OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

Imagens e Frases de Natal Religioso

quarta-feira, 1 de julho de 2009

EDUARDO JOÃO MARIA POPPE

Beato Eduardo PoppeVigário (1890-1924)10 de Junho Eduardo João Maria Poppe, nasceu na cidade de Temsche, na Bélgica, no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois foi estudar no colégio dos Irmãos da Caridade, onde completou o ensino básico.Aos quinze anos entrou no seminário de São Nicolau, na diocese de Gand, destacando-se como exemplo de caridade e piedade. Foi durante o serviço militar, prestado em 1910, que Eduardo percebeu sua vocação religiosa.Aos vinte e dois anos ele ingressou no Seminário filosófico Leão XIII de Lovanio. Durante a Primeira Guerra Mundial foi convocado à servir as armas, servindo junto à Cruz Vermelha como enfermeiro, atendendo as ambulâncias que chegavam com os feridos.Em 1915 foi transferido para Gand e no ano seguinte era ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete, nesta diocese, iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à Eucaristia e à Virgem Maria.Preocupado em preparar as crianças para a Primeira Comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção Eucarística. Logo este trabalho tornou-se conhecido e instituído em outras paróquias da diocese. Assim, padre Eduardo elaborou e escreveu "O manual do catequista eucarístico", em 1917, idealizado segundo os decretos de Papa São Pio X. Mas não criou apenas o "manual", ele instituiu a "Liga da Comunhão freqüente", estendida aos operários também.O seu apostolado foi interrompido em 1918, quando foi nomeado diretor do convento das Irmãs de São Vicente de Paulo em Moerzeke-lez-Termonde. Alí continuou com sua preocupação em manter acesa a chama da fé cristã nos jovens catequistas, todos filhos de famílias socialistas e anticlericais. Por isto, publicou um semanário intitulado "Zonneland", que significa "País do Sol", direcionado à "Cruzada eucarística Pio X" de toda a Bélgica.Mais tarde os problemas de sua saúde se agravaram. Padre Eduardo convivia desde a infância com uma doença congênita no coração. Por este motivo foi obrigado a viver numa poltrona. E foi neste período que ele escreveu sua extensa e notável bibliografia catequética com ênfase na Eucaristia. Dela se destacaram as obras: "Direção espiritual dos jovens" de 1920; "Salvemos os operários" de 1923, "Apostolado eucarístico paroquial" de 1923, "O amigo dos jovens" e "O método educativo eucarístico", ambos de 1924. Inclusive outras publicadas depois de sua morte.Em 1921 o Cardeal o nomeou diretor espiritual do CIBI de Leopoldsburgo, reservado aos noviços que se destinavam ao serviço do altar, alí também seu ministério floresceu. Porém, aos trinta e quatro anos de idade, padre Eduardo Poppe morreu repentinamente, no dia 10 de junho de 1924, no convento de Moerzeke-lez-Termonde, durante o período das férias.A sua morte causou forte comoção popular e no meio do clero, sendo imediatamente venerado por sua santidade. Ele foi beatificado em 1999, pelo Papa João Paulo II, que o nomeou de o "Pedagogo da Eucaristia". Prof. Felipe Aquino www.catolicanet.com

LUÍS ALBERTO HURTADO CRUCHAGA

São Luis Alberto Hurtado Cruchaga, S.J. fundador do Lar de Cristo (1901-1952)
Pe. Alberto Hurtado, jesuíta chileno do século XX, viveu num mundo de crises, guerras, opressões. Viveu dramas familiares. Teve de trabalhar para estudar e não lhe foi fácil deixar a Mãe viúva amparada para entra no Noviciado da Companhia. Sua obra mais conhecida foi em favor dos sem-teto, dos moradores de rua. Para eles, com seus alunos e ex-alunos, com suas mãos e uma velha camioneta criou o "Hogar de Cristo", até hoje levado por leigos e leigas e que tem feito milagres no Chile. Acreditou na educação, na Universidade. Fundou "Mensaje", revista de cultura também política e social, que continua se publicando. Foi o toque de graça para o ingresso de muitos na vida consagrada religiosa e sacerdotal e na militância laica da Igreja. Morreu ainda jovem, sofrendo um doloroso câncer com admirável ânimo e paciência. Já declarado bem aventurado, agora tivemos a alegria do anúncio de sua próxima canonização. Santificou-o o Espírito de Jesus, que sua liberdade aceitou e agradeceu. A Igreja de Deus, que tanto amou, compreendeu e serviu, agora vai reconhecer, em testemunho ao mundo inteiro, a obra que o Senhor Jesus e ele fizeram em sua vida santa de cristão para valer. http://www.vilakostkaitaici.org.br/texto_estudos_hurtado.htm
HOMILIA DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
Praça de São Pedro
Dia Missionário Mundial
Domingo 23 de outubro de 2005
"Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração... Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22, 37.39). Foi este o programa de vida do santo Alberto Hurtado, que se quis identificar com o Senhor e amar os pobres com o seu amor. A formação que recebeu na Companhia de Jesus, consolidada pela oração e pela adoração da Eucaristia, levou-o a deixar-se conquistar por Cristo, sendo um verdadeiro contemplativo na acção. No amor e na entrega total à vontade de Deus encontrou a força para o apostolado. Fundou El Hogar de Cristo para os mais necessitados e para os sem-tecto, oferecendo-lhes um ambiente familiar cheio de calor humano. No seu ministério sacerdotal ele sobressaía pela sua sensibilidade e disponibilidade para com o próximo, sendo uma imagem viva do mestre "manso e humilde de coração". No final dos seus dias, entre as grandes dores da enfermidade, ainda teve forças para repetir: "Estou contente, Senhor, estou contente", expressando assim a alegria com que sempre viveu.
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2005/documents/hf_ben-xvi_hom_20051023_canonizations_po.html
VOCÊS SÃO A LUZ DO MUNDO Extraído de um discurso para jovens em 1940. Alberto Hurtado S.J.Tradução: R. Paiva, SJ
Queridos amigos. A impressionante cerimônia que se realiza esta noite, tem um profundo significado. No alto de um morro, sob o olhar de nosso Pai e Deus, protegidos pelo manto maternal de Maria, que levanta suas mãos, intercedendo por nós, reúne-se, unida pelo mesmo entusiasmo, uma juventude ardorosa, que leva tochas acesas, com o coração cheio de fogo e amor, enquanto lá em baixo a grande cidade jaz no silêncio opressivo da noite. Esta cena lembra outra, acontecida há quase dois mil anos, também sobre um monte, ao cair a escuridão da noite. Lá no alto, Jesus e seus apóstolos, cercados de grande multidão e, lá em baixo, regiões inteiras mergulhadas nas trevas da obscura noite do espírito. E Jesus, profundamente tocado pelo pavoroso espetáculo de tanta gente sem luz, diz aos seus apóstolos: "Sejam vocês a luz do mundo! Vocês ficam encarregados de iluminar a noite das almas, de uni-las, de dar calor, e fazer deste calor vida, vida nova, vida pura, vida eterna". Também nesta hora, amigos muito queridos, Jesus lhes mostra esta cidade a seus pés, e, como naquele tempo, se compadece. Enquanto vocês, muitos - muitos, mas, ao mesmo tempo, demasiado poucos - marcaram um encontro de amor aqui no alto, quantos, quantos, neste mesmo momento, sujam suas almas, crucificam de novo Cristo em seus corações em lugares de prazer, transbordantes de uma juventude decrépita, sem ideais, sem entusiasmo, ansiosa apenas por gozos, ainda que à custa da morte de suas almas. Quantos estão atirando fora em espetáculos, sem nenhum pesar, quantias que não têm para aliviar as misérias dos pobres? Quantos estão perdendo altas cifras no jogo dos cassinos, nos bares, nas casas de prostituição? E quanto choro, quanta miséria nestas mesmas horas nesta cidade lá em baixo, nas mesmas horas em que vocês, aqui, professam sua fé em Cristo. Ali, a nossos pés, jaz uma enorme multidão que não conhece a Cristo, que foi educada, anos e anos, sem ouvir o nome de Deus, nem o santo Nome de Jesus. Não duvido, por isso, que se Cristo descesse neste morro de São Cristóvão, nesta noite tensa de emoção, ele lhes repetiria, olhando a cidade escura: "Tenho pena dela". E, virando-se para vocês, lhes diria com ternura infinita: "Vocês são a luz do mundo. Vocês são os que vão iluminar as trevas. Querem colaborar comigo? Querem ser meus apóstolos?" Este é o chamado ardoroso que o Mestre dirige aos jovens de hoje. Ah! Se tomassem a decisão! Ainda que fossem poucos! Um pequeno número de operários inteligentes e decididos poderia influir na salvação de nosso país. Mas como é difícil, em alguns lugares, encontrar ainda que seja um pequeno número? Os outros se deixam ficar nos seus prazeres, em seus negócios. Mudar de vida, consagrá-la ao trabalho de salvação de todos, nem se pode, nem se quer. Mas vocês, meus queridos jovens, responderam a Cristo que querem ser estes escolhidos. Querem ser apóstolos. Ser apóstolos não significa levar uma insígnia, nem um símbolo na jaqueta, nem mesmo falar a verdade. Significa viver a verdade, encarnar-se nela, converter-se - se podemos falar assim - em Cristo. Ser apóstolo não é levar uma tocha na mão, possuir a luz, mas ser a luz. Ser embaixador da luz nestas profundezas - como disse Paul Claudel numa de suas cartas - iluminando como Cristo, que é a Luz que ilumina todo aquele que vem a este mundo. O Evangelho não é tanto a doutrina de Cristo como a manifestação da doutrina de Cristo. Mais do que uma aula, é um exemplo. A mensagem convertida em vida vivente: "O que foi desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos e contemplamos com nossos olhos, o que tocamos com nossas mãos, isto é o que lhes anunciamos: o Verbo, a mensagem divina se fez carne e se manifestou". (...) Ser apóstolo significa para vocês, jovens queridos, viver seu batismo, viver a vida divina, converter-se em Cristo, dar prosseguimento à sua obra, irradiar na própria vida a vida de Cristo. Esta idéia um jovem como vocês expressou numa bela oração: "Quero que, quando me vejam, Jesus, eles te reconheçam!" A um aprendiz, cristão, um padre perguntou: "Teus companheiros conhecem o Evangelho?" Respondeu: "Não, não conhecem". O capelão insistiu: "E a Jesus Cristo?". O rapaz respondeu: "Não, não conhecem". "E ao Papa?" "Também não". "E o bispo, o Pároco?" "Também não". "Pois bem, cabe a você que seus companheiros de trabalho conheçam estas pessoas. Que, vendo você, eles compreendam este cristianismo desconhecido. A você toca irradiar o Evangelho. Que eles vendo você, descubram Jesus". (...) Claudel nos pergunta: "Vocês, que viram a luz, o que fizeram da luz?" Uma vida integralmente cristã, queridos jovens, é a única maneira de irradiar Cristo, de ser como o Precursor, João Batista: "luz que brilha nas trevas". O cristianismo mais do que uma doutrina é uma vida, uma atitude total do ser humano. O cristianismo ou é uma vida inteira de doação, uma mudança total em Cristo, ou é uma ridícula paródia que move ao riso e ao desprezo. O cristianismo é a prolongação da obra de Cristo, crucificado por nosso amor. Portanto, não pode ser apóstolo o que, pelo menos em alguns momentos não esteja crucificado com Cristo. Nada farão os que tudo fazem consistir no apostolado, na ação, numa competição de palavras, de propaganda, encontros, manifestações grandiosas... Ficam bem atos como estes que comemoramos, mas eles não são a apoteose da obra, mas o começo, um momento de nos entusiasmarmos, de nos animarmos mutuamente para seguir Cristo, mesmo nas duras horas de sua Paixão, subindo com Ele à Cruz. Antes de Cristo enviar seus apóstolos à conquista do mundo, perguntou-lhes: "Vocês podem tomar parte nos meus sofrimentos?" Responderam: "Podemos!" Só depois desta resposta, Cristo lhes confiou a missão de salvar-nos. Antes de descer deste morro, queridos jovens, eu lhes pergunto em Nome de Cristo: Vocês podem beber do cálice das amarguras do apostolado? Podem acompanhar Jesus em suas dores; no cansaço de uma obra continuada com perseverança; num trabalho monótono e fatigante, sem brilho da conquista de uma pessoa e logo depois de outra; na tarefa sempre igual de pregar o Evangelho, de visitar os pobres, de ensinar catecismo a crianças não educadas, rudes, ingratas; de mover companheiros indiferentes, irônicos, mundanos, sem ver o resultado de tantos esforços? Podem? Se hesitam, se não se sentem com ânimo para não ser da massa, desta massa sem forma, medíocre; se, como aquele rapaz do Evangelho, sentem tristeza diante dos sofrimentos que Cristo lhes pede, então renunciem ao belo título de colaboradores, de amigos de Cristo. Porém se, com valentia, decidem levantar o templo da cristandade, a dar vigor ao Corpo Místico de Cristo (a Igreja de Deus), é necessário que entreguem mais abundantemente que puderem o tributo dos sacrifícios generosos e que se decidam a ter sempre um "sim" para aquilo que o Cristo lhes pedir. Senhor, se desta multidão que se reúne a teus pés, surgisse em alguns a chama de um desejo generoso e alguns deles dissessem com verdade: "Senhor, toma e recebe toda a minha liberdade, minha memória, meu entendimento, toda a minha vontade, tudo o que tenho e possuo e sou, tudo entrego inteiramente a ti, para trabalhar por ti, para irradiar tua vida, contente de não ter outra recompensa que te servir e consumir-me como estas tochas que se vão apagando em nossas mãos", então se renovariam as maravilhas que agora mesmo realiza Cristo por meio destes jovens de coração ardente, se se decidissem a revestir-se de Cristo, a sacrificar-se por Cristo para, em seguida, irradiar Cristo, o Homem Eterno, o ideal mais puro e mais belo da vida.
Recolha e transcrição de
António Fonseca

