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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

JOÃO MARIA VIANNEY, Cura d’Ars – Santo (e outros) – 4 AGOSTO

• João María Vianney, Santo
Agosto 4 Cura de Ars, Agosto 4

Juan María Vianney, Santo

João María Vianney, Santo

Cura de Ars

Martirológio Romano: Memória de S. João Maria Vianney, presbítero, que durante mais de quarenta anos se entregou de uma maneira admirável ao serviço da paróquia que lhe foi encomendada na aldeia de Ars, perto de Belley, na França, com uma intensa pregação, oração e exemplos de penitência. Diariamente catequizava a crianças e adultos, reconciliava aos arrependidos e com sua ardente caridade, alimentada na fonte da Eucaristia, brilhou de tal modo, que difundiu seus conselhos ao longo de toda Europa e com sua sabedoria levou a Deus a muitíssimas almas (1859).

Um dos santos mais populares nos últimos tempos tem sido S. Juan Vianey, chamado o santo Cura de Ars. Nele se há cumprido o que disse São Paulo: "Deus há escolhido o que não vale aos olhos do mundo, para confundir aos grandes".
Era um camponês de mente rústica, nascido en Dardilly, França, em 8 de Maio de 1786. Durante sua infância estalou a Revolução Francesa que perseguiu ferozmente a religião católica. Assim que ele e sua família, para poder assistir a missa tinham que fazê-lo em celebrações feitas a escondidas, onde os agentes do governo não se deram conta, porque havia pena de morte para os que se atrevessem a praticar em público sua religião. A primeira comunhão a fez Juan María aos 13 anos, numa celebração nocturna, a escondidas, num palheiro, a onde os camponeses chegavam com volumes de pasto, simulando que iam a alimentar seus gados, mas o objecto de sua viagem era assistir à Santa Missa que celebrava um sacerdote, com grave perigo de morte, se os surpreendessem as autoridades.
Juan María desejava ser sacerdote, mas a seu pai não interessava perder este bom operário que lhe cuidava suas ovelhas e lhe trabalhava no campo. Além disso não era fácil conseguir seminários nesses tempos tão difíceis. E como estavam em guerra, Napoleão mandou recrutar todos os rapazes maiores de 17 anos e levá-los ao exército. E um dos recrutados foi nosso biografado. Levaram-no para o quartel, mas pelo caminho, por entrar numa igreja a rezar, se perdeu do grupo. Voltou a apresentar-se, mas na viagem ficou doente e o levaram uma noite ao hospital e quando no dia seguinte se repôs já os outros se haviam ido. as autoridades lhe ordenaram que se fosse por sua conta a alcançar os outros, mas se encontrou com um homem que lhe disse. "Siga-me, que eu o levarei aonde deve ir". Seguiu-o e depois de muito caminhar se deu conta de que o outro era um desertor que fugia do exército, e que se encontravam totalmente longe do batalhão.
E ao chegar a uma aldeia, Juan María foi ter com o alcaide a contar-lhe seu caso. A lei ordenava pena de morte a quem desertasse do exército. Mas o alcaide que era muito bondoso escondeu o jovem em sua casa, e o pôs a dormir no palheiro e assim esteve trabalhando escondido por bastante tempo, mudando de nome, e escondendo-se muito fundo entre o pasto seco, cada vez que passavam por ali grupos do exército. No fim em 1810, quando Juan levava 14 meses de desertor o imperador Napoleão fez um decreto perdoando a culpa a todos os que haviam fugido do exército, e Vianey pôde voltar outra vez a sua casa.
Tratou de ir a estudar no seminário mas seu intelecto era rombo e duro, e não conseguia aprender nada. Os professores exclamavam: "É muito boa pessoa, mas não serve para estudante. Não lhe fica nada". E o deixaram.
Foi em peregrinação de muitos dias até ao túmulo de São Francisco Regis, viajando de esmola, para pedir a esse santo sua ajuda para poder estudar. Com a peregrinação não conseguiu voltar mais inteligente, mas adquiriu valor para não se deixar desanimar pelas dificuldades.
O Padre Balley havia fundado por sua conta um pequeno seminário e ali recebeu a Vianey. Ao principio o sacerdote se desanimava ao ver que a este pobre rapaz não lhe ficava nada do que ele lhe ensinava. Mas sua conduta era tão excelente, e seu critério e sua boa vontade tão admiráveis que o bom Padre Balley dispôs-se a fazer o possível e o impossível por fazê-lo chegar ao sacerdócio.
Depois de prepará-lo por três anos, dando-lhe aulas todos os dias, o Padre Balley o apresentou a exames no seminário. Fracasso total. Não foi capaz de responder às perguntas que esses professores tão sábios lhe iam fazendo. Resultado: negativa total a que fosse ordenado de sacerdote.
Seu grande benfeitor, o Padre Balley, seguiu instruindo-o e o levou a uns sacerdotes santos e lhes pediu que examinassem se este jovem estava preparado para ser um bom sacerdote. Eles se deram conta de que tinha bom critério, que sabia resolver problemas de consciência, e que era seguro em suas apreciações de moral, e vários deles foram a recomendá-lo ao Sr. Bispo. O prelado ao ouvir todas estas coisas lhes perguntou: ¿O jovem Vianey é de boa conduta? - Eles lhe responderam: "É excelente pessoa. É um modelo de comportamento. É o seminarista menos sábio, mas o mais santo" "Pois se assim é - acresceu o prelado - que seja ordenado de sacerdote, pois ainda que lhe falte ciência, como tal de que tenha santidade, Deus suprirá o demais".
E assim em 12 de Agosto de 1815, foi ordenado sacerdote, este jovem que parecia ter menos inteligência do que a necessária para este oficio, e que logo chegou a ser o mais famoso pároco de seu século (4 dias depois de sua ordenação, nasceu São João Bosco). Os primeiros três anos os passou como vice pároco do Padre Balley, seu grande amigo e admirador.
Uns curitas muito sábios haviam dito por brincadeira: "O Sr. Bispo o ordenou de sacerdote, mas agora se vai encartar com ele, porque ¿aonde o vai enviar, que faça um bom papel?".
E em 9 de Fevereiro de 1818 foi enviado à paróquia mais pobre e infeliz. Se chamava Ars. Tinha 370 habitantes. A missa aos domingos não assistiam senão um homem e algumas mulheres. Seu antecessor deixou escrito: "As gentes desta paróquia no único em que se diferenciam dos anciãos, é en que ... estão baptizadas". A aldeiazinha estava cheia de cantinas e de bailadeiros. Ali estará Juan Vianey de pároco durante 41 anos, até sua morte, e o transformará totalmente. 
O novo Cura Pároco de Ars se propôs um método triple para mudar as gentes de sua desamparada paróquia. Rezar muito. Sacrificar-se o mais possível, e falar forte e duro. ¿Porque em Ars quase ninguém ia à Missa? Pois ele preenchia essa falta de assistência, dedicando horas e mais horas à oração ante o Santíssimo Sacramento no altar. ¿Porquê o povo estava cheio de cantinas e bailadeiros? Pois o pároco se dedicou às mais impressionantes penitências para convertê-los. Durante anos somente se alimentará cada dia com umas poucas papas cozinhadas. à Segunda-feira cozinha uma dezena e meia de papas, que lhe duram até quinta-feira. Nesse dia fará outro cozinhado igual com o qual se alimentará até domingo. É verdade que pelas noites as cantinas e os bailadeiros estão repletos de gentes de sua paróquia, mas também é verdade que ele passa muitas horas de cada noite rezando por eles. ¿E seus sermões? Ah, aí sim; é que enfoca toda a artilharia de suas palavras contra os vícios de seus fregueses, e vai demolindo sem compaixão todas as armadilhas com as que o diabo quer perdê-los.
Quando o Padre Vianey começa a ficar famoso muitas gente se dedica a criticá-lo. O Sr. Bispo envia um visitador a que oiça seus sermões, e lhe diga que qualidades e defeitos tem este pregador. O enviado volta trazendo notícias más e boas. 
O prelado lhe pergunta: "¿Têm algum defeito os sermões do Padre Vianey? - Sim, Monsenhor: Tem três defeitos. Primeiro, são muito longos. Segundo, são muito duros e fortes. Terceiro, sempre fala dos mesmos temas: os pecados, os vícios, a morte, o juízo, o inferno e o céu". - ¿E têm também alguma qualidade estes sermões? - pergunta Monsenhor-. "Sim, têm uma qualidade, e é que os ouvintes se comovem, se convertem e começam uma vida mais santa da que levavam antes". 
O Bispo satisfeito e sorridente exclamou: "Por essa última qualidade se lhe podem perdoar ao Pároco de Ars os outros três defeitos".
Os primeiros anos de seu sacerdócio, durava três ou mais horas lendo e estudando, para preparar seu sermão de domingo. Logo escrevia. Durante outras três ou mais horas passeava pelo campo recitando seu sermão às árvores e ao gado, para tratar de aprendê-lo. Depois se ajoelhava por horas e horas ante o Santíssimo Sacramento no altar, encomendando ao Senhor o que ia dizer ao povo. E sucedeu muitas vezes que ao começar a pregar esquecia-se de tudo o que havia preparado, mas o que dizia ao povo causava impressionantes conversões. É que se havia preparado bem antes de pregar.
Poucos santos hão tido que entabular lutas tão tremendas contra o demónio como São Juan Vianey. O diabo não podia ocultar sua raiva canalha ao ver quantas almas lhe tirava este curita tão simples. E o atacava sem compaixão. O derrubava da cama. E até tratou de lhe pegar fogo a seu quarto. O despertava com ruídos espantosos. Uma vez lhe gritou: "Odiado fralda negra. Agradece a essa que chamam Virgem Maria, pois se não fosse ela já te tinha levado para o abismo".
Um dia numa missão num povo, vários sacerdotes jovens disseram que isso das aparições do demónio eram puros contos do Padre Vianey. O pároco os convidou a que fossem a dormir no dormitório onde ia a passar a noite o famoso padrezinho. E quando começaram os tremendos ruídos e os espantos diabólicos, saíram todos fugindo em pijama para o pátio e não se atreveram a volver a entrar ao dormitório nem a voltar a rir-se do santo cura. Mas ele o tomava com toda calma e com humor e dizia: "Com o patas temos tido já tantos encontros que agora parecemos dois compinchas". Mas não deixava de tirar almas e mais almas ao maldito Satanás.
Quando concederam a permissão para que o ordenassem sacerdote, escreveram: "Que seja sacerdote, mas que não o ponham a confessar, porque não tem ciência para esse oficio". Pois bem: esse foi seu oficio durante toda a vida, e o fez melhor que os que tinham muita ciência e inteligência. Porque nisto o que vale são as iluminações do Espírito Santo, e não nossa vã ciência que nos incha e nos enche de tonto orgulho.
Tinha que passar 12 horas diárias no confessionário durante o inverno e 16 durante o verão. Para confessar-se com ele havia que separar turno com três dias de antecipação. E no confessionário conseguia conversões impressionantes.
Desde 1830 até 1845 chegaram 300 pessoas cada dia a Ars, de distintas regiões de França a confessar-se com o humilde sacerdote Vianey. O último ano de sua vida os peregrinos que chegaram a Ars foram 100 mil. Junto à casa cural havia vários hotéis onde se hospedavam os que iam a confessar-se.
Às 12 da noite se levantava o santo sacerdote. Logo fazia soar o sino da torre, abria a igreja e começava a confessar. A essa hora já a fila de penitentes era de mais de uma quadra de comprimento. Confessava homens até às seis da manhã. Pouco depois das seis começava a rezar os salmos de seu devocionário e a preparar-se para a Santa Missa. Às sete celebrava o santo oficio. Nos últimos anos o Bispo conseguiu que às oito da manhã tomasse uma taça de leite.
De oito às onze confessava mulheres. Às 11 dava uma aula de catecismo para todas as pessoas que estivessem aí no templo. Eram palavras muito singelas que faziam imenso bem aos ouvintes.
Às doze ia a tomar um ligeiríssimo almoço. Se banhava, se barbeava, e ia a visitar um instituto para jovens pobres que ele custeava com as esmolas que a gente havia trazido. Pela rua a gente o rodeava com grande veneração e lhe faziam consultas.
De uma e meia até às seis seguia confessando. Seus conselhos na confissão eram muito breves. Mas a muitos lhes lia os pecados em seu pensamento e lhes dizia os pecados que lhes haviam ficado por dizer. Era forte em combater a borracheira e outros vícios. 
No confessionário sofria tonturas e por momentos lhe parecia que se ia a congelar de frio no inverno e no Verão suava copiosamente. Mas seguia confessando como se nada estivesse sofrendo. Dizia: "O confessionário é o ataúde onde me hão sepultado estando todavia vivo". Mas aí era onde conseguia seus grandes triunfos em favor das almas.
Pela noite lia um pouco, e às oito se encostava, para de novo se levantar às doze da noite e seguir confessando.
Quando chegou a Ars somente ia um homem à missa. Quando morreu somente havia um homem em Ars que não ia à missa. Se cerraram muitas cantinas e bailadeiros.
Em Ars todos se sentiam santamente orgulhosos de ter um pároco tão santo. Quando ele chegou a essa paróquia a gente trabalhava ao domingo e colhia pouco. Conseguiu pouco a pouco que ninguém trabalhasse nos campos aos domingos e as colheitas se ficaram muito melhores.
Sempre se cria um miserável pecador. Jamais falava de suas obras ou êxitos obtidos. A um homem que o insultou na rua lhe escreveu uma carta humilíssima pedindo-lhe perdão por tudo, como se ele houvesse sido quem houvesse ofendido ao outro. O bispo lhe enviou um distintivo elegante de canónico e nunca o quis pôr. O governo nacional lhe concedeu uma condecoração e ele não a quis colocar. Dizia com humor: "É o cúmulo: o governo condecorando a um cobarde que desertou do exército". E Deus premiou sua humildade com admiráveis milagres.
Em 4 de Agosto de 1859 passou a receber seu prémio na eternidade.


Foi beatificado em 8 de Janeiro de 1905 pelo Papa São Pio X, e canonizado por S.S. Pio XI em 31 de Maio de 1925.

NOTA: Em Julho de 2009 foi declarado Padroeiro dos Sacerdotes pelo Papa Bento XVI, no início do Ano Sacerdotal.

Esta biografia foi recolhida através do site www.es.catholic.net/santoral e traduzida do espanhol para português, por António Fonseca

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY (1786-1859)

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Uma vida sob o olhar de Deus

Vida do Santo Cura – Principais biografias do Cura d’Ars

Vida do Santo Cura

Nascido a 8 de Maio de 1786 em Dardilly, próximo de Lyon, numa família de lavradores, João Maria Vianney tem uma infância marcada pelo fervor e pelo amor de seus pais. O contexto da Revolução Francesa exercerá forte influência sobre sua juventude: fará sua primeira confissão aos pés do grande relógio da sala de estar de sua casa, e não na igreja do povoado, e receberá a absolvição de um sacerdote clandestino.

Dois anos mais tarde, faz sua primeira comunhão num celeiro, durante uma Missa clandestina celebrada por um sacerdote rebelde. Aos 17 anos, decide responder ao chamado de Deus: “Gostaria de ganhar almas para o Bom Deus”, dirá a sua mãe, Marie Béluze. Seu pai, porém, se opõe a esse projecto durante dois anos, pois faltavam braços na lavoura familiar.

Aos 20 anos, começa a se preparar para o sacerdócio com o abade Balley, pároco de Écully. As dificuldades o farão crescer: passa rapidamente do abatimento à esperança, vai em peregrinação ao sepulcro de São François Régis, em Louvesc. Vê-se obrigado a desertar, quando chamado a entrar para o exército para lutar na guerra na Espanha. Mas o abade Balley saberá ajudá-lo nesses anos caracterizados por uma série de provações. Ordenado sacerdote, em 1815, passa uma primeira temporada como vigário de Écully.

Em 1818, é enviado a Ars. Ali, desperta a fé de seus paroquianos com suas pregações, mas, sobretudo, com sua oração e seu estilo de vida. Sente-se pobre diante da missão que tem a realizar, mas se deixa envolver pela misericórdia de Deus. Restaura e decora a igreja, funda um orfanato, a que dá o nome de “A Providência”, e cuida dos mais pobres.

