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terça-feira, 30 de junho de 2009

AARÃO, Santo (irmão de Moisés) - 1 de JULHO

Monge, Julho 1
Irmão de Moisés, Julho 1
Rainha de Pérsia, Julho 1
Mártires, Julho 1
Bispo e Mártir, 1 de julho
Filósofo e Teólogo, Julho 1
Sacerdote e Mártir, Julho 1
Franciscano, Julho 1
Sacerdote e Mártir, 1 de julho
Catequista, Julho 1
Sacerdote e Mártir, 1 de julho
Mártir, Julho 1

NOTA:

Para saber mais acerca dos santos acima referidos, poderão clicar no seu nome. AF

Recolha só dos nomes por António Fonseca

MARCELLIN CHAMPAGNAT

Ver: postagem anterior: Josémaria Escrivá...
Marcellin Champagnat, aportuguesado para Marcelino Champagnat Fundador do Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria e das
Biografia
Marcelino Champagnat nasceu na França em 20 de Maio de 1789, na aldeia de Marlhes, época em que se iniciava a Revolução Francesa. Sua mãe (Maria Chirat) e sua tia, que foi expulsa de um convento, que criaram essa devoção religiosa no menino, principalmente à Maria, mãe de Jesus. Seu pai, João Batista, era agricultor, tinha grau de estudo avançado para época e passou para o filho qualidades como, honestidade, perseverança, lealdade e verdade. Conhece João Cláudio Colin (futuro fundador dos Padres Maristas) no Seminário Maior. Em meados de 1817 realiza trabalhos como: dar assistência às crianças carentes, acompanhamento da vida cristã de diversas famílias e visitação aos doentes. Chega em La Valla em junho de 1816 e em 2 de janeiro de 1817, aos seus 27 anos, reúne seus dois primeiros discípulos formando os irmãos Maristas. Ele forma seus irmãos com o intuito de catequizar os jovens e criar neles o espírito cristão, tendo por base as lições mariais. Funda sua primeira casa, que logo se torna pequena pela quantidade de gente necessitando de ajuda, passa por inúmeras dificuldades, a principal delas a incompreensão do clero em relação aos seus projetos catequistas, mesmo assim continua abrigando e catequizando crianças devido a intensa procura da população rural. Eles fundam uma nova casa, com capacidade para um maior número de pessoas tendo o nome de: "Nossa Senhora de l'Hermitage". "Tornar Jesus Cristo conhecido e amado" é a missão dos Irmãos, e eles realizam essa missão através das escolas e instituições sociais. A doença toma conta de seu corpo e mente e seu cansativo trabalho piora sua situação, falece aos 51 anos de idade, a 6 de junho de 1840.
Canonização
Sua Santidade o papa João Paulo II canonizou Marcelino Champagnat no dia 18 de abril de 1999, na praça São Pedro no Vaticano, reconhecendo-o como santo da Igreja Católica: 2. «Porventura não nos ardia o coração no peito, quando Ele nos explicava as Escrituras?». Este desejo ardente de Deus que sentiam os discípulos de Emaús manifesta-se profundamente em Marcelino Champagnat, que foi um sacerdote conquistado pelo amor de Jesus e de Maria. Graças à sua fé inabalável, permaneceu fiel a Cristo, mesmo nos momentos difíceis, num mundo por vezes privado do sentido de Deus. Também nós somos chamados a haurir a nossa força na contemplação de Cristo ressuscitado, seguindo o exemplo da Virgem Maria. São Marcelino anunciava o Evangelho com coração totalmente ardente. Foi sensível às necessidades espirituais e educativas da sua época, sobretudo a ignorância religiosa e as situações de abandono vividas em particular pela juventude. O seu sentido pastoral é exemplar para os sacerdotes: chamados a proclamar a Boa Nova, eles devem ser de igual modo para os jovens, que procuram dar sentido à sua vida, verdadeiros educadores, acompanhando-os ao longo do seu caminho e explicando-lhes as Escrituras. O Padre Champagnat é também um modelo para os pais e os educadores, ajudando-os a ter plena esperança nos jovens, a amá-los com um amor total que favoreça uma verdadeira formação humana, moral e espiritual. Marcelino Champagnat também nos convida a ser missionários, para fazer com que Jesus Cristo seja conhecido e amado, como fizeram os Irmãos maristas, indo até à Ásia e à Oceânia. Tendo Maria como guia e Mãe, o cristão é missionário e servidor dos homens. Peçamos ao Senhor a graça de termos um coração ardente como o de Marcelino Champagnat, para O reconhecer e sermos Suas testemunhas.
(http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/homilies/1999/documents/hf_jp ii_hom_18041999_po.html) Cronologia
1789 – 20 de maio: nascimento de Marcelino Champagnat. 1792 – supressão das Ordens Religiosas, entre elas a dos Irmãos das Escolas Cristãs. 1799 – Inicia na escola fundamental, mas com resultados negativos. 1804 – Descobre a vocação para sacerdote. 1805 – Ingressa no Seminário Menor de Verrières (França). 1813 – Ingressa no Seminário Maior de Lyon (França). 1814 – Festa da Epifania: recebe a tonsura, as ordens menores e o subdiaconado. 1815 – 23 de junho: é ordenado diácono pelo bispo de Grenoble (França), juntamente com João Claúdio Colin e João Maria Vianney. 1816 – 22 de julho: é ordenado sacerdote. No dia seguinte 12 seminaristas prometem à Nossa Senhora de Fourvière de criar a Sociedade de Maria. 1817 – 2 de janeiro: instala os dois primeiros postulantes maristas numa casa de La Valla, França. 1818 – Fundação da casa de Marlhes, França. 1821 – Depois das festas da Páscoa, o Vigário Geral recrimina Marcelino pela fundação de congregação dedicada à educação. 1824 – 13 de maio: bênção da pedra fundamental para a construção do Eremitério. 1825 – Os Irmãos Maristas de Marcelino instalam-se no Eremitério, esgotado pelas visitas às escolas fica doente. 1831 – 18 de abril: ordem real que regulamenta as condições de ensino para os religiosos. 1832 – 16 de outubro: entrada de Pedro Aleixo Labrosse que será o segundo Superior Geral do Instituto. 1833 – Marcelino conta com 82 Irmãos que ensinam em 19 escolas para 2000 alunos. 22 postulantes recebem o hábito religioso. 1836 – Reconhecimento oficial pela Santa Sé dos Padres maristas. O Padre João Colin é nomeado Superior Geral. Marcelino Champagnat é nomeado Superior do Instituto dos Irmãos. No dia 24 de dezembro, os primeiros missionários maristas partem para a Oceania. 1839 – Devido a doença e fraqueza física, é eleito o Irmão Francisco Rivat como sucessor de Marcelino Champagnat no Superior do Instituto dos Irmãos. 1840 – 6 de junho: Marcelino morre no Eremitério. 1999 – canonização pelo Papa João Paulo II. http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcellin_Champagnat
Recolha e transcrição de
António Fonseca

JOSÉ MARIA ESCRIVÁ DE BALAGUER

do site: Congregazion per il Clero - Annus Sacerdotalis por intermédio de: diocese-porto.pt A Vida de vários sacerdotes
SÃO JOSEMARÍA ESCRIVÁ DE BALAGUER
«O Fundador do Opus Dei recordou que a universalidade do chamamento à plenitude da união com Cristo implica também que qualquer actividade humana se pode converter em lugar de encontro com Deus. (...) Foi um autêntico mestre de vida cristã e soube alcançar o cume da contemplação com a oração contínua, a mortificação constante, o esforço quotidiano de um trabalho realizado com exemplar docilidade às moções do Espírito Santo, a fim de servir a Igreja como a Igreja quer ser servida». (Do Breve Apostólico da Beatificação de Josemaría Escrivá de Balaguer, Sacerdote, Fundador do Opus Dei). ***** Um lar luminoso e alegre Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Espanha), no dia 9 de Janeiro de 1902. Foi o segundo dos seis filhos de José Escrivá e María Dolores Albás. Os seus pais, católicos fervorosos, baptizaram-no no dia 13 desse mesmo mês de Janeiro e transmitiram-lhe, em primeiro lugar com a sua vida, os fundamentos da fé e as virtudes cristãs: o amor à Confissão e à Comunhão frequentes, o recurso confiado à oração, a devoção a Nossa Senhora, a ajuda aos mais necessitados. São Josemaría cresceu como um rapaz alegre, vivo e simples, travesso, bom aluno, inteligente e bom observador. Amava muito a sua mãe e tinha uma grande confiança e amizade com o seu pai, que o animava, com liberdade, a que lhe abrisse o seu coração e lhe contasse as suas preocupações, estando sempre disponível para responder às suas perguntas, com afecto e prudência. Nosso Senhor começou, desde muito cedo, a temperar a sua alma na forja da dor: entre 1910 e 1913 morreram as suas três irmãs mais novas e em 1914 a sua família sofre a ruína económica. Em 1915, a família Escrivá muda-se para Logronho, onde o pai obteve um emprego que lhe permitirá sustentar modestamente a família. No inverno de 1917-1918 ocorre um facto que terá uma influência decisiva no futuro de Josemaría Escrivá: durante a época de Natal, caiu um forte nevão sobre a cidade e, um dia, repara numas pegadas na neve; são as pegadas de um frade carmelita que caminhava descalço. Interrogou-se, então, a si mesmo: se há pessoas que fazem tantos sacrifícios por Deus e pelo próximo, não serei eu capaz de Lhe oferecer alguma coisa? Surge, assim, na sua alma uma inquietação divina: comecei a pressentir o Amor, a dar-me conta de que o coração me pedia alguma coisa grande, que fosse amor. Sem saber ainda, de modo preciso, o que lhe pede Nosso Senhor, decide ser sacerdote, porque pensa que dessa maneira estará mais disponível para cumprir a vontade divina. A ordenação sacerdotal Terminado o ensino secundário, inicia os estudos eclesiásticos no Seminário de Logronho e, em 1920, entra no de Saragoça, em cuja Universidade Pontifícia completará a sua formação prévia ao sacerdócio. Na capital aragonesa faz também o curso de Direito, por sugestão do seu pai e com a autorização dos seus superiores eclesiásticos. O seu carácter generoso e alegre, a sua simplicidade e serenidade, fazem-lhe ganhar o afecto dos seus colegas. O seu esmero na vida de piedade, na disciplina e no estudo é um exemplo para todos os seminaristas e, em 1922, quando contava apenas vinte anos, o Arcebispo de Saragoça nomeia-o Inspector do Seminário. Durante este período, passa muitas horas a rezar diante do Senhor Sacramentado, enraizando profundamente na Eucaristia a sua vida interior, e vai todos os dias à Basílica de Nossa Senhora do Pilar para pedir à Virgem Santíssima que Deus lhe revele o que pretende dele: a partir do momento em que senti aqueles pressentimentos do amor de Deus – afirmava em 2 de Outubro de 1968 –, esforcei-me, na minha pequenez, por levar a cabo o que Ele esperava deste pobre instrumento. (...) E, no meio daquelas ânsias, rezava, rezava, rezava, numa contínua oração. Não parava de repetir: Domine, ut sit!, Domine, ut videam!, como o pobrezinho do Evangelho, que clama porque Deus tudo pode. Senhor, que eu veja! Senhor, que seja! E repetia também, (...) cheio de confiança na minha Mãe do Céu: Domina, ut sit!, Domina, ut videam! A Virgem Santíssima sempre me ajudou a descobrir os desejos do Seu Filho. José Escrivá falece a 27 de Novembro de 1924, vítima de uma síncope repentina. No dia 28 de Março de 1925, Josemaría é ordenado sacerdote por D. Miguel de los Santos Díaz Gómara, na igreja do Seminário de São Carlos, em Saragoça. Dois dias mais tarde celebra a sua primeira Missa solene, na Santa Capela da Basílica de Nossa Senhora do Pilar, e no dia 31 desse mês vai para Perdiguera, pequena aldeia de camponeses, como regente auxiliar na paróquia. Em Abril de 1927, com o beneplácito do seu Arcebispo, começa a viver em Madrid para fazer o doutoramento em Direito Civil, o qual, nessa altura, só se podia obter na Universidade Central da capital de Espanha. Em Madrid, o seu zelo apostólico rapidamente o faz entrar em contacto com pessoas de todos os ambientes da sociedade: estudantes, artistas, operários, intelectuais, sacerdotes. Entrega-se sem descanso, de modo especial, às crianças, doentes e pobres dos bairros periféricos. Ao mesmo tempo, sustenta a sua família dando aulas de direito. São tempos de grandes dificuldades económicas, vividas por toda a família com dignidade e ânimo. Nosso Senhor abençoou-o com abundantes graças de carácter extraordinário que, encontrando na sua alma generosa um terreno fértil, produziram muitos frutos de serviço à Igreja e às almas. Fundação do Opus Dei O Opus Dei nasce no dia 2 de Outubro de 1928. São Josemaría está a fazer um retiro espiritual e, enquanto medita nos apontamentos das moções interiores recebidas de Deus nos últimos anos, de repente vê (é a palavra que sempre utilizará para descrever a experiência fundacional) a missão que Nosso Senhor lhe quer confiar: abrir na Igreja um