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domingo, 27 de setembro de 2009

VICENTE DE PAULO, Santo (e outros) - 27 de Setembro

 

Vicente de Paul, Santo
Fundador da Congregação da Missão e as Filhas da Caridade, 27 de Setembro

Vicente de Paul, Santo

Vicente de Paulo, Santo

FUGINDO

Passou a vida fugindo à sua condição de aldeão pobre, e o programa de Deus tem que atrasar seu desenlace após muitas noites escuras de Vicente. Como Santa Teresa, que fez um matrimónio de conveniência com Deus, cuja noite de bodas e lua de mel se atrasou 25 anos, até florescer é uma esplêndida manifestação mística. ¿Podemos ver aí um sinal da vocação errada? Não. É uma realidade de uma mudança de rumo da pessoa, a quem lhe troca seus planos próprios através de purificações, acontecimentos, circunstâncias, realidade das coisas e desenganos, Vicente o que não queria era seguir sendo o que era seu pai, camponês. Se envergonhava de o ser e também de seu pai, vestido pobremente e com um defeito físico que o fazia coxear. Tanto se envergonhava que, quando já estudava no colégio dos franciscanos, conseguido por seu pai, e recebia a visita de seu pai, não saía a recebê-lo. Pretende o sacerdócio tratando de escalar postos. Até deseja ser bispo. Nem ideia do que é ser sacerdote: "Se eu houvera sabido, como o soube depois, o que era o sacerdócio, quando cometi a temeridade de o aceitar, teria preferido dedicar-me a trabalhar a terra antes de ingressar num estado tão temível," escreverá mais tarde...

Havia nascido em 2 de Abril de 1581, em Ranquine, no Sudoeste de França. Seu pai é um camponês, Juan de Paul, que desde muito jovem se viu obrigado a trabalhar. Vicente também, se encarregava das ovelhas, das vacas, dos cerdos, descalço e com comida pobre
Rapazinho esperto, foi enviado por seu pai ao colégio dos franciscanos de Dax, cidade próspera, de amplas ruas e belas mansões. Vicente estuda com gosto, mas sempre com o fim de abandonar a vida rural. Depois de quatro anos de estudos em Dax, vai para Toulouse, quando acabava de morrer seu pai. Tem 17 anos, recebeu já a tonsura e as ordens menores. Ainda que seu pai lhe tenha deixado parte da herança para pagar seus estudos, ele a recusa; pois quer valer-se por si mesmo.


QUER ASCENDER
Ensina humanidades no colégio de Buzet em simultâneo com seus estudos de Teologia. Recebe o subdiaconado e o diaconado, e em 23 de Setembro de 1600, é ordenado sacerdote. O bispo de Dax lhe oferece uma paróquia, mas prefere seguir seus estudos; aponta mais alto: quer ser bispo. Em 1604 obtêm o doutorado em Teologia. Se dirige a Bordéus e a Marselha, onde uma anciã de Toulouse lhe deixou una herança de 400 escudos, que estão nas mãos de um devedor, a quem persegue até Marselha, onde consegue recuperar 300 escudos, e regressar a Toulouse. Embarca para Narbona, é atacado pelos turcos e cai prisioneiro. Vendido como escravo em Túnez, a um pescador, um médico, seu sobrinho e, a um cristão renegado, a quem converteu e se escapou para Roma. Logo foi para Paris, onde encontrou a Pierre de Bérulle, no hospital da Caridade. Bérulle era cura e fundador de um grupo de sacerdotes espirituais. O clero havia saído num estado lamentável das guerras; os decretos do Concílio de Trento sobre a formação dos sacerdotes não se cumpriam. Muitos bispos viviam como grandes senhores, longe de suas dioceses.


ABRINDO PASSO PARA UM NOVO MOVIMENTO.
Em Itália, Felipe Neri fundou a congregação do Oratório, que, como os Oblatos fundados em Milão por Carlos Borromeo, desejam viver um sacerdócio fervoroso. Bérulle trata de convencer a Francisco de Sales para que funde o Oratório em França, mas não o consegue, ainda que, a instâncias do Arcebispo de Paris, Henri de Gondi, fundará em 1611 o Oratório de Paris, uma "congregação de sacerdotes que praticarão a pobreza, com voto de não pretender benefício ou dignidade, contra a ambição, e o de dedicar-se ao sacerdócio, contra a inútil inactividade.


VICENTE NOMEADO PÁROCO DE CLICHY
Bérulle desejava que Vicente ingressasse no Oratório, mas ele não aceita. Em troca convence a um sacerdote para ingressar no Oratório; e aceita a sua paróquia de "Clichy la Garenne". de 600 habitantes, habitada sobretudo por hortelãos e chega a ficar a gostar.  Ali ensina o catecismo, repara o mobiliário da Igreja, quando depois de doze anos de ser sacerdote, é a primeira vez que exerce um ministério sacerdotal.
Bérulle consegue que o nomeiem preceptor da família de Phillipe de Gondi, sobrinho do Arcebispo de Paris. Vicente chega a este destino em Setembro de 1613 e escreve a um amigo: "Me afastei com pena de minha pequena igreja de Clichy". Dá cursos e lições às crianças e leva uma vida palaciana em Montmirail, em Joigny, em Paris, em Folleville... Já podia dar-se por contente. Mas não era feliz. Não havia chegado a hora de Deus. Espera. Compasso de espera. Solidão, noite, tristeza, desamparo. Durante as viagens de Gondi, volta a entrar em contacto com os camponeses e com as pobres gentes que vivem nos domínios da nobre família. E se dá conta de que o Evangelho exige a caridade radical.

DEUS DÁ A VOLTA À SUA ALMA:
Visita a um moribundo em Gannes, perto do palácio dos Gondi; aquele homem, que tinha fama de ser um homem de bem, revelou a Vicente uns pecados que jamais se havia atrevido a confessar a seu pároco. O moribundo experimentava uma extrema solidão moral, padecia à noite, o frio e a impossibilidade de falar com Deus; estava perto da morte sem haver encontrado um olhar sacerdotal bastante doce e bastante humano para poder sair de si mesmo e atrever-se a crer na ternura de Deus. Eis aí a vocação de Vicente: a ternura. Seu coração há sido tocado. Deus há chegado já. O matrimónio de Teresa de Jesus há entrado em sua meta florida. Vicente, tocado já por Deus, que não o havia abandonado em sua dura trajectória de deserto, lhe muda o coração e ele que não queria ir aos campos de sua aldeia, quer agora ir aos campos mas longínquos a expressar a todos os que se sentem perdidos que existe um Deus de ternura que não os esqueceu. Quer ser testemunho desse amor divino. Estar presente com a ternura de Deus. Fica impressionado e em 25 de Janeiro pregou em Folleville, perto de Amiens, e propôs a todos os fieis de Folleville a ideia de fazer vir a alguns sacerdotes com quem pudessem fazer uma confissão geral de toda sua vida. Este sermão foi a origem da "Congregação da Missão", instituída para pregar missões populares e trabalhar na formação do clero de França e em outros países. Aos sacerdotes e irmãos da Congregação da Missão se lhes conhece em França como "Lazaristas" por São Lázaro, sua casa mãe.
Depois no ano 1617, em Chatillón-les-Domes, São Vicente apalpa a miséria material dos camponeses: "Enquanto me revestia para celebrar a Missa, vieram a dizer-me... que numa casa ali perto, estavam todos enfermos, e não havia uma só pessoa que os pudesse atender. Isto me causou uma tremenda impressão."À chamada de Vicente acorrem todos os paroquianos em ajuda dessa família. Mas, para Vicente, este movimento espontâneo não é bastante, porque corre o perigo de não ter continuidade: "Uma enorme caridade, sim; mas mal organizada".

FUNDAÇÃO DAS FILHAS DA CARIDADE
Vicente estuda a situação e em 23 de Agosto, lê ante umas quantas mulheres cujo coração ficou tocado, igual ao seu por aquela miséria, um texto que é todo um programa de ajuda aos enfermos, que servirá de modelo a todos os posteriores textos fundacionais das Irmandades de Caridade. As Confrarias se multiplicaram; hoje em alguns países se lhes chama "equipas de São Vicente". Mais tarde serão fundadas as Filhas da Caridade com a co-fundadora
Luísa de Marillac
Vicente
não quer permanecer por mais tempo com os Gondi e o diz a Bérulle em Maio de 1617. Muda-se para uma pequena paróquia entre Lyon e Genebra, na região de Bresse: Chatillon-des-Dombes, como pároco. O que passou a vida fugindo de sua origem e seu destino, se dedica gozoso ao que vinha escapando desde sua juventude. Já encontrou seu caminho: A vocação da ternura. Vicente, após um ano decisivo, há encontrado seu caminho, o caminho da compaixão e a ternura com os mais abandonados e utiliza seu posto como base de operações, para estabelecer suas pequenas associações de caridade.

Comentários ao autor: jmarti@ciberia.es
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Terêncio de Todi, Santo
Mártir, 27 de Setembro

Mártir
Setembro 27

Etimologicamente significa “delicado, terno”. Vem da língua latina.
O crente verdadeiro vive imerso na liberdade bem entendida, no mundo da fé comprometida e num trabalho apostólico sem medida.
Este jovem mártir, juntamente com outros companheiros saíram de Síria para Roma.
Desejavam confessar sua fé em Cristo ainda que lhes custasse a morte. Era durante o tempo do imperador Diocleciano, o cruel perseguidor dos cristãos.
Chegados a Roma, tiveram ocasião de proclamar ante a gente que eles eram cristãos chegados de Calcedónia de Síria.
Sua proclamação chegou bem rápido aos ouvidos do imperador. Mandou a uns soldados que os levassem a um sítio escondido fora da cidade e que lhes dessem a morte.
Mas já no sítio escolhido, os ossos começaram a dar gritos e os soldados saíram fugindo assustados.
Um anjo os escondeu num lugar separado até que pudessem marchar para Todi onde sim, os decapitaram.
Esta biografia novelada foi escrita no século IX. Mas seja como seja, o importante é que sua festa se segue celebrando cada ano em Todi desde há muitos séculos. Não creio que seja por fanatismo ou por falsa devoção.
Alguns dizem que é um duplo de Terenciano, que foi bispo de Todi.
As relíquias as levou Teodorico de Metz, no ano 970. Assim o narra ou conta Sigeberto de Gembloux em sua Vida.
Uma vez mais, a acção de Deus se vê reflectida em quem entrega sua vida a seu serviço. Hoje, ainda que pareça raro, há mártires em alguns lugares da terra, e perseguições em alguns países de confissões religiosas intolerantes que não transigem a cristã.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Lorenzo de Ripafratta, Beato
Presbítero, 27 de Setembro

Lorenzo de Ripafratta, Beato

Lorenzo de Ripafratta, Beato

Presbítero Dominicano

Martirológio Romano: Na cidade de Pistoia, da região da Toscana, em Itália, beato Lorenzo de Ripafratta, presbítero da Ordem de Pregadores, que viveu fielmente durante sessenta anos a vida regular com dedicação assídua à pastoral sacramental da Penitência (1456).
Data de beatificação: O Papa Pío IX confirmou seu culto em 4 de Abril de 1851.

Os biógrafos do Beato Lorenzo não consignam o lugar preciso de seu nascimento, mas por seu nome se pode supor que foi em Ripafratta, na região toscana de Itália, perto de Pisa (Itália). Se desconhecem dados fidedignos de sua vida, anteriores a sua incorporação na ordem de pregadores em Pisa sendo diácono.
Em 1396, foi designado prior, cargo no qual se destacou pelo impulso que deu à reforma da ordem. Foi mestre de noviços e de teologia no convento de Cortona; sobressaiu como director espiritual e brilhante pregador. Sem temor a ser contagiado, auxiliou a enfermos durante a praga que açoitou as cidades de Pistoia e Fabriano.
Por sua sapiência, o povo o chamava a Arca da Ciência. Deu exemplo a seus irmãos de congregação e fregueses com sua vida de oração, jejum, penitência e devoção. Sofreu uma ferida na perna, a qual dolorosamente o acompanhou o resto de sua vida. Pelo exemplo de seu silencioso e paciente sofrimento —o qual ofereceu a Deus—, se incrementaram a admiração e o carinho dos religiosos e do povo. Amado por sua comunidade, faleceu em Pistoia, onde ainda se venera seu corpo
¡Felicidades a quem leve este nome!

Elcário, Santo
Biografia, 27 de Setembro

Septiembre 27

Etimologicamente significa “¿nobre adorno?”. Vem da língua alemã.
Jesus dice: “
Obrai, não pelo alimento perecível, mas sim pelo alimento que permanece para a vida eterna”.
Elcário
nasceu na Provenza lá pelo ano 1285 e morreu em Nápoles em 1323.
Este jovem da nobreza contraiu matrimónio buscando ser o herdeiro de uma fortuna.
Com a  idade de 23 anos herdou os Estados de seu pai. Lhe levava muito tempo la administração de tantas fazendas e bens.
Compartilhava este trabalho financeiro com o de tutor do filho do rei Roberto de Nápoles.
Foi, além disso, enviado a Paris como diplomático. Sua mulher, naturalmente, estava orgulhosa de que estivesse na corte francesa.
Delfina, sua mulher, compartilhava com ele uma fé profunda. Se dizia deste jovem que melhor parecia haver nascido para monge que para Conde.
Quando tinha Elcário a idade de 37 anos, deixou com gosto sua carreira diplomática em França, para entrar no reino de Deus.
O Papa Urbano V, que era seu sobrinho e afilhado, o levou à honra dos altares.
Soube fazer realidade em sua vida o mandato evangélico. Não se contentou só com o alimento que perece, mas que, inclusive rodeado de prazeres e manjares, soube manter-se sempre no grau de virtude requerido a um crente de verdade.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Scubilion Rousseau, Beato
Irmão Cristão de La Salle, 27 Setembro

Scubilion Rousseau, Beato

Scubilion Rousseau, Beato

Jovem cristão, Juan Bernardo Rousseau faz o catecismo em seu povo natal de Borgonha, França, quando lhe apresentam os Irmãos que acabam de abrir uma escola numa cidade vizinha. Entra no Noviciado de Paris em 1822.
Depois de dez anos de ensino nas escolas elementares, em França, o Irmão Scubilion sai de França em 1833 para consagrar os trinta e quatro anos de vida que lhe restam aos escravos da ilha da Reunião, no Oceano Índico.
O chamam o "Catequista dos escravos"; inaugura classes de noite para eles e são numerosos os que vêem, ainda depois de uma dura jornada de trabalho.
Inventa programas e técnicas especialmente adaptadas a suas necessidades e a suas capacidades, para poder ensinar-lhes o essencial da doutrina e da moral cristãs e preparar-lhes a receber os sacramentos.
Ganha sua amizade com suas atitudes cordiais e cheias de respeito com eles. Depois da emancipação dos escravos em 1848, continua ocupando-se deles e os ajuda a adaptar-se à sua nova vida de liberdade e de responsabilidade.
Durante os últimos anos de sua vida, apesar de sua saúde delicada, colabora com o clero local quando vai visitar aos enfermos, granjeando o coração dos pecadores, animando as vocações e até fazendo o que parece curas milagrosas.
Quando falece se o venera em toda a ilha como a um santo.
Nascido em Annay la-Côte, França, em 21 de Março de 1797
Entra no Noviciado em 24 de Dezembro de 1822
Falecido na ilha da Reunião, em 13 de Abril de 1867
Beatificado em 2 de Maio de 1989

 

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução incompleta de António Fonseca