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terça-feira, 11 de agosto de 2009

CLARA DE ASSIS, SANTA (e outros) – 11 AGOSTO

Clara de Asís, Santa
Fundadora, 11 Agosto de 1253.

 

Fundadora da Ordem de Damas Pobres de São Damião
Agosto 11

Nasceu em Assis no ano 1193.
Foi concidadã, contemporânea e discípula de
São Francisco e quis seguir o caminho de austeridade assinalado por ele apesar da duríssima oposição familiar.
Se retrocedermos na história, vemos à porta da igreja de Santa María dos Anjos (chamada também da Porciúncula), distante um kilómetro e meio da cidade de Assis, a Clara Favarone, jovem de dezoito anos, pertencente à família do opulento conde de Sasso Rosso. 
Na noite do domingo de Ramos, Clara havia abandonado sua casa, o palácio de seus pais, e estava ali, na igreja de Santa María dos Anjos. A aguardavam S. Francisco e vários sacerdotes, com círios acesos, entoando o Veni Creator Spíritus.
Dentro do templo, Clara troca de roupa de terciopelo e brocado pelo hábito que recebe das mãos de Francisco, que corta suas formosas tranças ruivas e cobre a cabeça da jovem com um véu negro. Na manhã seguinte, familiares e amigos invadem o templo. Rogam e ameaçam. Pensam que a jovem deveria regressar à casa paterna. Grita e se lamenta o pai. A mãe chora e exclama: "Está embruxada". Era em 18 de Março de 1212.
Quando Francisco de Asís abandonou a casa de seu pai, o rico comerciante Bernardone, Clara era uma menina de onze anos. Seguiu passo a passo essa vida de renúncia e amor ao próximo. E com essa admiração foi crescendo o desejo de imitá-lo.
Clara despertou a vocação de sua irmã Inês e, com outras dezasseis jovens parentas, se dispôs a fundar uma comunidade. 
A filha de Favarone, cavaleiro feudal de Asís, dava o exemplo em tudo. Cuidava dos enfermos nos  hospitais; dentro do convento realizava os mais humildes afazeres. Pedia esmolas, pois essa era uma das normas da instituição. As monjas deviam viver dependentes da providência divina: a esmola e o trabalho.
Correram os anos. No estio de 1253, na igreja de
São Damião de Asís, o papa Inocêncio IV a visitou em seu leito de morte. Unidas as mãos, teve forças para pedir-lhe sua bênção, com a indulgência plenária. O Papa respondeu, soluçando: "Queira Deus, minha filha, que não necessite eu mais que tu da misericórdia divina". 
Choram as monjas a agonia de Clara. Tudo é silêncio. Só um murmúrio brota dos lábios da santa.
- Oh Senhor, te louvo, te glorifico, por haver-me criado.
Uma das monjas lhe perguntou:
- ¿Com quem falas?
Ela respondeu recitando o salmo.
- Preciosa é en presença do Senhor a morte de seus santos. 
E expirou. Era em 11 de Agosto de 1253. Foi canonizada dois anos mais tarde, em 15 de Agosto de 1255, pelo papa Alexandre IV, que na bula correspondente declarou que ela "foi alto candelabro de santidade", a cuja luz "acudiram e acodem muitas virgens para acender suas lamparinas".
Santa Clara fundou a Ordem de Damas Pobres de São Damião, chamadas vulgarmente Clarissas, ramo feminino dos franciscanos, a que governou com fidelidade única ao espírito franciscano até sua morte e desde há sete séculos repousa na igreja das clarissas de Asís.
Dela disse seu biógrafo Tomás Celano: "Clara por seu nome; mais clara por sua vida; claríssima por sua morte".
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Clara de Asís: almas gémeas por Jesús Martí Ballester

Alejandro o Carbonero, (Carvoeiro) Santo
Mártir e Bispo, 11 de Agosto de 215

Mártir e Bispo
Agosto 11

Quando Alejandro vive a história que vai fazendo dia a dia com sua vida correm tempos de paz para a Igreja. A tranquilidade do momento parece haver desterrado para sempre a  perseguição; do amor a Jesus Cristo amassado no risco, o medo, a fuga, o pânico, a denúncia e a decisão última de cambiar a vida presente pela eterna se vai passando paulatinamente e quase sem advertir a um período de baixa tensão entre os cristãos, muitos dos quais só conheciam aos mártires de ouvidos; entra preguiça em muitos e se começam a detectar correntes que tendem a procurar-se uma maneira de ser cristão mais cómoda, pessoal e fácil. Se descuida o esforço para assistir às vigílias nocturnas ao tempo que aumenta o luxo e a preocupação pelos bens terrenos. 
Na Ásia Menor fez-se do cristianismo a religião preponderante. Nas regiões próximas às ribeiras do Mar Negro a nova doutrina se propaga como um incêndio; Frigia e Bitinia estão completamente evangelizadas; a província do Ponto, desde sempre refractária ao Evangelho, a abraça repentinamente com um ardor sem antecedentes pelo trabalho do missionário e taumaturgo Gregório, discípulo de Orígenes, bispo de Neocesarea, que só encontrou na cidade a 17 cristãos, quando chegou a princípios do século. Com esforço pôde elevar uma igreja no centro de núcleo urbano e conseguiu em não muito tempo um número tão elevado de conversões que cedo começaram a minguar os sacrifícios e logo foram as mesmas gentes as que acabaram destruindo as imagens dos ídolos. Agora há subido sua fama de santo e sábio como a espuma e vêm das cidades próximas a pedir conselho na forma de organizar as igrejas.
Isso foi lo que se passou com Comana. Morto seu pastor, necessitam repor o bispo e querem que presida Gregório e seja ele quem imponha as mãos ao eleito. Eram os modos usuais naqueles momentos; apresentados os candidatos pelo clero local e pelos fieis, se procedia à eleição e os bispos presentes o consagravam como bispo. Parece que não deu então mau resultado o método porque o mesmíssimo imperador Septimio Severo chegou a propor nomear aos governadores romanos ao estilo dos cristãos com seus bispos, interrogando a opinião pública. Em Comana, alguém propõe a um sábio letrado como candidato, outra facção assinala ao penitente austero, um grupo dá o nome de um rico proprietário. Ante a falta de acordo em assinalar a um líder que possa ser consagrado como pastor de todos, o bispo Gregório dirige a palavra aos cristãos reunidos recordando-lhes que os Apóstolos não foram ricos, nem sábios, nem poderosos, mas tiveram tanto amor ao Senhor que sofreram e morreram por Ele; os anima a que tenham em conta o importante e necessário, dando de lado a outros critérios e lhes pede que se ponham de acordo em eleger a um homem caritativo, fervoroso, trabalhador, honrado e de limpos costumes. Entre a multidão se ouviu uma voz clara, ainda que insegura ou melhor, tímida: "Alejandro, o Carbonero". Em continuação se ouviram risos, gargalhadas e comentários. Gregório o manda trazer e  aparece um homem de rude aspecto, alto, vestido com roupas do povo, tem calos nas mãos, os sobrolhos carregados e o cabelo revolto. Se faz um profundo silêncio. O Taumaturgo fixou nele os olhos e aquela multidão expectante e lhes disse: "Aí tendes o vosso bispo Alejandro". Primeiro estupefactos, logo protestaram e finalmente gritam com zombarias a decisão do bispo. Tem que acalmar as turbas e pô-los ao corrente do que se passou em pouco tempo: Viu nos olhos do carvoeiro sua vida, foi em outro tempo endinheirado e amigo de gastar em jogo o dinheiro, teve a graça da conversão, fez penitência, estudou os ensinamentos dos Apóstolos e decidiu passados os anos voltar ao seu povo sem que ninguém conhecesse sua identidade para viver honradamente e fazendo boas obras para reparar algo e o mau exemplo que deu. "Agora, aí o tendes e tomai-o como bispo".
E que bem soube sê-lo: grave e paternal, consolo de pobres, alívio de enfermos, apoio de vacilantes e força para o fervoroso; eloquente e simples, mais tosco que elegante, mas claro e sereno ao reprimir os vícios.
Quando chegou a perseguição de Decio, se reavivou em Comana a antiga exigência cristã. E enquanto Gregório teve que fugir com os seus a esconder-se nos desertos porque não se fiava de suas ovelhas -bem as conhecia e as sabia faltas de raízes profundas- tão facilmente convertidas e baptizadas, seu amigo e vizinho Alejandro o Carbonero dava sua vida heroicamente por Jesus Cristo num exercício de sublime renúncia.

Susana, Santa
Sobrinha do Papa Cayo – 11 de Agosto

 

Agosto 11

Etimologicamente significa “ lírio, açucena”. Vem da língua hebraica e árabe
Quando um crente põe sua confiança em Deus e não em suas próprias forças, tudo lhe sai bem, ainda que lhe custe.
Susana foi uma mártir dos primeiros séculos do cristianismo. Era tão bela e tão sábia – diz a lenda – que Diocleciano quis casá-la com seu herdeiro Maximino (+310).
Enviou a dois oficiais para que consentisse com os desejos do imperador. Ela, com sua graça e com suas belas palavras lhes disse:"Sou cristã e fiz a Deus voto de virgindade".
Os três emissários, ao ver a reacção da rapariga, ficaram alucinados. Lhe rogaram que os baptizasse em nome do Senhor Jesus Cristo. E os três foram decapitados juntamente com ela.
Susana era sobrinha do Papa Cayo e filha de um sacerdote chamado Gabino. 
O desejo do imperador de que fosse a esposa de seu herdeiro, ficou em água de borrachas.
Houvesse consentido – tudo o mais – se se houvesse convertido ao cristianismo ao que lhe prometiam como seu marido.
Não a mataram de golpe. Lhe deram um tempo para que reflectisse na sua atitude anti-imperial.
Enviou a muitos lisonjeadores para que a convencessem. Ela, sem embargo, se manteve imperturbável. 
A mesma imperatriz chegou a tomar-lhe muito carinho. Por isso, quando se inteirou de que seu marido la havia mandado decapitar, foi a recolher seu corpo, o embalsamou e lhe deu sepultura. Na gruta que chamavam dos mártires. 
O mesmo Papa converteu sua casa numa bela basílica para recordação da valente jovem e também como um lugar para que lhe dessem culto a sua virtude.
¡Felicidades a quem leve este nome!

 

http://es.catholic.net/santoral

 

Recolha, transcrição e tradução de António Fonseca

Trabalho feito através do sistema de Windows Live Writer