novo caminho vocacional, orientado a difundir a procura da santidade e a realização do apostolado mediante a santificação do trabalho quotidiano no meio do mundo, sem mudar de estado. Poucos meses mais tarde, no dia 14 de Fevereiro de 1930, Nosso Senhor dá-lhe a entender que o Opus Dei deve estender-se também às mulheres. A partir dessa altura, São Josemaría entrega-se de corpo e alma ao cumprimento da sua missão fundacional: promover entre homens e mulheres de todos os âmbitos da sociedade um compromisso pessoal de seguimento de Cristo, de amor ao próximo, de procura da santidade na vida quotidiana. Não se considera um inovador nem um reformador, pois está convencido de que Jesus Cristo é a eterna novidade e de que o Espírito Santo rejuvenesce continuamente a Igreja, e que foi para a servir que Deus suscitou o Opus Dei. Sabedor de que a tarefa que lhe foi confiada é de natureza sobrenatural, fundamenta o seu labor na oração, na penitência, na alegre consciência da filiação divina, num trabalho infatigável. Pessoas de todas as condições começam a segui-lo, especialmente grupos de universitários, nos quais desperta um desejo sincero de servirem os seus irmãos, os homens, inflamando-os na ânsia de pôr Cristo no âmago de todas as actividades humanas, através do trabalho santificado, santificante e santificador. É este o fim que indicará para as iniciativas dos fiéis do Opus Dei: levar a Deus, com a ajuda da graça, cada uma das realidades criadas, para que Cristo reine em todos e em tudo; conhecer Jesus Cristo, dá-Lo a conhecer, levá-Lo a todos os sítios. Compreende-se, portanto, que pudesse exclamar: abriram-se os caminhos divinos da terra. Expansão apostólica Em 1933, promove a abertura de uma Academia universitária, porque percebe que o mundo da ciência e da cultura é um ponto nevrálgico para a evangelização de toda a sociedade. Em 1934, publica, com o título Consideraciones Espirituales, a primeira edição de Caminho, livro de espiritualidade de que, até agora, se difundiram mais de quatro milhões e meio de exemplares, com 372 edições, em 44 línguas. O Opus Dei está a dar os seus primeiros passos quando, em 1936, começa a guerra civil espanhola. Em Madrid cresce a violência anti-religiosa, mas o Pe. Josemaría, apesar dos riscos, prodigaliza-se heroicamente na oração, na penitência e no apostolado. É uma época de sofrimento para a Igreja, mas são também anos de crescimento espiritual e apostólico e de fortalecimento da esperança. Em 1939, terminada a guerra, o Fundador do Opus Dei pode dar um novo impulso ao seu trabalho apostólico em toda a Península Ibérica, e mobiliza especialmente muitos jovens universitários para que levem Cristo a todos os ambientes e descubram a grandeza da sua vocação cristã. Difunde-se ao mesmo tempo a sua fama de santidade: é convidado por muitos Bispos a pregar retiros espirituais aos sacerdotes e leigos das organizações católicas. Chegam-lhe pedidos semelhantes dos superiores de várias ordens religiosas, a que sempre acede. Em 1941, enquanto prega um retiro espiritual a sacerdotes de Lérida, falece a sua mãe, que tanto o tinha ajudado no apostolado do Opus Dei. Nosso Senhor permite que se desencadeiem também duras incompreensões sobre a sua pessoa. O Bispo de Madrid, D. Leopoldo Eijo y Garay, transmite-lhe o seu mais sincero apoio e concede ao Opus Dei a primeira aprovação canónica. São Josemaría suporta as dificuldades com oração e bom humor, consciente de que «todos os que querem viver piedosamente em Jesus Cristo serão perseguidos» (2 Tim 3, 21), e recomenda ao seus filhos espirituais que, perante as ofensas, se esforcem por perdoar e esquecer: calar, rezar, trabalhar, sorrir. Em 1943, mediante uma nova graça fundacional que recebe durante a celebração da Missa, nasce, dentro do Opus Dei, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, na qual se poderão incardinar os sacerdotes que procedam dos fiéis leigos do Opus Dei. O facto de pertencerem plenamente ao Opus Dei tanto sacerdotes como leigos, bem como a cooperação orgânica de uns com os outros nos seus apostolados, são características próprias do carisma fundacional, que a Igreja confirmou em 1982, ao determinar a sua definitiva configuração jurídica como Prelatura pessoal. No dia 25 de Junho de 1944 recebem a ordenação sacerdotal três engenheiros, entre eles Álvaro del Portillo, futuro sucessor do Fundador na direcção do Opus Dei. Com o decorrer do tempo, serão quase mil os leigos do Opus Dei que São Josemaría conduzirá ao sacerdócio. A Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, intrinsecamente unida à Prelatura do Opus Dei, promove também, em plena sintonia com os Pastores das Igrejas locais, actividades de formação espiritual para sacerdotes diocesanos e candidatos ao sacerdócio. Os sacerdotes diocesanos também podem fazer parte da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, mantendo inalterada a sua pertença ao clero das respectivas dioceses. Espírito romano e universal Mal vislumbrou o fim da guerra mundial, São Josemaría começou a preparar o trabalho apostólico noutros países, porque, dizia, Jesus quer que, desde o princípio, a sua Obra tenha índole universal, católica. Em 1946 passa a viver em Roma, a fim de preparar o reconhecimento pontifício do Opus Dei. A 24 de Fevereiro de 1947, o Papa Pio XII concede o decretum laudis, e a aprovação definitiva a 16 de Junho de 1950. A partir desta data, também os não católicos e mesmo os não cristãos podem ser admitidos como Cooperadores do Opus Dei, ajudando os trabalhos apostólicos com o seu trabalho, esmola e oração. Instala-se em Roma a sede central do Opus Dei, para sublinhar de modo ainda mais tangível a aspiração que dá forma a todo o seu trabalho: servir a Igreja como a Igreja quer ser servida, em íntima adesão à cátedra de Pedro e à hierarquia eclesiástica. Pio XII e João XXIII transmitem-lhe, em várias ocasiões, manifestações de afecto e