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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

FALTAR À MISSA AO DOMINGO, É PECADO?

¡Ser discípulos! Aprende a defender tua fé.
¿E porque faltar à missa ao domingo é pecado?
A participação na celebração comum da eucaristia dominical é um testemunho de pertinência e fidelidade a Cristo e à sua Igreja.
Autor: P. Eduardo María Volpacchio | Fuente: e-mail: Catholic.net  -  mailing@staffcatholic.net
¿É pecado faltar à Missa ao domingo?


A resposta a esta pergunta poderia ser muito curta:

Sim, faltar à Missa - sem um motivo sério que o justifique - é pecado grave.

Talvez interesse deter-mo-nos um pouco a analisar porque isto é assim.

¿E porquê faltar à Missa ao domingo é um pecado?
Porque deixando de assistir deixamos de cumprir voluntariamente uma obrigação grave que temos. E o incumprimento de um dever grave, é uma falta grave. Por isso o ponto de partida desta questão é a consideração da lei da Igreja que manda participar na Missa aos domingos e dias santos festivos.

¿Porque pode ser pecado, se quem falta à Missa não faz mal a ninguém?
A gravidade dos pecados não se mede por quanto possa fazer mal a outros, mas sim pela ofensa que representa para Deus. Por isso, por exemplo a blasfémia é um pecado grave, ainda que nenhuma outra pessoa a escute. Por outro lado quem falta à Missa ao domingo faz dano a si mesmo e à Comunidade eclesial a que pertence. A falta de Deus é uma carência perigosa: faz dano à alma.

¿Quais são as obrigações do católico?
Os católicos, além dos Dez Mandamentos que resumem a lei natural e que são válidos para todos os homens - não só para os cristãos -, têm outras obrigações específicas por o serem: são os cinco Mandamentos da Igreja. Se trata de alguns deveres que regulam e originam a forma concreta de ser católicos: como nós amamos a Deus e lhe rendemos culto na Igreja. Entre eles se encontra a obrigação de participar na Santa Missa aos domingos e festas de preceito. É uma das obrigações mais básicas dos católicos. Surpreendentemente alguns católicos desconhecem suas obrigações. E outros não acreditam que existam verdadeiros deveres que os obriguem. Pensam que por ser o amor a máxima lei cristã, tudo teria que ser amor espontâneo, sem obrigações. Mas isto não é assim, já que o amor é muito exigente: quanto mais amor, mais exigência de o manifestar e de evitar tudo o que o ofenda.

¿É um conselho ou é uma lei?

É importante distinguir os conselhos e as leis. Uma coisa são as recomendações de coisas boas que nos dão para ajudarmos a ser melhores: “procura ajudar aos outros”, “trata de rezar o Rosário”, etc. . Neste caso faremos o que nos pareça oportuno, mas sem estar obrigados em consciência a seguir os referidos conselhos. Obviamente não pecamos, se decidimos não seguir um conselho.
Outra muito distinta são as leis que nos obrigam em consciência: as leis estabelecem estritos deveres.

Então, ¿o incumprimento das leis é pecado?
Temos que distinguir entre a lei divina - que vem directamente de Deus - e a lei eclesiástica - ditada pela Igreja para concretizar modos de servir e honrar a Deus.
A lei divina regula questões essenciais da vida, pelo que não admite excepções: seu incumprimento é sempre mau, não pode não ser pecado. É o caso dos Dez Mandamentos.
Em troca, a lei eclesiástica trata de umas concreções mínimas da Igreja para ajudar-nos a viver a vida cristã e não tem intenção de obrigar quando existe uma grave dificuldade para a cumprir. Por isto a lei eclesiástica não me obriga quando seu cumprimento me representa uma incomodidade grave: se um domingo estou enfermo ou tenho outra dificuldade que me é muito difícil não tenho obrigação de ir à Missa. Mas em situações normais obriga de tal maneira que seu incumprimento é pecado. Porque o desprezo da lei da Igreja não pode ser bom. E não dar-lhe importância, deixar voluntariamente de a cumprir, sem motivo, supõe de facto um desprezo.
Como não é uma questão de opiniões pessoais, mas sim do estabelecido pela Igreja, que é quem estabeleceu as leis eclesiásticas.
Vejamos agora que nos ensina o Catecismo da Igreja Católica acerca destes mandamentos (ressalta-se em negrito as partes específicas sobre este tema).
 
OS MANDAMENTOS DA IGREJA
2041 - Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que se alimenta dela. O carácter obrigatório destas leis positivas promulgadas pela autoridade eclesiástica tem por fim garantir aos fieis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo. Os mandamentos mais gerais da santa Madre Igreja são cinco:
2042 - O primeiro mandamento (ouvir missa inteira aos domingos e demais festas de preceito e não realizar trabalhos servis") exige aos fieis que santifiquem o dia no qual se comemora a Ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas principais em honra dos mistérios do Senhor, da Santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando na celebração eucarística, e descansando daqueles trabalhos e ocupações que possam impedir essa santificação destes dias (cf CIC can. 1246-1248; CCEO, can. 880, § 3; 881, §§ 1. 2. 4).
O segundo mandamento ("confessar os pecados mortais ao menos uma vez no ano") assegura a preparação para a Eucaristia mediante a recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e de perdão do Baptismo (cf CIC can. 989; CCEO can.719).
O terceiro mandamento ("receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa") garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em conexão com o tempo de Páscoa, origem e centro da liturgia cristã (cf CIC can. 920; CCEO can. 708. 881, § 3).
2043 - O quarto mandamento (abster-se de comer carne e jejuar nos dias estabelecidos pela Igreja) assegura os tempos de ascese e de penitência que nos preparam para as festas litúrgicas e para adquirir o domínio sobre nossos instintos, e a liberdade de coração (cf CIC can. 1249-51; CCEO can. 882).
O quinto mandamento (ajudar às necessidades da Igreja) enuncia que os fieis estão além disso obrigados a ajudar, cada um segundo suas possibilidades, às necessidades materiais da Igreja (cf CIC can. 222; CCEO, can. 25. As Conferências Episcopais podem ainda estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o próprio território. Cf CIC, can. 455).
E em concreto, sobre a Missa dominical, assinala:
2177 - A celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor tem um papel primacial na vida da Igreja. "O domingo em que se celebra o mistério pascoal, por tradição apostólica, há-de observar-se em toda a Igreja como festa primordial de preceito" (CIC, can. 1246,1).
"Igualmente devem observar-se os dias de Natal, Epifania (*), Ascensão, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa María Madre de Deus, Imaculada Conceição e Assunção, São José (*), Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, finalmente, Todos os Santos" (CIC, can. 1246,1).
2178 - Esta prática da assembleia cristã remonta aos começos da idade apostólica (cf Hch 2,42-46; 1 Co 11,17). A carta aos Hebreus diz: "não abandoneis vossa assembleia, como alguns costumam fazê-lo, mas antes, animai-vos mutuamente" (Hb 10,25).
A tradição conserva a recordação de uma exortação sempre actual: "Vir cedo para a Igreja, aproximar-se do Senhor e confessar seus pecados, arrepender-se na oração…Assistir à sagrada e divina liturgia, acabar sua oração e não sair antes da despedida…O temos dito com frequência: este dia nos é dado para a oração e o descanso. É o dia que fez o Senhor. Nele exultamos e nos gozamos”… (Autor anónimo, serm. dom.).

A obrigação do Domingo
2180 - O mandamento da Igreja determina e precisa a lei do Senhor: "Ao domingo e nas demais festas de preceito os fieis têm obrigação de participar na Missa" (CIC, can. 1247). "Cumpre o preceito de participar na Missa quem assiste a ela, onde quer que se celebre num rito católico, tanto o dia da festa como o dia anterior ao fim da  tarde" (CIC, can. 1248,1)

2181 A eucaristia do Domingo fundamenta e ratifica toda a prática cristã. Por isso os fieis estão obrigados a participar na eucaristia os dias de preceito, a não ser que estejam escusados por uma razão séria (por exemplo, doença, o cuidado de crianças pequenas) ou dispensados por seu  próprio pastor (cf CIC, can. 1245). Os que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem um pecado grave.

2182 - A participação na celebração comum da eucaristia dominical é um testemunho de pertinência e de fidelidade a Cristo e a sua Igreja. Os fieis proclamam assim sua comunhão na fé e a caridade. Testemunham por sua vez a santidade de Deus e sua esperança da salvação. Se reconfortam mutuamente, guiados pelo Espírito Santo.
2183 - "Quando falta o ministro sagrado ou outra causa grave faz impossível a participação na celebração eucarística, se recomenda vivamente que os fieis participem na liturgia da palavra, se esta se celebra na igreja paroquial ou em outro lugar sagrado conforme o prescrito pelo Bispo diocesano, ou permaneçam em oração durante um tempo conveniente, sozinhos ou em família, ou, se é oportuno, em grupos de famílias" (CIC, can. 1248,2).
Como se vê o Catecismo não deixa lugar a dúvidas. Tudo o que sai disto, será uma opinião pessoal à margem do estabelecido pela Igreja.

Perguntas e comentários ao autor de este artigo.  Autor: P. Eduardo María Volpacchio |
Fonte: e-mail, enviado por Catholic.net (mailing@staffcatholic.net) ou capellania@colegioelbuenayre.edu.ar
(*) – Em Portugal, - salvo erro ou omissão - a Epifania é celebrada sempre no 1º Domingo de Janeiro após o dia 1, evidentemente. No dia de S. José celebra-se em 19 de Março mas não é dia de assistir obrigatoriamente à Missa. No entanto no dia 2 de Novembro, Fieis Defuntos é recomendada a referida assistência. (Nota de António Fonseca)
Recolha e transcrição (e tradução de espanhol para Português) por António Fonseca

JOÃO DAMASCENO, Santo (e outros) – 4 de Dezembro

Juan Damasceno, Santo
Doutor da Igreja, Dezembro 4

Juan Damasceno, Santo

Juan Damasceno, Santo

Doutor da Igreja

Martirológio Romano: São João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja, célebre por sua santidade e por sua doutrina, que lutou valorosamente de palavra e por escrito contra o imperador León Isáurico para defender o culto das sagradas imagens, e foi monge na laura de San Sabas, perto de Jerusalém, compôs hinos sagrados e ali morreu. Seu corpo foi enterrado neste dia (c. 750).
Etimologicamente: Juan = Deus é misericórdia, é de origem hebraica

Juan Damasceno (Yahia ibn Sargun ibn Mansur), nascido a meados do século VII de uma família árabe cristã e morto em 749) é considerado o último representante da patrologia grega e o equivalente oriental de Santo Isidoro de Sevilha por suas obras monumentais como a Fonte do conhecimento. Sua actividade literária é multiforme: passa com autoridade da poesia à liturgia, da eloquência à filosofia e à apologética. Filho de um alto funcionário do califa de Damasco, Juan foi companheiro de jogos do príncipe Yazid, que mais tarde o promoveu ao mesmo posto do pai, que corresponde em certo modo ao de ministro de Fazenda. Na qualidade de “Logothete”, foi representante civil da comunidade cristã ante as autoridades árabes.
A um certo ponto Juan renunciou à corte e a seu alto cargo, provavelmente pelas tendências anticristãs do califa. Em companhia do irmão Cosme, futuro bispo de Maiouma, se retirou para o mosteiro de San Sabas perto de Jerusalém, onde, ordenado sacerdote, aprofundou sua formação teológica, preparando-se para o cargo de pregador titular da basílica do Santo Sepulcro.
Era o período no qual o imperador de Bizâncio, León III Isáurico, inaugurava a política iconoclasta, quer dizer, desterrava todas as imagens sagradas, cujo culto era considerado como um acto de idolatria. O ancião patriarca de Constantinopla, San Germano, defendeu o culto tradicional explicando a verdadeira natureza de homenagem que se rendia às imagens, mas pagou com a destituição seu acto de valentia. Desde Jerusalém, sob o domínio árabe, se fez ouvir outra voz em favor do culto das imagens, a do então desconhecido monge Juan Damasceno ou de Damasco, que com seus Três discursos em favor das sagradas imagens se impôs imediatamente à atenção do mundo cristão. O imperador, não podendo atacar directamente ao monge, recorreu vilmente à calúnia, fazendo falsificar uma carta de Juan, em que este haveria tramado uma conjuração para restituir o domínio da cidade de Jerusalém ao imperador bizantino.
Nesta disputa teológica, feita de subtis distinções, Juan pôde demonstrar toda sua preparação teológica, posta ao serviço não só do patriarca de Jerusalém, senão de toda a Igreja. Com efeito, o segundo concílio de Nicea, em reparação das injúrias recebidas pelo defensor da ortodoxia, proclamou não só sua ciência, mas também sua santidade. León XIII o proclamou doutor da Igreja no ano 1890. 
A Igreja o recorda em 4 de Dezembro, ainda que em muitos sítios se mantenha a data tradicional antiga de festejá-lo em 27 de Março.
¿Queres saber mais? Consulta corazones.org

Bárbara, Santa
Virgem e mártir, Dezembro 4

Bárbara, Santa

Bárbara, Santa

Virgem e Mártir

Martirológio Romano: Comemoração de santa Bárbara, da qual se diz que foi virgem e mártir em Nocomedia (s. III/IV).
Etimologia: Bárbara = "Aquela que não é grega", é de origem grega.
Segundo a lenda haveria nascido em Nicomedia, perto do mar de Mármara, filha de um sátrapa de nome Dióscuro, que a encerra numa torre; segundo uma lenda, isto é para evitar que os homens admirassem sua beleza e a seduzissem, segundo outra para evitar o proselitismo cristão.
Em ausência de seu pai, Bárbara é convertida ao catolicismo, e manda construir três janelas na sua torre simbolizando a Trindade; seu pai se inteira do significado destas janelas, se enfada e quer matá-la, pelo que ela foge e se refugia numa penha milagrosamente aberta para ela. Atraída por esse milagre, enfrenta a seu destino.
Seu martírio foi o mesmo que o de São Vicente Mártir: haveria sido atada a um potro, flagelada, rasgada com ferro, colocada num leito de pedaços de cerâmica cortantes, queimada com ferros em brasa... Cada versão distinta muda, acrescenta ou tira torturas. Finalmente, o próprio Dióscuro a teria decapitado em cima de uma montanha, pelo que um raio o alcança matando-o a ele.
Também existe a versão de que seu pai a teria enviado ao juiz, que a mandou decapitar, versão que não inclui o raio; por isso a primeira versão é mais explicativa dos patronatos que exerce. 
É a padroeira das profissões que manejam explosivos (devido à lenda do raio) e muito especialmente dos mineiros. Nas Cuencas Mineiras Asturianas lhe dedicam um hino chamado Santa Bárbara Bendita. Assim mesmo, é também padroeira dos militares que pertencem à Arma de Artilharia da maioria dos exércitos do mundo, ¡incluídos os de alguns países muçulmanos!. Se celebra a onomástica em 4 de Dezembro.

Cirano (Sigiramnio), Santo
Abade, Dezembro 4

Cirano (Sigiramnio), Santo

Cirano (Sigiramnio), Santo

Abade

Martirológio Romano: No território de Bourges, actualmente em França, São Cirano (Sigiramnio), monge, peregrino e abade de Longoret.
Etimologia: Cirano = “habitante de Córsega”. Vem da língua latina.
Cirano foi um abade do século VII.
Viveu em França no século VII e sua vida foi contada  e narrada por  um biógrafo posterior com muitos detalhes e pormenores.
Foi filho do nobre Berry.
Com o tempo, chegou a ser bispo de Tours, a diocese mais apetecida daqueles tempos.
Foi educado na cidade de san Martín. Introduziram-no na corte para que fizesse uma carreira brilhante. 
O pai o havia preparado inclusive uma boa rapariga para o matrimónio.
Um belo dia, Cirano deixou a corte. Seguindo a devoção a são Martín de Tours se fez eremita perto de seu túmulo.
Mais tarde, o clero da cidade o acolheu. Cirano havia entregue todo seu património aos pobres do Evangelho.
Sem que ninguém se desse conta, abandonou Tours para se unir ao bispo Flávio, um irlandês que levava uma comunidade de peregrinação por toda Europa. 
Já em Roma, trabalharam muito até que voltaram a França para fundar um mosteiro na localidade de Longoret.
Cresceu esta comunidade sob a guia de são Cirano.
Reinava uma grande austeridade de vida em todos os monges. Quer dizer, que ele mesmo pescava cada dia o necessário para comer.
Sem embargo, os santos por muito  santos que sejam, não se vêem livres de calúnias. Desde este momento começou sua vida de errante por todos sítios até que morreu não se sabe onde.
¡Felicidades a quem leve este nome!
Comentários ao P. Felipe Santos: al Santoral">al Santoral">ao Santoral">ao Santoral">fsantossdb@hotmail.com

Ada (Adrehildis) de Le Mans, Santa
Abadessa, Dezembro 4

Ada (Adrehildis) de Le Mans, Santa

Ada (Adrehildis) de Le Mans, Santa

Abadessa

Martirológio Romano: Em Cenómano (hoje Le Mans), de Neustria, santa Adrehildis ou Ada, abadessa do mosteiro de Santa María (c. 692).
Etimologia: Ada = "Aquela que leva adorno e é bela", é de origem hebraica
Foi monja, abadessa, e virgem consagrada.
Viveu no século VII.
Ela era sobrinha de São Engelbert que foi assassinado por seu próprio primo.
Ela e sua família eram muito  devotos.
Foi monja em Soissons, França, e posteriormente abadessa de São Julien de Prés, Le Mans, França. 
É a santa padroeira das mulheres religiosas e monjas em França.

Adolfo Kolping, Beato
Presbítero e Fundador, Dezembro 4

Adolfo Kolping, Beato

Adolfo Kolping, Beato

Presbítero e Fundador da Sociedade de Jovens Artesãos

Martirológio Romano: Em Colónia, de Renânia, na Prússia, beato Adolfo Kolping, presbítero, que, ardentemente solícito para com os trabalhadores e a justiça social, fundou uma sociedade de jovens operários, que difundiu em muitos lugares (1865).
Etimologia: Adolfo = "Aquele que é um guerreiro ousado", é de origem germânica
Sacerdote, reformador social, autor e editor, pastor de almas e "pai dos jovens artesãos"; todas estas actividades caracterizam a Adolfo Kolping (1813-1865). Adolfo Kolping nasceu em Kerpen, uma cidade alemã perto de Colónia, e cresceu em torno humilde. Depois de um breve período escolar, aos 13 anos se fez aprendiz de sapateiro.
Trabalhou durante dez anos neste oficio e, em igualdade com outros artesãos jovens, viajava de uma localidade para outra. Aos 23 anos, se animou a dar um passo inusual e se decidiu a ser sacerdote. Entrou para o "Colégio de São Marcelo" em Colónia, enquanto tinha que ganhar a vida. Em continuação, estudou teologia em Munich e em Bonn. Em 13 de Abril de 1845, Adolfo Kolping foi ordenado sacerdote na Igreja dos Minoritas de Colónia. Seu primeiro cargo como sacerdote foi o de vigário paroquial em Wuppertal-Elberfeld.
Ali se encontrou com a miséria dos trabalhadores por causa da mudança social da industrialização. Devido à queda dos grémios de artesãos, os jovens artesãos haviam perdido o lar que representava a família do mestre artesão. Em Elberfeld,
Adolfo Kolping conheceu a associação de jovens artesãos fundada pouco antes pelo mestre de escola Johann Gregor Breuer e foi nomeado seu assessor eclesiástico (director espiritual). Kolping reconheceu que este tipo de associação constituía um meio adequado para a solução de problemas sociais.
Ajuda para a auto-ajuda, mudança social mediante a transformação do homem, assim se caracterizariam mais adiante seus princípios. Kolping se mudou pouco depois para Colónia, onde em 6 de Maio de 1849 fundou a primeira "Associação Católica de Jovens Artesãos", precursora da actual Família Kolping. Em pouco tempo a ideia da auto-ajuda e da ajuda comunitária se difundiu até aos limites de Europa e ao ultramar.
Em 27 de Outubro de 1991, Adolfo Kolping foi beatificado pelo Papa João Paulo II em Roma. Na actualidade, sua obra de vida segue presente em mais de cinquenta países.

Juan Calábria, Santo
Presbítero Fundador, Dezembro 4

Juan Calabria, Santo

Juan Calábria, Santo

Fundador das Congregações dos Pobres Servos e das Pobres Servas da Divina Providência.

Martirológio Romano: Em Verona, em Itália, São Juan Calábria, presbítero, que fundou a Congregação de Pobres Servos e Servas da Divina Providência (1954).
Nasceu em Verona em 8 de Outubro de 1873, sétimo e último filho de Luís, sapateiro, e de Ângela Foschio, empregada no serviço doméstico, mulher de grande fé, educada pelo Servo de Deus Padre Nicolás Mazza na sua escola de meninas pobres.
Desde o nascimento, para o menino Juan, a pobreza foi sua mestra de vida. Quando morreu seu pai, teve que interromper o quarto ano de escola primária para buscar um trabalho como ajudante.
Descobrindo as virtudes do jovem, o reitor de San Lorenzo, Padre Pedro Scapini, preparou-o em privado para os exames de ingresso no seminário. Uma vez superados, foi admitido e frequentou o liceu como aluno externo. Ao terceiro ano teve que interrompê-lo para fazer o serviço militar. 
A caridade foi a característica de toda sua vida 
Já jovem se distinguiu sobretudo por sua grande caridade. De facto, pôs-se ao serviço de todos fazendo os trabalhos mais humilhantes e perigosos. Ganhou a admiração de seus companheiros e superiores, levando a muitos deles à conversão e à prática da fé.
Quando terminou o serviço militar, retomou os estudos. Uma fria noite de Novembro de 1897, quando fazia seu primeiro ano de teologia, voltando de visitar aos enfermos no hospital, encontrou um menino acocorado diante de sua porta; era fugitivo dos ciganos. Recolheu-o e levou-o para casa. Esteve com ele e no final acomodou-o em seu pequeno dormitório. Foi o principio de suas obras a favor dos órfãos e abandonados.
Algunos meses más tarde, fundó la "Pía Unión para la asistencia de los enfermos pobres", reuniendo en torno a sí un buen grupo de seminaristas y de laicos.
Eran éstos los inicios de una vida totalmente caracterizada por la caridad. "Cada instante de su vida fue la personificación del maravilloso cántico de San Pablo sobre la caridad", escribe en una carta postulatoria a Pablo VI una doctora hebrea salvada por el Padre Calabria de la persecución nazi y fascista, escondiéndola vestida de hermana, entre las religiosas de su Instituto.
Sacerdote y Fundador de dos Congregaciones
Ordenado sacerdote el 11 de agosto de 1901, fue nombrado ayudante vicario en la parroquia de San Esteban y confesor en el seminario. Se dedicó con un particular celo a la confesión y al ejercicio de la caridad privilegiando sobre todo a los más pobres y marginados.
En el 1907, nombrado Vicario de la Rectoría de S. Benito del Monte, comenzó también a recibir y cuidar espiritualmente a los soldados. El 26 de noviembre de aquel año, en "Vicolo Case Rotte", dio inicio oficial al Instituto "Casa Buoni Fanciulli", que el año siguiente encontró la estabilidad definitiva en la calle San Zeno in Monte, en la actual Casa Madre.
Junto a los jóvenes el Señor le mandó laicos deseosos de compartir con él la propia donación al Señor. Con este puñado de hombres donados totalmente al Señor en el servicio a los pobres, con una vida radicalmente evangélica, hizo vivir a la Iglesia de Verona el clima de la Iglesia Apostólica. Y aquel primer núcleo de hombres fue la base de la "Congregación de los Pobres Siervos de la Divina Providencia" que será aprobada por el Obispo el 11 de febrero de 1932 y obtendrá la Aprobación Pontificia el 25 de abril de 1949.
Inmediatamente después de la aprobación diocesana, la Congregación se extendió en varias partes de Italia, siempre al servicio de los pobres, de los abandonados y marginados. Prolongó su acción a los ancianos y a los enfermos dando vida para ellos a la "Cittadella della caritá ". El corazón apostólico del Padre Calabria pensó además en los Parias de la India, mandando en el 1934 cuatro Hermanos a Vijayavada.
En el 1910 fundó también la rama femenina, las "Hermanas", que fue aprobada como Congregación de derecho diocesano el 25 de marzo de 1952 con el nombre de " Pobres Siervas de la Divina Providencia " y el 25 de diciembre de 1981 obtuvieron la Aprobación Pontificia.
Profeta de la paternidad de Dios y de la búsqueda de su reino
A las dos Congregaciones, el Padre Calabria, confió la misma misión que el Señor le había inspirado cuando joven sacerdote: "Mostrar al mundo que la Divina Providencia existe, que Dios no es extranjero, sino Padre, y piensa en nosotros, siempre que nosotros pensemos en Él y le correspondamos buscando en primer lugar el Santo Reino de Dios y su justicia" (cf. Mt 6, 25-34).
Y para testimoniar todo esto, acogió gratuitamente en sus casas, jóvenes, material y moralmente necesitados. Hizo hospitales y casas de acogida para asistir en el cuerpo y en el espíritu a enfermos y ancianos. Abrió casas de formación para jóvenes y adultos pobres, a fin de ayudarlos a alcanzar la propia vocación sacerdotal o religiosa. Los asistió gratuitamente hasta la teología o a la definitiva decisión por la vida religiosa. Después los dejaba libres para elegir aquella diócesis o congregación que el Señor les hubiera inspirado. Estableció que sus religiosos ejercieran el apostolado en las zonas más pobres, "donde nada hay, humanamente, para recibir".
"Resplandeció como un faro luminoso en la Iglesia de Dios"
Son exactamente éstas las palabras que el Card. Schuster hizo esculpir sobre su tumba.
De hecho al comenzar desde el 1939-40 hasta la muerte, en contraste con su innato deseo de anonimato, alargó sus horizontes hasta alcanzar las fronteras de la Iglesia, "gritando" a todos que el mundo se puede salvar sólo si se retorna a Cristo y a su Evangelio.
Fue así que se convirtió en una voz profética, un punto de referencia. Obispos, sacerdotes, religiosos y laicos vieron en él un guía seguro para ellos mismos y para sus iniciativas.
Por eso los Obispos de la Conferencia Episcopal del Trivéneto, en la propia carta postulatoria al Papa Juan Pablo II, pudieron escribir: «El Padre Calabria, justo para preparar la Iglesia del Dos Mil -expresión a él familiar- hizo de su vida un continuo sufrir y una cuidadosa llamada a la conversión, a la renovación, a la hora de Jesús, con tonos impresionantes de perentoria urgencia... Nos parece que la vida del Padre Calabria y su misma persona constituyen una " profecía " de vuestro apasionado grito a todo el mundo: "Aperite portas Christo Redemptori!"».
Comprendió que en esta radical y profunda renovación espiritual del mundo tenían que ser comprometidos también los laicos. Para esto, en el 1944 fundó la "Familia de los Hermanos Externos", integrada, en efecto, por laicos.
Rezó, escribió, actuó y sufrió por la unidad de los cristianos. Por eso, mantuvo fraternas relaciones con protestantes, ortodoxos y hebreos. Escribió, habló, amó, nunca discutió. Conquistó con el amor. El mismo pastor luterano Sune Wiman de Eskilstuna (Suiza) que tuvo con él un copioso intercambio epistolar, dirigió el 6 de marzo de 1964 una carta postulatoria al Santo Padre Pablo VI para pedirle la glorificación de su venerado amigo.
Fue este período el más misteriosamente doloroso de su vida. Parecía que Cristo lo hubiera asociado a la angustia del Getsemaní y del Calvario, aceptando su ofrecimiento como "víctima" para la santificación de la Iglesia y para la salvación del mundo. El beato card. Schuster lo comparó al Siervo de Jahvé.
Murió el 4 de diciembre del 1954. En la vigília, hizo su último gesto de caridad ofreciendo su vida al Señor por el Papa Pío XII, que agonizaba. El Señor había aceptado su oferta y, mientras él moría, el Papa, misteriosa e improvisamente recuperaba la salud viviendo con eficiencia otros cuatro años.
El mismo Pontífice, sin saber del último gesto del Padre Calabria pero conocedor profundo de toda su vida, cuando recibió la noticia de su muerte, en un telegrama de condolencia a la Congregación, definió "campeón de evangélica caridad".
Fue beatificado por el Papa Juan Pablo II el 17 de abril de 1988, y canonizado por el mismo Papa el 18 de abril de 1999.

Pedro de Siena (el Pectinario), Beato
Penitente Franciscano, Dezembro 4

Pedro de Siena (el Pectinario), Beato

Pedro de Siena (el Pectinario), Beato

Religioso Franciscano

Martirológio Romano: Em Siena, da Toscana, beato Pedro Pectinario, religioso da Terceira Ordem de São Francisco, insigne por sua peculiar caridade para com os pobres e os enfermos, e por sua humildade e silêncio (1289).
Pedro “Pettinaio” nasceu em Campi, região de Chianti, província de Siena. De temperamento jocoso e impulsivo em sua juventude, se emendou depois de sua conversão. Era fabricante e comerciante de pentes, o que confirma o epíteto de “pettinaio” que sempre acompanha seu nome. Começou a santificar-se no exercício de sua profissão. Comprava e vendia sempre ao preço justo; a qualidade de seus produtos era tão apreciada pelos sienenses que ele ia ao mercado somente depois das vésperas, para não condenar à ruína a seus competidores. Casou, mas não teve filhos, e ao comprovar a esterilidade de sua mulher, fez com ela o voto de castidade perfeita, mas se mostrou excelente esposo, procurando fazê-la sentir-se contente até nas coisas mais pequenas.
Frequentava assiduamente as pregações e os ofícios religiosos demonstrando grande caridade para com os pobres. Visitava continuamente o hospital de Santa María della Scala, curando aos enfermos, aplicando remédios e beijando suas chagas. Vendeu primeiro a vinha de sua propriedade e logo a casa, conservando somente o que lhe permitia viver modestamente e foi-se instalar  numa “casota” perto da Porta dell’Ovile. Se inscreveu na Terceira Ordem de São Francisco e, depois de haver renunciado a tudo, esforçou-se por viver o espírito da altíssima pobreza.
Seu incessante zelo pelas obras de misericórdia o fez adquirir cedo a fama de grande santidade entre seus concidadãos. Em 1282 foi encarregado de escolher entre os detidos das prisões a cinco homens entre os menos culpáveis, que deviam ser libertados. Em 1286 o comum lhe confiou o cuidado de distribuir dinheiro aos pobres açoitados pela carestia.
Era inclinado à contemplação e gozou de arroubamentos e êxtases,às vezes em presença de companheiros. No final de sua vida parecia viver sempre mais retirado do mundo. Depois de uma grave enfermidade, obteve a permissão para viver numa cela do convento dos franciscanos, onde passava as noites em oração. Mostrava uma devoção ardente para com a Virgem, jejuando em sua honra ao sábado e encomendando-se a ela noite e dia. Também foi peregrino, foi a Roma, a Pistoia e a Assis e a Verona. Sua espiritualidade leva a franciscana. Depois de 14 anos de esforços adquiriu o dom de não falar senão por necessidade. Por isto a miúdo é representado na iconografia com um dedo sobre os lábios, e é chamado o “Santo do silêncio”. Os Franciscanos lhe encomendaram os noviços, aos quais soube dirigir pelo caminho da perfeição.
Morreu em 4 de Dezembro de 1289 (segundo alguns, ¡de 128 anos de idade!) e suas últimas palavras foram uma advertência a Siena, Florença e Pistoia, às quais predisse grandes males.

Francisco Gálvez, Jerónimo de Angelis e Simón Yempo. Beatos
Religiosos Presbíteros, Dezembro 4

Francisco Gálvez, Jerónimo de Angelis y Simón Yempo.  Beatos

Francisco Gálvez, Jerónimo de Angelis e Simón Yempo. Beatos

Mártires no Japão

Martirológio Romano: No lugar chamado Edo, de Japão, beatos mártires Francisco Gálvez, presbítero da Ordem de Irmãos Menores, Jerónimo de Angelis, presbítero, e Simón Yempo, religioso, estes dois últimos da Companhia de Jesus, todos os quais foram queimados por ódio à fé (c. 1622/1623).


Chegada do cristianismo ao Japão
Los primeros cristianos japoneses recibieron el bautismo en 1548, en Goa, de manos del obispo Juan de Albuquerque. Ellos fueron los que guiaron los pasos de san Francisco Javier por el archipiélago nipón. Pero los jesuitas fueron pronto expulsados del país.
En 1593 desembarcaban en Japón los franciscanos descalzos Pedro Bautista Blázquez, Bartolomé Ruiz, Francisco de San Miguel y Gonzalo García, que no tardaron en recibir refuerzos desde Filipinas. En sólo tres años lograron bautizar a unos 20.000 neófitos, pero en 1596 estalló la persecución. Pedro Bautista y cinco compañeros suyos, tres jesuitas nativos y 17 cristianos seglares murieron crucificados en Nagasaki
En tres años llegaron a bautizar a unos 20.000 neófitos. . Su martirio supuso nuevas conversiones y mayor expansión misionera, y fue en una de las nuevas oleadas de misioneros cuando llegó al país el beato Francisco Gálvez

FREI FRANCISCO GÁLVEZ DE URIEL
Este franciscano, sacerdote y misionero, nació de Francisco Gálvez y de Juana Iranzo, familia hidalga y bien situada de Utiel (Valencia), , unos días antes del 15 de agosto, fecha de su bautismo.
Se inició en las letras en la escuela de la parroquia, pero pasó enseguida al Colegio Seminario del Salvador, inaugurado el 6 de agosto de 1585, cuando Francisco estaba a punto de cumplir los siete años. En palabras del fundador, el sacerdote local Don Gonzalo Muñoz Iranzo, la finalidad del colegio era "que aquí los niños y niñas, desde chiquitos, aprendan la Doctrina cristiana, y los mayores y estudiantes aprendan los principios de Gramática y Latinidad, para que aquí salgan buenos ministros para la Iglesia y vayan a otras Universidades para aprender otras ciencias y facultades y a Religiones y Monasterios para mejor servir a Dios, que éste es el celo del Salvador del mundo, a quien se debe todo y a quien se le dé la honra y gloria por siempre jamás, amén".
Hacia los 14 años, ell joven Francisco saldrá de aquí bien preparado para empezar su formación universitaria en el Estudio General de Valencia. En su certificado de estudios del 10 de abril de 1598 consta que era ya subdiácono, que cursó Artes, Lógica y Filosofía, bajo el magisterio del catedrático José Roque Rocafull, doctor en Artes liberales, y, y que luego completó los cuatro años de Teología. Cumplidos todos los requisitos, recibió enseguida el diaconado, seguramente de manos del santo arzobispo de Valencia Juan de Ribera, quien lo destinó a una de las parroquias de la ciudad.
Muy fuerte debió de sentir la llamada a la vida religiosa, pues, sin esperar a la ordenación sacerdotal, solicitó ser admitido en el convento valenciano de San Juan de la Ribera, de los franciscanos descalzos o alcantarinos. Esta rama de la observancia, una de las de mayor austeridad, se caracterizaba por una vida de pobreza, austeridad, mortificación y compromiso evangelizador y con los pobres. Descalzos eran también, aparte de san Pedro de Alcántara, san Pascual Báilón y el beato Andrés Hibernón, contemporáneos suyos.

 
A Oriente pela rota ocidental
El beato Francisco Gálvez profesó la regla franciscana el 6 de mayo de 1600 y se ordenó sacerdote a finales del mismo año, o a comienzos de 1601. Poco después, el 28 de junio, a petición propia, partía como misionero hacia al Extremo Oriente desde el puerto de Sanlúcar de Barrameda. Lo sabemos porque el 1 de marzo de 1601, el rey Felipe II, por real cédula que se conserva en el sevillano Archivo de Indias, autorizaba a fray Juan Pobre, procurador de la Provincia franciscana de Filipinas, viajar a dichas islas con 40 misioneros, a expensas reales.
El viaje se hacía entonces por la ruta occidental. Tras dos meses de travesía, la misión dirigida por Juan Pobre desembarcaba en San Juan de Ulúa, el puerto de Veracruz, en Méjico. De aquí se dirigieron a pie hasta la capital azteca. Ocho años permaneció el beato Francisco en tierras mejicanas, sin que podamos precisar dónde residió ni en qué se ocupó todo ese tiempo. Lo que si sabemos es que sólo en 1609 pudo embarcarse en Acapulco, donde la congregación tenía una hospedería para los frailes de paso, rumbo a Manila. Tanto el archipiélago filipino como el japonés formaban parte de la floreciente provincia franciscana de San Gregorio Magno, cuyo primer procurador había sido san Pedro Bautista, uno de los protomártires de Japón recientemente crucificados en Nagasaki. A raíz del martirio la Provincia había experimentado un fuerte crecimiento, pasando de 41 conventos, 125 religiosos y 60.892 cristianos a finales del siglo XVI, a 57 conventos y 114.000 cristianos en 1622.
El beato Francisco Gálvez fue destinado al convento filipino de Dilao, un barrio del extrarradio de Manila, donde había una colonia de japoneses cristianos. Trabajando pastoralmente con ellos fue como fray Francisco pudo aprender la lengua nipona. Hizo tantos progresos que sus superiores lo nombraron ministro de los japoneses de Balete, jurisdicción de Dilao.

Evangelizador no Japão
En 1612, bien preparado por el contacto diario con los nipones, el beato Francisco hizo su primer viaje a Japón. Durante dos años pudo desarrollar una breve pero intensa labor misionera: anuncio del Evangelio en japonés con soltura, traducción de libros religiosos (Vidas de Santos, un Catecismo, varios opúsculos devocionales) que facilitaron su tarea, y atención a los leprosos de Asakusa hasta contagiarse con la enfermedad.
El 27 de octubre de 1614, por decreto imperial, el beato Galvez y los demás misioneros tuvieron que abandonar el territorio y regresar a Manila, pues Japón no se abrió a los europeos hasta el siglo XIX, y las persecuciones contra los cristianos no terminaron hasta el año 1873. Pero fray Francisco se las ingenió para regresar, porque allá había dejado a un pequeño grupo de cristianos que él mismo bautizó, y necesitaban de su presencia, apoyo, consejos y consuelos. En 1616, con la armada del Gobernador de Filipinas, llegó hasta Singapur, desde donde pudo llegar a Malaca, colonia portuguesa donde los franciscanos, seis años antes, habían obtenido del rey de Camboya permiso para evangelizar en su territorio. Sólo encontró una galeota que viajaba a Japón, pero no admitía pasajeros, y menos misioneros, pues aún estaba reciente el decreto de expulsión. Entonces recurrió a una estratagema: se tiznó de negro y se contrató como galeón o remero, a cambio de una pequeña ración diaria de arroz. Pero todo lo soportó con paciencia, incluso el año y medio que tuvo que esperar en Macao, antes de tocar suelo japonés.
Cumplido su propósito, aún pudo moverse con cierta libertad, gracias a la tolerancia de las autoridades locales. Incluso ejerció de mediador diplomático, entregando al príncipe de Voxu, Masamuné, por encargo del beato Luis de Sotelo, martirizado poco después en Omura, unas cartas y presentes que traía de parte del rey de España y del Papa. Fray Francisco fue bien recibido y agasajado, con orden de atenderle en todo lo necesario, y con la asignación de un lugar tranquilo donde poder dedicarse sin molestias a la evangelización. Gracias a este especial privilegio del príncipe Masamuné, el Beato Gálvez pudo desarrollar una intensa y fructuosa actividad misionera en los territorios de Voxy y Mongami, multiplicando las conversiones.

