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sábado, 25 de julho de 2009

JOAQUIM, ANA, Santos (e outros) – 26 JULHO

Joaquín y Ana, Santos

Joaquim e Ana, Santos

Avós de Jesus Julho 26

Uma antiga tradição, datada já no século II, atribui os nomes de Joaquim e Ana aos pais de Virgem Maria. O culto aparece para Santa Ana já no século VI e para São Joaquim um pouco mais tarde. A devoção aos avós de Jesus é um prolongamento natural ao carinho e veneração que os cristãos demonstraram sempre à Mãe de Deus. A antífona da missa de hoje diz: "Louvemos a Joaquim e Ana por sua filha; nela lhes deu o Senhor a bênção de todos os povos". A mãe de nossa Senhora, a Virgem Maria, nasceu em Belém. O culto de seus pais lhe está muito unido. O nome Ana significa "graça, amor, pregação". A Sagrada Escritura nada nos diz da santa. Tudo o que sabemos é legendário e se encontra no evangelho apócrifo de Santiago, segundo o qual aos vinte e quatro anos de idade se casou com um proprietário rural chamado Joaquim, galileu, da cidade de Nazaré. Seu nome significa "o homem a quem Deus levanta", e, segundo São Epifânio, "preparação do Senhor". Descendia da família real de David. Moravam em Nazaré e, segundo a tradição, dividiam suas rendas anuais, uma de cujas partes dedicavam aos gastos da família, outra ao templo e a terceira aos mais necessitados. Levavam já vinte anos de matrimónio e o filho tão ansiado não chegava. Os hebreus consideravam a esterilidade como algo opróbrio e um castigo do céu. Se os menosprezava e na rua se lhes negava a saudação. No templo, Joaquim ouvia murmurar sobre eles, como indignos de entrar na casa de Deus. Joaquim, muito dolorido, se retira ao deserto, para obter com penitências e orações a ansiada paternidade Ana intensificou seus rogos, implorando como outras vezes a graça de um filho. Recordou a outra Ana das Escrituras, cuja história se refere no livro dos Reis: havendo orado tanto ao Senhor, foi escutada, e assim chegou seu filho Samuel, que mais tarde seria um grande profeta. E assim também Joaquim e Ana viram premiada sua constante oração com o advento de uma filha singular, Maria. Esta menina, que havia sido concebida sem pecado original, estava destinada a ser a mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado. Desde os primeiros tempos da Igreja ambos foram honrados no Oriente; depois se lhes rendeu culto em toda a cristandade, onde se levantaram templos sob sua invocação. Ainda que o culto da mãe da santíssima Virgem Maria se havia difundido no Ocidente, especialmente desde o século XlI, sua festa começou a celebrar-se no século seguinte.

Mais sobre Santa Ana Mais sobre San Joaquín

San Joaquín y Santa Ana

São Joaquim e Santa Ana

São Joaquim -  Joaquim (Yahvé prepara) foi o pai da Virgem Maria, mãe de Deus. Segundo São Pedro Damião, deveríamos ter por curiosidade censurável e desnecessária o inquirir sobre questões que os evangelistas não tiveram a bem relatar, e, em particular, acerca dos pais da Virgem. Contudo, a tradição, baseando-se em testemunhos antiquíssimos e muito atempadamente, saudou aos santos esposos Joaquim e Ana como pai e mãe da Mãe de Deus. Certamente, esta tradição parece ter seu fundamento último no chamado Proto-evangelho de Santiago, no Evangelho da Natividade de Santa Maria e o Pseudomateo o Livro da Natividade de Santa Maria a Virgem e da infância do Salvador; este origem é normal que levantara suspeitas bastante fundadas. Não deveria olvidar-se, sem embargo, que o carácter apócrifo de tais escritos, quer dizer, a sua exclusão do Canon e sua falta de autenticidade não nos leva a prescindir totalmente de seus apontamentos. Com efeito, a  par de factos pouco fiáveis e legendários, estas obras contém dados históricos tomados de tradições ou documentos fidedignos; e ainda que não seja fácil separar o grão da palha, seria pouco prudente e acrítico recusar o conjunto indiscriminadamente. Alguns comentaristas, que opinam que a genealogia reportada por São Lucas é a da Virgem, acham a menção de Joaquim em Helí (Lucas, 3, 23; Eliachim, quer dizer, Jeho-achim), e explicam que José se havia convertido aos olhos da lei, fora de seu matrimónio, em filho de Joaquim. Que esse seja o propósito e a intenção do evangelista é mais que duvidoso, o mesmo que a identificação proposta entre os dois nomes Helí e Joaquim. Tampouco se pode afirmar com certeza, apesar da autoridade dos Bollandistas, que Joaquim fora filho de Helí e irmão de José; nem tampouco, como em ocasiões se diz a partir de fontes de muito duvidoso valor, que era proprietário de inumeráveis cabeças de gado e vastos rebanhos. Mais interessantes são as belas linhas nas que o Evangelho de Santiago descreve, como, na sua idade provecta, Joaquim e Ana acharam resposta a suas orações em favor de ter descendência. É tradição que os pais de Santa Maria, que aparentemente viveram primeiro na Galileia, se instalaram depois em Jerusalém; onde nasceu e cresceu Nossa Senhora; ali também morreram e foram enterrados. Uma igreja, conhecida em distintas épocas como Santa Maria, Santa Maria ubi nata est, Santa Maria in Probática, Sagrada Probática e Santa Ana foi edificada no século IV, possivelmente por Santa Helena, no lugar da casa de São Joaquim e Santa Ana, e seus túmulos foram ali veneradas até finais do século IX, em que foi convertida numa escola muçulmana. A cripta que continha em outro tempo as sagradas tumbas foi redescoberta em 1889. São Joaquim foi honrado muito cedo pelos gregos, que celebram sua festa no dia seguinte da  Natividade de Nossa Senhora. Os latinos tardaram em inclui-lo em seu calendário, onde lhe correspondeu umas vezes o 16 de Setembro e outras em 9 de Dezembro. Associado por Júlio II [o da capela Sixtina] a 20 de Março, a solenidade foi suprimida uns cinco anos depois, restaurada por Gregório XV (1622), fixada por Clemente XII (1738) no domingo posterior à Assunção, e foi finalmente Leão XIII [o da Rerum Novarum] que, em 1 de Agosto de 1879, dignificou a festa de estes esposos que se celebrou por separado até à última reforma litúrgica.

Santa Ana - Ana (do hebraico Hannah, graça) é o nome que a tradição assinalou para a mãe da Virgem. As fontes são as mesmas que no caso de São Joaquim. Ainda que a versão mais antiga de estas fontes apócrifas se remonta ao ano 150 d.C., dificilmente podemos admitir como fora de toda dúvida suas várias afirmações com fundamento só na sua autoridade. No Oriente, o Proto-evangelho gozou de grande autoridade e dele se liam passagens nas festas marianas entre os gregos, os coptas e os árabes. No Ocidente, sem embargo, como já te adiantei com São Joaquim, foi recusado pelos Padres da Igreja até que seu conteúdo foi incorporado por São Jacobo de Vorágine a sua Lenda Áurea no século XIII. A partir de então, a história de Santa Ana se divulgou no Ocidente e teve um considerável desenvolvimento, até que Santa Ana chegou a converter-se num dos santos mais populares também para os cristãos de rito latino. O Proto-evangelho reporta a seguinte relação: Em Nazaré vivia um casal rico e piedoso, Joaquim e Ana. Não tinham filhos. Quando em ocasião de certo dia festivo Joaquim se apresentou a oferecer um sacrifício no templo, foi atirado dele por um tal Ruben, porque os varões sem descendência eram indignos de ser admitidos. Joaquim então, transido de dor, não regressou a sua casa, mas se dirigiu às montanhas para manifestar seu sentimento a Deus em solidão. Também Ana, preocupada já um tanto com a prolongada ausência de seu marido, dirigiu lastimosas súplicas a Deus para que levantasse a maldição de esterilidade, prometendo dedicar o filho a seu serviço. Seus pedidos foram ouvidos; um anjo se apresentou ante Ana e lhe disse: "Ana, o Senhor viu tuas lágrimas; conceberás e darás a luz, e o fruto de teu seio será bendito por todo o mundo". O anjo fez a mesma promessa a Joaquim, que voltou para o lado de sua esposa. Ana deu à luz uma filha, a que chamou Miriam. Dado que esta narração parece reproduzir o relato bíblico da Conceição do profeta Samuel, cuja mãe também se chamava Hannah, a sombra da dúvida se projecta até no nome da mãe de Maria. O célebre Padre John de Eck de Ingolstadt, em um sermão dedicado a Santa Ana (pronunciado em Paris em 1579), aparenta conhecer até os nomes dos pais de Santa Ana. Os chama Estolano (Stollanus) e Emerência (Emerentia). Afirma que a santa nasceu depois de que Estolano e Emerência passaram vinte anos sem descendência; que São Joaquim morreu pouco depois da apresentação de Maria no templo; que Santa Ana casou depois com Cleofás, do qual teve a Maria de Cleofás; a mulher de Alfeu e mãe de os apóstolos Santiago o Menor, Simão e Judas Tadeu, assim como de José o Justo. Depois da morte de Cleofás, se disse que casou com Salomas, de quem trouxe ao mundo a Maria Salomé (a mulher de Zebedeu e mãe dos apóstolos João e Santiago o Maior). A mesma lenda espúria se acha nos textos de Gerson e nos de muitos outros. Ali surgiu no século XVI uma animada controvérsia sobre os matrimónios de Santa Ana, em que Barónio e Belarmino defenderam sua monogamia. No Oriente, o culto a Santa Ana se pode seguir a pista até ao século IV. Justiniano I fez com que se lhe dedicasse uma igreja. O Canon do oficio grego de Santa Ana foi composto por São Teófanes, mas partes ainda mais antigas do oficio são atribuídas a Anatólio de Bizâncio. Sua festa se celebra no Oriente em 25 de Julho, que poderia ser o dia da dedicação de sua primeira igreja em Constantinopla ou o aniversário da chegada de suas supostas relíquias a esta cidade (710). Aparece já no mais antigo documento litúrgico da Igreja Grega, o Calendário de Constantinopla (primeira metade do século VIII). Os gregos conservam uma festa comum de São Joaquim e Santa Ana em 9 de Setembro. Na Igreja Latina, Santa Ana não foi venerada, salvo, talvez, no sul de França, antes do século XIII. Sua imagem, pintada no século VIII e achada mais tarde na Igreja de Santa Maria a Antiga de Roma, acusa a influência bizantina. Sua festa, sob a influência da Lenda Áurea, se pode já rastrear (26 de Julho) no século XIII, em Douai. Foi introduzida em Inglaterra por Urbano VI em 21 de Novembro de 1378, e a partir de então se estendeu a toda a Igreja ocidental. Passou à Igreja Latina universal em 1584. Santa Ana é a padroeira de Bretanha. Sua imagem milagrosa (festa, 7 de Março) é venerada em Notre Dame d´Auray, na diocese de Vannes. Também no Canadá -onde é a padroeira principal da província de Québec- o santuário de Santa Ana de Beaupré é muito famoso. Santa Ana é padroeira das mulheres trabalhadoras; se a representa com a Virgem Maria em seu regaço, que também leva nos braços ao Menino Jesus. É além disso a padroeira dos mineiros, que comparam a Cristo com o ouro e com a prata a Maria.

Jesus Martí Ballester jmarti@ciberia.es

 

Tito Brandsma, Santo
Biografia, 26 de Julho

Etimologicamente significa “forte defensor”. Vem da língua latina. Se pode encontrar a Deus em todos partes, nos momentos e lugares mais insuspeitos. Também se pode na dor, a frialdade, o sofrimento. Deus não é o próprio gosto. Este carmelita nasceu em Bolsward (Holanda) em 1881 e morreu em Dachau, Alemanha, em 26 de Julho de 1942. Uma vez que terminou seus estudos secundários, ingressou nos carmelitas. Fez seus estudos de forma brilhante em Roma, doutorando-se em Filosofia e Teologia. Ordenado sacerdote em 1905, voltou a seu país para ser professor de institutos, do seminário da Ordem e na Universidade Católica de Nimega. Estudou a fundo a espiritualidade de santa Teresa de Ávila, viajou por Europa e América, estudou periodismo e os da profissão o nomearam seu consultor eclesiástico. E chegaram os nazis em 1933. Com sua chegada ao poder, começaram as perseguições contra os judeus teve uma saúde de ferro, sem embargo sua alma era forte. Um desses artigos o firmou ele. Foi o mais forte. Dizia:"O que se faz contra os judeus é um acto de vilania". Em Maio de 1940 Hitler invadiu Holanda. Em seguida quis tomar conta dos periódicos católicos. Os bispos disseram que não o permitiriam. Grande parte de este trabalho se deveu a Tito. Por isso a Gestapo o prendeu em Nimega. E desde esse instante foi de cárcere em cárcere até que se o levaram a Dachau. Os mesmos polícias da Gestapo diziam dele:" Mantém seu dever na defesa da fé cristã contra o nacional socialismo". Em Dachau pregava a todos, recebia a comunhão e se sentia forte. E com seu carácter forte num corpo débil, morreu neste campo de concentração em 26 de Julho de 1942. ¡Felicidades a quem leve este nome!

camila-gentili

 

CAMILA GENTILLI  -  Mártir

Martirológio Romano: Em Septémpeda (hoje São Severino Marche), no Piceno, beata Camila Gentili, martirizada por seu próprio esposo (s. XIV/XV). Etimologicamente: Camila = Aquela que é mensageira de Deus, é de origem hebraica.

Camilla Gentilli de Rovellone viveu em finais do século XV em São Severino, Itália. Seus pais, membros da nobreza, eram os senhores Rovellone e Brandina parte da família Giusti. Como era costume de aqueles tempos entre poderosas famílias, Camilla foi entregue como esposa a Battista Santucci, um violento individuo que tinha fortes sentimentos de antipatia pelos Giusti, provavelmente as duas famílias procuravam evitar futuros conflitos entre elas, mas isso não impede que nós agora não sejamos capazes de entender essas situações. A história conta que Camilla era una mulher cheia de qualidades: mansa, pacífica, disciplinada, e que todos que a conheciam a estimavam por sua bondade. Tinha todos os dons que naqueles tempos se demandava a uma esposa. Em 1482 Battista matou a Pierozzo Grassi, membro da família Giusti, e logicamente foi julgado por esse acto, a condenação era a morte, mas se salvou graças à intervenção de Camilla, que interpôs todos seus recursos para isso, e que agregou a seus pessoais esforços suas orações. Pese haver recebido semelhante favor, Battista não só não o correspondeu, mas o seu irracional ódio à família de sua esposa se incrementou, e juntou-a lista de seus inimigos pessoais a sua esposa, chegou a proibir-lhe que ela pudesse visitar a sua mãe, coisa que Camila nunca aceitou, pelo que suas visitas nunca se interromperam. Isso indignou a Battista, que idealizou minuciosamente sua vingança, aparentando um carinho que não era habitual nele, planeou a sua mulher o projecto de passar uns dias, sós e juntos, em Uvaiolo, onde tinham uma quinta. Ela, com a esperança de que seu esposo estivesse mudando, aceitou encantada. Arribaram a sua propriedade em 26 de Julho de 1486, e uma vez solos, ele a atacou cruelmente, cravando a arma em seu costado esquerdo, onde está o coração, para logo abrir de um só corte seu pescoço, ela tão só pôde invocar ao Senhor e perdoou a seu verdugo. Battista teve a desvergonha de pretender escapulir-se, mas dada sua vinculação àquelas propriedades, e a seus antecedentes, se converteu no principal suspeito e em pouco tempo se revelou toda a verdade, logrando assim ganhar o desprezo de toda a sociedade. Não ficaram registos de qual foi sua condenação. O corpo de Camilla foi enterrado na igreja de Santa Maria do Mercado (actual igreja de São Doménico) que era onde a família Gentilli tinha seu mausoléu. Na actualidade sua tumba segue sendo destino de peregrinos que pedem graças e intercessão à hoje beata. Entre seus devotos encontramos a Próspero Lambertini, cardeal de Bolonha, que ao chegar a ser papa tomou o nome de Bento XV. Em 15 de Janeiro de 1841, S.S. Gregório XVI a proclamou Beata e estabeleceu sua festa para 27 de Julho, dia posterior ao de sua entrada ao reino de Deus. ¡Felicidades a quem leve este nome!

