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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Padre Inácio Gomes - 29-10-1926/27-10-2005

 
Padre Inácio Gomes
Se fosse ainda vivo, faria hoje 83 anos o Revº Padre António Inácio Gomes, que em 12 de Junho de 1964 foi nomeado responsável pela criação da Paróquia Experimental da Senhora do Porto pelo Administrador Apostólico da Diocese do Porto, D. Florentino de Andrade e Silva. Presidiu depois em 22 de Março de 1966 ao Primeiro Encontro da Família Paroquial com o Padre Valdemar Alves Pinto; No mesmo dia mas em 1967, procedeu à erecção canónica da Paróquia da Senhora do Porto, sob Decreto de D. Florentino Andrade e Silva e em 26 de Novembro de 1967, inaugurou o pavilhão-capela do Bairro do Viso. Em Agosto de 1968, iniciou a campanha "Do tostão ao milhão" para a construção da Igreja da Senhora do Porto, procedendo-se em 11 de Setembro de 1969 à demolição da capela que ali existia anteriormente. Em 16 de Maio de 1971 foi efectuada a primeira celebração na cripta da nova Igreja  e em 2 de Julho de 1977 finalmente celebrou-se a primeira Missa na nave da nova Igreja, que foi presidida por D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto.

Em Fevereiro de 1980 iniciou-se a campanha "Vamos construir a Igreja do Viso". Em 23 de Fevereiro de 1980 realizou-se o primeiro concerto na Igreja Paroquial pelo Coro da Sé Catedral do Porto e em 25 de Fevereiro de 1981 colocou-se ali o relógio na torre sineira. Em 1 de Agosto de 1983 deu-se início à construção da Igreja de S. Paulo do Viso. Foi colocado o sacrário na Igreja Paroquial em 28 de Dezembro de 1984; inaugurou-se a Igreja de S. Paulo do Viso em 17 de Março de 1985; em 14 de Maio colocação do Cristo Crucificado na Igreja Paroquial e em 18 de Dezembro de 1987 colocou-se também Cristo Crucificado em S. Paulo do Viso. Em 18 de Junho de 1989 foi sagrado o altar e dedicada a Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Porto, em cerimónia presidida por D. Júlio Tavares Rebimbas, Arcebispo-Bispo do Porto e em 2 de Junho de 1990 foi colocado o sacrário na Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso.

Até ocorrer o seu falecimento em 27 de Outubro de 2005, o Padre António Inácio Gomes, teve ensejo de encetar novas "inaugurações" e realizar mais benefícios em toda a Paróquia, nomeadamente em 21 de Março de 2004 sob a presidência de D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto, ter procedido à sagração do altar e à Dedicação da Igreja da Comunidade do Bairro do Viso, a S. Paulo.

Durante mais de 40 anos foi um Padre excepcional, sempre no mesmo local (Igreja Paroquial da Senhora do Porto e Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso) ambas fazendo parte da freguesia de Ramalde, no Porto.

Isto foi possível principalmente devido à sua grande fé a que agregou toda a população católica destes locais, que conseguiu arranjar os milhares de contos necessários para as referidas construções.

Em 2004 adoeceu, foi operado a um rim, esteve em Junho de 2005 na Igreja da Comunidade de S. Paulo, para a celebração da Comunhão solene 2 meses depois, piorou, voltando a ser internado, falecendo na Casa de Saúde em 27 de Outubro de 2005 (dois dias antes de completar 79 anos...).

Hoje o seu Colega e Amigo o Senhor D. Manuel Martins - Emérito Bispo de Setúbal celebrará Missa de sufrágio do 4º aniversário do seu falecimento, com a presença possível dos Padre Mário Salgueirinho e Padre Álvaro Tavares, na Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso, pelas 18,30 horas. Aliás também ontem foi celebrada Missa com a mesma intenção na Igreja Paroquial da Senhora do Porto.

Que esteja em Paz com Deus, pedindo por todos nós.

Amen.Padre Inácio Gomes

António Fonseca

MIGUEL RUA, Santo (e outros) - 29 de Outubro

 

Miguel Rua, Beato

Sacerdote Salesiano, 6 de abril

Miguel Rúa, Beato

Miguel Rua, Beato

Presbítero Salesiano

Martirológio Romano: Em Turim, em Itália, beato Miguel Rua, presbítero, propagador exímio da Sociedade Salesiana (1910).

Foi acolhido desde menino por Don Bosco, cresceu no Oratório de Valdocco e, depois de professar entre os primeiríssimos jovens na Sociedade Salesiana, chegou a ser o braço direito do Fundador, com quem compartilhou sempre a vida e o ideal.
Foi Vigário do Santo, a quem sucedeu em 1888. Desenvolveu em continuidade, com atenta fidelidade de espírito e de acção, a obra herdada, levando-a a uma sólida organização interna e assegurando sua expansão externa.
Em semelhante quadro de fidelizar a Don Bosco, as características mais salientes de Don Rua foram - entre outras - uma grande e amável abertura pastoral e social, um trabalho incansável segundo o binómio de Don Bosco "trabalho e temperança", e, além disso, delicadeza humana, mansidão cordial, predilecção pelos jovens pobres, espírito oratoriano pelo que “cada casa - dizia - deve ser um oratório", ardente zelo missionário, solicitude pelos seculares…
Don Rua herdou de Don Bosco um vivo interesse pelos jovens trabalhadores e pela classe operária, e uma grande simpatia por toda forma de organização destinada a proteger e a defender os direitos do homem.
Em relações cordiais com o reformador social francês Leone Harmel desde 1875, prestou apoio e assistência aos numerosos grupos de operários do outro lado dos Alpes que repetidas vezes manifestaram também em Itália e também diante do Papa da "Rerum Novarum" suas opções cristãs de operários.
A este trabalho do Beato Miguel Rua se deve a fundação em Turim do primeiro Sindicato Católico das Obreiras da Moda, e foram frequentes as suas iniciativas em casos de greves para restabelecer - salvando os direitos fundamentais das pessoas - as relações mais justas entre operários e patrões. A fama de santidade que acompanhou a Don Rua durante toda sua vida cresceu depois de sua morte. Paulo VI o beatificou em 29 de Outubre de 1972.
O calendário litúrgico salesiano celebra ao Beato Miguel Rua em 29 de Outubro.

 

Narciso de Jerusalém, Santo
Bispo, 29 Outubro

Narciso de Jerusalén, Santo

Narciso de Jerusalém, Santo

Outubro 29

A inveja é má. São temíveis para os pais os "zelos" que mostram alguns pequenos quando vem ao lar um novo irmão. Enchem a casa de dissensões e discórdias entre as crianças, ante o cuidado normal que os pais dão a seus outros irmãos. Esta situação chega a ser, em ocasiões, mortificante para os pais quando se dão numa casa. O bom do assunto é que de ordinário passa rápido, basta adquirir um maior grau de maturidade natural. O mal do caso é não cuidar as pequenas invejas e permitir que se assentem no homem tomando o cariz de pecado.
Narciso nasceu em finais do século I em Jerusalém e se formou no cristianismo bebendo nas mesmas fontes da nova religião. Devem ter sido seus catequistas aqueles que o próprio Salvador havia formado os que escutaram aos Apóstolos.
Era já presbítero modelo com Valente ou com o Bispo Dulciano. Foi consagrado bispo, trigésimo da sede de Jerusalém, em 180, quando era de avançada idade, mas con o ânimo e dinamismo de um jovem. No ano 195 assiste e preside o concílio de Cesareia para unificar com Roma o dia da celebração da Páscoa.
Permitiu Deus que o visitasse a calunia. Três de seus clérigos —também da segunda ou terceira gerariam de cristãos- não puderam resistir ao exemplo de sua vida, nem suas repreensões, nem seu êxito. Se conjuraram para acusá-lo, sem que saibamos o conteúdo, de um crime atroz. ¡Parece fábula que isto possa passar entre cristãos!
Vem o perdão do santo a seus invejosos difamadores e toma a decisão de abandonar o governo da grei, vendo com humildade no acontecimento a mão de Deus. Secretamente se retira para um lugar desconhecido onde permanece oito anos.
Deus, que tem toda a eternidade para premiar ou castigar, algumas vezes o faz também nesta vida, como no presente caso. Um dos maldizentes faz penitência e confessa em público sua infâmia. Regressa Narciso de seu auto-desterro e permanece já acompanhando a seus fieis até bem passados os cem anos. Neste último tramo de vida o ajuda Alejandro, bispo de Flaviada na Capadócia, que lhe sucede.

O vício capital da inveja apresenta um quadro de tristeza permanente ante a contemplação dos bens materiais ou morais que outros possuem. No moral, é pecado porque a caridade é amar e, quando se ama, há alegria com os bens do amado. Quando há inveja não há amor, há egoísmo, desordem, pecado.
O invejoso vive encolhido -quase sem vida- pelo bem que adverte no outro e que ele anseia ter. Em ocasiões extremas pode chegar a converter-se numa anomalia psíquica perigosa já que leva à cegueira e desespero cujas consequências vão da maledicência ao crime, passando pela calunia e a traição: o invejoso se considera incapaz de alcançar as qualidades alheias; a estima que os demais desfrutam é considerada como um roubo do carinho que ele merece; na eficácia do trabalho alheio, acompanhado de êxito e merecidos triunfos, o invejoso vê intriga.
Ontem e hoje houve e há invejosos. Aos próximos toca sofrer pacientemente as consequências. Sem olvidar que a inveja foi a causa humana que levou o Senhor ao Calvário.
¡Graças, São Narciso, porque me dás exemplo de paciência ante a cruz!
Visita a Web de São Narciso

Cayetano (Gaetano) Errico, Santo
Sacerdote e Fundador, 29 de Outubro

Cayetano (Gaetano) Errico, Santo

Cayetano (Gaetano) Errico, Santo

Presbítero e Fundador
da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações

Martirológio Romano: Em Secondigliano, perto de Nápoles, na Campania, santo Cayetano Errico, presbítero, que fomentou os retiros espirituais e a devoção à Eucaristia, para ganhar almas para Cristo, fundando também a Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.
Etimologia: Cayetano = Aquele que é nascido em Caieta, porto de Campania, actualmente Gaeta; é de origem latino
Nasceu em Secondigliano (Nápoles), em 19 Outubro de 1791. Era impedido pela lei de seu tempo, de ingressar a um Instituto Religioso, mas aderiu ao Clero de Nápoles, frequentando assim o Seminário Arquidiocesano de Esterno, sendo ordenado sacerdote em 23 de Setembro de 1815.
Se dedicou muito ao trabalho sobre a promoção social com os mais pobres e abandonados, logo, mais adiante, sem deixar de lado este labor, se dedicou com grande fervor à evangelização e com bastante particularidade ao exercício do Sacramento da Reconciliação.
Sua acção apostólica foi muitas vezes obstaculizada e combatida, dado que lutava por abolir os resíduos que ficaram do jansenismo e marginalizar toda acção anti-cristã das seitas. Foi fortemente atacado, foi atentado e ameaçado de estar preso e de morte.
Em 1833 funda uma Congregação missionária, dedicada à "consagração das acções, estudos, experiências e a vida toda, para assim poder fazer conhecer a todos os povos o ardente amor do Sagrado Coração para com eles e acender em seus corações o fogo do divino amor".
Esta Congregação é aprovada definitivamente pelo Papa Pío IX em 1846. Foi o grande Apóstolo da devoção ao Santíssimo Coração de Jesus e de Maria ao sul de Itália, propagando tal devoção ante mediante a "Pia União dos Santíssimos Corações" e o "Culto Perpétuo ao Santíssimo Coração" instituídos por ele. Constantemente se dedicava à oração, passando frequentemente a noite em adoração ao Santíssimo Sacramento.
Dotado de dons sobrenaturais (bi-locação, êxtases e escrutínio do coração) foi aclamado e amado pelo povo, consultado e estimado por Cardeais e Pontífices. O Cardeal Riario Sforza, Arcebispo de Nápoles, ao inteirar-se de sua morte, em 29 de Outubro de 1860, exclamou: "Se há partido a coluna mais forte de minha diocese". Em 4 de Outubro de 1974 foram-lhe reconhecidas suas Virtudes em Grau Heróico, pelo Papa Paulo VI.
Seu filhos espirituais trabalham anunciando o Evangelho em Itália, América do Sul, América do Norte e na Índia. 
O Padre Gaetano Errico foi beatificado em 14 de Abril de 2002 por S.S. João Paulo II, e canonizado em 12 de Outubro de 2008 por S.S. Bento XVI.

Honorato de Vercelli, Santo
Bispo, 29 Outubro

Honorato de Vercelli, Santo

Honorato de Vercelli, Santo

O bispo Honorato de Vercelli tem unido seu nome ao de seu contemporâneo Santo Ambrósio.
Em muitas pinturas se representa dando a comunhão ao moribundo bispo geral de Milão, sinal de uma forte união episcopal.
Viveu em finais do século III e início do século IV, era difícil com a comunidade dividida por cismas e heresias.
Em Vercelli logo depois da morte do bispo Limenio, a eleição de Honorato como bispo teve muita oposição. Santo Ambrósio teve que usar toda a sua autoridade para o consagrar pessoalmente.
Os factos demonstraram que sua confiança estava bem fundada, como o recorda uma placa na Catedral de Vercelli.
Honorato foi um digno discípulo de Eusébio e um pregador incansável da doutrina católica contra as influências arianas.
Seu labor episcopal durou aproximadamente duas décadas.

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca