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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

CARLOS BORROMEO, SANTO (e outros) - 4 de Novembro

Carlos Borromeo, Santo
Arcebispo de Milão, Novembro 4

Carlos Borromeo, Santo

Carlos Borromeo, Santo

Cardeal Arcebispo de Milão

Martirológio Romano: Memória de são Carlos Borromeo, bispo, que nomeado cardeal por seu tio materno, o papa Pio IV, e eleito bispo de Milão, foi nesta sede um verdadeiro pastor fiel, preocupado pelas necessidades da Igreja de seu tempo, e para a formação do clero convocou sínodos e erigiu seminários, visitou muchas vezes toda sua diocese com o fim de fomentar os costumes cristãos e deu muitas normas para bem dos fieis. Passou à pátria celeste na data de ontem (1584)
Etimologia: Carlos = Aquele que é dotado de nobre inteligência, é de origem germânica
A gigantesca estátua que seus concidadãos lhe dedicaram em Arona, sobre o Lago Maior no norte de Itália, expressa muito bem a grande estatura humana e espiritual deste santo activo, benfeitor e comprometido em todos os campos do apostolado cristão.
Havia nascido em 1538. Sobrinho do Papa Pío IV, foi criado cardeal diácono quando só tinha 21 anos. O próprio Papa o nomeou secretário de Estado, sendo o primeiro que desempenhou este cargo no sentido moderno. Ainda permanecendo em Roma para dirigir os assuntos, teve o privilégio de poder administrar desde longe a arquidiocese de Milão.
Quando morreu seu irmão mais velho, renunciou definitivamente ao título de conde e à sucessão, e preferiu ser ordenado sacerdote e bispo aos 24 anos de idade. Dois anos depois, morto o Papa Pío IV, Carlos Borromeo deixou definitivamente Roma e foi recebido triunfalmente na sede episcopal de Milão, onde permaneceu até à morte, quando tinha só 46 anos. 
Numa diocese que reunia aos povos de Lombardia, Veneza, Suíça, Piemonte e Ligúria, Carlos estava presente em todas as partes. Seu escudo levava um lema de uma só palavra: “Humilitas”, humildade. Não era uma simples curiosidade heráldica, mas uma eleição precisa: ele, nobre e riquíssimo, se privava de tudo e vivia em contacto com o povo para escutar suas necessidades e confidências. Foi chamado “pai dos pobres”, e o foi no pleno sentido da palavra. Empregou todos seus bens na construção de hospitais, hospícios e casas de formação para o clero.
Se comprometeu em levar adiante as reformas sugeridas pelo concílio de Trento, de que foi um dos principais actores. Animado por um sincero espírito de reforma, impôs uma rígida disciplina ao clero e aos religiosos, sem se preocupar pelas hostilidades que se iam formando nos que não queriam renunciar a certos privilégios que brindava a vida eclesiástica e religiosa. Foi salvo de um atentado enquanto rezava na capela, mas saiu ileso, perdoando generosamente a seu atacante.
Durante a longa e terrível epidemia que estalou em 1576, viajou a todos os lugares de sua diocese. Empregou todas as energias e sua caridade não conheceu limites. Mas sua robusta natureza teve que ceder ante o peso de tanta fadiga. Morreu em 3 de Novembro de 1584. Foi canonizado em 1610 pelo Papa Paulo V.
Se queres saber mais consulta
corazones.org

Elena Enselmini, Beata
Virgem Clarissa, Novembro 4

Elena Enselmini, Beata

Elena Enselmini, Beata

Virgem Clarissa

Martirológio Romano: Em Pádua, na região de Veneza, beata Elena Enselmini, virgem da Ordem das Clarissas, que sofreu com admirável paciência multidão de dores e até a perda da fala (1242).
Etimologia: Elena = Aquela que brilha como uma tocha, da língua grega
A sorte vem em nossa ajuda com um documento de importância excepcional, conservado na Biblioteca Antoniana, o Códice 559, que descreve as vidas de santo António, do beato António Manzoni e da beata Elena Enselmini. As compôs entre os anos 1433 e 1437 o notário Sicco Polentone, arquivista municipal, filósofo, astrólogo, literário e escritor de numerosas obras, uma das personalidades mais destacadas de Pádua humanista do século XV. 
O código, copiado com elegante escrita em 1439 pelo conventual frei Giacomo, "era considerado -diz o padre Ruggero Lotto- um "best seller" do século XV e, ainda que não seja obra de alto nível, não deixa de ser um interessante documento de sociologia religiosa, de que emana a mansa luz de uma simpática jovem santa, a que nos sentimos afectuosamente próximos, inclusive depois de tanto passar de séculos". 
Num latim elegante, Polentone inicia assim: "Meu querido filho Lázaro, há muito que me solicitas e incitas a escrever as memórias de beato António Pellegrino e da beata Elena, monja da ordem franciscana. Sempre me há parecido justa e louvável esta tua petição. Pois, se bem que o culto de nenhum dos dois tenha sido aprovado pelo sumo pontífice, um e outra são conhecidos, sem embargo, por seus milagres, e venerados como beatos pela opinião do povo. Além disso, são de boa raça paduana: António era originário dos Manzoni. Elena, dos Enselmini, a cuja estirpe pertence também sua mãe". 
A jovenzinha Elena se fez monja para servir ao Senhor no mosteiro que hospedava, em duas moradas distintas, as monjas e os frades da Ordem de são Francisco, numa zona chamada "a Cela velha" (a actual Arcella), mosteiro destruído em 1509, para realizar a "esplanada".
Acrescenta o historiador: "Nenhuma mais diligente que ela na oração litúrgica, nenhuma mais obediente à abadessa, nenhuma mais observante da regra, nenhuma mais solícita em realizar as tarefas domésticas. Sua vida estava tecida de penitências e jejuns, cheia de santidade e austeridade. Tão áspera foi sua existência, que, esgotada, com frequência caía enferma, vítima da febre".
Mais além do intento hagiográfico e enaltecedor, Sicco, autor de indubitável probidade, realizou cuidadosas investigações sobre ela, dispondo de excelentes fontes no antigo mosteiro da Arcella, antes de incendiar-se o arquivo.
De compleição grácil e enfermiça, padeceu nos últimos quinze meses de vida repetidas febres, e permaneceu durante três meses sem comer, nem beber, nem pronunciar palavra.
O historiador se detém, amplamente em descrever as visões celestiais das que gozou Elena, como indício de sua união com o Senhor, visões que ela, de palavra, dava a conhecer às irmãs, e cujos conteúdos sabiam também a premonição.
Em 4 de Outubro de 1231, arrebatada em êxtase, viu aos santos Francisco e António em atitude de cantar louvores do Senhor. Em definitivo, "o céu na cela", até 4 de Novembro, quando expirou, aos 24 anos. Polentone conclui assim: "Desde o dia de seu transito até hoje, seu corpo se conserva tão bem, que não pode ver-se sem admirar-se, e isso por um privilégio divino que testifica a santidade de Elena". E acrescenta un halo de mistério: "
A miúdo, especialmente quando cai algum desastre sobre a cidade, tem ocorrido que o corpo de Elena se agitou con estrépito, quase como se quisesse prever o futuro".
Podemos dizer que seu corpo sofreu na morte um processo natural de mumificação e ficou intacto, e as manifestações de tremor são exageradas, mas revelam a espontaneidade de uma devoção popular para esta ilustre clarissa.
Seu corpo, por uma circunstância fortuita, foi colocado numa urna e conservado na pequena igreja do mosteiro, até ao ano 1509, em que foi trasladado para a igreja de Santa María dos Arménios, logo chamada da Beata Elena. E, desde 1810, foi trasladado para a de Santa Sofia, onde permaneceu até  23 de Maio de 1958, em que foi devolvido à igreja de La Arcella.
Em 29 de Outubro de 1695, o papa Inocêncio XII a inscreveu no Catálogo dos beatos, reconhecendo seu culto secular, e em 1956 se iniciaram os trâmites para sua canonização.
A caixa de madeira da beata, na capela do beato Lucas
Quando as clarisas de Arcella se trasladaram em 1509 para o mosteiro de Santa Elena, e logo ao de São Bernardino, levaram consigo o corpo da beata. Mas, ao ser suprimidos os referidos mosteiros no ano 1810, ofereceram seu tesouro à Basílica [de Santo António]. De modo que, em 20 de Maio, o corpo de Elena Enselmini foi levado para a sacristia do templo antoniano, e ali guardado. Entretanto, os presidentes de Arca pediram ao bispo Dondi dell´Orologio que o deixasse na igreja, mas em 6 de Junho seguinte, "muito irado pela doação das monjas, e mais ainda pela subtracção nocturna, havia mandado colocar os selos, ordenando que fosse entregue à igreja de Santa Sofia, para ser venerado junto à beata Beatriz de Este". 
A caixa que guardou os ossos de Elena até 1810 foi primeiro colocada na urna que havia sido de santo António, debaixo do altar do
beato Lucas Belludi, e logo, em 1985, na urna encastrada na parede.
Presença de Elena na arte e nas relíquias
A reliquia de um braço foi doada à igreja de Santa Sofia, enquanto que seu corpo se conserva ainda sob o altar do templo de Arcella.
Para encontrar um relicário da beata Elena há que mudar-se a sacristia da Basílica. Firmado pelo artista Pinton, é das primeiras décadas do século passado, de tipo arquitectónico, em prata lavrada e repuxada, cujo nó e receptáculo representa a fachada da igreja de Arcella. No cimo da pequena cúpula preside uma estátua de Elena.
Uma bela imagem dela a encontramos na porta de bronze norte da Basílica, chamada "dos beatos Lucas e Elena". Antes era a entrada mais utilizada. Fundida em 1904 pelo paduano Giuseppe Michieli, a doou o doutor Giovanni Guolo, e uma inscrição a recorda como "virgem paduana".
Entrando no claustro do Noviciado se pode admirar uma bonita pintura dela, dentro de uma monófora, no lado ocidental. É uma reprodução de 1994, de uma pintura que realizou o artista de Bérgamo Giuseppe Amadio Riva, em 1923. O actual foi realizado, curiosamente, não em base ao bronze original, mas a uma cópia sua firmada por Giovanni Zabai em 1932. A beata sustenta um lírio e um livro, claro indício da pureza de vida elevada por ela, na sequela da Palavra do Senhor.
Na igreja de Arcella há mais recordações de Elena. Em primeira lugar, na estátua do pequeno ornato à direita da fachada, obra de Pedro Bertocco. Logo, na capela dos "Santos franciscanos", onde está representada num lenço de Pedro Pajetta (1905), e em outras pinturas.

