OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

UM ANO COM SÃO PAULO (51)

28 de Setembro
DEVERES RECÍPROCOS DOS ESPOSOS (Ef. 5, 21-33)
21 Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo.
22 As mulheres sejam submissas aos maridos, com o ao Senhor,
23 pois o marido é o chefe da mulher como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual Ele é o Salvador.
24 Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres aos seus maridos.
25 Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela,
26 para santificá-la, purificando-a pela água do baptismo com a palavra,
27 para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como o seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
29 Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja
30 porque somos membros do seu corpo.
31 Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne (Gén 2, 24).
32 Este mistério é grande, quero dizer, com reverência a Cristo e à Igreja.
33 Em resumo o que importa é que cada um de vós ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o seu marido.
Frase para recordar:
O que importa é que cada um ame a sua mulher como a si mesmo.
29 de Setembro
DEVERES DOS FILHOS E DOS PAIS (Ef. 6, 1-4)
Falando da harmonia da família, Paulo lembra os deveres dos pais e os deveres dos filhos. Nos Dez Mandamentos, ordena-se apenas o amor de pai e mãe. Aqui explicita-se mais: o amor recíproco dos pais aos filhos.
Negrito
1 Filhos, obedecei aos vosso pais segundo o Senhor, porque isto é justo.
2 O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe,
3 para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra (Deut 5, 16)
4 Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.
Frase para recordar:
Pais não exaspereis os vossos filhos.
30 de Setembro
DEVERES DOS SERVOS E DOS PATRÕES (Ef. 6, 5-9)
Os servos são um prolongamento da família. Também eles têm deveres para com os patrões como os patrões têm deveres para com os servos. Deus é Senhor de servos e patrões. Todos somos iguais.
Mas esta igualdade, nascida duma visâo teológica, não levou Paulo a querer subverter a ordem social do seu tempo.
5 Servos, obedecei aos vossos senhores temporais, com temor e solicitude, de coração sincero, como a Cristo.
6 não por mera ostentação, só para agradar aos homens, mas como servos de Cristo que fazem de bom grado a vontade de Deus.
7 Servi com dedicação, como servos do Senhor e não dos homens.
8 E estai certos de que cada um receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito, quer seja escravo quer seja livre.
9 Senhores, procedei também assim comos servos. deixai as ameaças. E tende em conta que o Senhor está no céu, Senhor tanto deles como vosso, que não faz distinção de pessoas.
Frase para recordar:
O Senhor está no céu, Senhor tanto deles como vosso, que não faz distinção de pessoas.
1 de Outubro
ARMADURA DO CRISTÃO (Ef. 6, 10-20)
A vida do cristão é um continuado combate. Lutamos contra inimigos aguerridos e perigosos.
10 Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder.
11 Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demónio
12 Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os princípes deste mundo tenebroso, contra as forças espirtuais do mal (espalhadas) nos artes
13 Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.
14 Ficai alerta, cingidos com a cintura da verdade, o corpo revestido com a couraça da justiça,
15 e os pés calçados com a prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
16 Sobretudo, empunhai o escudo da fé, para que possais apagar todos os dados inflamados do Maligno.
17 Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
18 Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda a circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.
19 E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho,
20 do qual eu sou embaixador prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever!
Frase para recordar:
Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demónio.
2 de Outubro
MISSÃO DE TÍQUICO E SAUDAÇÃO FINAL (Ef. 6, 21-24)
Mais que através de cartas, Paulo quer dar notícias suas através de Tíquico, irmâo muito amado e fiel ministro no Senhor, que também tinha sido encarregado de levar a carta do apóstolo à comunidade de Colossos.
A saudação final é de paz. Muito significativo o último versículo.
21 E para que também vós estejais a par da minha situaçâo e do que faço aqui, Tíquico, o irmão muito amado e fiel ministro no Senhor, vos informará de tudo.
22 Eu vo-lo envio precisamente para isto: para que sejais informados do que se passa connosco e para que ele conforte os vossos corações.
23 Paz aos irmãos, amor e fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
24 A graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor inalterável e eterno..
Frase para recordar:
A graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor inalterável e eterno..
Do livro
UM ANO COM SÃO PAULO,
do Pde Januário Santos
Recolha e transcrição de
António Fonseca

JOÃO MARIA VIANNEY - Padroeiro dos Sacerdotes

NOTA:

Por ter sido indicado pelo Papa Bento XVI, padroeiro dos Sacerdotes e por se iniciar hoje o Ano Sacerdotal, também por definição Papal, faço aqui a resenha da história do Santo Cura d'Ars que recolhi através do site "Santos" da diocese-porto.pt.

Também pelo mesmo motivo, transcrevo e traduzo a sua biografia, conforme está publicada no site de es.catholic.net/santoral .

António Fonseca

JOÃO MARIA VIANNEY, presbítero

Santo Cura d'Ars
4 Agosto
Nota Histórica
Nasceu em Lião no ano 1786. Depois de superar muitas dificuldades, pôde ser ordenado sacerdote. Tendo-lhe sido confiada a paróquia de Ars, na diocese de Belley, o santo promoveu nela admiravelmente a vida cristã, por meio duma eficaz pregação, com a mortificação, a oração e a caridade. Revelou especiais qualidades na administração do sacramento da Penitência e na direcção espiritual, e por isso acorriam fiéis de todas as partes para escutar os seus santos conselhos. Morreu em 1859.
Missa
ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente e misericordioso, que fizestes de São João Maria Vianney um sacerdote admirável no zelo pastoral, concedei-nos, que, imitando o seu exemplo, ganhemos para Vós no amor de Cristo os nossos irmãos e com eles alcancemos a glória eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LEITURA I Ez 3, 16-21
«Fiz de ti uma sentinela para a casa de Israel»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: «Filho do homem, fiz de ti uma sentinela para a casa de Israel: quando ouvires uma palavra da minha boca, tu os advertirás da minha parte. Se Eu mandar dizer ao pecador:Vais morrer’, e tu não o advertires, se não lhe falares para o desviar do seu mau caminho e assim lhe salvar a vida, ele morrerá devido aos seus pecados, mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte. Se tu, porém, advertires o pecador e ele não se afastar da impiedade e do mau caminho, ele morrerá devido aos seus pecados, mas tu salvarás a tua vida. E se o justo se afastar da sua justiça e praticar o mal, Eu o farei tropeçar e morrerá. Se tu não o advertiste, então ele morrerá devido aos seus pecados, sem que se tenham em conta as boas obras que tenha praticado. Mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte. Se tu, porém, avisares o justo para que não peque e ele de facto não pecar, decerto viverá porque deu ouvidos à advertência e tu salvarás a tua vida».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)
Refrão:
Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho.
Ou:
Aleluia.
Louvai o Senhor, todas as nações, aclamai-O, todos os povos. É firme a sua misericórdia para connosco, a fidelidade do Senhor permanece para sempre.
ALELUIA Lc 4, 18
Refrão:
Aleluia - Repete-se
O Senhor enviou-me a anunciar aos pobres a boa nova, e aos cativos a redenção.
Refrão
EVANGELHO Mt 9, 35 — 10, 1
«Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades. Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Depois chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.
Palavra da salvação.
Liturgia das horas
Da Catequese de São João Maria Vianney, presbítero
(Catéchisme sur la prière: A. Monnin, Esprit du Curé d’Ars, Paris 1899, pp. 87-89) (Sec. XIX) Belo dever do homem: Orar e amar
Prestai atenção, meus filhos: o tesouro do homem cristão não está na terra, mas no Céu. Por isso, o nosso pensamento deve voltar-se para onde está o nosso tesouro.
O homem tem este belo dever e obrigação: orar e amar. Se orais e amais, tendes a felicidade do homem sobre a terra.
A oração não é outra coisa senão a união com Deus. Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus, experimenta em si mesmo uma certa suavidade e doçura que inebria e uma luz admirável que o circunda. Nesta íntima união, Deus e a alma são como dois pedaços de cera, fundidos num só, de tal modo que ninguém mais os pode separar. Como é bela esta união de Deus com a sua pequena criatura! É uma felicidade que supera toda a compreensão humana.
Nós tornámo-nos indignos de orar; mas Deus, na sua bondade, permite-nos falar com Ele. A nossa oração é o incenso que mais Lhe agrada.
Meus filhos, o vosso coração é pequeno, mas a oração dilata-o e torna-o capaz de amar a Deus. A oração faz-nos saborear antecipadamente a suavidade do Céu, é como se alguma coisa do Paraíso descesse até nós. Ela nunca nos deixa sem doçura; é como o mel que se derrama sobre a alma e faz com que tudo nos seja doce. Na oração bem feita desaparecem as dores, como a neve aos raios do sol.
Outro benefício nos traz a oração: o tempo passa depressa e com tanto prazer que não se sente a sua duração. Escutai: quando era pároco em Bresse, em certa ocasião tive de percorrer grandes distâncias para substituir quase todos os meus colegas, que estavam doentes; e podeis estar certos disto: nessas longas caminhadas rezava ao bom Deus e o tempo não me parecia longo.
Há pessoas que se submergem profundamente na oração, como os peixes na água, porque estão completamente entregues a Deus. O seu coração não está dividido. Oh como eu amo estas almas generosas! São Francisco de Assis e Santa Coleta viam Nosso Senhor e conversavam com Ele do mesmo modo que nós falamos uns com os outros.
Nós, pelo contrário, quantas vezes vimos para a igreja sem saber o que havemos de fazer ou que pedir! No entanto, sempre que vamos ter com algum homem, sabemos perfeitamente o motivo por que vamos. Mais: há pessoas que parecem falar a Deus deste modo: «Só tenho a dizer-Vos duas palavras para ficar despachado...». Muitas vezes penso: Quando vimos para adorar a Deus, conseguiríamos tudo o que pedimos se pedíssemos com fé viva e coração puro.
http:diocese-porto.pt
Juan María Vianney, Santo
Cura de Ars, Agosto 4
Juan María Vianney, Santo
Juan María Vianney, Santo

O Cura de Ars

Martirológio Romano: Memória de S. Juan María Vianney, presbítero, que durante mais de quarenta anos se entregou de uma maneira admirável ao serviço da paróquia que lhe foi encomendada na aldeia de Ars, perto de Belley, em França, com uma intensa predgação, oração e exemplos de penitência. Diariamente catequizava a crianças e adultos, reconciliava os arrependidos e com sua ardente caridade, alimentada na fonte da Eucaristía, brilhou de tal modo, que difundiu seus conselhos à largura e ao comprimento de toda Europa e com sua sabedoria levou a Deus a muitissimas almas (1859).
Um dos santos mais populares nos últimos tempos foi São Juan Vianey, chamado o santo Cura de Ars. Nele se cumpriu o que disse São Paulo: "Deus há escolhido o que não vale aos olhos do mundo, para confundir aos grandes".
Era um camponês de mente rústica, nascido em Dardilly, França, em 8 de Maio de 1786. Durante sua infância estalou a Revolução Francesa que perseguiu ferozmente a religião católica. Assim que ele e sua familia, para poder assistir a missa tinham que fazê-lo em celebrações feitas às escondidas, onde os agentes do governo não se dessem conta, porque havia pena de morte para os que se atrevessem a praticar em público a sua religião. A primeira comunhão a fez Juan María aos 13 anos, numa celebração nocturna, ás escondidas, num palheiro, aonde os camponeses chegavam com molhos de pasto, simulando que iam alimentar seus gados, mas o objecto de sua viagem era assistir à Santa Missa que celebrava um sacerdote, com grave perigo de morte, se os surpreendessem as autoridades.
Juan María desejava ser sacerdote, mas a seu pai não interessava perder este bom operário que cuidava suas ovelhas e lhe trabalhava no campo. Além disso não era fácil conseguir seminários nesses tempos tão difíceis. E como estavam em guerra, Napoleão mandou recrutar todos os rapazes maiores de 17 anos e levá-los para o exército. E um dos recrutados foi o nosso biografado. Levaram-no para o quartel, mas pelo caminho, por entrar numa igreja a rezar, perdeu-se do grupo. Voltou a apresentar-se, mas na viagem adoeceu e levaram-no uma noite ao hospital e quando no dia seguinte se repôs já os outros se haviam ido. As autoridades ordenaram-lhe que fosse por sua conta a alcançá-los,mas se encontrou com um homem que lhe disse. "Síga-me, que eu o levarei aonde deve ir". Seguiu-o e depois de muito caminhar se deu conta de que o outro era um desertor que fugia do exército, e que se encontravam totalmente longe do batalhão.
E ao chegar a uma povoação, Juan María foi ter com o alcaide a contar-lhe o seu caso. A lei ordenava pena de morte a quem desertasse do exército. Mas o alcaide que era muito bondoso escondeu o jovem em sua casa, e o pôs a dormir num palheiror, e assim esteve trabalhando escondido por bastante tempo, mudando de nome, e escondendo-se muito fundo entre o pasto seco, cada vez que passavam por ali grupos do exército. Ao fim de 1810, quando Juan levava 14 meses de desertor o imperador Napoleão deu um decreto perdoando a culpa a todos os que haviam fugido do exército, e Vianey pôde voltar outra vez a sua casa.
Tratou de ir a estudar para o seminário mas sua intelegência era romba e dura, e não conseguia aprender nada. Os professores exclamavam: "É muito boa pessoa, mas não serve para estudante não se lhe fica nada". E o deixaram.
Foi em peregrinação de muitos días até ao túmulo de S. Francisco Regis, viajando de esmola, para pedir a esse santo sua ajuda para poder estudar. Com a peregrinação não conseguiu voltar mais inteligente, mas adquiriu valor para não deixar-se desanimar pelas dificuldades.
O Padre Balley havia fundado por sua conta um pequeno seminário e ali recebeu a Vianey. Ao princípio o sacerdote se desanimava ao ver que a este pobre rapaz não ficava nada do que ele lhe ensinava. Mas sua conduta era tão excelente, e seu critério e sua boa vontade tão admirávei que o bom Padre Balley se dispôs a fazer o possível e o impossível para o fazer chegar ao sacerdócio.
Depois de prepará-lo por três anos, dando-lhe aulas todos os dias, o Padre Balley apresentou-o a exames no seminário. Fracasso total. Não foi capaz de responder às perguntas que esses professores tão sábios lhe iam fazendo. Resultado: negativa total a que fosse ordenado de sacerdote.
Seu grande benfeitor, o Padre Balley, o seguiu instruindo e o levou aonde sacerdotes santos e lhes pediu que examinassem se este jovem estava preparado para ser um bom sacerdote. Eles se deram conta de que tinha bom critério, que sabía resolver problemas de consciência, e que era seguro em suas apreciações na moral, e vários deles foram a recomendá-lo ao Sr. bispo. O prelado ao ouvir todas estas coisas lhes perguntou: O jovem Vianey é de boa conduta? - Eles lhe reponderam: "É excelente pessoa. É um modelo de comportamento. É o seminarista menos sábio, mas o mais santo" "Pois se assim é - acrescentou o prelado - que seja ordenado de sacerdote, pois ainda que lhe falte ciência, contanto que tenha santidade, Deus suprirá o demais".
E assim em 12 de agosto de 1815, foi ordenado sacerdote, este jovem que parecía ter menos inteligênciado que a necessária para este oficio, e que logo chegou a ser o mais famoso pároco de seu século (4 días depois de sua ordenação, nasceu São Juan Bosco). Os primeiros três anos passou-os como vice-pároco do Padre Balley, seu grande amigo e admirador.
Uns curitas muito sábios haviam dito por brincadeira: "O Sr. bispo o ordenou de sacerdote, mas agora se vai a carregar com ele, porque ¿a onde o vai a enviar, que faça um bom papel?".
E em 9 de Fevereiro de 1818 foi enviado à paróquia mais pobre e infeliz. Se chamava Ars. Tinha 370 habitantes. A missa aos domingos não assistíam senão um homem e algumas mulheres. Seu antecessor deixou escrito: "As gentes desta paróquia no único en que se difereciam dos anciãos, é em que ... estão baptizadas". O pequeno lugar estava cheio de cantinas e de bailadeiros. Ali estará Juan Vianey como pároco durante 41 anos, até à sua morte, e o transformará todo.
O novo Cura Pároco de Ars se propôs um método triple para mudar as gentes de sua desgarrada paróquia. Rezar muito. Sacrificar-se o mais possível, e falar forte e duro. ¿Que em Ars quase ninguém ia à Missa? Pois ele remediava a essa falta de assistência, dedicando horas e mais horas à oração ante o Santíssimo Sacramento no altar. ¿Que o povo estava cheio de cantinas e bailadeiros? Pois o pároco se dedicou às mais impressionantes penitências para convertê-los. Durante anos somente se alimentará cada día com umas poucas papas cozinhadas. À segunda-feira cozinha uma dezena e meia de papas, que lhe duram até quinta-feira. E nesse día fará outro cozinhado igual com o qual se alimentará até domingo. É verdade que pelas noites as cantinas e os bailadeiros estão repletos de gentes de sua paróquia, mas também é verdade que ele passa muitas horas de cada noite rezando por eles. ¿E ssus sermões? Ah, aí sim, é que enfoca toda a artilharía de suas palavras contra os vícios de seus fregueses, e vai demolindo sem compaixão todas as armadilhas com as que o diabo quere perdê-los.
Quando o Padre Vianey começa a volver-se famoso muitas gentes se dedicam a criticá-lo. O Sr. bispo envía um visitador para que ouça seus sermões, e lhe diga que qualidades e defeitos tem este pregador. O enviado volta trazendo noticias más e boas.
O prelado lhe pergunta: "¿Têm algum defeito os sermões do Padre Vianey? - Sím, Monsenhor: Tem três defeitos. Primeiro, são muito longos. Segundo, são muito duros e fortes. Terceiro, sempre fala dos mesmos temas: os pecados, os vicios, a morte, o juizo, o inferno e o céu". - ¿E têm também alguma qualidade estes sermões? - pergunta Monsenhor-. "Sim, têm uma qualidade, e é que os ouvintes se comovem, se convertem e começam uma vida mais santa da que levavam antes".
O bispo satisfeito e sorridente exclamou: "Por essa última qualidade se lhe podem perdoar ao Pároco de Ars os outros três defeitos".
Os primeiros anos de seu sacerdócio, durava três ou mais horas lendo e estudando, para preparar seu sermão de domingo. Logo escrevia. Durante outras três ou mais horas passeava pelo campo recitando seu sermão às árbores e ao gado, para tratar de aprendê-lo. Depois se ajoelhava por horas e horas ante o Santíssimo Sacramento no altar, encomendando ao Senhor o que ia dizer ao povo. E sucedeu muitas vezes que ao começar a pregar lhe esquecia tudo o que havia preparado, mas o que dizia ao povo causava impressionantes conversões. É que se havia preparado bem antes de pregar.
Poucos santos tiveram que entabular lutas tão tremendas contra o demónio como São Juan Vianey. O diabo não podía ocultar toda a sua raiva ao ver quantas almas lhe tirava este curita tão simples. E o atacava sem compaixão. O derrubava da cama. E até tratou de prender fogo a sua habitação. O despertava com ruidos espantosos. Uma vez lhe gritou: "Hábito negro odiado. Agradece a essa que chamam Virgem María, e se não já te tinha levado para o abismo".
Um día numa missão numa aldeia, vários sacerdotes jovens disseram que isso das aparições do demónio eram puros contos do Padre Vianey. O pároco os convidou a que fossem a dormir no dormitório onde ia a passar a noite o famoso padrecito. E quando começaram os tremendos ruidos e os espantos diabólicos, sairam todos fugindo em pijama até ao pátio e não se atreveram a voltar a entrar no dormitório nem a voltar a rirem-se do santo cura. Mas ele o tomava com toda calma e com humor e dizia: "Com o patas temos tido já tantos encontros que agora parecemos dois compinchas". Mas não deixava detirar-lhe almas e mais almas ao maldito Satanás.
Quando concederam licença para que o ordenassem sacerdote, escreveram: "Que seja sacerdote,mas que não o ponham a confessar, porque não tem ciência para esse ofício". Pois bem: esse foi seu oficio durante toda a vida, e o fez melhor que os que tinham muita ciência e inteligência. Porque nisto o que vale são as iluminações do Espírito Santo, e não nossa vã ciência que nos infla e nos enche de tonto orgulho.
Tinha que passar 12 horas diárias nol confessionário durante o inverno e 16 durante o verão. Para confessar-se com ele havia que marcar vez com três días de antecedência. E no confessionário conseguía conversões impressionantes.
Desde 1830 até 1845 chegaron 300 pessoas cada día a Ars, de distintas regiões de França a confessar-se com o humilde sacerdote Vianey. O último ano de sua vida os peregrinos que chegaram a Ars foram 100 mil. Junto a casa cural havia vários hoteis onde se hospedavam os que iam a confessar-se.
Às 12 da noite se levantava o santo sacerdote. Logo fazia soar o sino da torre, abría a igreja ecomeçava a confessar. A essa hora já a fila de penitentes era de mais de uma quadra de comprimento. Confessava homens até às seis da manhã. Pouco depois das seis copmeçava a rezar os salmos de seu devocionário e a preparar-se a Santa Missa. Às sete celebrava o santo oficio. Nos últimos anos o bispoconseguiu que às oito da manhã se tomasse um copo de leite.
Das oito às onze confessava mulheres. Às 11 dava uma aula de catecismo para todas as pessoas que esivessem aí no templo. Eram palavras muito simples que lhe faziam imenso bem aos ouvintes.
Às doze ia a tomar um ligeiríssimo almoço. Se banhava, se barbeava, e se ia a visitar um instituto para jóvens pobres que ele custeava com as esmolas que a gente havia trazido. Pela rua a gente o rodeava com grande veneração e lhe faziam consultas.
Da uma e meia até as seis seguía confessando. Seus conselhos na confissão eram muito breves. Mas a muitos lhes lía os pecados em seu pensamento e lhes dizia os pecados que lhes haviam ficado sem dizer. Era forte em combater a borracheira e outros vicios.
No confessionário sofría desmaios e por momentos lhe parecía que se ia a congelar de frío no inverno e em verão suava copiosamente. Mas seguía confessando como se nada estivesse sofrendo. Dizia: "O confessionário á o ataúde onde me me sepultaram estando no entanto, vivo".Mas aí era onde conseguía seus grandes triunfos em favor das almas.
Pela noite lia um pouco, e às oito se encostava, para de novo levantar-se às doze da noite e seguir confessando.
Quando chegou a Ars somente ia um homem a missa. Quando morreu somente havia um homem em Ars que não ia à missa. Fecharam-se muitas cantinas e bailadeiros.
Em Ars todos se sentían santamente orgulhosos de ter um pároco tão santo. Quando ele chegou a essa paróquia a gente trabalhava no domingo e colhia-se pouco. Conseguiu pouco a pouco que ninguém trabalhasse nos campos aos domingos e as colheitasvoltaram a ser muito melhores.
Sempre se acreditara um miserável pecador. Jamais falava de suas obras ou éxitos obtidos. A um homem que o insultou na rua lhe escreveu uma carta humilíssima pedindo-lhe perdão por tudo, como se ele houvesse sido quemtinha ofendido o outro. O bispo lhe enviou um distintivo elegante de canónico e nunca o quis colocar. O governo nacional lhe concedeu uma condecoração e ele não a quis colocar. Dizía com humor: "É o cúmulo: o governo condecorando a um cobarde que desertou do exército". E Deus premiou sua humildade com admiráveis milagres.
Em 4 de agosto de 1859 passou a receber seu prémio na eternidade.
Foi beatificado em 8 de Janeiro de 1905 pelo Papa São Pío X, e canonizado por S.S. Pío XI em 31 de Maio de 1925.
Recolha, transcrição e tradução de
António Fonseca

ANO SACERDOTAL - 19-JUNHO-2009 - Início

NOTA PASTORAL Ano Sacerdotal

NA ABERTURA DO ANO SACERDOTAL: DE DEUS PARA DEUS,

NO SACERDÓCIO DE CRISTO

O Ano Sacerdotal em boa hora indicado pelo Papa Bento XVI, tem toda a oportunidade e urgência. Urgente como tudo o que é cristão, da Igreja para o mundo. A começar por essa qualidade mesma de ser “cristão”, perpetuando no tempo e no espaço o que Jesus viveu e agora nos oferece, pela força do Espírito que partilha com o Pai e connosco. Oportunidade para reflectirmos sobre o sentido sacerdotal da existência e o sacerdócio ministerial na Igreja.

1. O mundo que Deus nos oferece
Precisa a Igreja de ser de Deus, e por isso mesmo “sacerdotal”. Como Bento XVI tem acentuado desde a inauguração do seu pontificado, a realidade absoluta de Deus, face à relatividade de tudo o mais, deve ser evidenciada e aprofundada por aqueles que nessa mesma realidade se sustentam.
A secularidade – também chamada laicidade – é positiva e conveniente para todos. De algum modo afirmada por Jesus, quando distinguiu o que devemos a César do que devemos a Deus, não os opondo nem confundindo, significa basicamente que as realidades temporais têm consistência específica, que deve ser respeitada como verdade da criação e disposição divina das coisas. Em Jesus, cuja filiação divina é essencial e eterna, não foi circunstancial o facto de viver como homem entre os homens, crescer e trabalhar na oficina de Nazaré, respeitar a autoridade judicial e política, pagar tributo e observar as regras da convivência de então, ainda que lhes desse o sentido mais cabal.
Na verdade, em tudo isso reconheceu e consolidou a sociabilidade básica e comum em que coexistimos como seres humanos. Mais ainda, elogiando nas suas parábolas as boas práticas de trabalho agrícola ou gestão económica, assim como os bons exercícios de solidariedade e delicadeza, mesmo para além da confessionalidade estrita, deixou-nos a indicação claríssima de que há um espaço geral de convivência e engenho em que coexistimos todos como seres humanos. Reconhecê-lo teórica e praticamente não é outra coisa senão concluir do Evangelho a própria verdade temporal do mundo. Por isso os cristãos se inserem na sociedade em cidadania plena, com crentes e não crentes; por isso os cristãos respeitam o Estado como primeiro agente do bem comum da colectividade inteira; por isso os cristãos têm toda a incumbência e razão de sobra para estarem na primeira linha de tudo quanto contribua para o desenvolvimento, a justiça e a paz, especialmente quando se sintam particulares dificuldades em qualquer destes domínios essenciais.

2. Um mundo para oferecermos a Deus
Mas de Jesus recebemos outras luzes mais. Sobretudo as que nos ilustram quanto ao princípio e à finalidade da vida pessoal e colectiva, o significado que todas as coisas hão-de alcançar, por mais comezinhas que pareçam, como são vividas no dia a dia, entre alegrias e revezes.
Jesus, que se afirma e manifesta como Filho de Deus, vive cada momento em acolhimento e retribuição de si mesmo em relação Àquele de quem provém e a quem se oferece, chamando-lhe precisamente “Pai”. É assim que logo aos doze anos lembra a Maria e a José que o seu lugar é a “casa do Pai”; e é assim que, também segundo S. Lucas, conclui a sua vida terrena entregando o espírito “nas mãos do Pai”. Entretanto, da oficina à sinagoga, da Galileia ao GólgotaNegrito, nada fizera ou dissera que não tivesse o Pai como referência, retribuindo também humanamente, por si e por nós, a vida d’Ele recebida.

Jesus inaugurou deste modo um sacerdócio novo, que já não oferece a Deus Pai coisas exteriores, mas a sua própria vida, recebida e devolvida em acção de graças. E ensina-nos a viver exactamente assim, consagrando ao Pai, com Cristo e no amor do Espírito, tudo quanto d’Ele recebemos, começando por nós próprios: passado, presente e futuro, num movimento único e unificador que a tudo dê sentido como oferta e eternidade como ultra-dimensão.
Por isso também, o Espírito de Cristo, baptismalmente recebido, faz-nos n’Ele filhos de Deus e sacerdotes do Pai. Nasce assim e expande-se pelas gerações um “Povo sacerdotal”, no sacerdócio comum de todos os baptizados, alargando, nas famílias e na sociedade, a oferta de Cristo ao Pai, por si, por todos, pelo mundo inteiro. Daqui que a secularidade – como reconhecimento da justa autonomia das realidades temporais – não deva fechar-se sobre si mesma, como se tentasse esgotar em coisas efémeras o excesso de alma que em todos nós apela por mais, muito mais. Politica e culturalmente, tal auto-encerramento da esperança tem o nome de secularismo ou laicismo e é exactamente o contrário da dimensão sacerdotal da existência, como a ganhamos de Jesus Cristo, que tudo cumpria na terra para tudo oferecer ao Céu, redimindo e salvando a humanidade e o mundo de tanta resistência acumulada.
A proposta cristã, como Jesus a vive e no-la oferece, nem está na fuga do mundo, que Deus nos confia a todos como campo de cultivo, nem no encerramento nele, porque, ao fim e ao cabo, só de promessa se trata: é terra, mas terra de promessa. Havemos de viver o dia a dia e as responsabilidades pessoais ou comuns como quem desvenda e desdobra a criação, acresce e alarga a partilha do bem comum universal. E fazendo tudo isto com um sentido profundamente religioso e sacerdotal, devolvendo ao Pai, qual talento investido e aumentado, tudo quanto Ele mesmo nos semeou na inteligência e no coração.

3. O sacerdócio de Cristo presente nos nossos padres
Acontece, porém, que Jesus Cristo não se ficou por nos falar destas coisas, ou indicá-las por recomendação e teoria. Como atrás se disse, viveu-as radicalmente assim, fazendo da sua existência um altar, da sua vida uma oblação e de si mesmo um sacerdócio novo e eterno, devolvendo ao Pai a humanidade em que incarnou. Na sua oferta (sacrifício) recuperamos a vida, a seiva e o sentido: assim o celebramos na Eucaristia, em que o Povo sacerdotal, em torno do ministro sagrado que lhe visibiliza a presença de Cristo sacerdote, se retribui ao Pai na união do Espírito, aí recebendo alento para amar e salvar o mundo.
E é este mesmo realismo sacramental que continua a vida de Cristo na vida da Igreja, designadamente através daqueles que, pelo sacramento da Ordem, trazem a cada tempo e lugar a exemplificação viva do que Cristo sacerdotalmente fez por todos, por todos se oferecendo. Ou seja, pelo sacramento da Ordem (nos graus do episcopado e do presbiterado, “sacerdotais” em sentido estrito), Cristo sacerdote quer manifestar-se em cada ministro sagrado, para chamar todo o Povo de Deus a oferecer-se também ao Pai, em acção de graças e consagração do mundo, nas suas mais diversas vivências e responsabilidades, da família à profissão, à sociedade e à cultura.
Neste ano sacerdotal, somos chamados a avivar e aprofundar estas verdades fundamentais e constitutivas da vida da Igreja e do seu serviço ao mundo. Pelo particular desenvolvimento histórico do nosso sacerdócio ministerial, católico e latino, cada padre é chamado a ser sinal vivo de Cristo sacerdote no meio dos seus. Obediente ao Pai, porque da vontade do Pai se alimenta: celibatário, pois tudo nele se sublima na dedicação imediata à grande família dos filhos de Deus; desprendido de bens e amarras, pois vive do único necessário que por fim nos saciará a todos: cada sacerdote é um dom imenso, oferecido por Deus a uma Igreja que não poderá resumir-se a mera instituição humana, benemérita que fosse. Igreja que promete e ganha pela graça de Cristo sacerdote aquela dimensão total que define a verdadeira filiação divina.

4. Rezando pelos sacerdotes e pelas vocações sacerdotais
Neste ano sacerdotal agradecemos a Deus tamanho dom. E do modo mais concreto, comunidade a comunidade, rezando por todos e cada um dos nossos sacerdotes, para que se sintam felizes e pascalmente realizados no exercício do seu ministério, entre tantas dificuldades que lhes advêm de serem poucos e não lhes faltarem múltiplos trabalhos, sobrecarregados tantos pelo peso da idade e da pouca saúde. Particularmente assim e pela grande generosidade que manifestam, são sinais vivos de Cristo sacerdote, que intercede por todos; são sinais vivos de Cristo pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas. Mas precisamente aí, precisam da oração, da estima e da colaboração de muitos cristãos que os acompanhem.
Neste ano sacerdotal – continuando o que vimos fazendo na cadeia de oração “Rogai”, que tão boa correspondência tem encontrado na generalidade das nossas comunidades paroquiais e religiosas – cresceremos na oração instante pelas vocações sacerdotais, para que o apelo vocacional de Cristo seja ouvido por muitos jovens e adultos disponíveis, que assim encontrem o maior sentido para as suas vidas e a mais bela aplicação da sua generosidade.
Apesar das dificuldades reconhecidas, a nossa Diocese vai, a pouco e pouco, aumentando o número de candidatos ao sacerdócio ministerial. O trabalho dos nossos Seminários (Sé, Bom Pastor e Redemptoris Mater), do Pré-Seminário e do Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações, vai dando os seus frutos. Desde 2007 ordenei apenas um padre seculardeixando entretanto de contar com mais de uma dezena, por morte ou outras causas -, mas proximamente terei a alegria de ordenar mais três. Nos próximos anos contaremos previsivelmente com menos padres, dada a alta média etária do presbitério. Depois, a pouco e pouco, se a oração e o trabalho vocacional de todos forem avante, cresceremos em número, nas condições novas do tempo e da pastoral que se impõe. Daqui a dois anos poderemos começar a contar com mais diáconos permanentes, os quais, com a contribuição específica do seu ministério ordenado, permitirão aos sacerdotes aplicarem-se com mais disponibilidade ao que lhes é próprio e definidor, sobretudo no acompanhamento espiritual das comunidades, em torno da Palavra, da Eucaristia, da Reconciliação e do acolhimento, retomando o exemplo de São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, em quem este ano sacerdotal se inspira.

5. Rumo à Missão 2010
Aproximamo-nos da “Missão 2010”, tempo largo e pleno para que a Diocese do Porto e cada uma das suas comunidades se apliquem sobremaneira no anúncio evangélico, com “novo ardor, novos métodos e novas expressões”, como João Paulo II indicava para a “nova evangelização”. Será certamente ocasião para nos redescobrirmos como Igreja, cuja verdadeira natureza é evangelizadora e missionária, valorizando todas as potencialidades carismáticas e ministeriais com que o Espírito de Cristo a habilita e envia. A geral dimensão sacerdotal, activada pelos nossos padres em cada comunidade, como sacramentos vivos de Cristo sacerdote, devolver-nos-á ainda mais ao Pai, em acção de graças por tudo e intercessão geral por todos. Mas também nos reenviará ainda mais ao mundo, para que nenhuma aspiração legítima dos homens, nenhuma tarefa urgente da sociedade, nenhum clamor dos pobres de todas as pobrezas deixem de encontrar nos cristãos o acolhimento solidário do seu sacerdócio comum, que tudo apresenta ao Pai, d’Ele recebendo o estímulo para a tudo responder no mundo. A isso os incentivará decisivamente o sacerdócio ministerial dos seus padres, assinalando em cada comunidade a presença viva e vivificante de Cristo sacerdote e pastor.

Porto, 19 de Junho de 2009 Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, abertura do Ano Sacerdotal

+ Manuel Clemente, Bispo do Porto

www.diocese-porto.pt Recolha e transcrição de António Fonseca