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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CLEMENTE I, Papa e Santo (e outros) - 23 de Novembro

Cristo Rey del Universo

Cristo Rei do Universo

(Celebrou-se ontem Domingo, dia 22 de Novembro de 2009)

Foi o Papa Pio XI, em 11 de Dezembro de 1925, quem instituiu esta solenidade que encerra o tempo ordinário. Seu propósito é recordar a soberania universal de Jesus Cristo. É uma verdade que sempre a Igreja professou e pela qual todo o fiel está disposto a morrer.
Cristo é rei do universo porque é Deus. O Pai o pôs tudo em suas mãos e devemos obedecer-lhe em tudo. Não será justo apelar ao amor como pretexto para ser frouxo na obediência a Deus. Em nossa relação com Deus, a obediência e o amor são inseparáveis. 
O que tem meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e o que me ame, será amado de meu Pai; e eu o amarei e me manifestarei a ele.» -João 14,21
Ninguém e nenhuma lei está acima de Deus. O Pontífice Leão XIII ensinava na "Inmortale Dei" a obrigação dos Estados em render culto público a Deus, homenageando sua soberania universal.
Diferente aos homens, Deus exerce sempre sua autoridade para o bem. Quem confia em Deus, quem conhece seu amor não deixará de obedecer-lhe em tudo, ainda que não compreenda as razões de Deus.
Se desejas conhecer mais sobre esta celebração faz click
AQUI

Clemente I, Santo

Clemente I, Santo

IV Papa da Igreja Católica  -  (entre os anos 93 a 101)

A comunidade cristã de Corinto, radicada numa das cidades mais cosmopolitas, deu -misturados com muitas alegrias-, alguns motivos de preocupação; já em tempos do apóstolo Paulo que doutrinou aos primeiros houve problemas com alguns cristãos que perdiam sua força pela boca e se mostraram indisciplinados. Anos depois se repetiu a história dos carismáticos que não aceitavam submeter-se à autoridade dos legítimos pastores. O papa Clemente teve que intervir nesses episódios pouco agradáveis, molestos e preocupantes; era preciso corrigir a desunião e evitar o perigo cismático.
Clemente I, bispo de Roma durante dez anos, mandou àqueles fieis uma esplêndida carta que levaram Cláudio Efebo, Valério e Fortunato.

Clemente I, Santo

Clemente I, Santo

Está escrita em grego, que era então o idioma oficial, e transportava a Corinto a paternal recomendação de praticar a caridade fraterna. Não figura no escrito o nome de seu autor, mas a análise interna induz a pensar quase concerteza que o autor, ao ser bispo e de Roma, deve ser o papa Clemente, o quarto papa, terceiro sucessor de Pedro, depois de Lino e Cleto, por isso se lhe atribui com toda a probabilidade. De facto, assim o entenderam Eusébio de Cesareia que qualifica a carta como "universalmente admitida, longa e admirável", Orígenes e o resto dos escritores eclesiásticos.
Clemente está incluído no Canon da Missa e aparece mencionado nos antigos calendários.
Algumas Actas legendárias -com toda a probabilidade falsas- o apresentam aparentado com a família imperial, como se fosse primo de Domiciano, ou parente daquele Flávio Clemente que mandou matar o imperador pelo crime de "ateísmo". Outros testemunhos aduzem sua condição de liberto da casa Flávia; uns afirmam que procedia do paganismo, enquanto que outros o apresentam com ascendência judia. Há quem o quer identificar com o homónimo mencionado pelo Apóstolo Paulo na carta aos Filipenses como colaborador seu, e até afirma algo mais que foi convertido em Roma pela pregação de Pedro.
Seja como for, através do escrito se vê a fina figura de um papa conhecedor do Antigo e Novo Testamento e bem experimentado no espírita de oração. Fala de forma arrebatada da fé, origem da disposição humilde de onde nasce a aceitação da autoridade; expõe -com a segurança que dão as disposições divinas e não as componentes humanas- a existência da autoridade hierárquica proveniente da vontade fundacional de Cristo, e chama à comunidade universal dos crentes "corpo de Cristo" e "rebanho"; não falta o recurso à "tradição recebida" para chegar à concórdia da fé e recuperar a paz.
É admirável descobrir com nitidez a consciência de sua autoridade e de sua obrigação universal ao intervir em um dos primeiros conflitos, em virtude de sua suprema autoridade. Com tom digníssimo e de grande solicitude paternal, Roma ordenou e foi obedecida.
A carta se considera tão autorizada pelos destinatários que sessenta anos mais tarde ainda se lia aos fieis, na assembleia dominical, segundo consta por testemunho de Dionísio de Corinto.
Parágrafos da carta de Clemente dão a entender que se escreveu ao finalizar uma das perseguições, provavelmente a de Domiciano, imperador ao que o poder o mudou inesperadamente de pacífico a cruel.
Clemente morreu mártir ao final do século I.
Em torno à sua morte tampouco falta o relato imaginativo das actas tardias (s. IV) configuradas com uma frondosa literatura que intenta realçar a figura do santo. Supõem que o imperador Trajano o desterrou para Quersoneso, na Crimea, condenando-o a trabalhos forçados numa quinta, por se negar a dar culto aos ídolos. A lenda referirá abundância de actos prodigiosos como o ter sido atirado à água no mar Negro com uma ancora atada a seu pescoço; mas um anjo enviado por Deus fez no fundo do mar um magnífico sepulcro de mármore; cada aniversário de sua morte podiam os fieis visitá-lo com os pés secos e quando uma mãe esqueceu-se numa ocasião de seu filho ali, o encontrou no ano seguinte vivo.
A ancora que está presente em sua iconografia nos sugere a firmeza da fé e a segurança da unidade das que foi Clemente eminente campeão com sua enérgica defesa ao manter o princípio da autoridade primacial da sede romana. Em meio das perseguições, o bispo de Roma a indiscutível voz suprema do magistério.
¿Queres saber mais? Consulta
ewtn
Hoje também se festeja a Santa Lucrécia
¡Felicidades aos Clementes e Lucrécias!

 

Lucrécia de Mérida, Santa
Mártir, 23 Novembro

Lucrecia de Merida, Santa

Lucrécia de Mérida, Santa

Segundo o Martyrologium Usuardi († 877) aparece distinta de sua homónima, companheira de S. Eulógio de Córdoba, celebrada nas "Kalendas Junii", em 23 de Novembro.
O Martyrologium Romanum diz que sofreu martírio na perseguição de Diocleciano, sob "Daciano praeside".
Em outros tempos foi muito venerada na cidade, onde tinha uma basílica dedicada, segundo o autor das "Vitas Sanctorum Patrum Emeritensium", Doutor D. Aquilino Camacho.
Não se há identificado na cidade de Mérida a igreja da santa. É possível que esteja no recinto da alcáçova árabe. Para Moreno de Vargas é possível que fosse a ermida da invocação de Nossa Senhora de Loreto, existente em sua época.
Sua devoção se estendeu à região de Bráccara, aparecendo nos censos de algumas paróquias. Seu culto não se restabelece depois da reconquista.
Este dia também se festeja a
São Clemente I

 

Columbano, Santo
Fundador, 23 de Novembro de 615

Columbano, Santo

Columbano, Santo

Novembro 23  -  Fundador

Etimologicamente significa “paloma”. Vem da língua latina.
Nasceu na Irlanda em 543. Desde pequeno mostrou uma clara inclinação para a vida consagrada.
Ao sair de Irlanda em companhia do monge e santo Gall, percorreu a Europa Ocidental. Umas vezes era recusado, outras acolhido, mas do que não cabe dúvida é que foi o fundador de mosteiros e abadias desde as quais saía um resplendor cultural e religioso dignos de toda loa.
Foram o foco para a culturização e cristianização da época merovíngia.
Seu estilo de vida foi austero e assim o exigia aos monges, pois graças a ela, encontraram um caminho para a santidade ao menos treze santos que não é para o caso de enumerar.
O mosteiro mais célebre foi o de Luxeuil, a que confluíram monges francos, galos e borgonheses. Foi durante dois séculos o centro de vida monástica mais importante em todo o Ocidente.
No ano 610 teve que sair de França porque a cruel rainha Brunehaut o perseguia, porque lhe havia atirado na cara todos seus vícios e seus crimes.
Pensava voltar a Irlanda mas ficou em Nantes. Também teve que fugir pelos Alpes até que encontrou acolhida e refúgio em Bobio, ao norte de Itália, na região da Emilia Romagna, província de Piacenza.
Aqui fundou seu último mosteiro e nele morreu no ano 615. A regra monástica original que deu a seus mosteiros teve uma influência por toda Europa durante mais de dois séculos.
Muitos povos, regiões e lugares estão sob seu patrocínio.
Também teve dificuldades com os bispos franceses. Estes mandam em sua diocese mas não nos mosteiros que desde sempre têm estado isentos, quer dizer, não dependem do bispo.
Houve alguém que o tratou bem. Foi o rei Aguilulfo. Menos mal que os quatro últimos anos de sua vida pôde viver tranquilo.
¡Felicidades aos que levem este nome!