Muito rapidamente, sua reputação de confessor atrai muitos peregrinos, que vêm buscar com ele o perdão de Deus e a paz do coração. Assaltado por provações e lutas interiores, mantém seu coração bem arraigado no amor a Deus e aos irmãos; sua única preocupação é a salvação das almas. Suas aulas de catecismo e suas homilias falam sobretudo da bondade e da misericórdia de Deus. Sacerdote que se consome de amor diante do Santíssimo Sacramento, doado inteiramente a Deus, a seus paroquianos e aos peregrinos, morre em 4 de Agosto de 1859, depois de uma entrega até o extremo do Amor. Sua pobreza não era simulada. Sabia que estava fadado a morrer como “prisioneiro do confessionário”. Três vezes tentara fugir de sua paróquia, acreditando-se indigno da missão de pároco e pensando ser mais um obstáculo à bondade de Deus que um condutor de seu Amor. A última tentativa de fuga ocorreu menos de seis anos antes de morrer. Foi interceptado por seus paroquianos, que tinham feito soar o alarme no meio da noite. Voltou, então, a sua igreja e pôs-se a confessar até a uma da manhã. No dia seguinte, diria: “Comportei-me como uma criança”. Em seu funeral, havia mais de mil pessoas, entre as quais o bispo e todos os sacerdotes da diocese, que vinham abraçar aquele que já era seu modelo.

Beatificado em 8 de Janeiro de 1905, foi declarado no mesmo ano “padroeiro dos sacerdotes da França”. Canonizado por Pio XI em 1925, mesmo ano da canonização de Santa Teresa do Menino Jesus, será proclamado em 1929 “padroeiro de todos os párocos do universo”. O papa João Paulo II visitou Ars em 1986.

Hoje, Ars recebe 450 mil peregrinos todos os anos, e o Santuário organiza diversas actividades. Em 1986, lá foi aberto um seminário para formar futuros sacerdotes na escola do “Sr. Vianney”. Afinal, por onde passam os santos, Deus passa com eles!

Copyright: http://arsnet.org

NOTA: Conforme se pode verificar esta biografia foi recolhida do site www://arsnet.org

 

•     Federico Janssoone, Beato
Agosto 4 Franciscano, Agosto 4

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Presbítero

 

 

Martirológio Romano: Em Montreal, na província de Quebec, no Canadá, beato Federico Janssoone, presbítero da Ordem dos Irmãos Menores, que, para o fomento da fé, promoveu as peregrinações a Terra Santa (1916).
Etimologia: Federico = muito pacífico. Vem da língua alemã.
Federico nasceu em Ghyvelde, diocese de Lille, Francia, em 19 de Novembro de 1838, filho de Pedro Janssoone e de María Isabel Bollengier, camponeses de boa posição económica, cristãos de profundas convicções e pais de família numerosa. No baptismo lhe puseram o nome duplo de Federico Cornélio.
Com a idade de 10 anos ficou órfão de pai, e quatro anos mais tarde, em 1852, recebeu a primeira comunhão, depois de uma longa preparação. Realizou brilhantemente os estudos elementares no Colégio de Hazebrouck e no Instituto de Nossa Senhora. das Dunas de Dunquerque. Sentindo-se chamado ao sacerdócio, ingressou no seminário, mas cedo teve que o deixar: sua família tinha que afrontar graves dificuldades económicas e Federico compreendeu que sua obrigação era ajudar os seus em tais circunstâncias.
La madre de Federico falleció en 1861, cuando él tenía 23 años. La llamada a la vida religiosa franciscana se va haciendo cada más clara y apremiante en su espíritu, y en 1864, a la edad de 26 años, Federico entra en el noviciado de los franciscanos, en el convento de Amiens. Toda su vida recordará con entusiasmo el fervor de esta primera etapa de su formación franciscana. El 16 de julio de 1865, terminado el noviciado, hace la profesión simple o temporal. Seguidamente pasa a Limoges para cursar los estudios filosóficos, y luego es enviado a la Escuela teológica de Bruges. El 26 de diciembre de 1868 Federico hace la profesión solemne, y más tarde, el 17 de agosto de 1870, recibe la ordenación sacerdotal.
El P. Federico es llamado pronto a prestar su servicio como capellán militar durante la guerra franco-prusiana. Terminada la guerra es enviado a Branday, y después a Burdeos a fundar un nuevo convento; aquí ejerce un intenso y fecundo apostolado sacerdotal y religioso. Después fue trasladado a París, como bibliotecario del convento. Y allí termina la etapa francesa de su vida.
En 1876 cambia el rumbo de la vida del P. Federico. En efecto, ese año marcha a Tierra Santa, la patria de Jesús, y allí permanecerá, en una primera etapa, hasta 1881, desempeñando el oficio de Vicario Custodial. En ese año de 1881, es enviado por la Custodia de Tierra Santa a Canadá para interesar a los fieles en el apostolado y demás obras que desarrollan los franciscanos, y recoger limosnas en favor de los Santos Lugares. Pero al año siguiente, 1882, termina su primera estancia en Canadá y regresa a Tierra Santa, donde permanecerá hasta 1888.
Durante esta segunda estancia suya en Palestina, aparte el servicio prestado en diversos santuarios, se reveló, en la gestión de asuntos complejos, como un diplomático hábil y digno, lleno de tacto y rectitud. Y así, a él se deben los Reglamentos del Santo Sepulcro y de Belén. Junto a este Santuario construyó la iglesia de Santa Catalina, parroquia de los católicos de Belén, aprovechando estructuras de una iglesia anterior, más pequeña.
En junio de 1888 llegó el P. Federico a Canadá, lleno de entusiasmo y de proyectos, confiando en la divina providencia, y allí permaneció hasta su muerte, sin volver ya más al País de Jesús, aunque no cesará de trabajar para él en su calidad de Comisario de Tierra Santa. Al principio se estableció en Montreal, pero poco después se trasladó a Trois-Rivières, donde emprendió la tarea de restaurar la vida y las actividades apostólicas que los franciscanos comenzaron en Canadá el año 1615.
Los 28 años que pasó el P. Federico en esta segunda etapa en tierras canadienses, pueden dividirse en dos períodos: 1888-1902 y 1902-1916.
Durante el primer período nuestro Beato se entregó a la promoción del culto, piedad y peregrinaciones al Santuario de la Virgen Du-Cap, cercano a Trois-Rivières. Como verdadero hijo de san Francisco, se empeñó en dar a conocer a la Madre de Cristo, fomentar una tierna y profunda devoción hacia ella, organizar liturgias y diversos cultos en el santuario, promover, organizar y acompañar peregrinaciones, exhortando siempre a los fieles a ir a Jesús por medio de María. El Señor se dignó, por intercesión de su Madre santísima, otorgar gracias abundantes y extraordinarias, y aun obrar curaciones que tuvieron gran resonancia. Y así sucedió que el Santuario pasó de ser parroquial a ser diocesano y después nacional.
El segundo período es el de las famosas cuestaciones a fin de recaudar fondos para grandes obras, como el Santuario de la Adoración Perpetua en Québec o el monasterio de las Clarisas de Valleyfield. Al propio tiempo el P. Federico seguía siendo un apóstol en plena actividad apostólica: muchas misiones, predicación y catequesis, organización y dirección de peregrinaciones, fundación y asistencia de fraternidades de la Orden Franciscana Seglar, publicación de diversos escritos, etc.
Toda esta actividad tan intensa no le impidió al P. Federico mantener su entrega a la oración y a la penitencia, acompañadas de una gran austeridad de vida, de una pobreza personal extrema, de una marcada predilección por los pobres, de una sencillez, paciencia y serenidad inalterables en las pruebas y dificultades, de una plena y permanente conformidad con la voluntad del Padre.
El P. Federico murió en Montreal el 4 de agosto de 1916 a la edad de 77 años; su cuerpo fue trasladado a Trois-Rivières. De inmediato el pueblo sencillo, que tiene sentido de lo religioso, empezó a venerar al "buen P. Federico" como verdadero Siervo de Dios. Y el papa Juan Pablo II lo beatificó el 25 de septiembre de 1988.

 

• Aristarco, Santo
Agosto 4 Discípulo de São Paulo, 4 de Agosto

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Discípulo de São Pablo

 

Martirológio Romano: Comemoração de S. Aristarco de Tessalónica, que foi discípulo de S. Paulo, fiel companheiro em suas viagens e prisioneiro com ele em Roma (s. I).
Etimologia: Aristarco = príncipe excelente. Vem da língua grega.