 

BARTOLOMEA

Virgem Julho 26

Etimologicamente significa “filha de quem detém as águas”. Vem da língua hebraica. Se ocorre que uma bruma interior nos faz ir à deriva longe da humilde confiança da fé, Cristo não nos abandona por isso. Ninguém está excluído de seu amor... nem de seu perdão, nem de sua presença. Bartolomea foi uma virgem do século XIX. Havia nascido em Lovere, Itália, em 1807. Era filha de uma família humilde chamada Capitânio. Quando era todavia uma menina, sonhou com dedicar-se a obras de caridade. Para começar, estudou na escola e tirou seu título de mestra. Abriu uma escola em torno da qual organizou associações para jovens. Se chamavam as de São Luís e a dos Discípulos do Senhor. Todos estão de acordo em afirmar que tinha um grande zelo e preocupação apostólica pelos rapazes e raparigas. Se mostrava carinhosa em suas relações com cada um deles/as. Isto o confirmam o montão de cartas que estão em seu Epistolário. A nomearam administradora no hospital em 1832. Dizem que se desvelava por atender aos enfermos em suas necessidades físicas e espirituais. Juntamente com Vicenta Gerosa fundaram uma comunidade do tipo vicentino. Lhe eram o nome da congregação de Maria Niña. Tinha então 26 anos. E apesar de jovem que era, caiu enferma de tuberculose. Não obstante, na medida de suas forças enfraquecidas, seguia trabalhando. Nestes momentos dolorosos intensificava sua oração para sobrelevar tudo o melhor possível.

¡Felicidades a quem leve este nome!

 

preca

JORGE PRECA

Presbítero maltês, promotor do laicado. Fundador da Sociedade da Doutrina Cristã, para o apostolado da catequese.

Martirologio Romano: Na Valetta, capital da ilha de Malta, beato Jorge Preca, presbítero, que se entregou amorosamente à formação catequética das crianças e fundou a Sociedade da Doutrina Cristã, cuja missão é ser testemunha da Palavra de Deus e propagá-la. Etimologia: Jorge = Aquele que trabalha a terra, é de origem grega Nasceu em La Valletta, Malta, em 12 de Fevereiro de 1880. Em 17 de Fevereiro foi baptizado na igreja paroquial da Santíssima Virgem Maria de Porto Salvo. Em 1888 a família se mudou para a cidade comercial de Hamrun —pouco distante de La Valletta—, em cuja igreja paroquial recebeu a Confirmação e a primeira Comunhão. Terminado o bacharelato, entrou no seminário. Era muito apreciado por seus companheiros, aos que via fazer breves reflexões espirituais. Especialmente marcaram sua vida, como uma meta e uma missão, as palavras que lhe dirigiu um dia seu confessor e director espiritual: "Deus te há eleito para ensinar a seu povo". Foi ordenado sacerdote em 22 de Dezembro de 1906. Durante algumas semanas só saiu de casa para celebrar a santa missa; o resto do tempo o passava em oração e contemplação. Alguns o definiram "o S. Felipe Neri de Malta". Se propôs como objectivo principal de sua vida preparar os jovens para que eles por sua vez dessem a necessária formação religiosa aos demais. Recém ordenado sacerdote começou a reunir-se com alguns jovens de Hamrun para formá-los na leitura da sagrada Escritura. Assim nasceu, em Março de 1907, a "Sociedade da Doutrina Cristã". Ao início, Dom Jorge chamou a sua associação "Societas Papiduum et Papidissarum", pois queria que tivessem uma devoção filial ao Vigário de Cristo. Mas logo, escolheu como nome Museum —museu para conservar a palavra de Deus—, palavra que o servo de Deus converteu num acróstico: Magister, utinam sequatur Evangelium universus mundus, quer dizer: "Mestre, oxalá que todo o mundo siga o Evangelho". Esse foi o grande anseio que impulsionou a Dom Jorge ao longo de toda sua vida. No ano 1910 se inaugurou a secção feminina. Com o passar do tempo se foi definindo a fisionomia da Sociedade: laicos, trabalhadores, totalmente entregues ao apostolado da catequese, tanto de crianças como de adultos, uma vida de grande disciplina, modéstia no vestir, uma série de orações para rezar de memória cada quarto de hora ("O relógio do Museum"), uma hora de catequese cada dia em centros abertos em quase todas as paróquias das ilhas maltesas, e logo uma hora de formação permanente. A Sociedade atravessou momentos de dificuldade e prova. Em 1909 Dom Jorge recebeu a ordem de encerrar todos os centros, e obedeceu sem queixas. Ante os protestos dos párocos o bispo revogou a ordem. Nos anos 1914-1915 apareceram nos periódicos de Malta artigos infamantes contra a Sociedade, mas D. Jorge pediu a todos os sócios que os aceitassem com mansidão e serenidade. La erecção canónica da Sociedade da Doutrina Cristã teve lugar em 12 de Abril de 1932. Durante a segunda guerra mundial se desenvolveu, desempenhando sua actividade em quase todas as paróquias das ilhas de Malta e de Gozo. D. Jorge se prodigalizou como apóstolo do Evangelho. Escreveu numerosos livros de dogmática, ascética e moral. mas sobretudo destacou pela divulgação da palavra de Deus, traduzida para maltês, apresentada em textos breves, fáceis de memorizar, ou em livrinhos de meditação. Como conselheiro e director espiritual, brilhou por sua prudência e sabedoria. Muita gente acudia a ele para receber uma palavra de consolo e alento. Foi também grande apóstolo do mistério da Encarnação. Propagou a devoção às palavras "Verbum Dei caro factum est" (Jn 1, 14), estabelecendo que os membros da Sociedade as tomaram como lema. E lhes pediu que, na véspera de Natal, organizassem em cada aldeia uma celebração em honra de Jesus Menino. Nos momentos de prova se encomendou totalmente à protecção da Virgem. Em 21 de Julho de 1918 se inscreveu na Terceira Ordem Carmelitana, elegendo, ao professar, o nome de frei Franco. Ademais, quis que todos os sócios, e as crianças que frequentavam suas secções, levaram o escapulário da Carmen. Teve uma devoção particular à Virgem do Bom Conselho e divulgou com empenho a medalha milagrosa. Em 1952 a Sociedade começou seu apostolado fora de Malta: cinco membros foram enviados a Austrália. Hoje tem centros em Inglaterra, Albânia, Quénia, Sudão e Peru. Depois de uma vida de entrega total ao apostolado, Dom Jorge morreu, com fama de santidade, em 26 de Julho de 1962 em sua casa em Santa Venera, Malta. O Papa João Paulo II o beatificou em 9 de Maio de 2001 em Malta. O Papa Bento XVI o canonizou em 3 de Junho de 2007 em cerimónia efectuada na Praça de São Pedro.

Reproduzido com autorização de Vatican.va

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução

de António Fonseca

NOTA: Parece-me que já descobri a maneira de poder novamente paginar as minhas mensagens, podendo dimensionar o tipo e tamanho das letras que compõem o texto, assim como colocar as imagens que acompanham os originais, mediante o sistema Windows Live Writer

SANTIAGO, Santo (e outros) 25 de JULHO

 

Santiago, Apóstolo
Biografia, 25 de Julho.

Apóstolo

 

Etimologicamente significa “usurpador”. Vem da língua hebreia.
Foi o filho de Zebedeu e discípulo de Jesus. Como seu irmão João, Santiago era também pescador.
Jesus lhes deu por sobrenome aos dois irmãos “filhos do trono”. Quando Jesus o chamou para ser um de seus seguidores especiais. Santiago foi em seguida com o Mestre.
Santiago esteve presente quando Jesus devolveu a vida à filha de Jairo e na transfiguração no monte Tabor.
Morreu, por defender sua fé sob Herodes Agripa I. Sua vida a podes encontrar nos Evangelhos e nos Actos dos Apóstolos.
Quando sentiu a chamada para seguir a Jesus, algo estranho e divino se lhe meteu no coração. Tanto amor tomou ao Senhor que quando chegou o momento de demonstrar sua fé, não teve a menor dúvida em entregar sua vida pelo Evangelho pelo ano 44, pouco antes da Páscoa.
A história conta que, desde o século IX, seu corpo se venera em Santiago de Compostela. Durante um tempo aparecia uma “estrela” que iluminava a noite e o lugar concreto em que estavam seus restos.
O que realmente chama a atenção, é que desde a Idade Média chegavam os peregrinos em tropel para expiar seus pecados, fazer oração ou ficar no caminho em qualquer ermida fazendo vida de anacoreta.
E não somente na Idade Média, mas  hoje mesmo – neste instante- haverá milhares de peregrinos de toda Europa e de outros continentes que vão em peregrinação a Santiago.
A tradição nos conta que, ainda que tenha morrido em Jerusalém – como temos visto -, seu corpo foi trasladado a este lugar galego para receber cristã sepultura.
Se pode afirmar que em todo o mundo cristão existem milhares de igrejas dedicadas em sua honra.
Quando um dia se sentiu cansado pela falta de conversões à vida de Jesus, e, estando em Zaragoza, a Virgem Maria, que todavia vivia, o animou desde um "pilar" a que seguisse adiante com a obra que seu Filho lhe havia encomendado. É outra das tradições de nossa história espanhola.


¡Felicidades a quem tenha este nome!
Consulta também
Santiago, o maior, Caminho de Santiago

Hoje celebramos o Apóstolo Santiago, o Maior, que foi o primeiro mártir dos apóstolos.
Santiago foi um dos doze Apóstolos de Jesus. Viveu com Ele, o conheceu e se encarregou de estender seu Reino e a Palavra de Deus.
Dois dos Apóstolos de Jesus se chamavam Santiago. Para distingui-los, de acordo com sua idade, chamou-os Santiago, o Maior e Santiago, o Menor.
Hoje é a festa de Santiago, o Maior.

Um pouco de história


Santiago, o Maior, era filho de Zebedeu e Salomé, e irmão maior do também apóstolo e evangelista, São João. Ambos haviam nascido na Galileia e se dedicavam à pesca. Sua posição social era acomodada: seu pai tinha uma indústria pesqueira com muitos empregados. Ele e João eram, além disso, conhecidos na capital.
Quando Jesus caminhava pela margem do lago de Genesaret, também chamado mar de Galileia, viu dois irmãos, Pedro e André, que estavam pescando, os chamou para segui-lo e convertê-los em pescadores de homens. Também, chamou os irmãos Santiago e João, que numa barca, com seu pai Zebedeu, estavam remendando redes.
Os dois abandonaram o que estavam fazendo deixando a seu pai, que não se opôs a sua vocação, e seguiram o Mestre. Eles eram discípulos de João Baptista.
Jesus lhe pôs a ambos, o sobrenome de “Boanerges”, que significa “filhos do trono”, porque eram muito impulsivos, francos e fogosos. Numa ocasião, Jesus não foi bem recebido pelos samaritanos e os irmãos lhe perguntaram a Jesus se queria que fizessem baixar fogo do céu para consumi-los nele.
Durante a vida pública de Jesus Cristo, Santiago foi um dos predilectos: Esteve presente, junto com seu irmão João e com Pedro,na cura milagrosa da sogra de Pedro e na ressurreição da filha de Jairo. Com eles, foi testemunha ocular da Transfiguração de Jesus. O acompanhou de perto durante sua agonia no horto de Getsemaní. Além disso, foi um dos quatro Apóstolos privilegiados que ouviram de lábios de Cristo a história profética do Reino de Deus.
Foi o primeiro mártir entre os Apóstolos. Morreu em Jerusalém no ano 44, por ordem de Herodes Agripa I, que perseguiu aos cristãos para ficar bem com os judeus. Se conta que um escriba amigo seu, o atraiçoou, mas logo este se arrependeu e lhe pediu perdão antes da execução. Santiago disse: “A paz seja contigo”, o abraçou e o baptizou. Ambos foram decapitados juntos.
Alguns investigadores afirmam que os restos de Santiago, o Maior, foram trasladados a Espanha e se encontram em Campus Stella (Campo de Estrelas), actualmente, Santiago de Compostela. É o Santo patrono de Espanha, pela dupla crença de que Espanha foi evangelizada por Santiago e possui suas relíquias. Sem embargo, não se sabe a ciência certa se pregou aí porque os primeiros escritores da Igreja não o dizem.
Existe una lenda espanhola do século IX que conta que Santiago apareceu perto do lugar onde se veneravam suas relíquias, montado sobre um cavalo branco, com várias estrelas, levando um livro na mão, como símbolo de sua missão evangelizadora. Segundo as narrações da época, Santiago Apóstolo aparecia nas batalhas contra os infiéis mouros, sobre um cavalo branco, em imponente aspecto e levando um grande estandarte branco e também espada, conduzindo os cristãos espanhóis à vitória, que diziam como grito de batalha:
“Santiago e cerra Espanha”.


¿Que nos ensina Santiago, o Maior?


A viver nossa fé com autenticidade; a ser testemunhas do Evangelho com nossa vida. A cumprir com nossa missão dentro da Igreja: estender a Palavra de Deus a todos os que nos rodeiam.
A cumprir com nossa missão custe o que custe, já que a ele lhe custou o martírio.
A ser fieis a Jesus e sua Igreja. Nós somos fieis à Igreja obedecendo ao Papa e ajudando-o na tarefa da Nova Evangelização.
A confiar em Deus e a sabermos abandonar-nos em suas mãos.
A perdoar a nossos inimigos, a amar a aquele que me ofendeu, a aquele que me fez sofrer.

Oração

Virgem Maria e Santiago Apóstolo, lhes peço neste dia me ajudem a dar um bom exemplo de minha fé católica. Que aprenda a perdoar de coração aos que me ofendem e saiba pregar o Evangelho entre meus irmãos.
Ámen

 

Pedro de Mogianao, Santo
Pregador, 25 de Julho

 

Nos anos 70 se produziu uma quebra dos valores espirituais no Ocidente, criando-se um grande vazio. Um vazio pode encher-se de muitas coisas, incluso com as ideias mais estranhas. Sob esta pressão, alguns deixaram de crer no valor do que haviam vivido até então.
Outra santa, Baptista Varano, há escrito a biografia mais completa e preciosa deste santo.
Foi um dos primeiros directores espirituais da chica mística.
O rasgo fundamental deste homem foi a serenidade quando falava do tema tão temido da morte.
Ele suportou a doença com paciência e alegria. Tanto é assim que um irmão seu lhe dizia: "Padre vigário, vós ides morrer sorrindo".
Não tinha vazio na alma, mas tinha-a cheia de valor da “passagem” da vida actual à futura e definitiva.
Foi franciscano, e undécimo filho de uma família fértil em filhos e em santidade.
Havia nascido em Mogliano no ano 1442. Deste povoado passou o jovem Pedro a outra cidade mais importante, Perugia, para estudar na universidade.
Aos 25 anos o cativou a pregação de um franciscano, Domingo Leonesa.
Como ocorre hoje a certos universitários e universitárias, ele pensou numa vida de extrema pobreza e numa pregação ao povo.
Em Santiago de la Marca foi um magnífico pregador e um perito director de almas.
Sua fama de pregador se estendeu a outros lugares. E ele, que não punha obstáculos para tão bela missão, esteve em Creta e em Roma.
Morreu no ano 1490 sem haver cumprido os 50.
¡Felicidades a quem tenha este nome!

Valentina, Santa
Mártir, 25 de Julho

 

Etimologicamente significa “que se sente bem”. Vem da língua latina.
Há gente que o que pretende é acomodar a Deus à sua vontade e capricho. E isto não é forma de caminhar pelo caminho da santidade a que estamos chamados por ser filhos de Deus.
Valentina – possivelmente conheças mais a Valentim pela festa comercial do dia dos namorados -tem também muito que ver com o amor.
Ela, juntamente com alguns companheiros e companheiras, morreram mártires em Cesareia de Palestina lá pelo ano 309.
¿Qual foi a razão pela que sofreram o martírio?
Ao ler o documento de seu martírio, diz-se:"Uma cristã ameaçada para que se prostituísse, não suportou tal convite e disse ao verdugo que, ainda que a torturasse a limites incríveis, nunca faria tão abominável acção".
Enquanto lhe infligiam fortes tormentos segundo havia mandado o juiz, outra mulher não pôde aguentar tanta crueldade e inumanidade, tomou perante o juiz e os verdugos esta resolução.
Se levantou, se dirigiu à chusma que presenciava alegre a diversão das torturas, e lhe disse: ¿Me quereis torturar a mim igual que esta jovem virgem?
Todo o mundo se encheu de espanto pelo arrojo e valentia desta mulher.
O juiz, nervoso ante a gente, não lhe ficou outra solução que a prender. Ante o mesmo tribunal, lhes começou a falar de Jesus de Nazaré.
Eles lhe deram ordens de que fizesse sacrifícios aos deuses. Se negou rotundamente.
Então a condenou a morrer queimada. Uma era de Gaza e a outra de Cesareia, Valentina.

¡Felicidades a quem leve este nome!

 

Cristóvão de Licia, Santo
Mártir, Julho 25

Patrono dos motoristas Mártir - Julho 19

Cristóbal (Cristóvão) significa "o que carrega o portador de Cristo".
São Cristóbal, popularíssimo gigante que antanho podia ver-se com sua barba e seu cajado em todas as portas das cidades: era crença comum que bastava fitar sua imagem para que o viajante se visse livre de todo o perigo durante aquele dia. Hoje que se viaja de carro, os automobilistas piedosos levam uma medalha de são Cristóbal junto ao volante.
¿Quem era? Com a história na mão pouco pode dizer-se dele, como muito que talvez um mártir de Ásia menor a quem já se rendia culto no Século V. Seu nome grego, «o portador de Cristo», é enigmático, e se emparelha com uma das lendas mais belas e significativas de toda a tradição cristã. No-lo pintam como um homem muito alto de estatura colossal, com grande força física, e tão orgulhoso que não se conformava com servir a amos que não fossem dignos dele.
Cristóbal serviu primeiro a um rei, aparente senhor da terra, a quem Cristóbal viu tremendo um dia quando lhe mencionaram o demónio.
Cristóbal então decidiu pôr-se ao serviço do diabo, verdadeiro príncipe deste mundo, e procurou a um bruxo que o apresentará. Mas no caminho o bruxo passou junto a uma Cruz, e tremendo a evitou. Cristóbal lhe perguntou então se ele temia às cruzes, contestandole el brujo que no, que le temía a quién había muerto en la Cruz, Jesucristo. Cristóbal le pregunto entonces si el demonio temía también a Cristo, y el brujo le contestó que el diablo tiembla a la sola mención de una Cruz donde murió él tal Jesucristo.
¿Quién podrá ser ese raro personaje tan poderoso aun después de morir? Se lanza a los caminos en su busca y termina por apostarse junto al vado de un río por donde pasan incontables viajeros a los que él lleva hasta la otra orilla a cambio de unas monedas. Nadie le da razón del hombre muerto en la cruz que aterroriza al Diablo.
Hasta que un día cruza la corriente cargado con un insignificante niño a quien no se molesta en preguntar; ¿qué va a saber aquella frágil criatura? A mitad del río su peso se hace insoportable y sólo a costa de enormes esfuerzos consigue llegar a la orilla: Cristóbal llevaba a hombros más que el universo entero, al mismo Dios que lo creó y redimió. Por fin había encontrado a Aquél a quien buscaba.
--¿Quién eres, niño, que me pesabas tanto que parecía que transportaba el mundo entero?--Tienes razón, le dijo el Niño. Peso más que el mundo entero, pues soy el creador del mundo. Yo soy Cristo. Me buscabas y me has encontrado. Desde ahora te llamarás Cristóforo, Cristóbal, el portador de Cristo. A cualquiera que ayudes a pasar el río, me ayudas a mí.
Cristóbal fue bautizado en Antioquía. Se dirigió sin demora a predicar a Licia y a Samos. Allí fue encarcelado por el rey Dagón, que estaba a las órdenes del emperador Decio. Resistió a los halagos de Dagón para que se retractara. Dagón le envió dos cortesanas, Niceta y Aquilina, para seducirlo. Pero fueron ganadas por Cristóbal y murieron mártires. Después de varios intentos de tortura, ordenó degollarlo. Según Gualterio de Espira, la nación Siria y el mismo Dagón se convirtieron a Cristo.
San Cristóbal es un Santo muy popular, y poetas modernos, como García Lorca y Antonio Machado, lo han cantado con inspiradas estrofas. Su efigie, siempre colosal y gigantesca, decora muchísimas catedrales, como la de Toledo, y nos inspira a todos protección y confianza.
Sus admiradores, para simbolizar su fortaleza, su amor a Cristo y la excelencia de sus virtudes, le representaron de gran corpulencia, con Jesús sobre los hombros y con un árbol lleno de hojas por báculo.
Esto ha dado lugar a las leyendas con que se ha oscurecido su vida. Se le considera patrono de los transportadores y automovilistas.
En algunos lares se lo recuerda el 10 de julio, en otros el 25 del mismo mes

Ángel Dario Acosta Zurita, Beato
Sacerdote e Mártir, 25 de Julho

Ángel Dario Acosta Zurita, Beato

Ángel Dario Acosta Zurita, Beato

Nació el 13 de diciembre de 1908, en Naolinco, Veracruz. Fue bautizado en la iglesia parroquial de San Mateo Apóstol, el 23 de diciembre, con el nombre de Ángel Darío.
El ambiente familiar era cristiano y sencillo y su infancia transcurrió tranquila. Recibió la primera Comunión a la edad de seis años y posteriormente el sacramento de la Confirmación.
Desde niño conoció las limitaciones y los sacrificios, ya que en las revueltas armadas por la revolución su padre perdió el ganado que poseía y los medios económicos necesarios para el sostenimiento de su familia, enfermó de gravedad y al poco tiempo falleció. La joven viuda tuvo que hacer frente a la situación de extrema pobreza en que quedó. Darío la ayudó en el sostén de sus cuatro hermanos.
Con el apoyo de su madre y la ayuda del señor cura Miguel Mesa, pudo ingresar en el seminario del obispo Guízar y Valencia; primero como alumno externo, y al poco tiempo, por su excelente aprovechamiento y óptima conducta, con la ayuda de una beca, como seminarista.
Eran tiempos difíciles para la Iglesia por la revolución y las continuas luchas por el poder que asolaban el país, y mons. Guízar decidió trasladar su seminario a la ciudad de México.
Recibió la ordenación sacerdotal el 25 de abril de 1931, de manos de mons. Guízar y Valencia y cantó su primera misa el día 24 de mayo, en la ciudad de Veracruz. Mons. Guízar lo nombró vicario cooperador de la parroquia de la Asunción, en la ciudad de Veracruz, donde se desempeñaba como párroco el señor canónigo Justino de la Mora. También estaban ahí de vicarios el p. Rafael Rosas y el p. Alberto Landa.
Desde su llegada a Veracruz, fue notable para la gente su fervor y bondad, su preocupación por la catequesis infantil y dedicación al sacramento de la reconciliación.
El vendaval de la persecución rugía con gran violencia, y el párroco llamó en varias ocasiones a sus vicarios para manifestarles la gravísima situación en que se encontraba la Iglesia y el peligro constante que corrían sus vidas, por el simple hecho de ser sacerdotes, dejándoles en absoluta libertad de ocultarse, si así lo consideraban; o de irse a sus casas, si así lo deseaban. La respuesta que obtuvo de los tres fue siempre: "Estamos dispuestos a arrostrar cualquier grave consecuencia por seguir en nuestros deberes sacerdotales". La disposición al martirio era manifiesta y constantemente renovada en aquellos días en que el perseguidor mostró todo su odio a Dios y a la Iglesia católica, al promulgar el decreto 197, Ley Tejeda, referente a la reducción de los sacerdotes en todo el Estado de Veracruz, para terminar con el "fanatismo del pueblo". De parte del gobernador, fue enviada a cada sacerdote una carta exigiéndoles el cumplimiento de esa ley. Al p. Darío le correspondió el número 759 y la recibió el 21 de julio.
El día 25 de julio era la fecha establecida por el gobernador para que entrara en vigor la inicua ley. Era un día lluvioso, y en la parroquia de la Asunción todo transcurría normal. Las naves del templo estaban repletas de niños que habían llegado de todos los centros de catecismo, acompañados por sus catequistas. Había también un gran número de adultos, esperando recibir el sacramento de la reconciliación. Eran las 6.10 de la tarde, cuando varios hombres vestidos con gabardinas militares entraron simultáneamente por las tres puertas del templo, y sin previo aviso comenzaron a disparar contra los sacerdotes. El p. Landa fue gravemente herido, el p. Rosas se libró milagrosamente, al protegerse en el púlpito y el p. Darío, que acababa de salir del bautisterio, en donde había bautizado a un niño, cayó acribillado por las balas asesinas, alcanzando a exclamar: "¡Jesús!".
Al escuchar los disparos, salió de la sacristía el señor cura De la Mora pidiendo que a él también lo mataran, pero los asesinos ya habían huido. El señor cura se acercó al p. Darío para darle los últimos auxilios.
Fue beatificado el 20 de noviembre de 2005, en Guadalajara, México.

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de

António Fonseca