estima. Paulo VI escrever-lhe-á, em 1964, definindo o Opus Dei como «expressão viva da perene juventude da Igreja». Também esta etapa da vida do Fundador do Opus Dei está marcada por todo o tipo de provações: à saúde afectada por muitos sofrimentos (padeceu de uma grave forma de diabetes durante mais de dez anos, de que se curou, em 1954, de modo milagroso) acrescentam-se as dificuldades económicas e as relacionadas com a expansão do apostolado por todo o mundo. Todavia, a alegria transcende sempre da expressão do seu rosto, porque a verdadeira virtude não é triste nem antipática, mas amavelmente alegre. O seu permanente bom humor é um testemunho contínuo de amor incondicionado à vontade de Deus. O mundo é muito pequeno, quando o Amor é grande: o desejo de inundar a terra com a luz de Cristo leva-o a aceitar as solicitações de numerosos Bispos que, de todos os lugares do mundo, lhe pedem a ajuda do apostolado do Opus Dei para a evangelização. Surgem projectos muito variados: escolas de formação profissional, centros de formação para trabalhadores agrícolas, universidades, colégios, hospitais e centros de saúde, etc. Estas actividades – um mar ser limites, como gostava de dizer –, fruto da iniciativa dos cristãos que desejam dar resposta, com mentalidade laical e profissionalismo, às necessidades concretas de um determinado lugar, estão abertas a pessoas de todas as raças, religiões e condições sociais, porque a sua patente identidade cristã harmoniza-se sempre com o profundo respeito pela liberdade das consciências. Quando João XXIII anuncia a convocação de um Concílio Ecuménico, começa a rezar e a pedir que se reze pelo feliz êxito dessa grande iniciativa, que é o Concílio Ecuménico Vaticano II, como escreveu numa carta de 1962. Nas sessões do Concílio, o Magistério solene confirmará aspectos fundamentais do espírito do Opus Dei: o chamamento universal à santidade, o trabalho profissional como meio de santidade e de apostolado, o valor e os legítimos limites da liberdade do cristão em matérias temporais, a Santa Missa como centro e raiz da vida interior, etc. São Josemaría contacta com muitos Padres conciliares e Peritos, que nele reconhecem um autêntico precursor de muitas linhas mestras do Vaticano II. Profundamente identificado com a doutrina conciliar, promove diligentemente a sua execução, através das actividades formativas do Opus Dei em todo o mundo. Santidade no meio do mundo Ao longe, no horizonte, o céu une-se à terra. Mas não esqueças que onde de verdade o céu e a terra se tocam é no teu coração de filho de Deus. A pregação de São Josemaría vinca constantemente a primazia da vida interior sobre as actividades organizativas: estas crises mundiais são crises de santos, escreveu em Caminho. E a santidade exige sempre essa compenetração de oração, trabalho e apostolado a que chama unidade de vida, que recebe o seu melhor testemunho da sua própria vida. Estava profundamente convencido de que, para alcançar a santidade no trabalho quotidiano, é necessário o esforço por ser alma de oração, alma de profunda vida interior. Quando se vive desta forma, tudo é oração, tudo pode e deve conduzir-nos para Deus, alimentando, da manhã à noite, esta relação contínua com Ele. Todo o trabalho pode ser oração e todo o trabalho, que é oração, é apostolado. A raiz da prodigiosa fecundidade do seu ministério reside precisamente na ardente vida interior que torna São Josemaría num contemplativo no meio do mundo: uma vida interior alimentada da oração e dos sacramentos, que se manifesta no amor apaixonado pela Eucaristia, na profundidade com que vive a Santa Missa como centro e raiz da sua própria vida, na terna devoção a Nossa Senhora, a São José e aos Anjos da Guarda, na fidelidade à Igreja e ao Papa. O encontro definitivo com a Santíssima Trindade Nos últimos anos da sua vida, o Fundador do Opus Dei passa por numerosos países da Europa e da América Latina, em viagens de catequese: em todos esses lugares, tem reuniões de formação, simples e familiares (mesmo quando se juntam milhares de pessoas para o escutar), em que fala de Deus, dos sacramentos, das devoções cristãs, da santificação do trabalho, do amor à Igreja e ao Papa. Celebra, a 28 de Março de 1975, as bodas de ouro sacerdotais. Nesse dia, a sua oração é como que uma síntese de toda a sua vida: passados cinquenta anos, sou como uma criança que balbucia: estou a começar, a recomeçar, na minha luta interior de cada dia. E assim até ao fim dos dias que me restem: sempre a recomeçar. São Josemaría morre, como consequência de uma paragem cardíaca, ao meio dia de 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho e aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem lança o seu último olhar. Nessa altura, o Opus Dei está presente nos cinco continentes com mais de 60.000 membros de 80 nacionalidades. Os livros de espiritualidade de Mons. Escrivá de Balaguer (Caminho, Santo Rosário, Temas Actuais do Cristianismo, Cristo que passa, Amigos de Deus, Amar a Igreja, Via Sacra, Sulco, Forja) difundiram-se com milhões de exemplares. Depois do seu falecimento, um grande número de fiéis pede ao Papa que se abra a sua causa de canonização. A 17 de Maio de 1992, em Roma, S. S. João Paulo II eleva Josemaría Escrivá aos altares, numa multitudinária cerimónia de beatificação. A 21 de Setembro de 2001, a Congregação Ordinária de Cardeais e Bispos membros da Congregação para as Causas dos Santos confirma unanimemente o carácter milagroso de uma cura, bem como a sua atribuição a São Josemaría. A leitura do decreto relativo ao milagre tem lugar, na presença do Romano Pontífice, no dia 20 de Dezembro. A 26 de Fevereiro de 2002, João Paulo II preside o Consistório Ordinário Público de Cardeais e, ouvidos os Cardeais, Arcebispos e Bispos presentes, determina que a cerimónia de Canonização de São Josemaría se celebre no dia 6 de Outubro de 2002.
Recolha, transcrição de António Fonseca

João Maria Vianney

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY (1786-1859)
Uma vida sob o olhar de Deus
Vida do Santo Cura – Principais biografias do Cura d’Ars Vida do Santo Cura
Nascido a 8 de maio de 1786 em Dardilly, próximo de Lyon, numa família de lavradores, João Maria Vianney tem uma infância marcada pelo fervor e pelo amor de seus pais. O contexto da Revolução Francesa exercerá forte influência sobre sua juventude: fará sua primeira confissão aos pés do grande relógio da sala de estar de sua casa, e não na igreja do povoado, e receberá a absolvição de um sacerdote clandestino. Dois anos mais tarde, faz sua primeira comunhão num celeiro, durante uma Missa clandestina celebrada por um sacerdote rebelde. Aos 17 anos, decide responder ao chamado de Deus: “Gostaria de ganhar almas para o Bom Deus”, dirá a sua mãe, Marie Béluze. Seu pai, porém, se opõe a esse projeto durante dois anos, pois faltavam braços na lavoura familiar. Aos 20 anos, começa a se preparar para o sacerdócio com o abade Balley, pároco de Écully. As dificuldades o farão crescer: passa rapidamente do abatimento à esperança, vai em peregrinação ao sepulcro de São François Régis, em Louvesc. Vê-se obrigado a desertar, quando chamado a entrar para o exército para lutar na guerra na Espanha. Mas o abade Balley saberá ajudá-lo nesses anos caracterizados por uma série de provações. Ordenado sacerdote, em 1815, passa uma primeira temporada como vigário de Écully. Em 1818, é enviado a Ars. Ali, desperta a fé de seus paroquianos com suas pregações, mas, sobretudo, com sua oração e seu estilo de vida. Sente-se pobre diante da missão que tem a realizar, mas se deixa envolver pela misericórdia de Deus. Restaura e decora a igreja, funda um orfanato, a que dá o nome de “A Providência”, e cuida dos mais pobres. Muito rapidamente, sua reputação de confessor atrai muitos peregrinos, que vêm buscar com ele o perdão de Deus e a paz do coração. Assaltado por provações e lutas interiores, mantém seu coração bem arraigado no amor a Deus e aos irmãos; sua única preocupação é a salvação das almas. Suas aulas de catecismo e suas homilias falam sobretudo da bondade e da misericórdia de Deus. Sacerdote que se consome de amor diante do Santíssimo Sacramento, doado inteiramente a Deus, a seus paroquianos e aos peregrinos, morre em 4 de agosto de 1859, depois de uma entrega até o extremo do Amor. Sua pobreza não era simulada. Sabia que estava fadado a morrer como “prisioneiro do confessionário”. Três vezes tentara fugir de sua paróquia, acreditando-se indigno da missão de pároco e pensando ser mais um obstáculo à bondade de Deus que um condutor de seu Amor. A última tentativa de fuga ocorreu menos de seis anos antes de morrer. Foi interceptado por seus paroquianos, que tinham feito soar o alarme no meio da noite. Voltou, então, a sua igreja e pôs-se a confessar até a uma da manhã. No dia seguinte, diria: “Comportei-me como uma criança”. Em seu funeral, havia mais de mil pessoas, entre as quais o bispo e todos os sacerdotes da diocese, que vinham abraçar aquele que já era seu modelo. Beatificado em 8 de janeiro de 1905, foi declarado no mesmo ano “padroeiro dos sacerdotes da França”. Canonizado por Pio XI em 1925, mesmo ano da canonização de Santa Teresa do Menino Jesus, será proclamado em 1929padroeiro de todos os párocos do universo”. O papa João Paulo II visitou Ars em 1986. Hoje, Ars recebe 450 mil peregrinos todos os anos, e o Santuário organiza diversas atividades. Em 1986, lá foi aberto um seminário para formar futuros sacerdotes na escola do “Sr. Vianney”. Afinal, por onde passam os santos, Deus passa com eles! Copyright: http://arsnet.org
Recolha e transcrição através do site: diocese-porto.pt
António Fonseca

O CORAÇÃO DE PAULO

Finalmente:
Ainda durante este mês de Junho (dia 30 - hoje) consegui terminar a publicação que decidi levar a cabo há cerca de 60 dias, mais ou menos, dos textos insertos por ordem diária (de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro) conforme a paginação literária que o autor lhe quis dar - suponho eu - do livro UM ANO COM SÃO PAULO, da autoria do Pde Januário dos Santos, que eu gostaria de ter terminado até ontem, data oficial de encerramento do Ano Paulino que decorreu, como todos sabem de 29 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009, o que não me foi possível devido aos problemas que afectaram o meu computador na última semana e de que já dei conta no passado Domingo.
Conforme verificaram ficou totalmente feita a referida publicação, na anterior postagem. No entanto, tendo em conta que o texto escrito por São João Crisóstomo, é duma beleza extraordinária, senti necessidade de o repetir novamente, em separado, e com um tipo de letra diferente, para que possa ser saboreado como deve ser para fechar com "chave de ouro" o meu ANO PAULINO...
(... que para mim, não acabou...)
31 de Dezembro (...Disse de Paulo - S. João Crisóstomo...) O CORAÇÃO DE PAULO
Nenhum texto melhor para encerrar UM ANO COM SÃO PAULO que este belíssimo texto de São João Crisóstomo sobre o coração de Paulo:
Não nos enganávamos se disséssemos que o coração de Paulo foi o coração do mundo inteiro (...). Era este coração bastante largo para que nele coubessem cidades inteiras, povos e nações.
Dilatou-se o meu coração.
E, contudo, este tão dilatado coração muitas vezes se estreitou contraído pelo amor mesmo que o dilatava.
Com grande aflição e coração apertado vos escrevo.
Queria eu ver desfeito em pó este coração, ainda ardente por causa de cada um daqueles que tombam em perdição (...), este coração que via a Deus.
Os corações puros verão a Deus.
Este coração mais alto que os céus, maior que o mundo inteiro, mais brilhante que o sol, mais acendido que o fogo, mais duro que o diamante, derramando rios. Rios de água viva manarão do seu seio. Este coração que vivia da vida nova, não daquela vida que é a nossa:
Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.
O coração de Paulo era o coração de Cristo, mesa do Espírito Santo e livro da Graça; e este coração tremia pelo pecado dos outros:
Temo ter inutilmente sofrido por vós (...) e não encontrar à minha chegada tal como vos queria.
Este coração que era o seu, tanto no temor como na confiança:
Temo que tendo pregado aos outros, não seja eu rejeitado.
Este coração que mereceu amar a Cristo como ninguém O amou, que desprezou no fogo e a morte, este coração era - contudo - o coração quebrado pelas lágrimas vertidas por seus irmãos.
São João Crisóstomo
Recolha, transcrição e composição para este blogue
de António Fonseca - 30-6-2009

UM ANO COM SÃO PAULO (61)

19 de Dezembro
SAUDAÇÃO DA EPÍSTOLA A TITO (Tito 1, 1-4)
Em comparação com a carta, que é breve, esta saudação é bastante longa. A saudação apresenta algumas novidades como o uso abundante de preposições, Paulo declara-se servo de Deus e não, como em outros textos, de Jesus Cristo, chama a Tito, como na a Timóteo, "verdadeiro filho", e menciona " a fé comum" que significa uma espécie de paternidade.
1 Paulo, servo de Deus, apóstolo de Jesus Cristo para levar aos eleitos de Deus a fé e o profundo conhecimento da verdade que conduz à piedade,
2 na esperança da vida eterna prometida em tempos longínquos por Deus veraz e fiel,
3 que na ocasião escolhida manifestou a sua palavra mediante a pregação que me foi confiada por ordem de Deus, nosso Salvador,
4 a Tito, meu verdadeiro filho em nossa fé comum: graça e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Salvador.

Frase para recordar:

Paulo, servo de Deus, apóstolo de Jesus Cristo para levar aos eleitos de Deus a fé e o profundo conhecimento da verdade...

20 de Dezembro
INSTRUÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DA IGREJA (Tito, 1, 5-9)
Tito é encarregado de organizar a comunidade de Creta. Era preciso nomear responsáveis para colocar à frente da Igreja. Paulo enumera as virtudes que devem adornar os presbíteros e os defeitos que devem estar ausentes das suas vidas.
5 Eu deixei-te em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei.
6 Os presbíteros devem ser escolhidos entre quem seja irrepreensível, casado uma só vez, tenha filhos fiéis e não acusados de má conduta ou insubordinação.
7 Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso.
8 Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente,
9 firmememente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem.

Frase para recordar:

Os presbíteros devem ser escolhidos entre quem seja irrepreensível.

21 de Dezembro
VÍCIOS DOS CRETENSES
O retrato aqui traçado por Paulo acerca dos cretenses não é nada lisonjeiro. Ele refere-se principalmente aos judeus convertidos ao cristianismo que se mostravam insubmissos. Para secundar as suas afirmações, ele cita um poeta do século VI antes de Cristo, Epiménide, que no seu livro "Oráculos" lhes chama "mentirosos, feras selvagens, glutões, preguiçosos".
É neste ambiente que Tito temn de trabalhar com toda a serenidade e enfrentar com paciência aqueles que dizem que têm fé mas não têm obras.
10 Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão.
11 É necessário tapar-lhes a boca, porque transtornam famílias inteiras, ensinando o que não convém, e isso por vil espírito de lucro.
12 Um dentre eles, o "profeta" deles, disse: "Os cretenses são sempre mentirosos, feras selvagens, glutões e preguiçosos."
13 Esta asserção reflecte a verdade. Portanto, repreende-os, serenamente, para que se mantenham sãos na fé,
14 e não dêem ouvidos a fábulas judaicas nem a preceitos de homens avessos à verdade.
15 Para os puros todas as coisas são puras. Para os corruptos e descrentes nada é puro: até a sua mente e consciência são corrompidas.
16 Proclamam que conhecem a Deus, mas na prática renegam-no, detestáveis que são, rebeldes e incapazes de qualquer obra.

Frase para recordar:

Para os puros todas as coisas são puras.

22 de Dezembro

INSTRUÇÕES RELATIVAS AOS FIÉIS (Tito 2, 1-10)
Paulo exorta Tito a que os seus ensinamentos sejam segundo a sã doutrina e traça normas de conduta para as diferentes categorias de pessoas: mais velhos, jovens, de um e outro sexo, esposas, maridos, servos. Falta aqui uma norma para os patrões.
Os de mais idade devem orientar, pela palavra e pelo exemplo, os mais jovens, assim como ele, Tito, deve ser uma pregação viva e contínua pela integridade na doutrina, gravidade, linguagem sã e irrepreensível.
1 O teu ensinamento, porém, seja conforme a sã doutrina.
2 Os mais velhos sejam sóbrios, graves, prudentes, fortes na fé, na caridade e na paciência.
3 Assim também as mulheres de mais idade mostrem no seu exterior uma compostura santa, não sejam maldizentes nem intemperantes, mas mestras de bons conselhos.
4 Que saibam ensinar as jovens a amarem os seus maridos, a quererem bem aos seus filhos,
5 a serem prudentes, castas, cuidadosas da casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja desacreditada.
6 Exorta igualmente os jovens a serem morigerados,
7 e mostra-te em tudo modelo de bom comportamento; pela integridade na doutrina, gravidade,
8 linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário seja confundido, não tendo a dizer de nós mal algum.
9 Exorta os servos a que sejam submissos aos seus senhores, e atentos em agradar-lhes. Em lugar de reclamar deles
10 e defraudá-los, procurem em tudo testemunhar-lhes incondicional fidelidade, para que por todos seja respeitada a doutrina de Deus, nosso Salvador.
Frase para recordar:

Mostra-te em tudo modelo de bom comportamento.

23 de Dezembro

EFEITO DA GRAÇA DE DEUS (Tito 2, 11-15)

Manifestou-se agora na favor de Deus a nosso respeito. Pela encarnação e morte de Jesus, que se entregou por nós, fomos resgatados. devemos renunciar à impiedade e paixões humanas na esperança feliz da manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.
11 Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte da salvação para todos os homens.
12 Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda s sobriedade, justiça e piedade,
13 na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo,
14 que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniquidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predilecção, zeloso na prática do bem
15 Eis o que deves ensinar, pregar e defender com toda a autoridade. E que ninguém te menospreze!
Frase para recordar:

Jesus Cristo entregou-se por nós para nos resgatar de toda a iniquidade.

24 de Dezembro
DEVERES DOS FIÉIS (Tito, 3, 1-11)
Orientações a Tito para que ele saiba tratar com a insubmissa comunidade de Creta.
1 Admoesta-os a que sejam submissos aos magistrados e às autoridades, sejam obedientes, estejam prontos para qualquer obra boa.

2 não falem mal dos outros, seja pacíficos, afáveis e saibam dar provas de toda a mansidão para com todos os homens.

3 Porque também nós outrora éramos insensatos, rebeldes, transviados, escravos de paixões de toda a espécie, vivendo na malícia e na inveja, detestáveis, odiando-nos uns aos outros.

4 mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens.

5 E, não por causa das obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude da sua misericórdia, ele nos salvou mediante o baptismo da regenaração e renovação, pelo Espírito Santo, que nos foi concedido em profusão, por meio de Cristo, nosso Salvador,

7 para que a justificação obtida pela sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna.

8 Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem, por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens.

9 Quanto a questões tolas, genealogias, contendas e disputas relativas à lei, foge delas, porque são inúteis e vãs.

10 O homem que assim fomenta divisões, depois de advertido uma primeira e uma segunda vez, evita-o.

11 visto que esse tal é um perverso que, perseverando no seu pecado, se condena a si próprio.

Frase para recordar:

Apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador.
25 de Dezembro
CONCLUSÃO DA EPÍSTOLA A TITO (Tito 3, 12-15)
A solicitude de Paulo por todas as comunidades e pessoas manifesta-se, uma vez mais, na conclusão da carta a Tito focando pormenores interessantes. As comunidades devem apoiar os missionários itinerantes.
12 Logo que eu te enviar Artemas ou Tiquico, apressa-te a vir ter comigo a Nicópolis, onde decidi passar o inverno.

13 Prepara com cuidado a viagem do jurista Zenas e de Apolo, de maneira que nada lhes venha a faltar.

14 Urge também que os nossos aprendam a aplicar-se às boas obras para atender às necessidades mais prementes. Assim não viverão uma vida inútil.

15 Todos os que estão comigo te saúdam. Saúda todos aqueles que nos amam na fé. A graça esteja com todos vós!

Frase para recordar:

Urge que os nossos aprendam a aplicar-se às boas obras para atender às necessidades mais prementes.
26 de Dezembro
SAUDAÇÃO DA EPÍSTOLA A FILÉMON (Fil. 1, 1-3)
Esta pequeníssima carta é tida como uma joia da literatura epistolar de Paulo. Onésimo, escravo de Filémon, fugiu ao seu patrão, e encontrou-se com Paulo que o converteu.
A fuga era um delito grave sancionado com pesadas penas. Paulo torna-se cúmplice, Ele não quer que este problema se resolva pela via legal mas pelos princípios da caridade e do perdão ensinados por Cristo. esta é a razão que o leva a escrever a Filémon, possivelmente um convertido seu.
Os nomes que aparecem nesta carta quase sugerem que o assunto seja tratado publicamente, como exemplo para todos.
1 Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e seu irmão Timóteo, a Filémon, nosso muito amado colaborador,
2 a Ápia, nossa irmã, a Arquipo, nosso companheiro de luta, e à Igreja que se reúne em tua casa.
3 A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!

Frase para recordar:

A vós, graça e paz da parte de Deus.

27 de Dezembro

ACÇÃO DE GRAÇAS E SÚPLICAS (Fil. 1, 4-7)

A costumada acção de graças, que se segue à saudação, nesta carta é bem concreta: é a vida de fé e caridade de Filémon. Paulo prepara, com esta breve acção de graças, o terreno para o pedido que vai fazer. Filémon deve decidir não por motivos humanos mas em razão da sua fé.

4 Não cesso de dar graças ao meu Deus e lembrar-me de ti nas minhas orações.
5 ao receber notícias da tua caridade e da fé que tens no Senhor Jesus Cristo e para com todos os santos
6 para que esta tua fé, que compartilhas connosco, seja actuante e faça conhecer todo o bem, que se realiza entre nós por causa de Cristo.
7 A tua caridade trouxe-me grande alegria e conforto, porque os corações dos santos encontraram alívio por teu intermédio, irmão.

Frase para recordar:

Os corações dos santos encontraram alívio e conforto por teu intermédio

28 de Dezembro

(INTERCESSÃO POR ONÉSIMO (Fil. 1, 8-13)
Paulo, idoso e preso, em vez de dar uma ordem, faz um apelo à caridade de Filémon; que acolha Onésimo não como um escravo mas como um irmão. de facto, foi providencial a sua fuga porque ele se fez cristâo e agora Onésimo vai possuí-lo para sempre. O apóstolo mostra a veemência do seu pedido afirmando "recebe-o como a mim" e escrevendo pelo seu próprio punho "eu pagarei".
8 Por este motivo, embora eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação,
9 prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, idoso como estou, e agora preso por Jesus Cristo,
10 venho suplicar-te em favor deste filho meu, que gerei na prisao, Onésimo.
11 Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora será muito útil tanto para ti como para mim.
12 Torno a enviá-lo para junto de ti, e é como se fora o meu próprio coração.
13 Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho.

Frase para recordar:

Prefiro fazer um apelo à tua caridade.
29 de Dezembro

INTERCESSÃO POR ONÉSIMO (2) (fil. 1, 14-21)
14 Mas, sem o teu consentimento, nada quis resolver, para que tenhas ocasião de praticar o bem (em meu favor), não por imposição, mas sim de livre vontade
15 Se ele se apartou de ti por algum tempo, foi sem dúvida para que o pudesses reaver para sempre.
6 Agora, não já como escravo, mas muito mais do que escravo, como irmão caríssimo, meu e sobretudo teu, tanto por interesses temporais como no Senhor.
17 Portanto, se me tens por amigo, recebe-o como a mim.
18 Se ele te causou qualquer prejuízo ou está a dever alguma coisa, lança isso na minha conta.
19 Eu, Paulo, escrevo com o meu próprio punho: Eu pagarei. Para não te dizer que tu mesmo te deves inteiramente a mim!
20 Sim, irmão, quisera eu receber de ti esta alegria no Senhor! Dá esta alegria ao meu coração, em Cristo!
21 Eu escrevi-te, certo de que me atenderás e sabendo que farás ainda mais do que estou pedindo.
Frase para recordar:
Torno a enviá-lo para junto de ti, e é como se fora o meu próprio coração.
30 de Dezembro

CONCLUSÃO DA EPÍSTOLA A FILÉMON (Fil. 1, 22-25)
Paulo termina a brevíssima carta a Filémon, anunciando a sua própria visita (um motivo a mais para ser atendido) e enumerando cinco nomes que também constam da Epístola aos Colossenses.
22 Ao mesmo tempo, prepara-me pousada, porque espero, pelas vossas orações, ser-vos restituído em breve.
23 Enviam-te saudações Epafras, e meu companheiro de prisão em Cristo Jesus,
24 assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores.
25 A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito!
31 de Dezembro
(Disse de Paulo - S. João Crisóstomo)
O CORAÇÃO DE PAULO
Nenhum texto melhor para encerrar
UM ANO COM SÃO PAULO
que este belíssimo texto de São João Crisóstomo sobre o coração de Paulo:
Não nos enganávamos se disséssemos que o coração de Paulo foi o coração do mundo inteiro (...). Era este coração bastante largo para que nele coubessem cidades inteiras, povos e nações.
Dilatou-se o meu coração.
E, contudo, este tão dilatado coração muitas vezes se estreitou contraído pelo amor mesmo que o dilatava.
Com grande aflição e coração apertado vos escrevo.
Queria eu ver desfeito em pó este coração, ainda ardente por causa de cada um daqueles que tombam em perdição (...), este coração que via a Deus.
Os corações puros verão a Deus.
Este coração mais alto que os céus, maior que o mundo inteiro, mais brilhante que o sol, mais acendido que o fogo, mais duro que o diamante, derramando rios.
Rios de água viva manarão do seu seio.
Este coração que vivia da vida nova, não daquela vida que é a nossa:
Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.
O coração de Paulo era o coração de Cristo, mesa do Espírito Santo e livro da Graça; e este coração tremia pelo pecado dos outros:
Temo ter inutilmente sofrido por vós (...) e não encontrar à minha chegada tal como vos queria.
Este coração que era o seu, tanto no temor como na confiança:
Temo que tendo pregado aos outros, não seja eu rejeitado.
Este coração que mereceu amar a Cristo como ninguém O amou, que desprezou no fogo e a morte, este coração era - contudo - o coração quebrado pelas lágrimas vertidas por seus irmãos.
São João Crisóstomo

PRIMEIROS MÁRTIRES DE ROMA

Os Santos de hoje

Terça-feira 30 de Junho de 2009

Primeiros Mártires da Santa Igreja Romana, Santos Mártires, Junho 30 Mártires da perseguição de Nero após o incêndio de Roma

A celebração de hoje, introduzida pelo novo calendário romano universal, refere-se aos protomártires da Igreja de Roma, vítimas da perseguição de Nero depois do incêndio de Roma, que teve lugar em 19 de Julho do ano 64. ¿Porque Nero perseguiu aos cristãos? Nos diz Cornélio Tácito no livro XV dos Anais: “Como corriam vozes de que o incêndio de Roma havia sido doloso, Nero apresentou como culpáveis, castigando-os com penas excepcionais, aos que, odiados por suas abominações, o povo chamava cristãos”.

Nos tempos de Nero em Roma, junto à comunidade hebraica, vivia a pequena e pacífica dos cristãos. Deles, pouco conhecidos, circulavam vozes caluniosas. Sobre eles descarregou Nero, condenando-os a terríveis suplícios, as acusações que se lhe haviam feito a ele. Para além disso, as ideias que professavam os cristãos eram um aberto desafio aos deuses pagãos zelosos e vingativos... “Os pagãosrecordará mais tarde Tertulianoatribuem aos cristãos qualquer calamidade pública, qualquer flagelo. Se as águas do Tíber transbordam e inundam a cidade, se pelo contrário o Nilo não se transborda nem inunda os campos, se há seca, carestía, peste, terramoto, a culpa é toda dos cristãos, que desprezam os deuses, e por todas as partes se grita: ¡Os cristãos aos leões!”.

Nero teve a responsabilidade de haver iniciado a absurda hostilidade do povo romano, mais bem tolerante em matéria religiosa, respeito dos cristãos: a ferocidade com que castigou aos pressupostos incendiários não se justifica nem sequer pelo supremo interesse do império. Episódios horrendos como o das tochas humanas, cheias com breu e deixadas ardendo nos jardins da colina Oppio, ou como aquele de mulheres e crianças vestidos com peles de animais e deixados a mercê deas bestas ferozes no circo, foram tais que suscitaram um sentimento de compaixão e de horror no mesmo povo romano.

“Então —segue dizendo Tácitose manifestou um sentimento de piedade, ainda tratando-se de gente merecedora dos mais exemplares castigos, porque se via que eram eliminados não para o bem público, mas sim para satisfazer a crueldade de um indivíduo”, Nero.

A perseguição não terminou naquele fatal verão de 64, mas continuou até ao ano 67. Entre os mártires mais ilustres se encontram o príncipe dos apóstolos, crucificado no circo neroniano, onde hoje está a Basílica de São Pedro, e o apóstolo dos gentios, S. Paulo, decapitado nas “Acque Galvie” e enterrado na vía Ostiense. Depois da festa dos dois apóstolos, o novo calendário quer celebrar a memória dos numerosos mártires que não puderam ter um lugar especial na liturgia.

Adolfo de Osnabrück, Santo Bispo, Junho 30 Marcial de Limoges, Santo Bispo, Junho 30 Erentrude, Santa Abadessa, Junho 30 Genaro María Sarnelli, Beato Redentorista, Junho 30 Otón de Bamberg, Santo Bispo, Junho 30 Felipe Powell, Beato Sacerdote e Mártir, Junho 30 Basilio Velyckovskyj, Beato Bispo e Mártir, Junho 30

Nota: Esta rúbrica tem estado em stand bye nestes últimos dias, primeiro porque o computador avariou e tive que repor o sistema novamente; segundo as imagens dos santos não me tem sido possível transferi-las para aqui (não sei porquê!!!); em terceiro, a transcrição do texto das biografias não está a ser recolhido como anteriormente (também desconheço, o motivo...). Por isso a partir de hoje e enquanto não encontrar a solução para estas irregularidades vou apenas mencionar os nomes dos santos que vierem no Santoral do site: es.catholic.net/santoral ou noutros...

As minhas desculpas. António Fonseca