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quarta-feira, 27 de maio de 2009

VOZ PORTUCALENSE - 27-Maio-2009

Agradecimento É com muita satisfação que refiro aqui, o facto da Voz Portucalense - Semanário eclesial de Informação e Opinião, da Diocese do Porto, ter efectuado no seu número 20 - Ano XL, (distribuido esta semana), a transcrição de trechos de duas "reportagens" que eu publiquei neste blog, incluindo 3 fotos, uma sobre a peregrinação efectuada em 24 do corrente mês à Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso, pelas paróquias do Candal e de Santa Marinha e outra sobre a inauguração da "Sala de Cima" da Fundação Voz Portucalense na sexta-feira, dia 22/5 . Muito obrigado, pois isto demonstra mais uma vez que de vez em quando, há alguém que lê esta página "Conferência Vicentina de S. Paulo". António Fonseca
Germán de París, Santo (Germano)
Bispo, Maio 28
Germán de París, Santo
Germán de París, Santo

Bispo

Grande parte de sua vida a conhecemos pelo testemunho de seu colega o bispo Fortunato que assegura esteve adornado do dom de milagres. Nasceu Germán na Borgonha, em Autun, do matrimónio que formavam Eleutério e Eusébia no último terço do século V. Não teve boa sorte nos primeiros anos de sua vida carente de carinho dos seus e até esteve com o perigo de morrer primeiro pelo intento de aborto por parte de sua mãe e logo pelas manipulações de sua tia, a madre do primo Estratidio com quem estudava em Avalon, que intentou envenená-lo.
Seu parente de Lazy com quem vive durante 15 anos é o que compensa os mimos que não teve Germán na meninice. Ali se encontra amor e um ambiente de trabalho cheio de bom humor e de piedade propício para o desenvolvimento integral do rapaz que já desponta em qualidades acima do comum para a sua idade. Com os bispos teve sorte. Agripin, o de Autun, o ordena sacerdote solucionando-lhe as dificuldades e vencendo a resistência de Germán para receber tão alto ministério na Igreja; logo, Nectário, seu sucessor, o nomeia abade do mosteiro de S. Sinforiano, nos arrabaldes da cidade. Modelo de abade que marca o tom sobrenatural da casa caminhando por diante com o exemplo na vida de oração, a observância da disciplina, o espírito penitente e a caridade. É ali onde começa a manifestar-se em Germán o dom de milagres, segundo o relato de Fortunato. Pelo que conta seu biógrafo, se havia proposto o santo abade que nenhum pobre que se acercasse ao convento a pedir e se fosse sem comida; um dia reparte o pão reservado para os monges porque já não havia mais; quando brota a murmuração e a queixa entre os frades que viam perigar sua pitanza, chegam ao convento duas cargas de pão e, no dia seguinte, dois carros cheios de comida para as necesidades do mosteiro. Também se narra o milagre de haver apagado com um pouco de água benta o fogo do palheiro cheio de feno que ameaçava arruinar o mosteiro. Outro mais e curioso é quando o bispo, zeloso que de tudo faz pelas coisas boas que se falam de Germán, o manda pôr no cárcere por não se sabe que motivo (talvez hoje se lhe chamasse «incompatibilidade»); as portas se lhe abriram ao estilo do que passou ao principio da cristandade com o apóstolo, mas Germán não saqiu antes de que o mesmo bispo fosse a dar-lhe a liberdade; com este episódio mudou o bispo seus zelos por admiração.
O rei Childeberto usa sua autoridade em 554 para que seja nomeado bispo de París à morte de Eusébio e, além disso, o nomeia esmoler mor. Também curou o rei quando estava enfermo no castello de Celles, perto de Melun, onde se juntam o Yona e o Sena, só com a imposição das mãos.
Como sua vida foi longa, houve ocasião de intervir várias vezes nos acontecimentos da familia real. Algum foi doloroso porque um homem de bem não pode transigir com a verdade; a Cariberto, rei de París o filho de Clotário e, portanto, neto de Childeberto, teve que excomungá-lo por seus devaneios con mulheres às que vai unindo sua vida, depois de repudiar a legítima Ingoberta. O bom bispo parisiense morreu octogenário, em 28 de Maio de 576. Se enterrou no túmulo que se havia mandado preparar em S. Sinfroniano. O abade Lanfrido traslada mais tarde seus restos, estando presentes o rei Pipino e seu filho Carlos, a S. Vicente que depois da invasão dos normandos se chamou já S. Germán. Hoje repousam ali mesmo e se veneram numa urna de prata que mandou fazer aos órfãos o abade Guillermo, em 1408.
María Bartolomé Bagnesi, Beata
Dominicana, Maio 28
María Bartolomé Bagnesi, Beata
María Bartolomé Bagnesi, Beata

Religiosa Dominicana

Nasceu em Florença em 1514. Depois de recusar o matrimónio foi vítima de uma doença misteriosa que a teve imobilizada no leito durante quarenta e cinco anos, com fortíssimos ataques dolorosos, tanto que lhe foi administrada oito vezes a unção dos enfermos. Foi o sofrimento físico a arma com que Deus se serviu para cinzelar sua santidade. Aos trinta e três anos, em 1547, passa a formar parte da Ordem secular de S. Domingo. Seu apostolado eficacíssimo o realizou com a aceitação gozosa de seus sofrimentos, com as cartas que escreveu e com sua palavra de conselho.
A paciência com que suportou sua difícil doença criou em torno dela uma estima unânime de santidade e muitos vieram a ela em busca de conselho, e orações.
Esteve muto relacionada com o mosteiro carmelita de Santa María dos Ángeles em Florença e à sua morte, em 28 de Maio de 1577, foi enterrada neste mosteiro e ali se venera seu corpo incorrupto. Santa María Magdalena de Pazzi, que viveu de 1566 a 1595 e foi monja desse mosteiro, atribuiu sua cura à intercessão da beata María Bartolomea.
Seu culto foi aprovado por Pío VII em 11 de julho de 1804.
Bernardo de Menthon, Santo
Ajudante dos viajantes, Maio 28
Bernardo de Menthon, Santo
Bernardo de Menthon, Santo

Ajudante dos viajantes

Nasceu no ano 923, provavelmente no castelo Menthon, perto de Annecy, em Saboia; morreu em Novara, em 1008. Foi descendente de uma rica família aristocrática, e recebeu uma esmerada educação. Recusou contrair um matrimónio honorífico proposto por seu pai e decidiu consagrar-se ao serviço da Igreja. Pondo-se sob a direcção de Pedro, Arquidiácono de Aosta, sob cuja direcção progrediu rapidamente, Bernardo foi ordenado sacerdote e considerando sua sabedoria e virtude foi ordenado Arquidiácono de Aosta (em 966), fazendo o cargo do governo da diocese, secundando o bispo. Vendo a ignorância e idolatría que todavia imperavam entre os povos dos Alpes, resolveu consagrar-se a convertê-lo. Por quarenta e dois anos se dedicou a pregar o Evangelho a esses povos e levou à luz da fé inclusive a alguns cantões de Lombardía, ocasionando numerosas conversões e operando vários milagres.
Por outra razão, sem embargo, o nome de Bernardo será célebre para sempre. Desde os mais antigos tempos houve um caminho através dos Alpes Peninos, desde o vale de Aosta até ao cantão suiço de Valais, em que está agora o passo do Grande S. Bernardo. Este passo está coberto por neves permanentes de sete a oito pés (de 2 a 2,4 metros, N. del T.) de profundidade, ee sus movimentos às vezes acumula até quarenta pés (um metro) de altura. Ainda que o passo era em extremo perigoso, especialmente na primavera a raíz das avalanches, não obstante era utilizado por peregrinos franceses e germanicos a caminho de Roma. Para comodidade e protecção dos viajantes S. Bernardo fundou um mosteiro e hospedagem no ponto mais alto do passo, a 8.000 pés (2.400 metros, aproximadamente, N. del T.) sobre o nível do mar, no ano 962. Alguns anos mais tarde estabeleceu outra hospedagem no Pequeno S. Bernardo, um monte dos Grandes Alpes, de 7.076 pés (2.160 metros, N. del T.) sobre o nivel do mar. Ambos foram postos a cargo de monges agostinhos, após conseguir a aprovação pontificia numa visita a Roma.
Estas hospedagens são famosas por sua generosa hospitalidade estendida a todos os viajantes que passam pelo Grande e pelo Pequeno S. Bernardo, assim chamados em honra ao fundador destas instituições de caridade. Em todas as estações do ano, mas especialmente durante as duras tormentas de neve, os heróicos monges acompanhados por seus bem treinados cães, saem em busca de vítimas que poderiam sucumbir à dureza do clima. Lhes oferece comida, roupa, e refúgio aos desafortunados viajantes que correm perigo de morte.
Os monges dependem de donativos e colectas para sustentar-se. Actualmente, a Ordem consta de uns quarenta membros, a maoría dos quais vive nas hospedarias enquanto alguns vivem com vizinhos do lugar.
A última obra naa vida de S. Bernardo foi a reconciliação de dois nobres cujo antagonismo ameaçou converter-se numa situação fatal. S. Bernardo foi sepultado no convento de Saint Lawrence. Venerado como santo desde o Século XII em vários lugares de Piemonte (Aosta, Novara, Bréscia), não foi canonizado senão em 1681, por Inocêncio XI. Sua festa é celebrada em alguns santorais em 15 de Junho e em outros em 28 de Maio.
Margarita Pole, Beata
Mãe de Família, Maio 28
Margarita Pole, Beata
Margarita Pole, Beata

Mártir

Margarita Plantaganet, nascida em 14 de agosto de 1471, filha do Duque de Clarence, sobrinha dos reis Eduardo IV e Ricardo III de Inglaterra. Casou no ano 1491 com Sir Richard Pole, teve cinco filhos, um dos quais chegou a ser cardeal. Quando Enrique VIII subiu ao trono, Margarita era já viúva. O rei, que a considerava como a mulher mais santa de Inglaterra, a favoreceu grandemente e a nomeou condessa de Salisbury.
Quando nasceu María Tudor, Margarita foi nomeada sua "instrutora". Mas, a beata, desaprovou abertamente o matrimónio do rei com Ana Bolena, o que lhe costou a perda de seu posto na corte e do favor do rei.
O quarto filho de Margarita, o Cardeal Pole, escreveu um tratado contra a supremacia eclesiástica do rei. O monarca, desde então, procurou a forma de acabar com a família de Margarita. O rei a acusou de alta traição e foi condenada sem julgamento, e decapitada em 28 de Maio de 1541, sendo inocente.
Em 1886 o Papa Leão XIII a proclamou beata, e em 1929 se confirmou o seu culto.
Luis Biragui, Beato
Sacerdote Fundador, Maio 28
Luis Biragui, Beato
Luis Biragui, Beato

Fundador do Instituto das Religiosas de Santa Marcelina

Nasceu em Vignate (Milão, Itália) em 2 de Novembro de 1801. Era o quinto dos oito filhos de Francesco Biraghi e Maria Fina. Pouco depois de seu nascimento, a família mudou-se a Cernusco sul Naviglio, um povo próximo. Aos doze anos Luis entrou no seminário menor de Castello sopra Lecco. Logo, prosseguiu seus estudos sacerdotais nos seminários maiores de Monza e de Milão. Na catedral de Milão recebeu a ordenação sacerdotal em 28 de Maio de 1825.
Foi destinado imediatamente ao ensino nos seminários de Castello sopra Lecco, Séveso e Monza. Em 1833 o nomearam director espiritual do seminário maior de Milão.
Em 1848 voltou ao ensuno, mas por causa das vicissitudes políticas que se produziram em Itália durante esses anos, sobretudo em Lombardía e Veneza, foi destituido de seu cargo pelos austriacos em 1850.
Em 1855 foi nomeado doutor —e desde 1864 vice-prefeito— da prestigiosa Biblioteca Ambrosiana e canónico honorário da basílica de Santo Ambrósio. Em 1873 Pío IX lhe concedeu o título de prelado doméstico de Sua Santidade.
Esse Pontífice o apreciava muito, até ao ponto de em 1862 lhe dirigiu uma carta autógrafa para que, usando sua grande influência, actuasse como mediador e pacificador entre o clero milanês, dividido por entã em duas facções: os promotores da nova unidade nacional italiana, que se estava concertando, e os defensores do poder temporal dos Papas.
Mons. Biraghi era homem de grande cultura e profunda vida interior; apaixonado estudioso de patrología e arqueología.
E precisamente seu conhecimento e admiração pela antiguidade cristã, e sua devoção por santo Ambrósio, fizeram que surgisse nele a ideia de fundar o instituto das Religiosas de Santa Marcelina, para renovar o ideal da virgindade consagrada, típica da Igreja primitiva, dedicando-se simultâneamente à educação da juventude feminina (santa Marcelina, irmã mais velha de santo Ambrósio, recebeu o véu das virgens consagradas das mãos do PapaLibério no Natal do ano 353, e colaborou com seu irmão bispo em Milão).
Mons. Biraghi fundou o instituto em 1838, em Cernusco sul Naviglio, com a colaboração da madre Marina Videmari (1812-1891), que foi a primeira superiora e a continuadora da obra depois da morte do fundador.
Rapidamente se abriu outras casas, como colégios e escolas, em várias cidades. Já sem compromissos pastorais directos, mons. Biraghi dedicou todas suas energias, até ao fim, à formação espiritual de suas religiosas e à organização da nova congregação. Morreu em 11 de agosto de 1879, aos setenta e oito anos, em Milão. Foi sepultado no panteão familiar, em Cernusco sul Naviglio. Em 1951 seus restos foram trasladados para a capela da casa mãe das Religiosas de Santa Marcelina, nesse mesmo povo.
Foi beatificado por S.S. Bento XVI em 30 de abril de 2006 em cerimónia realizada em Milão, Itália.
http://es.catholic.net/santoral Recolha, transcrição e tradução de António Fonseca

UM ANO COM SÃO PAULO (32)

CONTINUAÇÃO (32)
Do livro "Um ano com São Paulo" da Editorial Missões - Cucujães, escrito pelo Pde. Januário dos Santos, com os textos bíblicos retirados da BÍBLIA SAGRADA, (tradução dos Monges de Maredsous) e publicado em Junho de 2008, passo a transcrever (com a devida vénia) alguns dos textos dos Actos dos Apóstolos e das Epístolas de S. Paulo, - ali inseridos - desde 19 de Abril:
Até (6/Maio) transcrevi textos dos Actos dos Apóstolos. A partir desta data inicia-se a transcrição da Epístola Aos Romanos, que tal como a anterior (e todas as seguintes) seguem a ordem dos dias do calendário, conforme aliás está apresentado no livro Um Ano com São Paulo.
Com podem verificar, em 22/5/2009 comecei a publicação da 1ª Carta aos Coríntios
Dia 18 de Junho
LIVRES PARA SERVIR O SENHOR (1ª Cor 7, 32-40)
O celibato deixa as pessoas livres para servir o Senhor.
32 Quisera ver-vos livres de toda a preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor 33 O casado preocupa-se com as coisas do mundo procurando agradar à sua esposa. 44 A mesma diferença existe com a mulher solteira ou a virgem. Aquela que não é casada cuida das coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a casada cuida das coisas do mundo, procurando agradar ao marido. 35 Digo isto para vosso proveito, não para vos armar um laço, mas para vos ensinar o que melhor convém, o que vos poderá unir ao Senhor sem partilha. 36 Se alguém julga que é inconveniente para a sua filha ultrapassar a idade de casar-se e que é seu dever casá-la, faça-o como quiser: não há falta alguma em fazê-la casar-se 37 Mas aquele que, sem nenhum constrangimento e com perfeita liberdade de escolha, tiver tomado no seu coração a decisão de guardar a sua filha virgem, procede bem. 38 Em suma, aquele que casa a sua filha faz bem; e aquele que não a casa, faz ainda melhor. 39 A mulher está ligada ao marido enquanto ele viver. Mas, se morrer o marido, ela fica livre e poderá casar-se com quem quiser, contanto que seja no Senhor. 40 Contudo, na minha opinião, ela será mais feliz se permanecer como está. E creio que também eu tenho o Espírito de Deus.
Frase para recordar: Digo isto para vos ensinar o que vos poderá unir ao Senhor.
Dia 19 de Junho
CARNES OFERECIDAS AOS ÍDOLOS (1) (1ª Cor. 8, 1-6)
A carne que sobrava do culto pagão era vendida ou consumida em ambiente profano. Se os cristãos comessem desta carne, pensavam alguns, contaminavam-se com um culto idolátrico. Paulo adverte que não é o alimento que nos aproxima ou afasta de Deus mas recomenda que, mesmo neste pormenor, não se escandalize os menos esclarecidos.
1 Quanto às carnes oferecidas aos ídolos, somos esclarecidos, possuímos todos a ciência. Porém, a ciência envaidece, a caridade constrói. 2 Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não conhece nada como convém conhecer. 3 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele.
Ponto de vista teológico
4 Assim, pois, quanto ao comer carnes imoladas aos ídolos, sabemos que não existem realmente ídolos no mundo e que não há outro Deus se não um só. 5 Pretende-se, é verdade, que existam outros deuses, quer no céu quer na terra (e há um bom número desses deuses e senhores) 6 Mas para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também.
Frase para recordar: A ciência envaidece, a caridade constrói.
Dia 20 de Junho CARNES OFERECIDAS AOS ÍDOLOS (2) (1ª Cor. 8, 7-13)
Ponto de vista da caridade
7 Todavia, nem todos têm este conhecimento. Alguns, habituados ao modo antigo de considerar o ídolo, comem a carne, como sacrificada ao ídolo; e a sua consciência, por ser débil, fica manchada. 8 Não é, entretanto a comida que nos torna agradáveis a Deus: comendo, não ganhamos nada; e não comendo, nada perdemos. 9 Atenção, porém: que esta vossa liberdade não venha a ser ocasião de queda para os fracos. 10 Se alguém te vir, a ti que és instruído, sentado à mesa no templo dos ídolos, não se sentirá, por fraqueza de consciência, também autorizado a comer do sacrifício aos ídolos? 11 E assim por tua ciência vai-se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu! 12 Assim, pecando vós contra os irmãos e ferindo a sua débil consciência,. pecais contra Cristo. 13 Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda para o meu irmão, jamais comerei carne a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu irmão.
Frase para recordar: Que a vossa liberdade não venha a ser ocasião de queda para os fracos.
Dia 21 de Junho DIREITOS DOS MISSIONÁRIOS (1ª Cor. 9, 1-10)
Paulo condiciona a sua liberdade por causa do serviço de caridade. Renuncia a muitos dos seus direitos, até ao de ser alimentado, por amor da comunidade para a qual quer o maior bem. Ele que, para alguns, não era considerado apóstolo, por não ter convivido com Jesus, era-o de facto como testemunha do Senhor ressuscitado: apareceu-me também a mim como a um abortivo (Cap. 15,8).
1 Não sou eu livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus nosso Senhor? Não sois vós minha obra no Senhor 2 Se para outros não sou apóstolo, ao menos para vós sou-o, porque vós sois no Senhor o selo do meu apostolado. 3 Esta é a minha defesa contra os que me difamam. 4 Não temos nós porventura direito de comer e beber? 5 Acaso, não temos nós direito de deixar que nos acompanhe uma mulher irmã, a exemplo dos outros apóstolos e dos irmãos do Senhor e de Cefas? 6 Ou só eu e Barnabé não temos o direito de deixar o trabalho? 7 Quem jamais vai à guerra à sua custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? 8 Trata-se, acaso, de simples norma entre os homens? Ou a lei não diz também o mesmo? 9 Na Lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que debulha (Deut 25,4). Acaso Deus tem dó dos bois? 10 Não é, na realidade, em atençao a nós que ele diz isto? Sim! É por nós que está escrito. Quem trabalha deve trabalhar com esperança e igualmente quem debulha deve debulhar com esperança de receber a sua parte.
Frase para recordar: Vós sois no Senhor o selo do meu apostolado
Dia 22 de Junho O APÓSTOLO RENUNCIOU AOS SEUS DIREITOS (1ª Cor. 9, 11-18)
Se Paulo fala nos direitos a que renunciou, como pregador do Evangelho, nâo é para os reclamar mas para proclamar a sua liberdade. Ele sente dentro de si a urgência de anunciar o Evangelho. Como Jeremias "sente-se forçado por tua mão" (Jer. 15,17).
11 Se entre vós semeamos bens espirituais, será porventura, demasiada exigência colhermos dos vossos bens materiais? 12 Se outros se arrogam este direito sobre vós, não o temos nós muito mais? Entretanto, não temos feito uso deste direito: sofremos tudo para não pôr obstáculo algum ao Evangelho de Cristo. 13 Não sabeis que os ministros do culto vivem do culto, e que os que servem ao altar participam do altar? 14 Assim também ordenou o Senhor que os que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho. 15 Mas eu não tenho usado nenhum desses direitos; e nem escrevo isto para reclamá-los. Prefereria morrer a privar-me deste título de glória. 16 Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho! 17Se o fizesse por minha iniciativa, mereceria recompensa. Se o faço independentemente da minha vontade, é uma missão que me foi imposta. 18 Entâo em que consiste a minha recompensa? Em que, na pregação do Evangelho, o anuncio gratuiitamente, sem usar do direito que esta pregação me confere.
Frase para recordar: AI DE MIM, SE EU NÃO ANUNCIAR O EVANGELHO!.
UM ANO COM SÃO PAULO Pde Januário dos Santos Ed. Editorial Missões Cucujães-2008 António Fonseca