 

Gregório II de Agrigento, Santo
Bispo, 23 Novembro

Gregorio II de Agrigento, Santo

Gregorio II de Agrigento, Santo

Bispo

Etimologicamente significa”vigilante, atento”. Vem da língua grega.
Disse Miqueas: “¿Quem como tu, Senhor, que tire a culpa? Te compadecerás outra vez uma vez mais de nós e nos perdoarás”
Foi um bispo que nasceu no ano 591 e morreu em 630.
Sua existência é historicamente certa, pois fala dele nada menos que são Gregório Magno em suas cartas.
É o autor de um comentário do livro de Eclesiastes em língua grega.
Também escreveu a vida de são Leôncio, que viveu cinquenta anos depois de sua morte.
Tem uma introdução, tradução e notas de são Gregório Agrigento.
Foi caluniado por seus inimigos e até o próprio Papa o submeteu a julgamento.
Saiu inocente. Uma vez que voltou à sua sede episcopal, transformou em igreja cristã o Templo da Concórdia, edificou uma catedral na zona que ocupa hoje a Villa Atenas.
Também os gregos o honram e veneram como santo.
É digno de admiração a imagem que há em muitas igrejas orientais na parte de seu mosaico.
Sua festa é em 23 de Novembro.
Para maior informação, que queira pode consultar a Migne,” Las ensinanças teológicas de san Gregorio Agrigento, 1989.
¡
Felicidades a quem leve este nome!

Cecilia Yu So-Sa, Santa
Viúva e mártir, 23 Novembro

Cecilia Yu So-Sa, Santa

Cecilia Yu So-Sa, Santa

Nasceu em Seul, a capital da actual Coreia do Sul, em 1761. Dama casada, seus filhos foram os santos Pablo Chong e Jung Hye.
Logo depois de enviuvar, foi privada de todas suas posses e foi encarcerada por sua fé cristã. Por doze ocasiões foi levada a juízo e sentenciada a ser açoitada.
Finalmente morreu na cadeia de Bo-jeong em 23 de Novembro de 1839.
Cecilia foi beatificada em 5 de Julho de 1925 e finalmente canonizada pelo Papa João Paulo II em 6 de Maio de 1984 com outros 102 mártires que haviam regado com seu sangue sua pátria coreana.
O grupo canonizado se identifica sob a denominação "Santos Andrés Kim, Pablo Chong e companheiros" para saber más sobre eles faz "click"
AQUI

Teresa de Jesus, Beata
Menina Mercedária, 23 Novembro

Teresa de Jesús, Beata

Teresa de Jesús, Beata

A menina Beata Teresa de Jesús, recebeu o hábito mercedário com a idade de 5 anos no convento de Nossa Senhora de Belém em São Lucar em Espanha. 
No ano 1627, depois de receber o sacramento da Eucaristia que havia desejado ardentemente e ter consumido sua tenra vida no amor, como uma açucena recém cortada foi levada ao céu pelos anjos para estar com Jesus e Maria.
A Ordem Mercedária a festeja em 23 de Novembro.

Felicidade e seus sete Filhos, Santa
Mártires, 23 Novembro

Felicidad y sus siete Hijos, Santa

Felicidade e seus sete Filhos, Santa

O tema de hoje ocorreu uns duzentos anos depois do nascimento de Cristo. Nessa época vivia em Roma uma nobre viúva cristã, chamada Felicidade, que tinha também sete filhos, guapos rapazes e fervorosos discípulos de Cristo.
Todos eles foram encarcerados pela fé. Seguindo a ordem das idades, a todos se lhes foi pondo um por um ante a alternativa de apostatar ou morrer, mas, ajudados pelas heróicas palavras de alento de sua mãe, todos aqueles jovens preferiram a morte em testemunho de fidelidade ao Salvador. "¡Eia!" –respondeu o mais velho dos filhos ao juiz que o induzia a atraiçoar a Cristo-, acaba já com tua charla; fica sabendo que eu quero permanecer fiel. Idênticas respostas deram os outros seis, e todos foram morrendo pela fé ante os olhos daqueles a quem ainda não havia chegado a sua vez. 
E a mãe, que havia sofrido e morrido, por assim dizer, com cada um de seus filhos, concluiu aquela imolação heróica sofrendo quatro meses depois a gloriosa morte do martírio. ¡Como a receberiam seus filhos no céu! Da mãe faz comemoração a Igreja no dia 23 de Novembro, enquanto que hoje celebra a festa dos sete santos irmãos. Os cânticos e orações da missa de hoje, são de uma assombrosa beleza; leia-mo-la com devoção, e se sabemos vinculá-la com a história deste dia, compreenderemos todo o seu profundo significado.
Entre os sete filhos de Santa Felicidade há um –o penúltimo, chamado Alejandro-, cujos sagrados despojos foram trasladados durante a  Idade Média, para a vila de Wildeshausen, na actual província de Oldemburgo. Não podemos imaginar-nos a solenidade e o grande concurso de gente, procedente de toda Alemanha, com que foram trasladadas as sagradas relíquias. Hoje todavia podemos seguir o itinerário daquela solene procissão, pois do que eram os restos do santo se detinham uma noite, ali as gentes se encarregavam de edificar um templo em honra do jovem mártir. Por isso há na Alemanha tantas igrejas no lar, é tudo para seus filhos. Ordinariamente, dela depende em grande parte o rumo que sigam estes o dia de amanhã.

Miguel Agustín Pro, Beato
Mártir México, 23 Novembro

Miguel Agustín Pro, Beato

Miguel Agustín Pro, Beato

Miguel Agustín Pro Juárez, nasceu em 13 de Janeiro de 1891 na povoação mineira de Guadalupe, Zacatecas, terceiro de onze irmãos e filho de Miguel Pro e Josefa Juárez. Em 19 de agosto de 1911, ingressa no Noviciado da Companhia de Jesus em El Llano, Michoacán, logo de uns Exercícios feitos com jesuítas e de haver amadurecido lentamente a decisão. Já a família havia dado antes duas vocações religiosas na pessoa de duas irmãs mais velhas de Miguel.
Logo depois do Noviciado, continua seus estudos em Los Gatos, Califórnia, obrigados os jesuítas a abandonar Los Llanos por causa da presença de forças carrancistas. Estuda depois retórica e filosofia em Espanha. Desempenha o ofício de professor no colégio da Companhia em Granada, Nicarágua e faz a teologia em Enghien, Bélgica, onde recebe o presbiterado.
Um juízo imparcial sobre a vida de formação do P. Miguel nos inclina a admitir que gozava em alto grau de talento prático, mas que carecia de facilidade para os estudos especulativos, talvez devido ao deficiente ensino de seus primeiros anos. Sua gloriosa morte contribuiu para que se esfumasse a recordação da parte negativa de seu temperamento jocoso, brincalhão e agudo.
Uma úlcera estomacal, a oclusão do piloro e toda a ruína do organismo fizeram prever um desenlace rápido no final de seus estudos na Bélgica. "As dores não cessam -escreve numa carta íntima-. Diminuiu de peso, 200 a 400 gramas cada semana, e à força de tomar pseudo medicamentos, tenho descarrilado o estômago... As duas operações últimas foram mal feitas e outro médico vê provável a quarta". Logo detalha o insuportável regime dietético que o faz  sofrer. Seu organismo se reduz a tal extremo que seus superiores em Enghien tratam de apressar o regresso ao México, para que a morte não o recolha fora de sua pátria.
Nesta situação realiza seu anseio de viajar a Lourdes, ao pé dos Pirenéus, onde espera uma intervenção da Virgem que lhe devolva as forças que necessitará no México para ajudar aos católicos então vexados por uma perseguição. A prisão, o fuzilamento e o desterro estão na ordem do dia.
Da visita à célebre gruta, escreve: "Há sido um dos dias mais felizes de minha vida... Não me pergunte o que fiz ou o que disse. Só sei que estava aos pés de minha Mãe e que eu senti muito dentro de mim sua presença bendita e sua acção". Essa experiência mística é para se ler inteira em sua vida. Sabemos por ela que a Virgem lhe prometeu saúde para trabalhar no México. O exorbitante trabalho que teve os meses que viveu na capital desde sua chegada em Julho de 1926, realizado enquanto fugia de casa em casa para despistar aos sabujos que seguiam seus passos, não houvera podido ser exercido por um individuo de mediana saúde, e muito menos por um tão maltratado como Miguel Agustín, de não haver sido pela intervenção da Mãe de Jesus Cristo.
Assim o surpreende o fracassado intento de Segura Vilchis para acabar com Obregón, o presidente eleito. As bombas daquele católico exasperado estavam tão mal feitas que nem sequer causaram prejuízos graves no carro aberto do prócere. O lng. Segura havia procedido com todo o sigilo para preparar e executar o acto. Ninguém, senão o motorista e dois operários estavam inteirados. A liga de Defesa Religiosa, e portanto Humberto e Roberto Pro, irmãos do Padre, e ele próprio, foram alheios ao plano magnicida. 
O Papa Pío XI havia defendido os católicos mexicanos e havia condenado a injusta perseguição em três ocasiões através de documentos públicos dirigidos ao mundo. Calles, o perseguidor, estava irritadíssimo contra ele; mas não podendo descarregar suas iras contra um inimigo tão distante as descarregou contra um eclesiástico, o P. Pro, ao que a indiscrição de uma mulher e um menino fez cair nas garras da policia enquanto cometia seus quotidianos delitos de levar a comunhão, de confessar ou socorrer aos indigentes. Calles se vingaria do Papa num cura... E aproveitando que o P. Pro estava nos sótãos da Inspecção de Policia atribuiu a ele e a seus irmãos a responsabilidade de um acto cujo verdadeiro autor não havia podido ser descoberto. 
O autor verdadeiro, o lng. Segura Vilchis, havia agilmente saltado do automóvel desde o qual atirou a falida bomba. Logo seguiu caminhando impertérrito pela banqueta enquanto preparava uma cartada admirável. Obregón se dirigia aos touros. Segura Vilchis, sem ser reconhecido pelos esbirros, entrou na praça por trás do general, buscou seu palco e encontrou o modo de se fazer bem visível e reconhecível por este. Assim podia citá-lo como testemunha de que ele se achava nos touros poucos minutos depois do atentado.
Não obstante, inteirado pelas extras dos periódicos de que acusavam ao padre Pro e a seus irmãos Humberto e Roberto do lançamento da bomba, Segura Vilchis resolveu seu caso de consciência e correu à Inspecção de Policia para apresentar-se ao general Roberto Cruz, Inspector Geral e, prévia palavra de honra de que soltaria aos Pro, que nada tinham que ver com o delito, se ofereceu a dizer quem era o verdadeiro autor. Se delatou a si mesmo e provou com toda facilidade que o era. Contudo, da Presidência da República chegou a ordem directa de fuzilar aos Pro e a Segura Vilchis, sem sombra de investigação judicial.
Assim em 23 de Novembro de 1927, à porta do fatídico sótão, e minutos depois das dez da manhã, um policia chamou a gritos ao preso: "¡Miguel Agustín Pro!" Saiu o padre e pôde ver o pátio cheio de roupa e de convidados como a um espectáculo de touros, a multidão de gente, a uns seis fotógrafos pelo menos e a vários membros do Corpo Diplomático "para que se inteirassem de como o governo castigava a rebeldia dos católicos". 
O padre Pro caminhou sereno e teve tempo de ouvir a um de seus guardas, que lhe sussurrava:
-Padre, perdoe-me.
-Não só te perdoo -lhe respondeu-; te dou as graças.
-¿Sua última vontade? -lhe perguntarem já diante do pelotão de fuzilamento.
-Que me deixem rezar.
Se fincou diante de todos e, com os braços cruzados, esteve uns momentos oferecendo sem dúvida sua vida por México, pelo cessar da perseguição, e reiterando o oferecimento de sua vida por Calles, como já o tinha feito antes... Se levantou, abriu os braços em cruz, pronunciou claramente, sem gritar.- ¡Viva Cristo Rei! e caiu ao chão para receber logo o tiro de graça.

Margarita de Sabóia, Beata
Viúva, 23 Novembro

Margarita de Saboya, Beata

Margarita de Sabóia, Beata

Pelas veias de Margarita corria o nobre sangue das principais casas reais de Europa, posto que seu pai foi Amadeo de Sabóia e sua mãe era irmã de Clemente VII, o que pretendeu ser Papa em Avinhão durante o "grande cisma".
Em 1403 se realizou seu matrimónio, correspondente à sua elevada alcunha, com Teodoro Paleólogo, marquês de Monteferrante, viúvo e com três filhos, valente guerreiro e bom cristão de coração.
Margarita não teve filhos com seu esposo, mas atendeu a seus enteados com verdadeira solicitude, a mesma que usou para atender não só a seu lar e sua servidão, mas a todos os povoadores do marquesado, a quem consagrou generosamente seus trabalhos e sua abnegação, sobretudo durante a epidemia de peste e fome que a seguiu em toda a região de Génova.
El marqués de Monteferrante murió en 1418. Margarita consagró su tiempo a arreglar satisfactoriamente las infortunadas desavenencias conyugales de su hijastra y, una vez restablecida la concordia, se retiró a vivir en sus posesiones de Alba, en el Piamonte, luego de hacer voto de conservar su estado de viudez y de consagrarse a las buenas obras.
Pero la viudita, que era todavía joven, treinta y seis años a lo sumo, se hallaba en una codiciable posición política y, por tanto, no era raro que el acaudalado milanés Felipe Visconti la asediase con propuestas matrimoniales. El pretendiente era un antiguo enemigo de los Monteferrante y, además, un hombre de carácter insoportable, por lo que Margarita le rechazó constantemente para lo que adujo los votos que había hecho. Pero el tenaz Felipe no se arredró por ello: hizo un viaje especial a Roma para entrevistarse con el Papa Martín V y regresó con una dispensa que de nada le sirvió a fin de cuentas, puesto que Margarita se mantuvo firme en su propósito de no volver a casarse con nadie.
Como en su juventud había conocido a San Vicente Ferrer, y en vista de que deseaba afirmar su decisión, tomó el hábito de la tercera orden de Santo Domingo y, con otras damas del lugar, formó una pequeña comunidad en Alba.
La retirada vida de oración, estudio y obras de caridad, se prolongó durante unos veinticinco años. En la Biblioteca Real de Turín se conserva un volumen con las cartas de Santa Catalina de Siena y otros escritos que fueron "copiados y encuadernados por órdenes de la ilustre dama, Margaril1 de Saboya, marquesa de Monteferrante", durante aquélla época. Eugenio IV, Pontífice reinante por entonces, autorizó a las hermanas terciarias de Alba a profesar como monjas en la misma casa que habitaban y bajo la regla de la Beata Margarita.
En el curso de los últimos dieciséis años de vida de ésta, según se afirma, tuvo numerosos éxtasis y obró muchos milagros.
Fue por entonces cuando tuvo una visión de Nuestro Señor que le ofrecía tres flechas cada una de las cuales ostentaba una inscripción que decía: Enfermedades, Difamación, Persecución. Por cierto, que Margarita padeció las tres calamidades. Fue acusada de hipocresía y de gobernar con una tiranía insoportable a sus monjas; su mala salud se atribuyó a la buena vida que supuestamente llevaba y, Felipe Visconti, su antiguo enamorado, se encargó de propalar los rumores de que el convento de Margarita era el centro de propagación de las herejías de Walden.
También se formuló un cargo particularmente infame y repugnante en contra de los frailes de Santo Domingo y, a raíz del mismo, el confesor y director espiritual de la comunidad de Margarita, fue a dar a la cárcel. La propia Margarita acudió a solicitar la liberación del prisionero, y se desarrolló una patética escena a las puertas de la celda, que los carceleros cerraron sobre las manos de la beata para aplastárselas brutalmente. Pasó bastante tiempo antes de que el fraile dominico fuese reivindicado de la perversa acusación de haber corrompido la fe y la moral de las monjas que estaban a su cargo.
La Beata Margarita de Saboya murió el 23 de noviembre de 1464, consolada con una visión de Santa Catalina de Sienna, misma que presenciaron otras religiosas además de la moribunda. En 1669 se confirmó su culto.

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução incompleta (da última biografia) por António Fonseca