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sábado, 12 de setembro de 2009

GUIDO, Santo (e outros) – 12 de Setembro

Guido, Santo
Camponês modelo de Anderlecht, 12 de Setembro de 1012

Guido, Santo

Guido, Santo

Camponês modelo de Anderlecht (actual Bélgica)
Setembro 12

Entre seus vizinhos era conhecido por sua piedade simples e constante e requerido para trabalhos conscienciosos e escorçados. Vemos que a piedade o levava a não ser preguiçoso e que o trabalho da terra o ajudava a ver o Céu.
Um belo dia lhe sugeriram uma possibilidade de mudar de ofício. Poderia passar nada menos que a ser sacristão perto de Bruxelas, na igreja de Lacken. Isso supôs também uma mudança de cidade e de costumes. Parece que o tentou o comércio e nesse campo de actividade humana quis fazer experiências saindo mal o assunto e perdendo suas poupanças.
Se dedicou então a peregrinar pelo mundo. Quase se pode dizer que começou uma boémia em que só ele governava sua existência sem que tivesse de dar contas a ninguém. Mas o fez bem. Se sabe que esteve duas vezes na Terra Santa e duas vezes em Roma. De facto, deve ter  aproveitado muito bem seu tempo livre pelo que se relata em continuação.
Regressou da sua deambulagem e morreu pouco depois em Anderlecht, sua cidade, onde foi enterrado quase como a um desconhecido.
Mas, na sua sepultura começaram a suceder factos maravilhosos que começaram a atrair a gente do povo primeiro e aos de mais longe depois... De facto suas relíquias começaram a receber culto e a devoção a São Guido se estendeu rapidamente, cobrando auge contínuo e popularidade.
Bem fizeram os agricultores de sua terra e de seu tempo em tomá-lo por padroeiro, como em Espanha fariam pouco depois com Santo Isidro; também os sacristães de então e de hoje se protegem com este santo intercessor que entendia de círios, e de sinos; no menos poderiam acudir a este trota mundos os que se ocupam de desprezar o tempo livre próprio ou dos demais.
Uma vez mais, com este santo agricultor, sacristão, comerciante fracassado e caminhante do mundo, se nos ensina que a santidade não é património exclusivo de conventuais, sábios ou mártires.

 

María Victória de Fornari-Strata Beata
Biografía 12 de Setembro

Setembro 12

Pouco depois de sua morte, a Beata María Victoria de Fornari-Strata apareceu a uma devota sua usando três vestidos: o primeiro era de cor escura, mas adornado com ouro e prata; o segundo também era escuro, mas adornado com jóias brilhantes; o terceiro era branco?azul reluzente. Esta visão, prescindindo de sua historicidade, sintetiza os três estados de vida (conjugal, viuvez e religioso) pelos que ela passou: foi, efectivamente, filha, esposa, madre, viúva e religiosa (fundadora, superiora e simples monja). Sua vida exemplar deu testemunho das mais variadas virtudes.
María Victoria nasceu em Génova em 1562, sétima de nove filhos de Jerónimo e Bárbara Veneroso. Como cresceu em ambiente de amor e de piedade bastante austero, provavelmente quis entrar na vida religiosa, mas quando os pais lhe encontraram um pretendente na pessoa de Angel Strata, se uniu a ele em matrimónio aos 17 anos. Cedo chegaram os filhos. Quando Angel morreu, só oito anos e oito meses depois do matrimónio, cinco rapazinhos se agarravam às saias da jovem mãe (tinha 25 anos) e um sexto nasceria um mês depois.
Apesar de seus filhos, María Victoria se sentiu de repente só e abandonada e passou por uma tremenda crise, durante a qual pediu várias vezes a morte: uma experiência humana que depois lhe ajudaria a compreender e a ajudar melhor as jovens desorientadas por alguma amarga prova. Passada a crise, fez três votos: de castidade, de não levar nunca jóias nem vestidos de seda, e de não participar em festas mundanas.
Depois que as filhas se fizeram canónicas lateranenses e os filhos entraram com os mínimos, ela se uniu a Vicentina Lomellini-Centurione, a María Tacchini, a Clara Spinola e a Cecilia Pastori na Ordem das Irmãs Anunciatas Celestes, no mosteiro preparado para elas no Castellito de Génova de Esteban Centurione, o esposo de Vicentina, que também se fez religioso e sacerdote. Por seu hábito as religiosas foram chamadas “turquinas” ou “celestes”.
A Regra, redigida pelo jesuíta Bernardino Zanoni, padre espiritual de María Victoria, estimulava as religiosas a uma íntima devoção à Santíssima Virgem da Anunciação, e estabelecia uma intensa vida de piedade, de pobreza genuína e uma rigorosa clausura. Fundadora e superiora, María Victoria passou os últimos cinco anos como simples religiosa, dando exemplo de humildade e obediência.
Morreu em 15 de Dezembro de 1617, e foi beatificada por León XII em 1828.

Plácida de Verona, Santa
Padroeira de Verona, 12 de Setembro

Setembro 12

Etimologicamente significa “de carácter suave”. Vêm da língua latina.
Pedro escreve:” Ponde toda vossa esperança na graça que os procurará mediante a Revelação de Jesus Cristo.”
Plácida foi uma virgem do século VI.
Possivelmente, esta jovem haveria meditado muitas vezes as palavras de S. Pedro enquanto empreendia seu caminho para a santidade, sua grande esperança e anseio.
Se sabe que existe uma meia dezena de santos e santas que levam este belo nome.
O mais célebre é o discípulo de S. Bento e de S. Mauro. Em feminino tão só se pode encontrar no calendário a de hoje.
Sua história e sua figura apenas estão definidas.
Viveu na primeira metade do século VI na linda cidade de Verona, em que não somente há que admirar o anfiteatro ou o monumento a Julieta mas outro montão de coisas referentes a vidas de santos e santas.
Mas inclusive nesta cidade sua recordação se perde já no tempo.
A recordação do que ela foi, somente tem como fundamento a inscrição sepulcral que diz: "Aqui repousa Plácida, filha de uma família nobre que viveu 18 anos e onze meses, e aqui foi sepultada".
Nisto se baseia toda a história desta jovem.
O povo de Verona, sem embargo, a há honrado e venerado como a uma santa desde sempre.
Há lendas que dizem que era de família imperial, filha de Valentiniano III.
É uma das padroeiras de Verona. Dizem que inclusive fez milagres como curar a uma surda-muda de nascimento.
¡Felicidades a quem leve este nome!

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de António Fonseca