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sábado, 19 de setembro de 2009

JENARO e Companheiros, Santo (e outros) – 19 de Setembro

Os Santos de hoje Sábado 19 de Setembro de 2009

 

Jenaro Obispo, Mártir

 

Jenaro Bispo, Mártir
Bispo mártir, 19 de Setembro do século IV.

Bispo Mártir
Setembro 19

SÃO JENARO e COMPANHEIROS (+ 305)


Os santos Jenaro, Festo, Desidério, Sosso, Eutiques e Acucio, dos que temos Paixões muito posteriores, parece que derramaram seu sangue por Cristo no começo do século IV.-
Numa breve nota hagiográfica da Liturgia das Horas se lê, efectivamente, que Jenaro "foi bispo de Benevento; durante a perseguição de Diocleciano sofreu o martírio, juntamente com outros cristãos, na cidade de Nápoles, onde se lhe tem uma especial veneração".-
Os bispos de Benevento com este nome são pelo menos dois: São Jenaro, mártir em 305, e São Jenaro II, que em 342 participou no concílio de Sardes. Este último, perseguido, pelos arianos por sua adesão à fé de Nicea, se haveria venerado como mártir. Mas a maioria dos historiadores se inclinam a identificar o padroeiro de Nápoles com o primeiro, ou melhor com um mártir napolitano de Pozzuoli.-
Condenado "ad bestias" no anfiteatro de Pozzuoli, junto com os companheiros de fé, por causa do atraso de um juiz, foi decapitado em vez de ser deixado em pasto às feras para a gratuita e macabra diversão dos pagãos.-
Mais de um século depois, em 432, por ocasião da trasladação das relíquias de Pozzuoli a Nápoles, uma mulher haveria entregue ao bispo João duas ampolas pequenas com o sangue coagulado de São Jenaro. Quase como garantia da afirmação da mulher o sangue se volveu líquido ante os olhos do bispo e de uma grande multidão de fieis.-
Esse acontecimento extraordinário se repete constantemente todos os anos em determinados dias, quer dizer, o sábado anterior ao primeiro domingo de Maio e nos oito dias seguintes; em 16 de Dezembro e em 19 de Setembro e durante toda a oitava das celebrações em sua honra.-
O fenómeno se realiza também em datas variáveis, e daí deduzem os devotos do santo acontecimentos faustos ou infaustos. Os testemunhos deste fenómeno começam desde 1329 e são tão numerosos e concordantes que não se pode ter duvidas.-
O prodígio, porque assim o considera até a ciência, merece a afectuosa admiração com que o segue o povo. A sincera devoção dos napolitanos por este mártir, historicamente pouco identificável, tem feito com que a memória de São Jenaro, celebrada liturgicamente desde 1586, se haja conservado no novo calendário.-
Posto que o fenómeno não tem nenhuma explicação natural, pois não depende nem da temperatura nem do ambiente, podemos atribuir-lhe o significado simbólico de vivo testemunho do sangue de todos os mártires na vida da Igreja, que nasceu do sangue da primeira vítima, Cristo crucificado.-
Entre os elementos positivamente certos em relação com esta relíquia, figuram os seguintes:
1 -A substância escura que se diz ser o sangue de São Genaro (e que, desde há mais de 300 anos permanece hermeticamente encerrada dentro do recipiente de cristal que está sujeita e selada pela armação metálica do relicário) não ocupa sempre o mesmo volume dentro do recipiente que a contêm. Algumas vezes, a massa dura e negra há enchido quase por completo o recipiente e, em outras ocasiões, deixa vazio um espaço equivalente a mais de uma terceira parte de seu tamanho.-
2 -Ao mesmo tempo que se produz esta variação no volume, se regista uma variante no peso que, nos últimos anos, tem sido verificada numa balança rigorosamente precisa. Entre o peso máximo e o mínimo chegou a registar-se uma diferencia de até 27 gramas.-
3 -O tempo mais ou menos rápido en que se produz a liquefacção, não parece estar vinculado com a temperatura ambiente. Houve ocasiões em que a atmosfera tinha uma temperatura média de mais de 30º centígrados e transcorreram duas horas antes de que se observassem sinais de liquefacção. Por outro lado, em temperaturas de 5º a 8º centígrados mais baixas, a completa liquefacção se produziu num lapso de 10 a 15 minutos.-
4 -Nem sempre tem lugar a liquefacção da mesma maneira. Registaram-se casos em que o conteúdo líquido borbulha, se agita e adquire uma cor carmesim muito viva, em outras oportunidades, sua cor é opaca e sua consistência é pastosa.-
Ainda que não se haja podido descobrir razão natural para o fenómeno, a Igreja não descarta que possa existir. A Igreja não se opõe à investigação porque ela busca a verdade. A fé católica ensina que Deus é todo poderoso e que tudo quanto existe é fruto de sua criação. Mas a Igreja é cuidadosa em determinar se um particular fenómeno é, com efeito, de origem sobrenatural .-
A Igreja pede prudência para não aceitar nem recusar prematuramente os fenómenos. Reconhece a competência da ciência para fazer investigação na busca da verdade, conta com o conhecimento dos peritos.-
Uma vez que a investigação estabelece a certeza de um milagre fora de toda dúvida possível, da motivo para animar nossa fé e convida-nos ao louvor. No caso dos santos, o milagre também tem por fim exaltar a glória de Deus que nos dá provas de sua eleição e as maravilhas que Ele faz os humildes.-


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São Jenaro


ORAÇÃO


Senhor, tu que nos congregastes hoje para venerar a memória do mártir São Jenaro, concede-nos que possamos ir gozar em teu reino, juntamente com ele, da alegria que não tem fim. Por nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho.-

 

José María de Yermo e Parres, Santo
Biografia, Setembro 19,

José María de Yermo y Parres, Santo

José María de Yermo e Parres, Santo

O sacerdote José María de Yermo e Parres nasceu na Fazenda de Jalmolonga, município de Malinalco, Estado de México em 10 de Novembro de 1851, filho do advogado Manuel de Yermo e Soviñas e de María Josefa Parres. De nobres origens, foi  educado cristãmente pelo papá e pela tia Carmen já que sua mãe morreu  50 dias depois do seu nascimento. Muito cedo descobriu sua vocação para o sacerdócio.
Com a idade de 16 anos deixa a casa paterna para ingressar na Congregação da Missão na Cidade de México. Depois de uma forte crise vocacional deixa a família religiosa dos Paúles e continua seu caminho para o sacerdócio na Diocese de León, Gto. e ali foi ordenado em 24 de Agosto de 1879. Seus primeiros anos de sacerdócio foram fecundos de actividade e zelo apostólico.
Foi um eloquente orador, promoveu a catequese juvenil e desempenhou com esmero alguns cargos de importância na cúria, aos quais por motivo de enfermidade teve que renunciar. O novo bispo lhe confia o cuidado de duas igrejinhas situadas na periferia da cidade: O Calvário e o Santo Niño. Esta nomeação foi um duro golpe na vida do jovem sacerdote. O sacudiu profundamente em seu orgulho, sem embargo decidiu seguir a Cristo na obediência sofrendo esta humilhação silenciosamente.
Um dia, enquanto se dirigia à Igreja do Calvário, acha-se de improviso ante uma cena terrível: uns porcos estavam devorando a dois meninos recem-nascidos. Estremecido por aquela tremenda cena, se sente interpelado por Deus, e no seu coração ardente de amor projecta a fundação de uma casa de acolhida para os abandonados e necessitados. Obtida a autorização de seu bispo põe mãos à obra e em 13 de Dezembro 1885, seguido por quatro valentes jovens, inaugura o Asilo do Sagrado Coração no alto da colina do Calvário. Este dia é também o início da nova família religiosa das “Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres”.
Desde esse dia o Padre Yermo põe um pé sobre o primeiro degrau de uma longa e constante escadaria de entrega ao Senhor e aos irmãos, que sabe de sacrifício e abnegação, de gozo e sofrimento, de paz e de desconcertos, de pobrezas e misérias, de apreciações e de calúnias, de amizades e traições, de obediências e humilhações. Sua vida foi muito atribulada, mas ainda que as tribulações e dificuldades se alternavam a ritmo quase vertiginoso, não lograram nunca abater o ânimo ardente do apóstolo da caridade evangélica.
Em sua vida não tão longa (1851-1904) fundou escolas, hospitais, casas de descanso para anciãos, orfanatos, uma casa muito organizada para a regeneração da mulher, e pouco antes de sua santa morte, acontecida em 20 de Setembro de 1904 na cidade de Puebla de los Ángeles, levou a sua família religiosa à difícil missão entre os indígenas tarahumaras do norte de México. Sua fama de santidade se estendeu rapidamente no povo de Deus que se dirigia a ele pedindo sua intercessão. Foi beatificado por Sua Santidade João Paulo II em 6 de Maio 1990 na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe na Cidade de México. Foi canonizado em 21 de Maio de 2000 na Praça de São Pedro.

María de Cervellón, Beata

 

María de Cervellón, Beata
Religiosa, Setembro 19

Religiosa Mercedaria (de Merced)

A primeira religiosa mercedária, nasceu em Barcelona, na rua de Moncada, em 1 de Dezembro de 1230.
Foi baptizada em 8 do mesmo mês, no sarcófago antigo da mártir barcelonesa Santa Eulália, que servia de pia baptismal na paróquia de Santa María del Mar. 
A jovem Maria, imersa no clima de caridade criado na sua cidade natal pelos frades redentores de cativos, se sentiu atraída pelo empenho libertador, e se converteu na consolação dos pobres, dos enfermos e dos cativos, no Hospital de Santa Eulália. Ali conheceu as grandes primeiras figuras da Ordem Mercedária agrupados em torno de frei Pedro Nolasco.
Pediu, decidida, o hábito branco da Merced, e em 25 de Maio de 1265, emitiu sua profissão religiosa como irmã da Ordem da Merced, prometendo trabalhar pela redenção de cativos. Com ela formaram comunidade as jovens soror Eulália Pinós, soror Isabel Berti e soror María de Requesens, a que muito cedo se agregou soror Colagia.
A Santa María de Cervelló também se denomina Socós ou Socorro. Isto se deve aos relatos que dizem que foi vista, em vida e depois de morta, ir sobre as asas do vento em ajuda das naves da redenção combatidas pelo mar embravecido.
Morreu em 19 de Setembro de 1290. Seus restos mortais foram sepultados na igreja dos frades mercedários de Barcelona, hoje Basílica da Merced. Num altar, o primeiro da direita, repousa seu corpo, que se conserva incorrupto. Desde o século XIII foi tida como santa. 
Tem sido invocada como padroeira dos navegantes e tem o seu templo paroquial na Barceloneta, perto da cidade Condal.
Seu culto foi confirmado pelo Papa Leão X em 13 de Fevereiro de 1692.

 

Mariano de Evaux, Santo

 

Mariano de Evaux, Santo
Eremita, Setembro 19

Eremita

Martirológio Romano. No território de Bourges, em Aquitânia (hoje França), S. Mariano, eremita, que só se alimentava de maçãs agrestes e às vezes de mel, se o encontrava (s. VI).
Etimologia: Mariano = iluminador, espelho. Vem da língua hebraica.


Quando nas provas de teus pensamentos se inserem uns nos outros, a essencial paz de coração faz com que te voltes para Jesus, o Ressuscitado.
Não minha paz, mas sim tua paz, isto é possível dizer a Cristo. Quando surgem temores em nosso interior, acorramos a ele.

Mariano viveu em Bourges, França, e não se sabe muito de sua vida e de suas andanças.
Se sabe que era de uma família rica e nobre. Sua juventude prometia para todos os seus um casamento original e feliz.
Mas Mariano, contra a opinião dos pais e de muita gente que lhe era chegado, decidiu entregar-se inteiramente a Deus. 
E com a maior tranquilidade do que se podia esperar de seus anos, lhes disse a todos umas palavras que os fizeram pensar:"Se queres ser perfeito, anda, deixa quanto tens, dá-o aos pobres e segue-me".
Seguiu ao pé da letra o Evangelho de Jesus de Nazaré.
Vendeu quanto lhe correspondia por herança e, sem a menor vacilação, os entregou aos pobres e foi para um bosque solitário a fazer penitência e oração.
Sua fama de santidade chegóu a conhecê-la muita gente que acudia à sua gruta para que os curasse ou para que os animasse em suas dúvidas e maus momentos.
Um dia foi exagerada a gente que se acercou para o ver. Qual não foi a sua surpresa ao encontrá-lo morto debaixo de uma macieira.
Sua devoção é grande em França, e Pio VII ordenou sua festa para o dia de hoje.
¡Felicidades a quem leve este nome!

 

Emilia de Rodat, Santa
Fundadora, 19 de Setembro

Fundadora
Setembro 19

Etimologicamente significa “gentil, amável, encanto”. Vem da língua latina.


Em nossa vida se nos apresenta a alternativa de eleger com toda a liberdade uma resposta ao que a vida espera de nós. A fé é um dom que se recebe ou se recusa.
Esta jovem francesa teve muitas dificuldades para poder entrar como religiosa. Três tentativas e as três fracassaram. 
Mas Deus sabia que aceitava sua exigência de ser alguém importante, não pelas suas qualidades – que as tinha – mas pela eleição de se entregar plenamente a seu serviço. 
Há pouco que havia terminado a Revolução francesa. Em 1815 havia gente que deplorava os destroços e mortes que havia causado aquele horrível acontecimento em França.
Ouviu o pranto de pessoas que viam com seus próprios olhos que a escola das Ursulinas havia desaparecido.. Não se ficou por lamentos, mas abriu em seguida uma escola pequena até que em 1817 pôde adquirir o convento Cordeliers.
Este foi o sitio em que, por inspiração divina, fundou a nova congregação da Sagrada Família (em Espanha se conhece com o nome de “as francesas”). Era o ano 1819. 
O fim da nova obra seria a educação das raparigas pobres, para cuidar os enfermos em seu domicílio.
Como obra de Deus, floresceu em seguida. À morte de Emilia havia já 40 casas em distintos países.
Por sua parte, lhe tocou sofrer mais de vinte anos com suas enfermidades e até com sua crise de que podia haver perdido a fé e a esperança.
Passados estes maus transes, Deus a premiou com uma grande paz interior e a intimidade com o Senhor.
¡Felicidades a quem leve este nome!

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução  de António Fonseca