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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

HILÁRIO, Santo (e outros) - 21 de Outubro

Hilarión de Gaza, Santo

Hilarión (Hilário) de Gaza, Santo

Eremita

Martirológio Romano: Na ilha de Chipre, santo Hilarión, abade, que, seguindo as pegadas de santo António, primeiro levou vida solitária perto da cidade de Gaza e depois foi fundador e exemplo da vida eremítica nesta região (c. 371).
Etimologia: Hilarión = Aquele que sorri, vem da língua latina.


Conhecemos sua vida pelo testemunho de muito antigos escritores, sobretudo por São Jerónimo, em sua Vita Patrum.
Nasceu em Tabatha, perto de Gaza, na Palestina, de família pagã e rica. Como havia muitos bens, foi estudar para Alexandria, empório de saber humano do tempo. Ali, entre a vida branda pagã, o eclectismo nas doutrinas, o luxo dos palácios, as diatribes no foro e o bulício dos mercados, conheceu aos cristãos da comunidade fundada por São Marcos, berço do grande orador Santo Atanásio, seu contemporâneo. Recebeu o dom da fé e se baptizou, sem dúvida ajudado pela influência e exemplo dos bons discípulos de Jesus Cristo.
Toma a fé recebida com todas as consequências. Esta é a diferença entre os medíocres e os santos. Quando ouviu falar do abade António, procurou-o no delta do Nilo, na Arcádia, convive um tempo com ele e se sente chamado por Deus a imitá-lo na vida de oração, cavalgando com a solidão e a penitência por amor a Jesus Cristo. Por isso, voltando ao lar paterno, quando seus pais morreram e se vê dono de uma pingue herança, nada dificulta o arranque de seu novo projecto de vida.
É a hora de «vender» o que se tem e de «dá-lo» aos pobres para ter um «tesouro no céu». Pobreza extrema no retiro de Majuma, oração profunda, penitência grande, jejuns, conselhos a quem lhos pede e serviço amplo ao necessitado até o milagre.
Tem desejos de fugir da aura popular que o rodeia, anseia a solidão e procura-a, embarcando para Sicília; mas ali também seus milagres o delatam.
O retorno a Alexandria é inútil porque a perseguição de Juliano o Apóstata há destruído, no ano 362, o mosteiro de Majuma. Muda-se para Dalmácia onde se lhe une Hesiquio. Viveu seus últimos cinco anos em Chipre entre pagãos que não lhe facilitam em nada a existência, mas o respeitam por sua virtude e por curar o chefe com um milagre. Sentindo-se morrer, deixa escrito ao discípulo Hesiquio que lhe entrega seus bens em herança: o Evangelho, sua túnica, sua cogula e um pequeno manto.
¿Se valoriza hoje a herança de quem foi rico e é santo?

Úrsula y compañeras, Santa

Úrsula e companheiras, Santa

Mártir

Martirológio Romano: Na cidade de Colónia, na Germânia, comemoração das santas virgens que entregaram sua vida por Cristo, no lugar da cidade onde depois se levantou uma basílica dedicada a santa Úrsula, virgem inocente, considerada como a principal do grupo (c. s. IV).
Etimologia: Úrsula = aquela que é como uma ursinha. Vem da língua latina.


No século IX se descobriu em Colónia, Alemanha, numa igreja do século VI, uma epígrafe enrolada que começa assim:" Martírio de Úrsula e 11.000 virgens".
É um documento que engloba o martírio destas virgens no lugar sobre o qual se construiu uma preciosa igreja.
Na “Paixão” teatral inventada para narrar sua história, se pode ver que elas provinham de Inglaterra com Úrsula, filha do rei, escapando dos saxões pagãos que estavam invadindo o país.
Quando seu barco chegou a Colónia, Átila o terrível, estava então ali com os Hunos.
Átila, duro, forte, de mau carácter e muito passional quis casar-se com a bela jovem Úrsula. As outras as entregaria a seus soldados para que as violassem ou fizessem o que quisessem com elas.
Mas o fanfarrão não esperava a resposta destas raparigas. Quando se aproximou delas e lhes fez suas propostas, estas responderam todas em uníssono com a negativa mais rotunda que se pode imaginar.
Enfurecido Átila, as mandou matar da maneira mais dura possível.
Durante toda a Idade Média corria de povo em povo um romance em que se contava a história destas mártires. Teve um êxito incrível.
O Instituto de Angela de Mérici, ursulinas, a tomou como padroeira de suas obras de apostolado.
Graças a um cemitério descoberto em Colónia, se puderam ver os restos destas valentes raparigas que preferiram a morte antes que ofender ao Senhor. Suas relíquias abundam em muitos templos.
O culto a santa Úrsula e a suas companheiras se estendeu muito rapidamente, e se levantaram muitas igrejas em sua honra.
No século XIII a Sorbonne a adoptou como padroeira e o mesmo ocorreu nas universidades de Coimbra e de Viena.
Comentários ao P. Felipe Santos:
al Santoral">fsantossdb@hotmail.com

Bertoldo de Parma, Santo

Bertoldo de Parma, Santo

Hermano Lego

Etimologia: Bertoldo = O chefe esplêndido. Vem da língua alemã.


Foi um irmão leigo do século XII.
Leigo é aquele membro de uma Ordem religiosa que não é sacerdote.
Entre os nomes grandes deste dia, estão santa Úrsula e companheiras mortas em Colónia por defender sua virgindade.
Bertoldo provinha de uma família estrangeira que se havia estabelecido em Parma, em que nasceu e morreu no ano 1106.
O pai era inglês e a mãe bretã. Viviam em Itália como pobres artesãos e o trabalho que lhes cabia.
Chegaram a Itália fugindo das invasões normandas que faziam estragos em Inglaterra.
Ao princípio se estabeleceram em Milão. O pai começou a trabalhar de sapateiro.
A vida era dura. Então emigraram para Parma onde nasceu Bertoldo em 1072.
Aos sete anos trabalhava ajudando a seu pai arranjando sapatos. Aos 12 sentiu que Deus o chamava para viver numa Ordem religiosa entregue plenamente a Deus.
O pai lhe punha dificuldades, pois havia posto grandes esperanças em seu amado filho.
Bertoldo tinha uma ideia clara de sua vocação e ao mesmo tempo muito firme. Se foi ao convento dos monges beneditinos. Viveu a Regra com pontualidade e zelo. Era obediente e humilde. Foi como peregrino a Roma e a França. Fez numerosas curas.
¡Felicidades a quem leve este nome!
Comentários ao P. Felipe Santos:
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Juan Thwing de Bridlington, Santo

Juan Thwing de Bridlington, Santo

Monge

Martirológio Romano: Em Bridlington, em Inglaterra, são Juan, presbítero, prior do mosteiro de Canónicos Regulares de Santo Agostinho, célebre por su oração, austeridade e bondade.

Ainda que se tenha dito que Santo Tomás de Hereford foi o último santo inglês da Idade Média (Osmundo, canonizado em 1457, era normando), se conserva todavia a bula de 1401 porque Bonifácio IX canonizou a Juan de Bridlington. Os canónicos regulares de Latrão (10 de Outubro) e a diocese Midlesbrough, celebram sua festa na actualidade.
Pode chamar-se também de Thwing, porque nasceu nessa povoação da costa de Yorkshire, perto de Bridlington em 1319. 
O pouco que sabemos sobre a vida do santo não é de interesse excepcional. Quando tinha uns dezassete anos, foi estudar em Oxford, onde passou dois anos. Depois tomou o hábito religioso no mosteiro dos canónicos regulares de Santo Agostinho de Bridlington.
Pouco a pouco progrediu no domínio de si mesmo e na experiência das coisas espirituais. Ocupou sucessivamente os cargos de director do coro, de chefe de adega e de prior de seu mosteiro. A primeira vez que foi eleito prior, conseguiu à força de protestos que o dispensassem do cargo, mas à segunda vez que o ofício ficou vago, seus irmãos o obrigaram a aceitá-lo.
A vida de oração de San Juan mostrava até que ponto se deixava guiar pelo espírito de Deus. A prudência, a paz e a mansidão, foram os principais frutos de sua virtude. Quando levava já dezassete anos de prior e tinha ganho a estima de todos, Deus le chamou a Si, em 10 de Outubro de 1370
O autor de sua biografia menciona muitos dos milagres operados por San Juan. Tomás de Walsingham afirma que, por ordem do Papa Bonifácio IX, Ricardo Scrope, o venerável arcebispo de York, assistido pelos bispos de Lincoln e Carlisle, trasladou suas relíquias a um formoso santuário. A traslação teve lugar em 11 de Março de 1404. O santuário se converteu em sítio de peregrinação. Um dos que o visitaram foi o rei Enrique V, que atribuiu a vitoria de Agincourt à intercessão de San Juan de Bridlington e de San Juan de Beverley. A igreja do mosteiro governado por San Juan de Bridlington é actualmente a paróquia anglicana da mesma povoação.

No calendário dos Canónicos Regulares de Santo Agostinho se o recorda em 9 de Outubro, e antigamente o santoral o recordava em 11 de Outubro.

Laura de Santa Catalina de Siena, Beata

Laura de Santa Catalina de Siena, Beata

Fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias
de Maria Imaculada e Santa Catalina de Siena
(Missionárias de María)

Martirológio Romano:

No lugar de Belencito, perto de Medellín, na Colômbia, beata Laura de Santa Catalina de Siena Montoya e Upeguí, virgem, que, com notável sucesso, se dedicou a anunciar o Evangelho entre os povos indígenas que ainda desconheciam a fé em Cristo e fundou a Congregação das Irmãs Missionárias de Maria
Etimologia: Laura = Aquela que triunfa, vem da língua latina


A Madre Laura de Santa Catalina de Siena (Laura Montoya Upegui), estando aqui, na Basílica de São Pedro no mês de Novembro do ano 1930, depois de uma viva oração eucarística escreve: «Tive forte desejo de ter três longas vidas: Uma para a dedicar à adoração, a outra para passá-la nas humilhações e a terceira para as missões; mas ao oferecer ao Senhor estes impossíveis desejos, me pareceu demasiado pouco uma vida para as missões e lhe ofereci o desejo de ter um milhão de vidas para sacrificá-las nas missões entre infiéis! Mas, !fiquei muito triste! e repeti muito ao Senhor de minha alma esta prece: ¡Ai! Que eu morro ao ver que nada sou e que te quero!».
Esta grande mulher que assim escreve, a Madre Laura Montoya, mestra de missão na América Latina, servidora da verdade e da luz do Evangelho, nasceu em Jericó, Antioquia, pequena povoação colombiana, em 26 de Maio de 1874, no lar de Juan de la Cruz Montoya e Dolores Upegui, uma família profundamente cristã. Recebeu as águas regeneradoras do Baptismo quatro horas depois de seu nascimento. O sacerdote lhe deu o nome de María Laura de Jesús. Dois anos tinha Laura quando seu pai foi assassinado, em cruenta guerra fratricida por defender a religião e a pátria. Deixou a sua esposa e seus três filhos em orfandade e dura pobreza, por causa da confiscação dos bens por parte de seus inimigos. De lábios de sua mãe, Laura aprendeu a perdoar e a fortalecer seu carácter com sentimentos cristãos.
Desde seus primeiros anos, sua vida foi de incompreensões e dores. Soube o que é sofrer como pobre órfã, mendigando carinho entre seus próprios familiares. Aceitando com amor o sacrifício, foi dominando as dificuldades do caminho. A acção do Espírito de Deus e a leitura espiritual especialmente da Sagrada Escritura, a levaram pelos caminhos da oração contemplativa, penitência e o desejo de fazer-se religiosa no claustro carmelita. Tinha sede de Deus e queria ir a Ele “como bala de canhão”.
Esta mulher admirável cresce sem estudos, pelas dificuldades de pobreza e itinerância por causa de sua orfandade, até à idade de 16 anos quando ingressa na Normal de Instrutoras de Medellín, para ser mestra elementar e desta maneira ganhar o sustento diário. Sem embargo, chega a ser uma erudita em seu tempo, uma pedagoga conotada, formadora de cristãs gerações, escritora castiça de alto voo e saboroso estilo, mística profunda por sua experiência de oração contemplativa.
Em 1914, apoiada por monsenhor Maximiliano Crespo, bispo de Santa Fé de Antioquia, funda uma família religiosa: As Missionárias de María Imaculada e Santa Catalina de Siena, obra religiosa que rompe moldes e estruturas insuficientes para levar a cabo seu ideal missionário segundo o expressa em sua Autobiografia: Necessitava de mulheres intrépidas, valentes, inflamadas no amor de Deus, que pudessem assimilar sua vida à dos pobres habitantes da selva, para levantá-los até Deus.

 
MESTRA CATEQUISTA DOS ÍNDIOS
Su profesión de maestra la llevó por varias poblaciones de Antioquia y luego al Colegio de La Inmaculada en Medellín. En su magisterio no se contenta con el saber humano sino que expone magistralmente la doctrina del Evangelio. Forma con la palabra y el ejemplo el corazón de sus discípulas, en el amor a la Eucaristía y en los valores cristianos. En un momento de su trayectoria como maestra, se siente llamada a realizar lo que ella llamaba “la Obra de los indios”: En 1907 estando en la población de Marinilla, escribe: “me vi en Dios y como que me arropaba con su paternidad haciéndome madre, del modo más intenso, de los infieles. Me dolían como verdaderos hijos”. Este fuego de amor la impulsa a un trabajo heroico al servicio de los indígenas de las selvas de América.
Busca recursos humanos, fomenta el celo misionero entre sus discípulas, escoge cinco compañeras a quienes prende el fuego apostólico de su propia alma. Aceptando de antemano los sacrificios, humillaciones, pruebas y contradicciones que se ven venir, acompañadas por su madre Doloritas Upegui, el grupo de “Misioneras catequistas de los indios” sale de Medellín hacia Dabeiba el 5 de Mayo de 1914. Parten hacia lo desconocido, para abrirse paso en la tupida selva. Van, no con la fuerza de las armas, sino con la debilidad femenina apoyada en el Crucifijo y sostenida por un gran amor a María la Madre y Maestra de esta Obra misionera. “Ella, la Señora Inmaculada me atrajo de tal modo, que ya me es imposible pensar siquiera en que no sea Ella como el centro de mi vida”. La celda carmelitana, objeto de sus ansias en el tiempo de su juventud, le pareció demasiado fría ante aquellas selvas pobladas de seres humanos sumidos en la infidelidad, pero amados tiernamente por Dios. “Siento la suprema impotencia de mi nada y el supremo dolor de verte desconocido, como un peso que me agobia”.
Comprende la dignidad humana y la vocación divina del indígena. Quiere insertarse en su cultura, vivir como ellos en pobreza, sencillez y humildad y de esta manera derribar el muro de discriminación racial que mantenían algunos líderes civiles y religiosos de su tiempo. La solidez de su virtud fue probada y purificada por la incomprensión y el desprecio de los que la rodeaban, por los prejuicios y las acusaciones de algunos prelados de la iglesia que no comprendieron en su momento, aquel estilo de ser “religiosas cabras”, según su expresión, llevadas por el anhelo de extender la fe y el conocimiento de Dios hasta los más remotos e inaccesibles lugares, brindando una catequesis vivencial del Evangelio. Su Obra misionera rompió esquemas, para lanzar a la mujer como misionera en la vanguardia de la evangelización en América latina. El quemante “SITIO”- Tengo sed- de Cristo en la Cruz , la impulsa a saciar esta sed del crucificado :”¡Cuánta sed tengo! ¡Sed de saciar la vuestra Señor! Al comulgar nos hemos juntado dos sedientos: Vos de la gloria de vuestro Padre y yo de la de vuestro corazón Eucarístico! Vos de venir a mí, y yo de ir a Vos”
Mujer de avanzada, elige como celda la selva enmarañada y como sagrario la naturaleza andina, los bosques y cañadas, la exuberante vegetación en donde encuentra a Dios. Escribe a las Hermanas: ”No tienen sagrario pero tienen naturaleza; aunque la presencia de Dios es distinta, en las dos partes está y el amor debe saber buscarlo y hallarlo en donde quiera que se encuentre.”
Redacta para ellas las “Voces Místicas”, inspirada en la contemplación de la naturaleza, y otros libros como el Directorio o guía de perfección, que ayudan a las Hermanas a vivir en armonía entre la vida apostólica y la contemplativa. Su Autobiografía es su obra cumbre, libro de confidencias íntimas, experiencia de sus angustias, desolaciones e ideales, vibraciones de su alma al contacto con la divinidad, vivencias de su lucha titánica por llevar a cabo su vocación misionera. Allí muestra su “pedagogía del amor”, pedagogía acomodada a la mente del indígena, que le permite adentrarse en la cultura y el corazón del indio y del negro de nuestro continente.
La Madre Laura centra su Eclesiología en el amor y la obediencia a la Iglesia. Vive para la Iglesia a quien ama entrañablemente, y para extender sus fronteras no mide dificultades, sacrificios, humillaciones y calumnias.
Esta infatigable misionera, pasó nueve años en silla de ruedas sin dejar su apostolado de la palabra y de la pluma. Después de una larga y penosa agonía, murió en Medellín el 21 de octubre de 1949. A su muerte dejó extendida su Congregación de Misioneras en 90 casas distribuidas en tres países, con un número de 467 religiosas. En la actualidad las Misioneras trabajan en 19 países distribuidas en América, África y Europa.
Por todo lo que vivió hizo y significo la Madre Laura en su época y por todo lo que seguirá significando para la sociedad, la Congregación y la Iglesia, hoy la Congregación por ella fundada se llena de alegría al ver concretizado y culminado su proceso de Beatificación, abierto el 4 de julio de 1963, en la capilla de la Curia Arquidiocesana de Medellín, en el cual se nombró el tribunal eclesiástico para buscar diligentemente los escritos de la Sierva de Dios Laura Montoya Upegui, instruir el proceso informativo sobre su fama de santidad, virtudes en general y posibles milagros realizados por la Sierva de Dios. Hoy este proceso que duro cuarenta años ha llegado a su culminación, cuando el 25 de abril de 2004, SS. Juan Pablo II la proclamara beata de la Iglesia.
Reproduzido com autorização de
Vatican.va

Celina (Celia o Cilina) de Laon, Santa

Celina (Célia ou Cilina) de Laon, Santa

Mãe de São Remígio de Reims

Martirológio Romano: Em Laon, cidade da Gália, santa Cilina, mãe dos santos bispos Princípio de Soissons e Remígio de Reims (post 458).
Etimologia: Celina = que vem do céu, vem da língua latina


O mesmo que Santa Sílvia, mãe do Papa Gregório o Grande, e muitas outras mães de santos que também alcançaram a santidade, Celina foi famosa por causa de seu filho, posto que deu ao mundo esse grande santo, Remígio ou Remi, bispo de Reims.
De acordo com o pseudo Venâncio Fortunato, Celina e seu esposo pertenciam à nobreza. Em certa ocasião, um monge chamado Montano, que três vezes consecutivas havia recebido um aviso celestial em sonhos, vaticinou a Celina que daria a luz um filho que chegaria a ser um homem de grandíssimos méritos. A seu devido tempo, Remígio veio ao mundo.
Hinemar de Reims complementou estes dados tão escassos no século nove: Celina e Emílio, seu marido, haviam tido dois filhos: Princípio, que chegou a ser bispo de Soissons, e seu irmão Emílio, que por sua vez teve um filho, Lupo, sucessor de seu tio Princípio na sede de Soissons, a que governou até à morte de Remígio (Duchesne, Fastes Episcopaux, vol. III, 1915, pp. 89-90).
Quando o monge Montano anunciou o nascimento do Minho, Celina ficou desconcertada, posto que tanto ela como seu marido já erram de idade avançada. Mas Montano, que era cego, reiterou sua profecia e ainda agregou estas palavras: "Quando hajas parido o menino cujo nascimento te anuncio, me esfregarás os olhos com umas gotas de leite de teus peitos e assim recuperarei a vista". Foi o próprio Remígio, aos poucos dias de haver nascido, que pôs sua mãozinha molhada com o leite do peito de sua mãe, nos olhos de Montano, e este obteve a graça de voltar a ver. Hinemar faz a advertência de que, ao nascer, Remígio ficou limpo de toda culpa por obra do Espírito Santo. Havia sido concebido "na iniquidade, como todo o homem", mas contrariamente ao que sucede na condição humana, "sua mãe não o pariu nos delitos da prevaricação, mas sim na graça da remissão". Por essa razão, Remígio se assemelhava a São João Baptista (Luc. 1, 15) e a Isaac (Gen. XVII,) .Nasceu no país de Laon e se lhe impôs o nome de Remígio porque estava destinado a reger, a dirigir a nave de sua Igreja à mercê das ondas tempestuosas e também seria o "Remédio" (outro significado de seu nome) contra a justa cólera de Deus , ou melhor, contra a ferocidade dos pagãos.
Logo após cursar breves estudos nos que destacou sobremaneira, Remígio teve desejos de imitar o exemplo do monge Montano, se retirou ao convento e se separou para sempre de Celina. De acordo com um dos parágrafos do testamento de São Remígio, sua mãe havia sido sepultada em Labrinacum (Lavergny), perto de Laon, no Aisne. A traslação de seus restos a Laon, segundo Molanus e Vermeulen, os editores do Martirológio de Usuardo (ed. Du Sollier, Anvers, 1714, p. 194) teve lugar em 5 de abril.
Actualmente, na diocese de Reims se comemora a Santa Celina em 22 de Outubro.

Pedro Capucci, Beato

Pedro Capucci, Beato

Presbítero Dominicano

Martirológio Romano: Na cidade de Cortona, na Toscana, beato Pedro Capucci, presbítero da Ordem de Pregadores, o qual, meditando sobre a morte, se exercitou na vida espiritual e com sua pregação exortou aos fieis a evitar a morte eterna (1445).


Possuímos muito poucos dados acerca da vida do Beato Pedro, devido a que os arquivos do convento de Cortona, onde viveu a maior parte de sua vida, ficaram destruídos durante um incêndio.
Nasceu em Tiferno (Cita di Castello), em 1390 no seio da família Capucci. Aos quinze anos tomou o hábito de Santo Domingo. No convento de Cortona, onde fez o noviciado sob a direcção do Beato Lorenzo de Ripafratta, conheceu a Santo Antonino e a Frei Angélico
O Beato Lorenzo lhe recomendou que se dedicasse melhor à contemplação que à acção, mas as lições do Breviário fazem notar que Pedro estava sempre pronto a exercitar os ministérios sacerdotais com quantos lho pedissem, tanto dentro como fora do mosteiro.
Se referem vários milagres obrados por este beato. Uma vez, encontrou na rua um homem de má vida e o detecto para lhe dizer: "¿Que maldade estás tramando?, ¿Quanto tempo vais seguir acrescentando pecado sobre pecado? Não te restam mais que vinte e quatro horas de vida, ao fim das quais, terás que dar conta a Deus de teus actos". O homem se ficou intranquilo, mas não fez caso. Naquela mesma noite sofreu um grave acidente e, em seguida mandou chamar ao Beato Pedro, com quem se confessou humildemente antes de morrer. 
O beato saía a pregar com uma caravela na mão. Seu culto foi confirmado por Pío VII.

Carlos I de Habsburgo, Beato

Carlos I de Habsburgo, Beato

Carlos de Áustria nasceu em 17 de agosto de 1887 no Castelo de Persenbeug, na região da Áustria Inferior. Seus pais eram o arquiduque Otto e a Princesa María Josefina de Saxónia, filha do último rei de Saxónia. O imperador José I era o tio avô de Carlos.
Carlos recebeu uma educação expressamente católica e desde sua meninice foi acompanhado com a oração por um grupo de pessoas, porque uma religiosa estigmatizada lhe havia profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui surgiu, após a morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos pela paz dos povos», que em 1963 se converterá numa comunidade de oração reconhecida na Igreja.
Muito cedo cresceu em Carlos um grande amor péla Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Todas as decisões importantes provinham da oração.
Em 21 de Outubro de 1911 se casou com a princesa Zita de Borbón-Parma. Durante os dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar o casal recebeu o dom de oito filhos. No leito de morte, Carlos dizia ainda a Zita: «!Te quero sem fim»!
Em 28 de Junho de 1914, após o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, herdeiro ao trono, num atentado, Carlos se converte no herdeiro ao trono do Império Austro-Húngaro.
Enquanto se encarniçava a primeira Guerra Mundial, com a morte do imperador Francisco José, em 21 de Novembro de 1916, Carlos se converte no imperador de Áustria. Em 30 de Dezembro é coroado Rei apostólico de Hungría.
Este dever Carlos o concebe, também, como um caminho para seguir a Cristo: no amor pelos povos a ele confiados, no cuidado por seu bem e na doação de sua vida por eles.
O dever mais sagrado de um rei - o compromisso pela paz - Carlos o pôs no centro de suas preocupações ao longo da terrível guerra. Foi o único, entre os responsáveis políticos, que apodou os esforços pela paz de Bento XV.
No que respeita à política interior, inclusive em tempos extremamente difíceis, abordou uma ampla e exemplar legislação social, inspirada no ensino social cristão.
Seu comportamento fez possível ao final do conflito uma transição a uma nova ordem sem guerra civil. Apesar disso foi desterrado de sua pátria.
Por desejo do Papa, que temia o estabelecimento do poder comunista no Centro Europeu, Carlos intentou restabelecer sua autoridade de governo na Hungria. Mas dois intentos fracassaram, porque ele queria em qualquer caso evitar o estalido de uma guerra civil.
Carlos foi enviado ao exílio na Ilha de Madeira (Portugal). Como ele considerava sua missão como um mandato de Deus, não pôde abdicar de seu cargo.
Submerso na pobreza, viveu com sua família numa casa bastante húmida. Por causa disso adoeceu de morte e aceitou a doença como um sacrifício pela paz e unidade de seus povos.
Carlos suportou seu sofrimento sem lamento, perdoou a todos os que não o haviam ajudado e morreu em 1 de abril de 1922 com o olhar dirigido ao Santíssimo Sacramento. Como o mesmo recordou todavia no leito de morte, o lema de sua vida foi: «Todo o meu compromisso é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto no modo mais perfeito».
Foi beatificado em 3 de Outubro de 2004.
Reproduzido com autorização de
Vatican.va


Se conhece informação relevante para a canonização do Beato Carlos, contacte a:
Gebetsliga Kaiser Karl für den Frieden der Welt
Domplatz 1
A-3100 St. Pölten, ÁUSTRIA


ACTUALIZAÇÃO


O beato Carlos de Habsburgo, último imperador do Império Austro-Húngaro, poderia ser canonizado por um suposto milagre obrado por sua intercessão. Uma mulher baptista de Florida afirma haver sido curada de câncer de mama que padecia.
A mulher, da localidade de Kissimmee na Florida, recebeu de uma amiga uma estampa do beato, cuja vida conheceu durante uma viagem à Europa.
Segundo informou o periódico Orlando Sentinel, os médicos e o tribunal da Diocese de Orlando estão de acordo em que aparentemente não há explicação médica para a recuperação da mulher, cuja identidade se mantém em reserva.
Para o Bispo de Orlando, Mons. Thomas Wenski, "
é uma honra para nossa diocese ser parte de algo que é maior que nós".
ver nota en vídeo de ACItv

 

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução incompleta

(no caso de Santa Laura de Santa Catalina de Siena - muito extensa)

por António Fonseca