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sexta-feira, 15 de maio de 2009

UM ANO COM SÃO PAULO (23)

CONTINUAÇÃO (23)
Do livro "Um ano com São Paulo" da Editorial Missões - Cucujães, escrito pelo Pde. Januário dos Santos, com os textos bíblicos retirados da BÍBLIA SAGRADA, (tradução dos Monges de Maredsous) e publicado em Junho de 2008, passo a transcrever (com a devida vénia) alguns dos textos dos Actos dos Apóstolos e das Epístolas de S. Paulo, - ali inseridos - desde 19 de Abril:
Até (6/Maio) transcrevi textos dos Actos dos Apóstolos. A partir desta data inicia-se a transcrição da Epístola Aos Romanos, que tal como a anterior (e todas as seguintes) seguem a ordem dos dias do calendário, conforme aliás está apresentado no livro Um Ano com São Paulo.
Dias 29, e 30 de ABRIL - e 1, 2 e 3 de MAIO
LIBERDADE SOBERANA DE PROCEDER DIVINO (Rom. 9, 6-18)
A palavra de Deus não falhou. Paulo demonstra-o com três casos da história de Israel
6 Não quer dizer, porém, que a palavbra de Deus tenha faltado. 13 Como está escrito: Amei Jacob, porém aborreci Esaú (Ma 1. 1,3) 14 Que diremos, pois? Haverá injustiça em Deus? De modo algum! 15 Porque ele disse a Moisés: Farei misericórdia a quem eu fizer misericórdia; terei compaixão de que eu tiver compaixão (Êx. 33, 19). 16 Dessa forma, a escolha não depende daquele que quer, nem daquele que corre, mas da misericórdia de Deus. 17 Por isso, diz a Escritura ao faraó: Eis o motivo porque te suscitei para mostrar em ti o meu poder e para que se anuncie o meu nome por toda a terra (Êx 9, 16). 18 Portanto, ele tem misericórdia de quem quer, e endurece a quem quer.
Frase para recordar: Ele tem misericórdia de quem quer...
BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO (Rom. 9, 19-23)
Porque te queixas de Deus? Porque não te contentas com o que és? Não somos nós barro nas mãos do oleiro? Vasilha pequena ou grande, o fundamental é ser vasilha perfeita.
19 Dir-me-ás talvez: "Porque ele ainda, se queixa? Quem pode resistir à sua vontade? 20 Mas quem és tu, ó homem, para contestar a Deus? Porventura o vaso de barro diz ao oleiro: "Porque me fizeste assim?" 21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro para fazer da mesma massa um vaso de uso nobre e outro de uso vulgar? 22 Onde, entâo, está a injustiça em ter Deus, para mostrar a sua ira e manifestar o seu poder, suportado com muita paciência os objectos de ira preparados para a perdição, 23 mostrando as riquezas da sua glória para com os objectos de misericórdia, que de antemão preparou para a glória?
Frase para recordar: Não tem o oleiro poder sobre o barro para fazer da mesma massa um vaso de uso nobre e outro de uso vulgar?
BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO (2) (Rom. 9, 24-29)
24 (Esses somos nós, que ele chamou nâo só dentre os judeus, mas também dentre os pagãos.) É o que ele diz em Oseias: 25 Chamarei meu povo ao que não era meu povo, e amada à que não era amada. 26 E no lugar mesmo em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, ali serão chamados filhos de Deus vivo (Os 12). 27 A respeito de Israel, exclama Isaías: Ainda que o número de filhos de Israel fosse como a areia do mar, só um resto será salvo; 28 porque o Senhor realizará plenamente e prontamente a sua palavra sobre a terra (10, 22s). 29 E ainda como predisse Isaías: Se o Senhor dos exércitos não nos tivesse deixado um rebento, ficaríamos como Sodoma, seríamos como Gomorra (Is 1,9).
Frase para recordar: Chamarei meu povo que não era meu povo, e amada à que não era amada.
A FALTA DE ISRAEL (Rom. 9, 30-33)
Os judeus quiseram conseguir a justiça pelo esforço e nâo conseguiram. Os pagãos só ofereceram a sua fé para aceitar esse dom.
30 Então que diremos? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justificação, que vem da fé, 31 ao passo que Israel, que procurava uma lei que desse a justificação, não a encontrou. 32 Porquê? Porque Israel a buscava como fruto não da fé, mas sim das obras. E tropeçou na pedra de escândalo. 33 como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de escândalo, um rochedo que faz cair; quem nele crer não será confundido (Is 8, 14; 28, 16).
Frase para recordar: Israel tropeçou na pedra de escândalo, isto é, no Messias.
QUE OS MEUS IRMÃOS SE SALVEM (Rom. 10, 1-8)
Paulo confere às suas palavras um tom pessoal de debate: a súplica que dirige a Deus por eles, judeus, é a salvação. O zelo religioso deles é louvável mas desmedido. Os judeus não foram rejeitados por Deus. Compare-se esta passagem com JereNegritomías (Jr 14, 15) a quem, Deus proíbe que interceda por eles.
1 Irmãos, o desejo do meu coração e a súplica que dirijo a Deus por eles são para que se salvem. 2 Pois lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas um zelo sem discernimento. 3 Desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. 4 Porque Cristo é o fim da lei para justificar todo aquele que crê. 5 Ora Moisés escreve da justiça que vem da lei: O Homem que a praticar viverá por ela (Lev 18, 5). 6 Mas a justiça que vem da fé diz assim: "Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu?" Isto é, para trazer do alto o Cristo, 7 ou: "Quem descerá ao abismo?" Isto é, "para fazer voltar Cristo dentre os mortos:" 8 Que diz ela, afinal? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração (Deut 30, 14). esta é a palavra da fé, que pregamos.
Frase para recordar: Cristo é o fim da lei para justificar todo aquele que crê Recolha e transcrição do livro UM ANO COM SÃO PAULO Pde Januário dos Santos Ed. Editorial Missões Cucujães-2008 António Fonseca

UBALDO, Santo (e outros)-16-MAIO

Ubaldo Baldassini de Gubbio, Santo
Bispo, Maio 16
Ubaldo Baldassini  de Gubbio, Santo
Ubaldo Baldassini de Gubbio, Santo

Bispo

Nascido de nobre berço em Gubbio, Umbría, Itália.
Perdeu seu pai quando era muito jovem, foi educado pelo prior da Igreja Catedral de sua cidade natal, onde foi canónico regular. Desejando servir a Deus com maior regularidade,passou ao mosteiro de S. Segundo da mesma cidade, onde permaneceu alguns anos. Chamado de volta por seu bispo regressou ao mosteiro da Catedral, onde foi feito prior. Foi nomeado bispo de Gubbio pelo papa Honório II. Durante seu governo pastoral se distinguiu por sua grande paciência e a notável frugalidade de sua vida. Sua presença salvou a cidade de ser saqueada por Federico Barbarroja. Morreu no ano 1160. O dia 16 de Maio se celebra a festividade de Santo Ubaldo, sendo o padroeiro de Gubbio, também se celebra sua festividade en Jessup, Pensilvânia, Estados Unidos. A devoção ao santo é muto grande em toda a Umbria e especialmente em Gubbio, onde em todas as famílias há ao menos algum membro com o nome de Ubaldo. A festividade de seu padroeiro se celebra pelos habitantes com grande solenidade.
Honorato de Amiens, Santo
Bispo, Maio 16
Honorato de Amiens, Santo
Honorato de Amiens, Santo

Padroeiro dos Padeiros e Pasteleiros

É um nome latino (Honoratus) que significa em primeiro lugar "pessoa a que se honra por seus merecimentos".
E como derivado deste, chegamos ao significado de "honrado" que nos é mais familiar. Teve que ser nos primeiros tempos do cristianismo um sobrenome bastante frequente, convertido logo em nome, posto que aparecem no santoral até oito santos assim chamados, sem contar o feminino Honorata, com cujo nome temos uma santa (irmã de Santo Epifânio) que morreu em Pavia no ano 1500 e Santo Honório, nome da mesma raíz latina e que se assemelha com o de Honorato. Santo Honorato, padroeiro dos pandeiros, foi bispo da localidade francesa de Amiens por volta do século VI. Nasceu em Port-leGrand, em Pothieu, não se conhecendo com exactidão em que data concreta, e morreu na mesma localidade em 16 de Maio da primeira metade do século VII (em redor de 650).
Era membro de uma das famílias mais importantes do país e praticou desde a infância a virtude. Foi Santo Beat seu mestre e seu guía espiritual, e falecido seu prelado, e em atenção a suas altas virtudes foi escolhido para suceder-lhe, pese a sua forte resistência, já que não acreditava merecer tal honra.
Segundo conta a tradição, durante sua consagração, Deus quis confirmá-lo com um prodígio, e os assistentes viram descer sobre sua cabeça um raio divino e um óleo misterioso.
Quando se soube em Port-leGrand que havia sido proclamado ao episcopado, sua ama, que estava nesses momentos cozendo pão na casa paterna, acolheu a boa nova com completa incredulidade, e disse que só acreditaria se a requeimada pá para meter no forno que tinha na mão achasse raízes e se convertêsse em árvore. Fiel a sua palavra, plantou no pátio da casa a pá, que se converteu numa amoreira que rapidamente deu flores e frutos. Todavia no século XVI se seguia ensinando este árvore na casa paterna de Santo Honorato. Desde então, floristas e padeiros se disputaram ao santo padroeiro.
Voltando à vida do santo, depois de ter-se produzido o milagre, se conta que durante seu episcopado foi honrado com outros sucessos extraordinários, tais como a invenção dos corpos dos santos Fuscio, Victorico e Genten, que haviam permanecido ocultos dos fieis mais de trezentos anos. Dizem também de Santo Honorato, que seu bispado foi significado por uma série de prodígios que demostraram sua santidade, sendo, além disso especialmente distinguido pelo Senhor. Segue a lenda atribuindo a este santo numerosos milagres durante sua vida e depois de sua morte. Muitos séculos depois de seu falecimento, para socorrer as necessidades do povo em épocas de terrível seca, o bispo Guy, filho do conde de Amiens, ordenou uma procissão geral em que se levou a urna com o corpo do santo ao redor dos muros da cidade, conseguindo-se, no final, a chuva tão desejada e necessária. Se lhe atribuem ao longo dos séculos infinidade de milagres, os paralíticos andaram, os surdos ouviram, os cegos viram e os prisioneiros recobraram a liberdade. Santo Honorato assinalava claramente aos moleiros e aos padeiros como seus protegidos. O culto a Santo Honorato transbordou os límites do bispado e se estendeu, primeiro, por todo o país, e mais tarde, mais além das fronteiras.
Em 1202, o padeiro Renold Theriens, ofertou em Paris uns terrenos para construir uma capela em honra do santo. Mais tarde, esta chegou a ser uma das mais ricas de Paris, dando lugar à Rua e ao Faubourg (subúrbio) Saint Honoré, uma das ruas mais simpáticas e buliçosas da capital francesa. Em 1400, os padeiros de París estabeleceram sua confraria na igreja de Santo Honorato, celebrando desde então sua festa padroeira em 16 de Maio e propagando esta devoção e patrocínio por todo o mundo. Era tão grande esta devoção, que em 1659, Luis XIV precisa que cada padeiro "deve observar a festa de Santo Honorato, assistir no dia 16 de Maio o serviço divino e pagar todos os domingos uma retribuição para subsidiar as despesas da comunidade".
De todas as formas, não em todos os lugares de religião cristã ou católica, os padeiros rendem culto a Santo Honorato. Em outros sítios o foi Santo Ludardo, que no século XIII, exerceu a profissão de padeiro; em Saint-Denis o é S. Illes, porque seu nome en grego, significa trigo; em Flandres e em diversas localidades belgas é San Ambert, bispo de Cambrai, porque um padeiro foi curado por sua mediação; em Valência á a Virgem da Mercê; em Castellón, Nossa Sra. De Lidón; em Zaragoza, Santa Rita de Cássia. Sem embargo, não sempre o há sido, em Barcelona, foram também padroeiros da padaria San Gim e Sao João do Pão.
Ainda que haja lugares concretos onde não seja Santo Honorato padroeiro dos padeiros, o certo é que para quase todo o mundo cristão, não cabe lugar a dúvidas, a quem se deve venerar. Em 16 de Maio há sido e o será sempre o día em que os padeiros festejam seu padroeiro.
Brendan o Navegante, Santo
Monge, Maio 16
Brendan el Navegante, Santo
Brendan el Navegante, Santo

Monge

Pertencente à tribo dos altraiges de Kilkenny, descendente da estirpe de Edganacht, nasceu perto de Tralee, no Condado de Kerry no ano 460. Foi baptizado pelo bispo Erc de Dungarvan, no Condado de Waterford que se assegurou de que um ano mais tarde Brendan fosse entregue ao cuidado de Santo Ita em Killeedy. Com a idade de dezasseis anos Brendan voltou com Erc, que continuou sua educação por vários anos mais, antes de comprazer o desejo do rapaz de deixá-lo ir para estudar sob a custódia de outros homens santos.
Erc, posteriormente o voltaria a requerer para “ordenar a seu pupilo como sacerdote”, e Brendan voltou para esta cerimónia. Entre os santos irlandeses visitados por Brendan estavam Finnian de Clonard, Enda de Aran e Jarlath de Tuam. Imediatamente Brendan atraiu a seus discípulos e estabeleceram um número de mosteiros na Irlanda. O mais famoso será Clonfert, no Condado de Galway, que foi fundado em redor do ano 560, até ao final da vida do santo. Clonfert se converteu numa das escolas monásticas maiores de Irlanda e aguentou até ao século XVI. Seus biógrafos dizem que seu regulamento fundacional, chamado a regra, lhe foi ditado por um anjo. O facto é que o mosteiro cresceu estendendo-se sua fama mais além da ilha. A fama de navegante e descobridor de terras para a fé fez crescer sua popularidade rapidamente. Chegou a albergar a 3.000 monges irlandeses, escoceses, ingleses, galeses, bretões e do resto do continente. Também fundou mosteiros no Condado de Kerry, em Ardfert , perto de Tralee, ao pé do Monte Brandon, com o mesmo êxito. Posteriormente continuou seu ministério por 3 anos em Inglaterra e Gales fundando centros de fé. Com seu regresso a Irlanda prosseguiu sua actividade fundadora. De seus últimos dias legou escritos sobre a Vida e os Tempos de Santa Brígida. Hoje -na catedral de S. Brendan de Clonfert- pode contemplar-se a portada construída num magnífico Românico. Brendan também fundou um convento em Annaghdown, no Condado de Galway, que foi regido por sua irmã. Muitos lugares de Irlanda ocidental se correspondem com toponímicos do santo, incluindo o Monte Brandon no condado de Kerry. Também se associa o nome de Brendan a um número de sítios monásticos perto do rio Shannon e ao redor da costa oeste de Irlanda. Além disso, viajou a Escócia fundando um mosteiro em Arran e visitando outras ilhas. Se narra que pôde haver conhecido a Santa Columba na ilha de Hynba, na Escócia, e que acompanharia o monge galés San Malo até Bretaña. Podería haver permanecido em Llancarfan, no mosteiro Galés fundado por San Cadoc.
Faleceu em redor do ano 577 em Annaghdown (Enach Duin); e enterrado em Clonfert, Irlanda. É o santo padroeiro dos barqueiros, das dioceses de Clonfert y Kerry, dos viajantes e dos marinheiros.
Simón Stock, Santo
Carmelita, Maio 16
Simón Stock, Santo
Simón Stock, Santo