Amâncio, Santo
Bispo de Rodez, Novembro 4

Amancio, Santo

Amâncio, Santo

Bispo

Martirológio Romano: Em Rodez, de Aquitania, santo Amâncio, bispo, a quem se tem pelo primeiro desta cidade (s. V).
Etimologia: Amâncio = amante, amoroso. Vem da língua latina.
O jovem Amâncio foi um amante autêntico desta verdade de santo Agostinho.
Venâncio de Poitiers é quem nos há proporcionado mais notícias acerca de sua vida. Nasceu na cidade de Rodez, França.
Quando chegou a sua juventude, pensou que o melhor para sua vida era deixar tudo por amor a Jesus. Estamos no século V.
Dadas suas boas qualidades e suas virtudes, o nomearam bispo de Narbona (ano 401). Eram tempos maus porque a cidade estava todavia, em grande parte, sob o domínio dos pagãos.
Uma vez que fez su trabalho apostólico neste lugar, se foi a Rodez para fazer obras de conversão ao cristianismo.
Um dia, um dos chefes da cidade, lhe disse que não deixaria de ser pagão enquanto não visse um milagre com seus próprios olhos.
Lhe propôs que o rio Laterne subisse pelas muralhas. O bispo aceitou a ideia ou aposta.
Amâncio invocou a Deus. O milagre se levou a cabo. E todos quantos o viam, comentavam que o melhor era converter-se ao Deus que anunciava o bom de Amâncio.
Noutra ocasião, comenta seu biógrafo, soube ser tão generoso que perdoou a vida a um condenado à morte.
Estava cheio de Deus e, portanto, lhe era fácil fazer tudo aquilo que tivesse uma repercussão na obra evangelizadora.
Mas, apesar de quanto fez, a autoridade não o queria. Enquanto estava rezando, o governador foi ferido de morte. A cada insulto que faziam a Amâncio, ele respondia com amabilidade. Morreu já ancião no ano 445.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Francisca de Amboise, Beata
Religiosa Carmelita, Novembro 4

Francisca de Amboise, Beata

Francisca de Amboise, Beata

Religiosa Carmelita

Martirológio Romano: No convento de Nossa Senhora des Cöts, de Nantes, em França, beata Francisca de Amboise, que, sendo duquesa de Bretanha, fundou em Vannes o primeiro Carmelo feminino francês, onde se retirou como serva de Cristo ao ficar viúva (1475).
Nasceu em Thouars (França) em 28 de Setembro de 1427, filha do visconde Luis e da baronesa María de Rieux.
Aos quatro anos foi prometida esposa de Pedro, filho do duque de Bretanha. Sua futura sogra, Juana, irmã do rei Carlos VII de França, imprimiu em sua alma um espírito profundamente cristão.
Em 1450, na catedral de Reims, era coroada como Duquesa de Bretanha juntamente com seu esposo, Pedro. De comum acordo com ele, decidiram conservar-se castos e oferecer à alta sociedade um modelo de lar cristão com a prática assídua de excelsas virtudes. Juntos se consagraram à Virgem Maria em seu santuário de Folgoët, onde deixaram fundada uma missa para ser celebrada todos os sábados.
Francisca soube travar os excessos da moda feminina na corte e se dedicou particularmente a obras de piedade e caridade.
Todos as quartas-feiras sentava a sua mesa a 11 donzelas pobres, no dia de Natal escolhia a uma criança pobre, a vestia com trajes novos e a hospedava como representante do Menino Jesus, em quinta-feira santa lavava os pés a doze pobres e lhes oferecia um traje novo.
Trabalhou tanto em favor da religião católica que, segundo diz um historiador, "Deus se serviu  desta jovem para realizar uma reforma geral na Bretanha e para fazer reflorescer, depois de tantas desgraças e misérias, um século de Ouro"
Morto seu esposo e conhecedora a fundo das misérias da corte, resolveu fazer-se monja de clausura. Mil dificuldades lhe apareceram; Luis Xl, rei de França, pôs em jogo todos os meios para que desistisse, mas tudo foi em vão, e o monarca acabou de se desenganar quando ela no acto de receber a comunhão, fez em alta voz o voto de castidade.
Depois de um providencial encontro com o beato Juan Soreth (+1471), ao saxão Prior Geral dos carmelitas, se decidiu a ingressar entre as monjas carmelitas de clausura que haviam sido instituídas pouco antes canonicamente pela Bula de Nicolás V "Cum nula", de 7 de Outubro de 1452.
O próprio Beato o impôs com toda solenidade o hábito uma vez resolvidos todos seus compromissos ducais.
Junto com um grupo de carmelitas vindas de Bélgica, iniciou Francisca sua vida religiosa no convento de Bondón, fundado por ela mesma.
Renunciou a seus títulos e não quis trato nem distinção especial, mas sim ser considerada como "Humilde serva de Cristo".
Desde então seu grande empenho foi o de fazer efectiva sua total entrega a Deus.
Nomeada prioresa pela comunidade, teve que se dirigir mais tarde com o mesmo título a um novo convento, fundado também por ela perto de Nantes.
No exercício deste cargo alimentava o espírito de suas religiosas com sábias "Exortações", que foram publicadas mais tarde. Ela era exemplar em todas as virtudes, descolando por seu espírito de oração e penitência.
Insistiu sempre na prática do silêncio, a obediência e a pobreza. Introduziu a comunhão frequente e uma estrita clausura. Foram suas últimas palavras:
Adeus, filhas minhas! Vou a provar que é amar a Deus sobre todas as coisas".
Bem pode ser chamada como a "Mãe" das carmelitas, já que é a primeira santa desde que o Carmelo feminino teve existência canónica.
Em 4.11.1485 expirou santamente.
Seu culto foi reconhecido pelo papa Pío IX em 16 de Julho de 1867.

Emérico de Hungría, Beato
Príncipe, Novembro 4

Emerico de Hungría, Beato

Emerico de Hungría, Beato

Príncipe

Martirológio Romano: Junto a Alba Real (Székesfehérvár), em Panonia (hoje Hungría), são Emerico ou Enrique, filho de santo Esteban, rei dos húngaros, surpreendido por uma morte imprevista (1031).
Etimologia: Emérico = pátria potente, é de origem germânica

Em 1931, se celebrou com grande solenidade na Hungría o nono centenário da morte do Beato Emérico.
Desgraçadamente, não temos muitos dados fidedignos sobre sua vida. Foi o único filho de Santo Esteban, rei de Hungría.
Nasceu em 1007, e São Gerardo de Sagredo se encarregou de sua educação. Quando o imperador Conrado II projectava apoderar-se das rendas da diocese de Bamberga, propôs ao jovem Emérico que participasse na espoliação, mas o rei Santo Esteban o impediu.
As "instruções" de Santo Esteban a seu filho não são autênticas. É certo que o monarca tinha a intenção de compartilhar suas responsabilidades com Emérico (ainda que seja falso que haja numa caçada.
Quando lhe chegou a notícia, Santo Esteban exclamou: "Deus o amava, por isso mo tirou tão cedo". O príncipe foi sepultado na igreja de Szckesfehervar e, em seu sepulcro se obraram numerosos milagres.
O pai e o filho foram elevados à honra dos altares ao mesmo tempo, em 1083. Comummente se atribui a Emérico o título de santo mas o Martirológio Romano lhe chama "Beatus".

Vidal e Agrícola, Santos
Proto-mártires bolonheses, Novembro 4

Vidal y Agrícola, Santos

Vidal e Agrícola, Santos

Proto-mártires Bolonheses

Martirológio Romano: Em Bolonha, da Emilia, santos Vidal e Agrícola, mártires, que, segundo nos refere santo Ambrósio, o primeiro deles foi antes servo do segundo e logo companheiro e colega no martírio. Vidal padeceu tantos tormentos que não lhe ficou parte de seu corpo sem feridas e Agrícola, por sua vez, sem se assustar pelo suplício de seu antigo criado, o imitou no mesmo martírio, sendo crucificado (304).
Etimologia:
Vidal = aquele que está cheio de vida, vem do latim.
Agrícola = aquele que vem do campo, vem do latim.

Os Santos Mártires Vidal e Agrícola, em Bolonha. O primeiro sendo escravo do segundo, chegou  depois a ser companheiro seu no martírio: atormentaram-no  os perseguidores com tal crueldade, que em todo seu corpo não se encontrava uma parte sã; o qual sofreu com a maior constância, e posto em oração entregou sua alma a Deus.
A Agrícola lhe deram morte encravado numa cruz com muitíssimos cravos. Santo Ambrósio, que se achava presente na traslação destes Santos, refere que recolheu os cravos, o sangue vencedor e a cruz, e colocou tudo debaixo do sagrado altar. O citado Santo Ambrósio nos informa de que Agrícola era um cavaleiro de Bolonha, e que Vidal, seu escravo, aprendeu dele a religião cristã, e recebeu primeiro a coroa, porque para Cristo não há diferenças na condição de servo nem de senhor. Ambos foram presos provavelmente no ano 304. O castigo de Agrícola foi dilatado por uma cruel compaixão por ver os tormentos do servo o fazia mudar de resolução; mas longe disso ficou ainda mais animado com o exemplo.
Então toda a compaixão do povo e dos juízes se converteu em furor, e o corpo do Mártir encravado numa cruz foi tão ferido e penetrado de inumeráveis cravos, que o número de suas feridas excedeu em muito ao de seus membros. Os Corpos dos Mártires foram colocados em lugar da sepultura dos judeus. Fugindo Santo Ambrósio das mãos do tirano Eugénio, entrou em Bolonha no ano 393, e ali descobriu estas relíquias. Juliana, devota viúva de Florença, o convidou a dedicar uma Igreja que havia fundado naquela cidade, e lhe pediu este tesouro: o que não teve arbítrio de lhe negar uma parte delas, e cujo valor ponderou muito ele mesmo as três filhas de Juliana, mandando-as que recebessem com respeito, como presente de salvação.

Félix de Valois, Santo
Trinitário, Novembro 4

Felix de Valois, Santo

Félix de Valois, Santo

Fundador

Martirológio Romano: Em Cerfroid, no território de Meaux, em França, são Félix de Valois, que, depois de uma longa vida de solitário, se considera companheiro de são Juan de Mata na fundação da Ordem da Santíssima Trindade, para a redenção dos cativos (1212).
Etimologia: Félix = Aquele que é feliz. Da língua latina.
Alguns escritos da "Ordem da Santíssima Trindade", afirmam que São Félix levava o apelido de Valois porque pertencia à família real de França, mas na realidade o nome provêm da província de Valois onde habitou originalmente.
Segundo se diz, viveu como ermitão no bosque de Gandelu, na diocese de Soissons, num povo chamado Cerfroid. Tinha o propósito de passar sua vida na obscuridade mas Deus o dispôs de outro modo.
Com efeito, São João de Mata, discípulo de São Félix, lhe propôs que fundasse uma ordem para o resgate dos cativos. Ainda que o santo tivesse já setenta anos, se ofereceu a fazer e sofrer quanto Deus quisesse por um fim tão nobre. Assim, os dois santos partiram juntos a Roma no inverno de 1197 para solicitar a aprovação da Santa Sé.
São Félix propaga a ordem em Itália e França. Em París fundou o convento de São Maturino e quando São Juan voltou a Roma, São Félix apesar de sua avançada idade, administrou a província francesa e a casa mãe da ordem em Cerfroid. Aí morreu aos oitenta e seis anos de idade em 1212.
Segundo a tradição dos trinitários, os dois santos foram canonizados pelo Papa Urbano IV em 1262. Alexandre VII confirmou o culto dos dois fundadores em 1666.
Em 4 de Novembro recordamos seu ingresso no Reino, e em 20 do mesmo mês se celebra sua festa litúrgica.

Outros Santos e Beatos
Completando o santoral deste dia, Novembro 4

 

São Pierio, presbítero

Comemoração de são Pierio, presbítero de Alejandría, ilustrado nos temas filosóficos, mas mais esclarecido ainda pela integridade de sua vida e sua voluntária pobreza. Enquanto Teonas dirigia a Igreja alexandrina, explicou com profundidade ao povo as divinas Escrituras, e em Roma, depois da perseguição, descansou em paz (s. IV).


São Perpétuo, bispo


Em Maastricht, junto ao Mossa, em Brabante, de Austrásia, são Perpétuo, bispo (c. 620).

Santa Modesta, abadessa

Em Tréveris, de Austrásia, santa Modesta, abadessa, que, consagrada a Deus desde a infância, foi a primeira que presidiu à comunidade de monjas do cenóbio «ad Horreum» (Öhren) na cidade, e esteve unida com santa Gertrudes de Nivelles em total familiaridade, baseada em Deus (680).

SAN NICANDRO DE MIRA

São Nicandro,bispo, e Hermas, presbítero, mártires

Em Mira, de Licia, santos mártires Nicandro, bispo, e Hermas, presbítero (c. s. IV).

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca