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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

OUTUBRO - 23 - 1887

 

 

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Padre Américo - Data de Nascimento - 23 de Outubro de 1887

 

Perguntarão vocês:

Que data é esta23 de Outubro de 1887.

O que significa?

De certeza absoluta que à maioria das pessoas que eventualmente por aqui passam (por este blogue, sem pretensões) se for feita esta pergunta, não saberá responder senão que é uma data correspondente a dois séculos atrás em que terá ocorrido qualquer acontecimento porventura importante, mas que de repente não lhes virá à ideia.

De facto ocorreu um facto que na altura ninguém poderia adivinhar e o facto foi este:

Numa freguesia do concelho de Penafiel, chamada Galegos, pela uma hora da madrugada nasceu uma criança do sexo masculino, filho de Teresa Rodrigues Ferreira e de seu marido Ramiro Monteiro de Aguiar, que lhe queriam dar o nome de Adriano; simplesmente no dia do Baptismo, o Tio e Padrinho exigiu que se lhe desse o nome de Américo em memória do Cardeal D. Américo, ao tempo Prelado portucalense. Ficou assim o seu nome completo, a ser Américo Monteiro de Aguiar e que completaria hoje (se fosse vivo) 122 anos !!!

Seus pais eram lavradores relativamente abastados. Américo bem cedo quis entrar para o Seminário do Porto, mas seu pai opôs-se. Em Maio de 1899 entrou para o Colégio do Carmo de Penafiel, onde a disciplina era austera e em Outubro do ano seguinte, foi matriculado no Colégio de Santa Quitéria, em Felgueiras, apesar disso o filho mais novo do casal insistiu em fazer o exame de admissão ao Seminário, mas o pai inabalável destinou-ou ao comércio e assim em 1902, o adolescente vai "vender ferros" conforme linguagem pitoresca de sua mãe, para uma casa na Rua Mouzinho da Silveira, (110) no Porto.

Quatro anos depois (18-Novembro-1906) parte para Moçambique para trabalhar com seu irmão Jaime, permanecendo ali alguns anos trabalhando ardorosamente e sente a fortuna a bater-lhe à porta. Enquanto ali esteve conheceu na Beira, um sacerdote franciscano, o Padre Rafael de quem se fez amigo e que anos mais tarde voltará a encontrá-lo em Lourenço Marques, não já como Padre, mas sim Bispo. Não se conhecem muitos detalhes da sua vida em África pois foi sempre extremamente reservado no que a si se referia, quanto ao passado. Em 1923, regressa a Portugal, insatisfeito e cheio de indecisões; pensa ir para o Funchal, depois foi para Londres para tratar de negócios que não se chegaram a concluir.

Com a "martelada" a atormentá-lo e a dilacerar-lhe a alma, toma a resolução de se fazer frade mendicante, ingressando pois no convento franciscano de Vilariñho de la Ramallosa (Tuy) em Espanha. Dois motivos concorreram - julga um seu biógrafo (José da Rocha Ramos) - para aquela decisão. a grande devoção que tinha por S. Francisco de Assis e a assídua convivência que teve com os franciscanos em Moçambique, sobretudo com D. Rafael. O Padre Rafael Maria da Assunção servira as Missões Franciscanas de Moçambique desde Maio de 1898. Em Novembro de 1920 foi nomeado Bispo Titular de Augusta e Prelado de Moçambique. Posteriormente foi Bispo de Cabo Verde, entre 1935 e 1940. Como atrás se disse, nove anos depois de chegar a África, o jovem Américo conheceu aquele (então) missionário e ficaram muito amigos. Em Maio de 1915 encontraram-se mais uma vez, numa viagem de férias a Portugal no mesmo navio que os transportava e no regresso de Galegos, visitaram-se muitas vezes em Lourenço Marques. Possivelmente terá sido por sugestão de D. Rafael que Américo entrou para o convento em Tuy...

De Outubro de 1923 até ao Verão de 1925 faz o noviciado nos franciscanos e prepara-se para o sacerdócio. Algum tempo depois de tomar o hábito é aconselhado a deixar a Ordem. Regressa a Galegos  em Julho de 1925 vai ter com seu irmão, o Padre José, pároco de S. Miguel de Paredes e pela mão deste apresenta-se ao Bispo do Porto para requerer o ingresso no Seminário, mas este nega a admissão. Américo sai desanimado da Casa Episcopal do Porto, dirige-se ao Bispo de Coimbra, D. Manuel Luís Coelho da Silva, natural da Diocese do Porto que tinha sido ordenado pelo Cardeal D. Américo, em 24-Setembro-1881, o qual em 1886 nomeia-o Chanceler do Bispado e em Fevereiro de 1896, Vigário Geral. Aliás Américo já conhecia D. Manuel há muitos anos, quando trabalhou na Rua Mouzinho da Silveira a vender ferro. Anos depois quando o Prelado faleceu em 1 de Março de 1936, Américo escreve emocionado: "Deu-me as Ordens Sacras, fez-me sacerdote: o maior de todos os títulos, para a maior de todas as gratidões. Homem de uma só cara e de um só falar (eu não sou francês) viveu, sofreu e morreu pela justiça e pela verdade."

Em 28 de Julho de 1929, Américo é ordenado presbítero e foi nomeado pelo Prelado D. Manuel Silva, prefeito do Seminário e professor de português. Verificando a insatisfação de Américo - que achava que não estava no lugar certo - D. Manuel entrega-lhe a "Sopa dos Pobres" e o insatisfeito descobre a sua verdadeira vocação: Recoveiro dos Pobres. Aliás já no tempo do Seminário ele revelara uma apetência enorme pelo exercício da Caridade, sendo até por isso que lhe foi negada a profissão religiosa em Vilariño de La Ramallosa. No dia da ordenação de subdiácono , por sua livre e espontânea vontade, fez voto de pobreza: "Em nome e por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, o grande Mendigo que me tem cumulado de riquezas sem conta, nem peso nem medida, declaro solenemente, humildemente, que nada desejo possuir, nem saber nem pregar, senão a verdadeira riqueza que o mundo ignora e que se chama altíssima Pobreza do meu Senhor Jesus Cristo. E assim, com a consciência clara e visão segura das dificuldades, privações e responsabilidades da vida futura, quero ligar-me a ela por um voto de Pobreza sub gravi que hoje juro, humildemente, nas mãos do meu Prelado, renunciando desde já a tudo quanto possuo ou venha a possuir, obrigando-me a viver pobremente do meu trabalho de cada dia e a entregar ao meu legitimo superior tudo quanto sobrar do meu legítimo sustento e decente vestuário."  Nessa mesma altura entregou ao Prelado todo o dinheiro que possuía, das sobras que ganhara em África.

A partir daí - da entrega da "Sopa dos Pobres" - começou a desenhar-se e a desenvolver-se o PAI AMÉRICO em toda a sua plenitude - visitas aos pobres, em Coimbra nas suas casas paupérrimas, levando-lhes de comer, envolto na sua capa negra, e chamando-se a si próprio o Recoveiro dos Pobres. Vendo as crianças abandonadas na rua, órfãos e marginalizados começa a pensar na Obra da Rua. Passa a ser um homem torturado e nunca mais terá paz, transforma-se num "revolucionário pacífico". Percorre os caminhos de Portugal, entra nos hotéis, vai às praias, sobe aos púlpitos a lançar o seu grito de guerra. Lança o jornal O GAIATO e não se cansa de bradar aos quatro ventos: - Não tenhas medo da chuva. Não vais endoidecer por me ouvires (como sucede nos campos de batalha à mocidade transida de terror) não vais. Vais antes chorar de compaixão, que a guerra que eu faço é de amor.

Conhece a Condessa do Ameal - "essa santa de marfim que eu tanto choro e os Pobres muito mais; nunca visitou um Pobre de automóvel e entrava em casa deles com vergonha de ser rica." Mais tarde no seu livro O Pão dos Pobres, referir-se-á a ela e no Porto quando ia ao Barredo, deixa também o carro nas cercanias e entra ele ali sem medo de enfrentar o bacilo da tuberculose e com vergonha de ter duas túnicas e um par de sapatos. Aprendeu com ela a dividir mais e cada vez mais com os pobres o que lhe davam. Em Agosto de 1935 fundou as Colónias de Campo em S. Pedro de Alva, Vila Nova do Ceira e em Miranda do Corvo. Em 1940, o Padre da Rua estrutura a Casa do Gaiato. A primeira Casa da Obra surgiu em 7 de Janeiro de 1940 em Miranda do Corvo, depois em 23 de Abril de 1943 inicia as obras da Aldeia dos Rapazes em Paço de Sousa e em 31 de Maio chegarão os primeiros rapazes mas só em Janeiro de 1946 estes começam a viver em pleno nas suas novas moradias.

Entretanto quando veio para o Porto (aonde se deslocava muitas vezes, já antes para ir ao Barredo (formado por um aglomerado de casas velhas, sem condições, situado entre o Seminário Maior, na Sé e os arcos de Miragaia) conheceu o Dr. Lopes Rodrigues, médico que se preocupava imenso com a tuberculose que grassava então no País e que fundou o Hospital de santa Maria, a Assistência aos Tuberculosos do Norte de Portugal e o sanatório de Montalto, (onde chegaram a estar internados 300 doentes...). Este médico não quer saber de burocracias e movimenta a Imprensa e muita gente que o ajuda a alcançar os seus fins, Conhece também o Padre Grilo que fundou uma obra de assistência aos rapazes, em Matosinhos e com quem teve assíduos contactos. Foi aos Ministérios a Lisboa para pedir ajuda, mas não quer prestar contas a ninguém e di-lo directamente ao Engenheiro Duarte Pacheco (Ministro das Obras Públicas) fazendo-o de tal modo inflamado que ele lhe garante de imediato 300 contos (de 1950 (!) ). Entretanto em 1948 funda a Casa do Gaiato de Santo Antão do Tojal e em 1 de Julho de 1955 (um ano antes da sua morte) funda a casa em Setúbal.

A Obra no entanto está incompleta, faltam os Lares e o Calvário; o primeiro Lar nasce na Rua D. João IV - Porto em 3 de Fevereiro de 1945; a seguir em S. João da Madeira; em Coimbra em Janeiro de 1941 havia também fundado o Lar do Ex-Pupilo dos reformatórios que em 1950 passou para os Serviços Jurisdicionais de menores do Ministério da Justiça. O Calvário foi a sua derradeira obra; a Capela da casa do Gaiato de Beire (Paredes) foi inaugurada precisamente dois dias antes do acidente que vitimou o Padre Américo. Iniciada em 1954 numa quinta doada para esse fim, o Calvário é um autêntico monumento à dignidade do doente incurável, Ninguém melhor do que uma anónima e piedosa mulher cristã o caracterizou:  "Nem sequer sei expressar o que sinto em face desta Obra; é um  misto de assombro, comoção, respeito, recolhimento. Dá-me vontade de ajoelhar e rezar."

Falta referir o Património dos Pobres, uma criação do Fundador da Obra da Rua. Genial e única. Mesmo após a morte de Padre Américo as cerca de 2500 casas construídas para os pobres, em 1997 já tinham subido para mais de 3 000, em muitas delas há placas que dizem: VIVER, DEIXAR VIVER , AJUDAR A VIVER.

No dia 12 de Julho de 1956 a meio da tarde foi a Viana do Castelo falar com o Bispo de Angra e depois seguiu para a Marinha Grande onde tencionava inaugurar um bairro do Património dos Pobres. Tendo tido porém conhecimento de que se lhe preparava uma grande recepção, resolveu desistir e pernoitou em S. Martinho do Porto, regressando a seguir a Paço de Sousa. Em Coimbra encontrou Almeida e Sousa, bibliotecário da Universidade e disse-lhe: "Eu tencionava passar uns dias em casa do Geninho, mas tenho estas duas santas(*) comigo e vou directamente para o Norte".

Poucas horas depois, já perto de Paço de Sousa, à saída de S. Martinho do Campo, com o Abel ao volante, surgem, inesperadamente numa curva da estrada, uma camioneta e um carro de bois. Dá-se então o acidente. São 5 horas da tarde do dia 14 de Julho de 1956 (com 68 anos). O Padre Américo partiu as pernas, sem uma queixa, caiu de joelhos, tendo o cuidado de ilibar de qualquer culpa o seu querido motorista. Dois dias depois, 16 de Julho, em que se faz a memória de Nossa Senhora do Carmo, ele morre no Hospital de Santo António, depois de longas horas de sofrimento. Toda a Cidade do Porto, o Barredo em peso, as crianças da rua, toda a gente, desfila noite e dia junto do seu ataúde, na Igreja da Trindade. No dia do seu funeral toda a cidade parou para o acompanhar na derradeira viagem para Paço de Sousa, onde está na sua Aldeia dos Rapazes.

No elogio fúnebre, o Dr. Eduardo Albuquerque afirmou: "Orava em silêncio - mais praticando do que falando!...

Esta pequena frase resume toda a vida e acção do PADRE AMÉRICO. Ele era de facto o Padre Américo-místico, na acção, o romeiro orante do tugúrio, o mestre de oração.

Pergunto eu: Para quando a sua elevação aos altares junto dos outros SANTOS?

 

Recolha efectuada através do texto do livro PADRE AMÉRICO - Místico do nosso tempo, de José da Rocha Ramos,

publicado em 1997 pela Editorial da Casa do Gaiato - Paço de Sousa - Penafiel.

António Fonseca

JOÃO DE CAPISTRANO, SANTO (e outros) - 23 de Outubro

Juan de Capistrano, Santo
Religioso pregador, 23 Outubro

Juan de Capistrano, Santo

Juan de Capistrano, Santo

Religioso pregador
Outubro 23

Etimologicamente significa “Deus é misericórdia”. Vem da língua hebraica.
Nasceu em Capistrano, diocese de Sulmona, Itália, em 1385.
Filho de um cavaleiro francês ou alemão que morreu quando Juan era jovem.
Estudou com esmero na Universidade de Perúgia (Perto de Assis).
Foi advogado e juiz. Em 1412 foi nomeado governador de Perúgia por Landislaus rei de Nápoles, quem tinha controle dessa cidade. Lutou contra a corrupção e o suborno.
Quando estalou a guerra entre Perúgia e Malatesta em 1416, Juan tratou de conseguir a paz, mas em vez disso o tomaram prisioneiro de guerra. Na cadeia decidiu entregar-se de todo a Deus. Teve um sonho em que viu a São Francisco que o chamava a entrar na ordem franciscana. Juan se havia casado justamente antes de cair preso, mas o matrimónio nunca se consumou e foi anulado.
Entrou na ordem franciscana em Perúgia em 4 Outubro de 1416. Tinha 30 anos pelo que o mestre de noviços o pôs à prova dando-lhe os mis humildes ofícios.
Foi discípulo de são Bernardino de Siena que lhe ensinou teologia. Se distinguiu como pregador sendo ainda diácono. Ordenado aos 33 anos. Por 40 anos foi pregador itinerante por Itália e outros países. Uma vez em Brescia (Itália) pregou a uma multidão de 126 000 pessoas que tinham vindo das províncias vizinhas. Por sua radical chamada à conversão e sua simplicidade, a gente o relacionava com São João Baptista. Traziam as coisas de superstição e ocultismo e as queimavam em fogueiras públicas. Tinha grande fama por seu dom de cura e lhe traziam os enfermos para que lhes faça o sinal da cruz. Como São Bernardino, propagou a devoção ao nome de Jesus, por ambos, juntamente com outros franciscanos, foram acusados de hereges. Ele defendeu o grupo com êxito.
Muitos jovens o seguiam na vida religiosa. Estabeleceu comunidades franciscanas. Escreveu extensivamente, sobretudo contra as heresias de sua época. Muitos de seus sermões se conservam.
Dormia e comia pouco. Fazia muita penitência.
Duas vezes a comunidade franciscana o elegeu como vigário geral. Em visita a França conheceu a Santa Colette, reformadora da ordem das clarissas, com quem simpatizava.
Juan tinha grande dom para a diplomacia. Era sábio e prudente, sabendo medir suas palavras para que estas servissem a vontade de Deus. Quatro Pontífices (Martinho V, Eugénio IV, Nicolau V e Calixto III) o empregaram como embaixador em  muitas e mui delicadas missões diplomáticas con muito bons resultados. Três vezes lhe ofereceram nomeá-lo bispo de importantes cidades mas preferiu seguir sendo um pobre pregador.
Foi núncio apostólico na Áustria onde pregou extensivamente e combateu a heresia dos husitas. Também pregou com grande fruto na Polónia, convidado por Casimiro IV.
Os cruzados defendem Europa
Em 1451 o Sultão Mahoma II lançou uma campanha com o fim de lograr a conquista de Europa. Conquistou Constantinopla em 1453 e então se preparou para invadir a Hungria. Em 1454 Sérvia caiu em suas mãos. As notícias procedentes de Sérvia eram horríveis: quem resistia a renunciar a Cristo era torturado. Todo o que fosse cristão era destruído ou confiscado.
Em 1454 Juan Capistrano participou na dieta de Frankfurt e se dispôs a preparar a defesa de Hungria. Foi a Hungria e pregou uma cruzada em defesa da cristandade. Com a idade de 70 anos o Papa Calixto II o indicou para a dirigir. Em Szeged uniu o exército de camponeses que havia reunido com o exército de Hunyady e ambos se dirigiram a Belgrado. Se dizia que os quartéis pareciam casas de religiosos mais que acampamentos militares porque neles se rezava e se pregava a virtude. Se celebrava missa diária. A Juan Capistrano tinham um grande respeito.
Batalha de Belgrado, 1456, salva a Europa dos muçulmanos.
Os muçulmanos atacavam a Belgrado. Contavam con 200 canhões, 50 000 de cavalaria e uma grande frota que penetrou pelo rio Danúbio. Ante a superioridade das forças inimigas, os cristãos pensavam em se retirar. Mas interveio Juan de Capistrano convencendo Hunyady a que atacasse a frota turca apesar de ser muito mais numerosa. No momento em que os defensores da cidade se iam a retirar dando-se por vencidos, Juan os animou levando em seus mãos uma bandeira com a cruz e gritando sem cessar: "Jesus, Jesus, Jesus". Recorreu todos os batalhões gritando entusiasmado: "Crentes valentes, todos a defender nossa santa religião". Juan nunca utilizou as armas deste mundo senão a oração, a penitência e a pregação.
Enquanto se lutava em Belgrado, o Papa pediu a rezar o Angelus pela vitória. Os muçulmanos foram vencidos e tiveram que se retirar da região. Assim se ganhou a batalha de Belgrado em 21-22 de Julho de 1456.
São Juan de Capistrano havia oferecido a Deus sua vida por salvar a cristandade. Deus aceitou sua oferta e de pronto morreu juntamente com Hunyady vítimas do tifo. Os cadáveres dos mortos na batalha causaram uma epidemia de tifo que também contagiou ao santo que já estava débil e ancião. Morreu em Villach, Hungria, uns meses mais tarde, em 23 de Outubro. 
Nos Estados Unidos seu nome é famoso pela missão franciscana na Califórnia que leva seu nome.
Beatificado:
19 Dezembro 1650 por Inocêncio X
Canonizado
: 16 Outubro 1690 por Alejandro VIII

Servando e Germán, Santos
Biografia, 23 de Outubro

Servando y Germán Santos

Servando e Germán, Santos

Outubro 23

Etimologicamente significa “o que guarda e lanceiro, guerreiro”. Vêm da língua latina e alemã.
Disse Miqueas: “¿Quem como tu, Senhor, que tire a culpa? Te compadecerás uma vez mais de nós e nos perdoarás”.
Se pode dizer que há santos com sorte. Em tempos difíceis logrou nada menos que sobreviver às perseguições dos imperadores romanos.
Desde Cádiz até Mérida era sumamente conhecido Servando juntamente com são Germán.
Mas nem tudo iam a ser alegrias e venturas para este santo e seu companheiro.
Sua fama, seus milagres e sua santidade chegaram até aos ouvidos do lugar-tenente de Diocleciano, o mais feroz perseguidor dos cristãos.
Ia de caminho a Tânger. Mandou, uma vez que se inteirou da notícia, que os apanhassem prisioneiros em Mérida.
E efectivamente, orgulhoso de sua pesquisa, os atou à sua cavalgadura e, passando tormentos, fome e sede.
Os havia feito prisioneiros na volta de Tânger.
Mas como eram tão valentes, antes inclusive de que chegaram a Mérida, ordenou que lhes cortaram a cabeça cerca de Osuna e Cádiz respectivamente.
Os cristãos, quando puderam, com grande veneração, respeito e oração, trasladaram seus corpos a Mérida o de Germán e a Sevilha el de são Servando.
Era o ano 305.
¡Felicidades a quem leve algum destes nomes!

Alúcio, Santo
Padroeiro de Pescia, 23 Outubro

Alucio, Santo

Alúcio, Santo

Santo Alúcio, padroeiro de Pescia de Toscana, era pastor.
Devido ao grande interesse que tomou pelo hospital de Val di Nievole, foi nomeado director dele e se o considera como seu segundo fundador.
Mais tarde, Alúcio se dedicou a fundar albergues nos portos e passagens perigosas das montanhas e a outras obras de beneficência pública, tais como a construção de uma ponte sobre o Arno.
Os jovens que formou para o serviço nos hospitais, receberam o nome de irmãos de Santo Alúcio.
Se contam muitos milagres do santo e a ele se atribui a reconciliação entre as cidades inimigas de Ravena e Faenza. Em 1182, quarenta e oito anos depois da morte de Santo Alúcio, suas relíquias foram trasladadas para o hospital de Val di Nievole, que recebeu seu nome.
O culto do santo foi confirmado por Pío IX, que concedeu uma missa própria para o dia de sua festa.

Arnoldo Rèche, Beato
Irmão Cristão de La Salle, 23 Outubro

Arnoldo Rèche, Beato

Arnoldo Rèche, Beato

Julio Nicolás Rèche nasce num família pobre de Landroff em Lorraine.
Abandona cedo a escola para trabalhar como moço de cavalariças, cocheiro e finalmente carreteiro ao serviço de uma empresa de construção.
Sendo jovem, é conhecido por seus companheiros de trabalho por sua piedade e sua autodisciplina. Conhece aos Irmãos Cristãos de La Salle por primeira vez quando segue aulas nocturnas e pede para ingressar na congregação tomando por nome Arnoldo.
Ensina durante quatro anos num pensionato da rua de Veneza em Reims. Apesar das exigências de um tempo completo dedicado ao ensino, logra estudar e chega a ser competente em teologia, matemáticas, ciências e agricultura que ensina a pequenos grupos de alunos mais adiantados.
Durante a guerra Franco-Prussiana de 1870, trabalha com outros Irmãos como enfermeiro, para dar resposta às necessidades médicas e espirituais dos feridos dos dois lados. Por isso é condecorado com a cruz de bronze.
A intensidade de sua vida de oração e seu amor pelas práticas de penitência decidem os superiores nomeá-lo Director do Noviciado de Thillois. Conquista o coração daqueles de quem está encarregado por sua atenção evidente a seu desenvolvimento espiritual e profissional.
Se fala de pequenos milagres de cura, assim como de sua surpreendente capacidade para discernir os pensamentos secretos. O Irmão Arnoldo é conhecido por sua devoção à Paixão do Salvador e sua docilidade ao Espírito Santo, que, como a miúdo o faz observar "fortifica o coração dos homens". Quando el Noviciado se muda para um novo centro em Courlancy perto de Reims em 1885, o Irmão Arnoldo contribui a fazê-lo dedicar ao Sagrado Coração. Falece com a idade de 52 anos, com fama de santidade, somente uns meses depois de haver sido nomeado Director do Sagrado Coração.


Nascido em Landroff, França, em 2 de Setembro de 1838
Entrado no Noviciado, em 23 de Dezembro de 1862
Falecido em Reims, França, em 23 de Outubro de 1890
Beatificado em 1 de Novembro de 1987.

Juan Ángel Porro, Beato
Religioso Servita, 23 Outubro

Juan Ángel Porro, Beato

Juan Ángel Porro, Beato

Juan Ángel Porro nasceu no ducado de Milão o ano 1451.
Ingressou na Ordem dos Servos de Maria e viveu primeiro no convento milanês de Santa Maria; mais tarde, foi trasladado para Florença.
Se retirou para Monte Senario, permanecendo ali quase vinte anos, para se dedicar por completo à penitência e à contemplação.
Finalmente regressou a Milão, onde se ocupou de maneira especial da cristã educação das crianças.
Morreu em 23 de Outubro de 1505.
O papa Clemente XII o proclamou Beato em 1737.

Juan Buono, Beato
Religioso, 23 Outubro

Juan Buono, Beato

Juan Buono, Beato

Nasce em Mântua em 1168.
Não obstante seu apelido, que é uma abreviação de Buonomini, Juan não se distinguiu por sua piedade na juventude.
Quando morreu seu pai, tendo Juan apenas 16 anos, partiu de Mântua e começou a ganhar a vida como actor nas cortes e palácios de Itália.
Não obstante as orações de sua devota mãe, Juan levava uma vida licenciosa e um pouco louca. Em 1208, quando tinha cerca de quarenta anos, uma perigosa enfermidade o pôs às portas da morte. Interpretou aquilo como um sinal do céu e mudou de vida enquanto recobrou a saúde, como o havia prometido.
Tais promessas são fáceis de fazer, mas menos fáceis de guardar. Juan abriu seu coração ao bispo de Mântua, que o aconselhou a vida eremítica. Numa paragem das cercanias de Cesena o beato se dedicou a dominar seu corpo na solidão e a adquirir os hábitos da devoção e da virtude.
Cedo adquiriu grande fama de santidade e se lhe reuniram alguns discípulos. Durante algum tempo, o Beato Juan os dirigiu segundo a inspiração de momento. Mais tarde, construíram uma igreja e a comunidade tomou uma forma mais definida. Inocêncio IV lhes impôs a regra de Santo Agostinho ao aprovar a congregação.
O Beato Juan recebeu numerosas ilustrações sobrenaturais na oração e obrou muitos milagres extraordinários.
Nem sequer em sa velhice afrouxou na mortificação: observava três quaresmas cada ano, no mais cru do inverno se vestia com telas muito ligeiras, em sua cela havia três leitos, dos quais um era mau, outro pior e o terceiro péssimo.
O demónio seguiu tentando-o violentamente até ao fim de sua vida. Por outro lado, não faltou quem o caluniasse, mas a vida que levava o beato desmentia todas as acusações. O número de penitentes e pessoas que acudiam a visitar aumentou de tal modo, que Juan decidiu fugir secretamente. Depois de haver caminhado toda a noite, se encontrou novamente, ao amanhecer, ante a porta de sua cela, no qual viu uma manifestação de que a vontade de Deus era que permanecesse ali.
Morreu em Mântua em 1249. Deus honrou seu sepulcro com numerosos milagres. A Congregação que havia fundado não conservou muito tempo a independência. Os "Boniti", como os chamava o povo, chegaram a ter onze conventos aos poucos anos da morte de seu fundador; mas em 1256 o Papa Alejandro IV os fundiu com outras congregações na ordem dos ermitãos de Santo Agostinho. Os frades agostinhos e os agostinhos da Assunção celebram a festa do Beato Juan Buoni, cujo nome foi incluído no Martirológio Romano em 1672.

Leonardo Olivera Buera, Beato
Mártir, 23 Outubro

Leonardo Olivera Buera, Beato

Leonardo Olivera Buera, Beato

Eis em poucas palavras a vida de um homem que viveu sempre ao serviço dos outros. Sacerdote exemplar, dedicado integralmente a seu ministério, passou por esta vida fazendo o bem e isto o atesta um de seus beneficiários, eu, filho de uma sua irmã, que ao ficar órfão de pai, nos acolheu em su casa a minha mãe e a mim. Aos quatro anos faleceu minha mãe, em pouco tempo minha avó materna que vivia connosco e fiquei sozinho com ele.
Dez anos vivi em sua companhia sendo testemunha de sua grandeza de alma, de sua bondade para com todos, de sua vida austera e de seu trabalho intenso, de seu labor calado como apóstolo do Evangelho.
Se levantava todavia de noite para rezar suas orações diárias, logo permanecia em seu escritório até à hora da Santa Missa e das Confissões. Pela tarde permanecia assiduamente recebendo visitas de alunos, ex-alunos, irmãos da comunidade, sendo raro o dia que não terminasse seu trabalho às 10 ou 11 da noite.
Minha máxima ilusão consistia em poder sair a passear com ele pelo passeio da Bonanova nos dias de festa e dialogar com ele. Certa tarde me disse num destes passeios (eu teria aproximadamente nove anos): "Olha Joaquim... ¿Sabes qual seria a minha máxima ilusão nesta vida? , pois seria a de dá-la por Jesus Cristo, sendo mártir, dando a vida por Ele".
Aquelas palavras ficaram gravadas em meu coração e foram como uma premonição do que ocorreria ano e pico mais tarde.
Na tarde de 23 de Outubro de 1936, chegam a casa de sua irmã Aurélia em Valência (onde nos havíamos refugiado meu tio eu), três homens con fuzil. Perguntam por ele e se manifesta sacerdote de Jesus Cristo elevando seus olhos ao céu. Levaram-no e entre mofas e insultos foi assassinado a tiros a caminho de Saler. Seu corpo e seu rosto ficam crivados de balas, mas sua alma Santa sobe ao céu para ocupar um posto junto a Jesus Cristo a que tanto havia amado em vida.
Foi beatificado em Roma e se eu como testemunha de sua vida, tivesse novamente de manifestar quem foi ele; diria que foi uma alma que passou por este mundo fazendo o bem, vivendo humildemente, sendo o pão de lágrimas de toda a família e de quantos necessitaram de seu conselho.
No fim, foi um sacerdote católico que viveu para o Evangelho e para ser testemunha de Jesus Cristo aqui na terra.
Estou convencido que desde o céu intercederá por nós e que se cumprirá o que um dia disse Tertuliano: "O sangue dos mártires é semente de novos cristãos".
O beato Leonardo Olivera é um dos mártires da Igreja em Espanha.

Para ver mais sobre os 233 mártires em Espanha faz "click" AQUI.

Ver também texto do blogue Comunidade de São Paulo do Viso publicado em 17-10-2009

Severino Boécio, Santo
Mártir, 23 Outubro

Severino Boecio, Santo

Severino Boécio, Santo

Anício Manlio Severino Boécio, nasceu no ano 480. Pertencia a uma das mais ilustres famílias romanas, a "gens Anicia", da que também descendia provavelmente o Papa São Gregório Magno.

Severino, que perdeu muito jovem a seus pais, ficou ao cuidado de Aurélio Símaco, de quem chegou a ser íntimo amigo e com cuja filha, Rusticiana, contraiu matrimónio. A isto se reduz quanto sabemos acerca de sua juventude. Devia ser sem dúvida muito estudioso, pois antes de cumprir trinta anos era já famoso por sua erudição. Severino Boécio empreendeu a tradução para latim de todas as obras de Platão e Aristóteles, cuja harmonia fundamental queria demonstrar. Desgraçadamente, não conseguiu terminar esta tarefa; sem embargo, Casiodoro observa que, graças a suas traduções, os italianos conheceram não só a Platão e Aristóteles, mas também "ao músico Pitágoras, ao astrónomo Ptolomeu, ao matemático Nicómaco, ao geómetra Euclides... e ao físico Arquimedes." Ele nos dá uma ideia da multiplicidade dos talentos e interesses de Boecio, que além disso fez apontamentos pessoais em matéria de lógica, matemáticas, geometria e música. Por outro lado, não carecia de talento prático, já que Casiodoro lhe pede numa carta que construa um relógio de água e um relógio de sol para o rei de Borgonha. Boécio era também teólogo (não esqueçamos que a família dos Anícios era cristã desde a época de Constantino) e se conservam vários tratados seus em particular um sobre a Santíssima Trindade. As obras de Boécio exerceram grande influência na Idade Média, sobretudo no desenvolvimento da lógica. Não em vão se lhe chamou "o último dos filósofos romanos e o primeiro dos teólogos escolásticos". Suas traduções foram durante muito tempo a base de estudo da filosofia grega no ocidente.
Boécio nasceu pouco depois de que Rómulo "Augústulo", o último dos imperadores romanos de ocidente, entregou o poder ao bárbaro Odoacro. Quando este foi assassinado e o patrício Teodorico assumiu o poder em Itália, Boécio tinha uns treze anos. O pai de Boécio havia aceite o novo estado de coisas, e Odoacro lhe havia confiado um cargo de importância. Boécio seguiu o exemplo e entrou na vida pública, não obstante seu amor pela escolástica. O próprio explica que o moveu a isso a doutrina de Platão, segundo a qual "as nações seriam felizes se os filósofos as governassem, ou se tivessem a sorte de que seus governantes se convertessem em filósofos". Teodorico o nomeou cônsul no ano 510. Doze anos mais tarde, Boécio chegou ao que ele qualificou de "momento mais brilhante de sua vida", pois seus dois filhos foram nomeados cônsules e ele pronunciou ante eles um discurso de louvor a Teodorico. Pouco depois o rei o nomeou "mestre de ofícios", que era um dos cargos mais importantes e de maior responsabilidade. Mas sua queda estava muito próxima. 
O ancião Teodorico entrou em suspeitas de que certos membros do senado romano estavam conspirando em Constantinopla com o imperador Justiniano para tirar os ostrogodos de Itália. O ex-cônsul Albino foi acusado de participar na conspiração e Boécio subiu à tribuna a defendê-lo. Não sabemos concerteza se tal conspiração existiu ou não; em todo o caso, parece certo que Boécio não tomou parte nela. Sem embargo, foi encarcerado na prisão de Ticinum (Pavía). Era acusado não só de traição, mas também de sacrilégio, quer dizer, de haver empregado as matemáticas e a astronomia para fins ímpios. Os juízes falaram contra ele e Boécio pronunciou um discurso amargo de despeito contra o senado, já que só Símaco, seu sogro, havia saído a defendê-lo.
Durante os nove meses que passou preso, Boécio escreveu a "Consolação da Filosofia", que é a mais famosa de suas obras. Se trata de um diálogo interrompido por vários poemas, entre o autor e a filosofia. Esta consola a Boécio ao mostrar-lhe a vaidade dos efémeros êxitos terrenos e o valor eterno das ideias: a desgraça não afecta a quem sabe apreciar a divina sabedoria, o governo do universo é justo e equitativo apesar das aparências. O autor não fala da fé cristã, mas trata numerosos problemas de metafísica e ética, A "Consolação da Filosofia" chegou a ser uma das obras mais populares na Idade Média, não só entre os filósofos e teólogos. Foi um dos livros que traduziu para inglês o rei Alfredo o Grande. 
A prisão de Boécio terminou com o assassinato. Segundo se disse, foi brutalmente torturado. Foi sepultado na antiga catedral de Ticinum. Suas relíquias se encontram actualmente na igreja de São Pedro em Ciel d´Oro, em Pavia.

Ao que parece, todo o mundo considerou a Boécio como mártir. A influência e popularidade de suas obras na Idade Média se deveu, em parte, a que havia morrido pela fé. Sem embargo, todas as provas indicam melhor que morreu por razões políticas. Certo que Teodorico era ariano, mas esse elemento não interveio na condenação de seu antigo ministro de Estado. Não é impossível que a ideia do martírio de Boécio haja procedido da convicção popular de que havia sido condenado "injustamente", já que na antiguidade se confundia facilmente o martírio com a condenação injusta, ainda que não interviesse o ódio da fé.
Desde o século XVIII, se apresentou um problema ainda mais fundamental: ¿Boécio praticava realmente o cristianismo na época de sua morte? Está fora de dúvida que durante muito tempo foi cristão e praticou sua religião. Com efeito, em 1877, se descobriu uma nova prova para confirmar que Boécio foi realmente o autor dos tratados teológicos que se lhe atribuem. Mas a dificuldade é a seguinte: ¿Como é possível que um cristão que havia escrito tratados em defesa da fé, se haja contentado, sob o peso de uma acusação injusta e achando-se ameaçado de morte, com escrever uma obra para próprio consolo, em que não há nada de propriamente cristão, excepto uma ou duas citações indirectas da Bíblia? Segundo Boswell, o historiador Johnson formulava assim o problema em 1770: "É surpreendente, dado o tema da obra e a situação em que se achava Boécio, que haja sido ´magis philosophus quam christianus´ (mais filósofo que cristão)". 
É impossível ignorar tal problema, por mais que ninguém o haja pranteado na Idade Média. Basta dizer que, quando se pranteou por primeira vez, os principais eruditos optaram mais por "descristianizar" a Boécio; mas, pouco a pouco, a teoria oposta foi tomando força, e actualmente se crê que Boécio permaneceu cristão até ao fim de sua vida. Citemos simplesmente a dos eruditos, um protestante e um católico: "O velho problema da posição religiosa de Boécio carece de sentido... Um teólogo cristão pode muito bem escrever a ´Consolação´, não para expor seu próprio ponto de vista, mas para ver enquanto filósofo os principais problemas do pensamento" (E. K. , em Harvard Studies in Classical Philology, vol. XI, pte. I). A Consolação da Filosofia é "uma obra mestra. Apesar de sua atitude deliberadamente reticente, constitui uma expressão perfeita da fusão do espírito cristão com a tradição clássica" (Christopher Dawson, em The Making of Europe, p. 51).

Em Pavía e na igreja de Santa Maria no Pórtico de Roma se celebra todavia a festa de São Severino Boécio, mártir. Poderia pensar-se que a confirmação de seu culto, levada a cabo por León XIII em 1883, sanou definitivamente os problemas do martírio e da religião de Boécio. Mas uma confirmação de culto, ainda que exija o maior respeito, não é um acto em que ele exerce sua infalibilidade. A confirmação do culto permite simplesmente que se siga venerando a uma personagem e nem sempre é precedida de um exame a fundo dos problemas históricos relacionados com esse personagem.

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Recolha, transcrição e tradução incompleta por António Fonseca