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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ANO SACERDOTAL

 

 

Ano Sacerdotal também para os sacerdotes que abandonaram ministério

O Ano Sacerdotal é uma iniciativa com a qual Bento XVI quer que a Igreja volte a entrar em contacto também com sacerdotes que abandonaram o ministério. Assim confirma o Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, em entrevista publicada pela edição italiana do jornal “L’Osservatore Romano”, na qual o prelado revela inclusive como surgiu a ideia de convocar esta iniciativa.

“Lembro que, após o Sínodo sobre a Palavra de Deus, na mesa do Papa havia uma proposta, já apresentada antes, de convocar o ano da oração, que em si estava bem unida à reflexão sobre a Palavra de Deus”, comenta.

No entanto, “os 150 anos da morte do Cura d’Ars e a emergência dos problemas que afectaram tantos sacerdotes levaram Bento XVI a promulgar o Ano Sacerdotal”, revela.

Com esta iniciativa, afirma o Secretário de Estado do Vaticano, o Papa quer mostrar “uma atenção especial aos sacerdotes, às vocações sacerdotais” e promover “em todo o povo de Deus um movimento de crescente afecto e proximidade dos ministros ordenados”.

“O Ano Sacerdotal está a suscitar um grande entusiasmo em todas as igrejas locais e um movimento extraordinário de oração, de fraternidade para com os sacerdotes e entre eles mesmos, além de promover a pastoral vocacional”, afirma, destacando “uma especial atenção a favor de sacerdotes que foram reduzidos a uma condição marginal na acção pastoral”.

O Cardeal Bertone considera que este ano procura também recuperar “o contacto, de ajuda fraterna e, se possível, voltar a unir-se com os sacerdotes que, por diferentes motivos, abandonaram o exercício do ministério”.

“Os santos sacerdotes que povoaram a história da Igreja não deixarão de proteger e de apoiar o caminho de renovação proposto por Bento XVI”, conclui.

 

 

www.ecclesia.pt

Agência Ecclesia

Recolha e transcrição de António Fonseca

PAI NOSSO

OS CRISTÃOS REZAM: "PAI NOSSO"

17. A oração do Senhor

Jesus conhece as orações da comunidade judaica. Ele louva, dá graças e reza no seio da assembleia dos fiéis. Ao Sábado, assiste com os seus discípulos ao culto divino, na sinagoga. Às refeições, canta com eles os salmos de David. Por vezes, afasta-Se para rezar sozinho. Um dia, de manhã cedo, os discípulos encontram-n'O em oração, num lugar deserto (Mc 1,35). Noutra ocasião, Jesus envia os discípulos numa barca para a outra margem do lago enquanto fica a rezar na montanha (Mc 6,46).

Um dos discípulos pergunta a Jesus: "Senhor, ensina-nos a rezar" (Lc 11,1). E Jesus ensina-lhes a oração de todos os cristãos, o Pai Nosso.

O Pai Nosso é exposto no Evangelho de São Lucas (Lc 11,2-4) numa versão abreviada; no de São Mateus (6,9-13) numa versão mais longa. É este texto mais longo que se tornou a oração de todos os cristãos.

17.1 Pai Nosso que estais nos Céus

Jesus, o Filho de Deus, leva consigo até junto de seu Pai, todos aqueles que, cheios de confiança, se tornaram seus irmãos e irmãs. Como filhos e filhas de Deus, têm o direito de O invocar através de um nome que exprime a sua pertença e intimidade: Abba, papá (paizinho).

Quando dizemos: "Pai Nosso que estais nos Céus", queremos dizer que, por Ele e junto d'Ele, tudo o que significa a palavra "céu" torna-se para nós realidade: felicidade, segurança, paz, vida em plenitude.

A paternidade de Deus estende-se também aos filhos e filhas que vivem experiências desagradáveis com os pais biológicos: que não são amados, mas rejeitados; que não são aprovados, mas censurados; que não são encorajados, mas condenados; que não são libertados, mas oprimidos. Na comunidade dos crentes, estas pessoas descobrem irmãos e irmãs que lhes permitem experimentar aquilo que lhes tinha sido negado.

  • Ter um Pai no Céu:
    Ter Alguém em Quem poder apoiar-se,
    mesmo quando os pais falhem;
    Alguém a Quem poder perguntar,
    mesmo quando as mães não dão resposta;
    ter Alguém que nos dá irmãos e irmãs,
    ter Alguém a Quem podemos amar.

Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá.

SALMO 27,10

17.2 Santificado seja o vosso Nome

Santificar o Nome de Deus não significa que O glorifiquemos só dentro dos muros das igrejas nas orações comuns, que O silenciemos e afastemos de tudo o que tem a ver com o mundo.

  • Santificar o Nome de Deus significa que O pronunciamos, que Lhe cantamos cânticos e O damos a conhecer.
  • Que contamos com Ele, quando se trata de assuntos do mundo.
  • Que manifestamos que o Nome de Deus é mais importante, para nós, do que todos os nomes dos poderosos por quem sentimos muito respeito.
  • Que O damos a conhecer entre as nações, pois quando o Nome de Deus é santificado, também o nosso é santificado com Ele.

Santificar o Nome de Deus significa: chamar os outros pelo seu nome, tanto os que estão perto como os que estão longe; não precisamos de humilhar o nome do outro receando que o nosso seja esquecido: "Não tenhas medo... chamei-te pelo teu nome: tu és meu" (Is 43,1).

Nós Te damos graças, Pai santo,
pelo teu santo Nome
que fizeste habitar em nossos corações,
para o conhecimento, a fé e a imortalidade
que Tu nos concedeste
por meio de Jesus, teu servo.

DIDAQUÊ (DOUTRINA DOS DOZE APÓSTOLOS, SÉCULOS IIII)

17.3 Venha a nós o vosso Reino

Os crentes aguardam que o Reino de Deus se faça realidade. Escutam atentamente quando Jesus diz: "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho" (Mc 1,15).

No povo judeu muitos esperam o começo do Reino de Deus, o seu Reino. Acreditam que Deus virá, na pessoa do Messias, completar o que eles não podem fazer por si próprios: vencer os inimigos do seu povo, expulsar os romanos do país, e reinar, desde Jerusalém - o centro do mundo - sobre todas as nações, ser um rei poderoso sobre o trono de David. Mas Jesus fala duma outra maneira do Reino de Deus e do seu Reino: conta histórias através de imagens, parábolas. Ele diz: O Reino de Deus é semelhante a uma semente que o semeador lançou à terra (Mt 13,1-9). É semelhante a um grão de mostarda que se tornou uma árvore (Mt 13,31-32), ao fermento que uma mulher toma e amassa com três medidas de farinha (Mt 13,33), a um tesouro escondido no campo (Mt 13,44).

Jesus diz aos seus discípulos: vivam de tal maneira que os outros vejam através da vossa fé, da vossa esperança e da vossa caridade, que o Reino de Deus está a crescer. Deixai os vossos cálculos. Só Deus conhece o dia e a hora. Quanto a vós, sede vigilantes a fim de não faltardes à festa de Deus. E suplicai: Venha a nós o vosso Reino!

Jesus diz:
Alegrem-se todos os que se sabem pobres diante de Deus: é a eles que pertence o Reino dos Céus. Alegrem-se todos os aflitos: Deus os consolará. Alegrem-se todos os que não recorrem à violência: Deus lhes dará a posse da terra. Alegrem-se todos os que esperam com ardor que a vontade de Deus se faça: Deus realizará os seus sonhos. Alegrem-se todos os misericordiosos: Deus lhes fará misericórdia. Alegrem-se todos os que têm um coração puro: eles verão a Deus. Alegrem-se todos os que trabalham pela paz: Deus aceita-os como seus filhos. Alegrem-se todos os que são perseguidos porque esperam a vontade de Deus: a eles pertence o Reino dos Céus.

CF. EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS 5,1-10

Boa Nova (Evangelho): Esta palavra grega aplica-se ao anúncio da vitória depois duma batalha ou ainda ao anúncio do nascimento duma criança de família real. Em relação a Jesus, significa a mensagem que Ele entrega e os sinais que realiza.

17.4 Seja feita a vossa vontade

Porque Deus é Rei e Senhor, porque o seu Reino é uma realidade para todos os homens, perguntamos: Que quer Deus? Que quer Deus de mim? Porque no mundo onde vivemos, nas nossas sociedades, é a vontade do homem que conta: a vontade do pai e da mãe, dos professores e dos superiores, dos legisladores e dos que exercem repressão para que as leis se imponham. Mas ninguém pergunta se o que eles fazem seguindo a sua vontade é também a vontade de Deus.

  • Porque a nossa vontade se opõe à de Deus,
    porque queremos fazer valer o nosso nome,
    porque queremos construir o nosso próprio reino,
    porque não queremos partilhar o nosso pão,
    porque não queremos aceitar-nos a nós mesmos, porque vivemos em oposição uns aos outros, porque não queremos confiarem Deus
    - é esta a razão por que somos culpados.

Ergamos os olhos a Maria, que disse "Fiat" (sim) quando o anjo a visitou. E para Jesus, que disse de Si próprio: "O meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou e realizar a sua obra" (Jo 4,34). Sabemos também que Jesus rezou no jardim de Getsémani, na noite antes da sua morte: "Pai, se é da tua vontade, afasta de Mim este cálice! Contudo, que não se faça a minha vontade, mas a tua!" (Lc 22,42). No dia seguinte, Jesus é crucificado. Os homens fizeram d'Ele o que quiseram. Mas Deus não O abandonou. Ressuscitou dos mortos o seu Filho. Jesus é o penhor da nossa esperança. Podemos apoiar-nos n'Ele quando a desgraça nos bate à porta.

  • Deus não quer
    que uma criança nasça sem mãos,
    que os jovens se tornem toxicodependentes
    que se viva à custa doutro,
    que os doentes estejam sós
    que as pessoas idosas não contem para nada na sociedade
    que as doenças sejam incuráveis...
  • Onde quer que
    uma pessoa estende a mão a outra,
    partilha as suas vestes,
    assiste os doentes,
    protesta contra a injustiça,
    a vontade de Deus é feita.

A vontade de Deus está na nossa confiança na sua presença em nós mesmos no meio do sofrimento, no seu auxílio mesmo quando não o compreendemos. A sua vontade é que haja paz na terra e vida para todos os homens. Sentimos a vontade de Deus na nostalgia que nos dá alento, no amor aos nossos semelhantes e na esperança que não nos permite duvidar. Sentimos também a vontade de Deus nas perguntas para as quais não temos respostas.

Fazer:
a sua própria vontade,
a vontade do pai,
a vontade da mãe,
a vontade dos legisladores,
a vontade dos poderosos...
Faz crescer a tua vontade em nós
a fim de que encontremos o nosso próprio caminho.
Impõe-nos a tua vontade
para que todos encontremos o caminho nos leva a Ti.

17.5 O pão nosso de cada dia nos dai hoje

Na segunda parte do Pai Nosso, pedimos ao Pai que Ele nos dê o necessário para o nosso sustento: o pão nosso de cada dia nos dai hoje.

  • Outrora, no deserto, os antepassados fizeram a experiência do pão dado por Deus e do modo como o dá. Tal como o orvalho da manhã, assim caiu do céu o maná cobrindo a terra. O suficiente para saciar o homem. Cada um podia apanhar o que necessitava: uns mais, outros menos. Mas aqueles que faziam reservas porque não confiavam em Deus, esses viam o seu pão estragar-se.

Deus dá-nos a sua palavra. Dá-nos o seu pão. Dá-nos Jesus, seu Filho. Na Eucaristia, Ele próprio Se torna nosso pão quotidiano.

Quando pedimos a Deus o nosso pão de cada dia, referimo-nos a tudo o que necessitamos para viver: o pão e a água, o calor e o lar, o trabalho e a comunidade, a sua bênção.

Deus dá-nos a terra sobre a qual cresce o trigo e o arroz, a mandioca e o milho: o "fruto da terra e do trabalho dos homens" a fim de que partilhemos com os que têm fome.

  • Hoje,
    dá-nos o pão
    do qual temos necessidade:
    alguém,
    uma palavra,
    um sinal,
    uma canção,
    a fim de chegarmos a ser
    aquilo que os outros necessitam, hoje.

Rezamos assim:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo,
pelo pão que recebemos da vossa bondade,
fruto da terra e do trabalho do homem,
que hoje Vos apresentamos
e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Bendito seja Deus para sempre.

ORAÇÃO PARA A PREPARAÇÃO DOS DONS

17.6 Perdoai-nos as nossas ofensas

A quinta petição do Pai Nosso consta de duas partes: uma súplica e uma promessa.

  • A súplica "Perdoai-nos as nossas ofensas" é uma oração comum a todos os homens pois não existe um só que não tenha cometido faltas. Ofendemos a Deus quando não respeitamos a sua Palavra, quando não nos preocupamos com a sua vontade. Quando pensamos que poderíamos viver sem Ele e contra Ele. Quando construímos o nosso próprio reino.
    Tornamo-nos culpados quando não confiamos n'Aquele que nos dá o seu Filho amado, Jesus Cristo, que Se fez homem, a fim de chegarmos a Deus. Jesus é para todos e para sempre o penhor do amor e da ternura do Pai pelos homens. Ele, que conhece o Pai como ninguém, diz-nos como Deus perdoa. Tornamo-nos culpados com o nosso próximo quando não partilhamos o nosso pão, quando não vivemos uns para os outros, mas uns contra os outros. Quando nos ofendemos mutuamente, nos rebaixamos uns aos outros, quando mentimos.
  • A promessa "assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido", está em consonância com a petição e vai ao encontro do nosso ser natural. Saber sofrer a injustiça é bem mais difícil do que cometê-la. Aquele que é ultrajado, traído, enganado ou explorado, pensa na vingança: Hás-de mas pagar! Hei-de pagar-te com a mesma moeda! Hás-de saber quem eu sou! Não te perdoarei nunca! Já não te conheço... Nesse momento, os amigos passam a inimigos, os íntimos a estranhos.

Todos nós ficamos presos numa engrenagem de injustiça e de culpabilidade, se pensarmos que a vingança é a única reacção possível à injustiça recebida. Jesus mostra-nos que é possível romper essa engrenagem: podemos fazer com que o amor seja mais forte que a ofensa e a ira; podemos dialogar com aquele que cometeu uma injustiça connosco, podemos dar-lhe uma oportunidade e também a nós próprios.

Jesus diz-nos como o perdão é importante: Portanto, se ao levares a tua oferenda ao altar, aí te lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa aí a tua oferenda diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois volta para apresentar então a tua oferenda.

EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS 5,23-24

  • Perdoa as nossas ofensas,
    como nós perdoamos a quem nos ofende.
    Vem ao nosso encontro
    como nós vamos ao encontro dos outros.
    Dá-nos a mão,
    como nós damos a mão uns aos outros.
    Não contes as nossas faltas
    como nós não contamos as dos outros.
    Tem paciência connosco
    como nós a temos também com os outros.
    Dá-nos ainda uma oportunidade
    como nós a damos também aos outros.
    Não nos deixes cair em tentação
    como nós nos apoiamos uns aos outros.
    Livra-nos do mal
    para que todos juntos possamos louvar-Te.