Contempla só a meta e não vejas o difícil que é alcançá-la. Esta palavras tomam corpo e realidade neste jovem grego.
Nasceu em Tessalónica. Resulta que S. Paulo havia chegado a esta cidade para evangelizá-la e afastá-la da idolatria a que estava submetida.
Aristarco, comovido pela palavra de Paulo, se converteu ao cristianismo.
E não somente isto: desde sua conversão seguiu a S. Paulo por todos os caminhos e lugares nos que se anunciava a Palavra de Deus.
Perto de Éfeso, em Izmir, hoje Turquia, se passou algo milagroso na sua vida pessoal..
De todas partes vinha grande multidão para adorar a deusa Diana, filha de Júpiter.
O templo era preciso porque havia sido construído por Erostrato.
Era uma das sete maravilhas de então. O artesão Demétrio fabricava pequenas estátuas de prata para a venda dos que iam a adorar a sua deusa.
E viu que ficaria sem trabalho e sem vendas devido a que a maioria da gente adorava já ao Deus único e verdadeiro, o Deus que anunciava S. Paulo.
Então, aproveitando que S. Paulo estava fora da cidade, armou tal revolta na cidade que todo o mundo ficou confuso.
Os Efésios, sem embargo, seguiram a Aristarco e a Caio. Os levaram ao anfiteatro. Estando lá, tudo se acalmou. Paulo e seus seguidores se encaminharam a Roma para se afastarem del perigo iminente que caía sobre suas cabeças.
Na carta aos Colossenses disse:"Aristarco, meu companheiro de cativeiro os saúda".
Foi um fiel amigo incluso quando Paulo estava no cárcere. Morreu no século I.

¡Felicidades a quem leve este nome!

Comentários al P. Felipe Santos: al Santoral">fsantossdb@hotmail.com

• Cecília Cesarini, Beata

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Agosto 4 Religiosa, Agosto 4

Virgen Dominicana

Martirológio Romano: Em Bolonha, na Emília, beata Cecília, virgem, que recebeu o hábito de religiosa de mãos de santo Domingo, de cuja vida e espírito foi testemunha fidelíssima (1290).
Cecília Cesarini, nascida em Roma a começos do século XIII, se mudou no ano de 1221 de Santa María no Templo ao mosteiro de São Sixto, onde conheceu a santo Domingo, de cuja fisionomia e espírito deu um testemunho fidelíssimo.
A finais do ano 1223 ou a começos de 1224, o papa Honório III a enviou a Bolonha com outras três irmãs para introduzir o espírito do santo Padre Domingo no mosteiro de Santa Inês, fundado pela beata Diana.
Morreu ali no ano 1290. Parte das relíquias de ambas se veneram no mosteiro de S. Inês de Bolonha e parte na igreja dos Servos de María em Ronzano (Bolonha); a cabeça da beata Diana se venera em S. Domingo de Bolonha; a da beata Cecília no mosteiro dos SS. Sixto e Domingo em Roma.

 http://es.catholic.net/santoral

 

Recolha, transcrição e tradução, através do Windows Live Writer, por António Fonseca. Como já acima se informa, há duas transcrições sobre S. João Maria Vianney, uma de http://es.catyholic.net/e outra de http://arsnet.org

PADRE CRUZ –150 ANOS

Padre Cruz nasceu há 150 anos

O Padre Francisco Rodrigues da Cruz, o mais famoso sacerdote oriundo do território daquela que é hoje a diocese de Setúbal, nasceu em Alcochete, a 29 de Julho de 1859 e morreu em Lisboa a 1 de Outubro de 1948.

Esta Vila já notável, entre outros motivos, por ter sido o berço de D. Manuel I, o Venturoso, e do Beato Manuel Rodrigues, um dos 40 mártires do Brasil, viu crescer a sua importância, por aqui ter nascido, aquele que já em vida era conhecido pelo Santo Padre Cruz, que esperamos, um dia, venerar nos altares. Em 2009, celebra-se os 150 anos do seu nascimento.

Um santo é um semeador de ideal que espalha o bem e prepara colheitas para o céu. Alcochete orgulha-se de ter sido o berço daquele que seria outro S. João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, que faleceu uma semana depois de nascer o Santo Padre Cruz. Em pleno ano sacerdotal, esta coincidência parece dizer-nos que Deus não queria apagar uma luz sem nos deixar outra acesa.

Santo foi o nome que lhe puseram já aos 35 anos de idade e a fama de santidade foi sempre em aumento, até ao seu falecimento. Bispos, sacerdotes, pessoas de todas as categorias sociais o tinham por santo e como tal o veneravam. E esta fama cresceu a tal ponto que, depois da morte, o seu jazigo, no cemitério de Benfica, é visitado diariamente, por muitos fiéis, que lá vão cumprir promessas, pedir e agradecer graças, alcançadas de Deus, por sua intercessão.

Ordenado a 3 de Julho de 1882, desempenhou funções de director no Colégio dos órfãos e director espiritual no Seminário de S. Vicente de Fora. Praticou heroicamente o que inculcava aos sacerdotes: «Confessar enquanto se apresentarem pecados, pregar enquanto houver ouvintes, e rezar até já não se poder mais».

A sua figura inconfundível foi para o povo português católico, naquele tempo, uma âncora salvadora: levemente corcovado, um sorriso de inocência sempre no seu rosto fatigado, um ar de recolhimento habitual, perdido em Deus, na intimidade divina que o atraía a desprender-se dos bens terrenos, para os dar generosamente aos mais necessitados que encontrava.

Mesmo nos tempos mais revoltosos e intolerantes, o Padre Cruz trajava sempre batina e roupão eclesiástico, e na cabeça, um largo chapéu, já gasto pelo uso. Assim o conheceu Portugal, assim se recordam dele, hoje, muitos que o conheceram. A presença do Padre Cruz em missões e tríduos pelas aldeias e vilas do país; o encontro do Padre Cruz nos comboios, nas ruas de Lisboa, nas Igrejas, nas cadeias, nos hospitais, sempre aliviando penas, confortando misérias, dando coragem aos timoratos e oferecendo certezas duma renovação cristã aos desalentados, era um «espectáculo» a que Portugal se habituara.

O Padre Cruz foi o Apóstolo que Deus deu a Portugal naqueles tempos agitados. Apóstolo da Caridade lhe chamaram, e a placa da Avenida do Padre Cruz em Lisboa, a todos o lembra. Todo o apóstolo compreende a sensibilidade dos homens do seu tempo. Enquanto viveu, este sacerdote compreendeu os seus contemporâneos, e esta compreensão deu-lhe um acesso relativamente fácil aos corações sedentos de verdade, de ideal, de transcendência.

O seu programa de apostolado traçou-o, em 1925, numa carta escrita ao Cardeal Patriarca de Lisboa, na altura, D. António Mendes Belo: "Há muitos anos que eu me sinto atraído, talvez por especial vocação da misericórdia de Deus Nosso Senhor, para ajudar espiritualmente os presos da cadeia, os doentes dos hospitais, os pobrezinhos e abandonados, a tantos pecadores e almas desamparadas que Nosso Senhor me envia ou põe no meu caminho. Tenho também grande consolação em ajudar os Párocos nos exercícios de piedade e mais encargos do seu ministério, indo por toda a parte levar, na medida das minhas forças, os socorros da religião a muitas pessoas a quem não é fácil chegarem por outra via. Ora tudo isto tenho sido, isto queria continuar a ser, por me parecer que é mais de honra de Deus".

Em 1940 cumpriu um desejo antigo e fez-se jesuíta aos 80 anos. Apesar da idade, a sua velhice não é ainda a "ruína" doutros anciãos. No seu corpo decrépito arde a chama imortal da vida divina. É já uma "sombra velhinha": mas a essa sombra descansam novos, mais fatigados e envelhecidos de alma do que ele.

Faleceu no primeiro dia de Outubro de 1948. A notícia foi divulgada pela Emissora Nacional, no noticiário das 13 horas. Quando os jornais da tarde saíram, já meia Lisboa e meio Portugal sabiam que tinha morrido o Pe. Cruz.

Três anos depois, em 1951, o processo de beatificação iniciou-se em Lisboa e entregue à Santa Sé em 1965. Com a Igreja a viver um Ano sacerdotal, será que o nosso país receberá a notícia de mais um beato?

Fotos

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Recolha e transcrição de António Fonseca