação. Escrevendo aos Romanos, S. Paulo, "servo de Jesus Cristo, escolhido para ser Apóstolo", apresenta-se a essa comunidade, que não tinha sido fundada por ele, como Apóstolo dos gentios e lembra-lhes a sua vocação cristã: chamados a serem santos.
1 Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido para ser apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus 2 este Evangelho que Deus prometera outrora pelos seus profetas na Sagrada Escritura, 3 acerca de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, descendente de David quanto à carne, 4 que, segundo o Espírito da Santidade, foi estabelecido Filho de Deus no poder por sua ressurreição dos mortos; 5 e do qual temos recebido a graça e o apostolado, a fim de levar, em seu nome, todas as nações pagãs à obediência da fé, 6 entre as quais também vós sois os eleitos de Jesus Cristo -, 7 a todos os que estão em Roma, queridos de Deus, chamados a serem santos: a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! Frase para recordar: Somos amados por Deus e chamados a sermos santos.
ACÇÃO DE GRAÇAS. DESEJO DE IR A ROMA (Rom, 1, 8-15)
Paulo dá graças a Deus pelo fervor cristão da comunidade de Roma. Muitas vezes fez menção de a visitar. Todos os dias a lembra na sua oração e com ela partilha a sua fé para mutuamemte se encorajarem no anúncio do Evangelho de Jesus.
8 Primeiramente, dou graças ao meu Deus, por meio de Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é apregoada a vossa fé. 9 Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito, anunciando o Evangelho de seu Filho, me é testemunha de como vos menciono incessantemente nas minhas orações. 10 A ele suplico, se for da sua vontade, conceder-me finalmente ocasião favorável de vos visitar. 11 Desejo ardentemente ver-vos, a fim de comunicar-vos alguma graça espiritual, com que sejais confirmados 12 ou melhor, para me encorajar juntamente convosco naquela vossa e minha fé que nos é comum. 13 Pois não quero que ignoreis, irmãos, como muitas vezes me tenho proposto ir ter convosco. (Eu queria recolher algum fruto entre vós, como entre os outros pagãos), mas até agora tenho sido impedido. 14 Sou devedor a gregos e a bárbaros, a sábios e a simples. 15 Daí o ardente desejo que eu sinto de vos anunciar o Evangelho também a vós que habitais em Roma. Frase para recordar: Desejo encorajar-me, juntamente convosco, na fé que nos é comum. NÃO ME ENVERGONHO DO EVANGELHO (Act. 1, 16-17)
Quanto tantos, nas mais variadas circunstâncias, ocultam ou "disfarçam" a sua fé por respeito humano, é bom meditar este pequeníssimo texto de S. Paulo:
16 Com efeito, não me envergonho do Evangelho, poiis ele é uma força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, do judeu em primeiro lugar e depois do grego. 17 Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé (Hab. 2, 4). Frase para recordar: Não me envergonho do Evangelho. DEUS REVELA-SE NA CRIAÇÃO (Rom. 1, 18-23)
Deus revela-se-nos quer através das maravilhas do nosso corpo, quer através da harmonia e beleza da criação. Não o reconhecer e adiorar os ídolos, em nós e no mundo, é uma rematada loucura.
18 A ira de Deus manifesta-se do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. 19 Porquanto o que se pode conhecer de Deus, eles o lêem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. 20 Desde a criação do mundo, as perfeições invisiveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, tornam-se visiveis à inteligência, por suas obras, de modo que não se podem escusar. 21 Porque, conhecendo a Deus não o glorificariam como Deus nem lhe deram graças. pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. 22 Pretendendo-se sábios, tornaram-ser estultos. 23 Mudaram a majestade de Deus incorruptivel em reperesentações e figuras de homem corruptivel, de aves, quadrúpedes e répteis. Frase para recordar: O que se pode conhecer de Deus podemos lê-lo em nós e no mundo. A JUSTIÇA DE DEUS DÁ A VIDA A TODOS OS HOMENS (Rom, 3, 21-31) Texto fundamental e denso que descreve a justiça de Deus revelada na acção de Jesus Cristo. 21 Mas agora, sem o concurso da lei, manifestou-se a justiça de Deus, atestada pela lei e pelos profetas. 22 Esta é a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos os fiéis (pois não há distinção; 23 com efeito, todos pecarãm e todos estão proivados da glória de deus), 24 e são justificados gratuitamente pela sua graça; tal é a obra de redenção, realizada em Jesus Cristo. 25 Deus destinou-o para ser, pelo seu sangue, vítima de propiciação mediante a fé. Assim, ele manifesta a sua justiça, porque no tempo da sua paciência, ele havia deixado sem castigo os pecados anteriores. 26 Assim, digo eu, ele manifesta a sua justiça no tempo presente, exercendo a justiça e justificando aquele que tem fé em Jesus. 27 Onde está, portanto, o motivo de se gloriar? Foi eliminado. Por qual lei? Pela das obras? Não, mas pela lei da fé. 28 Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da lei. 29 Ou Deus só o é dos judeus? Não é também Deus dos pagãos? Sim, Ele o é também dos pagãos. 30 Porque não há mais que um só Deus, o qual justiuficará pela fé os circuncisos e, também pela fé, os incircuncisos. 31 Destruimos então a lei pela fé? De modo algum. Pelo contrário, damos-lhe toda a sua força. Frase para recordar: Deus é também Deus dos pagâos. SEM DEUS, TUDO SE COMPLICA (Rom. 1, 24-27) S. Paulo, naturalmente pensando em Roma, faz um retrato da sociedade sem Deus do seu tempo com vícios de homosexualidade, intrigas, invejas, desobediências, deslealdades, arrogâncias... Olhando para o mundo de hoje, parece que ainda não não evoluimos muito e que o fermento do Evangelho não conseguiu atingi-lo. 24 Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desenrolam entre si os próprios corpos. 25 Trocaram a verdadee de Deus pela mentira, e adoraram, e serviram à criartura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amen! 26 Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relaçoes e contra a natureza. 27 Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Frase para recordar: Trocaram, a verdade de Deus pela mentira.
Recolha e transcrição do livro UM ANO COM SÃO PAULO Pde Januário dos Santos Ed. Editorial Missões Cucujães-2008 António Fonseca
Antonio Fonseca

JUVENAL, Santo (e outros)

Juvenal de Narni, Santo
Bispo, Maio 3
Juvenal de Narni, Santo
Juvenal de Narni, Santo
S. Gregório Magno no Diálogo (IV, 12) e na Homiliae in Evangelium, recorda a um bispo de Narni, de nome Juvenal (Giovenale), qualificando-o de mártir. Mas o Lanzoni observa que este pontífice dá o título de mártir ainda aos bispos que não morreram pela fé. O mesmo Gregório recorda o sepulcro de S. Juvenal em Narni. O Martirológio de Floro e de Adone o mencionam com esta indicação: "Natale sancti Juvenalis episcopi et confessoris". Também existe uma vida de S. Juvenal, escrita depois do SéculoVII, de escasso valor histórico, segundo a qual, era de origem africana e, ordenado pelo Papa Dâmaso, foi o primeiro bispo de Narni. Sempre segundo esta vida, foi sepultado na porta superior da cidade, sob a via Flaminia, em 7 de agosto de 376.
Se crê que exerceu a medicina antes de ser consagrado bispo de Narni e que salvou a esta povoação da invasão dos sármatas fazendo baixar fogo do céu sobre eles.Os hagiógrafos não lhe dão o título de mártir, mas sim o de confessor. O sepulcro de S. Juvenal sobre que foi construido um oratório atribuido a seu sucessor Massimo, foi muito venerado na antiguidade e ainda se conserva na Catedral de Narni. A inscrição não é antiga. O autor da Vida do Papa Virgilio (537-555), no "Liber Pontificalis" fala de um mosteiro que Belisário fundou perto de Orte, dedicando-o a S. Juvenal. No século IX, o corpo de S. Juvenal foi transportado a Lucca, junto com os dos santos Cásio e Fausta mas em seguida foi restituida a Narni. Fossano, diocese pertencente à província de Cuneo, venera a S. Juvenal como seu protector, pretendendo que suas relíquias se conservem ali, mas podem ser as de outro santo do mesmo nome.
Flávia Domitila, Santa
Mártir, Maio 7
Flavia Domitila, Santa
Flavia Domitila,Santa

Mártir

El emperador es Vespasiano. Flavio Clemente es su sobrino, está casado con Flavia Domitila, se han hecho cristianos y es cónsul en el año 95. Tiene dos primos carnales que son Tito y Domiciano que, al no tener descendencia directa masculina, deberían dejar su puesto a uno de los hijos de Flavio Clemente según el derecho romano; poco faltó para que la Iglesia tuviera en el primer siglo un emperador cristiano, pero no sólo no fue así, sino que el emperador Domiciano desató una violenta persecución. No distinguían muy bien por aquel entonces los que mandaban en Roma entre judíos y cristianos; los llaman simplemente paganos porque ni unos ni otros adoraban imágenes por seguir los Libros Santos. Vespasiano y Tito habían hecho la guerra y destruido la Ciudad Santa; los judíos y cristianos -que para ellos es igual- deben pagar impuestos. Como las cuentas cantan, Domiciano advierte por el monto de la recaudación el gran número de paganos que hay en el Imperio y ve que están presentes en todos los estamentos. Piensa que la depuración étnica se impone y Flavio Clemente, entre muchos, es denunciado -dice Suetonio «con acusaciones muy endebles»- y martirizado junto con su mujer o quizá ésta fuera mandada al destierro a la isla de Pandataria, como era costumbre entre los romanos para la gente noble. Así se concluyen los datos que proporciona la historia bien documentada. Pero así como la historia ofrece unos datos seguros y fiables, la leyenda marca el paso de la historia a la ficción en la historia novelada para gusto y edificación de los cristianos cuando se habla de Flavia Domitila. Más que admitir la existencia de dos Flavias en el mismo tiempo y lugar, según los datos que se tienen, parece lo más probable y sensato aceptar la lectura en novela de la mártir Flavia Domitila, desdoblada. Así nos encontramos con una novela de altos vuelos literarios en la que, con la base firme de la existencia de una mártir perteneciente a la más alta nobleza, se narra el destierro de Flavia, joven prometida de un joven pagano llamado Aureliano; los soldados Nereo y Aquileo, terminan por convencer a la novia para que acepte la virginidad rechazando la boda prevista. Se anota la esperada reacción violenta del joven pagano despreciado: denuncia como cristiana a la novia y la destierran a la isla de Poncia. La imaginación del autor hace intervenir al papa Clemente consagrando la virginidad de Flavia Domitila. Hay enredos entre amigos de la magia y adivinación por una parte y testigos que narran lo que pasó entre Pedro y Simón, el mago, por otra. La protagonista que ocupa el centro del relato es un ejemplo de pulcritud y sensatez, mantiene el nervio de la historia con la valentía del seguimiento a Jesús ante la autoridad constituida, apareciendo también momentos de dudas que mantienen el suspense sobre los inciertos resultados de su elección, y ¡cómo no! su apostolado. Se desarrolla abundante doctrina para proclamar -en demasía- la excelencia de la virginidad sobre el matrimonio. El guión no está exento de elementos dramáticos que mantienen la atención de los lectores y oyentes con los enredos de seducción por parte de Aureliano, que acaba dramáticamente muerto por la decepción y el rechazo. También se condenan las orgías propias del tiempo y la vanagloria de quien no tiene más perspectiva que la vida presente. La vuelta del destierro, además de poner fin a la preciosa novela ejemplar, sirve para describir el martirio con formas adecuadas al estilo del relato: Flavia Domilitila y sus dos sirvientas neoconversas por su ejemplo y palabras -también vírgenes cristianas- acaban quemadas vivas en su propia casa de Terracina por denuncia de paganos.
Gisela de Hungría, Beata
Viúva e Abadessa, Maio 7
Gisela de Hungría, Beata
Gisela de Hungría, Beata

Viúva

Etimológicamente significa “flecha poderosa”. Viene de la lengua alemana.
Nacida a finales del siglo X, fue hija de San Enrique II, emperador de Baviera. Se casó con San Esteban de Hungría, de quien fue la primera y más importante colaboradora en la conversión al catolisismo de Hungría, fundando y ayudando con muchas donasiones a monasterios e iglesias del reino. En el año 1031 murió su hijo Emerico y en el año 1038 falleció su esposo, lo que fue el inicio de un acoso por parte del sucesor al trono, Pedro Orseolo, quien le privó todas sus posesiones y fue obligada a dejar Hungría. Regresó a Baviera e ingresó al monasterio benedictino de Niedernburg, cercano a Passau, donde fue elegida abadesa. Falleció en el año 1060 y fue enterrada en el mismo monasterio.
B
Juan de Beverly, Santo
Juan de Beverly, Santo

Bispo de York

Etimológicamente significa “ Dios es misericordia”. Viene de la lengua hebrea. Para aquel que elige seguir a Cristo, el sí y el no, en ocasiones, llegan a combatirse. Toda opción implica una elección entre diversas posibilidades, y lo normal es el desear tenerlo todo sin renunciar a nada. Este santo, que murió en el año 721, se tomó la vida y su elección en serio. No anduvo cambiando de un sitio a otro, de un estado a otro según le pidiese el cuerpo o los sentimientos. Ingresó al monasterio benedictino de Whitby, donde hizo sus estudios. Cuando los terminó, volvió a York. Dadas sus cualidades y santidad de vida, lo nombraron obispo de Hexham en el año 687.
Hizo muchas cosas interesantes durante su episcopado. Pero, al leer hoy su breve biografía, lo que queda en la memoria de todos, es que se entregó de lleno a los pobres y a los minusválidos, en un entronque perfecto con el Evangelio. Se le recuerda porque a uno de estos enfermos, le hizo hablar con una metodología totalmente personal. Solía retirarse a una ermita durante ciertos períodos de tiempo a orar más intensamente. Le cupo la fortuna de ordenar Beda el Venerable, uno de los grandes sabios ingleses. A la muerte de Bosa, todo el mundo pidió que fue él el obispo de York, era el año 705. Como obispo fundó el monasterio de Beverly, en el que estuvo los últimos años de su vida hasta su muerte el 7 de mayo de 721. Fue canonizado por el Papa Benedicto IX en el año 1037. Sus reliquias fueron descubiertas en el año 1664. ¡Felicidades a quien lleve este nombre!
Rosa Venerini, Santa
Mestra e Fundadora, Maio 7
Rosa Venerini, Santa
Rosa Venerini, Santa

Fundadora das Pías Mestras Venerini

Rosa VENERINI nació en Viterbo en el día 9 de febrero de 1656. Su padre, Goffredo, originario de Castelleone di Suasa (Ancona), después de haber conseguido el título en medicina en Roma, se trasladó para Viterbo y ejerció brillantemente la profesión de médico en el Hospital Grande. De su matrimonio con Marzia Zampichetti, miembro de una antigua familia viterbense, nacieron cuatro hijos: Domingo, Maria Magdalena, Rosa y Horácio. Rosa, por naturaleza, era dotada de inteligencia y de sensibilidad humana fuera del común. La educación recibida en la familia le permitió desarrollar los numerosos talentos de mente y de corazón y de formarse bajo principios cristianos sólidos. A la edad de siete años, según su primer biógrafo, Padre Jerônimo Andreucci S.I., hizo voto de consagrar a la Dios su vida. Durante la primera fase de su juventud, vivió el conflicto entre las seducciones del mundo y la promesa hecha a Dios. Superó tal conflicto con oraciones y muchos sacrificios. A los 20 años, Rosa se interrogaba sobre su porvenir. En aquel tiempo la mujer podía escoger apenas entre las dos orientaciones de vida: el casamiento o el convento. Rosa estimaba las dos opciones, pero se sentía atraída para realizar otro proyecto para el bien de la Iglesia y de la sociedad de su tiempo. Tendra que pasar mucho tiempo dedicado a los sacrificios y a la busqueda, para ser impulsada interiormente por intuiciones proféticas, que le llevarán a una solución innovadora. En otoño del 1676, de acuerdo con su padre, Rosa entró en el Monasterio Dominico de Santa Catalina en Viterbo con la perspectiva de realizar su voto. Junto a su tía Ana Cecilia aprendió a escuchar Dios en el silencio y en la meditación. Se quedó en el Monasterio pocos meses porque la muerte prematura de su padre la obligó a regresar para acompañar en el sufrimiento a su madre. En los años siguientes Rosa vivió acontecimientos trágicos en su familia: el hermano Domingo falleció con apenas 27 años de edad, enseguida, muere también su madre quien no aguantó el dolor. Su hermana Maria Magdalena contrajo matrimonio. Permanecían en casa solamente Horácio y Rosa que a esta altura tenía 24 años. Impulsada por el deseo de hacer algo grande para Dios, en mayo de 1684 la Santa comenzó reunir en su casa a las niñas y mujeres de la vecindad para rezar el Rosario. El modo de orar de las jóvenes y de sus madres, y sobretodo las charlas que precedían y seguían a la oración, abrieron la mente y el corazón de Rosa frente a la triste realidad: la mujer pobre era esclava de la pobreza cultural, moral y espiritual. Entendió, entonces, que el Señor la llamaba a una misión más alta que, gradualmente, la llenaba de la urgencia de dedicarse a la instrucción y formación cristiana de las jóvenes, no con encuentros periódicos, sino con una Escuela entendida en el sentido total de la palabra. En el día 30 de agosto del 1685, con la aprobación del Obispo de Viterbo, Cardenal Urbano Sacchetti y la colaboración de dos compañeras, Gerolama Coluzzelli y Porzia Bacci, Rosa dejó la casa paterna para dar inicio a su primera escuela, proyectada según un desígnio original que había madurado en la oración y en la busqueda de la Voluntad de Dios. El primero objetivo de la Fundadora era lo de ofrecer a las niñas de la población pobre una formación cristiana completa y de prepararlas para la vida civil. Sin grandes pretensiones, Rosa había abierto la primera «Escuela Publica femenina en Italia». El origen era humilde, pero de grandeza profética: la promoción humana y la elevación espiritual de la mujer eran una realidad que no tardaría en recibir el reconocimiento de las autoridades religiosas y civiles. El crecimiento de la Obra. En el comienzo no fue fácil: Las tres primeras Maestras tuvieron que afrontar las resistencias del Clero que sentía como exclusividad suya enseñar el catecismo; pero la resistencia más fuerte venía de los intelectuales que se sentían escandalizados al ver la osadía de una mujer, de la alta burguesía viterbense, que tomaba con seriedad y amor la educación de las niñas de la baja clase social. Rosa enfrentó todo por amor a Dios, y con firmeza que era la caracterísaba, prosiguió el camino que había iniciado, teniendo ahora más que nunca, la certeza de estar dentro de un verdadero Proyecto de Dios. Los resultados le dieron razón: ¡los propios Párrocos constataron el bien qué estas Escuelas Pías surtieron entre las niñas y sus madres!. La valía de aquella iniciativa fue reconocida y la fama sobrepasó los confines de la Diócesis. El Cardenal Marcos Antônio Barbarigo, Obispo de Montefiascone, comprendió la genialidad del proyecto viterbense e invitó a la Santa a su diócesis. La Fundadora, siempre lista, contestó a la invitación: de 1692 a 1694 Rosa abrió una decena de escuelas en Montefiascone y en las Ciudades cituadas alrededor del lago de Bolsena. El Cardenal suministraba los medios materiales y Rosa concienciaba las familias, preparaba las maestras y organizaba la Escuela. Cuando tuvo que tornar a Viterbo, para cuidar de la estabilidad de su primera obra, Rosa confió las Escuelas y las Maestras a la dirección de una joven, Lucia Filippini, cuyas calidades, de mente, de corazón y de espíritu, ya había percibido antes. Después de las Escuelas de Viterbo y Montefiascone, fueron abertas otras en la región de Lazio. Rosa llegó a Roma en el año 1706, pero la primera experiencia romana fue para ella un fracaso total. Esto le marcó hondamente y la forzó a esperar un período largo de seis años antes de reconquistar la confianza de las autoridades. En el día 8 de diciembre del 1713, con a ayuda del Abad Degli Atti, gran amigo de la familia Venerini, Rosa pudo abrir su Escuela en el centro de Roma, a los pies del Capitolio. El 24 de octubre de 1716 recibió a visita del Papa Clemente XI, que acompañado por ocho Cardenales, quiso asistir a las clases. Maravillado y lleno de complacencia, al fin de la mañana, se dirigió a la fundadora con estas palabras: «¡Señora Rosa, usted hace lo que nosotros no podemos hacer!. Le agradecemos mucho porque, estas escuelas, ¡santificarán Roma!». Desde aquel momento, Gobernadores y Cardenales pidieron las escuelas para sus territorios. El trabajo de la Fundadora se volvió intenso, lleno de peregrinaciones y de cansancio para la formación de nuevas comunidades. Fue, también, motivo de mucha alegría y de sacrificios. Donde surgía una escuela, luego se notaba un radical cambio positivo, de la juventud. Rosa Venerini murió santamente en la casa de San Marcos en Roma, en la noche del 7 de mayo de 1728. Había abierto más de 40 Escuelas. Su cuerpo fue sepultado en la Iglesia de Jesus (Roma) que ella tanto amaba. En el año 1952, por ocasión de la Beatificación, sus restos mortales fueron trasladados en la Capilla de la Casa General, en Roma. La Espiritualidad Durante toda su vida, Rosa siempre se movió adentro del océano de la Voluntad de Dios. Decía: «me siento tan apegada a la Voluntad de Dios, que no me importa ni la muerte ni la vida, quiero lo que Él quiere, quiero servíle lo cuanto Él quiere ser servido por mí y nada más! ». Después de un primera contacto con los Padres Dominicos del Santuario «Madonna della Quercia» en los alrededores de Viterbo, siguió la dirección espiritual del P. Ignacio Martinelli, y acogió fielmente la espiritualidad austera y equilibrada de San Inácio de Loyola creada para la dirección de los Jesuitas. Las crisis de la adolescentes, las perplejidades de la juventud, la busca de nuevos caminos, la fundación de las Escuelas y de las Comunidades, las relaciones con la Iglesia y con el mundo, todo era orientado al Querer Divino. La oración era el aire que respiraba durante toda su jornada. Rosa no imponía a sí misma ni a sus hijas largas oraciones pero recomendaba qué la vida de las Maestras, en el ejercicio del ministerio educativo, ¡fuese un continuado hablar con Dios, de Dios, para Dios!. La íntima comunión con el Señor era mantenida por la oración mental que la Santa consideraba «alimento esencial del alma». En la meditación, Rosa escuchaba al Maestro que enseñaba caminando por las carreteras de Palestina, pero, de manera particular, desde lo alto de la Cruz. Con lo mirada fija en Jesus Crucificado, Rosa sentía cada vez más fuerte dentro de sí la pasión para la salvación de las criaturas humanas. Por eso, vivía cada día la Eucaristía de manera mística: en su imaginación, la Santa veía el mundo como un gran círculo; se colocaba en el centro y contemplaba Jesús, Víctima inmaculada, que en toda rincón de la tierra se ofrecía al Padre a través del Sacrificio Eucarístico. Llamaba a este modo de elevarse a Dios "el Círculo Máximo". Con oración incesante, participaba espiritualmente de todas las Santas Misas que eran celebradas en toda parte del mundo: unía los dolores, el cansancio, las alegrías de su vida a los sufrimiento de Jesucristo, preocupándose que la Preciosa Sangre de Jesus no fuese derramado en vano. El Carisma Podemos sintetizar el carisma de Rosa Venerini en pocas palabras. Vivió consumada por dos grandes pasiones: la pasión por Dios y la pasión por la salvación de las criaturas humanas. Cuando comprendió que las niñas y las mujeres de su tiempo tenían necesidad de ser educadas e instruidas sobre las verdades de la Fe y de la Moral, no escatimó tiempo, trabajo, luchas, dificultades de todo tipo a la fin de contestar al llamado de Dios. Era consciente de que el anuncio de la Buena Nueva sólo podía ser acogido, si antes, las personas fuesen liberadas de las tiniebla de la ignorancia y del error. Además, había intuido que la formación profesional podía conseguir para la mujer una promoción humana y un reconocimiento en la sociedad. Este proyecto requería una Comunidad Educadora, sin pretensiones. Rosa, con gran anticipación histórica, ofreció a la Iglesia el estilo de la Comunidad Religiosa Apostólica. Rosa no ejerció su misión educativa sólo en la escuela, sino usó todas las oportunidades que tuvo para anunciar el Amor de Dios: confortaba y curaba a los enfermos, reanimaba a los desesperanzados, consolaba a los aflictos, invitaba a los pecadores a la vida nueva, exhortaba a la fidelidad a las personas consagradas, auxiliaba a los pobres, combatía toda forma de esclavitud moral. Educar para salvar se volvió el lema que impulsa a las Pías Maestras Venerini a continuar la Obra del Señor de acuerdo a los deseos de su Fundadora y a irradiar por el mundo el Carisma de la Santa Madre: liberar a la criatura humana de la ignorancia y del mal para que el Proyecto de Dios, que cada persona posee, se vuelva visible. Es ésta a magnifica herencia que Rosa Venerini dejó a sus hijas; doquiera que estén: en Italia, como en los otros Países, las Pías Maestras buscan vivir y transmitir el deseo apostólico de la Madre, privilegiando a los más pobres. La Congregación, después de haber dado su contribución en favor de los italianos emigrados a los E.U.A., desde 1909, y en Suiza de 1971 al año 1985, expandió su actividad apostólica en otros Países: en India, en Brasil, en los Camerún, en Romania, en Chile, en Venezuela, en la Albânia y en Nigeria. Fue canonizada el 15 de octubre de 2006 por S.S. Benedicto XVI. Reproducido con autorización de Vatican.va
Agustín Roscelli, Santo
Agustín Roscelli, Santo
Agustín Roscelli, Santo

Fundador de la Congregación de Hermanas de la Inmaculada Concepción

En Agustín Roscelli, la Iglesia nos señala un ejemplo de sacerdote y de Fundador santo. Como sacerdote encarnó la figura del "pastor", del educador en la fe, del ministro de la Palabra, del guía espiritual. Siempre dispuesto a donarse en la obediencia, en la humildad, en el silencio y en el sacrificio, buscó sólo la voluntad de Aquél que lo había llamado y enviado. En el desarrollo de su ministerio sacerdotal siguió el ejemplo de Cristo, armonizando la vida interior con la intensa acción pastoral y su obra fue fecunda porque estuvo alimentada por la continua oración y por un gran amor hacia la Eucaristía. Supo leer las situaciones de su tiempo e intervenir concretamente en favor de los más indefensos, y en particular se empeñó para salvar a la juventud, de las insidias y de los peligros morales. Se dejó conducir por el Espíritu hasta fundar, casi sin saberlo, una Familia religiosa. Nació en Bargone de Casarza Ligure (Génova, Italia), el 17 de julio de 1818 de Domingo y María Gianelli; fue bautizado el mismo día porque se temía por su vida. Su familia, pobre de medios materiales, fue siempre para él, un ejemplo de fe y de virtudes cristianas. Inteligente, sensible, más bien reservado, Agustín muy pronto se mostró útil a la familia en el cuidado del rebaño paterno. Sus padres lo confiaron al Párroco, el Padre Andrés Garibaldi, quien le impartió los primeros elementos del saber. Hacia el sacerdocio En mayo de 1835, con ocasión de una misión animada por el Archipresbítero de Chiavari, Antonio María Gianelli, Agustín se sintió decididamente llamado al sacerdocio y se trasladó a Génova para comenzar los estudios. Los años de preparación a la Ordenación sacerdotal fueron duros y difíciles, debiendo él mismo afrontar graves desafíos económicos. Lo sostuvieron la voluntad tenaz, la intensa oración y la ayuda de personas buenas, tales como el canónigo Gianelli quien, nombrado Obispo de Bobbio en el año 1838, le encontró una ubicación como clérigo-sacristán y custodio de la iglesia del Conservatorio de las Hijas de San José en San Rocchino, de la cual Mons. Gianelli era el Director; los jesuitas después, lo vieron como el "diligente prefecto", como lo afirma el mismo Rector en 1845. El 19 de setiembre de 1846, fue ordenado sacerdote por el Cardenal Plácido María Tadini. Vice-Párroco - Confesor santo - Educador junto a los Artesanitos El Padre Agustín fue destinado inmediatamente al populoso barrio de San Martín de Albaro donde, con el espíritu de Cristo Pastor y con la administración de todos los sacramentos, inició su humilde servicio en la obra de santificación, dedicándose con esmero, caridad y con el ejemplo, al crecimiento espiritual del Cuerpo de Cristo. En el confesionario adquirió un conocimiento concreto de la triste realidad y de los peligros en los que se encontraban tantas jóvenes que, por motivos de trabajo, se trasladaban a la ciudad convirtiéndose en fácil presa para los deshonestos. Allí, su corazón de padre se angustiaba y se conmovía al pensar que tantas almas sencillas podían perderse, porque se las dejaba solas e indefensas. En 1858, si bien continuaba a dedicarse asiduamente al ministerio de la Confesión, aceptó colaborar con el Padre Francisco Montebruno en la Obra de los Artesanitos. Entre los encarcelados y luego al horfanatorio En 1872 amplió su campo de apostolado. Como ministro de Cristo "tomado entre los hombres y constituido en favor de los hombres", se consagró enteramente a la obra a la que el Señor lo había llamado, sin apartarse de las miserias y de las pobrezas morales de su ciudad, interesándose no sólo de la juventud masculina y femenina, sino incluso de los detenidos en la cárcel de San Andrés, para llevar el consuelo y la misericordia del Señor. En 1874, Capellán del nuevo Horfanatorio Provincial en la calle "delle Fieschine", se dedicó a los recién nacidos administrándoles el Bautismo por un lapso de 22 años (de los registros resulta que los bautizados fueron 8.484) y, haciendo suyas las palabras de San Agustín "la plenitud de todas nuestras obras es el amor", trabajó intensamente incluso a favor de las madres solteras, las que eran jovencitas sencillas del pueblo que, por la falta de un trabajo digno y retribuido, se convertían en víctimas de los malintencionados. Las escuelas taller El Padre Roscelli recibió la propuesta de algunas de sus penitentes, espiritualmente maduras que, condividiendo su deseo de salvar las almas, le ofrecieron su colaboración para ayudar a tantas jóvenes necesitadas de asistencia moral, de una guía segura y de ser capaces de ganar honestamente lo necesario para vivir. En estas sedes, las jóvenes recibían una instrucción moral y religiosa, junto a una sólida formación humana y cristiana en forma tal que las preparaba para prevenir o para defenderse de los peligros de la ciudad, y al mismo tiempo las capacitaba profesionalmente. Una nueva Congregación La tímida idea de dar vida a una Congregación religiosa fue estimulada por Mons. Salvador Magnasco y por las colaboradoras del Padre Roscelli, las maestras de las Casas-Taller, las que estaban convencidas que la Consagración a Cristo y el empeño de santificación en la vida comunitaria, son la fuerza del apostolado. El Padre Agustín, interpeló incluso al Papa Pío IX y después de haber recibido la respuesta "Deus benedicat te et opera tua bona" (Dios te bendiga a ti y a tu buena obra), se sometió totalmente a la voluntad de Dios y el 15 de octubre de 1876 realizó su sueño, y el 22 del mismo mes, entregó el hábito religioso a sus primeras Hijas a las que llamó Hermanas de la Inmaculada, indicando a las mismas el camino de santidad, señalado particularmente por las virtudes propias de Quien es el modelo de la vida consagrada. Después de las primeras incertezas, su obra se consolidó y se dilató más allá de los confines de Génova y de Italia. La existencia del "pobre sacerdote" concluyó el 7 de mayo del año 1902. El Padre Roscelli fue: Hombre de Dios: intuyó los designios de Dios sobre sí mismo y se abandonó a El en una total docilidad. En el humilde Sacerdote la acción divina y la humana, la contemplación y la acción, se integraron en una admirable unidad de vida. Su apostolado siempre ha brotado de la experiencia de Dios, que se abre a la oración, a la testimonianza de fidelidad al ministerio sacerdotal, al anuncio del Evangelio. Sal de la tierra: contemplativo, pobre, austero, siempre eligió el último puesto, la renuncia. Olvidado de si mismo, de las propias exigencias, del proprio tiempo, estuvo siempre a disposición de los demás en el confesionario, y como fermento evangélico, intensificó la caridad "en la que confluían el amor hacia Dios y hacia los hombres". Signo profético: separado del mundo, pero en estrecha relación con la realidad concreta de su tiempo, el Roscelli ha hecho visible el primado del amor de Dios, acercándose con espíritu misericordioso y con corazón amoroso de Padre, a los abandonados, a los encarcelados, a las madres solteras, a la juventud en general y injusticia a quien hubiese caído víctima de la injusticia; a todos ayudó y se mostró con una profunda sensibilidad por los derechos humanos y por la causa justa de la promoción del hombre.
Alberto de Bérgamo, Beato
Terceiro Dominicano, Maio 7
Alberto de Bérgamo, Beato
Alberto de Bérgamo, Beato
Alberto pertencia à Terceira Ordem Dominicana e, por isso, viveu como leigo, apesar de ser casado e estar dedicado à vida de trabalho no campo.
Dono de uma sensível generosidade, passou sua vida ajudando aos necessitados, distribuindo alimentos e dinheiro. Além disso, fez numerosas peregrinações, sobretudo a Santiago de Compostela, prestando seus serviços a outros peregrinos ao longo de todo o caminho, que era percorrido a pé. Também visitou Roma e Terra Santa. Morreu em Cremona, em Itália. Depois de sua morte, lhe foram atribuídos muitos milagres, sendo sua generosidade, marca distintiva de sua persomalidade, famosa até nossos dias. O Papa Bento XIV confirmou seu culto em 9 de Maio de 1748. A comunidade dominicana o recorda em 7 de maio, mas em outros santorais se recorda em 11 do mesmo mês. http://es.catholic.net/santoral Recolha, transcrição e tradução parcial de António Fonseca

UM ANO COM SÃO PAULO (16)

CONTINUAÇÃO (16)
Do livro "Um ano com São Paulo" da Editorial Missões - Cucujães, escrito pelo Pde. Januário dos Santos, com os textos bíblicos retirados da BÍBLIA SAGRADA, (tradução dos Monges de Maredsous) e publicado em Junho de 2008, passo a transcrever (com a devida vénia) alguns dos textos dos Actos dos Apóstolos e das Epístolas de S. Paulo, - ali inseridos - desde 19 de Abril:
Dias 21, 22, 23, 24 e 25 de Março PAULO É LÍDER (2) (Act. 27, 39-44)
39 Afinal, clareou o dia. Os marinheiros não reconheceram a terra, mas viram uma enseada com uma praia, na qual tencionavam encalhar e o nasvio caso o pudessem. 40 Levantaram as ãncoras e largaram ao mesmo tempo as amarras dos lemes. Desfraldaram ao vento a vela mestra e rumaram para a praia. 41 Mas deram numa língua de terra, e o navio encalhou aí. A proa, encalhada, permanecia imóvel ao mesmo tempo que a popa se abria com a força do mar. 42 Os soldados tencionavam matar os presos, por temerem que alguns deles fugisse a nado. 43 O centurião, porém, querendo salvar Paulo, impediu que o fizessem e ordenou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra. 44 Os demais, uns atingiram a terra em tábuas, outros em cima dos destroços do navio. Desse modo, todos conseguiram chegar a terra, sãos e salvos. Frase para recordar: Todos conseguiram chegar a terra, sãos e salvos.
PAULO NA ILHA DE MALTA (Act. 28, 1-6)
Os nativos de Malta acolhem generosamente, com amizade, os náufragos. Paulo aqui não é um prisioneiro qualquer, nem sequer um pregador, mas um taumaturgo que atraí a admiração de todos.Citam-se concretamente dois milagres: o da serpente, que faz lembrar as serpentes no deserto (Nm. 21, 4-9), e o do pai do governador Púbio, que faz lembrar a cura da sogra de Pedro (Lc. 22,56) Agradecidos, os malteses fazem doações aos navegantes provendo-os do necessário para o resto da viagem que se realizou a bordo de um navio consagrado a Dióscuros que levava na proa a imagem de Castor e Pólux.
1 Estando a salvo, soubemos entâo que a ilha se chamava Malta. 2 Os índigenas trataram-nos com extraordinária benevolência. Acenderam uma grande fogueira e em torno dela nos recolheram, por causa da chuva que caía e do frio que fazia. 3 Paulo ajuntou um feixe de gravetos e pô-lo na fogueira. Nisto uma víbora, que fugira do fogo, mordeu-lhe a mão. 4 Quando os índigenas viram a serpente pendendo da sua mão, diziam uns para os outros: "Sem dúvida, este homem é homicida, pois, tendo escapado ao mar, a justiça não o deixa viver." 5 Ele, porém sacudindo a víbora para o fogo, não sofreu mal algum. 6 Julgavam, os indigenas que ele viesse a inchar, e que subitamente caísse morto. Mas, depois de esperarem muito tempo, vendo que não lhe acontecia mal nenhum, mudaram de parecer e disseram: "Ele é um deus."
PAULO NA ILHA DE MALTA (2) (Act. 28, 7-15)
7 Havia na vizinhança propriedades pertencentes ao principal da ilha, chamado Púbio. este homem hospedou-nos por três dias em sua casa, tratando-nos bem. 8 Ora, o pai desse Púbio achava-se acamado com febre e sofrendo de desinteria. Paulo foi visitá-lo e, orando e impondo-lhe as mãos, sarou-o. 9 Depois deste facto, vieram ter com ele todos os habitantes da ilha que se encontravam doentes, e foram curados. Tiveram, assim connosco toda a sorte de considerações e, 10 quando estávamos para navegar, proveram-nos do que era necessário.
VIAGEM PARA ROMA
11 Ao fim de três meses, embarcámos num navio de Alexandria, que havia passado o inverno na ilha. Este navio levava com insígnias os Dióscuros. 12 Fizemos escala em Siracusa, onde ficámos três dias. 13 De lá, seguindo a costa, atingimos Régio. No dia seguinte, soprava o vento sul e chegamos em dois dias a Pozzuoli. 14 Ali encontrámos irmãos que nos rogaram que ficássemos na sua companhia sete dias. Em seguida dirigimo-nos a Roma. 15 Os irmãos de Roma foram informados da nossa chegada e vieram ao nosso encontro até ao Foro de Ápio e às Três Tavernas. Ao vê-los, Paulo deu graças a Deus, e sentiu-se animado.
Frase para recordar: Vieram ter com ele todos os habitantes da ilha que se encontravam doentes e foram curados.
PAULO EM ROMA (Act. 28, 16-21)
A comunidade cristã de Roma recebe Paulo com alegria. este fica em casa própria guardado por um soldado. Ao fim de três dias, convoca os judeus mais notáveis a quem comunica o processo do seu julgamento. Dias depois, anuncia-lhes o senhor Jesus. Como a maior parte não aceitou este anúncio, ele declara que o pregará aos gentios. A casa onde Paulo se encontrava preso transformou-se numa espécie de templo onde, todos os dias, recebia os que vinham, procurá-lo e lhes pregava o Reino de Deus ensinando as coisas a respeito do senhor Jesus.
16 Chegados que fomos a Roma, foi concedida licença a Paulo para que ficasse em casa própria com um soldado que o guardava. 17 Três dias depois, Paulo convocou os judeus mais notáveis. Estando reunidos, disse-lhes: "Irmãos, sem cometer nada contra o povo nem contra os costumes de nossos pais, fui preso em Jerusalém e entegue nas mãos dos romanos. 18 Estes, depois de terem instruido o meu processo, quiseram soltar-me, visto não achar em mim crime algum que merecesse morte. 19 Mas, tendo os judeus opondo-se a isso, vi-me obrigado a apelar para César, sem intentar contudo acusar de alguma coisa a minha nação. 20 Por esse motivo, mandei chamar-vos, para vos ver e falar convosco. Porquanto, pela esperança de Israel, é que estou preso com esta corrente." 21 Responderam-lhe eles: "Não recebemos carta alguma da Judeia, que fale em ti, nem de lá veio irmão algum que nos dissesse ou falasse mal de ti.
PAULO EM ROMA (2) (Act. 28, 22-31)
22 "Quiséramos porém, que tu mesmo nos dissesses o que pensas, pois o que nós sabemos dessa seita é que em toda a parte lhe fazem oposição." 23 Marcaram um dia e muitos foram procurá-lo no albergue onde se encontrava hospedado. A entrevista durou desde a manhã até à tarde. Paulo expôs-hes o Reino de Deus e apresentou sempre de novo. testemunhos destinados a convencê-los a respeito de Jesus baseando-se na Lei de Moisés e nos profetas. 24 Alguns persuadiram-se pelas suas palavras, outros não acreditaram. 25 Não estando concordes entre si, retiraram-se, enquanto Paulo lhes fazia esta reflexão: "Bem falou o Espírito Santo pelo profeta Isaías a vossos pais, dizendo: 26 Vai a este povo e diz-lhe: Com vossos ouvidos ouvireis, sem compreender. Com vossos olhos olhareis, sem ver. 27 Coraçâo obstinado o deste povo, ouvido duro, olhos fechados para não verem com a vista, nem ouvirem com o ouvido, nem entenderem com o coraçâo, e se converterem e eu os curar (Is 6,9s). 28 Ficai, pois, sabendo que agora esta salvação é enviada por Deus aos gentios e eles a ouvirão." 29 (Havendo dito isto, sairam dali os judeus, discutindo animosamente entre si.) 30 Paulo permaneceu durante dois anos inteiros no aposento alugado, e recebia todos os que vinham procurá-lo. 31 Pregava o Reino de Deus e ensinava as coisas a respeito do senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade e sem proibiçao. Frase para recordar: Ficai, pois, sabendo que agora esta salvação é enviada por Deus aos gentios e eles a ouvirão.
Recolha e transcrição do livro UM ANO COM SÃO PAULO Pde Januário dos Santos Ed. Editorial Missões Cucujães-2008 António Fonseca