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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CREDO

 

A CONFIANÇA DOS CRISTÃOS:
A PROFISSÃO DE FÉ APOSTÓLICA

1. Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso

"Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16,15). "Ide, pois, e ensinai todas as gentes, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo o que vos mandei" (Mt 28,19-20). Eis a missão que Jesus confiou aos seus apóstolos. A mesma que os apóstolos transmitiram aos seus seguidores: a missão da Igreja, hoje. A Igreja testemunha e anuncia para que todos possam crer e esperar, viver e amar como Jesus acreditou e esperou, viveu e amou. Ela guarda a tradição sagrada e protege-a da falsificação e do erro.

A profissão de fé nasceu na Igreja como recapitulação válida da mensagem transmitida pelos apóstolos. Todos aqueles que, por ocasião do seu Baptismo, são interrogados sobre a sua fé, confessam com as mesmas palavras a sua pertença a Deus Pai, a Jesus Cristo, seu Filho e ao Espírito Santo.

A profissão de fé (Credo) de todos os cristãos começa pela palavra "Eu". Porque no seio da comunidade, cada pessoa tem a sua própria história com Deus. Ninguém pode dizer "eu" pelo outro.

Quem diz "sim" a Deus deve saber a que se compromete. Por isso, é importante que cada cristão aprenda a conhecer e a compreender o texto fundamental da sua fé.

2. Creio em Deus...,
Criador do Céu e da Terra

Os homens perguntam admirados: donde vem o mundo? Donde procede esta diversidade da vida? Quem decidiu sobre o curso dos astros que determinam o tempo do Verão e do Inverno, as sementeiras e as colheitas, o dia e a noite? Quem proporcionou a ordem às plantas e aos animais e concedeu a fertilidade à terra? Quem faz brotar a vida no seio das mães? O que é que existiu no princípio e qual será o fim?

Os homens que sofrem, queixam-se: Quem faz estremecer a terra e provoca as inundações? Quem retém as águas para secar a terra? Donde vem a desgraça, a doença, a morte? Donde vem o mal e quem lhe dá o poder de encher o coração humano? Acabará o mal por vencer o bem? Será a morte mais forte que a vida?

Em todo o mundo se ouvem as mesmas interrogações que angustiam os homens. Os mais sábios de entre todos os povos buscam uma resposta. Falam do mistério dos começos, das obras da divindade e da sua história com a humanidade: são os relatos das origens.

Os sacerdotes de Israel, iluminados pelo Espírito de Deus, formulam a sua fé em Deus, "criador do céu e da terra". Esta confissão de fé é tão importante que eles a situam no princípio da Bíblia.

Relatos das origens: Fala-se, por vezes, do "relato da criação" no princípio da Bíblia correndo o risco de interpretar o capítulo inicial do primeiro livro bíblico como a descrição mais ou menos exacta dos acontecimentos relatados nesse primeiro capítulo. Quando se diz, por exemplo, que Deus criou o mundo em seis "dias" (fala-se dos seis dias de "trabalho" divino), a palavra "dia" não significa as vinte e quatro horas do dia. A imagem pretende sublinhar que com a criação de Deus, o tempo começa o seu percurso, e também que as diferentes criaturas ficam ligadas umas às outras. O texto que a Bíblia nos transmite não nos diz como é que o universo começou, mas quem é que o fez. O povo de Israel professa neste hino a sua fé em Deus, o qual existia antes do começo e que permanece fiel à sua criação até à sua consumação

3. E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor

Quando Jesus atingiu a idade de trinta anos, saiu de Nazaré, a sua aldeia, e foi ao encontro de João Baptista, nas margens do Jordão. Depois, levou uma vida de pregador itinerante nas aldeias e vilas dos arredores do lago de Tiberíades. Começou ali a pregar a Boa-Nova de Deus, dizendo: "Completou-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Convertei-vos e acreditai no Evangelho" (Mc 1,14-15). As pessoas que o contactam percebem logo que Ele não é como os outros. Juntam-se à sua volta, querem estar perto. Escutar o que Ele diz e ver o que Ele faz. Admiram-n'O porque Ele fala sobre Deus e a natureza humana de modo distinto dos mestres das sinagogas.

  • Aos que a Ele vêm, Jesus diz: Deus deseja o vosso bem, quer facilitar-vos a vida. Ele não despreza os pobres e quer perdoar o pecado dos que fizeram o mal.
  • Jesus diz: Não temais a Deus; amai-O. Ele deseja uma só coisa: que acrediteis na mensagem que vos trago.

Jesus disse:
O Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido.

EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS 19,10

João Baptista: Filho do sacerdote Zacarias e de sua esposa Isabel que haviam envelhecido sem terem filhos. O anjo Gabriel anuncia a Zacarias, no templo de Jerusalém, o nascimento de um filho que se chamará João - que significa "Deus é clemente". João Baptista é um eleito. Vive no deserto. Aos que a ele vêm, diz: "O Reino dos Céus está próximo, arrependei-vos". Ele baptiza no Jordão em arrependimento dos pecados. É o último profeta de Israel, o precursor de Jesus.

Sinagoga: É a casa de oração dos judeus. Naquele tempo os sacrifícios eram oferecidos unicamente no templo de Jerusalém. Mas, em todas as aldeias e vilas, havia lugares de oração: as sinagogas.

4. Concebido pelo poder do Espírito Santo, Nasceu da Virgem Maria

Nós acreditamos e confessamos que Jesus de Nazaré é o messias, Filho de Deus. Desde todos os tempos Ele vive na glória do Pai. Veio ao mundo, tornando-Se semelhante a nós, manifestação do amor do Pai feita carne. Um amor que ultrapassa tudo o que os homens podem imaginar e dizer.

Os teólogos e os discípulos de Jesus têm, cada um, a sua própria maneira de falar do mistério da encarnação. São João começa o seu Evangelho por um hino a Cristo: "E o Verbo fez-se carne (quer dizer "homem") e habitou entre nós, e nós contemplámos a sua glória." (cf. Jo 1,1-18).

Na epístola aos Filipenses, São Paulo cita um hino baptismal que descreve a encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo, como um movimento do "céu" em direcção à "terra" (de Deus para os homens) que volta para o "céu": "Ele, de condição divina... Tornou-Se semelhante aos homens... Humilhou-Se e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus O exaltou... Para que todos, no céu, na terra e nos abismos, proclamem que Jesus Cristo é o Senhor." (Fil 2,6-11).

Na sua epístola aos Gálatas, São Paulo descreve a "vida de Jesus" numa só frase: "Quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido duma mulher, nascido sob o domínio da Lei... A fim de nos conferir a adopção filial." (Gal 4,4-5).

São João dirige-se à sua comunidade de maneira ainda mais directa: "Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que vivamos por Ele... E nós contemplamos e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo" (1Jo 4,9.14).

Dois dos evangelistas, São Mateus e São Lucas, escolheram uma forma familiar às comunidades para as quais escrevem o seu Evangelho. Contam como Jesus veio ao mundo e o que significa esta vinda para os homens que, segundo a vontade de Deus, desempenham um papel na história do seu Filho. Começam o seu livro pelo "Evangelho da infância" (Mt 1-2, Lc 1-2).

5. Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado

  • Jesus diz:
    Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da lei. Estes condená-l'O-ão à morte e entregá-l'O-ão aos pagãos. Vão escarnece-l'O, cuspir n'Ele, vão torturá-l'O e matá-l'O. E depois de três dias Ele ressuscitará.

    EVANGELHO SEGUNDO SÃO MARCOS 10,33-34

  • São Pedro declara na sua pregação de Pentecostes:
    Jesus de Nazaré foi um homem que Deus confirmou entre vós, realizando por meio d'Ele os milagres, prodígios e sinais que bem conheceis. E Deus, com a sua vontade e presciência, permitiu que Jesus vos fosse entregue, e vós, através de ímpios, mataste-l'O, pregando-O numa cruz.

6. Desceu à mansão dos mortos; Ressuscitou ao terceiro dia

Deus criou o homem - Adão e Eva - à sua imagem: criou-os homem e mulher. E abençoa-os. Ama-os: a eles e a todos os seus filhos e aos filhos dos seus filhos, a quem confiou a terra. O seu amor abarca não só os que Lhe são fiéis e respeitam os seus mandamentos, mas também todos os que nunca ouviram falar d'Ele e que, por isso, não O procuram, não O encontram e ignoram como viver para Lhe agradar. Deus quer partilhar a sua vida com todos.

O tempo passa. Os homens morrem. Morrem os que vivem sem Deus ou contra Ele, mas também todos os que O amam: Adão e Eva, Abraão e Moisés, Sara, Rebeca e Miriam, David e Salomão, Elias e Amós, Zacarias e Isabel, Simeão e Ana, João Baptista e toda a multidão de pessoas das quais só Deus conhece o nome e o amor.

