OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

Imagens e Frases de Natal Religioso

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Notícias de 24/9/2009 no boletim da Agência Ecclesia

 

in: ecclesia.pt

 

Notícias nacionais

Patriarca espera visita curta e centrada em Fátima

O Cardeal-Patriarca de Lisboa manifestou hoje a sua satisfação com o anúncio da viagem de Bento XVI ao nosso país, em 2010, assegurando que o Papa “sempre manifestou interesse por visitar Fátima”. Lembrando que a Conferência Episcopal Portuguesa já endereçara o convite por duas vezes, D. José Policarpo afirmou que a confirmação...

«Visita desejada» acontece em 2010

É com “júbilo transbordante” que D. António Marto, bispo de Leiria – Fátima, confirma a notícia da visita de Bento XVI a Portugal, para presidir à Peregrinação Internacional Aniversária, em Maio de 2010. Esta é uma “visita desejada de ambas as partes”, dá conta o bispo de Leiria – Fátima...

Cardeal Saraiva Martins diz que visita papal é reconhecimento da importância de Fátima

O Cardeal português D. José Saraiva Martins expressou um sentimento de “de íntima e profunda alegria” pela vinda de Bento XVI a Portugal, no próximo ano, afirmando que “é normal que um Papa sinta a necessidade de ir a Fátima rezar pela Igreja”. “É um acontecimento extremamente importante para a Igreja Católica e para...

Bispos congratulam-se com visita do Papa

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), através do seu presidente, emitiu um comunicado em que confirma a visita de Bento XVI ao nosso país, em Maio de 2010. “A Secretaria de Estado do Vaticano acaba de nos comunicar que Sua Santidade Bento XVI aceitou o convite dos Bispos portugueses e de Sua Excelência o Presidente da República para visitar Portugal. Sua Santidade...

Fátima e os Papas

A relação dos Papas com Fátima tem ganho uma visibilidade maior desde as viagens pontifícias realizadas por Paulo VI e, sobretudo, João Paulo II. Mais cedo, contudo, se começara a manifestar o interesse do Bispo de Roma por Fátima e pela sua mensagem. A 31 de Outubro de 1942, Pio XII - consagrado bispo precisamente no dia 13 de Maio de 1917, dia da primeira...

Santuário confirma viagem de Bento XVI

O bispo de Leiria-Fátima e o Reitor do Santuário de Fátima confirmam ter conhecimento da vinda de Sua Santidade a Portugal e a Fátima em Maio de 2010, notícia com a qual muito se regozijam, institucional e pessoalmente. Reunidos no dia de hoje, 24 de Setembro, no Santuário de Fátima, em encontro jubilar promovido pela Fraternidade Sacerdotal de Leiria-Fátima,...

Bento XVI visita Portugal em 2010

Bento XVI efectuará uma visita a Portugal no próximo ano, em resposta ao convite que lhe foi endereçado pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva e pelos Bispos do nosso país. Para lá do programa oficial, a presidência da República anunciou que o Papa se irá deslocar ao Santuário Mariano de Fátima, onde presidirá às...

NOTA:

Notícias publicadas hoje no Boletim da Agência Ecclesia, referindo-se à próxima visita do Papa Bento XVI, em Maio de 2010 a Fátima –e que achei de interesse – para transcrever neste blogue.

http:ecclesia.pt

António Fonseca

RITA AMADA DE JESUS, Santa – 24 de Setembro

 

 

 

Rita Amada de Jesús (Rita López de Almeida), Beata

Rita Amada de Jesus (Rita Lopes de Almeida), Beata

Fundadora do Instituto de Religiosas de Jesus, Maria e José

Rita Amada de Jesus nasceu em 5 de Março de 1848, num pequeno povoado da paróquia de Ribafeita, Diocese de Viseu, Portugal. Poucos dias depois foi baptizada com o nome de Rita Lopes de Almeida.
Cresceu num ambiente familiar de muita piedade, onde nas noites se fazia leitura espiritual. Desde sua meninice demonstrou uma devoção especial a Jesus Sacramentado, à Santíssima Virgem e S. José, assim como carinho pelo Santo Padre, que nesse tempo se encontrava em exílio.
A Igreja em Portugal continuava a ser perseguida por parte da Maçonaria, que se apoderou dos bens eclesiásticos, encerrou os Seminários, e Casas de Religiosos. Aos Institutos de Religiosas, lhes proibiu a admissão de Noviças. Bispos e sacerdotes provenientes de famílias de alto nível económico foram objecto também de ataques. Devido a isto não podiam dedicar-se a seu ministério completamente, já que tinham que defender-se. Tudo isto debilitou em parte a Igreja.
Mas esta situação política não apagou a ânsia de uma autêntica vida cristã que a família de Rita experimentava, em especial seus Papás, assim como o desejo de comunicá-la aos demais. Em este ambiente familiar Deus suscitou em Rita a vocação missionária, para libertar a juventude do indiferentismo religioso, e fomentar os valores morais, e assim com este apostolado pôde fortalecer a família.
Seu zelo apostólico fez dela uma itinerante. Ia de povo em povo e ensinava a orar. Através do Santo Rosário e outras orações desejava despertar nos corações de quem a escutavam, a imitação de Nossa Senhora, Mãe de Deus.
Em seu apostolado buscava sempre as pessoas que levavam uma vida imoral, e fazia todo o possível para resgatá-las do mal e conduzi-las a Deus. Este estilo radical de apostolado, a fez objecto de ameaças de morte.
À oração uniu a penitência. Para levar a cabo este objectivo, logrou conseguir alguns “instrumentos de mortificação”, em suas visitas às Irmãs Beneditinas do Convento de Jesus a Viseu.
Neste tempo, com a ajuda de seu Confessor, pôde discernir que Deus a chamava à Vida Consagrada. Nesta Época não era possível entrar em nenhum Instituto, devido às leis maçónicas que proibiam a entrada de noviças. Portanto, Rita seguiu no “mundo”, entregue ao apostolado e às práticas de mortificação, com a esperança de poder consagrar-se a Deus no futuro. Durante este tempo recusou pretendentes, alguns deles ricos, pois segundo ela já havia feito sua consagração a Deus no íntimo de seu coração.
Sua consagração a Deus a levou à prática frequente da Comunhão Reparadora, que fomentou seu fervor Eucarístico, e à devoção ao Sagrado Coração. Deus fez dela um verdadeiro apóstolo concedendo-lhe uma paixão pela salvação das almas.
Colaborando com o apostolado de Rita, seus pais chegaram a albergar em casa mulheres muito desejosas de conversão.
Como aos 20 anos de idade, seu desejo de consagrar-se a Deus aumentou consideravelmente. Compartilhou com seus pais este seu grande desejo. Não obstante a fé e vida exemplar cristã de seus pais, eles não aprovaram sua decisão. Rita não desistiu, ao contrário, continuou nutrindo a esperança de o realizar. E com a idade de 29 anos logrou entrar numa Congregação.
Esta congregação era a única que existia em Portugal porque era estrangeira, e se dedicava só a ajudar aos pobres. Mas como o carisma deste Instituto era diverso do tipo de zelo apostólico que ardia em seu coração, Rita não se pôde identificar com ele. 
O Director Espiritual da Comunidade, em quem Rita confiava plenamente, viu que a Vontade de Deus para ela, era: o receber e educar meninas pobres e abandonadas. Rita saiu deste Instituto, de origem francesa, com a idade de 32 anos.
De acordo com o Rev. P. Francisco Pereira, S.J. buscou os meios para preparar-se e realizar sua futura e urgente missão. Rita era dotada de muitos dons e virtudes e de natureza piedosa, e só desejava cumprir a vontade de Deus.
Dócil a seu Director Espiritual, logrou vencer os conflictos político e religiosos e fundar um Colégio-Instituto de Jesús, Maria e José, na Paróquia de Ribafeita, com a espiritualidade da Sagrada Familia, em 24 de Setembro, 1880.
Em breve tempo, este tipo de apostolado se estendeu a outras dioceses de Portugal. Nas dioceses de Viseu, Lamego e Guarda, as autoridades civis trataram sempre de suprimi-lo. Experimentou dificuldades de carácter económico, assim como com uma religiosa de seu Instituto.
Ainda mais, no ano 1910, se desencadeou uma feroz perseguição contra a Igreja. Todos os Institutos foram suprimidos, suas propriedades foram expropriadas incluindo o Instituto de Madre Rita, que conseguiu refugiar-se na sua terra natal. 
É aqui onde pouco a pouco conseguiu localizar suas religiosas dispersas devido à situação política, e reagrupá-las numa humilde casa de Ribafeita. Desde este lugar, enviou vários grupos delas ao Brasil, que perpetuaram o Carisma da Fundadora. Nesta forma seu Instituto pôde sobreviver.
Madre Rita, faleceu em 6 de Janeiro de 1913, em Casalmendinho (Paróquia de Ribafeita), em cheiro de santidade. Seu funeral, foi presidido pelo Vigário Geral da Diocese, e foi uma acção de graças a Deus pelo dom desta religiosa à Igreja e ao mundo.
Foi beatificada em 28 de Maio de 2006.
Reproduzido com autorização de
Vatican.va

http://es.catholic.net/santoral

 

NOTA de António Fonseca:

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português, como é habitual. No entanto devo uma explicação aos meus leitores por ter feito agora esta publicação. É que na missa que foi celebrada às 18,30 horas na Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso, o nosso Pároco, mencionou que hoje, era o dia de Santa Rita Amada de Jesus, o qual vem indicado na Agenda da Diocese. Ora sucede que eu fui procurar a sua biografia e verifiquei que não há ali referência alguma à data de hoje – a não ser o dia em que é referido como data da fundação do Colégio-Instituto de Jesus, Maria e José na Paróquia de Ribafeita – Viseu, que terá sido em 24 de Setembro de 1880, portanto há precisamente há 129 anos – por isso, se calhar, será esta a razão porque a Santa Rita é celebrada hoje.

As minhas desculpas.

FÁTIMA e os PAPAS...

 

http://ecclesia.pt

 

Fátima e os Papas, para lá das viagens

A relação dos Papas com Fátima tem ganho uma visibilidade maior desde as viagens pontifícias realizadas por Paulo VI e, sobretudo, João Paulo II. Mais cedo, contudo, se começara a manifestar o interesse do Bispo de Roma por Fátima e pela sua mensagem.

A 31 de Outubro de 1942, Pio XII - consagrado bispo precisamente no dia 13 de Maio de 1917, dia da primeira aparição -, consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, em plena II Guerra Mundial. Na sua radiomensagem, falou em português a todos os que subiram "à montanha santa de Fátima", para depositar aos pés da Virgem Padroeira "o tributo filial do vosso amor aprisionado".

"Rainha do Santíssimo Rosário, Refúgio do género humano, nós confiamos, entregamos, consagramos, não só a Santa Igreja, Corpo místico do Vosso Jesus, mas também todo o mundo", referiu.

O mesmo Papa, no dia 13 de Maio de 1946, enviou a Fátima, como seu representante, o Cardeal Masella para coroar a imagem de Nossa Senhora e dirigiu, uma vez mais, a sua mensagem em português aos peregrinos ali reunidos e a todo o mundo.

O Beato João XXIII visitou Fátima no dia 13 de Maio de 1956, quando era ainda Patriarca de Veneza. Recordando, mais tarde, esta visita, dirá: "Ó Senhora da Fátima, agradeço-te mais uma vez teres-me convidado para este festim de misericórdia e de amor".

Paulo VI foi o primeiro Papa a vir pessoalmente a Fátima, como peregrino de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 1967. Na homilia proferida durante a celebração eucarística, Paulo VI começou logo por dizer: "Tão grande é o Nosso desejo de honrar a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Cristo e, por isso, Mãe de Deus e Mãe nossa, tão grande é a Nossa confiança na sua benevolência para com a santa Igreja e para com a Nossa missão apostólica, tão grande é a Nossa necessidade da sua intercessão junto de Cristo, seu divino Filho, que viemos, peregrino humilde e confinante, a este Santuário bendito, onde se celebra hoje o cinquentenário das aparições de Fátima e onde se comemora o vigésimo quinto aniversário da consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria".

João Paulo II, Peregrino de Fátima

Entre os portugueses João Paulo II vai ficar na história como o "Papa de Fátima", Santuário que visitou por três ocasiões. A ideia pode parecer excessiva, mas há bons motivos para este título: a intercessão de Nossa Senhora de Fátima na recuperação de um atentado e a beatificação dos Pastorinhos são momentos notáveis destes 25 anos de Pontificado onde João Paulo II manifestou, por diversas vezes, a sua fé e devoção mariana.

Simbolicamente, a bala que lhe atravessou o abdómen no dia 13 de Maio de 1981 repousa hoje na imagem da Virgem na Cova da Iria. A mesma imagem que, em 2000, o Papa colocou entre os bispos de todo o mundo, consagrando-lhe o terceiro milénio.

A anterior consagração da Rússia ao coração Imaculado de Maria, gesto repleto de simbolismo religioso e político, liga-se umbilicalmente a toda a mensagem de Fátima.

Em Maio de 1982, no aniversário desse primeiro atentado contra a sua vida, Karol Wojtyla chegava a Fátima para "agradecer à Divina Providência neste lugar que a mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular". Ignorava então que voltaria a correr perigo na noite de dia 13, desta vez pelo ex-sacerdote integrista Juan Khron, mas João Paulo II escapou ileso, podendo agradecer à Virgem a salvação da sua vida.

Voltaria nove anos depois. A 10 Maio de 1991, João Paulo II celebrou missa no Estádio do Restelo. Viajaria depois para os Açores e Madeira e, inevitavelmente, terminaria o itinerário no Santuário de Fátima.

Em Maio de 2000, regressou para oficializar a beatificação dos pastorinhos. Uma decisão assumida contra os serviços burocráticos do Vaticano, que chegaram a agendar a cerimónia para 9 de Abril na Praça de São Pedro.

A revelação da ligação do atentado de 1981 à terceira parte do segredo de Fátima (uma mensagem anunciada por Nossa Senhora aos Pastorinhos em Julho de 1917 e escrita por Lúcia na década de 40) justifica, em boa parte, a razão desta cumplicidade entre o Papa e o Santuário.

João Paulo II sempre se mostrou seguro de que "uma mão maternal" guiou a trajectória da bala naquela tarde de Maio de 1981. Quando a Irmã Lúcia faleceu, no dia 13 de Fevereiro de 2005, o Papa mostrou-se muito emocionado ao lembrar "os encontros que tive com ela e os laços de amizade espiritual que se reforçaram com o passar dos anos".

Bento XVI

O actual Papa enviou como Legado Pontifício para as solenes celebrações de abertura do 90.º aniversário das aparições de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 2007, o antigo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano.

Na carta que enviou ao Cardeal Sodano, o Papa assinala a sua passagem pelo Santuário (13 de Outubro de 1996) e recordou a sua ligação a Fátima, nos tempos de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

"Nós, que já visitámos esse santuário e, como Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, estudámos a mensagem confiada pela Bem-aventurada Virgem Maria aos pastores, desejamos que proponhas novamente aos fiéis o valor da oração do santo rosário, bem como esta mensagem, para que se consigam os favores e graças que a própria Mãe do Redentor prometeu aos devotos do seu Imaculado Coração", apontava.

Bento XVI foi o responsável, ainda como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pelo comentário teológico da terceira parte do segredo, publicado nas “Memórias da Irmã Lúcia”/Apêndice III.

O Papa assinalava que, desde a aparição aos pastorinhos, muitos foram os fiéis que acorreram à Cova da Iria para pedir a protecção de Nossa Senhora nas suas dificuldades. "Há noventa anos, a celeste Rainha da Paz (...) apareceu em Fátima a três pastorinhos, cheios de espanto, enquanto guardavam o seu rebanho. Ao seu amparo têm recorrido muitos fiéis que nos vários perigos se valem da sua protecção", relembra.

A visita de 2010 será a quinta deslocação de um Papa ao Santuário Mariano português, um dos mais importantes do mundo.

Fotos

Nacional | Octávio Carmo | 2009-09-24 | 15:16:22 | 7741 Caracteres | Bento XVI

 

Recolha e transcrição do site: www.ecclesia.pt por António Fonseca

PAPA BENTO XVI em FÁTIMA a 13 de Maio de 2010

 

http://ecclesia.pt

 

Bento XVI visita Portugal em 2010 (actualizada)

Papa presidirá às celebrações do 13 de Maio, no próximo ano (oficial)

 

Bento XVI efectuará uma visita a Portugal no próximo ano, em resposta ao convite que lhe foi endereçado pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva.

Para lá do programa oficial, a presidência da República anunciou que o Papa se irá deslocar ao Santuário Mariano de Fátima, onde presidirá às cerimónias religiosas de 13 de Maio. O convite a Bento XVI foi feito aquando da visita de Cavaco Silva ao Vaticano, em Junho do ano passado.

A hipótese de uma viagem a Portugal tinha sido avançada no passado dia 10 de Setembro, em Fátima, pelo porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, o qual afirmara o “desejo” de Bento XVI em vir a Fátima.

Em conferência de imprensa, adiantava-se que o Papa já fora convidado e sabia “muito bem qual é a importância de Fátima para o mundo”.

Tal como fora então explicado, a informação foi comunicada, em primeiro lugar, às autoridades eclesiais e civis.

O Pe. Lombardi afirmou que Bento XVIama os Santuários marianos”, lembrando alguns dos que já visitou nas suas viagens, com passagens muito importantes por Aparecida e Lourdes, entre outros.

Trata-se da quarta viagem de um Papa a Fátima, depois das passagens de Paulo VI (1967) e de João Paulo II (1982, 1991, 2000), que cultivou uma relação especial com este Santuário após o atentado de que foi vítima a 13 de Maio de 1981, na Praça de São Pedro.

Enquanto Cardeal, o actual Papa presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária de Outubro de 1996. Em Março de 2001, o Cardeal Joseph Ratzinger veio ao Porto, a convite do então Director Adjunto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, D. António Marto, actual Bispo de Leiria-Fátima.

Em 2007, Bento XVI enviou como Legado Pontifício para as solenes celebrações de abertura do 90.º aniversário das aparições de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 2007, o antigo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano.

 

 

Na carta que enviou ao Cardeal Sodano, o Papa assinala a sua passagem pelo Santuário (13 de Outubro de 1996) e recordou a sua ligação a Fátima, nos tempos de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

"Nós, que já visitámos esse santuário e, como Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, estudámos a mensagem confiada pela Bem-aventurada Virgem Maria aos pastores, desejamos que proponhas novamente aos fiéis o valor da oração do santo rosário, bem como esta mensagem, para que se consigam os favores e graças que a própria Mãe do Redentor prometeu aos devotos do seu Imaculado Coração", apontava.

Fotos

Nacional | Octávio Carmo | 2009-09-24 | 13:28:32 | 3438 Caracteres | Bento XVI

 

Recolha e transcrição do site http://ecclesia.pt em 24/09/2009 após ouvida esta notícia na

Rádio Renascença e na Rádio Televisão Portuguesa

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS - Santa (e outros) - 24 de Setembro

Nossa Senhora das Mercês Invocação Mariana, Setembro 24

Nuestra Señora de la Merced

Nuestra Señora de la Merced

Padroeira de Barcelona e da República Dominicana

Em castelhano se chama no plural, Virgem das Mercedes, que não corresponde com o sentido originário da invocação. O significado do título "Merced" é antes de tudo "misericórdia". A Virgem é misericordiosa e também o devem ser seus filhos. Isto significa que recorremos a ela antes de tudo com o desejo de assemelharmos-nos a Jesus misericordioso. O título mariano a Merced remonta à fundação da Ordem religiosa dos mercedários em 10 de Agosto de 1218, em Barcelona, Espanha. Nessa época muitos eram cativos dos mouros e no seu desespero e abandono estavam em perigo de perder o mais apreciado: a fé católica. Nossa bendita Mãe do Céu, dando-se a conhecer como a Merced (Mercê), quis manifestar sua misericórdia por eles por meio de dita ordem dedicada a atendê-los e libertá-los. Desde o século XIII é padroeira de Barcelona e em 25 de Setembro de 1687 se proclamou oficialmente padroeira da cidade. É além disso padroeira dos cativos (presos) e de muitos países de Latinoamerica. A talha da imagem da Merced que se venera na basílica da Merced de Barcelona é do século XIV, de estilo sedente, como as românicas. Em catalão "Mare de Deu de la Mercé", Mãe de Deus da Mercê (Misericórdia). No ano 1696, o papa Inocêncio XII estendeu a festa da Virgem da Merced a toda a Igreja, e fixou sua data em 24 de Setembro.

Pacífico, Santo Sacerdote, Setembro 24

Pacífico, Santo

Pacífico, Santo

Presbítero Franciscano

Martirológio Romano: Em Sanseverino Marche, do Piceno, em Itália, santo Pacífico de San Severino, presbítero da Ordem de Irmãos Menores, preclaro por suas penitências, amor à solidão e oração ante o Santíssimo Sacramento (1721). Etimologia: Pacífico = manso, humilde. Vem da língua latina.

Santo Pacífico de San Severiano, desde a primeira meninice somente conheceu adversidades e que malogrou cada uma de suas tentativas sucessivas de fazer o que se propunha. Órfão aos quatro anos, pobre, maltratado pelos parentes que o acolheram, pareceu que ia a encontrar no claustro o que o mundo lhe negava, e em 1670 ingressou num convento de franciscanos reformados. Seu caminho parecia claro, ser professor de filosofia, mas segundo ele mesmo "não se necessitam doutores, mas sim apóstolos", e pede uma ocupação mais activa. Está terminando o século XVII, se avizinha a grande tormenta da Ilustração, e será pregador em tarefas missionais, até que este serviço se lhe faz impossível por ter os pés inchados e cobertos de chagas. ¿Que vai fazer um apóstolo que não pode caminhar? Dedicar-se à confissão, mas a surdez absoluta o impede de exercer este ministério. Um confessor que não pode ouvir... Mais ainda, ficará cego, já nem celebrar a missa, nem sair de sua cela. E então neste desamparo lhe falta inclusive a consolação de seus irmãos de religião, e o sacristão e o enfermeiro que o cuidam lhe maltratam de palavras e de obras, como acossando-o em seu último refúgio. Assim durante anos até à morte, como um novo Job, despojado de tudo excepto de paciência e de amor a Deus, servo inútil que se santifica por sua mesma obrigada inutilidade.

Dalmácio Moner, Beato Presbítero Dominicano, Setembro 24

Dalmacio Moner, Beato

Dalmácio Moner, Beato

Presbítero Dominicano

Martirológio Romano: Em Girona, de Catalunha, em Espanha, beato Dalmácio Moner, presbítero da Ordem de Pregadores, conhecido por seu amor à solidão e ao silêncio (1341). San Dalmácio Moner (san Dalmau Moner para os catalães) nasce no ano 1289 em Santa Coloma de Farners, a uns 20 kms. da cidade de Girona. Seus pais eram de condição económica acomodada, como consta por sua comparência em diversos juízos sobre conflitos de bens, relatados em documentos da época. Cursou estudos elementares com os padres beneditinos, Em Gerona, onde radicou em sua adolescência e juventude, aprendeu as artes liberais; nessa época conheceu os padres dominicanos, a quem admirou por seus conhecimentos. Estudou lógica em Montpellier, professou em 1314 na Ordem dos Pregadores, concluiu filosofia em Valência e doutorou-e em teologia. Foi docente em Castelló, Tarragona e Cervera. Se distinguiu pela extrema obediência à Regra Dominicana, sua entrega à oração, estudo e pregação; promoveu vocações entre os jovens, ademais de ser conselheiro de prelados, reis e catedráticos. Contribuiu na organização de novos conventos e formou centros de espiritualidade e apostolado. Em vida, os frades e o povo o reconheciam como santo; o chamavam "o frade que fala com o anjo", devido à sua piedade e silêncio; ademais, se lhe atribuem levitações e favores considerados milagrosos. Frei Dalmácio praticou a austeridade também no alimento, vestido e aposento. Durante sua vida religiosa, não só foi solícito no cumprimento dos jejuns e abstinências, prescritos pelas Constituições dominicanas, mas que renunciou de todo a comer carne (salvo em caso de enfermidade) e procurava alimentar-se de verduras endurecidas -às vezes de raízes- e de legumes, cozidos e preferentemente frios. Quando havia de compartilhar a mesma comida que os outros religiosos no refeitório, evitava os pratos saborosos ou lhe deitava água para tirar-lhes o sabor. Enquanto a vestimenta, usava hábitos velhos e despedaçados, ainda que procurava ir limpo. Quando o regalavam com um hábito ou uma capa, pedia a outro religioso que a usasse primeiro ele até envelhecê-la pelo uso. Sua cela era pequena, uma das destinadas aos noviços ou jovens estudantes. Orava até altas horas da noite e, quando o vencia o sono, se encostava sobre um saco de sarmentos, a modo de colchão, e repousava sua cabeça sobre um saco recheado de palha sem cortar, a modo de almofada. Nos quatro últimos anos de sua vida viveu uma vida de extrema austeridade. Empenhado em dedicar os últimos anos de sua vida à contemplação e à mortificação de seu corpo, obteve do P. Mestre Geral dos dominicanos em 1336 uma permissão especial para ir a viver e morrer na Gruta de Santa Magdalena, conhecida ainda hoje em dia como A Sainte Baume, situada perto de Marselha e custodiada pelos frades dominicanos franceses. Viveu ali uns meses, mas teve que voltar a Girona por assuntos urgentes. Então foi quando começou o quatriénio mais severo de sua vida em Girona. Voltou a conseguir do P. Mestre Geral uma permissão especial para viver como anacoreta numa gruta estreita e húmida escavada numa das ladeiras da ampla horta do Convento de Santo Domingo. Ali passou os quatro últimos anos de sua vida dedicado à oração, contemplação e penitência, com a única obrigação comunitária de acudir ao convento às horas das comidas e das rezas no coro. O P. Diago resume sua morte com estas palavras: “Recebidos os Santos Sacramentos da Igreja, estando presentes os frades mais importantes da Província que haviam acudido àquele convento para celebrar o capítulo e, rogando por ele, morreu ditosamente com a idade de cinquenta anos naquela áspera gruta a 24 de Setembro do ano de 1341". Seu culto foi confirmado por Inocêncio XIII de 13 de Agosto de 1721.

Gerardo Sagredo, Santo Bispo e Mártir, Setembro 24

Gerardo Sagredo, Santo

Gerardo Sagredo, Santo

Bispo e Mártir

Martirológio Romano: Em Panonia (hoje Hungría), S. Gerardo Sagredo, bispo da sede de Morisena (hoje Csanad) e mártir, que foi preceptor de S. Emerico, príncipe adolescente filho do rei S. Esteban, e numa sedição de húngaros pagãos morreu apedrejado perto do rio Danúbio (1046). Etimologia: Gerardo = Audaz com a lança, vem do germano São Gerardo, algumas vezes chamado Sagredo, foi o apóstolo de um vasto distrito de Hungría. Era originário de Veneza, onde nasceu a princípios do século onze. Desde muito jovem, se consagrou ao serviço de Deus no mosteiro beneditino de S. Giorgio Maggiore em Veneza, mas ao cabo de algum tempo, abandonou o convento para fazer uma peregrinação a Jerusalém. Ao passar por Hungría, conheceu o rei San Esteban, a quem impressionaram tanto as qualidades de Gerardo, que o reteve para que fosse o tutor de seu filho, o Beato Emeric. Ao tempo que exercia suas funções de educador, o santo pregou a palavra de Deus com muito êxito. Quando San Esteban fundou a sede episcopal de Csanad, nomeou a Gerardo como seu primeiro bispo. A grande maioria dos habitantes do lugar eram pagãos, e os poucos que levavam o nome de cristãos, eram ignorantes, selvagens e brutais, mas São Gerardo trabalhou entre eles com tão bons frutos que, em pouco tempo, o cristianismo progrediu consideravelmente. Sempre que lhe era possível, unia Gerardo a perfeição em seu desempenho da tarefa episcopal com o recolhimento da vida contemplativa que o fortalecia para continuar com suas funções. Ademais, Gerardo foi investigador e escritor; entre suas obras figura uma inconclusiva dissertação sobre o Hino dos Três Jovens (Daniel III) e outros escritos que se perderam com o correr do tempo. O rei Esteban secundou o zelo do bom bispo enquanto que viveu, mas a sua morte, ocorrida em 1038, o reino ficou na anarquia por causa das disputas pela sucessão ao trono e, ao mesmo tempo, estalou uma rebelião contra o cristianismo. As coisas iam de mal a pior, até ao extremo de que, virtualmente, se declarou uma aberta perseguição contra os cristãos. Por então Gerardo, que celebrava a missa na igrejinha de uma aldeia junto ao Danúbio, chamada Giod, teve a premonição de que aquele mesmo dia haveria de receber a coroa do martírio. Terminada a visita à aldeia, o bispo e sua comitiva partiram até à cidade de Buda. Já se dispunham a cruzar o rio, quando foram detidos por uma partida de soldados a mando de um oficial, idólatra recalcitrante e acérrimo inimigo até da memória do rei Esteban. Sem mediar achavam dentro do barco, amarrado a um piloto. Alguns deles se meteram na água, voltaram a embarcação e tiraram de rastos o santo bispo. Levado aos braços de seus captores, se incorporou até pôr-se de joelhos e orou em voz alta com as palavras de Santo Esteban, o Protomártir: "¡Senhor, não lhes tomeis em conta esta culpa!" Apenas havia pronunciado estas palavras quando lhe atravessaram o peito com uma lança. Os soldados arrastaram o corpo até à borda de um alcantilado que leva o nome de Blocksberg e atiraram o cadáver ao Danúbio. Era em 24 de Setembro de 1046. A morte heróica de São Gerardo produziu um profundo efeito entre o povo que, desde o primeiro momento, começou a venerá-lo como mártir. Suas relíquias foram colocadas num santuário, em 1083, ao mesmo tempo que as de Santo Esteban e as de seu filho, o Beato Emeric. Em 1333, a República de Veneza obteve do rei de Hungría a concessão de trasladar a maior parte das relíquias de São Gerardo à igreja de Nossa Senhora, na ilha de Murano, vizinha a Veneza onde até hoje se venera o santo como ao protomártir daquele lugar onde veio ao mundo.

http://es.catholic.net/santoral

Recolha e transcrição (e tradução) de António Fonseca