CARLOS DE FOUCAULD

Carlos de Foucauld (1858-1916)
Presbítero, viveu no deserto norte-africano no meio dos Tuareg. Com a sua fervorosa e generosa fé, o ardente amor por Jesus Eucaristia, o respeito pelos homens, a predilecção pelos mais pobres, nos quais sabia descobrir o reflexo do rosto do Filho do Homem, ele nunca deixou de atrair, até depois da sua morte, um número cada vez maior de almas para o mistério de Nazaré. Nasceu em Estrasburgo (França), no dia 15 de Setembro de 1858. Ao ficar órfão com 6 anos cresceu, com a irmã Marie, sob os cuidados do avô. A formação cristã recebida na infância permitiu-lhe fazer uma sentida Primeira Comunhão em 1870. Na adolescência distanciou-se da fé. Conhecido como amante do prazer e da vida fácil, revelou, não obstante tudo, uma vontade forte e constante nos momentos difíceis. Empreendeu uma viagem de exploração em Marrocos (1883-1884). O testemunho da fé dos muçulmanos despertou nele um interrogativo: Mas Deus, existe? "Meu Deus, se existis, fazei que vos conheça". Ao regressar à França, surpreendido pelo discreto e carinhoso acolhimento da sua família, profundamente cristã, inicia a estudar e pede a um sacerdote para o instruir. Guiado pelo Pe. Huvelin, encontrou Deus no mês de Outubro de 1886. Tinha 28 anos. "Quando acreditei que existia um Deus, compreendi que não podia fazer outra coisa senão viver somente para Ele". Uma peregrinação na Terra Santa revelou-lhe a sua vocação: seguir e imitar Jesus na vida de Nazaré. Viveu 7 anos na Cartuxa, primeiro em Nossa Senhora das Neves, depois em Akbés na Síria. Em seguida, viveu sozinho, na oração, na adoração, numa grande pobreza, junto das Clarissas de Nazaré. Foi ordenado sacerdote com 43 anos (1901), na Diocese de Viviers. Depois, transferiu-se para o deserto argelino do Sahara, inicialmente em Beni Abbès, pobre entre os mais pobres, depois mais ao Sul em Tamanrasset com os Tuaregs do Hoggar. Viveu uma vida de oração, meditando continuamente as Sagradas Escrituras, e de adoração, no desejo incessante de ser, para cada pessoa o "irmão universal", imagem viva do Amor de Jesus. "Gostaria de ser bom para que se pudesse dizer: Se assim é o servo como será o Mestre?". Quis "gritar o Evangelho com a sua vida". Na noite de 1 de Dezembro de 1916 foi assassinado por um bando de ladrões de passagem. O seu sonho foi sempre compartilhar a sua vocação com os outros: após ter escrito diversas regras de vida religiosa, pensou que esta "Vida de Nazaré" pode ser vivida por todos e em toda parte. Hoje a "família espiritual de Carlos de Foucauld" inclui diversas associações de fiéis, comunidades religiosas e institutos seculares de leigos ou sacerdotes dispersos no mundo inteiro. Dom Antoine Marie osb, abbé http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20051113_de-foucauld_po.html

CIRÍACO ELIAS CHAVARA

Beato Ciríaco Elias Chavara ou Kuriakose Elias Chavara Vigário-Geral - Co-fundador da Ordem Carmelita de Maria Imaculada (Kainakary, Kerala, Índia), 10 de fevereiro de 1805Koonammavu, 3 de janeiro de 1871)
Ciríaco Elias Chavara, nasceu em 10 de fevereiro de 1805. Filho de Pais piedosos, foi levado à igreja Sírio-Malabar, em Kainakary (Índia), tendo sido batizado no oitavo dia após seu nascimento, conforme o costume local. Entre os cinco e dez anos de idade, freqüentou a escola do vilarejo (Kalari), onde foi educado e submetido aos estudos das línguas e diferentes dialetos, bem como às ciências elementares. Seu orientador era um professor hindu, de nome Asan. Inspirado pelo desejo ardente de tornar-se um sacerdote, ingressou nos primeiros estudos sob a orientação do pároco da igreja de São José. No ano de 1818, quando tinha 13 anos de idade, o menino Ciríaco ingressou no seminário de Pallipuran, e teve como reitor Tomás Palackal. Sua ordenação sacerdotal deu-se em 29 de novembro de 1829, quando tinha 24 anos de idade, tendo celebrado sua primeira missa na igreja de Chennankari. Logo após sua ordenação, foi-lhe, primeiramente, destinado o ministério pastoral. Entretanto, assim que pôde, retornou ao seminário de origem para pregar e também assumiu as funções de substituir o reitor Tomás Palackal, quando de sua ausência. Desta forma, juntou-se a Tomás Palackal e Tomás Porukara, que estavam planejando a formação de uma congregação religiosa. Em 1830 recebeu a missão de ir para Mannanam, a fim de construir a primeira casa da congregação, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 11 de maio de 1831. Com a morte de ambos os idealizadores da congregação, Ciríaco assumiu com empenho resoluto a liderança para o seu estabelecimento. No dia 8 de dezembro de 1855, festa da Imaculada Conceição, fez a profissão religiosa junto com outros dez companheiros. Estava assim, consolidada, a Ordem Carmelita de Maria Imaculada. Permaneceu como prior-geral de todos os monsteiros da Congregação no período compreendido entre 1856 até sua morte, em 1871. Colaborou também na fundação do Instituto das Irmãs da Mãe do Carmelo, em 1866. Combateu heroicamente a igreja de Kerala de um grande cisma que atingiu a Igreja local no ano de 1861. Com a supressão das sedes de Cranganor e Cochin, por decisão do Papa Gregório XVI muitos anos antes (1838), todos os católicos malabares passaram a ser subordinados da Sede de Verapoli. Durante este período, cismáticos que defendiam a manutenção de ritos indianos/orientais nas cerimônias da Igreja, tiveram de suportar contrariados às ordens de uma autoridade de rito latino e acabaram tentando estabelecer um prelado próprio por intercessão do patriarca caldeu José Audo VI. Este mandou-lhe, em 1861, um bispo caldeu de nome Tomás Rokos que, sem autoridade eclesiástica reconhecida por Roma, tentou inutilmente impôr liderança e autoridade sob a comunidade católica local. Pela resistência que encontrou, principalmente pela atuação brilhante de Ciríaco, que manteve e difundiu fidelidade à Roma, a autoridade de Tomás Rokos não foi reconhecida, tendo de retornar para seu local de origem. Em decorrência dos fatos, Ciríaco Elias Chavara foi nomeado como Vigário-Geral da Igreja Sírio-Malabar pelo Arcebispo de Verapolly a partir de 1861. Por isto, desde aquele tempo até hoje, é reconhecido pela comunidade católica e pelos mais altos dignitários da Igreja como defensor da Igreja de Cristo, pela sua incansável e árdua luta pelo respeito e fidelidade à Roma, especialmente sua histórica liderança, rápida e eficaz no combate à infiltração cismática de Tomás Rokos. O cisma, embora não tenha prevalecido, deixou rastros de malignas divisões, que persistem até hoje na região. Isto porque, três anos após a morte do Beato Ciríaco (1874), um bispo, de nome Mar Elias Mellus, recusando-se a obedecer às ordens de Roma, formou uma comunidade independente, denominados "melusinos", cujos seguidores totalizam cerca de 5 mil nos dias de hoje. Se a igreja católica possui base em grande parte daquelas comunidades, deve-se isto ao no grande Beato. Não fosse seu empenho e o apoio de católicos iluminados por Deus, certamente o catolicismo estaria hoje extinto na região. Após contrair doença de curta duração, porém, extremamente dolorosa, Ciríaco Elias Chavara entregou santamente sua alma a Deus, como mencionamos, no ano de 1871 (com 66 anos), na cidade de Koonammavu, próximo de Kochi, preservado de sua inocência batismal. Foi sepultado na na Igreja do Bom Pastor de Kattayam. O Papa João Paulo II beatificou-o no dia 8 de fevereiro de 1986. A sua memória litúrgica é celebrada no dia 3 de janeiro
Oração Deus, nosso Pai, suscitastes o Beato Ciríaco Elias Chavara, vosso presbítero, para consolidar a unidade da Igreja, concedei-nos, por sua intercessão, que, iluminados pelo Espírito Santo, possamos discernir sabiamente os sinais dos tempos e difundir, por palavras e obras, o anúncio do Evangelho entre os homens. Por N.S.J.C. na unidade do Espírito Santo. Amém. Cf. http://www.paginaoriente.com/santos/crcec.htm
Recolha e transcrição de
António Fonseca

ANNUS SACERDOTALIS

http://annussacerdotalis.org O Santo Cura d‘Ars A vida de santos sacerdotes A doutrina dos Padres da Igreja Magistério e ensinamentos Oração pelos sacerdotes Mensagens do Cardeal Prefeito Reflexões do Arcebispo Secretário Servicos Por Email Italiano English Deutsch Français Español Português Logo >> Banners >> News Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal Amados irmãos no sacerdócio, Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal» por ocasião do 150.º aniversário do « dies natalis » de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo. [1] Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemun continua» Boletim Santa Indulgência URBIS ET ORBIS DECRETO Exercícios especiais de piedade, realizados no Ano Sacerdotal prom continua» Discurso do Papa Bento XVI durante a audiência concedida à Congregação para o Clero continua» Arquivo de Notícias Pensamentos diários Dado que tem em Cristo a sua raiz Dado que tem em Cristo a sua raiz, o sacerdócio é, por sua natureza, na Igreja e para a Igreja. ... Do mesmo modo, a obediência a Cristo, que corrige a desobediência de Adão, concretiza-se na obediência eclesial, que é, para o sacerdote, na prática quotidiana, antes de tudo obediência ao seu Bispo. Mas na Igreja a obediência não é algo de formal; é obediência àquele que por sua vez é obediente e personifica Cristo obediente. Tudo isto não vanifica nem atenua as exigências concretas da obediência, mas garante a sua profundidade teologal e o seu alcance católico: no Bispo obedecemos a Cristo e à Igreja inteira, que ele representa neste lugar.Bento XVI archivio Multimedia
NOTA:
Este é o conteúdo da 1ª página de http://annussacerdotalis.org, por onde estou a recolher as diversas notícias referentes ao Ano Sacerdotal,, que obtive através do site www.diocese-porto.pt, onde igualmente poderão ser consultadas por quem o desejar, bastando para isso, clicar nos locais pretendidos.
Independentemente disso, eu vou continuar a publicar aqui algumas informações que considerar úteis.
António Fonseca