Terão eles esperado em vão? Esquece Deus a sua fidelidade? Nós acreditamos que Deus não levou a Boa Nova só aos vivos. Acreditamos que Jesus desceu à mansão dos mortos e que ali proclamou também: Completou-se o tempo. O Reino de Deus está a chegar. Estais resgatados. Deus é misericordioso com todos os que O amam. Isto quer dizer que a morte perdeu o seu poder: não pode reter os que amam a Deus. Jesus Cristo, o Senhor, morreu por todos. Todos pertencem à comunidade dos vivos fundada por Ele.

Celebrando agora, Senhor,
o memorial da nossa redenção,
recordamos a morte de Cristo
e a sua descida à mansão dos mortos,
proclamamos a sua ressurreição e ascensão aos céus,
e, esperando a sua vinda gloriosa,
nós Vos oferecemos o seu Corpo e Sangue,
o sacrifício do vosso agrado
e de salvação para todo o mundo.

EXTRACTO DA ORAÇÃO EUCARÍSTICA IV

Mansão dos mortos: Mundo inferior, império da morte. As histórias da Bíblia transmitem-nos a "palavra de Deus expressa em línguas humanas". Isto significa que os homens que testemunham a sua experiência de Deus, o fazem com as representações e as imagens do seu tempo. Imaginam a terra como um disco. Sobre ela, encontra-se a abóbada celeste, o "domínio" onde Deus reina sobre os viventes. Em baixo o mundo subterrâneo (sheol), a região onde reina a morte sobre os defuntos. Por isso se diz: Jesus "desceu" à mansão dos mortos.

7. Subiu aos Céus; está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso

Os discípulos de Jesus viveram a experiência da Sexta-Feira Santa: Jesus, indefeso e abandonado, pendia da cruz. A sua vida extinguiu-se na morte. Depositaram seu corpo num túmulo e fecharam a entrada com uma grande pedra: sinal de que, no fim, a morte tem poder sobre a vida. No encontro com o Senhor ressuscitado, vivem a experiência que acaba com tudo o que julgavam saber sobre a vida e a morte. Jesus vem ao seu encontro. Eles reconhecem-n'O - sim, é Ele, o Crucificado. É-lhes familiar e, ao mesmo tempo, estranho. Entra, mesmo com as portas fechadas. Está presente e desaparece. Não podemos detê-l'O. Entre o medo e a dúvida, os discípulos começam a pensar e a acreditar no que está para além da morte: Deus ressuscitou o seu Filho dos mortos e recebeu-O na glória com a sua condição humana. Os discípulos afirmam: Jesus subiu ao céu e Deus deu-Lhe o lugar de honra, à sua direita.

8. De onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos

Jesus está junto do Pai. Os homens e as mulheres que põem n'Ele a sua confiança permanecem no meio da fragilidade da vida e da imperfeição do mundo. No entanto, a luz que Jesus veio acender no mundo não está apagada. A esperança que as suas palavras e acções suscitaram no coração dos homens, não está morta.

9. Creio no Espírito Santo

O Espírito Santo de Deus: não O podemos ver, reter nem mostrar. Não podemos dispor d'Ele. Mas podemos sentir a sua existência e a sua acção, por exemplo: quando um homem ou uma mulher fala de Deus, de tal modo que outros abraçam a fé; quando duas pessoas põem fim a uma discórdia e se reconciliam; quando alguém que agiu mal repara as suas faltas; quando uma pessoa amargurada pelo ódio começa a amar; quando alguém, que só pensava em si, abre os olhos para o sofrimento dos outros; quando uma pessoa sai em defesa das plantas e dos animais, da água e do ar - da vida posta em perigo pelo homem.

10. A Santa Igreja Católica

A Igreja do nosso tempo é uma comunidade com dimensões mundiais. Comunica a fé aos que a ela se incorporam pelo Baptismo e ensina-os a viver como cristãos. Cumpre assim a missão que lhe foi conferida por Jesus Cristo, até que Ele volte na sua glória.

11. A comunhão dos santos

Acreditar na "santa igreja católica" e na "comunhão dos santos" está intimamente ligado. A Igreja é a pátria daqueles que, por meio de Jesus Cristo, participam do que é santo: do sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, do perdão dos pecados, do amor de Deus pelos homens.

A Igreja comunica a fé; com o pleno poder de Jesus administra os sacramentos e funda assim a "comunhão dos santos".

12. A remissão dos pecados

Nós, os cristãos, confessamos a nossa fé no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos e na remissão dos pecados. Estas verdades estão intimamente ligadas entre si; cada uma delas faz referência às restantes e todas elas têm a ver com o encargo que o Senhor ressuscitado confiou aos seus apóstolos quando os enviou em missão: "Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura. Todo aquele que acreditar e for baptizado, será salvo; aquele que não acreditar, será condenado" (Mc 16,15-16).

Aquele que sela a sua fé em Jesus Cristo pelo Baptismo, está reconciliado com Deus pela morte de Jesus: os pecados são-lhe perdoados. Por isso o Baptismo é o primeiro sacramento e o mais importante para o perdão dos pecados.

13. A ressurreição dos mortos e a vida eterna

Há pessoas que morrem em idade avançada depois de uma vida bem preenchida. Mas há também crianças e jovens que morrem de doença, de fome e de frio, de acidentes ou catástrofes. Só Deus sabe quantos morrem devido à indiferença dos que os rodeiam, que não querem partilhar o pão, os medicamentos, as terras e a casa. Ou ainda por causa da violência dos poderosos que preferem fazer a guerra a manter a paz.

  • Quando os cristãos dizem que crêem na ressurreição dos mortos e na vida eterna, não significa que eles pretendam escapar à morte e ao sofrimento.
  • Não pretendem consolar os seus semelhantes desfavorecidos e marginalizados, com a esperança duma vida melhor.
  • Quando os cristãos dizem que crêem na ressurreição dos mortos e na vida eterna, querem dizer: acreditamos que nós - os seres humanos -, a terra e tudo o que nela cresce, tem um futuro melhor. Cremos com fé, que esse futuro será bom. Melhor do que tudo o que podemos imaginar e sonhar. Pois é Deus quem no-lo concederá.

Nós cremos firmemente, e assim o esperamos, que, tal como Cristo ressuscitou dentre os mortos e que vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo Ressuscitado, e que Ele os ressuscitará no último dia. (Catecismo da Igreja Católica 989).

14. Amen - Sim, assim seja

A profissão de fé apostólica (Credo) é um dos textos fundamentais da fé cristã. Nasceu nos primeiros séculos da Igreja, quando se quis conservar por escrito o essencial da fé dos cristãos.

Cada frase, cada enunciado, foram formulados de tal modo - muitas vezes depois de longos debates - que os cristãos podem encontrar neles a diferença entre a fé e a heresia.

O Credo ou Símbolo dos Apóstolos é válido para toda a Igreja. Quem é baptizado na Igreja de Jesus Cristo, tem que aderir a ele. Durante a Vigília Pascal, a assembleia dos fiéis renova as promessas do seu Baptismo.

Esta profissão de fé de toda a Igreja deve pronunciá-la e repeti-la cada um conjuntamente e para si mesmo. Não é em vão que ela começa pelas palavras "Eu creio" e termina por "Amen".

Quem diz "Amen" confirma a sua decisão. Amen - sim, assim seja, eu adiro, aceito. Este Evangelho é válido para mim. Agradeço ao Senhor por isto.

Alegrai-vos, porque Jesus morreu na cruz!
Amen.
Alegrai-vos, porque Ele ressuscitou dos mortos!
Amen. Alegrai-vos, porque no Baptismo, Ele lavou-nos dos nossos pecados!
Amen.
Alegrai-vos, porque Jesus veio libertar-nos!
Amen.
E alegrai-vos, porque Ele é o Senhor da nossa vida!
Amen.
Aleluia!

Porque achei de muito interesse este texto, resolvi transcrevê-lo para o meu blogue (com a devida vénia) do site www.paroquias.org.

António Fonseca

Tragédia de Albufeira

Igreja solidária com famílias das vítimas da tragédia de Albufeira

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) expressa “profunda solidariedade” para com as famílias das vítimas da derrocada desta Sexta-feira numa praia de Albufeira.

O voto foi expresso à Renascença por D. Jorge Ortiga, que interrompeu as suas férias no Algarve para apresentar condolências às famílias.

“Deixo aos familiares daqueles que faleceram as condolências e os sentimentos, e uma palavra de muita coragem para os familiares que, de um momento para o outro, perderam os seus entes queridos”, afirma o Arcebispo de Braga.

D. Jorge Ortiga, que foi ao local da tragédia expressar a solidariedade da Igreja, diz que este é um momento de “darmos as mãos” para tentar evitar incidentes como o ocorrido na praia Maria Luísa, em Albufeira.

www.ecclesia.pt

O ENTARDECER

 

O entardecer da vida

Fuente: Catholic.net
Autor: Catholic.net

http://es.catholic.netVÁRIAS-29-10-08 075


O sol se despedia do Império Tré. O vassalo caminhava junto à anciã do moinho amarelo. Iam conversando sobre a vida.
- ¿Que coisa é o que mais gosta da vida, anciã? 
A velhinha do moinho amarelo se entretinha em lançar os olhos até ao ocaso.
- Os entardeceres –respondeu. 
O vassalo perguntou, confuso:
- ¿Não gosta mais dos amanheceres? Repare que não vi coisa mais formosa que o nascimento do sol além, detrás das verdes colinas de Tré. 
E reafirmando, exclamou:
- ¿Sabes? Eu prefiro os amanheceres. 
A anciã deixou sobre o chão a canastra de espigas que as suas enrugadas mãos levavam. Dirigindo-se para o vassalo, com tom de voz doce e conciliador, disse:
- Os amanheceres são belos, sim. Mas os pores de sol me dizem mais. São momentos em que gosto de reflectir e pensar muito. São momentos que me dizem coisas de mim mesma.
- ¿Coisas? ¿De ti mesma...? – inquiriu o vassalo. Não sabia a que se refería a velhinha com aquela frase.
Antes de fechar a porta do moinho amarelo, a anciã acrescentou:
- Claro. A vida é como um amanhecer para os jovens como tu. Para os anciãos, como eu, é um belo entardecer. O que ao início é precioso, ao final chega a ser plenamente formoso. Por isso prefiro os entardeceres... - “Olha para ele.”
A anciã apontou com sua mão para o horizonte. O sol se ocultou e uma cálida cor rosada se estendeu por todo o céu do Império Tré. O vassalo guardou silêncio.

Ficou absorto ante tanta beleza.

A vida é um instante que passa e não volta.

Começa com um fresco amanhecer; e com um entardecer sereno se vai.

De nós depende que o sol de nossa vida, quando se despeça do céu chamado “história”, nos pinte com formosas cores sua despedida.

Cores que sejam as recordações bonitas que guardem de nós, as pessoas que viveram a nosso lado.

Recolha, transcrição e tradução de António Fonseca

BARTOLOMEU, Santo (e outros) – 24 de Agosto

 

Bartolomé, (Bartolomeu) Santo
Apóstolo, 24 de agosto, Século I

Mártir
Agosto 24

Etimologicamente significa “filho de Tolomé” (Bar =filho. Tolomé = “cultivador e lutador”).. Vem da língua hebraica.
A este santo (que foi um dos doze apóstolos de Jesus) o pintavam os antigos com a pele em seus braços como quem leva um abrigo, porque a tradição conta que seu martírio consistiu em que lhe arrancaram a pele de seu corpo, estando ele ainda vivo.
Parece que Bartolomé é um sobrenome o segundo nome que lhe foi acrescido a seu antigo nome que era Natanael (que significa "regalo de Deus") Muitos autores crêem que o personagem que o evangelista São João chama Natanael, é o mesmo que outros evangelistas chamam Bartolomé. Porque San Mateo, San Lucas e San Marcos quando nomeiam o apóstolo Felipe, lhe colocam como companheiro de Felipe a Natanael.


O encontro maior de sua vida.
O dia em que Natanael ou Bartolomé se encontrou por primeira vez a Jesus foi para toda sua vida uma data memorável, totalmente inolvidável. O evangelho de San João a narra da seguinte maneira: "Jesus se encontrou com Felipe e lhe disse: "Segue-me". Felipe se encontrou com Natanael e lhe disse: "Havemos encontrado aquele a quem anunciaram Moisés e os profetas. É Jesus de Nazaré". Natanael lhe respondeu: " ¿É que de Nazaré pode sair algo de bom?" Felipe lhe disse: "Vem e verás". Viu Jesus que se acercava Natanael e disse dele: "Aí tem a um israelita de verdade, em quem não há engano" Natanael lhe perguntou: "¿Desde quando me conheces?" Lhe respondeu Jesus: "antes de que Felipe te chamasse, quando tu estavas além debaixo da árvore, eu te vi". Lhe respondeu Natanael: "Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel". Jesus lhe respondeu: "Por haver dito que te vi debaixo da árvore, ¿crês? Te asseguro que verás os anjos do céu baixar e subir ao redor do Filho do Homem." (Jn. 1,43 ).
Felipe, o primeiro que fez ao fizesse também seguidor de tão excelente maestro. Era uma tocha que acendia a outra tocha. Mas o nosso santo ao ouvir que Jesus era de Nazaré (ainda que não fosse desse povo mas sim de Belém, mas a gente acreditava que havia nascido ali) se estranhou, porque aquele era um dos mais pequenos e ignorados povoados do país, que nem sequer aparecia nos mapas. Felipe não lhe discutiu a sua pergunta pessimista mas somente lhe fez uma proposta: "¡Vem e verás que grande profeta é!"
Uma revelação que o convenceu.
Y tan pronto como Jesús vio que nuestro santo se le acercaba, dijo de él un elogio que cualquiera de nosotros envidiaría: "Este si que es un verdadero israelita, en el cual no hay engaño". El joven discípulo se admira y le pregunta desde cuándo lo conoce , y el Divino Maestro le añade algo que le va a conmover: "Allá, debajo de un árbol estabas pensando qué sería de tu vida futura. Pensabas: ¿Qué querrá Dios que yo sea y que yo haga? Cuando estabas allá en esos pensamientos, yo te estaba observando y viendo lo que pensabas". Aquélla revelación lo impresionó profundamente y lo convenció de que este sí era un verdadero profeta y un gran amigo de Dios y emocionado exclamó: "¡Maestro, Tú eres el hijo de Dios! ¡Tú eres el Rey de Israel! ¡Maravillosa proclamación! Probablemente estaba meditando muy seriamente allá abajo del árbol y pidiéndole a Dios que le iluminara lo que debía de hacer en el futuro, y ahora viene Jesús a decirle que El leyó sus pensamientos. Esto lo convenció de que se hallaba ante un verdadero profeta, un hombre de Dios que hasta leía los pensamientos. Y el Redentor le añadió una noticia muy halagadora. Los israelitas se sabían de memoria la historia de su antepasado Jacob, el cuál una noche, desterrado de su casa, se durmió junto a un árbol y vio una escalera que unía la tierra con el cielo y montones de ángeles que bajaban y subían por esa escalera misteriosa. Jesús explica a su nuevo amigo que un día verá a esos mismos ángeles rodear al Hijo del Hombre, a ese salvador del mundo, y acompañarlo, al subir glorioso a las alturas.
Desde entonces nuestro santo fue un discípulo incondicional de este enviado de Dios, Cristo Jesús que tenía poderes y sabiduría del todo sobrenaturales. Con los otros 11 apóstoles presenció los admirables milagros de Jesús, oyó sus sublimes enseñanzas y recibió el Espíritu Santo en forma de lenguas de fuego.
El libro muy antiguo, y muy venerado, llamado el Martirologio Romano, resume así la vida posterior del santo de hoy: "San Bartolomé predicó el evangelio en la India. Después pasó a Armenia y allí convirtió a muchas gentes. Los enemigos de nuestra religión lo martirizaron quitándole la piel, y después le cortaron la cabeza".
Para San Bartolomé, como para nosotros, la santidad no se basa en hacer milagros, ni en deslumbrar a otros con hazañas extraordinarias, sino en dedicar la vida a amar a Dios, a hacer conocer y amar mas a Jesucristo, y a propagar su santa religión, y en tener una constante caridad con los demás y tratar de hacer a todos el mayor bien posible.


Oração
Oh, Dios omnipotente y eterno, que hiciste este día tan venerable día con la festividad de tu Apóstol San Bartolomé, concede a tu Iglesia amar lo que el creyó, y predicar lo que él enseñó. Por Nuestro Señor Jesucristo. Amén
¡Felicidades a los Bartolomés!
Consulta también
San Bartolomé Apostol de Jesús Martí Ballester

 

María Micaela do Santíssimo Sacramento, Santa
Fundadora, Agosto 24

Fundadora

Etimologicamente significa: Maria = “princesa das águas” em língua síria, e Micaela =”¿quem como Deus?”, em língua hebraica.
Começamos por felicitar as religiosas Adoratrices do Santíssimo Sacramento e da Caridade de nossa cidade e do mundo inteiro, fundadas por santa María Micaela.
Quando amanhecia o ano novo de 1809, Nascia esta rapariga em Madrid de uns pais profundamente cristãos. Ele era Miguel Desmasiere, de origem nobre flamenco, e ela era Bernarda López, dama da rainha Maria Luísa.
A rapariga reunia em sua pessoa muitos dons que vão desde a beleza física a sua inteligência, dom de gentes e um coração tão grande como as praias de todos os mares.
Aprendeu todos os trabalhos de mãos de sua mãe: passar, a ferro, coser e guisar, pintar, bordar, escrever, tocar instrumentos de música e a saber orar ante o Senhor.
Apenas pôde, entregou-se à educação das meninas numa pequena escola de Guadalajara. Era tão boa e tão excelente educadora que sabia ganhar as crianças com regalos, quando os mereciam, e, por suposto, as ensinava a adorar ao Santíssimo Sacramento, uma verdadeira vocação a que estava chamada já desde muito jovem.
Adquire mais relevância todavia sua figura quando se soube que tinha que faces dupla vida: a propriamente sua, formada à base de oração, obras de caridade, e a outra que corresponde ao ramo familiar: assistir a teatro e a reuniões de nobres.
Esta dupla vida tinha seu cimento firme na Eucaristia e na adoração ao Santíssimo.
¿Qual é a característica mais notável de María Micaela?
Basta acercarse a muchos de los centros que tienen por todo el mundo. Su labor fundamental consistió y consiste ahora en atender a las chicas con problemas y que levan una vida desordenada.
Esta labor atrajo a un grupo de jóvenes, a las que les gustaba la idea. Así nació en 1859 la Congregación de las Adoratrices y Esclavas del Santísimo Sacramento y de la caridad. En esta labor le ayudó mucho la orientación del Padre María Antonio Claret. María Micaela murió en Valencia por la enfermedad del cólera en el año 1865
¡Felicidades a quienes lleven este nombre y a la Adoratrices de Granada!
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De los escritos de Santa María Micaela corazones.org
Comentarios al P. Felipe Santos: al Santoral">fsantossdb@hotmail.com
Este día también se festeja a Santa Benilde

Benilde de Córdoba, Santa

Benilde de Córdoba, Santa

Mártir

Era bastante anciã já quando se desatou em sua Córdoba natal uma perseguição califal contra o cristianismo das que fazem época; nunca melhor dito: a grande era dos mártires cordobeses. Desde havia dois anos não cessavam os mortos pela fé cristã.
San Fandila, sacerdote natural de Guadix e grande catequista, foi degolado por sua actividade cristã em 13 de Junho deste ano 853 e no dia seguinte o foram santa Digna, religiosa contemplativa, e S. Félix, monge de um convento da capital e natural de Alcalá de Henares. É dizer, todo o cristão significativo estava sendo eliminado para desarreigar a fé de Cristo e «evangelizar» Córdoba no espírito do Corão.
Como os mouros eram bem conhecedores dos costumes cristãos, depois da execução, se queimavam os corpos dos mártires e suas cinzas as espalhavam no rio Guadalquivir para evitar a criação de santuários nas tumbas dos mártires.
Benilde, apesar de seus muitos anos, se encheu de valentia evangélica, elevou seu grito de liberdade contra a tirania e proclamou em voz alta que preferia a fé à vida e a coerência crente ao silêncio cúmplice com aquele «terrorismo de estado». Seu gesto claro, generoso e valente lhe custou o pescoço e também foi incinerada para desperdiçar seus restos no rio.
Dizem os entendidos que as águas do Guadalquivir baixam, desde então, «contaminadas» pelo único barro que, em lugar de o sujar, fecundam a Igreja andaluza: o rio de amor que não pode enganar-se nem enganar-nos.
Não, se já vereis como os velhos que estão perto da Igreja vão a poder dar-nos, no final, mais de uma lição de vida comprometida com o evangelho.
Ao tempo...

Tikhon de Zadonsk, Santo
Escritor, 24 de agosto

Escritor
Agosto 24

É o amor o que agrada a Deus, não o temor puritano a não cumprir estritamente, nem o cumprimento farisaico.
Este jovem russo teve uma infância imerso na miséria. Veio ao mundo no ano 1724 e morreu no mosteiro de Zandosk (Leninegrado) em 24 de Agosto de 1784.
Seu pai era o sacristão do povo. Ao morrer, deixou viúva e seis filhos. Nestas circunstâncias, teve que pôr-se a trabalhar muito cedo.
Tanta vontade tinha de levar algo para casa que com o que ganhava, deixava um tanto para comprar-se velas e poder seguir trabalhando durante a noite.
Depois destas vicissitudes, entrou no seminário.
Fez uns estudos brilhantes. Seu vigor e zelo apostólicos fizeram com que o nomeassem director do seminário. De Novgorod.
Catalina a Grande o nomeou – contra a sua vontade – bispo de Voroneje (1763). Se tratava de uma diocese pobre. Os mesmos sacerdotes eram iletrados.
Se entregou com toda sua alma a ajudar a esta gente miserável com os meios de que podia dispor.
Sus salud le jugó una mala partida. Al no poder llevar a cabo toda la actividad que requería su trabajo de obispo, presentó la dimisión y se retiró como huésped al convento de Zadonsk.
Aquí fue donde escribió sus obras que tienen como eje la vida de Nuestro Señor y el Evangelio. Por eso se le considera como uno de los mejores escritores de su país.
Vivía en una casita al lado de la iglesia con un enfermero y un secretario. Este escribía al dictado de la inspiración del maestro. Eran dos verdaderos santos.
Cuentan que para no molestar a nadie por su tos, se iban al bosque a hacer oración. No fueron pocas las veces que les cogieron en pleno éxtasis.
Los monjes eran conscientes de esta realidad pero algunos se lo tomaban a broma. Fueron muy severos con él. Le negaron hasta la Eucaristía la misma noche en que murió diciendo estas palabras:"Dios mío, te doy gracias por todo".
¡Felicidades a quien lleve este nombre!

Emilia de Vialar, Santa
Fundadora, 24 de agosto

Fundadora
Agosto 24

Etimologicamente significa” amiga, amável, gentil”. Vem da língua latina.
Desde a vinda de Cristo, os crentes são em si como uma carta de Cristo escrita não com tinta mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra mas vivas, no coração do homem.
Emilia foi fundadora. Havia nascido em Albien em 1797 e morreu em Marselha em 1856.
A levaram aos altares em 1951.
Desde os 15 anos até aos 35 cuidou de que sua viuvez não desse a corte com seus anseios de santificação pessoal e comunitária.
Cuidava – como é natural – de seu pai e de seus filhos. Mais tarde, em 1832, deixou toda sua herança e buscou uma casa em Gaillac, onde organizou um exército de caridade.
Muchas chicas se le fueron uniendo en esta noble misión. Eran la tinta viva de su fe la que daba sentido a sus vidas.
En 1835 le invitaron a que fundara una congregación religiosa. Era querida por todas, pero esto no quita que surgieran dificultades por parte del obispo de la diócesis, monseñor Dupch.
En 1842, el obispo expulsó a Emilia Durante los 12 años siguientes, las hermanas de Madre Emilia se fueron extendiendo por todo el mundo.
Se les conoce como “Las hermanas de san José de las Apariciones”.
En su canonización – cuando la proclamaron santa – se dijo de ella que era “prudente, comprensiva, muy sensible y totalmente confiada en Dios”.
Felicidades a quien lleve este nombre!

Juana Antide Thouret, Santa
Fundadora, Agosto 24

 

Fundadora das Irmãs da Caridade de Besançon

A Congregação das Irmãs da Caridade de Besançon têm sua origem na tradição Vicenciana, sua fundadora havia sido Filha da Caridade. Juana Antide Thouret nasceu em 17 de Novembro de 1765 em Sancey-le-Long, França.
Aos 22 anos entrou na Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo que harmoniza oração, vida comunitária e serviço aos pobres.
Durante a Revolução francesa, todas as Filhas da Caridade de França se dispersaram, regressando a seus lugares de origem, Juana intentou unir-se a outros grupos religiosos mas nenhum preenchia seus desejos.
Foi convidada a voltar a Besançon a começar o trabalho na diocese. Aceitou o convite e em 11 de Abril de 1799 começou uma pequena escola e um comedor para os pobres. Também visitava os enfermos e abriu um comedor para os pobres. Começaram a conhecer-se como Irmãs da Caridade de Santa Juana Antide Thouret, uma comunidade internacional na tradição vicenciana (filhas da caridade de São Vicente de Paulo). Esta herança continua até hoje respondendo aos gritos dos pobres.
Actualmente formam a comunidade umas 4.000 Irmãs estendidas nos cinco continentes com grande variedade de serviços aos pobres. A vida comunitária, a Eucaristia, e o Mistério Pascal são elementos chaves em sua vida.
Em 1810 o rei de Nápoles, as chamou depois de fundar várias casas em França, foi a Nápoles, e ali com várias Irmãs começando a fundação em Itália. Juana morreu em Nápoles em 24 de agosto de 1826.
Juana Antide Thouret foi beatificada por Pio XI em 23 de Maio de 1926 e canonizada em 14 de Janeiro de 1934.

 

http://es.catholic.net/santoral

 

Recolha, transcrição e tradução incompleta de António Fonseca