 
Martirizado em Yedo (Tokio)
Aún no se habían agotado las anteriores órdenes de expulsión, cuando, en agosto de 1623, el Emperador nombró nuevo "shogum" o jefe de gobierno a Iemitsu. Y éste, al ver que no se cumplían con demasiado rigor, ordenó eliminar a los cristianos, prometiendo honores y dinero a quiénes los denunciaran. Enseguida alguien (un cristiano renegado, o un bonzo que se hizo pasar por tal) delató ante el gobernador a los cristianos y misioneros de Yedo, la actual Tokio, entre ellos al jesuita siciliano Jerónimo de los Ángeles. Fray Francisco Gálvez fue apresado en Kamakura, antes de poder huir con el japonés converso Hilario Mongazaimón, síndico de la orden franciscana. Con él apresaron también a fray Juan Cambo, que había sido portero en el antiguo convento de Nagasaki, a fray Padre Doxico, a Hilario y a su esposa Marina, con confiscación de todos sus bienes.
Los llevaron a Yedo, y fueron presentados ante el Consejo del Emperador. Acusado de engañar a los conversos japoneses arriesgando sus vidas, el beato Francisco respondió en voz alta y en elegante japonés: "Yo no he engañado a nadie, ni predico falsa doctrina, ni he sido causa de muerte; antes bien, por amor de Jesucristo, verdadero Dios y verdadero Salvador del mundo, y por amor de sus escogidos los cristianos, les he predicado la verdad y verdadera salvación, sin la cual nadie se puede salvar, ni vuestras mercedes se salvarán, si no creen lo que yo predico. No he sido causa de la muerte de los cristianos, sino vuestras Mercedes lo son, que se la dan injustamente".
No le dejaron seguir hablando. En prisión se encontró con fray Jerónimo de los Ángeles, apresado pocos días antes que él. Se alegraron de verse, se confesaron mutuamente, se prepararon para morir y animaron a los demás cristianos detenidos con ellos. Cuando llegó Iemitsu a Yedo, condenó a muerte a los 51 detenidos, ordenando que los pasearan por las calles de la Corte antes de ser quedamos vivos en la hoguera. En el cortejo iban tres grupos: el primero estaba encabezado por el P. Jerónimo de los Ángeles, a caballo, y el hermano laico Simón Yempo y 17 condenados más a pie. El segundo lo presidía fray Francisco Gálvez a caballo, con otros 16 condenados tras él. A la cabeza del tercer grupo iba Faramondo, caballero pariente y primo del Emperador, noble y rico, que se bautizó en Osaka en 1600 y había sido torturado en una anterior persecución.
El martirio se consumó el 4 de diciembre de 1623: dos jesuitas, el beato Francisco Gálvez y 47 "cordígeros" o franciscanos seglares, fueron quedamos vivos en una gran plaza de las afueras de Yedo, a la vista de muchos nobles y señores que habían sido invitados a los festejos de la investidura del shogun, y de un gran gentío, también cristianos, que acudieron de todas partes. Aunque pusieron guardia para los cristianos no retiraran sus restos y cenizas, pero éstos supieron esperar hasta la cuarta noche, cuando ya nadie vigilaba.
En poco tiempo, los cristianos de Japón quedaron sin sacerdotes y reducidos al silencio y la clandestinidad, hasta que fueron descubiertos de nuevo en 1865, año en que se volvió a permitir la entrada de misioneros católicos en el país.
El 7 de julio de 1867, Pío XI lo beatificaba con los otros 204 mártires ejecutados en Japón entre los años 1617 y 1632. Franciscanos eran 11 descalzos o alcantarinos, 6 observantes, y 29 seglares. Los franciscanos y la diócesis de Valencia celebran su fiesta el 4 de diciembre.

Outros Santos e Beatos
Completando o santoral deste dia, Dezembro 4

Santo Heracles, bispo


En Alejandría, en Egipto, san Heraclas, obispo, famoso como discípulo de Orígenes, de quien fue colaborador y sucesor en la escuela, y elegido después para regir esta sede (247/249).

São Melécio, bispo


En Sebastopol, del Ponto, san Melecio, obispo, el cual, aunque ya famoso por su erudición, fue aún más famoso por su virtud y sencillez de vida (s. IV).


São Félix, bispo

En Bolonia, de la Emilia, san Félix, obispo, que fue diácono de la Iglesia de Milán con san Ambrosio (431/432).


Santo Apro, presbítero e eremita


En Vienne, de la Galia Lugdunense, san Apro, presbítero, el cual, abandonando su patria, se construyó una celda en donde llevó una vida solitaria y penitente (s. VII).


São Sola, presbítero e eremita


En el monasterio de Ellwangen, en Baviera, san Sola, presbítero y eremita (794).

 
São Juan, o Taumaturgo, bispo


En Poliboto, de Frigia, san Juan, llamado el Taumaturgo, obispo, que, contra el dictamen del emperador León el Armenio, trabajó intensamente en favor del culto de las sagradas imágenes (s. IX).


Santo Annon, bispo

En el monasterio de Siegburg, de Renania, en Alemania, san Annon, obispo de Colonia, hombre de agudo ingenio, que fue tenido en gran honor tanto, en la Iglesia como en los negocios civiles, en tiempo del emperador Enrique IV, y para aumentar la fe y la devoción, procuró la fundación de muchas iglesias y monasterios (1075).


Santo Osmundo, bispo

En Salisbury, en Inglaterra, san Osmundo, obispo, que junto con el rey Guillermo se trasladó de Normandía a Inglaterra y, promovido enseguida al episcopado, consagró la iglesia catedral, proveyendo a la administración de la sede y al culto divino (1099).


São Bernardo, monge e bispo


En Parma, de la Emilia, san Bernardo, obispo, el cual, siendo monje, se aplicó a una vida de perfección, y después, como cardenal, buscó el bien de la Iglesia, para, finalmente, ya obispo, procurar la salvación de las almas (1133).

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Recolha, transcrição e tradução incompleta por António Fonseca