Recebeu da Santíssima Virgem o Escapulário Carmelita

S. Simón Stock é um dos personagens centrais da história da Ordem de Carmen, por dois títulos, sobretudo: a ele se deve a mudança estrutural da Ordem abandonando o eremitismo originário e entrando a formar parte das ordens mendicantes ou de apostolado.
A tradição nos chegou que ele recebeu de mãos de Maria o Santo Escapulário de Carmen, tão difundido desde o século XVI entre o povo cristão.
A primeira notícia de São Simón Stock é do dominicano Gerardo de Frascheto, contemporáneo do Santo (+1271). Não é claro se o "irmão Simón, Prior da mesma Ordem (Carmelitana), varão religioso e veraz" seja São Simón Stock.
A segunda referência em ordem cronológica é um antigo Catálogo de Santos da Ordem, da qual se conservam três redacções do século XIV. A mais breve e, pelo mesmo, mais antiga, diz dele:
"O noviço foi San Simón de Inglaterra, sexto Geral da Ordem, o qual suplicava todos os dias à gloriosíssima Mãe de Deus que desse alguma mostra de sua protecção à Ordem dos Carmelitas, que gozavam do singular título da Virgem, dizendo con todo o fervor de sua alma estas palavras:
Flor do Carmelo
Vinha florida esplendor do céu;
Virgem fecunda e singular;
oh Mãe doce
de homem não conhecida;
aos carmelitas,
proteja teu nome,
estrela do mar.
Segundo a tradição, apareceu-lhe a Virgem rodeada de anjos, em 16 de Julho de 1251, e lhe mostrou o santo Escapulário da Ordem dizendo-lhe: "Este será o privilégio para ti e todos os carmelitas; quem morrer com ele não padecerá o fogo eterno, quer dizer, o que com ele morrer se salvará".
Outra redacção mais extensa deste Santoral acrescenta novos e interessantes dados sobre ele; Seu apelido STOCK, que parece se deva a que vivia no tronco de uma árvore. Seu ingresso entre os carmelitas recém chegados a Inglaterra procedentes do Monte Carmelo. Sua eleição como Prior Geral e a aprovação da Ordem pelo Papa Inocêncio IV. Seu dom celestial de operar ruidosos milagres. Foi autor de várias composições, entre elas a Flos Carmelí e a Ave Stella Matutina.
Parece que enquanto visitava a Província de Vascónia, morreu em Bordéus, em 16 de Maio de 1265, quase centenário de idade.
Se lhe tributa culto desde 1435. Nunca foi canonizado formalmente, mas o Vaticano aprovou a celebração da festividade carmelita.
Sua festa se celebra em 16 de Maio.
Andrés Bobola, Santo
Mártir, Maio 16
Andrés Bobola, Santo
Andrés Bobola, Santo
Polaco de origem estrangeira (sua família procedia da Bohémia, mas levava já várias gerações no país), é um dos símbolos da martirizada Polónia. Cada vez que na história recente a nação polaca se viu submergida por invasões e foi vítima de desmembramentos, a defesa da fé e a esperança no futuro se concretizaram em feitos milagrosos por intercessão deste jesuita. Era oriundo do sul do país, nasceu em Sandormir em 30 de Novembro de 1591; se educou com a Companhia de Jesus, em que solicitou ingressar, e em 1622 foi ordenado sacerdote em Vilna. Nesta cidade exerceu seu ministério, destacando-se como pregador, director de consciências e homem de caridade inesgotável atendendo a doentes e moribundos, sobretudo durante a peste de 1625.
Mas o seu carácter impulsivo e fogoso o levou a querer viver nos lugares de maior risco, e desde 1633 até à sua morte foi um dos missionários mais activos na parte oriental do que então era Polónia, uma região disputada pelos russos e com uma grande maioría de habitantes que vacilavam entre o cisma ortodoxo e a Igreja romana. Durante um quarto de século Andrés Bóbola viveu nesta perigosa fronteira da catolicidade, enquanto se sucediam em seu redor guerras, matanças de religiosos, devastações e ameaças de toda a ordem, até que em Maio de 1657, com seus 66 anos, em Lituânia, foi apreso pelos cossacos e morreu entre selvagens torturas: o açoitaram dos pés a cabeça, puseram uma soga no pescoço, e sugeitândo-a na sela de dois cavalos, lançando-os a correr. Depois lhe queimaram todo o corpo com tochas acesas: no ódio à ordem sacerdotal, lhe desuellan a coroa e as mãos; lhe fincam astillas entre as unhas das mãos e dos pés; lhe cortam o nariz, as orelhas, os lábios; e abrindo-lhe o pescoço por detrás, lhe arrancam a língua. Por fim, lhe atravessaram o coração com uma lança. e o crivaram com as espadas todo o corpo, até que o invicto mártir expira. Era em 16 de Maio de 1657. Foi canonizado em 1938 pelo Papa Pío XI e seus restos mortais se veneram em Varsóvia.
Vidal Vladibir Bajrak, Beato
Sacerdote e Mártir, Maio 16
Vidal Vladibir Bajrak, Beato
Vidal Vladibir Bajrak, Beato

Mártir Greco-Católico Ucraniano

Nasceu em 24 de Fevereiro de 1907 em Shaikivtsi (região de Ternopol, em Ucrânia). Em 4 de Setembro de 1922 entrou no noviciado da Ordem Basiliana de São Josafat, e em 9 de Maio de 1926 emitiu a primeira profissão. Foi ordenado sacerdote em 13 de agosto de 1933.
Desempenhou sua actividade pastoral no mosteiro basiliano de Zovkva e mais tarde como superior do mosteiro de Drohobych.
Foi detido em 17 de Setembro de 1945 com a acusação de "haver escrito um artígo com falsidades sobre o partido bolchevique, que se publicou logo num diário anti-soviético". O condenaram a oito anos de cárcere num campo de reeducação.
A notícia de sua morte se difundiu na véspera de Páscoa de 1946. Havia cumprido 39 anos quando morreu no cárcere de Drohobych, em 16 de Maio de 1946.
Foi beatificado por João Paulo II em 27 de Junho de 2001 junto com outras 24 vítimas do regime soviético de nacionalidade ucraniana.
O grupo beatificado está integrado por: Mykolay Charneckyj, bispo, 2 abril Josafat Kocylovskyj, bispo, 17 novembro Symeon Lukac, bispo, 22 agosto Basilio Velyckovskyj, bispo, 30 Junho Ivan Slezyuk, bispo, 2 dezembro Mykyta Budka, bispo, 28 setembro Gregorio (Hryhorij) Lakota, bispo, 5 novembro Gregorio (Hryhorij) Khomysyn, bispo, 28 dezembro Leonid Fedorov, Sacerdote, 7 março Mykola Konrad, Sacerdote, 26 junho Andrij Iscak, Sacerdote, 26 junho Román Lysko, Sacerdote, 14 outubro Mykola Cehelskyj, Sacerdote, 25 maio Petro Verhun, Sacerdote, 7 fevereiro Alejandro (Oleksa) Zaryckyj, Sacerdote, 30 outubro Klymentij Septyckyj, Sacerdote, 1 maio Severijan Baranyk, Sacerdote, 28 junho Jakym Senkivskyj, Sacerdote, 28 junho Zynovij Kovalyk, Sacerdote, 30 junho Vidal Vladimir (Vitalij Volodymyr) Bajrak, Sacerdote, 16 Maio Ivan Ziatyk, Sacerdote, 17 maio Tarsicia (Olga) Mackiv, Monja, 18 Julho Olympia (Olha) Bidà, Suora, 28 janeiro Laurentia (Leukadia) Harasymiv, Monja, 26 agosto Volodymyr Pryjma, Laico, 26 Junho (as datas indicadas correspondem às de seu martírio)
Miguel (Michal) Wozniak, Beato
Presbítero e Mártir, Maio 16
Miguel (Michal) Wozniak, Beato
Miguel (Michal) Wozniak, Beato

Presbítero e Mártir

Filho único de um matrimónio camponês, João e Mariana, desde pequeno queria ser sacerdote, ao que se opunha seu pai. Tinha já 27 anos quando ingressou no seminário de Varsóvia, ordenando-se sacerdote em 1907.
Seguidamente passou um ano em Turim com os salesianos, por ser admirador extremo do carisma de Dom Bosco.
Voltando a Polónia, foi pároco sucessivo em duas paróquias onde animou religiosamente. Numa delas fundou um colégio salesiano que se mostrou muito prontamente eficaz como resposta pastoral aos problemas da juventude. O Papa lhe concedeu otítulo de prelado doméstico seu. Teve como coadjutor o beato mártir Miguel Ozieblowski. Ambos perseveraram na paróquia pese o risco que significava a ocupação alemã.
Preso em Outubro de 1941 e levado ao campo de exterminio de Lad, daí passou a Dachau, Alemanha, onde sofreu tantas penalidades que sua saúde se ressentiu até ao extremo do esgotamento e morreu em 16 de Maio de 1942. Se dizia deste grande pastor de almas que era um sacerdote como poucos. O queriam incluso os não católicos, dada a bondade e abertura de coração com que tratava a todos. Sua especial atenção à juventude e seu apreço à obra de Dom Bosco, o fizeram pioneiro de muitas iniciativas pastorais consolidadas posteriormente.
Foi beatificado por S.S. João Paulo II, em 13 de Junho de 1999 junto a outros 107 mártires polacos.
Nota de A,Fonseca : As biografias, ou melhor esta lista de mártires já aqui foi publicada mais do que uma vez, em ediçoes anteriores.
http://es.catholic.net/santoral Recolha, transcrição e tradução de António Fonseca