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quarta-feira, 22 de julho de 2009

ANO SACERDOTAL

Caros Amigos: Volto a debruçar-me sobre o Ano Sacerdotal, conforme o compromisso que fiz a mim mesmo, e publicar de vez em quando algo sobre esta comemoração e por isso, dado que continuo com problemas de paginação destas mensagens (não sei se o problema é meu, se é do blogue, o certo é que não consigo redimensionar os textos, nem sequer salientar a negrito ou a itálico) optei por transcrever apenas o título da mensagem e poderão clicar no Download para ver o resto da mensagem. Hoje vou iniciar a transcrição de:
A DOUTRINA DOS PADRES DA IGREJA
A doutrina dos Padres da Igreja Sacerdotes como os nossos pais
Os Padres da Igreja, mestres da formação sacerdotal Sumário Indicações Metodológicas Tradição Antiochene Tradição de Alexandria Sumário de Perspectivas
Indicações Metodológicas 1. Introdução ao tema, tendo como referência a Pastores dabo vobis (=PDV) No que diz respeito à formação sacerdotal, a referência às origens da Igreja não apenas é útil, mas até “obrigatória”. Por sua proximidade cronológica em relação a Cristo e aos apóstolos, a Igreja das origens é testemunha privilegiada do relacionamento de formação que Jesus estabeleceu com seus discípulos, relacionamento a que a Igreja sempre deverá voltar para captar o verdadeiro significado da formação presbiteral[1]. A referência aos Padres da Igreja como mestres de formação sacerdotal atravessa implicitamente as muitas páginas da Exortação Apostólica Sobre a formação dos sacerdotes nas circunstâncias atuais (PDV), e está presente nesse documento também de modo explícito, sobretudo nas citações de Santo Agostinho (onze) e de outros Padres (como Cipriano e Beda). Além disso, ao falar da formação teológica do presbítero, a Exortação afirma que o estudo da Palavra de Deus, “alma de toda a teologia”, deve ser guiado pela leitura dos Padres da Igreja e dos pronunciamentos do Magistério[2]. Texto completo - Download

http://www.annussacerdotalis.org/
Seguir-se-ão os restantes capítulos, logo que o possa fazer.
Conforme já comuniquei há dias, existe qualquer problema no meu computador, que não me permite nestas mensagens, dimensionar o tamanho das letras e ainda não o consegui descobrir, por isso o texto torna-se um bocado extenso. Pelo facto as minhas desculpas.
Recolha e transcrição de
António Fonseca

MARIA MAGADALENA, Santa (e outros) - 22 JULHO

Discípula do Senhor, 22 de Julho
Discípula do Senhor - Martirológio Romano: Memória de santa María Magdalena, que, libertada pelo Senhor de sete demónios e convertida em sua discípula, o seguiu até ao monte Calvário e mereceu ser a primeira que viu ao Senhor ressuscitado na manhã de Páscoa e a que o comunicou aos demais discípulos (s. I).
Hoje celebramos a Santa María Magdalena, devemos referir-nos a três personagens bíblicos, que alguns identificam numa só pessoa: María Magdalena, María a irmã de Lázaro e Marta, e a pecadora anónima que unge os pés de Jesús. Três personagens para uma história.
María Magdalena, assim, com seu nome completo, aparece em várias cenas evangélicas. Ocupa o primeiro lugar entre as mulheres que acompanham a Jesús (Mt 27, 56; Mc 15, 47; Lc 8, 2); está presente durante a Paixão (Mc 15, 40) e ao pé da cruz com a Mãe de Jesús (Jn 19, 25); observa como sepultam ao Senhor (Mc 15, 47); chega antes de Pedro e de João ao sepulcro, na manhã de Páscoa (Jn 20, 1-2); é a primeira a quem aparece Jesús ressuscitado (Mt 28, 1-10; Mc 16, 9; Jn 20, 14), ainda que não o reconheça e o confunde com o hortelão (Jn 20, 15); é enviada a ser apóstola dos apóstolos (Jn 20, 18).
Tanto Marcos como Lucas nos informam que Jesús havia expulsado dela «sete demónios». (Lc 8, 2; Mc 16, 9).
María de Betânia é a irmã de Marta e de Lázaro; aparece no episódio da ressurreição de seu irmão (Jn 11); derrama perfume sobre o Senhor e lhe seca os pés com seus cabelos (Jn 11, 1; 12, 3); escuta o Senhor sentada a seus pés e leva «a melhor parte» (Lc 10, 38-42) enquanto sua irmã trabalha. Finalmente, há uma terceira personagem, a pecadora anónima que unge os pés de Jesús (Lc 7, 36-50) em casa de Simão o Fariseu.
Duas em uma, três em uma
Não era difícil, lendo todos estes fragmentos, estabelecer uma relação entre a unção da pecadora e a de María de Betania, quer dizer, supor que se trata de uma mesma unção (ainda que as circunstâncias seja, diferentes), e portanto de uma mesma pessoa. Por outro lado, os «sete demónios» de Magdalena podíam significar um grave pecado delque Jesús a havería libertado. Não há que esquecer que Lucas apresenta a María Magdalena (Lc 8, 1-2) a renglón seguido do relato da pecadora arrependida e perdoada (Lc 7, 36-50). São João, ao apresentar aos três irmãos de Betania (Marta, María e Lázaro), disse que «María era a que ungiu o Senhor com perfumes e lhe secou os pés com seus cabelos».
O leitor atento pensa: "Conheço a esta personagem: é la pecadora de Lucas 7". Além disso, no mesmo evangelho de Lucas, imediatamente depois do episódio da unção, se nos apresenta María Magdalena, de que haviam saído «sete demónios».
O leitor ratifica sua impressão: "María Magdalena é a pecadora que ungiu a Jesús". E por último, no mesmo evangelho de São Lucas, poucos capítulos depois (Lc 10), María, irmã de Marta, aparece escutando ao Senhor sentada a seus pés.
O leitor conclui: "María Magdalena e esta María são uma mesma pessoa, a pecadora penitente e perdoada, que João também menciona por seu nome aclarando-nos que vivía em Betânia".
Mas esta conclusão não é necesária porque: não há porque relacionar a João com Lucas; os relatos diferem em vários detalhes. Assim, por exemplo, a unção, segundo Lucas, tem lugar em casa de Simão o Fariseu; seu relato faz explícita referência aos pecados da mulher que unge a Jesús. Mas Mateus, Marcos e João, por seu lado, falam da unção em Betânia em casa de um tal Simão (João não aclara o nome do dono de casa, só assinala que Marta servía e que Lázaro estava presente), e mencionam o gesto hipócrita de Judas em relação com o preço do perfume, sem sugerir que a mulher fosse uma pecadora. Só João nos oferece o nome da mulher, que os demais não mencionam. Os «sete demónios» não significam um grande número de pecados, mas -como o aclara ali mesmo Lucas- «espíritos malignos e doenças»; este significado é mais c0nsentâneo com o uso habitual nos evangelhos.
Duas teorías
Os argumentos a favor da identificação dos três personagens, como vemos, são débeis. Sem embargo, tal identificação conta a seu favor com uma longa tradição, como se mencionou. Há que dizer também que os argumentos a favor da distinción entre as três mulheres tampouco são totalmente concludentes. Quer dizer que ambas as teorías contam com razões a favor e contra, e de facto, ao longo da história, ambas as interpretações têm sido sustentadas pelos exégetas: assim, por exemplo, os latinos estiveram sempre mais de acordo em identificar as três mulheres, e os gregos em distingui-las.
Uma resposta "oficial"
Apesar de que ambas as posturas contam com argumentos, hoje em día a Igreja Católica se inclina claramente pela distinção entre as três mulheres. Concretamente, nos textos litúrgicos, já não se faz nenhuma referência -como ocorria antes do Concilio- aos pecados de María Magdalena ou à sua condição de "penitente", nem às demais características que lhe provinham de ser também María de Betania, irmã de Lázaro e de Marta. Com efeito, a Igreja considerou oportuno ater-se só aos dados seguros que oferece o evangelho. Por isso, actualmente se considera que a identificação entre Magdalena, a pecadora e María é mais uma confusão "sem nenhum fundamento", como diz a nota ao pé em Lc 7, 37 de "o Livro do Povo de Deus". Não há dúvidas de que a Igreja, através de sua Liturgia, há optado pela distinção entre a Magdalena, María de Betania e a pecadora, de modo que hoje podemos assegurar que María Magdalena, pelo que nos conta a Escritura e pelo que nos afirma a Liturgia, não foi "pecadora pública", "adúltera" nem "prostituta", mas só seguidora de Cristo, de cujo amor ardente foi contagiada, para anunciar o gozo pascal aos mesmos Apóstolos.
A liturgia de sua festa
Os textos bíblicos que se proclamam em sua Memòria (que se celebra em 22 de Julho) falam da busca do «amado de minha alma» (Cant 3, 1-4a) ou da morte e ressurreição de Jesús como mistério de amor que nos apremia a viver para «Aquele que morreu e ressuscitou» por nós(2 Cor 5, 14-17). O evangelho que se proclama na Missa é Jn 20, 1-2.11-18, quer dizer, o relato pascal em que Magdalena aparece como primeira testemunha da Ressurreição de Jesús, e o proclama «¡Mestre!» e vai anunciar a todos que há visto o Senhor. Como se vê, nenhuma alusão a seus pecados nem a sua suposta identificação com María de Betania. Só sobrevem desta suposta identificação o facto de que a Memória litúrgica de Santa Marta se celebra justamente na Oitava de Santa Magdalena, quer dizer, uma semana depois, em 29 de Julho. Santa María de Betania ainda não tem festa própria no Calendario Litúrgico oficial.
Os textos eucológicos da Missa da Memória de Santa María Magdalena nos dizem, por sua parte, que a ela o Filho de Deus lhe «confiou, antes que a ninguém... a missão de anunciar aos seus a alegría pascal» (Oração Colecta). Magdalena é aquela «cuja oferenda de amor aceitou com tanta misericórdia teu Filho Jesus Cristo» (Oração sobre as Oferendas) e é modelo de «aquele amor que [a] impulsionou a entregar-se por sempre a Cristo» (Oração Pós Comunhão). Na Liturgia das Horas ocorre outro tanto, já que os novos hinos compostos depois da reforma litúrgica (Aurora surgit lúcida para Laudes y Mágdalæ sidus para Vísperas) fazem fincapé nos mesmos aspectos: María Magdalena como testemunha privilegiada da Resurreição, primeira em anunciar a Cristo ressuscitado, e fiel e intrépida seguidora de seu Mestre. Algo similar se verifica nos demais elementos do Oficio Divino, nos que -novamente- não há alusão nenhuma aos supostos pecados da Magdalena nem a sua condição de irmã de Marta e Lázaro. Como claro contraste, cabe assinalar que na liturgia prévia ao Concílio, a Memória de 22 de Julho se chamava «Santa María Magdalena, penitente», e abundavam as referências a seu pecado perdoado por Jesús e a sua condição de irmã de Lázaro. O evangelho que se proclamava era justamente Lc 7, 36-50, quer dizer, a unção de Jesús a cargo de «uma mulher pecadora que havia na cidade»: "in civitate peccatrix".
Finalmente, mencionemos que o culto a Santa María Magdalena é muito antigo, já que a Igreja sempre venerou de modo especial os personagens evangélicos mais perto de Jesús. A data de 22 de Julho como sua festa já existía antes do século X no Oriente, mas no Ocidente seu culto não se difundiu até ao século XII, reunindo numa só pessoa as três mulheres que os Orientais consideravam distintas e veneravam em diversas datas. A partir da Contra-reforma, o culto a María Magdalena, "pecadora perdoada", adquire ainda mais força.
A lenda oriental assinala que depois da Ascensão haveria vivido em Éfeso, com María e São João; ali teria morrido e suas reliquias haviam sido trasladadas a Constantinopla em fins do século IX e depositadas no mosteiro de São Lázaro.
Outra tradição -que prevalece no Ocidente- conta que os três "irmãos" (Marta, María "Magdalena" e Lázaro) viajaron a Marselha (num barco sem velas e sem timão). Ali, na Provenza, os três converteram a uma multidão; logo Magdalena se retirou por trinta anos a uma gruta (do "Santo Bálsamo") a facer penitência. Magdalena morre em Aix-en-Provence, onde os anjos a havíam levado para sua última comunhão, que é da São Máximo. Diversos avatares sofrem suas reliquias e seu sepulcro ao longo dos siglos. Estas lendas, naturalmente, não têm nenhum fundamento histórico e, como outras tantas, foram forjadas na Idade Média para explicar e autentificar a presença, numa igreja do lugar, das supostas reliquias de Magdalena, meta de inumeráveis peregrinções.
Finalmente, cabe consignar que o apelativo "Magdalena" significa "de Magdala", cidade que foi identificada com a actual Taricheai, ao norte de Tiberíades, junto ao lago de Galileia.
Oração
María Magdalena, te peço me ajudes a reconhecer a Cristo em minha vida evitando as ocasiões de pecado. Ajuda-me a conseguir uma verdadeira conversão de coração para que possa demonstrar com obras, meu amor a Deus. Amén.
Mártir, 22 de Julho
Etimologicamente significa “amante dos cavalos”. Vem da língua grega.
O encontro assíduo com Deus relança ao crente a aventuras insuspeitas.
O jovem Felipe cresceu feliz no seio de uma família do País de Gales. Estudió no colégio dos jesuitas. Como sua vocação a viu clara na sua adolescência, pediu para entrar na Companhia de Jesús. Seu trabalho de sacerdote consistiu na pregação missionária por todo o País de Gales Meridional.
Sua fama se estendeu em seguida por todo o pequeno país. Os próprios inimigos faziam vista grossa quando aparecía na igreja pregando o Evangelho com muita força e convicção. Havia um senhor chamado Oates que desencandeou uma perseguição contra os católicos. A situação deste jovem sacerdote era muito embaraçosa para ele e para seus muitos seguidores. Lhe disseram muitas vezes que fosse para outro lado, para outra região. Ele respondía sempre com valentía que nunca abandonaría a seus fieis, ainda que o matassem. Um amigo o atraiçoou. Então as autoridades apanharam-no e encerraram numa cadeia do castelo de Cardiff, capital do País de Gales.
¿Que fazer?
Lhe propuseram que prestasse juramento de fidelidade e supremacía ao rei, e se vería livre. Por suposto, não aceitou alegando que sua única fidelidade era ao Papa. O submeteram a um processo tonto e amanhado. Estando no cárcere, alegrava a todos com seu canto e sua harpa. E em tal día como hoje (22 de Julho) do ano 1679 morreu mártir por defender sua fé auténtica. ¡Felicidades a quem tenha este nome!
Recolha, transcrição e tradução (incompleta)
António Fonseca