OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

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sábado, 6 de junho de 2009

UM ANO COM SÃO PAULO (42)

Dia 13 de Agosto
DAR EM ACÇÃO DE GRAÇAS (2ª Cor. 9, 6-15)
Paulo convida à generosidade mas com alegria. Deus não deixará de recompensar quem dá deste modo.
6    Convém lembrar: aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará.
7    Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento Deus ama o que dá com alegria.
8    Poderoso é Deus para vos cumular com toda a espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda a espécie de boas obras.
9    Como está escrito: Espalhou e deu aos pobres, a sua justiça subsiste para sempre (Sal 111,9).
10  Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para comer, vos dará rica sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça.
11  Assim, enriquecidos em todas as coisas, podereis exercer toda a espécie de generosidade que, por nosso intermédio, será ocasião de agradecer a Deus.
12  Realmente, o serviço deste obra de caridade não só provê às necessidades dos irmãos, mas é também uma abundante fonte de acção de graças a Deus.
13  Pois, ao reconhecer a experimentada virtude que esta assistência revela da vossa parte, eles glorificam a Deus pela obediência que professais relativamente ao Evangelho de Cristo e pela generosidade das vossas esmolas em favor deles e em favor de todos.
14  Além disso, eles oram por vós e dedicam-vos a mais terna afeição em vista da eminente graça que Deus vos fez.
15  Graças sejam dadas a Deus pelo seu dom inefável!
Frase para recordar:  
Aquele que semeia pouco, pouco ceifará.
14 de Agosto
APOLOGIA PESSOAL  (2ª Cor. 10, 1-11)
   Eu, Paulo, vos exorto pela mansidão e bondade de Cristo, eu que me mostro humilde quando estou entre vós mas, quando longe, sou ousado convosco.
2   Peço-vos que quando eu estiver presente não me veja obrigado a usar da minha autoridade de que pretendo realmente usar com certas pessoas que imaginam, que nós procedemos com intenções humanas.
3  Porque, embora vivamos na carne, não militamos segundo a carne.
4  Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações.
5  Nós aniquilamos todo o raciocínio e todo o orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo o pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo.
6  Estamos prontos também para castigar todos os desobedientes, desde que seja perfeita a vossa obediência.
7   Julgais as coisas pela aparência!... Quem se gloria de pertencer a Cristo considere que, como ele é de Cristo, assim também nós o somos.
8   Ainda que eu me orgulhasse um pouco mais da autoridade que o Senhor nos deu, para vossa edificação,  e não para vossa ruína, não teria que envergonhar-me.
9   Não quero, porém, dar a impressão de querer aterrar-vos com as minhas cartas.
10  "As suas cartas, dizem, são imperativas e fortes, mas, quando está presente, a sua pessoa é fraca e a palavra desprezível."
11  Quem  assim pensa, fique sabendo que o que somos por escrito nas cartas, quando estamos ausentes, o mesmo seremos também de facto, quando estivermos presentes.
Frase para recordar:  
Embora vivamos na carne, não militamos segundo a carne.
15 de Agosto
 A AUTORIDADE DO APÓSTOLO NÃO É USURPADA  (2ª Cor. 10, 12-18)
Paulo não se promove a si próprio, nem se gloria à custa do trabalho alheio. Ele prega o evangelho onde ainda não foi pregado. Ele não é termo de comparação de si mesmo.
12  Em verdade, não ousamos equiparar-nos nem comparar-nos com alguns dos que se promovem a si próprios. Medindo-se eles conforme a sua própria medida e comparando-se consigo mesmos, dão provas de pouco bom senso.
13  Nós não nos gloriaremos além da medida, mas permaneceremos dentro do campo de acçao que Deus nos determinou, levando-nos até vós.
14  Não passamos além dos limites. Estaríamos passando, caso não houvéssemos chegado até vós. Ora, realmente chegámos até vós, pregando o Evangelho de Cristo.
15  Não nos ufanamos além da medida, cobrindo-nos de trabalhos alheios. Esperamos que, com o progresso da vossa fé, a nossa obra cresça entre vós dentro do quadro de acção que nos foi determinado.
16  Assim esperamos levar o Evangelho aos países que ficam além de vós, sem nos gloriarmos das obras realizadas por outros dentro do domínio resrvado a eles.
17  Ora, quem se gloria, glorie-se no Senhor.
18  Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda.
Frase para recordar:
Quem se gloria, que se glorie no Senhor.
16 de Agosto
O apóstolo compara-se aos seus adversários (2ª Cor. 11, 1-6)
Paulo vela pela comunidade, com carinho, como um guardião porque a desposou com Cristo. Que ninguém a seduza, como o demónio a Eva, apresentando-se como super apóstolo.
Ele gloria-se de ter pregado o evangelho gratuitamente. Que a comunidade veja bem se não há ministros da mentira a disfarçar-se em ministros da verdade e da justiça.
1   Oxalá suportásseis um pouco de loucura da minha parte! Oh, sim! Tolerai-me.
2   Eu consagro-vos um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.
3   Mas temo que, como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim se corrompam os vossos mandamentos e se apartem da sinceridade para com Cristo.
4   Porque quando aparece alguém pregando-vos outro Jesus, diferente daquele que vos prégamos, ou se trata de receber outro espírito, diferente do que recebestes, ou outro evangelho, diverso do que abraçastes, de boa mente o aceitais.
5   Mas penso que em nada tenho sido inferior a esses "eminentes" apóstolos!
6   Pois, embora eu seja de pouca eloquência, não acontece o mesmo quanto à ciência: é o que em tudo e a cada passo vos temos manifestado.
Frase para recordar: 
Consagro-vos um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.
17 de Agosto
Desprendimento do Apóstolo (2ª Cor. 11, 7-15)
Paulo lembra o seu desprendimento no anúncio do Evangelho aos Coríntios. Essa glória ninguém lha poderá tirar.
7   Porventura cometi alguma falta, em vos ter pregado o Evangelho de Deus gratuitamente, humilhando-me para vos exaltar?
8   Para vos servir, despojei outras igrejas, recebendo delas o meu sustento.
9   Estando convosco e passando  alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, porque os irmãos que vieram da Macedónia supriram o que me faltava. Em tudo me guardei e me guardarei de vos ser pesado.
10 Tão certo como a verdade de Cristo está em mim, não me será tirada esta glória nas regiões da Acaia.
11  E porquê? Será, porque não vos amo? Deus o sabe!
12  Mas o que faço, continuarei a fazê-lo, para cortar pela raiz todo o pretexto àqueles que procuram algum para se envaidecerem e se afirmarem iguais a nós.
13   Esses tais são falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo.
14  O que não é de espantar. Pois, se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz,
15  parece bem normal que os seus ministros se disfarcem em ministros de justiça, cujo fim, no entanto, será segundo as suas obras.
Frase para recordar:
Para vos servir, despojei outras igrejas, recebendo delas o meu sustento.
Do livro 
UM ANO COM SÃO PAULO, 
do Pde Januário Santos
Recolha e trancrição de 
António Fonseca

MARIA DO DIVINO CORAÇÃO - 8 - JUNHO

María do Divino Coração de Jesus (Droste zu Vischering), Beata
Religiosa, Junho 8
 
María del Divino Corazón de Jesús (Droste zu Vischering), Beata
María del Divino Corazón de Jesús (Droste zu Vischering), Beata

Religiosa

Maria do Divino Coração de Jesus nasceu em 8 de Setembro de 1863, em Münster (Alemanha). 
Seu pai era o conde Clemente Droste de Vischering e sua mãe a condessa Helena von Galen. De menina viveu a perseguição de bispos e sacerdotes na Alemanha liberal do século XIX. Aos quinze anos a impresionaram as seguintes palavras de um sacerdote: Não podemos brindar a Jesus mais que um coração sincero totalmente entregue.
Em seu diário escreveu: Com gosto haveria tapado os ouvidos de minha alma, mas foi impossível renunciar à voz de Deus. Neste día começou nosso Senhor a trazer-me de uma maneira muito especial, roubando-me por fim o coração. Aos quinze anos ingressou no internato das Irmãs do Sagrado Coração, em Riedenburg. Quando terminou sua educação escolar, em 1881, quis ingressar no convento, mas o impediu a sua débil saúde. Fez voto de castidade e começou a viver mais intensamente a oração e o apostolado na sua familia. Ajudava a jóvens abandonadas e a prostitutas no hospital que atendiam as Irmãs do Bom Pastor.
Aos vinte e cinco anos sua saúde melhorou o suficiente para ser admitida entre as religiosas, no convento de Münster.
Começou o noviciado em 10 de Janeiro de 1889 e recebeu o nome de María do Sagrado Coração e professou seus votos em 29 de Janeiro de 1891. Esse ano foi transferida para o Porto (Portugal), onde desde 1894 foi superiora da comunidade. Conseguiu um convento exemplar, mas sua saúde ficou totalmente quebrantada e contraiu uma doença na coluna vertebral que lhe produzia intensas dores e parálisou-a progressivamente. Mandou fazer uma cama para ser mudada pelas diversas partes da casa e poder ajudar com o seu conselho.
Oferecendo-se como vítima, recebeu do Sagrado Coração de Jesus o desejo de que se lhe consagrasse o mundo inteiro para o qual escreveu ao Papa no mês de Junho de 1898. Todavía no mês de Janeiro do ano 1899, a instâncias do Sagrado Coração, enviou outra carta ao Papa. Leão XIII acolheu seu desejo e anunciou a consagração do mundo ao Sagrado Coração na encíclica “Annum Sacrum” de 25 de Maio de 1899. Em 8 de Junho recebeu as duas cópias da encíclica que lhe havia mandado o Papa. Morreu esse día às 3.05 p.m., no Porto. Minha missão na terra, havia dito, se completará quando se faça a consagração do mundo ao Sagrado Coração e que realizou o papa Leão XIII em 11 de Junho de 1899
Foi beatificada pelo papa Paulo VI em 1 de Novembro de 1975.
Medardo, Santo
Bispo, Junho 8
 
Medardo, Santo
Medardo, Santo

Bispo

Os dados históricos sobre sua pessoa e obra estão na penumbra, há penúria de história fiável, pelo contrário, contamos com abundância de fábula. 
Uma antiga lenda conta que sendo menino Medardo foi protegido da chuva por uma águia gigante, facto que é usado frequentemente na sua iconografía. Por ele é que os franceses da Idade Média recorreram a ele para pedir chuva e ver-se livres de pedrisco, e posteriormente toda França o invocava contra a dor de muelas por tomá-lo como protector contra este mal; de faco, seo representa com um amplo sorriso que deixa ver seus formosos dentes, e ficou para a cultura popular o dito:
«ris qui est de saint Médard - le coeur n’y prend pas grand part» (No riso de S. Medardo - o coração não toma muita parte).
Nasceu em Salency de pai franco e mãe galo-romana cujos nomes transportados pela imaginação posterior são Néctor e Protagia. Dizem que estudou na escola episcopal de Veromandrudum, lugar que situam perto da actual Bélgica, onde há recordações históricas para os hispanos pela vitória de Felipe II em S. Quintino -Saint Quentin- que nos valeu o Escorial. Já como estudante se distinguiu -segundo as crónicas- por sua caridade esmoler dando a algum companheiro famélico sua comida e a um peregrino caminhante um cavalo da casa paterna.
Com estes antecedentes se vê natural que se decida pela Igreja e não pelas armas. Se ordena sacerdote e de novo a fábula o adorna com coroa de actos exemplares, moralizantes para adoutrinar aos amigos do alheio sobre o respeito à propriedade: uns desapreensivos que roubaram uvas e não souberam logo descobrir a saída da vinha servem para demonstrar que o pecado cega; dos ladrões de mel nas colmeias propriedade de outros e que foram atacados pelo enxame tira a conclusão que o pecado é doce ao princípio, mas depois castiga com dor; daquele que, rondando, levou a vaca do vizinho e cuja campainha não deixou de tocar dia e noite até sua devolução dirá que o peso da consciência acusadora ante o mal.
E é que o tempo de sua vida entra dentro das coordenadas do longinquo mundo Negritomerovingio. Meroveo, rei dos francos, há prestado um bom serviço a Roma pelejando e vencendo a Atila (541), Childerico há começado a pôr as bases de um reino a que Clodoveo dará unidade política e religiosa quando se converteu ao catolicismo por ajuda de sua esposa Clotilde e do bispo Remigio, depois das batalhas de Tolbías (496) em que venceu aos francos ripuarios e alemães e de Vouille (507) apoderando-se dos territórios visigóticos com a expulsão dos arianos. Nem a conversão de Clodoveo -que sempre apreciou os dictámes de seu talento político mais que os de sua consciência- nem a de seus francos conseguiu uma súbitamudança ao estilo de vida 
Medardo, Santo
Medardo, Santo
cristã; fez falta mais no trabalho silencioso e paciente de muitos para melhorar aos reis, ao exército e aos paisanos.
A Medardo o fazem bispo à morte de Alomer; com probabilidade o consagra Remigio. E se encontra imerso no difícil e cruel mundo de restos de paganismo com resistência à fé; deverá lutar contra a superstição de suas gentes, contra a ignorância, os duros costumes, à rapina e assassinatos. A esse amplo trabalho evangelizador se apresenta Medardo com as armas da bondade e da compreensão mais que com o báculo, o anátema ou o látego. Por ele a fonte popular que descreve graciosamente sua pessoa e obra a adorna, agradecida, com o aumento de detalhes que a fantasía atribui ao santo com a bem ganha fama de bondade. Detrás da narração ampla que fazem os relatos se descobrem, entre a folhagem literária, os enormes esforços evangelizadores dos -sem organização ainda, nem direito- primitivos francos.
Morreu em torno do ano 560 e seus restos se trasladaram para a  abadía de Soissons onde o veneraram durante toda a Idade Média os já mais e melhores creentes francos.
Armando de Ziektkzee, Beato
Franciscano, Junho 8
 
Armando de Ziektkzee, Beato
Armando de Ziektkzee, Beato

Franciscano

Etimologicamente significa “estar armado”. Vem da língua alemã.
Este jovem tem sua origem na Holanda. Quando o século XVI estava na sua metade, ele, movido pela vocação divina, entrou no convento dos franciscanos para seguir um caminho de maior perfeição cristã.
Uma vez que o admitiram, passou largos anos estudando a Sagrada Escritura. Para ele teve sorte, já que sabía a língua grega, a hebraica e a caldeia.
Com esta bagagem cultural, não lhe foi muito difícil começar a fazer comentários bíblicos, ainda que inéditos, mas não assim três obras completas que apareceram em 1534.
Seu ensino teve um grande eco em todo o mundo cultural. O mesmo padre beneditino Butzbach descreve com palavras elogiosas a S. Armando:"Profundo na Biblia, não desconhecedor da filosofía secular, de estilo engenhoso, bom comunicador, piedoso em sua vida, inferior tão só ao Tritemio".
Este jovem, com sua inquietude e seu enorme coração, quis reformar a Ordem de S. Francisco, sem que houvesse necessidade de recorrer às clássicas divisões que se suscitam quando alguém pretende fazer reformas.
Este foi o ideal que moveu sua vida inteira enquanto esteve como ministro na região de Colónia.
Mas, muito a pesar seu, encontrou muitas dificuldades que o levaram a renunciar de seu cargo. Se veio abaixo, se deprimiu e se foi com aqueles que seguíam a estricta observância.
O encantava a vida em comúm. Com tal de que esta marchasse bem, estava disposto a deixar toda classe de privilégios pessoais.
Os últimos anos de sua vida os empregou a escrever até que lhe sobreveio a morte no convento de Lovaina no ano 1524.
¡Felicidades a quem leve este nome!
Comentarios al P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com
Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, Beata
Fundadora, Junho 8
 
Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, Beata
Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, Beata

Congregação da Sagrada Familia

Nasceu em 26 de Abril de 1876 em Puthenchira, no estado de Querala (India). Como escreveu na sua autobiografía, realizada por obediencia a seu director espiritual, desde muito pequena sentiu um intenso desejo de amar a Deus, que a chamava a recitar o Rosário várias vezes ao día. Sua mãe procurava dissuadi-la dessas severas mortificações, mas ela persistía neste gesto a fim de assemelhar-se cada vez mais a Cristo sofredor, e chegou a consagrar sua virgindade quando tinha apenas dez anos. 
Quando ela tinha apenas doze anos, morreu sua mãe, o que foi também o fim de seus estudos escolares. Ela continuou muito interessada no discernimento de sua vocação. Quería uma vida escondida para dedicar-se à oração, e em 1891 decidiu sair de casa para levar uma vida eremíta e de penitência, mas seu projecto fracassou. 
Intensificou entretanto sua colaboração na paróquia, junto com três companheiras, dedicando-se aos pobres, doentes, pessoas sós e órfãos. Orava pela conversão dos pecadores.
Recebeu de Deus muitos favores místicos, entre os quais estão visões e estigmas, mas permaneceu sempre no caminho da humildade. Seu bispo, duvidando da autenticidad de tais fenómenos místicos, manda-a submeter-se várias vezes a exorcismos. 
Em 1903 explicou ao vigário apostólico de Trichur seu desejo de fundar uma casa de retiro e oração, mas lhe foi sugerido entrar no convento das Clarissas Franciscanas. Depois, havendo sido enviada ao convento das Carmelitas de Ollur, também ali María Teresa percebeu que não era esta sua vocação. Finalmente, o bispo compreendeu que Deus desejava uma nova congregação religiosa ao serviço da familia. 
No día 14 de Maio de 1914 foi erigida canonicamente a nova Ordem que se denominou Congregação da Sagrada Familia. Durante e depois dos difíceis anos da primeira guerra mundial, com indómita energía e total confiança na Divina Providência, deu vida a três novos conventos, duas escolas, uma casa de estudos e um orfanato. 
Maria Teresa morre com uma fama de santidade em 8 de Junho de 1926.
Em 9 de abril de 2000 S.S. João Paulo II a beatificou.
Nicolás de Gésturi (Juan Medda), Beato
Capuchinho, Junho 8
 
Nicolás de Gésturi (Juan Medda), Beato
Nicolás de Gésturi (Juan Medda), Beato

Capuchino

Juan Medda, em religião «Frei Nicolás», nasceu em Gésturi, provincia de Cagliari e arquidiocese de Oristano (Itália), em 5 de agosto de 1882, numa familia de humilde condição social, muito honrada e religiosa. Foi baptizado no día seguinte de nascer na igreja paroquial de Santa Teresa de Avila. Em 2 de Junho de 1886 recebeu o sacramento da confirmação. Muito pronto ficou órfão de pai e mãe. Foi acolhido em casa de sua irmã mais velha, já casada. Depois de concluir os estudos primários, começou a trabalhar no campo. Recebeu a primeira comunhão em 18 de Dezembro de 1896.
Desde muito jovem sentiu que tinha vocação religiosa, mas a pobreza o impediu segui-la. A cura de uma dolorosa doença reumática foi a ocasião para poder fazer realidade esse sonho. Em 1911, aos 29 anos, com o impulso do pároco de Gésturi, entrou como terceiro oblato no convento capuchinho de Santo António de Cagliari. Em 30 de Outubro de 1913 vestiu o hábito e tomou o nome de frei Nicolás. Terminado o ano de noviciado, emitiu a primeira profissão em 1 de Novembro de 1914, e em 16 de Fevereiro de 1919 fez a profissão solene.
Seus dez primeiros anos de vida religiosa os passou em distintos conventos de Cerdeña, nos que desempenhou principalmente o ofício de cozinheiro. Em 1924 foi trasladado a Cagliari, onde permaneceu 34 anos, cumprindo o ofício de «esmoler». Muitíssimos, ao encontrar-se com ele, lhe faziam confidências, lhe pediam conselho e orações para conseguir favores espirituais ou materiais; nasceu assim o costume de chamá-lo junto ao leito dos enfermos, tanto em casa como nos hospitais.
Sucederam curas extraordinárias, que mostravam a mão de Deus através do pobre irmão. Se estendeu rapidamente sua fama de santidade e seu poder taumatúrgico. Sua vida constituía para todos uma chamada à conversão, à oração, ao amor e ao serviço do Senhor e dos irmãos.
Frei Nicolás se caracterizou pelo silêncio, a fidelidade inquebrantável, a piedade, o zelo pelas almas e a caridade que fazia  aos necessitados que encontrava em seu itinerário diário ao pedir a esmola.
Soube afrontar todas as dificuldades com admirável paciência e caridade, actuando com rectidão, valor e perseverança. O EU fundamental de sua personalidade moral e espiritual era seu profundo espírito de oração, que se manifestava em sua atitude contemplativa habitual, incluso no meio das ocupações diárias. Em seu comportamento se reflectia a presença de Deus e uma constante união com o Senhor. Cada um de seus actos e palavras se transformava em oração ardente e continua.
Morreu em 8 de Junho de 1958, aos 76 anos de idade, após vários días de doença. Com ocasião de sua morte aumentou a fama de santidade que por decénios o havia acompanhado. 
O beatificou João Paulo II em 3 de Outubro de 1999.
Jacobo Berthieu, Beato
Mártir Jesuita, Junho 8
 
Jacobo Berthieu, Beato
Jacobo Berthieu, Beato

Mártir Jesuita

Nasceu em 28 de Novembro de 1838, em Polminhac, França. Morreu enquanto estava acompanhando a refugiados que estavam tentando evitar ataques de outra tribo. 
Missionário francés em Madagascar, disfrutou cinco anos pacíficos de actividade missionária antes de que os movimentos de independência e rebeliões de tribos rivais o obrigaram a mudar-se de lugar em lugar. 
Berthieu foi um sacerdote diocesano durante nove anos antes de que decidir entrar nos Jesuitas aos 35 anos de idade. Ele incluso se fixou fazer sua missão em Madagascar antes de que terminasse o noviciado. Fez seus votos justamente antes de começar sua primeira missão na ilha Sainte-Marie. Catequizou a crianças, realizava seu ministério sacramental e cuidó dos doentes até que em Março de 1880 o governo francés expulsou aos Jesuitas e os forçaram ao desterro. 
Enquanto Berthieu dedicava sua energía a cultivar um horto ou jardim que cresceu durante o tempo que ele não pôde exercer nenhum ministério sacerdotal. Negrito
Em 1885 a paz voltou quando um tratado foi firmado; Berthieu voltou a abrir a missão em Ambositra, Madagascar. Então em Dezembro de 1891 que ele começou a evangelizar as pessoas no distrito de Anjozorofady, a curta distância ao norte de Tananarive. 
Berthieu tinha 18 missões que visitar, mas seu trabalho se interrompeu várias vezes por nova guerra. Em 1895 a rebelião de Malagasy contra França o forçou a ir-se para longe, pouco depois pôde devolver mas outra rebelião se levantou entre as pessoas de Menalamba. Quando as batalhas estiveram muito perto, o coronel francés local em 25 de Maio pediu às pessoas que saissem do povoado para os tirar do perigo. Em 6 de Junho  Berthieu foi aconselhado de levar a seus fregueses para a capital, Tananarive. 
Eles começaram a viagem mas foram atacados pela tribo Menalamba e se separaram buscando resguardo em qualquer povoação que eles pudessem encontrar. Berthieu e alguns de seus acompanhantes encontraram hospitalidade, mas no día seguinte os Menalamba chegaram ao povo e prenderam o missionário. Eles o despojaram de sua indumentária e o golpearam antes de obrigá-lo a que caminhasse sob a fría chuva até ao povo onde vivía seu chefe. 
Berthieu se negou a aceitar a oferta daquel homem, que prometeu salvar-lhe a vida e dar-lhe um posto de conselheiro na tribo Menalamba, se ele renunciasse à sua fé. Berthieu contestou que ele morrería antes de abandonar sua religião. Vários homens o atacaram con garrotes; um golpe na cabeça o matou. 
Seus sequestradores descarregaram seu corpo e logo o atiraram ao rio, nunca foi recuperado. Era em 8 de Junho de 1896.
Foi beatificado em 17 de Outubro de 1965 por Paulo VI
Guillermo (William) de York, Santo
Bispo, Junho 8
 
Guillermo (William) de York, Santo
Guillermo (William) de York, Santo

Filho do conde Herbert, tesoureiro do rei Henry I, e Emma, irmã do rei William. Foi tesoureiro da igreja em York, Inglaterra, enquanto era joven, logo sacerdote e Capelão de Stephen King.
Arcebispo de York em 1140. Sua selecção foi impugnada pelos reformistas, especialmente um grupo de cistercienses, e William foi acusado de simonía, de abusos sexuais, e de ser indevidamente influenciado por suas conexões com a corte real. O Vaticano investigou, o Papa Inocêncio lhe limpou de todos os cargos, e o confirmou como arcebispo em 26 de Setembro de 1143. 
Sem embargo, os cargos ressurgiram uns poucos anos mais tarde sob o Pontificado de Eugenio III, um cisterciense; William Eugene foi suspenso de sua sede, e retirado em 1147 como arcebispo, o substituiu Murdac Henry cisterciense, abade de Fontes. Alguns dos seguidores de William sairam à rua para o defender, e durante um motím, atacaram e queimaram o mosteiro de Fontes. William, sem embargo, se retirou para Winchester, e se converteu em monge, sendo notório por sua austeridade e activa vida de oração.
Em 1154, durante o reinado do papa Anastásio IV, William foi chamado de sua reclusão, e uma vez mais ordenado arcebispo de York
Faleceu um mês mais tarde. Houve acusações de intoxicação, incluindo veneno introduzido no vinho sacramental. Houve uma investigação subsequente, mas os registos do resultado não hão sobrevivido, e é mais provável que morrese de febre.
Foi canonizado pelo Papa Honorio III em 18 de Março de 1226. A investigação prévia foi impulsionada pelos cistercienses entre eles o Abade de Fontes que apoiava a canonização.
http://es.catholic.net/santoral
Recolha. transcrição e tradução de
António Fonseca