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sábado, 15 de agosto de 2009

NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO, e outros Santos – 15 de Agosto

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

15  Agosto

Nota Histórica

Ao terminar a Sua missão na terra, Maria, a Imaculada Mãe de Deus, «foi elevada em corpo e alma à glória do céu» (Pio XII), sendo assim a primeira criatura humana a alcançar a plenitude da salvação.
Esta glorificação de Maria é uma consequência natural da Sua Maternidade divina: Deus «não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida».
É também o fruto da íntima e profunda união existente entre Maria e a Sua missão e Cristo e a Sua obra salvadora. Plenamente unida a Cristo, como Sua Mãe e Sua serva humilde, associada, estreitamente a Ele, na humilhação e no sofrimento, não podia deixar de vir a participar do mistério de Cristo ressuscitado e glorificado, numa conformação levada até às últimas consequências. Por isso, Maria é «elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para assim Se conformar mais plenamente com Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte» (LG. 59).
Este privilégio, concedido à Virgem Imaculada, preservada e imune de toda a mancha da culpa original, é «Sinal» de esperança e de alegria para todo o Povo de Deus, que peregrina pela terra em luta com o pecado e a morte, no meio dos perigos e dificuldades da vida. Com efeito, a Mãe de Jesus, «glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro» (LG. 68).
O triunfo de Maria, mãe e filha da Igreja, será o triunfo da Igreja, quando, juntamente com a Humanidade, atingir a glória plena, de que Maria goza já.
A Assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, é a garantia de que o homem se salvará todo: também o nosso corpo ressuscitará! A Assunção de Maria é o penhor seguro de que o homem triunfará da morte!

Missa

Missa da Vigília
Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

ANTÍFONA DE ENTRADA
Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria,
que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos
e triunfais com Cristo para sempre.
Diz-se o Glória.
ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que, olhando para a humildade da Virgem Maria,
A elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado
e neste dia A coroastes de glória,
concedei-nos, por sua intercessão,
que, salvos pelo mistério da redenção,
mereçamos ser por Vós glorificados.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LEITURA I 1 Cr 15, 3-4.15-16; 16, 1-2
«Levaram a arca de Deus
e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela»
Leitura do Primeiro Livro das Crónicas
Naqueles dias,
David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel,
a fim de trasladar a arca do Senhor
para o lugar que lhe tinha preparado.
Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas.
Os levitas transportaram então a arca de Deus,
por meio de varas que levavam aos ombros,
conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor.
David ordenou aos chefes dos levitas
que dispusessem os seus irmãos cantores,
para que, acompanhados por instrumentos de música
– cítaras, harpas e címbalos – ,
entoassem as suas alegres melodias.
Assim trasladaram a arca de Deus
e colocaram-na no meio da tenda
que David mandara levantar para ela.
Depois ofereceram, diante de Deus,
holocaustos e sacrifícios de comunhão.
Quando David acabou de oferecer
os holocaustos e os sacrifícios de comunhão,
abençoou o povo em nome do Senhor.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)
Refrão: Levantai-Vos, Senhor, e entrai no vosso repouso,
Vós e a arca da vossa majestade.
Ouvimos dizer que a arca estava em Éfrata,
encontrámo-la nas campinas de Jaar.
Entremos no seu santuário,
prostremo-nos a seus pés.
Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,
exultem de alegria os vossos fiéis.
Por amor de David, vosso servo,
não afasteis o rosto do vosso Ungido.
O Senhor escolheu Sião,
preferiu-a para sua morada:
«É este para sempre o lugar do meu repouso,
aqui habitarei, porque o escolhi».
LEITURA II 1 Cor 15, 54b-57
«Deu-nos a vitória por Jesus Cristo»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Quando este nosso corpo mortal se tornar imortal,
então se realizará a palavra da Escritura:
«A morte foi absorvida na vitória.
Ó morte, onde está a tua vitória?
Ó morte, onde está o teu aguilhão?».
O aguilhão da morte é o pecado
e a força do pecado é a Lei.
Mas dêmos graças a Deus,
que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.
ALELUIA Lc 11, 28
Refrão: Aleluia. Repete-se
Felizes os que ouvem a palavra de Deus
e a põem em prática. Refrão
EVANGELHO Lc 11, 27-28
«Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre!»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
enquanto Jesus falava à multidão,
uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse:
«Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre
e Te amamentou ao seu peito».
Mas Jesus respondeu:
«Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus
e a põem em prática».
Palavra da salvação.
Diz-se o Credo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor
que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus,
para que alcancemos o perdão dos pecados
e vivamos em contínua acção de graças.
Por Nosso Senhor.
Prefácio próprio, como na Missa seguinte: p. 913
ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Lc 11, 27
Bendita seja a Virgem Maria,
que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor nosso Deus,
que nos fizestes participar na mesa celeste,
ouvi benignamente as nossas súplicas
e livrai de todo o mal
aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus.
Por Nosso Senhor.


Missa do dia

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 12, 1

Um sinal grandioso apareceu no céu:
uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés
e uma coroa de estrelas na cabeça.
Ou
Exultemos de alegria no Senhor,
ao celebrar este dia de festa em honra da Virgem Maria.
Na sua Assunção alegram-se os Anjos e cantam louvores ao Filho de Deus.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA


Deus eterno e omnipotente,
que elevastes à glória do Céu em corpo e alma
a Imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho,
concedei-nos a graça de aspirarmos sempre às coisas do alto,
para merecermos participar da sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Ap 11, 19a; 12, 1-6a.10ab

«Uma mulher revestida de sol e com a lua debaixo dos pés»
Leitura do Apocalipse de São João
O templo de Deus abriu-se no Céu
e a arca da aliança foi vista no seu templo.
Apareceu no Céu um sinal grandioso:
uma mulher revestida de sol,
com a lua debaixo dos pés
e uma coroa de doze estrelas na cabeça.
Estava para ser mãe
e gritava com as dores e ânsias da maternidade.
E apareceu no Céu outro sinal:
um enorme dragão cor de fogo,
com sete cabeças e dez chifres
e nas cabeças sete diademas.
A cauda arrastava um terço das estrelas do céu
e lançou-as sobre a terra.
O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe,
para lhe devorar o filho, logo que nascesse.
Ela teve um filho varão,
que há-de reger todas as nações com ceptro de ferro.
O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono
e a mulher fugiu para o deserto,
onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
E ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu:
«Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus
e o domínio do seu Ungido».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 44 (45), 10.11.12.16 (R. cf. 10b)


Refrão: À vossa direita, Senhor, a Rainha do Céu,
ornada do ouro mais fino.
Ou: À vossa direita, Senhor, está a Rainha do Céu.
Ao vosso encontro vêm filhas de reis,
à vossa direita está a rainha, ornada com ouro de Ofir.
Ouve, minha filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
Da tua beleza se enamora o Rei;
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.
Cheias de entusiasmo e alegria,
entram no palácio do Rei.

LEITURA II 1 Cor 15, 20-27


«Primeiro, Cristo, como primícias; depois os que pertencem a Cristo»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Cristo ressuscitou dos mortos,
como primícias dos que morreram.
Uma vez que a morte veio por um homem,
também por um homem veio a ressurreição dos mortos;
porque, do mesmo modo que em Adão todos morreram,
assim também em Cristo serão todos restituídos à vida.
Cada qual, porém, na sua ordem:
primeiro, Cristo, como primícias;
a seguir, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda.
Depois será o fim,
quando Cristo entregar o reino a Deus seu Pai
depois de ter aniquilado toda a soberania, autoridade e poder.
É necessário que Ele reine,
até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés.
E o último inimigo a ser aniquilado é a morte,
porque Deus tudo colocou debaixo dos seus pés.
Mas quando se diz que tudo Lhe está submetido
é claro que se exceptua Aquele que Lhe submeteu todas as coisas.
Palavra do Senhor.

ALELUIA

Refrão: Aleluia. Repete-se
Maria foi elevada ao Céu:
alegra-se a multidão dos Anjos. Refrão

EVANGELHO Lc 1, 39-56


«O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
exaltou os humildes»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naqueles dias,
Maria pôs-se a caminho
e dirigiu-se apressadamente para a montanha,
em direcção a uma cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
o menino exultou-lhe no seio.
Isabel ficou cheia do Espírito Santo
e exclamou em alta voz:
«Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado
que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos
a voz da tua saudação,
o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou
no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito
da parte do Senhor».
Maria disse então:
«A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço
e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre».
Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses
e depois regressou a sua casa.
Palavra da salvação.
Diz-se o Credo.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS

Suba até Vós, Senhor, a nossa humilde oferta
e, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, elevada ao Céu,
fazei que os nossos corações, inflamados na caridade,
se dirijam continuamente para Vós.
Por Nosso Senhor.

PREFÁCIO

A glória da Assunção de Maria
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos
na Assunção da Virgem Santa Maria.
Hoje a Virgem Mãe de Deus foi elevada à glória do Céu.
Ela é a aurora e a imagem da Igreja triunfante,
ela é sinal de consolação e esperança
para o vosso povo peregrino.
Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo
Aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida,
vosso Filho feito homem.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória,
cantando com alegria:
Santo, Santo, Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Lc 1, 48-49

Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada,
porque o Senhor fez em mim maravilhas.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Senhor, que nos alimentastes com o pão da vida eterna,
concedei-nos,
por intercessão da Virgem Santa Maria, elevada ao Céu,
a graça de chegarmos à glória da ressurreição.

Liturgia das horas

Da constituição Apostólica Munificentissimus Deus, do Papa Pio XII
(AAS 42 [1950] 760-762.767-769 (Sec. XX)
Santidade, esplendor e glória do corpo da Virgem Maria
Os santos Padres e os grandes Doutores da Igreja, nas homilias e sermões dirigidos ao povo na solenidade da assunção da Mãe de Deus, falaram deste facto como já conhecido e aceite pelos fiéis; expuseram no com mais clareza e explicaram mais profundamente o sentido e importância desta festa, procurando especialmente esclarecer que o objecto da festa não era apenas a incorrupção do corpo mortal da bem aventurada Virgem Maria, mas também o seu triunfo sobre a morte e a sua glorificação celeste à semelhança de Jesus Cristo, seu Filho Unigénito.
Assim São João Damasceno, que entre todos se distingue como testemunha exímia desta tradição, considerando a assunção corporal da Santa Mãe de Deus à luz dos seus outros privilégios, exclama com vigorosa eloquência: «Era necessário que Aquela que no parto tinha conservado ilesa a sua virgindade conservasse também sem nenhuma corrupção o seu corpo depois da morte. Era necessário que Aquela que trouxera no seio o Criador feito menino fosse habitar nos divinos tabernáculos. Era necessário que a Esposa que o Pai desposara fosse morar com o Esposo celeste. Era necessário que Aquela que tinha visto o seu Filho na cruz e recebera no coração a espada de dor de que tinha sido preservada ao dá l’O à luz, O contemplasse sentado à direita do Pai. Era necessário que a Mãe de Deus possuísse o que pertence ao Filho e que todas as criaturas a honrassem como Mãe e Serva de Deus».
São Germano de Constantinopla afirmava que a incorrupção e a assunção do corpo da Virgem Mãe de Deus condiziam não só com a sua maternidade divina, mas também com a peculiar santidade desse corpo virginal: «Vós, como está escrito, apareceis em beleza; e o vosso corpo virginal todo ele é santo, todo ele casto, todo ele morada de Deus, de modo que, até por este motivo, ficou isento de ser reduzido ao pó da terra; foi, sim, transformado, enquanto era humano, para a vida excelsa da incorruptibilidade; mas é o mesmo, vivo e gloriosíssimo, incólume e participante da vida perfeita».
Outro escritor antiquíssimo afirma por sua vez: «Como Mãe gloriosíssima de Cristo, nosso Deus e Salvador, dispensador da vida e da imortalidade, é por Ele vivificada, revestida de um corpo semelhante na eterna incorruptibilidade, já que Ele a ressuscitou do sepulcro e a levou para Si, pelo modo que só Ele conhece».
Todos estes argumentos e considerações dos Santos Padres têm como último fundamento a sagrada Escritura, que nos apresenta a santa Mãe de Deus estreitamente unida ao seu divino Filho e sempre participante da sua sorte.
Acima de tudo deve recordar se que, desde o século segundo, a Virgem Maria é apresentada pelos Santos Padres como a nova Eva, estreitamente unida ao novo Adão, embora a Ele sujeita. Mãe e Filho aparecem intimamente unidos na luta contra o inimigo infernal, luta essa que, como foi preanunciado no Protoevangelho, havia de terminar na vitória completa sobre o pecado e a morte, que o Apóstolo das gentes sempre associa nos seus escritos. Por isso, assim como a gloriosa ressurreição de Cristo foi uma parte essencial e o último troféu desta vitória, também para a Santíssima Virgem Maria a luta comum com a de seu Filho havia de completar se com a glorificação do corpo virginal, segundo as afirmações do Apóstolo: Quando este corpo mortal se revestir da imortalidade, então se realizará a palavra da Escritura: A morte foi absorvida pela vitória.
Assim a augusta Mãe de Deus, unida de modo misterioso a Jesus Cristo desde toda a eternidade pelo mesmo e único decreto de predestinação, imaculada desde a sua Conceição, sempre virgem na sua divina maternidade, generosa companheira do divino Redentor, que triunfou plenamente sobre o pecado e suas consequências, como suprema coroa dos seus privilégios foi por fim preservada da corrupção do sepulcro e, tendo vencido a morte como seu Filho, foi elevada em corpo e alma à glória do Céu, onde resplandece como Rainha à direita do seu Filho, Rei imortal dos séculos.

Transcrição deste texto do site: www.ecclesia.pt, de 15-8-2009 por António Fonseca

 

Assunção de Nossa Senhora
"María, levanta-te, te trago este ramo de uma árvore do paraíso, para que quando morras a levem diante de teu corpo, porque venho a anunciar-te que teu Filho te aguarda". 15 de agosto

Solenidade

Solenidade da Assunção da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, que, acabado o curso de sua vida na terra, foi elevada em corpo e alma à glória dos Céus. Esta verdade de fé, recebida da tradição da Igreja, foi definida solenemente pelo papa Pio XII em 1950.


Um anjo apareceu à Virgem e lhe entregava a palma dizendo: "Maria, levanta-te, te trago este ramo de uma árvore do paraíso, para que quando morras a levem diante de teu corpo, porque venho a anunciar-te que teu Filho te aguarda". Maria tomou a palma, que brilhava como o luzeiro matutino, e o anjo desapareceu. Esta saudação angélica, eco da de Nazaré, foi o prelúdio do grande acontecimento.
Pouco depois, os Apóstolos, que semeavam a semente evangélica por todas as partes do mundo, se sentiram arrastados por uma força misteriosa que os levava a Jerusalém em meio do silêncio da noite. Sem saber como, se encontraram reunidos em torno daquele leito, feito com eflúvios de altar, em que a Mãe de seu Mestre aguardava a vinda da morte. Em suas bordadas túnicas branqueava todavia, como prata deserta, o pó dos caminhos: em suas enrugadas frentes brilhava como um nimbo a glória do apostolado. Se ouviu de repente um estrondo fragoroso; ao mesmo tempo, lo quarto se encheu de perfumes, e Cristo apareceu nele com um cortejo de serafins vestidos de palmíticas de fogo.
Arriba, os coros angélicos cantavam doces melodias; abaixo, o Filho dizia a sua Mãe: "Vem, escolhida minha, eu te colocarei sobre um trono resplandecente, porque hei desejado tua beleza". E María respondeu: "Minha alma engrandece o Senhor". Ao mesmo tempo, seu espírito se desprendia da terra e Cristo desaparecia com ele entre nuvens luminosas, espirais de incenso e misteriosas harmonias. O coração que não sabia de pecado, havia cessado de bater; mas um halo divino iluminava a carne nunca manchada. Pelas veias não corria o sangue, mas sim luz que fulgurava como através de um cristal.
Depois do primeiro espanto, se levantou Pedro e disse a seus companheiros: "Obrai, irmãos, com amorosa diligência; tomai esse corpo, mais puro que o sol da madrugada; fora da cidade encontrareis um sepulcro novo. Velai junto ao monumento até que vejais coisas prodigiosas". Se formou um cortejo. As virgens iniciaram o desfile; atrás delas iam os Apóstolos salmodiando com tochas nas mãos, e no meio caminhava S. João, levando a palma simbólica. Coros de anjos agitavam suas asas sobre a comitiva, e do Céu baixava uma voz que dizia: "Não te abandonarei, Margarita minha, não te abandonarei; porque foste templo do Espírito Santo e habitação do Inefável". Acudiram os judeus com intenção de arrebatar os sagrados despojos. Todos ficaram cegos repentinamente, e um deles, o príncipe dos sacerdotes, recobrou a vista ao pronunciar estas palavras: "Creio que María é o templo de Deus".
Ao terceiro dia, os Apóstolos que velavam em torno do sepulcro ouviram uma voz muito conhecida, que repetia as antiga palavras do Cenáculo: "A paz seja convosco". Era Jesus, que vinha a levar o corpo de sua Mãe. Tremendo de amor e de respeito, o Arcanjo São Miguel o arrebatou do sepulcro, e, unido à alma para sempre, foi docemente colocado numa carroça de luz e transportado às alturas. Neste momento aparece Tomás suando e arquejante. Sempre chega tarde; mas esta vez tem uma boa desculpa: vem da Índia longínqua. Interroga e esquadrinha; é inútil, no sepulcro só ficam aromas de jasmins e azahares. No ar uma estrela luminosa, que se extingue lentamente, e algo que parece mover-se e que se acerca lentamente até cair junto aos pés do Apóstolo. É o cinturão que lhe envia a virgem em sinal de despedida.
Esta bela lenda iluminou noutros séculos a vida dos cristãos com soberanas claridades.
Nunca a Igreja quis incorporá-la a seus livros litúrgicos, mas a deixou correr livremente para edificação dos fieis. Penetrou em todos os países, iluminou aos artistas e inspirou aos poetas. Parece que ressurgiu, uma vez mais, no vale de Josafat, lá onde os cruzados encontraram o sepulcro em que se haviam obrado tantas maravilhas e sobre o qual suspenderam tantas lâmpadas. Como a piedade popular quer saber, pedindo certezas e realidades, a lenda dourada aparece com os rasgos com que o oriental sabe tecê-los entre o perfume do incenso e azahares, adornada com estalidos e decorada com anjos e pompas do Céu. Se difunde no século V no Oriente com o nome de um discípulo de São João, Melitón de Sardes, Gregório de Tours a passa às Galias, os espanhóis a lêem no fervor da reconquista com peregrinos detalhes e toda a Cristandade busca nela durante a Idade Média alimento de fé e entusiasmo religioso.


Nem data, nem lugar.

¿Como foi o prodígio?

Esquadrinhando a Tradição há um véu impenetrável. Santo Agostinho disse que passou pela morte, mas não se ficou nela. Os Orientais gostam de chamá-la Dormición com ânimo de afirmar a diferença.

¿Trânsito? Separação inefável. Nem o Areopagita, nem Epifânio, nem Dante acertaram a descrever o real indescritível, inefável: o último nó da cadeia que se inicia com a Imaculada Conceição e, despertando segredos harmónicos, coloca a Assunção com a Coroação que a arte de Fra Angélico se atreve a plasmar com pasta conservada no Louvre.

A Igreja celebra, junto ao Ressuscitado Filho triunfante, a  Mãe, singularmente redimida, Glorificada desde a Translação.

 
Escuta o Dogma da Assunção de María por Maurício I. Pérez em seu sitio “Semillas para la Vida” aqui

NOTA: 

Por ocasião da celebração da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, na Biblioteca Electrónica Cristã -BEC- de Ve multimedios hão preparado um especial na secção de mariología.

 
Ali encontraram documentos como:


- S.S. Pio XII, Constituição Apostólica Ad caeli reginam, sobre a realeza de Maria, 11/10/1954.
- S.S. Pablo VI, Exortação Apostólica Marialis cultus, sobre o culto e a devoção à Virgem Maria, 02/02/1974.
- S.S. Juan Pablo II, Carta encíclica Redemptoris Mater, sobre a Mãe do Redentor, 25/04/1987.
- S.S. Juan Pablo II, A Assunção de Maria, verdade de fé, Catequese na audiência geral, 02/07/1997.
- Frei Luís de León, Poesias a Nossa Senhora

http://es.catholic.net/santoral

 

Tarsicio, Mártir
Mártir, 15 de agosto.

Mártir

Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Calixto, na via Ápia, comemoração de S. Tarsicio, mártir, que por defender a santíssima Eucaristia de Cristo, que uma furiosa turba de gentios intentava profanar, preferiu ser imolado, morrendo apedrejado antes que entregasse aos cães as coisas santas (c. 257).

Morreu mártir durante a perseguição de Valeriano. Sua figura de menino herói cristão há servido de estímulo e exemplo durante dezoito séculos às gerações de baptizados desde que hão ido despertando a fé. Sua generosidade na ajuda ao próximo e sua disposição ao serviço, impregnado de um amor generoso a Jesus Cristo na Eucaristia hão ajudado à  fantasia dos crentes posteriores a renovar sua veneração ao Santíssimo Sacramento. Também os mais velhos apreenderam dele a viver com coerência a fé eucarística e a valorizar as atitudes de adoração e culto que secularmente vêm praticando os discípulos do Senhor.
El relato de los hechos con todos los rasgos de verosimilitud histórica es así:
Los cristianos no podían vivir la fe con manifestaciones externas. No tenían derecho a expresar la jubilosa explosión de felicidad que tenían dentro por saberse hijos de Dios con un culto externo. Era preciso esconderse para alabar al único Dios verdadero como discípulos del Señor Jesucristo; por no disponer de locales amplios donde pudieran reunirse, lo hacían a la orilla del Tiber, en los cementerios. Galerías largas y muy entrecruzadas; de vez en cuando se ve una lámpara encendida donde recordaban que se encontraba el cadáver de un mártir, la lámpara era la señal. Ellos conocían bien los largos corredores y los múltiples vericuetos; allí, en un ensanchamiento han tenido el buen gusto de poner en la piedra alguna inscripción y la figura del Pastor cargando una oveja en sus hombros; más adelante, en otro lugar, puede verse en la roca algo que se parece a un cestillo lleno de panes y peces; son símbolos de una historia pasada que se hace viva cada domingo y da más vida, alegría y fuerza a los discípulos de Jesús. Ahora se ve una especie de sala espaciosa, agrandada por las galerías que en ella convergen, donde hay una mesa grande cubierta por manteles muy blancos, con unos cirios encendidos sobre unos candelabros de plata o al menos, así lo parece.
Es un día especial. Sixto es el sacerdote; sí, lo nombraron como sucesor del pontífice Esteban al que habían matado los perseguidores. Todos cantan salmos, en medio de un gran silencio se leen algunos trozos del Evangelio y hace Sixto una sabia reflexión. El diácono Lorenzo pone pan y vino sobre la mesa y el anciano sacerdote comienza la fórmula de la consagración. Antes de comulgar todos se dan el ósculo de la paz.
Poco antes de dispersarse hay un recuerdo para los encarcelados; son los confesores de la fe; no han querido renegar; aman a Jesús más que a sus vidas. Es conveniente rezar por ellos y ayudar a sus familiares en la tribulación. Es también preciso hacerles partícipes de los santos misterios para que le sirvan de fortaleza en la pasión y en los tormentos.
¿Quién puede y quiere afrontar el peligro? Hace falta un alma generosa. Todos quieren; lo piden con los ojos: ancianos, maduros, mujeres y muchachas jóvenes con el rostro cubierto con un velo. Delante del nuevo papa Sixto un niño ha extendido la mano; hay cierta extrañeza en el sacerdote que parece no comprender tamaña decisión, a simple vista disparatada. "¿Y por qué no, Padre? Nadie sospechará con mis pocos años".
Jesús eucaristizado es envuelto en un fino lienzo y depositado en las manos del niño Tarsicio que sólo tiene once años y es bien conocido en el grupo por su fe y su piedad; no se ha amilanado en la furia de la persecución por más que vió aquella noche cómo mataban al papa Esteban mientras hacía los misterios del Señor.
Por entre las alamedas del Tiber va como portador de Cristo, se sabe un sagrario vivo, es una sensación extraña en él -entre el gozo y el orgullo- que nunca había experimentado. Pasa, sin saludar, embelesado con su tesoro. Unos amigos le invitan a participar en el juego; Tarsicio rehúsa; ellos se le acercan; Tarsicio oprime el envoltorio; le hacen un cerco y llega la temida pregunta: "¿Qué llevas ahí? Queremos verlo". Aterrado quiere echar a correr, pero es tarde. Lo agarran y fuerzan a soltar el atadijo que cada vez agarra con más tesón y fuerza, lo zarandean y lo tiran al suelo, le dan pescozones y puntapiés pero no quiere por nada del mundo dejar al descubierto al Señor; entre las injurias y amenazas acompañadas de empellones y puños, Tarsicio sigue diciendo "¡Jamás, jamás!". Uno de los que se ha acercado al grupo del alboroto se hace cargo de la situación y dice: "Es un cristiano que lleva sortilegios a los presos". Pequeños y mayores emplean ahora, bajo excusa de la curiosidad, con furia y saña, palos y piedras.
Recogieron el cuerpo destrozado de Tarsicio y lo enterraron en la catacumba de Calixto.
Cuando pasó la persecución, el papa Dámaso mandó poner sobre su tumba estos versos:
"Queriendo a san Tarsicio almas brutales
de Cristo el sacramento arrebatar,
su tierna vida prefirió entregar
antes que los misterios celestiales".
¿Quieres saber más? Consulta
ewtn
Este dia também se celebra la
Asunción de la Vírgen María

 

María Sacrário de São Luís Gonzaga, Beata
Religiosa Mártir, 15 de agosto

Religiosa Mártir
Agosto 15

Etimologicamente significa “princesa das águas”, em língua síria; “espelho” em língua hebraica.
Nunca te detenhas no caminho de tua perfeição.
A medida que faças mais por ti mesmo e pelos demais aumentará o caudal de tua felicidade.

Esta joven vino al mundo en Lillo, España, en el año 1881, y murió en san Isidro el 15 de agosto de 1936. El año 1997 Juan Pablo II la llevó al honor de los altares.
Sus padres eran Ricardo Moragas e Isabel Cantarero. Le pusieron por nombre Elvira, pero se lo cambió al entrar en la vida religiosa.
Tardó algún tiempo en entrar en el convento por los consejos de su director espiritual porque tenía que cuidar de su hermano menor.
En 1915, cuando su hermano se hizo mayor, por fin pudo cumplir uno de sus grandes deseos: ser carmelita.
Al terminar su noviciado, hizo ante el Señor los votos de su profesión religiosa el día de Reyes del año 1920.
En 1927 la eligieron abadesa o superiora del monasterio y poco tiempo después, debido a sus cualidades y a su santidad de vida le dieron el cargo difícil de maestra de novicias.
A menudo comentaba entre sus hermanas su anhelo de morir mártir. Dos semanas antes había estallado la cruel e inhumana guerra civil española.
En tiempos de dificultad enorme, la vuelven a elegir superiora el uno de julio del 1936.
Comenzó la persecución religiosa. Los conventos, seminarios e iglesias empezaron a notar la devastación de los enemigos de la fe. Uno de ellos fue su convento. Ella envió a las hermanas a lugares seguros y ella misma se fue a casa de su tía.
La arrestaron en agosto. Soportó inútiles interrogatorios. Y sin ninguna prueba contra ella, la mataron – confesando su fe en Cristo – en la Pradera de san Isidro.
Fue beatificada por Su Santidad Juan Pablo II el 10 de mayo de 1998,
¡Felicidades a quien lleve este nombre!

 

Alípio de Tagaste, Santo
Bispo, Agosto 15

Bispo

Martirológio Romano: Comemoração de santo Alípio, bispo de Tagaste, em Numídia, que num tempo foi discípulo de santo Agostinho e, posteriormente, companheiro seu de conversão, colega no ministério pastoral, camarada na luta contra os hereges, para, finalmente, também ser participante com ele da glória do céu.
Etimologia: Alípio = sem pena. Vem da língua grega.

Nació en Tagaste, Norte de Africa y murió en el año 430.
Toda su vida la vivió al lado del gran san Agustín. Este doctor de la Iglesia habla de él en su libro las “Confesiones”.
Alipio estudió asiduamente sus materias humanas y religiosas bajo la tutela de su maestro, y fue lo mismo que él, un maniqueo hasta que su padre le prohibió que se asociara con Agustín y con esta herejía.
Esto fue la causa por la que estuvieron separados durante algún tiempo.
Alipio se marchó a Roma a estudiar Derecho. En la ciudad santa se juntó de nuevo con san Agustín. Los dos viajaron a Milán porque el maestro fue allí a impartir clases.
En la ciudad milanesa, de tanto prestigio y comercio, fueron bautizados en la Vigilia de Pascua del año 387.
En el 388 volvieron a Africa, en donde estuvieron tres años en Tagaste haciendo oración y penitencia como unos auténticos religiosos antes de que cada uno fuese ordenado de obispo en distintas diócesis.
A Alipio le correspondió la más difícil, Tagaste. Era el año 393.
No obstante, antes fueron a hacer un viaje de peregrinación a Tierra Santa para purificar sus pecados y hacer penitencia por los mismos.
Desde entonces nunca se separaron y trabajaron juntos por la extensión del Reino de Dios en todo el Norte de Africa.
La gran tarea apostólica que tuvieron los dos fue acabar con el paganismo, tan incrustado en la sociedad, y la doctrina arriana que penetraba como un veneno entre toda la gente sin formación auténtica en los valores del Evangelio.
Siempre estuvo del lado de san Agustín.

¡Felicidades a quien lleve este nombre!

Alfredo, Santo
Bispo, 15 de agosto

Bispo

Martirológio Romano: Em Hildesheim, de Saxónia, na Alemanha, santo Alfredo, bispo, que construiu a igreja catedralicia e favoreceu a construção de mosteiros (874).

También es conocido como Altfrid, nacido en elaño 800, ingresando luego al Reino del Padre el 15 de agosto de 874.
Fue un clérigo relevante del siglo IX y hacia el año 845 fue consagrado como el cuarto obispo de Hildesheim. Fundó la Abadía de Essen, dando origen a la actual ciudad de Essen. Aparte de su obra intelectual fue un consejero cercano del rey de Francia Oriental Luis el Germánico.
Hildseheim es célebre en Alemania por su arte y su catedral románica, cuya construcción la inició San Alfredo. Esta ciudad fue la sede episcopal de Ludovico Pío, hijo del emperador Carlomagno.
Fue el prestigio para esta ciudad durante todo el tiempo que duró su misión apostólica.
Llevó a cabo diversas misiones que le dieron una gran fama siguiendo el espíritu de san Agustín. Logró la paz entre los diversos reinos carolingios.
¡Felicidades a quien lleve este nombre!

Estanislao de Kostka, Santo
Seminarista, Agosto 15

 

Estanislao significa: "Glória e honra de seu grupo".
Deste santo tão jovem há ficado una frase muito popular. Lhe perguntaram que há que fazer para demonstrar à Virgem que a amamos, e respondeu: "Oferecer-lhe pequenas homenagens, mas não deixar nunca de as oferecer".
Era hijo de un rico senador de Polonia, y nació en el castillo de su padre en 1550. A los 14 años entró a estudiar en un colegio de Jesuitas, pero tropezó con tres grandes obstaculos para su felicidad. El primero fue que su padre lo hizo hospedar en una casa de un calvinista protestante, el cual trataba mal a los católicos que eran fervorosos. El segundo fue su hermano mayor Pablo, fiestero y mundano (todo lo contrario a Estanislao que era recogido y piadoso). Y tercero, que el profesor que su padre les consigió para que les dirigiera, le tenía una antipatía especial y lo trataba con gran dureza. Todo esto le fue formando la personalidad y lo fue desprendiendo del mundo donde la gente no sabe hacer felices a los demás.
Como su hermano lo trataba mal, y el calvinista protestante no lo dejaba comulgar y el profesor era muy duro, y su padre se oponía a que se hiciera religioso, Estanislao dispuso huir de su casa e irse lejos, muy lejos, donde puediera realizar sus ideales religiosos. Quiso hacerse Jesuita en su país pero los padres de esa comunidad no se atrevieron a recibirlo por temor a echarse de enemigo a su padre. Entonces emprendió un viaje a pie a 500 kilómetros. Primero a Alemania, donde fue recibido amablemente por el superior regional de los Jesuitas. San Pedro Canisio, y luego hasta Roma, donde el superior general San Francisco de Borja lo recibió con especial cariño.
Al principio los religiosos lo emplearon en oficios humildes y domésticos, como lavar loza, servir en el comedor, etc. (a él que era de familia rica y distinguida), y lo hizo con muy buena voluntad y verdadera alegría.
Luego fue admitido en el noviciado donde resultó ser un verdadero modelo de santidad para todos. Se propuso hacer extraordinariamente bien las cosas ordinarias. Solamente alcanzó a durar nueve meses en aquella vida religiosa, pero fueron suficientes para dejar gran fama de piadoso, amable, servicial, buen trabajador, y excelente estudiante.
Su amor a Jesús Sacramentado era tan ardiente que cuando entraba al templo, su rostro se le volvía resplandeciente o se enrojecía. Y durante la santa misa o después de comulgar, frecuentemente era arrebatado en éxtasis, y quedaba como fuera de sí, sin darse cuenta de lo que sucedía a su alrededor.
Polonia, el país de Estanislao, es una tierra donde hace intenso frío. Y en cambio los calores de Roma son casi insoportables en el mes de agosto. Y esto afectó fuertemente la salud del joven novicio y al principio de agosto empezó a sentirse muy mal. El 10 de agosto charlando con un religioso le dijo: "Estoy pensando cómo será de grande y bonita en el cielo la fiesta de la Asunción de la Virgen María. Desearía ir este año a presenciarla". Y Dios le concedió su buen deseo.
Empezó a agravarse, y aunque los padres de la comunidad creían que la enfermedad le pasaría muy pronto, él estaba seguro de que la hora de su muerte estaba para llegar.
Y así el 15 de agosto de 1568, cuando sólo tenía 18 años, voló a la eternidad. Fue a presenciar la fiesta de la Asunción de la Virgen, en el cielo, como era su deseo.
Poco después llegó el hermano a llevárselo por la fuerza a Polonia, y se encontró con la amarga noticia de que había muerto. El pobre Pablo quedó toda la vida con el remordimiento de haber tratado tan duramente a Estanislao, y llegó a ser después un fervoroso creyente, y asistió a la beatificación de su hermano.
Por su intercesión se obtuvieron numerosos milagros, y el Santo Padre Pablo V lo canonizó el 31 de Diciembre de 1726 declarándolo patrono de los novicios y de los que se preparan al sacerdocio
.

ORACION
Querido Benjamín de la Iglesia,
abrasado serafín de la Compañía de Jesús,
cuyo sagrado instituto abrazasteis
por orden de la misma Reina de los Ángeles,
haciendo para ello en traje de peregrino un largo y penoso viaje.
Hermoso Estanislao,
en cuyos dichosos brazos descansó el niño Dios,
trayéndote milagrosamente la salud
y recreándote con su dulcísimo presencia.
Ángel en carne humana,
a quién repetidas veces los
Espíritus angélicos dieron milagrosamente
el Pan de los Ángeles.
Nobilísimo joven,
que niño secular contenías con vuestra modestia
a la juventud disoluta,
y ya novicio de la Compañía
arrastrabais a otros con vuestro noble ejemplo
a la más sublime perfección.
Tu, cuyo pecho abrigaba tanto fuego de amor divino,
que no cesó de abrasaroS hasta consumiros,
haced, amabilísimo santo mío,
que prenda en mi corazón
un centella de la llama celestial,
que consumiendo mi amor propio,
purifique mi espíritu de manera
que logre después de este destierro,
entregar mi alma en los brazos de María Santísima,
y reinar con Vos eternamente en el cielo.
Amén.

Ësta y muchas oraciones las encontrarán en Devocionario Católico

 

 

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Recolha, transcrição e tradução incompleta de António Fonseca