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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Notícias - Agência Ecclesia

Cinco novos Santos para a Igreja

Pe. Damião, apóstolo dos leprosos, e a fundadora das Irmãzinhas dos Pobres entre os fiéis que Bento XVI vai canonizar

Bento XVI preside este Domingo à cerimónia de canonização de cinco novos Santos, entre os quais o padre Damião de Veuster, conhecido como apóstolo dos leprosos e a religiosa francesa Maria da Cruz (Joana, nome civil) Jugan, fundadora da Congregação das Irmãzinhas dos Pobres.

Jozef Damian de Veuster (Bélgica), o conhecido Padre Damião, sacerdote da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento do Altar, consagrou sua vida aos leprosos da Ilha de Molokai, onde ele mesmo faleceu por causa desta doença.

Mário Nogueira, Fundador da Associação “Mãos Unidas P. Damião”, refere em comunicado enviado à Agência ECCLESIA que esta canonização deve servir para renovar “o nosso empenhamento para derrubarmos os muros da marginalização e construir muitas aldeias de Molokai por esse terceiro mundo das desigualdades”, considerando que “a resposta da Igreja surge no tempo certo”.

Quanta a Joana Jugan, a Irmã Maria da Cruz, as Irmãzinhas dos Pobres em Portugal, referem a “grande alegria” da canonização, falando da sua fundadora como uma “figura de mulher humilde, que na simplicidade e pobreza de coração entregou a sua vida a Deus no serviço às pessoas idosas pobres, numa inquebrantável confiança na providência de Deus”. A Congregação das Irmãzinhas dos Pobres está hoje presente em vários países dos cinco continentes

Os outros novos Santos são Francisco Coll y Guitart (Espanha), sacerdote Dominicano, fundador da Congregação das Dominicanas da Anunciação da Bem-aventurada Virgem Maria; Zygmunt Szczesny Felinski (Polónia), Arcebispo, fundador da Congregação das Religiosas Franciscanas da Família de Maria; e Rafael Arnáiz Baron (Espanha), monge da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (Trapista), que faleceu aos 27 anos, vítima de um coma diabético. É considerado um dos grandes místicos do século XX.

Bento XVI fez até hoje mais de 750 beatos e 23 novos Santos, incluindo o Português São Nuno Álvares Pereira. O “recordista” João Paulo II fez 482 novos Santos e 1342 novos Beatos, num pontificado de 26 anos e meio.

Joana Jugan, Irmã Maria da Cruz

Nascida em Cancale, em Ille-et-Vilaine (França), na aldeia de Petites Croix, no dia 25 de Outubro de 1792, Joana Jugan é baptizada no mesmo dia do seu nascimento na igreja de Saint-Méen em plena tormenta revolucionária. O seu pai, marinheiro como a maioria dos homens da sua região, encontrava-se na grande pesca de Terranova. Quatro anos mais tarde, desaparece no mar. A sua mãe fica sozinha para educar os seus 4 filhos (outros 4 tinham falecido de pequenos). Para ajudar a família, Joana, aos 16 anos, vai como ajudante de cozinha a um solar perto de Cancale.

Aí permanece até à idade de 25 anos, depois deixa a sua casa para ir para Saint-Servan onde trabalhará como ajudante de enfermeira no hospital “do Rosais”. Ao pedido de casamento dum jovem marinheiro, ela responde: “Deus quer-me para Ele, guarda-me para uma obra que ainda não está fundada”.

Joana Jugan somente quer servir a Deus e aos outros, aos pobres, particularmente aos mais débeis, mais desamparados, fiel ao ideal de configuração a Jesus por Maria que ensinava São João Eudes aos membros da Ordem Terceira do Coração da Mãe Admirável, associação a que Joana pertencera desde à idade de 25 anos.

Uma tarde de Inverno de 1839, ela abre a porta da sua casa e do seu coração a uma velhinha cega e meio paralisada, bruscamente reduzida à solidão. Joana dá-lhe a sua cama... Este gesto vai comprometê-la, para sempre. Outra velhinha seguirá e depois uma terceira... Em 1843 será quarenta, que rodeiam Joana e as suas três jovens companheiras. Estas últimas nomeiam-na superiora da pequena associação, que se encaminha para uma verdadeira vida religiosa.

Em breve Joana Jugan será destituída deste cargo, reduzida à simples actividade do peditório, dura tarefa que ela empreende, animada nesta iniciativa de caridade e partilha pelos Irmãos de São João de Deus. À injustiça, Joana somente responde com o silêncio, a delicadeza, o abandono. A sua fé e o seu amor descobrem nesta decisão o caminho de Deus para ela e para a sua família religiosa.

No decorrer dos anos, a sombra deste anonimato se estende cada vez mais sobre Joana Jugan. O começo da sua obra é falsificado. Vive 27 anos posta de lado (1852 a 1879), quatro deles na casa de Rennes, e os vinte e três últimos em La Tour Saint Joseph, (casa Mãe da Congregação das Irmãzinhas dos Pobres desde 1856).

À sua morte, no dia 29 de Agosto de 1879, tem 87 anos e poucas Irmãzinhas sabem que ela é a fundadora, mas a sua influência entre as jovens postulantes e noviças, com as quais partilha a sua vida no decorrer destes últimos vinte e sete anos, é decisiva. Através deste contacto prolongado, passa o carisma inicial, o espírito com que iniciou a obra se transmite.

Pouco a pouco, a luz vai brilhando... A partir de 1902, a verdade começa a revelar-se: Joana Jugan, Irmã Maria da Cruz, morta no esquecimento, um quarto de século antes, já não é a terceira Irmãzinha, como tinham feito crer, senão a primeira, a Fundadora.

Irmãzinhas dos Pobres - Portugal

Padre Damião de Veuster

O Padre Damião de Veuster, SS.CC., mais conhecido como Damião de Molokai, vai ser declarado Santo pelo Papa Bento XVI no próximo dia 11 de Outubro, na praça de São Pedro, no Vaticano.

O Padre Damião, nascido na Bélgica em1840,  foi viver como missionário junto aos leprosos da ilha de Molokai (Hawai) aos 33 anos de idade.  Após 16 anos a atender heroicamente os leprosos,  morreu também leproso em 1889. Tinha 49 anos.  Seguindo o exemplo de Jesus, “amou-os até ao fim”, dando a vida por eles.

Damião nasceu no seio de uma família numerosa da região flamenga, a norte da Bélgica. Eram pequenos proprietários de fazenda agrícola e pecuária, e os pais, de fé católica profunda, pensaram em dedicar o pequeno dos filhos para continuar o trabalho da casa. Contava Damião 18 anos e já duas das irmãs tinham se tornado religiosas e o irmão mais velho, Pânfilo, era para já religioso dos Sagrados Corações, na altura uma pequena Congregação missionária de origem francesa.  Damião sentiu a vocação, foi difícil comunicá-la aos pais. Entretanto, professou como irmão dos ss.cc. e, após luta apurada com o latim  e o francês, conseguiu dos superiores encetar a Teologia. O seu sonho era ser missionário em terras longínquas, queria ser como São Francisco Xavier: a ocasião pintou quando o seu irmão ficou doente pouco antes do barco partir para o Pacífico Sul. Damião, em arrebatado entusiasmo, pediu para substituí-lo.

Não dá para narrar a viagem dos missionários por aqueles oceanos, do Atlântico Norte ao Sul, a passagem pelo Cabo de Hornos, a entrada no Pacífico… Cinco meses de navegação!

Damião formava parte da equipa missionária de padres e irmãs dos SS.CC. que tinham recebido da Congregação para Propagação da Fé a missão das Ilhas Sandwich, assim chamado então o arquipélago hawaiano. Aprender a língua kanaka, adaptar-se ao clima, aos costumes… Damião encarou isso tudo com a proverbial fogosidade do seu temperamento.

Estala uma epidemia de lepra no arquipélago: o  governo das Ilhas, naquela altura uma monarquia autóctone,  resolve internar os leprosos num cárcere natural, a cara norte da ilha de Molokai, entre o mar e a montanha.

A lepra, uma doença da pele, incurável  na altura, provocava então muito mais terror do que hoje. Alguns suspeitavam ela ser própria de povos subdesenvolvidos, ligada com costumes licenciosos, relacionada com a sífilis e outras doenças venéreas. O estigma do leproso era total: para além da desintegração física, a exclusão social, a maldição  divina.

É neste contexto que se compreende a angústia do padre provincial ao pedir voluntários para atender os leprosos. “Sem tocá-los, sem conviver com eles…”, disse. Mas, “alguém poderia ir à Molokai durante um tempo?” Levantam-se alguns sacerdotes, entre eles Damião. É ele o escolhido para lá ir.

Consta que Damião, aos 33 anos, nunca imaginara o que ia acontecer com ele: simplesmente tomou uma decisão coerente com a sua profissão perpétua em baixo do manto mortuário.  Ele era assim: entusiasta, lançado, convencido de que o Senhor precisava dele  para ir à Molokai naquele momento.

O que aconteceu depois ultrapassou as expectativas: Damião chegou à ilha e encontrou uma espécie de semi-caos. Kalawao era uma aldeia mais para depósito de doentes não atendidos, destinados a morrer, sem família, nem hospital nem cuidados, do que um assentamento humano digno desse nome. Prostituição, droga, assassínios.., normal entre  pessoas abandonadas a si próprias.  Foi precisa muita paciência, muita dedicação, muita oração.., para conseguir formar um povo daquela massa de moribundos.

Sempre é citada a frase de Mahatma Ghandi “é preciso saber de onde tirou este homem a força para tal heroísmo”, e todos nos perguntamos onde esteve o segredo de Damião para levar a cabo uma tal empresa. A resposta está no sacrário, certamente, na presença constante do Jesus  Eucarístico , nas adorações e celebrações… Jesus foi o Amigo que Damião teve nas idas a cavalo a visitar as aldeias, nas curas dos leprosos, na forma de encarar aos inimigos – que não foram poucos, dentro e fora da ilha - , na presença de ânimo para não se deprimir nos momentos piores de solidão.  Quando contraiu a doença – nunca obedeceu a quem lhe dissera que “não tocara os leprosos” – houve médicos a suspeitar dele ter tido relações com leprosas.  Logo se demonstrou o contrário…

Damião amou em excesso.  Entrou naquilo que Paulo disse na 1Cor: a loucura da Cruz.  Li há pouco:  “O Reino faz-se presente não pelas instituições de direito, mas pela acção dos homens justos. O Reino advém lá onde o poder do bem faz que recue o mal, sempre fascinante. Por isso, a metáfora da ‘clareira na floresta’ parece-me razoável.  Assim percebido, o Reino é uma  clareira no coração da história perversa ou ambígua..”p.270.  E mais adiante (p.272) “Os justos não se contentam com seguir  uma conduta razoável; excedem-se no desempenho, porque o mal  que o mundo gera é também excessivo, daí a reclamar  um excesso de bem”. (Christian Duquoc,  “Creo en la Iglesia”, Precariedad institucional y Reino de Dios, Sal Terrae, Santander, 2001).

Damião é uma “clareira no coração da história”,  uma testemunha  de que  o Reino  está  aí a fazer o seu trabalho. As sementes de misericórdia, compaixão e solidariedade que se manifestam na sua vida têm dado fruto no Senhor.  Ele morreu, segundo consta, feliz.  Caindo aos pedaços, com seus membros desfigurados, porém feliz.  Disse: “Como é  doce morrer  filho dos Sagrados Corações”.

São Damião, rogai por nós.

Luís Manuel Alvarez Garcia, ss.cc

DIONÍSIO e companheiros, Santos (e outros) - 9 de Outubro

Dionísio de Paris, Santo
Primeiro bispo de Paris, Outubro 9

Dionisio de París, Santo

Dionísio de Paris, Santo

Primeiro bispo de Paris

Martirológio Romano: São Dionísio, bispo, e companheiros, mártires, dos quais a tradição quer que o primeiro, enviado pelo Romano Pontífice à Gália, fosse o primeiro bispo de Paris, e que junto com o presbítero Rústico e o diácono Eleutério, padecessem fora da cidade (s. III).
Etimologia : Dionísio = Aquele que mantém a fé em Deus, vem do grego


Dionísio chegou a França em 250 ou 270 desde Itália com seis companheiros com o fim de evangelizá-la. Foi o primeiro bispo de Paris, e apóstolo das Gálias.
Dionísio fundou em França muitas igrejas e foi martirizado em 272, junto com Rústico e Eleutério, durante a perseguição de Valeriano. Segundo crêem alguns é em Montmartre (mons Martyrum), ou no sul da Ilha da Cité, segundo outros, onde se eleva, na actualidade, a cidade de Saint-Denis lugar em que foram condenados à morte.
Segundo as Vidas de São Dionísio, escritas na época carolíngia, após ser decapitado, Dionísio andou durante seis kilómetros com sua cabeça debaixo do braço, atravessando Montmartre, pelo caminho que, mais tarde, seria conhecido como rua dos Mártires. No término de seu trajecto, entregou sua cabeça a uma piedosa mulher descendente da nobreza romana, chamada Casulla, e depois se desfez em pó. Nesse ponto exacto se edificou uma basílica em sua honra. A cidade se chama actualmente Saint-Denis.
A tradição do culto a São Dionísio de Paris, foi crescendo pouco a pouco, dando-lhe a conhecer, chegando a confundi-lo com Dionísio Areopagita (bispo de Atenas) ou com Dionísio o Místico. Esta confusão provém do século XII quando o abade Suger falsificou uns documentos por razões políticas, fazendo crer que São Dionísio havia assistido aos sermões de Paulo de Tarso.

João Leonardi, Santo
Presbítero e Fundador, Outubro 9

Juan Leonardi, Santo

Juan Leonardi, Santo

Presbítero
Fundador da Ordem de Clérigos Regulares da Mãe de Deus

Martirológio Romano: São Juan Leonardi, presbítero, que deixou a cidade de Luca, na Toscana, onde exercia como farmacêutico, para chegar a ser sacerdote, e com o fim de ensinar às crianças a doutrina cristã, restaurar a vida apostólica do clero e propagar a fé cristã, instituiu a Ordem de Clérigos Regulares, mais tarde chamados da Mãe de Deus, devendo sofrer por isso muitas contradições. Também iniciou o Colégio de Propaganda Fide, em que, esgotado pelos trabalhos, descansou piedosamente (1609).
Juan nasceu em Diecimo (Toscana, Itália) em 1542.
Estando em Luca, estudando farmácia, formou parte de um grupo de jovens cristãos sob a direcção dos dominicanos cuja missão principal era assegurar-se uma intensa vida cristã através da oração, os sacramentos e a formação e assistindo aos pobres e peregrinos. Este grupo se constituiu em congregação laical, conhecida como os "Colombinos".
Nos seus vinte e seis anos, Juan Leonardi exercia sua profissão de farmacêutico. Mas seguia sentindo a chamada ao sacerdócio, que seu director espiritual orientou os estudos eclesiásticos, deixando então a farmácia e celebrando sua primeira missa em 6 de Janeiro de 1571.
Com a ajuda dos "Colombinos", dava aulas de religião e catequese na igreja de São João e ante o êxito o bispo lhe confiou a catequese em todas as igrejas de Luca. Ante a impossibilidade de atender pessoalmente as demandas dos párocos, escreveu um folheto com a síntese da doutrina cristã e o modo de a ensinar. Daí surgiu a fundação da Companhia da Doutrina Cristã, formada por laicos que foi aprovada pelo papa Clemente VIII em 1604.
São Juan Leonardi fundou a Fraternidade de Sacerdotes Reformados da Santíssima Virgem que após sua morte adoptou o nome de Clérigos Regulares da Mãe de Deus. Em 1584 o papa Gregório XIII confirmava a Ordem que em 1581 havia aprovado o bispo de Luca. A referida Ordem dava especial importância à obediência, à pobreza e à penitência.
Juan e seus clérigos em Roma, onde em 1601 fundaram um convento, destacaram no ensino da doutrina cristã e a comunhão frequente.
Em 1603, Juan Leonardi, em colaboração com o espanhol Juan Bautista Vives e o jesuíta Martín de Funes, fundaram um centro de estudos missionais, que com o tempo seria o Colégio Urbano de Propaganda Fide.
Juan morreu em Roma em 1609.

Luis Beltrán, Santo
Presbítero, Outubro 9

Luis Beltrán, Santo

Luis Beltrán, Santo

Religioso Presbítero

Martirológio Romano: Em Valência, em Espanha, são Luis Beltrán, presbítero da Ordem de Pregadores, que na América meridional pregou o evangelho de Cristo e defendeu a vários povos indígenas (1581).
Etimologia: Luis = Aquele que é famoso na guerra, vem do germânico

Luis Beltrán nasceu em Valência (Espanha) em l de Janeiro de 1526, de família rica e muito virtuosa. Seu pai, Juan Luis, depois de haver ficado viúvo, quis fazer-se monge do mosteiro de Porta-Coeli que fica perto de Valência. Mas quando já ia chegando ao mosteiro, apareceram-lhe são Vicente Ferrer e são Bruno que lhe disseram que a vontade de Deus não o queria no convento mas sim no mundo. Obedeceu, regressou e em pouco tempo se casou com a virtuosa Juana Angela Eixarch, filha de Juan Eixarch, rico mercador.
Luis foi o primogénito deste casal, e foi baptizado na paróquia de Santo Esteban, na mesma pia baptismal onde dois séculos antes havia sido baptizado san Vicente Ferrer. Desde muito criança deu claras mostras de sua afeição à oração e à penitência. Se conta que aos sete anos de idade passava longas horas em oração durante a noite e logo se recostava no solo; e para não ser descoberto, desarranjava a cama.
Leitor assíduo das vidas dos santos, se entusiasmou tanto com o exemplo de santo Alejo e san Roque, que por amor a Deus deixaram casa e parentes para peregrinar mendigando seu sustento, que resolveu seguir seu exemplo. Tirou dinheiro emprestado, preparou algo de roupa e alimento, buscou um companheiro que compartilhasse seu caminho e sua vida, e partiram a caminho de Santiago. Como a mãe se encontrava enferma e sabia a dor que estava causando a seu pai, escreveu-lhe uma carta que todavia hoje se conserva e que começava assim:
Tenho por muito certo o aborrecimento que Vossa Mercê e a senhora vão receber com a resolução que resolvi tomar. Mas certamente não o deviam receber, pensando que esta é a vontade de Deus...”.
Como é de supor, pouco depois foi encontrado pelo criado que enviou seu pai a buscá-lo. O encontrou perto de Buñol, descansando tranquilamente junto a uma fonte perto do povo que todavia hoje se conserva como então, e que é centro de muita devoção.
Aos vinte anos ingressou à Ordem de Pregadores e depois de sua Ordenação sacerdotal dedicou-se à pregação. Em 1562 foi enviado a América. Em Colômbia se dedicou à catequização, a baptizar e a levantar igrejas. Seu zelo e sua caridade ganhou o afecto dos indígenas, que acudiam a ele de todas partes e o acompanhavam constantemente. Em 1570 regressou a Espanha e continuou seu labor apostólico, e em 1574 o Capítulo geral de Aragão o nomeou pregador geral.
Ele próprio define seu estilo: “Eu prego em estilo que todos o entendam. E como Deus disse a Isaías: Stilo hominis. Quer dizer em bom romance claro, que o entenda todo o mundo. Isto é: estilo plano. Nenhum cronista há guardado tão bem as regras dos historiadores como os sagrados evangelistas. "¡Que curtos em contar as grandezas e proezas de Cristo! ¡Que sem eloquência! ¡Que sem afectos! ¡Que sem retóricas! Para que resplandeça a verdade, sem cor nem enfeite, sem ajuda de eloquência e saber humano”.
Desempenhou vários cargos em sua Ordem e morreu em 9 de Outubro de 1581, aos 55 anos de idade, no palácio do patriarca San Juan de Ribera, que era seu amigo. Foi canonizado por Clemente X em 1671, e a Igreja colombiana o tem venerado sempre como um de seus principais advogados e padroeiros.

Cirilo Beltrán, Inocêncio da Imaculada

e 8 companheiros; Santos

Mártires de Turón nas Astúrias, Octubre 9

Cirilo Beltrán, Inocencio de la Inmaculada y 8 compañeros; Santos

Cirilo Beltrán, Inocêncio da Imaculada e 8 companheiros; Santos

9 Lazaristas e 1 Pasionista

Martirológio Romano: Na localidade de Turón, na região espanhola de Astúrias, santos mártires Inocêncio da Imaculada (Manuel) Canoura Arnau, presbítero da Congregação da Paixão, e oito companheiros, dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a revolução, em ódio à fé foram assassinados sem julgamento prévio, alcançando assim a vitória (1934). Seus nomes são: santos Cirilo Bertrán (José) Sanz Tejidor, Marciano José (Filomeno) López López, Victoriano Pío (Cláudio) Barnabé Cano, Julián Alfredo (Vilfrido) Fernández Zapico, Benjamín Julián (Vicente) Alonso Andrés, Augusto Andrés (Román) Martín Fernández, Benito de Jesús (Héctor) Valdivieso Sáez e Aniceto Adolfo (Manuel) Seco Gutiérrez.
A Igreja eleva hoje à glória dos altares a nove Irmãos das Escolas Cristãs (Lasalianos) e a um Padre Pasionista. Oito Irmãos dirigiam uma escola em Turón, um povo situado no centro de um vale mineiro da região asturiana, no nordeste de Espanha e foram martirizados em 1934. O nono Irmão é de Catalunha e morreu perto de Tarragona em 1937. O Padre Pasionista prestava assistência sacramental à escola de Turón. Se trata da glorificação de dez pessoas que levaram a fidelidade de suas vidas consagradas até dar seu sangue em testemunho e na defesa de sua fé e de sua missão evangelizadora. Em consequência, essa solene decisão eclesial redunda na glorificação da formosa tarefa de educar cristãmente às crianças de todos os tempos.
A maioria destes religiosos se achavam em plena juventude: quatro deles tinham menos de 26 años e o mais velho tinha 46. Seus nomes são:

Irmão CIRILO BELTRÁN (JOSÉ SANZ TEJEDOR), director da comunidade, nasceu em Lerma, província de Burgos, em 20 de Março de 1888. Os pais eram humildes trabalhadores: deles aprende a austeridade e o espírito de sacrifício. Ingressou no Noviciado dos Irmãos em Bujedo e fez sua primeira profissão religiosa em agosto de 1905. Em sua vida apostólica se mostra comprometido e zeloso. Nomeado director da escola de Turón, onde chega em 1933, sua atitude prudente e serena é de grande ajuda para os Irmãos da comunidade. No verão de 1934 participa num retiro de um mês em Valladolid: será a melhor preparação para seu encontro com o Senhor no martírio que terá lugar dentro de uns meses.
Irmão MARCIANO JOSÉ (FILOMENO LÓPEZ LÓPEZ), nasceu no El Pedregal, província de Sigüenza Guadalajara, em 17 de Novembro de 1900. Pertence a uma família de trabalhadores e aprende desde criança a suportar as moléstias do trabalho e afrontar com ânimo as dificuldades da vida. A sugestão de um tio seu ingressa no Instituto dos Irmãos de La Salle, mas uma enfermidade no ouvido o obriga a regressar a sua família. Cedo será admitido de novo, mas na condição de se dedicar a trabalhos manuais. Se acha na comunidade de Mieres (Astúrias) quando aceita substituir a um Irmão de Turón, assustado pelas tensões desse momento. Isto ocorria no mês de Abril de 1934, seis meses antes do sacrifício supremo que o Senhor lhe pedirá. Une assim seu destino ao de seus companheiros de comunidade, a que sempre tem prestado seus serviços com bondade e carinho.
Irmão VICTORIANO PÍO (CLÁUDIO BARNABÉ CANO), nasceu em San Millán de Lara, província de Burgos, em 7 de Julho de 1905. Seus pais, lavradores, lhe inculcaram desde os primeiros anos as virtudes de trabalho e espírito de serviço. Ingressou no Instituto dos Irmãos de La Salle em Bujedo em 1918. As leis de 1933, obrigam aos Irmãos, por prudência, a mudar frequentemente de residência e ele é trasladado do Colégio de Palencia para a escola de Turón. Lhe custou muito a mudança, mas o aceitou com espírito de sacrifício e obediência. Levava somente dez dias em Turón quando o Senhor lhe pediu um sacrifício maior, o sacrifício de sua vida.
Irmão JULIÁN ALFREDO (VILFRIDO FERNÁNDEZ ZAPICO), nasceu em Cifuentes de Rueda, província de León, em 24 de Dezembro de 1903. Os bons conselhos de seus pais e a influência de um tio sacerdote com o qual foi obrigado a viver durante algum tempo depois da morte prematura de sua mãe, fazem crescer sua piedade natural e o inclinam muito jovem para a vida religiosa. Aos 17 anos ingressa no noviciado dos Capuchinhos de Salamanca. Mas por causa de uma inesperada enfermidade regressa a sua casa. Tem 22 anos quando Deus lhe dá a conhecer aos Irmãos de La Salle e em 1926 ingressa no noviciado de Bujedo. Mostra grande maturidade e piedade que suscita a admiração de seus companheiros mais jovens. Em seu labor educativo manifesta assim mesmo uma dedicação extraordinária, sobretudo ao preparar as crianças para a primeira comunhão. No verão de 1933 é destinado à comunidade de Turón. O ano anterior havia feito sua profissão perpétua selando seu compromisso definitivo com o Senhor. Quando Deus o chama ao sacrifício de sua vida, se encontra preparado para responder sem vacilação.
Irmão BENJAMIN JULIÁN (VICENTE ALONSO ANDRÉS), nasceu em Jaramillo de la Fuente, província de Burgos, em 27 de Outubro de 1908. Muito jovem ingressa no Instituto dos Irmãos de La Salle. Teve que vencer algumas dificuldades nos estudos devido a sua falta de preparação inicial. A mesma decisão manifestou nas metamorfoses de seu itinerário religioso. Quando em 30 de Agosto de 1933 emitiu seus votos perpétuos com plena maturidade e decisão, recolhia o fruto de sua força e de sua generosidade. Quando recebeu a ordem de mudar da escola de Compostela, tanto os alunos como as famílias o sentiram muito e queriam impedi-lo a toda  o custo, mas ele com generosa disponibilidade, ainda que com muita nostalgia, aceitou e se mudou para Turón. Os que passaram por aquele lugar nunca olvidariam sua alegria e o optimismo que mostrava em seus comentários e juízos sobre a situação naqueles momentos. Tanta simplicidade e fortaleza só podiam proceder de um coração saturado de Deus, que o elegeu para seu encontro com Ele.
Irmão HÉCTOR VALDIVIELSO (BENITO DE JESUS). seus pais se mudaram para Buenos Aires uns anos antes de seu nascimento, que teve lugar em 31 de Outubro de 1910. Foi baptizado na Igreja de San Nicolas de Bari, que se encontrava na zona onde se eleva actualmente o Obelisco da Avenida 9 de Julho. Quando seus pais, por causa de dificuldades financeiras, se viram obrigados a regressar a Espanha, estabelecendo-se em Briviesca (Burgos), conheceu e entrou no centro de formação dos Irmãos de La Salle em Bujedo. Depois fez o Noviciado Missionário que os Irmãos tinham em Lembecq-lez-Hal, Bélgica, movido do desejo de realizar um dia o apostolado na terra onde havia nascido, a Argentina. Em espera de poder realizar-se seus sonhos, os Superiores o destinaram à escola de Astorga (León). Em Setembro de 1933 foi destinado a Turón. No curto tempo que permaneceu na cuenca mineira, se mostrou como sempre, plenamente entregue à classe e as associações juvenis da Cruzada Eucarística e a Acção Católica. Sua dedicação aos jovens converteu, o jovem, em candidato predilecto para o martírio, coisa que não tardou em se realizar. É o primeiro Santo Argentino.
Irmão ANICETO ADOLFO (MANUEL SECO GUTIÉRREZ), o benjamim da comunidade, havia nascido em Celada Marlantes, província de Santander, em 4 de Outubro de 1912. Ainda que cedo tenha ficado órfão de mãe, a piedade de seu pai era tal que foram três os filhos que entregou a Deus no Instituto de S. Juan Bautista de La Salle. Entrou no Noviciado em 1928 e emitiu seus primeiros votos em 1930. No meio de seu trabalho, sua maior preocupação era o cultivo de sua vida espiritual. Ela lhe movia a preocupar-se intensamente pelos outros, sobretudo no referente ao cumprimento do dever e à entrega generosa a Deus. Depois de permanecer um ano no Colégio de Nossa Senhora de Lourdes em Valladolid, foi destinado a Turón em Agosto de 1933. O sorriso sereno e atractivo que adornava permanentemente seu rosto, teve que impressionar sem dúvida aos mesmos assassinos que, a seus 22 anos, o conduziram à eternidade.
Irmão AUGUSTO ANDRÉS (ROMÁN MARTÍNEZ FERNÁNDEZ) nasceu em Santander em 6 de Maio de 1910. Herdou de seu pai, militar de profissão, o sentido da precisão e da ordem; e de sua mãe, piedosa e simples, a gentileza que tanto admiravam seus professores, seus companheiros e depois seus alunos. Quando manifestou a intenção de se faces religioso -era o filho mais velho e o único rapaz em casa quando seu pai morreu- sua mãe não se resignava. Mas uma enfermidade do jovem dobrou a resistência materna. Prometeu à Virgem que aceitaria los desejos de seu filho se o sarasse e, havendo obtido a cura, autorizou o ingresso nos Irmãos de La Salle. Em 1922 finalizou seu noviciado e emitiu com decisão seus primeiros votos religiosos. Se achava no colégio de Palencia em 1933, quando a dispersão o levou ao que havia de ser seu próximo destino, a comunidade de Turón. Seu valor e decisão foram chamativos nos últimos momentos de sua existência, pois ele foi quem dirigiu as últimas palavras a seus verdugos. Foram palavras cheias de inteireza e aceitação do martírio, próprias de um coração totalmente entregue a Deus.
Presbítero INOCÊNCIO DA IMACULADA (MANUEL CANOURA ARNAU), nasceu no Valle del Oro, província de Mondoñedo, em 10 de Março de 1887. Ingressou na Congregação dos Pasionistas com a idade de 14 anos. Recebeu o Sub-diaconado em Mieres em 1910 e o Diaconato em Junho de 1912. Em 20 de Setembro de 1920 foi ordenado sacerdote. Desde então começou para este Padre instruído e zeloso, uma vida de intenso apostolado sacerdotal, em que cabe ressaltar sua dedicação ao ensino da filosofia, da teologia, da literatura nas diversas casas a que foi destinado. Seu último destino foi de novo Mieres, em começos de Setembro de 1934. A causa de que se achava com os Irmãos em Turón foi que havia sido requerido seu serviço sacramental, ao que se havia oferecido de bom grado quando lhe pediram que fosse a confessar para preparar as crianças a celebrar a primeira sexta-feira de mês, que coincidia com o 5 de Outubro.
O martírio destes Irmãos não chegou de modo inesperado. A situação que vivia Espanha era difícil: a maçonaria e o comunismo lutavam pelo poder e por fazer desaparecer a tradição religiosa. Se haviam programado uma série de iniciativas contra a Igreja, os sacerdotes e os religiosos. Se promoveu uma campanha de ódio e violência que em certos lugares chegou a cruéis desenlaces, inclusive mais além das previsões dos grupos dirigentes. Astúrias era uma região mineira com grande quantidade de imigrados cujo regime de vida era duro e se sentiam desarreigados de seus melhores tradições. A campanha contra a burguesia e contra a Igreja encontrou ali um terreno especialmente preparado. Assim sucedeu que em 5 de Outubro um grupo de rebeldes prendeu aos oito Irmãos que trabalhavam na escola de Turón e ao sacerdote pasionista que estava com eles. Os nove religiosos foram concentrados na "casa do povo" à espera da decisão que havia de tomar o "Comité revolucionário".
Sob a pressão de alguns extremistas, o Comité decidiu a condenação à morte destes religiosos que tinham uma notável influência na localidade, já que grande parte das famílias mandavam seus filhos a sua escola. A decisão se tomou em segredo: os religiosos seriam fuzilados no cemitério do povo, pouco depois da uma da madrugada, em 9 de Outubro de 1934. Os assassinos foram recrutados de outros lugares porque no povo de Turón não encontraram quem estivesse disposto a perpetrar semelhante crime. As vítimas compreenderam de imediato as intenções do Comité e se prepararam generosamente ao sacrifício com a oração, a confissão e o perdão que outorgaram a seus assassinos. À hora prevista pelo Comité, caminharam juntos e serenos ao cemitério. No centro do mesmo estava preparada uma fossa diante da qual alinharam aos religiosos. Foram mortos com duas cargas de fuzilaria e rematados a tiros de pistola. A serenidade e valentia com a que os Irmãos e o P. Pasionista aceitaram o martírio impressionou aos próprios assassinos como mais tarde eles mesmos declarariam. Poucos meses depois de sua morte seus corpos foram exumados e trasladados com grandes manifestações de adesão ao mausoléu onde repousam em Bujedo, na província de Burgos.
O Irmão JAIME HILÁRIO (MANUEL BARBAL COSÍN) nasceu em 2 de Janeiro de 1898 em Enviny, diocese de Urgel, província de Lérida. Viveu num ambiente profundamente cristão, nos trabalhos do campo e rude labor de um povo de alta montanha. A seus treze anos entrou no Seminário de La Seo de Urgel. Mas, devido a uma enfermidade do ouvido que será uma cruz ao longo de sua vida, teve que abandonar os estudos eclesiásticos. Em 1917 decidiu entrar no noviciado dos Irmãos de La Salle. Em 24 de Fevereiro do mesmo ano, em Irún, tomou com o hábito religioso o nome de Irmão Jaime Hilário. Um ano mais tarde iniciava sua missão de educador e catequista. Foi em Mollerusa, em Pibrac, perto de Toulouse (França), em Calaf, sua terra natal. Neste período se fez patente sua capacidade literária, colaborando em revistas na difusão dos valores cristãos. Daí em diante sua surdez o impedirá de seguir seu labor educativo. Teve que mudar-se a Cambrils (Tarragona) para ocupar-se dos trabalhos do campo. Em 18 de Julho de 1936 estala a guerra civil espanhola. O Irmão Jaime Hilário se refugia numa casa amiga de Mollerusa, onde permanece em regime de liberdade vigiada. Depois é transferido para a cadeia de Lérida e, posto que procedia de Cambrils, é conduzido a Tarragona e encarcerado no barco " Mahon " com outros sacerdotes e seculares cristãos. Em 15 de Janeiro de 1937 se celebrou seu juízo sumaríssimo. Não queria advogado defensor porque ia dizer sempre a verdade. Por obediência aceitou a defesa do Sr. Juan Montañés, mas não permitiu que se dissimulasse sua condição de religioso. O Tribunal Popular de Tarragona o condenou à morte. Aceitou o veredicto com serenidade admirável e ali mesmo enviou a seus familiares uma carta em que expressava sua alegria de morrer mártir. O advogado tramitou a solicitude de graça, que foi concedida às outras 24 pessoas que haviam sido julgadas com ele; mas ele, o único religioso do grupo, foi executado. Em 18 de Janeiro de 1937, às 3,30 da tarde, o Irmão Jaime Hilário foi fuzilado no pequeno bosque do Monte de la Oliva, junto ao cemitério de Tarragona. Com assombro do piquete, o mártir seguiu a pé depois de duas descargas sucessivas. O grupo atirou as armas e se deu a fuga. O chefe do pelotão, furioso, se acercou da vítima e disparou na têmpora do herói. Suas últimas palavras aos que iam fuzilá-lo foram: -¡Amigos, morrer por Cristo é reinar!
Estes mártires (os nove de Turón e o Irmão Jaime Hilário) foram beatificados juntos pelo Papa João Paulo II em 29 de Abril de 1990. Além disso, desde 21 de Novembro de 1999 a Igreja honra sua fé e seu sacrifício, declarando-os Santos e propondo-os como exemplo ao povo cristão.
Reproduzido com autorização de
Vatican.va

Abraão, Santo
Patriarca do Antigo Testamento, Outubro 9

Abraham, Santo

Abraham, Santo

Patriarca do Antigo Testamento

Martirológio Romano: Comemoração de santo Abraham, patriarca e pai de todos os crentes, que, chamado por Deus, saiu de sua pátria, a cidade de Ur de Caldeia, e peregrinou pela terra que Deus havia prometido a ele e a seus descendentes. Manifestou toda sua fé em Deus, esperando contra toda esperança ao não se negar a oferecer em sacrifício ao filho unigénito, Isaac, que o Senhor lhe havia dado, já ancião, de sua esposa Sara.
Etimologia: Abraham = Aquele que é pai de muitos povos

A história de Abraham se encontra no primeiro livro da Bíblia, o Livro do Génesis.
Com Abraham fundou Deus no mundo a verdadeira religião.
Vivia na cidade de Ur, perto dos rios Tigre e Eufrates, quando Deus lhe pediu o sacrifício de se afastar de sua terra, que era muito fértil, e de sua formosa cidade e ir para um país desconhecido e desértico, longe de familiares e amigos. Abraham aceitou este sacrifício, e Deus em paga lhe prometeu que seus descendentes possuiriam para sempre aquele país.
Abraham desejava ter um filho que prolongasse sua família, e Deus permitiu que sua esposa fosse estéril e que com a idade de 90 anos Abraham todavia não conseguira ter o filho que tanto desejava. Sem embargo Nosso Senhor lhe prometeu que sua descendência seria tão numerosa como as areias do mar e Abraham acreditou nesta promessa de Deus, e esta fé lhe foi apreciada e recompensada.
Deus lhe aparece em forma de viajante peregrino (acompanhado de dois anjos disfarçados também) e Abraham os atende maravilhosamente bem. Deus lhe promete que dentro de um ano terá um filho. Sara a esposa, que está ouvindo detrás de uma cortina, se ri desta promessa, porque lhe parece impossível já que eles dois são muito velhos. Deus manda que ao menino lhe ponham por nome "Isaac", que significa "o filho do sorriso". E quando o jovenzinho tem 12 anos, Deus pede a Abraham que vá a um monte e lhe ofereça o filho em sacrifício. Abraham aceita isto que lhe custa muitíssimo e quando já vai quase a matar a Isaac, um anjo lhe detém a mão e ouve uma voz do céu que lhe disse: "Hei visto quão grande é tua generosidade. Agora te prometo que tua descendência nunca se acabará no mundo". E logo vê um veado enredado entre umas matas de espinhos e o oferece em sacrifício a Deus.
Os inimigos atacaram a  cidade onde vivia Lot, o sobrinho de Abraham, levando a todos prisioneiros. Então o patriarca reuniu a seus operários (318) e atacou por surpresa aos inimigos e libertou a todos os cativos. Em acção de graças elevou a Melquisedec, sacerdote de Jerusalém, a décima parte de tudo o que havia conseguido. Desde então ficou o costume de dar para Deus e para os pobres o dizimo, ou seja a décima parte do que cada um ganha.
Nosso Senhor comunicou a seu amigo Abraham que ia a destruir a Sodoma por que nessa cidade se cometiam pecados de homossexualidade. Abraham rogou a Deus que não a destruísse se houvesse ali sequer dez pessoas boas. Mas como não as havia, caiu uma chuva de fogo e os matou a todos. Solo se salvou Lot, por ser o sobrinho de Abraham. Mas a mulher de Lot desobedeceu à ordem dos anjos e ao sair da cidade olhou para trás e ficou convertida em estátua de sal.
Abraham foi pai de Isaac, do qual nasceram Esaú e Jacob. Os filhos de Jacob se chamam os doze Patriarcas, dos quais se formou o povo de Israel. Deus lhe mudou o nome de Abrão, que que significa "pai", pelo nome de "Abraham", que significa: pai de muitos povos.
A Sagrada Bíblia louva a Abraham porque acreditou contra toda esperança e porque nunca duvidou de que Deus sempre cumpre o que promete, ainda que pareça impossível.


Santo Patriarca Abraham, pede a Deus que nos conceda uma fé tão grande como a tua, e a perseverar fieis à nossa religião até à morte.

Outros Santos e Beatos


Completando o santoral deste dia, Outubro 9

Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

Santos Diodoro, Diomedes e Dídimo, mártires


Em Laodicea, de Síria, paixão dos santos Diodoro, Diomedes e Dídimo (s. inc.).

 
Santa Publia, monja

Em Antioquia, de Síria, comemoração de santa Publia, que, ao morrer seu marido, entrou num mosteiro, e enquanto cantava com suas companheiras virgens as palavras do salmo «os ídolos dos gentios são ouro e prata» e «sejam semelhantes os que os fazem», ao passar ali o imperador Juliano o Apóstata ordenou que a esbofeteassem e repreendessem com aspereza (s. IV).


São Sabino, eremita


Na região de Bigorre (Saint-Savin-de-Lavedan), aos pés dos montes Pirenéus, são Sabino, eremita, que ilustrou a vida monástica em Aquitania (s. V).


São Bernardo de Rodez, abade


No mosteiro de Montsalvy, em França, são Bernardo de Rodez, abade dos canónicos regulares  desse cenóbio (1110).


São Guntero, eremita


No mosteiro de Brevnov, em Bohemia, são Guntero, eremita, que, abandonando os bens da terra, abraçou a vida monástica e, mais tarde, se retirou para a solidão dos bosques situados entre Baviera e Bohemia, vivendo e morrendo desligado de tudo, mas ao mesmo tempo muito unido a Deus e aos homens (1045).

Santo Domnino, eremita

Em Tiferno, junto ao Tíber (hoje Città di Castello), na Umbría, santo Domnino, eremita (610).

SAN GISLENO
São Gisleno, monge


Na região de Hainaut, na Austrasia, são Gisleno, que viveu como monge numa cela que o mesmo havia construído (s. VII).


SAN DOMINO 
DE FIDENZASanto Domino, mártir


Na cidade chamada Julia (hoje Fidenza), no território de Parma, na via Cláudia, santo Domino, mártir (s. IV).


SAN DEUSDEDIT

San Deusdedit, monge mártir


No mosteiro de Montecassino, são Deusdedit, abade, que foi encarcerado pelo tirano Sicardo e, consumido pela fome e pelas privações, entregou seu espírito a Deus (834).

http://es.catholic.net/santoral

 

Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca