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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

TERESINHA DO MENINO JESUS, SANTA (E OUTROS) 1 DE OUTUBRO

Teresa do Menino Jesus, Santa
Simplicidade e perfeição nas coisas pequenas, Outubro 1

Teresa del Niño Jesús, Santa

Teresa del Niño Jesús, Santa

Virgem e Doutora da Igreja

Martirológio Romano: Memória de Santa Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja, que entrou ainda muito jovem no mosteiro das Carmelitas Descalças de Lisieux, chegando a ser mestra de santidade em Cristo por sua inocência e simplicidade. Ensinou o caminho da perfeição cristã por meio da infância espiritual, demonstrando uma mística solicitude para o bem das almas e do incremento da Igreja, e terminou sua vida aos vinte e cinco anos de idade, no dia trinta de Setembro (1897)
A Igreja dedica-lhe este dia para que a conheçamos e tratemos de imitar suas virtudes de delicadeza e perfeição nas pequenas coisas.

Há duas santas com o mesmo nome: Santa Teresinha do Menino Jesus ou de Lisieux e Santa Teresa de Ávila (15 de Outubro). Ambas foram monjas carmelitas, e nos deixaram uma autobiografia e são santas doutoras da Igreja.
Maria Francisca Teresa (Santa Teresinha do Menino Jesus ou de Lisieux) nasceu em 2 de Janeiro de 1873 em França. Filha de um relojoeiro e de uma costureira de Alençon. Teve uma infância feliz e ordinária, cheia de bons exemplos. Teresinha era viva e impressionável, mas não particularmente devota.
Em 1877, quando Teresinha tinha quatro anos, morreu sua mãe. Seu pai vendeu sua realojaria e foi viver para Lisieux onde suas filhas estariam sob o cuidado de sua tia, a Sra. Guerin, que era uma mulher excelente. Santa Teresinha era a preferida de seu pai. Suas irmãs eram Maria, Paulina e Celina. A que dirigia a casa era Maria e Paulina que era a mais velha se encarregava da educação religiosa de suas irmãs. Lia-lhes muito no inverno.
Quando Teresinha tinha 9 anos, Paulina ingressou no convento das carmelitas. Desde então, Teresinha se sentiu inclinada a segui-la por esse caminho. Era uma menina afável e sensível e a religião ocupava uma parte muito importante de sua vida.
Quando Teresinha tinha catorze anos, sua irmã Maria foi para o convento das carmelitas tal como Paulina. No Natal desse ano, teve a experiência que ela chamou sua “conversão”. Disse ela que apenas a uma hora depois de nascido o Menino Jesus, inundou a escuridão de sua alma com rios de luz. Dizia que Deus se havia feito débil e pequeno por amor a ela para fazê-la forte e valente. 
No ano seguinte, Teresinha pediu permissão a seu pai para entrar para o convento das carmelitas e ele disse que sim. As monjas do convento e o bispo de Bayeux opinaram que era muito jovem e que devia esperar.
Alguns meses mais tarde foram a Roma numa peregrinação pelo jubileu sacerdotal do Papa Leão XIII. Ao ajoelhar-se frente ao Papa para receber sua bênção, rompeu o silêncio e lhe pediu se podia entrar no convento aos quinze anos. O Papa ficou impressionado por seu aspecto e modos e lhe disse que se era a vontade de Deus assim seria.
Teresinha rezou muito em todos os santuários da peregrinação e com o apoio do Papa, conseguiu  entrar no Carmelo em Abril de 1888. Ao entrar no convento, a mestra de noviças disse; “ Desde sua entrada na ordem, seu porte tinha uma dignidade pouco comum de sua idade, que surpreendeu a todas as religiosas.” Professou como religiosa em 8 de Setembro de 1890. Seu desejo era chegar ao cume do monte do amor.
Teresinha cumpriu com as regras e deveres dos carmelitas. Orava com um imenso fervor pelos sacerdotes e pelos missionários. Devido a isto, foi nomeada depois de sua morte, com o título de padroeira das missões, ainda que nunca haja saído de seu convento.
Se submeteu a todas as austeridades da ordem, menos ao jejum, já que era delicada de saúde e seus superiores o impediram. Entre as penitências corporais, a mais dura para ela era o frio do inverno no convento. Mas ela dizia “Queira Jesus conceder-me o martírio do coração ou o martírio da carne; preferiria que me concedesse ambos.” E um dia pôde exclamar “Cheguei a um ponto em que me é impossível sofrer, porque todo sofrimento é doce.”
Em 1893, aos vinte anos, a irmã Teresa foi nomeada assistente da mestra de noviças. Praticamente ela era a mestra de noviças, ainda que não tivesse o título. Com respeito a este labor, dizia ela que fazer o bem sem a ajuda de Deus era tão impossível como fazer que o sol brilhe à meia noite.
Seu pai adoeceu perdendo o uso da razão por causa de dois ataques de paralisia. Celina, sua irmã, se encarregou de o cuidar. Foram uns anos difíceis para as filhas. Ao morrer o pai, Celina ingressou também no convento com suas irmãs.
Neste mesmo ano, Teresinha adoeceu de tuberculose. Queria ir a uma missão na Indochina mas sua saúde não o permitiu. Sofreu muito os últimos 18 meses de sua vida. Foi um período de sofrimento corporal e de provas espirituais. Em Junho de 1897 foi trasladada para a  enfermaria do convento de que não voltou a sair. A partir de Agosto já não podia receber a Comunhão devido a sua enfermidade e morreu em 30 de Setembro desse ano. Foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925. É apresentada como uma monja carmelita com um crucifixo e rosas nos braços. Ela dizia que depois de sua morte derramaria uma chuva de rosas. 
O culto a esta santa começou a crescer com rapidez. Os milagres feitos graças a sua intercessão atraíram a atenção dos cristãos do mundo inteiro.
Escreveu o livro “História de uma alma” que é uma autobiografia. Escreve frases preciosas como estas nesse livro: “Para mim, orar consiste em elevar o coração, em levantar os olhos ao céu, em manifestar minha gratidão e meu amor o mesmo no gozo que na prova.”; “Te rogo que pouses teus divinos olhos sobre um grande número de almas pequenas.” Teresinha se contava a si mesma entre as almas pequenas, dizia “Eu sou uma alma minúscula, que só pode oferecer pequenez a nosso Senhor.”


¿Que nos ensina Santa Teresinha?
Nos ensina um caminho para chegar a Deus: a simplicidade de alma. Fazer por amor a Deus nossos trabalhos de todos os dias. Ter detalhes de amor com os que nos rodeiam. Esta é a “grandeza” de Santa Teresinha. Dizia: “Quero passar o meu céu fazendo o bem na terra.”O segredo é reconhecer nossa pequenez ante Deus, nosso Pai. Ter uma atitude de menino ao amar a Deus, quer dizer, amá-lo com simplicidade, com confiança absoluta, com humildade servindo aos demais. Isto é o que ela chama seu “caminhito”. É o caminho da infância espiritual, um caminho de confiança e entrega absoluta a Deus.
Nos ensina a servir aos demais com amor e perfeição vendo neles a Jesus. Toda sua vida foi de serviço aos outros. Ser melhores cada dia com os demais nos detalhes de todos os dias.
Nos ensina a ter paciência ante as dificuldades da vida. Sua enfermidade requeria de muita paciência e aceitação. Só estando perto de Deus o sofrimento se faz doce.
Nos ensina a ter sentido do humor ante o inevitável. Dizem que durante a meditação no convento, uma das irmãs agitava seu rosário e isto irritava a Santa Teresinha. Decidiu então em lugar de tratar de não ouvir nada, escutar este ruído como se fosse uma música preciosa. Em nossas vidas há situações ou acções dos demais que nos molestam e que não podemos evitar. Devemos aprender a rir-nos destas, a desfrutá-las porque nos dão a oportunidade de oferecer algo a Deus.
Nos ensina que podemos viver nosso céu na terra fazendo o bem aos que nos rodeiam. Actuar com bondade sempre, buscando o melhor para os demais. Esta é uma maneira de alcançar o céu.
Nos ensina a ser simples como crianças para chegar a Deus. Orar com confiança, com simplicidade. Sentir-nos pequenos ante Deus nosso Pai.

Oração

Virgen Maria e Santa Teresinha, ajudem-me a ter mais amor a Deus para servir melhor aos que me rodeiam.


Se queres saber mais da vida de Santa Teresa do Menino Jesus em corazones.org encontrarás um sitio formoso para seguir consultando
Consulta também

Uma mulher ¿Pode ser o coração da Igreja?
Teresa do Menino Jesus, Santa
Luis e Célia, pais de Santa Teresinha

 

Romano "o Melódico", Santo
Diácono, Outubro 1

Romano

Romano "o Melódico", Santo

Poeta litúrgico

Martirológio Romano: Em Constantinopla, São Romano, diácono, que foi apelidado Melódico por sua sublime perícia artística em compor hinos eclesiásticos em honra do Senhor e dos santos (c. 500).
Etimologia: Romano = pertencente a Roma. Vem da língua latina.


São Romano é chamado "O Melódico" porque nos deixou rimas belíssimas para o canto en língua greco-bizantina. Considera-se o mais original e notável dos escritores de hinos greco-bizantinos. Era judeu, convertido ao cristianismo. Sua santidade sobre a terra, transcorre assim, melodiosamente, ainda antes de entrar no coro celestial dos Santos. Mas se bem que o material poético deixado por São Romano - Melódico é imponente, os dados sobre sua vida são escassíssimos. Se sabe que nasceu em fins do século V na cidade de Emesa, na Síria. Foi diácono, depois coadjutor em Beirute, na igreja da Ressurreição. Trasladado a Constantinopla, em tempos do Imperador Anastasio, se retirou para a Igreja da Mãe de Deus. Morreu, pouco depois, em 555. Se conta que na véspera de um Natal lhe apareceu a Santíssima Virgem, entregando-lhe uma canção, e convidando-o a cantá-la. Na manhã seguinte, dia de Natal, Romano, desde o púlpito da igreja, em lugar de pregar, começou a cantar. Cantou, inspirado e santo, seu primeiro hino litúrgico, que começa com estas palavras:

"Hoje da Virgem

nasce o Super consubstancial

e a terra oferece ao Inacessível.

os anjos com os pastores

proclamam sua glória.

O Maior dos Astros

há nascido para nós o novo Infante

Deus de eterno ".


A este hino se seguiram muitos outros. Se diz que Romano compôs milhares. Os estudiosos lhe reconhecem oitenta, que não é pouco.
Seus hinos são vívidos, inspirados, dramáticos, mas talvez muito longos e demasiado elaborados para os gostos modernos. Romano lhes deu a clássica forma dos hinos conhecidos como os kontakion.

São Romano o Melódico está considerado como o poeta litúrgico bizantino mais importante. Famoso em seu tempo, hoje é conhecido somente entre os eruditos. Entre suas obras, além daquela de Natal, se encontra o Hino da Apresentação no Templo, o da Negação de Pedro, o de Maria ao Pé da Cruz, o da Ressurreição, o do Juízo Final, etc.

 

Luis Maria Monti, Beato
Laico Fundador, 1 de Outubro

Luis Maria Monti, Beato

Luis Maria Monti, Beato

Fundador dos Filhos de Maria Imaculada

Martirológio Romano: Em Saronno, perto de Varese, na Lombardia, de Itália, beato Luis María Monti, religioso, que, apesar de manter sua condição laical, instituiu os Filhos de Maria Imaculada, congregação que dirigiu com espírito de caridade para com os pobres e os necessitados, ocupando-se especialmente dos enfermos e órfãos, e trabalhando em favor da formação dos jovens (1900).
Etimologia: Luis = aquele que é famoso no combate, vem do germânico
Data de beatificação: Foi beatificado por S.S. João Paulo II em 9 de Novembro de 2003.

 

Corria o século XIX e o agnosticismo confundia as gentes. Foi então quando o Espírito Santo inspirou vários homens e mulheres excepcionais, enriquecidos com o carisma da “assistência” e do “acolhimento”, para que el amor ao próximo convencesse ao homem céptico e positivista a crer em Deus-amor.
O Padre Luigi Monti, beato da caridade, passou a engrossar as filas de fieis assumidos no Espírito Santo. Deu fé de amor ao próximo sob a insígnia da Imaculada: a Mulher que não conheceu o pecado, símbolo da libertação de todos os males.
Luigi Monti, religioso laico, a quem seus discípulos veneravam chamando-lhe “pai” devido à sua imbatível paternidade espiritual, nasceu em Bovisio, em 24 de Julho de 1825, o oitavo de uma família com onze filhos. Órfão de pai aos 12 anos, se fez carpinteiro para ajudar a sua mãe e a seus irmãos pequenos. Jovem apaixonado, reuniu na sua oficina a muitos artesãos de sua idade assim como a camponeses para dar vida a um oratório vespertino. O grupo se denominou a Companhia do Sagrado Coração de Jesus, mas o povo de Bovisio não tardou em chamar-lhe “A Companhia dos Irmãos”.
Dita companhia se caracterizava pela austeridade de vida, a dedicação ao enfermo e ao pobre, pela intenção de evangelizar aos que se achavam longe do caminho. Luigi capitaneava o grupo. Em 1846, aos 21 anos de idade, se consagrou a Deus e emitiu votos de castidade e obediência em mãos de seu padre espiritual. Foi um fiel laico consagrado à Igreja de Deus, sem convento e sem hábito. Sem embargo, nem todo o mundo soube acolher o dom que o Espírito havia infundido nele. De facto, algumas pessoas do povo junto ao pároco, se opuseram de forma rasteira e implacável, o que desembocou numa denúncia caluniosa em que se o acusava de conspiração politica contra a autoridade austríaca de ocupação. Em 1851, Luigi Monti e seus companheiros foram encarcerados em Desio (Milão) e foram postos em liberdade graças a um processo verbal que, sem embargo, não se celebrou até passados 72 dias de cárcere.
Dócil com seu padre espiritual, o sacerdote Luigi Monti, entrou com ele na congregação dos “Filhos de María Imaculada” que o beato Ludovico Pavoni havia fundado havia cinco anos.  Ficou seis anos como noviço. Este tempo supôs para Luigi Monti um período de transição, em  que se enamorou das constituições de Pavoni, se exercitou como educador e aprendeu a teoria e a prática da profissão de enfermeiro que pôs ao serviço da comunidade e dos afectados pela cólera durante a epidemia de 1885, encerrando-se voluntariamente na leprosaria local.
Aos 32 anos, Luigi Monti todavia estava buscando a realização concreta de sua vocação. Numa carta com data de 1896, quatro anos antes de falecer, evocou a noite do espírito, vivida neste período:
“Transcorria horas ante Jesus Sacramentado. E, sem embargo, eram horas sem rasto de orvalho celestial. Meu coração permanecia árido, frio, insensível.
Estava a ponto de abandonar tudo quando, de repente enquanto me achava em minha cela, e senti uma voz no meu interior, clara e compreensível, que me dizia: “Luigi, dirige-te ao sacrário da igreja e expõe tuas tribulações de novo a Jesus Sacramentado”.
Assim e fazendo caso da inspiração, desloquei-me para lá, me ajoelhei e ao cabo de pouco tempo ! maravilha! vejo a duas personagens com forma humana. Conheço-os. São Jesus e sua Mãe Santíssima. Aproximam-se de mim e dizem em voz alta: “Luigi, tens muito que sofrer mas ainda terás lutas maiores para te livrares. Sê forte. Sairás vencedor de tudo. Nossa ajuda poderosa não te faltará nunca. Segue o caminho que começaste”. Em seguida, desapareceram.
Inspirado no testemunho de caridade da santa Crocifissa Di Rosa, o sacerdote Luigi Dossi apresentou a Monti a ideia de criar uma “Congregação para o serviço dos enfermos” em Roma. Luigi Monti aceitou e sugeriu chamá-la “Congregação dos Filhos da Imaculada Conceição”. Vários amigos seus da época da “Companhia” compartilharam a dita ideia e, além disso, se juntou um jovem enfermeiro esperto e muito apaixonado, chamado Cipriano Pezzini.
Uma fundação em Roma de Pío IX não era coisa simples e menos todavia num dos hospitais mais famosos de Europa, o hospital de Santo Espírito. Entretanto, os capelães capuchinhos, no seio de dito hospital iniciaram uma associação de terceiros de São Francisco para a assistência corporal aos enfermos.
Quando Luigi Monti chegou a Roma, em 1858, achou uma realidade distinta à que imaginavam tanto ele como seu amigo Pezzini, que o precedeu para entabular as negociações que eram de  manter com o Comendador, máxima autoridade do hospital.
Compreendeu que Deus, nesse momento, o queria simplesmente como o “Irmão Luigi de Milão”, enfermeiro do hospital Santo Espírito. De maneira que solicitou humildemente formar parte do grupo organizado dos PP. Capuchinhos. Ao princípio, se encarregou de todos os serviços reservados na actualidade ao pessoal sanitário assistente, e posteriormente a tarefa de flebotomiano, tal  como consta no diploma que lhe concedeu a Universidade La Sapienza de Roma.
Em 1877, por designação unânime de seus congregantes, Pío IX lhe encomendou capitanear “sua própria” Congregação e assim seguiu até sua morte.
Pío IX preferiu desde um primeiro momento a Congregação dos Filhos da Imaculada Conceição tanto por seu grande anseio de ver bem assistidos aos enfermos dos hospitais romanos como pelo facto de que levava o nome da Imaculada.
Convertido em Superior geral, Luigi Monti preparou para a Congregação um código de vida que reflectia as experiências para as que o Espírito de Deus o havia conduzido. E a comunidade de Santo Espírito, graças ao ânimo que infundiu, viveu a “apostolica vivendi forma” dos Filhos da Imaculada Conceição. Os Irmãos nutrindo-se com a Eucaristia e a meditação do privilégio da “Completamente Pura”, se dedicaram à assistência de forma heróica. Nos hospícios em massa por epidemias de malária, de tifo ou após episódios bélicos, os Irmãos não duvidavam em emprestar seu próprio colchão. Se declaravam todos eles dispostos a assistir aos enfermos de todas as formas de enfermidade, se lhes enviasse aonde quer que fosse. Luigi Monti constituiu outras pequenas comunidades na zona norte da região de Lácio, onde ele mesmo havia trabalhado anteriormente brindando serviços médicos de todo tipo assim como na qualidade de enfermeiro itinerante pelos povoados espalhados no campo de Orte, na província de Viterbo.
Em 1882, recebeu em Santo Espírito a visita de um monge cartuxo que declarou haver recebido da Virgem Imaculada a inspiração para apresentar-se ante ele. Vinha de Désio. O cartuxo lhe apresentou um caso limite: se tratava de quatro sobrinhos seus, órfãos de pai e mãe. Era um sinal do Espírito de Deus e Luigi Monti ampliou sua obra assistencial aos menores totalmente órfãos. Para eles inaugurou uma casa de acolhida em Saronno. Seu princípio pedagógico básico se baseava na paternidade do educador. A comunidade dos religiosos acolhe o órfão como em família, para “viver juntos o dia”, para criar juntos as perspectivas de inserção na sociedade com uma formação humana e cristã que seja a base para todas as vocações: a vida civil, a família e ao estado de consagração especial.
Luigi Monti, laico consagrado, concebeu a comunidade dos “Irmãos” não sacerdotes e sacerdotes com igualdade de direitos e de deveres, em que se elegia como superior ao irmão mais idóneo. A morte o encontrou em Saronno, exânime, quase cego, com 75 anos de idade em 1900. Seu projecto não havia recebido todavia a aprovação eclesiástica. A obteve em 1904 de Pío X que aprovou o novo modelo de comunidade previsto pelo fundador, concedendo o sacerdócio ministerial como complemento essencial para desempenhar uma missão apostólica dirigida a todos os homens, tanto no serviço dos enfermos como no acolhimento da juventude marginada.
Em 1941, o beato Ildefonso Schuster, arcebispo de Milão, inaugurou o processo informativo que se prolongou até 1951.
No ano 2001, a Congregação para as Causas dos Santos promulgou o decreto sobre o heroísmo das virtudes, e no ano 2003 se redigiu o decreto que define milagrosa a cura acontecida em 1961 em Bosa (Cerdeña) do camponês Giovanni Luigi Iecle.
Hoje em dia, a Congregação dos Filhos da Imaculada Conceição, espalhada por todo o mundo, segue plasmando nas obras de caridade o carisma de acolhimento paternal e de assistência levada a cabo com profissionalidade e entrega total por seu fundador, Luigi Monti.  Foi beatificado por S.S. João Paulo II em 9 de Novembro de 2003.
Em 1 de Outubro recordamos seu ingresso no reino do Senhor; S.S. João Paulo II decretou que a festa litúrgica se celebrasse em 22 de Setembro.

 

Eduardo Campion (Geraldo Edwards), Santo,

e beatos companheiros mártires

Beato Roberto Wilcox: Cristobal Buxton: Roberto Widmerpool
Beato Rodolfo Crockett: Beato Eduardo James: Beato Juan Robinson

Mártires en Inglaterra, Outubro 1

Eduardo Campion (Geraldo Edwards), Santo, y beatos compañeros mártires

Eduardo Campion (Geraldo Edwards), Santo, e beatos companheiros mártires

Mártires

Martirológio Romano: Em Canterbury, em Inglaterra, São Geraldo Edwards, presbítero e mártir, no qual foi ordenado em França e, ao regressar a sua pátria, na perseguição durante o reinado de Isabel I, depois de um longo encarceramento consumou seu martírio no patíbulo. Com ele foram martirizados os presbíteros beatos Roberto Wilcox e Cristóbal Buxton, por sua condição sacerdotal, e o beato Roberto Widmerpool, por ajudar a um sacerdote (1588).


Em 1 de Outubro se recorda aos mártires que sofreram em Londres ao desatar-se a perseguição de Julho de 1588, como consequência, ou melhor dito represália, do alarme provocado pelas ameaças de invasão da espanhola e cristã Armada Invencível. Em Outubro desse ano houve uma série de execuções nas províncias: quatro católicos foram martirizados em Canterbury:

Santo Eduardo Campion (Geraldo Edwards): Nasceu em 1552 em Ludlow, Shropshire, no seio de uma boa família. Passou dois anos no Jesus College, de Oxford. Quando se achava ao serviço de Gregory, décimo Lord Dacre do South, se reconciliou com a Igreja de que se havia afastado. Foi estudar a Reims aonde chegou em 22 de Fevereiro de 1586, ali onde tomou o nome de Campion. Foi ordenado subdiácono em Laon, em 18 de Setembro, diácono em 19 de Dezembro do mesmo ano, e sacerdote a princípios do ano seguinte, em Quaresma, sendo adjudicado à Diocese de Canterbury. Imediatamente voltou a Inglaterra, sendo preso em 18 de Março de 1587 em Sittingbourne, sendo encarcerado primeiro em Newgate e logo em Marshalsea. Morreu mártir por não querer renegar da fé, en 1588.


Beato Roberto Wilcox: nasceu em Chester em 1558. Fez seus estudos sacerdotais em Reims, onde chegou em 12 de Agosto de 1583. Recebeu a tonsura e as ordens menores em 23 de Setembro do ano seguinte. Foi ordenado subdiácono em 16 de Março, diácono em 5 ou 6 de Abril, e sacerdote em 20 de Abril de 1585, recebendo todas estas ordens em Reims. Foi enviado em missão inglesa em 7 de Janeiro de 1586. Começou a trabalhar em Kent; mas no mesmo ano foi preso e encarcerado em Marshalsea. Condenado a morte, foi enforcado, arrastado e esquartejado  fora de Canterbury, no sitio chamado Oaten Hill.


Cristobal Buxton: nasceu em Tideswell, Derbyshire. Teve como professor na escola o Venerável Nicolás Garlick e fez seus estudos sacerdotais em Reims e em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1586 e exerceu seu ministério durante três anos antes de morrer martirizado em Canterbury. Tanto o Beato Cristóbal Buxton, como os beatos Roberto Wilcox e Eduardo Campion, foram condenados por haver voltado ao reino na qualidade de sacerdotes. O Beato Cristóbal era el mais jovem dos mártires. Os verdugos acreditaram que conseguiriam amedrontá-lo obrigando-o a presenciar o martírio de seus companheiros, mas, quando lhe ofereceram a liberdade ao preço da apostasía, Cristóbal replicou que preferiria morrer mil vezes antes que aceitar tal proposta. Na prisão de Marshalsea escreveu um "Rituale", que se conserva todavia como uma relíquia.

 
Roberto Widmerpool: o quarto dos mártires de Canterbury, era um laico. Havia nascido em Widmerpool, localidade de Nottinghmshire e havia feito seus estudos em Gloucester Hall de Oxford, onde obteve o título de mestre de escola. Durante algum tempo, foi tutor dos filhos do conde de Nortumbría. Foi acusado de haver ajudado a um sacerdote ao dar-le refúgio na casa do conde. Antes de ser enforcado, o beato deu graças a Deus por lhe haver concedido o privilégio de morrer pela fé na mesma cidade que Santo Tomás Becket.

 
Outros três em diferentes cidades

Beato Rodolfo Crockett: foi martirizado em Chichester. Nasceu em Barton-on-the-Hill, em Cheshire. Fez seus estudos no Christ´s College, de Cambridge, e em Gloucester Hall de Oxford. Havia exercido em Anglia d´este o cargo de mestre de escola antes de passar ao colégio de Reims para preparar-se para servir a Deus como sacerdote. Foi ordenado em 1586 e martirizado dois anos depois em Chichester.

 
Beato Eduardo James: nasceu em Breaston, em Derbyshire. Foi educado no protestantismo na escola de Derby e em St. John´s College de Oxford. Depois de sua conversão, se trasladou a Reims e mais tarde a Roma, onde recebeu a ordenação sacerdotal de mãos de Goldwell de Saint Asaph. Exerceu seu ministério entre seus cidadãos durante cinco anos antes de ser preso junto com o Beato Rodolfo Crockett e conduzido à prisão de Londres. Ali ambos permaneceram mais de dois anos e meio. Depois do fracasso da Armada Invencível, compareceram ante o tribunal de Chichester, que decidiu fazer com eles um escarmento.

 
E em Ipswich: o Beato Juan Robinson, nasceu em Ferrensbery, no Yorkshire. Quando ficou viúvo, passou a Reims, onde seu filho Francisco estudava também para o sacerdócio. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1585. Foi preso enquanto pôs o pé em terra inglesa. Depois de passar algum tempo na prisão de Clink, em Londres, compareceu ante o tribunal, que o condenou a morte. O dia em que chegou a Ipswich a autorização oficial para a execução (28 de Setembro de 1588), o beato "se encheu de alegria, regalou todo seu dinheiro ao portador da autorização e caiu de joelhos para dar graças a Deus".

 

Bavón de Gante, Santo
Monge, Outubro 1

Bavón de Gante, Santo

Bavón de Gante, Santo

Monge

Martirológio Romano: Em Gante, de Flandres, em Neustria, São Bavón, monge, que, discípulo de santo Amando, deixou a vida secular, distribuiu seus bens entre os pobres e entrou no mosteiro fundado nesta cidade (c. 659).


Bavón, Conde de Hesbaye, nasceu em Bravante, perto de Lieja, no ano 589. Se casou com a filha do conde merovingio Adilone, com a que teve uma filha de nome Agletrude. Levava uma vida despreocupada, como rico terra tenente. Seu comportamento era totalmente desordenado, seu único objectivo era o de satisfazer seus desejos sem ter em conta a justiça nem a verdade. Quando necessitava dinheiro, vendia seus criados como servos aos terra tenentes vizinhos.
Quando morre sua jovem esposa, Bavón se sente culpável desta desgraça, não sabemos porquê. Ali interrompe sua vida dissoluta e cai presa de uma crise moral, que foi o ponto de partida de sua conversão.
Por então Santo Amando estava pregando na região de Gante. Bavón, depois de ouvir um de seus sermões, se aproximou, e por conselho seu, se desprendeu de todos seus bens, inclusive da propriedade que possuía em Gaete, que entregou a Santo Amando, que construiu ali um mosteiro. Bavón entrou ali como religioso. Tão grandes foram as mortificações que se impôs para purgar seus pecados, que depois de sua morte, o nome da abadia se mudou de São Pedro a São Bavón.
Convertido no discípulo do santo missionário, o seguiu em suas peregrinações apostólicas. Depois de um certo tempo, encontrando que as austeridades da vida monástica não eram suficientes para satisfazer seus desejos de disciplinar o corpo com o que havia sido tão indulgente, voltou a Gantes, onde, com o consentimento de Santo Amando, construiu uma pequena cela, onde levou uma vida eremítica e ascética até ao momento de sua morte, uns três anos depois, ao redor de 659. Foi sepultado no mosteiro de Gantes.
Actualmente suas relíquias se conservam parte na catedral de Gantes e parte na abadia beneditina de Nesle-la-Reposte, lugar onde se refugiaram os monges fugindo da invasão normanda, ao redor de 882.

 

Outros Santos e Beatos 

(São Piatón, presbítero;
Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, mártires; São Nicécio, bispo e confessor; São Wasnulfo, monge; Beatos Gaspar Hikojiro e Andrés Yoshida, mártires; Beata Florência Caerols Martínez, virgem  mártir; Beato Álvaro Sanjuán Canet, religioso presbítero e mártir; Beato António Rewera, presbítero e mártir;

Completando o santoral deste dia, Outubro 1

Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

São Piatón, presbítero

Em Seclin, na Gália Bélgica, São Piatón, presbítero, que é venerado como evangelizador de Tournai e mártir (s. III/IV).


Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, mártires


Em Lisboa, na Lusitânia, santos Veríssimo, Máxima e Júlia, mártires (s. III/IV).

San Nicécio, bispo e confessor


Em Tréveris, na Renânia, de Austrásia, S. Nicécio, bispo, que, segundo o testemunho de São Gregório de Tours, era forte na pregação, terrível na argumentação, constante no ensino, e sofreu o desterro sob Clotário, rei dos francos (561).


São Wasnulfo, monge


Em Condé-sur-l’Escaut, em Hainaut, de Austrásia, São Wasnulfo, monge, nascido na Escócia (s. VII).

Beatos Gaspar Hikojiro e Andrés Yoshida, mártires


Em Nagasaki, no Japão, beatos Gaspar Hikojiro e Andrés Yoshida, mártires, que, sendo catequistas, foram degolados por haver recebido em suas casas a uns sacerdotes (1617).


Beata Florência Caerols Martínez, virgem e mártir


No lugar de Rotglà e Corbera, na região de Valência, em Espanha, beata Florência Caerols Martínez, virgem e mártir, que, no tempo de perseguição contra a fé, alcançou a glória da vida eterna por meio do martírio (1936).

Beato Álvaro Sanjuán Canet, religioso presbítero e mártir


Na cidade de Villena, na mesma região espanhola, beato Álvaro Sanjuán Canet, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que na mesma difícil época, alcançou por seu combate a palma do martírio (1936).

Beato António Rewera, presbítero e mártir


Perto de Munich, na Baviera, de Alemanha, beato António Rewera, presbítero e mártir, que, por sua confissão em favor de Cristo, desde Polónia foi internado no campo de concentração de Dachau, e por meio dos tormentos alcançou a coroa do martírio (1942).

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de António Fonseca