Não podemos dizer sinceramente a oração que Jesus nos ensinou, enquanto cada um de nós não perdoar ao outro, de todo o coração.

17.7 Não nos deixeis cair em tentação

Deus concede aos homens a liberdade - e com ela, a capacidade de assumir as decisões pessoais - para uma vida feita de confiança em Deus, na sua Palavra e nos seus mandamentos, ou então, para uma vida sem Deus.

A dúvida pode surgir no nosso coração: Deus não me ama, não me vê, não Se preocupa comigo. O tentador trata de nos seduzir: Porque te agarras a Deus? Ele não te dá nada. Sem Ele irás muito mais longe, terás uma vida mais fácil, à vontade...

A história da sedução, do amor traído, começa com o primeiro homem.

A tentação significa: ser posto à prova, fazer uma experiência que ameaça o meu equilíbrio, que exige a minha decisão. "Caímos" em tentação. Na tentação é a minha liberdade que está em jogo. Trata-se de mim e do meu Deus.

Quem quiser vencer na tentação, terá de apoiar-se em Jesus. Ele permaneceu fiel ao Pai - e não em vão. Podemos estar seguros de que o Deus fiel nos concederá, na tentação, o modo para sair dela e a força para a suportar (1Cor 10,13).

Quando pedimos a Deus que nos preserve e fortaleça na tentação, devemos estar próximos uns dos outros, apoiar-nos e assistir-nos mutuamente. E devemos velar para que ninguém tente o outro, não o faça tropeçar. Quando alguém está só e débil, facilmente pode cair. Quando muitos estão juntos na fé, são capazes - com a ajuda de Deus - de resistir, com firmeza, aos poderes do mal.

Não dirijas os meus passos para o poder do pecado
e não me leves ao poder da culpa
nem da tentação
nem do caduco.

EXTRACTO DA ORAÇÃO JUDAICA DA TARDE

17.8 Mas livrai-nos do mal

O mal está presente em toda a parte - não é preciso procurá-lo. As catástrofes naturais, os tremores de terra, as inundações, os acidentes de vária ordem destroem a vida de muitas pessoas. As vítimas perguntam: "Porquê? Que fiz eu para merecer isto?" Com frequência os homens fazem mal uns aos outros. Não podemos confiar uns nos outros.

Quando suplicamos "Livrai-nos do mal", apresentamos toda a miséria do mundo ao Pai celeste. Pensamos nas catástrofes que nos ameaçam, mas também no mal em que nos vemos implicados - sem que nos tenham consultado - ou no qual implicamos outros. Pensamos nos regulamentos e leis feitos de modo a que as guerras não acabem, que os poderosos o sejam cada vez mais, os ricos cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres e os que dependem, cada vez mais dependentes.

Como cristãos, nós não acreditamos unicamente no "Mal", mas também no "Maligno". A tradição da fé cristã afirma: isto é obra do maligno, o inimigo de Deus, o Diabo. Ele é também inimigo do homem. Ele quer separar-nos de Deus. Seduz-nos e engana-nos para nos pôr do seu lado. Quer afastar-nos da vontade de Deus e conquistar-nos com o seu plano de ódio e inveja; afastar-nos do caminho que conduz à vida, ao seguimento de Jesus para nos levar por um caminho que nos leva à perdição. O mistério obscuro das forças do Mal faz-nos sofrer. Mas nós acreditamos que o Deus de Jesus Cristo é mais forte que todos os poderes do Mal no mundo. Quem se apoia em Deus pode viver sem medo, confiando n'Aquele que venceu o Mal. No último dia, o Senhor voltará - e com Ele, o novo mundo de Deus, no qual Deus será tudo em todos.

Rezamos assim em cada celebração eucarística:
"Livrai-nos de todo o mal, Senhor,
e dai ao mundo a paz em nossos dias,
para que, ajudados pela vossa misericórdia,
sejamos livres do pecado e de toda a perturbação,
enquanto esperamos a vinda gloriosa
de Jesus Cristo nosso Salvador.

17.9 Nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos damos graças

É legítimo dirigir súplicas a Deus porque Ele nos atende com amor. Podemos pedir porque Ele tem o poder de dar o que nós necessitamos. Ele é senhor da sua criação e toda a vida é criada para O louvar. Quem acredita que Deus é amigo dos homens, que Ele está próximo das suas criaturas em tudo o que lhes acontece, sente que é bom pertencer a Deus, dar-Lhe graças e cantar seus louvores.

E ouvi todas as criaturas do Céu, da terra, de debaixo da terra, e do mar, e todos os seres vivos, proclamarem: "O louvor, a honra, a glória e o poder pertencem Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro pelos séculos dos séculos!"

APOCALIPSE DE SÃO JOÃO 5,13

Desde os primeiros tempos da Igreja, o Pai Nosso termina com o louvor da assembleia:

VOSSO É O REINO E O PODER E A GLÓRIA PARA SEMPRE
ÁMEN!

www.paroquias.org

Recolha e transcrição de António Fonseca

AGOSTINHO, Santo (e outros) – 28 de Agosto

 

Agostinho, Santo
Doutor da Igreja, 28 de agosto de 430

Agustín, Santo

Agostinho, Santo

Bispo de Hipona e Doutor da Igreja
Agosto 28

Um pouco de história

Santo Agostinho é doutor da Igreja, e o maior dos Padres da Igreja, escreveu muitos livros de grande valor para a Igreja e para o mundo.
Nasceu em 13 de Novembro do ano 354, no norte de África. Sua mãe foi Santa Mónica. Seu pai era um homem pagão de carácter violento.
Santa Mónica (ver Santos de Quinta-feira, dia 27 de Agosto, neste blogue) havia ensinado a seu filho a orar e lo havia instruído na fé. Santo Agostinho caiu gravemente enfermo e pediu que lhe dessem o Baptismo, mas logo se curou e não se chegóu a baptizar. Aos estudos se entregou apaixonadamente mas, pouco a pouco, se deixou arrastar por uma vida desordenada.
Aos 17 anos se uniu a uma mulher e com ela teve um filho, a que chamaram Adeodato.
Estudou retórica e filosofia. Compartilhou a corrente do Maniqueísmo, a qual sustenta que o espírito é o princípio de todo bem e a matéria, o princípio de todo mal.
Dez anos depois, abandonou este pensamento. Em Milão, obteve a Cátedra de Retórica e foi muito bem recebido por Santo Ambrósio, o Bispo da cidade. Agostinho, ao começar a escutar seus sermões, mudou a opinião que tinha acerca da Igreja, da fé, e da imagem de Deus.
Santa Mónica tratava de convertê-lo através da oração. O havia seguido a Milão e queria que se casasse com a mãe de Adeodato, mas ela decidiu regressar a África e deixar o menino com seu pai.
Agostinho estava convencido de que a verdade estava na Igreja, mas  resistia a converter-se.
Compreendia o valor da castidade, mas lhe parecia difícil praticá-la, o que lhe dificultava a total conversão ao cristianismo. Ele dizia: “O farei em breve, pouco a pouco; dá-me mais tempo”. Mas esse “em breve” não chegava nunca.
Um amigo de Agostinho foi visitá-lo e lhe contou a vida de Santo António, o que o impressionou muito. Ele compreendia que era tempo de avançar pelo caminho correcto. Se dizia “¿Até quando? ¿Até amanhã? ¿Porque não hoje?”. Enquanto repetia isto, ouviu a voz de uma criança da casa vizinha que cantava: “toma e lê, toma e lê”. Nesse momento, lhe veio à memória que Santo António se havia convertido ao escutar a leitura de uma passagem do Evangelho. Santo Agostinho interpretou as palavras do menino como um sinal do Céu. Deixou de chorar e se dirigiu aonde estava seu amigo que tinha em suas mãos o Evangelho. Decidiram converter-se e ambos foram contar a Santa Mónica o sucedido, que deu graças a Deus. Santo Agostinho tinha 33 anos.
Santo Agostinho se dedicou ao estudo e à oração. Fez penitência e se preparou para seu Baptismo. O recebeu junto com seu amigo Alípio e com seu filho, Adeodato. Dizia a Deus:  “Demasiado tarde, demasiado tarde comecei a amar-te”. E, também: “Me chamaste com gritos e acabaste por vencer minha surdez”. Seu filho tinha quinze anos quando recebeu o Baptismo e morreu um tempo depois. Ele, por sua vez, se fez monge, buscando alcançar o ideal da perfeição cristã.
Desejoso de ser útil à Igreja, regressou a África. Aí viveu quase três anos servindo a Deus com o jejum, a oração e as boas obras. Instruía a seus próximos com seus discursos e escritos. No ano 391, foi ordenado sacerdote e começou a pregar. Cinco anos mais tarde, o consagrou Bispo de Hipona. Organizou a casa em que vivia com uma série de regras convertendo-a num mosteiro em que só se admitia na Ordem aos que aceitavam viver sob la Regra escrita por Santo Agostinho. Esta Regra estava baseada na simplicidade de vida. Fundou também uma rama feminina.
Foi muito caritativo, ajudou muito aos pobres. Chegou a fundir os vasos sagrados para resgatar aos cativos. Dizia que havia que vestir os necessitados de cada paróquia. Durante os 34 anos que foi Bispo defendeu com zelo e eficácia a fé católica contra as heresias. Escreveu mais de 60 obras muito importantes para a Igreja como “Confissões” e “Sobre a Cidade de Deus”.
Os últimos anos da vida de Santo Agostinho se virem perturbados pela guerra. O norte de África atravessou momentos difíceis, já que os vândalos a invadiram destruindo tudo na sua passagem.
Aos três meses, Santo Agostinho caiu enfermo de febre e compreendeu que era o final de sua vida. Nesta época escreveu: “Quem ama a Cristo, não pode ter medo de encontrar-se com Ele”.
Morreu aos 76 anos, 40 dos quais viveu consagrado ao serviço de Deus.
Com ele se lega à posteridade o pensamento filosófico-teológico mais influente da história.
Morreu no ano 430.

 
¿Que nos ensina sua vida?

  • Apesar de ser pecadores, Deus nos quer e busca nossa conversão.
  • Ainda que tenhamos pecados muito graves, Deus nos perdoa se nos arrependemos de coração.
  • O exemplo e a oração de uma mãe deixam fruto na vida de um filho.
  • Ante seu conflito entre os interesses mundanos e os de Deus, preferiu finalmente os de Deus.
  • Viver em comunidade, fazer oração e penitência, nos acerca sempre de Deus.
  • A lograr uma conversão profunda em nossas vidas.
  • A morrer na paz de Deus, com a alegria de encontrarmos cedo com Ele.

  • Se queres conhecer mais da vida de Santo Agostinho consulta corazones.org
    Conhece o novo sitio
    Augustinus.it  que tem o objectivo de difundir não só alguns aspectos da figura poliédrica do santo mas também toda sua personalidade.
    Alguns motivos para ler uma das obras primas de Santo Agostinho
    Escuta o Podscat de Semillas para la Vida: O
    Maior Teólogo: Santo Agustín
  •  

  • Junípero Serra, Beato
    Franciscano, Agosto 28

    Junípero Serra, Beato

    Junípero Serra, Beato

    Apóstolo de Califórnia

    Nascido em Petra (Mallorca) em 24 de Novembro de 1713, Miguel José foi filho de António Serra e Margarita Ferrer, agricultores. Depois do ensino primário nos Franciscanos de Petra, Miguel marchou a Palma, a Capital, e ingressou nos Frades Menores em 1730, tomando o nome de Junípero em honra de um dos primeiros seguidores de São Francisco. Ordenado de sacerdote em 1737, Serra foi destinado a ensinar filosofia. Entre seus alunos houve dois que foram seus últimos colaboradores no Novo Mundo, Francisco Palou e Juan Crespí. Após doutorar-se em Teologia na Universidade do Beato Ramón Llull em 1742, Serra continuou ensinando filosofia e teologia e adquiriu grande fama como pregador.
    En 1749, en unión de Palou, partió para el Colegio de San Fernando, en la Ciudad de México. Temiendo comunicar a sus padres su próxima partida, Serra pidió a un fraile compañero suyo que les informara sobre el particular. «Yo quisiera poder infundirles la gran alegría que llena mi corazón», decía. «Si yo pudiera hacer esto, seguro que ellos me instarían a seguir adelante y no retroceder nunca». Les pedía que comprendieran su vocación misionera y prometía recordarlos en la oración.
    Poco después de su llegada a México, Serra sufrió la picadura de un insecto que le produjo la hinchazón de un pie y una úlcera en la pierna de la que le resultó una cojera para el resto de su vida. Tras unos meses en el Colegio de San Fernando, Serra fue destinado a las misiones de Sierra Gorda al nordeste de la ciudad de México. Allí trabajó durante ocho años, tres de ellos como presidente de las misiones. Llamado a la Ciudad de México, fue maestro de novicios durante nueve años y continuó su predicación en las zonas alrededor de la capital. En 1767 los jesuitas fueron expulsados de México y sus misiones de la Baja California fueron encomendadas al Colegio de San Fernando. Serra fue nombrado presidente de esas misiones, cuya cabecera estaba en la Misión de Loreto.
    Em 1769, a Coroa de Espanha decidiu colonizar a Alta Califórnia (hoje Estado de Califórnia nos EE.UU.). Serra foi nomeado novamente presidente; supervisionou a fundação das nove missões: San Diego (1769), San Carlos Borromeo (1770), San António de Pádua (1771), San Gabriel Arcanjo (1771), San Luis Bispo (1772), San Francisco de Asís (1776), San Juan de Capistrano (1776). Santa Clara de Asís (1777) y San Buenaventura (1782).
    En 1773 Junípero fue a la Ciudad de México para entrevistarse con el Virrey Bucarelli y tratar de resolver los problemas que habían surgido entre los misioneros y los representantes del Rey en California. La Representación de Serra (1773) ha sido llamada «Carta de los Derechos» de los indios; una parte decretaba que «el gobierno, el control y la educación de los indios bautizados pertenecerían exclusivamente a los misioneros». Durante esta visita a la Ciudad de México Serra escribió a su sobrino, el Padre Miguel Ribot Serra diciéndole: «En California está mi vida y allí, si Dios quiere, espero morir».
    Ni siquiera el martirio del Padre Luis Jaime en la Misión de San Diego (1775) apagó el deseo de Serra de añadir nuevas misiones a la cadena de las ya existentes a lo largo de la costa de California. En todas estas misiones, Junípero y los frailes enseñaron a los indios métodos de cultivo más eficaces y el modo de domesticar a los animales necesarios para la alimentación y el transporte. Cuando fue capturado el indio que dirigía a los rebeldes en la Misión de San Diego, Serra escribió al Virrey, pidiéndole que perdonara la vida del indio. Los que fueron capturados, fueron eventualmente perdonados. En la misma carta al Virrey, Serra pedía que «en el caso de que los indios, tanto paganos como cristianos, quisieran matarme, deberían ser perdonados». Serra explicaba: «Debe darse a entender al asesino, después de un moderado castigo, que ha sido perdonado y así cumpliremos la ley cristiana que nos manda perdonar las injurias y no buscar la muerte del pecador, sino su salvación eterna».
    Serra pasó los últimos años de su vida ocupado en las tareas de la administración, la necesidad de escribir muchas cartas a las otras misiones y a la Iglesia y a los oficiales del gobierno en la Ciudad de México, y con el ansia de fundar las misiones necesarias. Sin embargo, trabajó con gran fe y tenacidad, aunque le iban faltando las fuerzas. Los indios le pusieron de apodo «el viejo», porque tenía 56 años cuando llegó a la Alta California, pero Serra trabajó constantemente hasta su muerte el 28 de agosto de 1784 en la Misión de San Carlos Borromeo, que había sido su cuartel general y se convirtió en el lugar de su descanso definitivo. Los indios y los soldados lloraron la muerte de Serra y lo llamaban «Bendito Padre». Muchos se llevaban un trozo de su hábito como recuerdo; otros tocaban medallas y rosarios a su cuerpo.
    Poco tiempo después de la muerte de Serra, el Guardián del Colegio de San Fernando escribía al Provincial de los Franciscanos en Mallorca: «Murió como un justo, en tales circunstancias que todos los que estaban presentes derramaban tiernas lágrimas y pensaban que su bendita alma subió inmediatamente al cielo a recibir la recompensa de su intensa e ininterrumpida labor de 34 años, sostenido por nuestro amado Jesús, al que siempre tenía en su mente, sufriendo aquellos inexplicables tormentos por nuestra redención. Fue tan grande la caridad que manifestaba, que causaba admiración no sólo en la gente ordinaria, sino también en personas de alta posición, proclamando todos que ese hombre era un santo y sus obras las de un apóstol».
    El 14 de septiembre de 1987, el Papa Juan Pablo II tuvo un encuentro con los Indios nativos americanos en Fénix, Arizona, durante el cual alabó los esfuerzos de Serra para proteger a los indios contra la explotación. Tres días más tarde el Papa visitó la tumba de Serra en la Misión de S. Carlos Borromeo y recordó la Representación de Serra en 1773 en favor de los indios de California. Juan Pablo II dijo que Serra y sus misioneros compartían la convicción de que «el Evangelio es un asunto de vida y de salvación. Ellos estimaban que al ofrecer a Jesucristo a la gente, estaban haciendo algo de un valor, importancia y dignidad inmensos». Esta convicción los sostenía «frente a cualquier vicisitud, desazón y oposición».
    El mismo Juan Pablo II beatificó solemnemente en Roma a Fray Junípero el 25 de septiembre de 1988.
    En los Estados Unidos se lo festeja el 1 de julio, el resto del mundo lo recuerda el 28 de agosto.

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  • Venceslao, Santo
    Padroeiro da República Checa, 28 de Setembro

    Venceslao, Santo

    Venceslao, Santo

    Padroeiro da República Checa
    Setembro 28

    Etimologicamente significa “o mais glorioso”. Vem da língua alemã.
    Seu pai, duque de Bohemia, teve uma existência muito breve. A sua morte deixou dois Filhos: Venceslao, o herdeiro com somente treze anos, e Boleslao.
    Durante el tiempo en que el joven logró su mayoría de edad, la madre Dragomira, hizo de regente. No era cristiana y daba culto a los dioses de su marido. Su regencia duró cinco años, y durante ellos se dedicó a perseguir ciegamente a los creyentes en Cristo Jesús. Su mismo hijo heredero tenía que esconderse cuando quería participar en la Misa.
    Cumplidos los 18 años, mandó construir iglesias, monasterios y ordenó que todos los sacerdotes que estaban desterrados volvieran a su patria.
    Todo esto le granjeó el aprecio y el amor de sus súbditos. Además, él era el primero en dar ejemplo con sus costumbres y su prudente y prestigioso modo de gobernar.
    Su hermano, mientras tanto andaba pensativo y con el corazón lleno de odio. Solamente aguardaba el instante en que pudiese llevar a cabo la venganza infame que anidaba en su oscuro corazón.
    Se unió al grupo de quienes no querían seguir la religión de Venceslao. Preferían continuar con los ritos y culto a los dioses paganos o falsos.
    Cuando estaba en misa, Boleslao entró con este grupo de paganos. Y, en un acto de cobarde venganza, le dieron muerte el año 929.
    Venceslao tenía la espada en sus manos. Pero en lugar de hacer como su hermano traidor, dijo estas palabras:" No seré fratricida. Te perdono".
    Boleslao llegó a ser el rey que ocupó el trono con la intriga de su propia madre y de este grupo de facinerosos.
    La bella nación de República Checa lo tiene como a su patrono ilustre, su héroe nacional. Sus restos reposan en la catedral de Praga.
    ¡Felicidades a los Venceslaos!

  • Luis e Célia Martin, Beatos
    Pais de família, 28 de agosto

    Luis y Celia Martin, Beatos

    Luis e Célia Martin, Beatos

    Pais de Santa Teresinha de Lisieux

    Martirológio Romano: Em Bordéus, França, beatos Célia Guérin e Luis Martin, matrimónio cristão, falecidos respectivamente em 28 de agosto de 1877 e em 29 de Julho de 1894.

    Luis Martin nasceu em Bordéus em 22 de agosto de 1823, segundo filho de uma família de cinco irmãos. Seu pai, militar de carreira, se encontra por essa época em Espanha; os primeiros anos de infância dos irmãos Martin transcorrem a mercê das guarnições de seu pai: Bordéus, Aviñón e Estrasburgo (França). Chegada sua jubilação, em Dezembro de 1830, o capitão Martin se estabelece em Alençon, na Normandía. Durante sua actividade de militar havia destacado por sua piedade exemplar. Numa ocasião, ao dizer-lhe o capelão de seu regimento que, entre a tropa, se estranhavam de que, durante a Missa, permanecesse tanto tempo de joelhos depois da consagração, ele respondeu sem pestanejar: «¡Diga-lhes que é porque creio!». Tanto no seio de sua família como com os Irmãos das Escolas Cristãs, Luis recebe uma forte educação religiosa. Ao contrário da tradição familiar, não escolhe o ofício das armas, mas sim o de relojoeiro, que casa melhor com seu temperamento meditabundo e silencioso, e com sua grande habilidade manual. Primeiramente aprende o ofício em Rennes e, logo, em Estrasburgo.
    En el umbral del otoño de 1845, Luis toma la decisión de entregarse por completo a Dios, por lo que se encamina al Hospicio de San Bernardo el Grande, en el corazón de los Alpes, donde los canónigos consagran su vida a la oración y a rescatar a los viajeros perdidos en la montaña. Se presenta ante el prior, quien le insta a que regrese a su casa a fin de completar sus estudios de latín antes de un eventual ingreso en el noviciado. Tras una infructuosa tentativa de incorporación tardía al estudio, Luis, muy a pesar suyo, renuncia a su proyecto. Para perfeccionar su instrucción, se marcha a París, regresando e instalándose a continuación en Alençon, donde vive con sus padres. Lleva una vida tan ordenada que sus amigos dicen : «Luis es un santo».
    Tantas son sus ocupaciones que Luis ni siquiera piensa en el matrimonio. A su madre le preocupa, pero en la escuela de encajes, donde ella asiste a clase, se fija en una joven, hábil y de buenos modales. ¿Y si fuera la «perla» que ella desea para su hijo? Aquella joven es Célia Guérin, nacida en Gandelain, en el departamento de Orne (Normandía), el 23 de diciembre de 1831, la segunda de tres hermanos. Tanto el padre como la madre son de familia profundamente cristiana. En septiembre de 1844 se instalan en Alençon, donde las dos hermanas mayores reciben una esmerada educación en el internado de las Religiosas del Sagrado Corazón de Picpus.
    Célia piensa en la vida religiosa, al igual que su hermana mayor, que llegará a ser sor María Dositea en la Visitación de Le Mans. Pero la superiora de las Hijas de la Caridad, a quien Celia solicita su ingreso, le responde sin titubear que no es ésa la voluntad de Dios. La joven se inclina ante tan categórica afirmación, aunque no sin tristeza. Pero un hermoso optimismo sobrenatural la hace exclamar: «Dios mío, accederé al estado de matrimonio para cumplir con tu santa voluntad. Te ruego, pues, que me concedas muchos hijos y que se consagren a ti». Célia entra entonces en una escuela de encajes con objeto de perfeccionarse en la confección del punto de Alençon, técnica de encaje especialmente célebre. El 8 de diciembre de 1851, festividad de la Inmaculada Concepción, tiene una inspiración: «Debes fabricar punto de Alençon». A partir de ese momento se instala por su cuenta.
    Un día, al cruzarse con un joven de noble fisonomía, de semblante reservado y de dignos modales, se siente fuertemente impresionada, y una voz interior le dice: «Este es quien he elegido para ti». Pronto se entera de su identidad; se trata de Luis Martin. En poco tiempo los dos jóvenes llegan a apreciarse y a amarse, y el entendimiento es tan rápido que contraen matrimonio el 13 de julio de 1858, tres meses después de su primer encuentro. Luis y su esposa se proponen vivir como hermano y hermana, siguiendo el ejemplo de San José y de la Virgen María. Diez meses de vida en común en total continencia hacen que sus almas se fundan en una intensa comunión espiritual, pero una prudente intervención de su confesor y el deseo de proporcionar hijos al Señor les mueven a interrumpir aquella santa experiencia. Célia escribirá más tarde a su hija Paulina: «Sentía el deseo de tener muchos hijos y educarlos para el Cielo». En menos de trece años tendrán nueve hijos, y su amor será hermoso y fecundo.

  • Nos antípodas
    «Un amor que no es «hermoso», es decir, un amor que queda reducido a la satisfacción de la concupiscencia, o a un «uso» mutuo del hombre y de la mujer, hace que las personas lleguen a ser esclavas de sus debilidades» (Carta a las familias, 13). Desde ese punto de vista, las personas son utilizadas como si fueran cosas: la mujer puede llegar a ser un objeto de deseo para el hombre, y viceversa; los hijos, una carga para los padres; la familia, una institución molesta para la libertad de sus miembros. Nos encontramos entonces en las antípodas del verdadero amor. «Al buscar sólo el placer, podemos llegar a matar el amor, y a matar sus frutos, dice el Papa. Para la cultura del placer, el fruto bendito de tu seno» (Lc 1, 42) se convierte en cierto sentido en un «fruto maldito», es decir, no deseado, que se quiere suprimir mediante el aborto. Esa cultura de muerte se opone a la ley de Dios: «Respecto a la vida humana, la Ley de Dios carece de equívocos y es categórica. Dios nos ordena: No matarás (Ex 20, 13). Así pues, ningún legislador humano puede afirmar: Te está permitido matar, tienes derecho a matar, deberías matar» (Ibíd., 21).
    «Sin embargo, añade el Papa, constatamos cómo se está desarrollando, sobre todo entre los jóvenes, una nueva conciencia por el respeto a la vida a partir de la concepción... Es un germen de esperanza para el futuro de la familia y de la humanidad» (Ibíd.). Así es; pues en el recién nacido se realiza el bien común de la familia y de la humanidad. Los esposos Martin experimentan esa verdad al recibir a sus numerosos hijos: «No vivíamos sino para nuestros hijos; eran toda nuestra felicidad y solamente la encontrábamos en ellos», escribirá Celia. Sin embargo, su vida conyugal no está carente de pruebas. Tres de sus hijos mueren prematuramente, dos de ellos eran los varones; después fallece de repente María Helena, de cinco años y medio. Plegarias y peregrinaciones se suceden en medio de la angustia, en especial en 1873, durante la grave enfermedad de Teresa y la fiebre tifoidea de María. En medio de los mayores desasosiegos, la confianza de Celia se ve fortificada por la demostración de fe de su esposo, en particular por su estricta observancia del descanso dominical: Luis nunca abre la tienda los domingos. Es el día del Señor, que se celebra en familia; primero con los oficios de la parroquia y luego con largos paseos; los niños disfrutan en las fiestas de Alençon, jalonadas de cabalgatas y de fuegos artificiales.
    La educación de los hijos es a la vez alegre, tierna y exigente. En cuanto tienen uso de razón, Celia les enseña a ofrecer su corazón al Señor cada mañana, a aceptar con sencillez las dificultades diarias «para contentar a Jesús». Esta será la marca indeleble y la base de la «pequeña vía» que enseñará su benjamina, la futura Santa Teresita. «El hogar es así la primera escuela de vida cristiana», como enseña el Catecismo de la Iglesia Católica (Catecismo, 1657). Luis ayuda a su esposa en sus tareas con los niños: sale a las cuatro de la madrugada en busca de una nodriza para uno de los más pequeños, que está enfermo; acompaña a su mujer a diez kilómetros de Alençon durante una noche helada hasta la cabecera de su primer hijo, José; cuida a su hija mayor, María, cuando padece la fiebre tifoidea, a la edad de trece años, etc.


  • O dinamismo que dá o amor
    El gran dinamismo de Luis Martin no recuerda en nada a aquel «dulce soñador», como se le ha descrito a veces. Para ayudar a Celia, que se encuentra desbordada por el éxito de su empresa de encajes, abandona la relojería. El encaje se trabaja en piezas de 15 a 20 centímetros, empleándose hilos de lino de una gran calidad y de una finura extrema. Una vez ejecutado el «trazo», el «pedazo» pasa de mano en mano según el número de puntos de que se compone – existen nueve, que constituyen otras tantas especialidades. A continuación se procede a su encajadura, una delicada labor que se consigue mediante agujas e hilos cada vez más finos. Es la propia Celia quien une de manera invisible las piezas que le traen las encajeras que trabajan a domicilio. Pero hay que buscar salidas para el producto, y Luis destaca en el aspecto comercial y hace que aumenten considerablemente los beneficios de la empresa. Sin embargo, también sabe encontrar momentos de descanso y de ir a pescar.
    Además, los esposos Martin forman parte de varias asociaciones piadosas: Orden Tercera de San Francisco, adoración nocturna, etc. La fuerza que necesitan la obtienen de la observancia amorosa de las prescripciones y de los consejos de la Iglesia: ayunos, abstinencias, Misa diaria y confesión frecuente. «La fuerza de Dios es mucho más poderosa que vuestras dificultades – escribe el Papa Juan Pablo II a las familias. La eficacia del sacramento de la Reconciliación es inmensamente mayor que el mal que actúa en el mundo... Incomparablemente mayor es, sobre todo, el poder de la Eucaristía... En este sacramento, Cristo se entrega a sí mismo como alimento y como bebida, como fuente de poder salvífico... La vida que de Él procede es para vosotros, queridos esposos, padres y familias. Recordad que instituyó la Eucaristía en un contexto familiar, en el transcurso de la Última Cena... Y las palabras que entonces pronunció conservan todo el poder y la sabiduría del sacrificio de la Cruz» (Ibíd., 18).

  • Uns frutos duradoiros
    Del manantial eucarístico, Celia obtiene una energía superior a la media de las mujeres, y su esposo una ternura superior a la media de los hombres. Luis gestiona la economía y consiente de buen grado ante las peticiones de su esposa: «En cuanto al retiro de María en la Visitación, escribe Celia a Paulina, sabes que a papá no le gusta nada separarse de vosotras, y había dicho primero formalmente que no iría... Anoche María se estaba quejando de ello y yo le dije: «Déjalo de mi cuenta; siempre consigo lo que quiero, sin forzar demasiado; todavía falta un mes; es suficiente para convencer diez veces a tu padre». No me equivocaba, pues apenas una hora después, cuando regresó, se puso a hablar amistosamente con tu hermana (María)... «Bien, me dije, este es el momento oportuno», e hice una insinuación al respecto. «¿Así que deseas de verdad ir a ese retiro?», dijo papá a María: «Sí, papá. – ¡Pues bien, puedes ir!»... Creo que yo tenía una buena razón para que María fuera a aquel retiro. Si bien suponía un gasto, el dinero no es nada cuando se trata de la santificación de un alma; y el año pasado María regresó completamente transformada. Los frutos todavía duran, aunque ya es hora de que renueve su provisión».
    Los retiros espirituales producen frutos de conversión y de santificación, porque, bajo el efecto de su dinamismo, el alma, dócil a las iluminaciones y a los movimientos del Espíritu Santo, se purifica siempre más de los pecados y practica las virtudes, imitando al modelo absoluto que es Jesucristo, para conseguir una unión más íntima con él. Por eso dijo el Papa Pablo VI: «La fidelidad a los ejercicios anuales en un medio apartado asegura el progreso del alma». Entre todos los métodos de ejercicios espirituales «existe uno que obtuvo la completa y reiterada aprobación de la Sede Apostólica... el método de San Ignacio de Loyola, de quien Nos complace llamar Maestro especializado en ejercicios espirituales» (Pío XI, Encíclica Mens Nostra).
    La vida profundamente cristiana de los esposos Martin se abre naturalmente a la caridad para con el prójimo: limosnas discretas a las familias necesitadas, a las que se unen sus hijas, según su edad; asistencia a los enfermos, etc. No tienen miedo de luchar justamente para reconfortar a los oprimidos. Así mismo, realizan juntos las gestiones necesarias para que un indigente pueda entrar en el hospicio, cuando éste no tiene derecho al no tener suficiente edad para ello. Son servicios que sobrepasan los límites de la parroquia y que dan testimonio de un gran espíritu misionero: espléndidas ofrendas anuales para la Propagación de la Fe, participación en la construcción de una iglesia en Canadá, etc.
    Pero la intensa felicidad familiar de los Martin no debía durar demasiado tiempo. A partir de 1865, Celia se percata de la presencia de un tumor maligno en el pecho, surgido después de una caída contra el borde de un mueble. Tanto su hermano, que es farmacéutico, como su marido no le conceden demasiada importancia; pero a finales de 1876 el mal se manifiesta y el diagnóstico es concluyente: «tumor fibroso no operable» a causa de su avanzado estado. Celia lo afronta hasta el final con toda valentía; consciente del vacío que supondrá su desaparición, le pide a su cuñada, la señora Guérin, que, después de su muerte, ayude a su marido en la educación de los más pequeños.
    Su muerte acontece el 28 de agosto de 1877. Para Luis, de 54 años de edad, supone un abatimiento, una profunda llaga que sólo se cerrará en el Cielo. Pero lo acepta todo, con un espíritu de fe ejemplar y con la convicción de que su «santa esposa» está en el Cielo. Y cumplirá con la labor que había empezado en la armonía de un amor intachable: la educación de sus cinco hijas. Para ello, escribe Teresita, «aquel corazón tierno de papá había añadido al amor que ya poseía un amor realmente maternal». La señora Guérin se ofrece para ayudar a la familia Martin, invitando a su cuñado a trasladar su hogar a Lisieux. Para aquellas pequeñas huérfanas, la farmacia de su marido será su segunda casa y la intimidad que une a ambas familias crecerá con las mismas tradiciones de sencillez, labor y rectitud. A pesar de los recuerdos y de las fieles amistades que podrían retenerlo en Alençon, Luis se decide a sacrificarlo todo y a mudarse a Lisieux.


  • Uma grande honra
    La vida en los «Buissonnets», la nueva casa de Lisieux, resulta más austera y retirada que en Alençon. La familia mantiene pocas relaciones, y cultiva el recuerdo de la persona a la que el señor Martin sigue designando con el nombre de «vuestra santa mamá». Las más jovencitas son confiadas a las Benedictinas de Nuestra Señora del Prado. Pero Luis sabe procurarles distracciones: sesiones teatrales, viajes a Trouville, estancia en París, etc., intentando que, a través de todas las realidades de la vida, encuentren la gloria de Dios y la santificación de las almas.
    Su santidad personal se revela sobre todo en la ofrenda de todas sus hijas, y después de sí mismo. Celia ya preveía la vocación de las dos mayores, pues Paulina ingresaba en el Carmelo de Lisieux en octubre de 1882, y María en octubre de 1886. Al mismo tiempo, Leonina, de difícil temperamento, inicia una serie de infructuosos intentos; en primer lugar en las Clarisas, y luego en la Visitación, donde, tras dos intentos fallidos, acabará ingresando definitivamente en 1899. Teresa, la benjamina, la «pequeña reina», conseguirá vencer todos los obstáculos hasta ingresar en el Carmelo a los 15 años, en abril de 1888. Dos meses después, el 15 de junio, Celina revela a su padre que también ella siente la llamada de la vida religiosa. Ante aquel nuevo sacrificio, la reacción de Luis Martin es espléndida: «Ven, vayamos juntos ante el Santísimo a darle gracias al Señor por concederme el honor de llevarse a todas mis hijas».
    A imitación del señor Martin, los padres deben acoger las vocaciones como un don de Dios, escribe el Papa Juan Pablo II: «Vosotros, padres, dad gracias al Señor si ha llamado a la vida consagrada a alguno de vuestros hijos. ¡Debe ser considerado un gran honor – como lo ha sido siempre– que el Señor se fije en una familia y elija a alguno de sus miembros para invitarlo a seguir el camino de los consejos evangélicos! Cultivad el deseo de ofrecer al Señor a alguno de vuestros hijos para el crecimiento del amor de Dios en el mundo. ¿Qué fruto de vuestro amor conyugal podríais tener más bello que éste?» (Vita consecrata, 25 de marzo de 1996, nº 107).
    La vocación es ante todo una iniciativa divina, pero una educación cristiana favorece la respuesta generosa a la llamada de Dios: «En el seno de la familia, los padres han de ser para sus hijos los primeros anunciadores de la fe con su palabra y con su ejemplo, y han de fomentar la vocación personal de cada uno y, con especial cuidado, la vocación a la vida consagrada» (Catecismo, 1656). Por lo tanto, «si los padres no viven los valores evangélicos, será difícil que los jóvenes y las jóvenes puedan percibir la llamada, comprender la necesidad de los sacrificios que han de afrontar y apreciar la belleza de la meta a alcanzar. En efecto, es en la familia donde los jóvenes tienen las primeras experiencias de los valores evangélicos, del amor que se da a Dios y a los demás. También es necesario que sean educados en el uso responsable de su libertad, para estar dispuestos a vivir de las más altas realidades espirituales según su propia vocación» (Vita consecrata, ibíd.).


  • «Sou demasiado feliz»
    Santa Teresa del Niño Jesús y de la Santa Faz dará testimonio de la manera concreta en que su padre vivía el Evangelio: «Lo que más me llamaba la atención eran los progresos en la perfección que hacía papá; a imitación de San Francisco de Sales, había conseguido dominar su natural vivacidad, hasta el punto que parecía que poseía la naturaleza más dulce del mundo... Las cosas de este mundo apenas parecían rozarle, y se recuperaba con facilidad de las contrariedades de la vida». En mayo de 1888, en el transcurso de una visita a la iglesia donde se había celebrado su boda, a Luis se le representan las etapas de su vida, y enseguida se lo cuenta sus hijas: «Hijas mías, acabo de regresar de Alençon, donde he recibido tantas gracias y consuelos en la iglesia de Nuestra Señora que he hecho la siguiente plegaria: Dios mío, ¡esto es demasiado! Sí, soy demasiado feliz, no es posible ir al Cielo de este modo, quiero sufrir algo por ti. Así que me he ofrecido...». La palabra «víctima» desaparece de sus labios, no se atreve a pronunciarla, pero sus hijas lo han comprendido.
    Así pues, Dios no tarda en satisfacer a su siervo. El 23 de junio de 1888, aquejado de accesos de arteriosclerosis que le afectan en sus facultades mentales, Luis Martin desaparece de su domicilio. Tras muchas tribulaciones, lo encuentran en Le Havre el día 27. Es el principio de una lenta e inexorable degradación física. Poco tiempo después de que Teresa tomara los hábitos, momento en que se había mostrado «tan apuesto y tan digno», es víctima de una crisis de delirio que hace necesario su internamiento en el hospital del Salvador de Caen; es una situación humillante que acepta con extraordinaria fe. Cuando consigue expresarse repite sin cesar: «Todo sea para la mayor gloria de Dios»; o también: «Nunca había sufrido una humillación en la vida, por eso necesitaba una». En mayo de 1892, cuando ya las piernas sufren de parálisis, lo devuelven a Lisieux. «¡Adiós, hasta el Cielo!», consigue decir a sus hijas con motivo de su última visita al Carmelo. Se apagará dulcemente como consecuencia de una crisis cardíaca el 29 de julio de 1894, asistido por Celina, que había demorado su entrada en el Carmelo para dedicarse a él.
    Santa Teresa del Niño Jesús y de la Santa Faz llegará a decir: «El Señor me concedió un padre y una madre más dignos del Cielo que de la tierra». Que podamos llegar también nosotros, siguiendo su ejemplo, a la Morada eterna que la santa de Lisieux denomina «el hogar Paterno de los Cielos».

  • Beatificação
    La Santa Sede admitió la “inexplicable curación” de un niño nacido en 2002 con grave e incurable insuficiencia pulmonar en Monza (Italia) por intercesión del matrimonio de Martín y Celia Guérin.
    El niño nació el 25 de mayo del año 2002, y el 2 de junio, cuando lo bautizaron, a sus padres se les informó que su muerte era inminente.
    Los padres dedicaron una novena a Louis y Zelie Martin pidiendo por su hijo y en pocas semanas la condición del niño mejoró notablemente. Hace poco cumplió un año y es un niño sano sin síntomas ni signos de su prematura gravedad.
    Los médicos que analizaron el caso sostienen que no hay explicación científica para justificar la curación del niño.
    S.S. Benedicto XVI los declararó beatos de la Iglesia el día 19 de Octubre de 2008.
    Reproducido con autorización expresa de
    Abadía San José de Clairval

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    Moisés o Etíope, Santo
    Mártir, Agosto 28

     

    Moisés el Etíope, Santo

    Moisés o Etíope, Santo

    Mártir

    Martirológio Romano: No Egipto, S. Moisés Etíope. Depois de abre sido um conhecido ladrão, se fez anacoreta, converteu a muitos dos seus e os levou com ele ao mosteiro (c. 400).
    Etimologia: Moisés =salvado das águas. Vem da língua hebraica.

    Moisés, que era originário de Etiópia, foi o mais pintores dos Padres do Deserto. Em seus primeiros anos era criado ou escravo de um cortesão egípcio. Seu amo se viu obrigado a despedi-lo por causa da imoralidade em que vivia e dos roubos que havia cometido.
    Entonces, Moisés se hizo bandolero. Era un hombre de gran estatura y ferocidad. Pronto organizó una banda y se convirtió en el terror de la región, durante muchos años recorrieron, (él y su banda), las márgenes del Nilo robando y saqueando a las caravanas y navíos. Tras despojar a sus víctimas, a menudo las asesinaba para que no los denunciasen.
    Desgraciadamente no sabemos cómo se convirtió. Tal vez fue a refugiarse entre los solitarios del desierto cuando huía de la justicia, y el ejemplo de éstos acabó por conquistarle. El hecho es que se hizo monje en el monasterio de Petra, en el desierto deEsquela.
    Un día, cuatro bandoleros asaltaron su celda. Moisés luchó con ellos y los venció. En seguida los ató, se los echó a la espalda, los llevó a la iglesia, los echó por tierra y dijo a los monjes, que no cabían en sí de sorpresa: "La regla no me permite hacer daño a nadie. ¿Qué vamos a hacer de estos hombres?" Según se cuenta, los bandoleros se arrepintieron y tomaron el hábito.
    Pero el pobre Moisés no conseguía vencer sus violentas pasiones y, para lograrlo, fue un día a consultar a San Isidoro. El abad le condujo al amanecer a la terraza del monasterio y le dijo: "Mira: la luz vence muy lentamente a las tinieblas. Lo mismo sucede en el alma." Moisés fue venciéndose poco a poco, a fuerza del rudo trabajo manual, de caridad fraterna, de severa mortificación y de perseverante oración. Llegó a ser tan dueño de símismo, que Teófilo, arzobispo de Alejandría, le ordenó sacerdote.
    Después de la ordenación, cuando se hallaba todavía revestido del alba, el arzobispo le dijo: "Ya lo veis, padre Moisés, el hombre negro se ha trasformado en blanco." San Moisés replicó sonriendo: "Sólo exteriormente. Dios sabe cuan negra tengo el alma todavía".
    Cuando los berberiscos se aproximaban a atacar el monasterio, San Moisés prohibió a sus monjes que se defendiesen y les mandó huir, diciendo: "El que a hierro mata a hierro muere." El santo se quedó en el monasterio con otros siete monjes. Sólo uno de ellos escapó con vida. San Moisés tenía entonces setenta y cinco años. Fue sepultado en el monasterio llamado Dair al-Baramus, que todavía existe.
    Es Patrón del continente africano.

    http://es.catholic.net/santoral

  • Recolha, transcrição e tradução incompleta de António Fonseca

    AGOSTINHO de Hipona, Santo

    Santo Agostinho de Hipona

    Santo Agostinho de Hipona

    28 de agosto (354-430)

    Aurélio Agostinho nasceu, no dia 13 de Novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era o primogénito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos, como santa Mónica, no dia 27 de agosto. Mónica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu baptismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que "a luz não pode ficar oculta", ela entendeu que Agostinho era essa luz.
    Aos dezasseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia.
    Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi baptizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387. Portanto, com trinta e três e quinze anos de idade, respectivamente.
    Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afecto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mónica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388. Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém o então bispo de Hipona decidiu que "a luz não devia ficar oculta" e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona.
    Por trinta e quatro anos Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, "Confissões", e "Cidade de Deus".
    Depois de uma grave enfermidade, morreu amargurado, aos setenta e seis anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. Em 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso título de doutor da Igreja e é celebrado no dia de sua morte.
    Fonte: www.paulinas.org.br