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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA MÃE DE DEUS – 8 de Dezembro



Hoje é Dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Mãe de Deus,
Mãe de Jesus Cristo e
Mãe de toda a Humanidade.
D. João IV Rei de Portugal decidiu coroá-la como Rainha de Portugal depois da instauração da Independência em 1640 e desde essa data nunca mais nenhum Rei em Portugal usou Coroa.
Muitos anos depois é que por dogma papal foi considerada Universalmente Imaculada sem pecado original.
Seus pais São Joaquim e Santa Ana conceberam-na por obra e graça do Espírito Santo, já com avançada idade.
Há dois mil anos, deu à Luz o Salvador, Jesus Cristo, Filho de Deus que aos 33 anos morreu na Cruz, para salvar todos os Homens.
Maria assistiu à sua morte e algum tempo depois, foi elevada ao Céu em Corpo e Alma e de lá derrama sobre todos nós, a sua bênção conjuntamente com
Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo.
De quando em vez desce à terra, mostrando-se em muitos locais de vários países, como em Fátima - Portugal, Lourdes - França, Aparecida - Brasil, na Polónia, etc., etc. para nos lembrar que há um Paraíso a esperar por nós e que para o alcançar, basta cumprir a lei de Deus e rezar por todos os pecadores para que voltem ao Bom caminho.
Rezemos com fé e confiança, o Rosário ou o Terço todos os dias da nossa vida para colaborarmos também profundamente na salvação eterna da Humanidade.
AVÉ MARIA,
CHEIA DE GRAÇA,
O SENHOR É CONVOSCO,
BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES,
BENDITO É O FRUTO DO VOSSO VENTRE,
JESUS.
SANTA MARIA MÃE DE DEUS,
ROGAI POR NÓS PECADORES,
AGORA E NA HORA DA NOSSA MORTE.
ÁMEN.


LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
E SUA MÃE MARIA SANTÍSSIMA


António Fonseca
--
Publicada por António Fonseca em CONFERÊNCIA VICENTINA DE SÃO PAULO a 12/08/2008
NOTA:  Curiosamente estava a compilar um trabalho que tenciono gravar daqui a algum tempo, que será uma espécie de TEXTOS DO MEU BLOGUE, quando dei de caras com este texto que editei em 8 de Dezembro de 2008  ( e que poderá ser consultada na hiperligação acima indicada ), pelo que resolvi publicá-lo novamente.

A Imaculada Conceição da bem-aventurada Virgem Maria
Solenidade, Dezembro 8
La Inmaculada Concepción de la bienaventurada Virgen María
A Imaculada Conceição da bem-aventurada Virgem Maria
SOLENIDADE
Martirológio Romano: Solenidade da Conceição Imaculada da bem-aventurada Virgem Maria, que, realmente Cheia de Graça e bendita entre as mulheres, em previsão do nascimento e da morte salvífica do Filho de Deus, desde o primeiro instante de sua Conceição foi preservada de toda culpa original, por singular privilégio de Deus. Neste mesmo dia foi definida, pelo papa Pio IX, como verdade dogmática recebida por antiga tradição (1854).
Tudo o que se refere à Santíssima Virgem Maria é um maravilhoso mistério. Como a primeira e mais importante das prerrogativas suas é sua condição de ser Mãe de Deus, tudo o que deriva disso - o caso de ser Imaculada, por exemplo - é uma consequência de sua especialíssima, impar e irrepetível situação no meio dos homens.
De facto, em tempo concreto, justamente em 1854, o papa Pío IX, de modo solene e com todo o peso de sua autoridade suprema recebida de Jesus Cristo, afirmou que pertencia à fé da Igreja Católica que Maria foi concebida sem pecado original. O fez mediante a bula Definitoria Ineffabilis Deus onde se declarava essa verdade como dogma de fé.
Pouco a pouco foi descobrindo-o no andar do tempo e atendendo aos progressos da investigação teológica, ao melhor conhecimento das ciências escriturísticas, ao que era realidade viva no espírito e vida dos católicos e depois de consultado o sentir do episcopado universal.
Não é em nenhum momento um gesto devido ao capricho dos homens nem a pressões ambientais ou conveniências económicas, políticas ou sociais pelas que soam reger-se as condutas dos homens. Não; é mais a fase terminal e vinculadora de um longo e complexo processo em que se vai desenvolvendo desde o mais explicito e directo até ao implícito ou escondido e sempre ao sopro do Espírito Santo que assiste à Igreja pela promessa de Cristo. Portanto, a definição dogmática não é a criação de uma verdade nova até então inexistente, senão a confirmação por parte da autoridade competente de que o dado corresponde ao conjunto da Revelação sobrenatural. Por isso, ao ser irreformável vai por diante, assegura de maneira inequívoca as consciências dos fieis que ao professá-la não se equivocam em seu assentimento, mas que estão conforme a  verdade.
No livro do Génesis, a Anunciação de Gabriel transmitida no terceiro evangelho, Belém onde nasce o único e universal Redentor, O Calvário que é Redenção dolente e o sepulcro vazio como triunfante se fazem unidade para a Imaculada Conceição.
Os Santos Padres e os teólogos aprofundaram no significado das palavras “porei inimizades entre ti e a mulher, entre tua descendência e a sua” reveladas nos Actos; relacionaram as promessas primeiras sobre um futuro Salvador, descendência da mulher, que venceria em plenitude ao Maligno com aquelas palavras  “cheia de graça” saídas do Anjo Gabriel. Compararam a  Eva, mãe primeira de humanidade pecadora e necessitada de redenção, com Maria, mãe do redentor e de humanidade nova e redimida. Pensaram na redenção universal e não podiam entender que alguém – Maria - não a necessitasse por não ter pecado. Com os dados revelados na mão se “queimaram” suas cabeças para entender a verdade universal do pecado original transmitido a todo humano por geração. Jogaram com as palavras Evagenesíaca -, e Ave neo-testamentária -, ambas do único texto sagrado, vendo no jogo maternidade analógica pelo comum e pelo díspar. Vieram outros e outros mais falando da dignidade de Maria impossível de superar; o mesmo povo fiel enamorado professava a conveniência n’Ela de imunidade, mas ainda restavam fios sem atar. Saiu algum teólogo genioso dizendo ¡impossível! e outro subtil, que fiava muito fino, afirmou que melhor é prevenir que curar a enfermidade para afirmar que a Redenção sim era universal e Maria a melhor redimida.
Solucionadas as aparentes contradições dos dados revelados que atavam todos os cabos soltos e compreendido quanto se pode entender na proximidade do mistério, só restava dar a razão de modo solene à firme convicção de fieis e pastores no povo de Deus que intuía, sob o sereno sopro do Espírito, que por um singular privilégio a omnipotência, sabedoria e bondade infinitas de Deus haveria aplicado, sem saber como, os inesgotáveis méritos do Filho Redentor a sua Santíssima Mãe, fazendo-a tão inocente desde o primeiro instante de sua Conceição, como o foi depões e para sempre, por havê-la amado mais que a nenhuma outra criatura e ser isso o mais digno por ser a mais bela de tudo o que criou. Assim o fez, naquele 8 de Dezembro, o papa Pio IX quando clarificou para sempre o significado completo de Cheia de Graça,
o Senhor é contigo, bendita tu és entre todas as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre.
Entretanto os teólogos estudavam e discutiam todos os pormenores, os artistas lhes tomaram a dianteira, sobretudo os espanhóis Murillo, Ribera, Zurbarán, Valdés Leal e outros; também não espanhóis como Rubens ou Tiepolo. Punham em suas impressionantes pinturas a Imaculada com túnica branca e manto azul, coroada de doze estrelas, que pisava com total potestade e triunfo a meia lua e a humilhada serpente.

Para saber mais consulta Festa da Imaculada Conceição de Maria
¡Virgem Maria, Mãe Imaculada, roga por nós!
Hinos e oracões
http://es.catholic.net/santoral
Recolha, transcrição e tradução de António Fonseca

AMBRÓSIO, Santo (e outros) – 7 de Dezembro

Os Santos de hoje, Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Ambrósio, Santo
Bispo e Doutor da Igreja, 7 Dezembro
Ambrosio, Santo
Ambrósio, Santo
Bispo e Doutor da Igreja
Dezembro 7
O jovem prefeito de Ligúria e de Emília, Ambrósio, nasceu em Tréveris no ano 340 de uma família romana. Ainda era catecúmeno, quando por aclamação do povo foi eleito para a sede episcopal de Milão, em 7 de Dezembro de 374. Em questão de religião cristã tinha que aprender quase tudo, e se dedicou sobretudo ao estudo da Bíblia com tanto empenho que cedo a aprendeu a fundo. Mas Ambrósio não era um intelectual puro; era sobretudo um óptimo administrador de sua comunidade cristã. Foi um verdadeiro padre espiritual dos jovenzitos imperadores Graciano e Valentiniano II e do temível Teodósio I, a quem não duvidou em reprovar duramente, exigindo-lhe uma penitência pública como expiação por haver feito assassinar ao povo de Tessalónica para acabar com uma revolta. Ambrósio é o símbolo da Igreja que renasce depois dos duros anos de ocultação e das perseguições. Por meio dele a Igreja de Roma tratou sem nada de servilismos com o poder político.
Suas qualidades pessoais foram as que o atraíram la devota atenção de todos. A actividade quotidiana de Ambrósio estava dedicada à direcção de sua própria comunidade, e cumpria seus compromissos pastorais pregando a seu povo mais de uma homilia semanal. Santo Agostinho, que foi um assíduo ouvinte dos sermões de Santo Ambrósio, nos conta em suas Confissões que o prestigio da eloquência do bispo de Milão era muito grande e muito eficaz em torno deste apóstolo da amizade.
Seus livros publicados que chegaram até nós são as rápidas transcrições e reutilizações de seus discursos, pouco ou nada revisados. Seus famosos Comentários exegéticos, antes de ser reunidos em volumes, haviam sido pregados à comunidade cristã de Milão. Neles se nota o tom familiar do pastor que se dirige com amável simplicidade a seus fieis. Neles se sente palpitar o coração de um grande bispo, que logra suscitar comovedora emoção em seus ouvintes com argumentos cheios de emotividade e de interesse. Como bom pastor gosta de ensinar cantos litúrgicos a seu povo. Por isso compôs um bom número de hinos, alguns são todavia familiares na liturgia ambrosiana. Foi ele quem introduziu no ocidente o canto alternado dos salmos.
Entre seus escritos que não têm relação directa com sua pregação, recordamos o De officiis ministrorum, porque, recalcando o conhecido texto ciceroniano e acolhendo todos seus elementos, demonstra que o cristianismo pode assimilar sem perigo de alterar o significado da boa notícia esses valores morais naturais que o mundo pagão e romano em particular soube expressar. Ambrósio morreu em Milão em 4 de Abril de 397.
¿Queres saber mais? Consulta ewtn
María Josefa Rossello, Santa
Fundadora, 7 Dezembro
María Josefa Rossello, Santa
María Josefa Rossello, Santa
Fundadora
Etimologicamente significa “princesa das águas”, em língua síria; “espelho”, em língua hebraica.
Se fosse possível sondar nosso coração humano, a surpresa seria descobrir, fugaz ou estável, a espera de uma invisível presença. O crente é consciente de que esta presença a tem assegurada em Cristo ressuscitado.
Esta jovem veio ao mundo no ano 1811 e morreu na cidade em que nasceu, Savona, em 1880.
Desde pequena se distinguiu por sua piedade e sua grande devoção. Muito cedo, iluminada pelo Senhor, sonhava com entregar-se a Ele na Terceira Ordem Franciscana.
Uns nobres quiseram adoptá-la como filha, mas ela o recusou sem a menor dúvida.
Quando quis entrar no instituto religioso, tinha fé em que assim sucederia apesar de que não tinha dote (dinheiro ou bens que havia que levar ao convento).
Quando o bispo se deu conta de que não tinha o necessário para entrar, disse-lhe que se ocupasse da juventude pobre. Maria, sempre disposta a fazer a vontade de Deus, fundou com ele as “Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia.”
A surpresa acudia a sua alma cada vez que empreendia novas actividades. Sim, porque pouco tempo depois, suas filhas religiosas se dedicaram a tratar e educar aos escravos negros.
Sentindo nas profundidades de sua alma o zelo pelo amor a Deus e ao próximo, abriu casas para a reeducação das raparigas pobres e um seminário para os jovens que queriam ser sacerdotes mas não podiam entrar no centro por falta de meios económicos.
Ela, por seu lado, vivia centrada em Deus e os assuntos evangélicos. Era muito desprendida.
Estava sempre a repetir:" Se não somos generosos com Deus, Ele não o será connosco. Só se responde ao amor com o amor".
Ou esta outra declaração sua que assinala seu ponto de intimidade com Deus:"Faz o que possas. Deus fará o resto".
Hoje, milhares de irmãs de seu instituto trabalham por todo o mundo.
¡Felicidades a quem leve este nome!
António de Siya, Santo
Abade, 7 de Dezembro

Dezembro 7
Etimologicamente significa “ florido, inestimável” Vem da língua grega.
Diz o Salmo: “Te busco de todo coração, Senhor; em meu coração escondo teus conselhos, para não pecar contra ti”.
Nasceu em Archangelsk. A vida de trabalho aqui era muito má. Por isso teve que se ir ao encontro dele a Novgorod.
Se pôs ao serviço de um senhor mercador altamente rico. Estava tão contente com eu rendimento, amabilidade e maturidade que inclusive lhe permitiu contrair matrimónio com sua filha.
Por desgraça, a mulher morreu e ele ficou viúvo sendo ainda muito jovem.
Desde então só lhe dava voltas na cabeça para uma coisa: fazer-se monge num mosteiro.
E, uma vez que havia pensado seriamente, se encaminhou para o de Kensk.
Ao cabo de uns anos, deixou-o para ir a viver na solidão do bosque perto do Mar Branco.
Se conta que comia somente cogumelos e frutos silvestres.
Mas quando a solidão vai carregada de santidade e de um coração que busca ardentemente ao Senhor, cedo começou a gente a conhecer a virtude deste santo eremita.
Tinha muitas visitas de pessoas dos arredores. Sua fama se estendia cada dia mais e mais. Inclusive o príncipe de Moscovo, ao inteirar-se de sua existência e obras boas que fazia com quem o visitava, e que já tinha até discípulos, mandou que lhe construíssem um mosteiro.
O abade António os dirigiu com tanto amor e entrega à oração e à penitência que todos estavam felizes com ele.
Bom todos, não.
Era ele próprio que desejava voltar de novo a sua amada solidão. Re-capacitando em seu interior, se decidiu por voltar de novo a comunidade que o pedia com insistência.
Morreu no ano 1556.
¡Felicidades a quem leve este nome!
“Quando se discute demasiado, se perde a verdade” (Siro).
Carlos Garnier, Santo
Mártir, 7 Dezembro
Carlos Garnier, Santo
Carlos Garnier, Santo
Este santo é muito querido na Companhia de Jesus. Desde muito jovem se entregou com grande generosidade ao chamado de Deus. Sempre foi um homem feliz. Em sua vida não parece haver uma sombra de tristeza. A consolação espiritual o acompanha em todas as etapas.

Nascimento e pátria
Carlos Garnier nasce em 25 de Maio de 1606, na cidade de Paris. Seus pais têm grandes meios económicos. São católicos fervorosos e se preocupam pela boa formação dos filhos. A prudência do pai e a devoção da mãe foram a sua melhor escola.
Dessa família, tão religiosa, saíram quatro homens consagrados: Carlos para a Companhia, Enrique para os Carmelitas, José para os Capuchinhos e António para o clero diocesano.

No Colégio dos jesuítas
Quando chega à idade de começar os estudos secundários, Carlos é matriculado no Colégio de Clermont da Companhia de Jesus, o mais importante de França. É bem acolhido. Se sente a gosto e pronto se distingue em tudo. Tem facilidade para os estudos, e com agrado ingressa na Congregação Mariana dos alunos mais velhos (hoje, Comunidades de Vida cristã, CVX).
Seu pai é generoso com o dinheiro. Carlos recebe sempre uma boa quantidade para seus gastos pessoais. Mas o rapaz gasta somente o indispensável. O resto, todos os meses, vai parar à caixa que os jesuítas destinavam para a ajuda dos presos da cadeia.
Um dia passeia por Puente Nuevo. Nos escaparates há alguns livros inconvenientes. Compra-os todos e os destrói. Quando lhe perguntam, diz com natural simpatia: "Algum poderia comprá-los e ao os ler poderia, talvez, ofender a Deus".


O ingresso na Companhia

Sem duvidar, como algo muito natural, decide aos 18 anos ingressar na Companhia de Jesus.
Seu pai sente tristeza quando o bom filho decide partir. Sofre em silêncio. Se sobrepõe e, com inteireza, o acompanha até ao Noviciado, em 5 de Setembro de 1624.
As palavras do senhor Garnier ao Superior mostram a Carlos a têmpera de seu pai: "Estou tranquilo. Se eu não quisesse a Companhia não daria a meu filho. Desde que nasceu jamais me desobedeceu, jamais me deu a  menor moléstia".
No Noviciado, Carlos se entrega como ele sabe fazê-lo, como é seu costume. Não parece sentir a menor moléstia. A vida religiosa lhe é agradável. Com suavidade, se acomoda a todo até nos pequenos detalhes.
Seus companheiros de noviciado passam a ser, agora, os seus melhores amigos. A alguns os conhece desde o Colégio. Pedro Chastellain é seu companheiro de ingresso, desde o primeiro dia. A amizade vai a continuar nas missões do Canadá. Francisco José Le Mercier será também seu companheiro na missão. Em uma carta a seu irmão Enrique, o carmelita, lhe escreve: "Quando rogues por mim roga também por Pedro, meu melhor amigo".
A formação tradicional
Carlos con alegría y paz, sin sobresaltos, continúa la formación que dan los jesuitas a los ingresados para el sacerdocio.
Los votos de pobreza, castidad y obediencia los hace el 6 de septiembre de 1626, en la casa del Noviciado. Para él es un día de plena felicidad.
De inmediato, es destinado al Colegio de Clermont para hacer los estudios de filosofía. ¿Qué pasa? Todo parece resultarle fácil. Ni siquiera se imagina que puedan venir dificultades.
En octubre de 1629, está en el Colegio de Eu, en la Normandía francesa. Es la experiencia del magisterio. Debe enseñar literatura. Las dificultades tampoco se presentan en esta etapa. Tiene cualidades y mucho ánimo. Con gusto se entrega a sus alumnos. Él siente que el Señor le allana los caminos.

O primeiro contacto com Juan de Brébeuf
En el Colegio de Eu se encuentra con un gigante. Es el P. Juan de Brébeuf, el fundador de la misión de los hurones, quien ha debido volver a Francia al ser expulsado por los ingleses después de la caída de Quebec.
Las conversaciones con Brébeuf son interminables. Con él sigue las peripecias por el gran río San Lorenzo. Parece ir por los bosques y las nieves sin fin. Conoce las costumbres, las supersticiones y las guerras de las tribus. Comparte con Juan el anhelo de convertir a esos pueblos tan abandonados. El deseo por la misión empieza a anidar en el corazón de Carlos.

A ordenação sacerdotal
Los estudios de teología los hace también en el Colegio de Clermont. El caminar en la Compañía lo hace dichoso. Ahí madura su vocación a las misiones del Canadá. La preparación al sacerdocio y a la misión, para él, corren paralelas.
La ordenación sacerdotal la recibe en París, al terminar su tercer año de teología. Es una gracia que Carlos recibe con honda gratitud. Considera como un regalo de Dios el poder asistir al año siguiente, en ese mismo altar, a la ordenación del P. Isaac Jogues, otro de sus amigos que quiere ser misionero como él.
Carlos Garnier es destinado al Canadá al terminar la teología. Él lo ha pedido con insistencia. Los Superiores lo conocen bien. Saben que la misión es dura, pero él tiene el corazón firme y una virtud muy bien probada. Le ponen, eso sí, una condición: hablar con su padre y obtener su aprobación y bendición.

A Missão do Canadá
Al señor Garnier le resulta muy difícil bendecir, por esta separación, al hijo tan querido. Ha sido muy dura la separación cuando se hizo jesuita, pero esta segunda es extremadamente dolorosa.
Carlos respeta, siente el cariño del padre. Pero ante Dios insiste con mucha fuerza. Un año dura el combate. Al fin obtiene lo que quiere.
El 8 de abril de 1636 sale la flota desde el puerto de Dieppe. Él va feliz. Su amigo, el P. Isaac Jogues, viaja en la misma nave. Juntos comienzan la conquista del nuevo mundo.
La travesía resulta fácil, sin tormentas. Con Isaac tiene el consuelo de decir la misa casi diariamente. Fueron dos meses. Una carta a su padre encierra sus sentimientos:
"El viaje podría haber sido duro, pero el capitán lo hizo fácil. En estos dos meses, solamente, doce días no pudimos celebrar Misa. Nuestra capilla era la cabina del capitán. Una parte de la tripulación asistía a la primera misa, la otra a la segunda. A la elevación se disparaban los mosquetes. En los domingos truena la artillería. El capitán y muchos otros comulgan. Enseñamos catecismo y leímos a todos las vidas de los santos".
Su corazón va lleno de alegría. El agradecimiento a Dios es grande. No sólo porque él va en viaje a la misión, sino también porque sabe que en otra de las ocho naves de la flota va también su amigo el P. Pedro Chastellain.

A Missão dos hurones
El 1 de julio de 1636, recibe el encargo de dirigirse a Trois Rivières. Desde allí deberá salir hacia los hurones. Su compañero de misión es el P. Pedro Chastellain, su gran amigo. Ambos tienen la misma edad, 29 años. Juntos han ingresado a la Compañía de Jesús y juntos van a la misión que tanto han deseado. Carlos se siente como un preferido de Dios.
El viaje resulta también sin mayores tropiezos. Los hurones se muestran buenos y los tratan con cariño. Pedro y Carlos parecen encantados. Cada uno va en canoa distinta. A Carlos los hurones lo empiezan a llamar Uracha.
Escribe Carlos, el 8 de agosto: "Dios sea bendito. Ayer llegamos a Nipissirinien, sanos y salvos. El Señor se portó bien conmigo. No he remado en demasía. No he cargado sino mi propio equipaje. Solamente, por dos o tres días, debí cargar el equipaje de un hurón enfermo. A la isla llegamos en la vigilia de San Ignacio. Compramos grano. No encontramos enemigos, ni peligros".
El 13 de agosto, llega a Ihonatiria. El P. Chastellain está ahí desde el día anterior. El Superior es su amigo el P. Juan de Brébeuf, el más cariñoso de los padres. En la capilla de troncos agradece al Señor. Después, en la cabaña de paja comparte con los amigos. Todos cantan, y comen la pobre comida de los indios hurones.

As terríveis epidemias
La alegría no puede ser eterna. Unos días después de la llegada del P. Isaac Jogues, la peste irrumpe en la misión. Los jesuitas también caen. Carlos interrumpe los Ejercicios espirituales, que ha comenzado, y se entrega al cuidado de sus hermanos. Acompaña al gigante Brébeuf, pero pronto también lo derriba la fiebre. Fue duro el recibimiento de la misión tanto tiempo apetecida.

Os primeiros apostolados
Una vez restablecido, el P. Juan de Brébeuf lo destina a hacer los primeros recorridos por las aldeas huronas. El 4 de diciembre, Carlos está en Ossossané, el 14 en Anenatea, para ayudar a una muchacha moribunda. Este viaje lo hace con su amigo el P. Francisco José Le Mercier.
Asiste a la fiesta que dan los hurones por su niña enferma, después a la danza de la muerte. Con los hurones canta y danza golpeando las ramas. Contempla con pena cómo colocan cenizas ardientes en las manos de la enferma. Terminada la fiesta, Carlos bautiza a la niña.
Un tiempo después, es destinado a iniciar la misión de Ossossané. Su trabajo es visitar, enseñar catecismo y practicar la amistad. No le parece difícil. Con agrado nota que el idioma de los hurones empieza pronto a perder sus secretos. Cada día lo habla con más soltura.
A Uracha los hurones no le tienen miedo. Lo dejan entrar a sus cabañas y bendecir a los niños. Uracha es incansable, cariñoso y un buen amigo.
Cuando los hurones abandonan a sus parientes moribundos, incapaces de soportar ellos mismos el hedor de la peste y el terrible temor a la muerte, ahí está Uracha. Con caridad, Carlos logra acercarse. Los lava, los acaricia, los alimenta y a los que van a partir los bautiza. Después llora con sus amigos los hurones.
En una carta a su padre, de 1637, manifiesta su temple:
"Estamos en las manos de Dios. El cuida de nosotros. Por supuesto, tenemos dificultades, pero somos felices. Te cuento, en Ossossané tenemos una fortaleza mejor que la Bastilla. Aquí, no hay cañones españoles que puedan asustar como en París. Estamos en paz. Nuestra defensa es de madera, palos de diez y doce pies. Tenemos una torre en un ángulo de la empalizada y estamos construyendo otras dos para asegurar los caminos de acceso.
¿Te acuerdas de mi fastidio por los estudios de medicina? Ahora ésta es una de mis principales ocupaciones. Preparo cataplasmas y suministro polvos. No te preocupes por mi salud. Nunca me he sentido mejor. Si tus amigos en Francia vivieran como yo, sé que estarían libres de muchas enfermedades.
Respecto al idioma, hago progresos. Anoto todas las palabras que escucho. Es cierto, no tengo mucho tiempo para escribir porque dedico casi todo el tiempo, desde la mañana hasta la noche, a predicar, a visitar a los enfermos, a recibir a los hurones en mi tienda".
Sobre los gustos artísticos de los pieles rojas escribe en una carta a su hermano Enrique, el carmelita:
"Necesito una pintura de Jesucristo, pero que no tenga barba. Si no es posible, que tenga muy poca, como si tuviera dieciocho años. La figura sobre la cruz debe ser muy clara, sin nadie al lado, para no distraer la atención. Sobre la cabeza de la Virgen María, haz poner una corona y un cetro en las manos, que el Niño esté en las rodillas. Esto ayuda a la imaginación de los hurones. No debes poner ninguna aureola, cámbiala por un sombrero. Los rayos pueden prestarse a equívocos, las cabezas deben estar siempre cubiertas.
Mándame un cuadro sobre la resurrección del último día, pero haz que las almas de los bienaventurados aparezcan extraordinariamente felices. Cuando representes el Juicio final, preocúpate de no confundir. Los muertos resucitados deben estar fuera de sus tumbas y, si se puede, iluminados. Las caras no deben pintarse de perfil, sino de frente y con los ojos muy grandes. Los cuerpos no deben estar completamente vestidos, por lo menos una parte debe estar desnuda. Los cabellos no deben ser rizados. Ninguna cabeza puede ser calva. Nadie debe usar barba. Nuestro Señor y Nuestra Señora deben ser muy blancos. Sus vestidos deben tener colores vivos: rosado, azul, escarlata; nunca verde ni café. Los santos que descienden del cielo deben ser blancos, como la nieve, con ornamentos relucientes, con una cara llena de risa y felicidad. Los condenados deben estar pintados de color negro y asados al fuego. Pon algunas llamas encima y dentro de la cabeza. Los ojos deben ser como brasas. La boca que esté abierta y de ella debe salir fuego, también de la nariz y de las orejas. Toda la cara debe aparecer atormentada, llena de arrugas. Las manos, los pies y los costados deben tener cadenas de fierro. Pon un terrible dragón, que se retuerza alrededor de las víctimas, y les muerda las orejas. Recuerda que las escamas de la bestia deben ser horribles, jamás de color azul. A cada lado de un condenado, pon dos demonios que lo torturen con arpones de fierro y un tercero que lo tire de los cabellos".

A Missão entre os petuns
Después de establecer la Residencia central de Santa María para la misión de los hurones, el nuevo Superior, el P. Pablo Raguenau, destinó a los Padres Isaac Jogues y Carlos Garnier a la región habitada por los petuns o tribu del Tabaco. Ambos deben iniciar allí un nuevo campo de evangelización.
El territorio de la nueva misión dista, hacia el occidente, a unas doce a quince leguas de la región de los hurones. El nombre de la tribu se debe a las grandes plantaciones de tabaco.
Los dos misioneros parten en noviembre de 1639. Para Carlos es un desafío que lo llena de alegría. El camino es duro en el invierno, tanto que ningún hurón acepta acompañarlos.
Se pierden en el bosque, los senderos han sido borrados por la nieve. Con hambre llegan a la primera aldea. Ellos la bautizan con el nombre de los Apóstoles Pedro y Pablo.
El recibimiento es muy duro. Nadie se atreve a darles hospitalidad. Las mujeres huyen espantadas a esconderse en las tiendas. Los muchachos siguen a sus madres dando gritos. Todos piensan que los carapálidas traen enfermedad y hambre. ¿Qué otra cosa pueden pensar al verlos arrodillados? Sin duda están preparando los maleficios.
Cada dos días deben seguir a otra aldea. Nadie desea tenerlos más tiempo. Isaac y Carlos no desmayan. Como les permiten vivir, ellos pueden continuar recorriendo los pueblos. No se quejan. Sólo están agradecidos.
Fueron tres meses muy duros. Al fin, regresan a Santa María con la cara llena de risa. No han logrado casi nada, pero están contentos porque piensan en el futuro.

O missionário insistente
Ocho meses después, Carlos Garnier regresa a la tribu de los hombres del tabaco. Esta vez, él es el Superior. Su compañero es el P. Pijart. Sabe que será mal recibido, pero tiene la decisión de quedarse entre ellos.
Al llegar a la aldea de los Apóstoles Pedro y Pablo, convoca a los jefes. Les habla con dulzura, distribuye regalos y solicita quedarse. Es escuchado sin interrupción. Cuando termina, uno de los sachems le responde:
"No queremos tus regalos. Deja pronto nuestro país si no quieres sufrir las consecuencias".
Pero Carlos, a pesar de la amenaza, decide quedarse.
Son otros meses de trabajo difícil y peligroso. Carlos sabe lo que busca y no desmaya. En dos ocasiones está a punto de morir, pero Dios parece liberarlo. "Nosotros te arrancaremos de la tierra, raíz venenosa".

A profissão solene
En 1642, Carlos queda encargado de la misión de San José, en la aldea hurona de Teanaustayé. Esta es la época de la cosecha para Carlos Garnier. Domina el idioma, quiere profundamente a los hurones, sabe su oficio. A los pocos meses recoge a manos llenas.
"En un mes o dos han progresado en el conocimiento y en el amor de Dios, más de lo que yo hubiera esperado con un trabajo de uno o dos años".
La alegría de Carlos se interrumpe con la noticia terrible de la prisión de sus amigos Isaac Jogues y René Goupil en manos de los iroqueses. El martirio de René lo llora junto a sus hermanos. La oración, entonces, la dirige por la preservación de Isaac.
El día 30 de agosto de 1643, en la capilla de la misión de Santa María, Carlos hace su profesión solemne de cuatro votos en manos del Superior del Canadá, el P. Jerónimo Lalement. Carlos agradece a Dios la incorporación definitiva a esa Compañía de Jesús que tanto ama.

O sofrimento de um grande amigo
En el mes de agosto de 1644, Carlos Garnier recibe las más increíbles noticias de sus hermanos jesuitas. Isaac Jogues, su entrañable amigo, ha regresado al Canadá. Sano y salvo. Ha sido torturado por los iroqueses. Ha podido huir gracias a la ayuda de los holandeses. Estuvo en Francia y ha regresado. ¡Cómo quisiera volar a su lado para abrazarlo! Con muchas lágrimas de consuelo, agradece a Dios por la vida del amigo. Pero la obediencia y los trabajos lo obligan a permanecer en Teanaustayé.
Los detalles de la odisea de Isaac los va sabiendo, uno tras otro. Ya conocía el hecho de la prisión, en manos iroquesas, el triste día del 30 de junio de 1642. Por la narración entregada por Isaac, ahora se impone del terrible viaje al interior del país de los mohaws. Una a una le cuentan las torturas. También los detalles del martirio de San René Goupil. En su interior, Carlos envidia al joven cirujano.
Isaac Jogues no ha querido decir mucho sobre su tiempo de esclavitud entre los iroqueses. Algo más ha contado sobre los holandeses del fuerte de Rensselaerswyck y de New Amsterdam. Han sido palabras agradecidas hacia esos amigos hugonotes. Ha narrado la huida, el viaje en velero, la llegada a Francia.
Carlos cree merecida la acogida triunfal en la corte francesa. Se alegra con la dispensa del Papa y goza con su regreso. Y ahora, admira el temple de su amigo que ha decidido partir nuevamente al país de los iroqueses.

De novo na tribo dos petuns
En octubre de 1646, la misión de Teanaustayé es encargada al P. Antonio Daniel. Carlos Garnier y el P. Leonardo Garreau deben partir a la siempre deseada misión en la tribu del Tabaco. Esta vez, Carlos ha sido llamado por los sachems. Eso lo llena de alegría. La aldea Etharita del Clan de los Lobos y la aldea Ekarenniondi del Clan de los Ciervos solicitan que Uracha sea quien los lleve a la verdadera fe.
En ese terreno, que bien puede ser considerado virgen, Carlos siente que ha encontrado el campo y la perla tanto tiempo pesquisados. Es duro, pero también el consuelo es grande. Muy pronto establece firmemente dos misiones: la de San Juan y la de San Matías.
Lleva dos meses en su nuevo puesto. Una carta le trae pronto las noticias del martirio de sus amigos Isaac Jogues y Juan de La Lande en el país de los iroqueses. Carlos y Leonardo lloran, pero se consuelan en la fe. Saben que ambos son ahora sus mejores intercesores.
Una carta escrita al P. General, d el 25 de abril de 1647, dice casi todo de su trabajo entre los petuns:
"El buen P. Garreau y yo estamos casi siempre separados, porque él vive en una aldea distante de la mía, unos diez o doce días de camino. Él viene a mí y yo a él de tanto en tanto. Y después de permanecer unos días juntos él regresa al poblado donde yo estaba y yo al de él. Así vivimos".

A guerra dos iroqueses
Pero la cruz del aislamiento no es la más pesada. Las incursiones de los iroqueses son su mayor preocupación. Carlos sabe que la guerra hace estragos entre los hurones. No se hace ilusiones. Un día la violencia llegará también a sus dos misiones de la tribu del Tabaco.
En julio de 1648, con pena conoce la destrucción de su querida misión de Teanaustayé y la muerte violenta del P. Antonio Daniel, su sucesor entre los hurones. El Superior, en su carta, les pide discernir. Carlos y Leonardo deciden quedarse con sus pueblos.
Poco después, el Superior, al conocer la decisión, determina enviarles compañeros. El P. Natal Chabanel será el compañero de Carlos en San Juan, y el P. Adrián Grélon acompañará a Leonardo, en San Matías.
En el mes de marzo de 1649, la amenaza de los iroqueses parece acercarse cada vez más. Hasta el país de los petuns, con la rapidez del rayo, ha llegado la noticia del martirio de los PP. Juan de Brébeuf y Gabriel Lalement. Después del incendio, nada queda de las aldeas huronas.

A morte da Missão hurona
Ese día del 16 de marzo de 1649, en Santa María de los hurones, el P. Pablo Raguenau observa la espiral de humo que se eleva por encima de los bosques. Parece venir desde la vecina misión de San Luis.
Poco después, llegan las mujeres llorando y los niños hurones espantados. Con aullidos anuncian el ataque de los iroqueses. Los PP. Juan de Brébeuf y Gabriel Lalement habían decidido quedarse con los hurones.
La sangre del P. Raguenau se hiela en las venas. Sin duda, a estas horas ambos pueden estar en poder de los iroqueses. De inmediato, el P. Raguenau organiza la defensa de Santa María. Si llegan los iroqueses, todos pueden perecer.
Al día siguiente, llegan trescientos hurones de la nación del Oso. Ellos anuncian la llegada de otros doscientos de sus guerreros. Sigilosamente salen los hurones hacia San Luis y San Ignacio. Primeramente son vencidos; después, con los socorros, viene la victoria.
El 19 de marzo llegan a Santa María los hurones que, con el desastre iroqués, se han liberado. El sachem Esteban Annaotaha cuenta a los horrorizados jesuitas los detalles del martirio de Juan de Brébeuf y de Gabriel Lalement. Todos lloran.
Al amanecer del día veinte, los jesuitas con algunos guerreros viajan a San Luis y a San Ignacio. Sólo encuentran ruinas, silencio y muerte. Sollozando, recogen el cuerpo ennegrecido de Juan y el cadáver del atormentado Gabriel. Con veneración los llevan a Santa María.
En una semana, los hurones abandonan quince aldeas. Algunos buscan refugio en la nación de los neutrales. Otros se dirigen al norte, hacia los algonquines. Centenares parten hacia la tierra de los petuns. La nación hurona parece morir.
Los jesuitas deciden, entonces, acompañarlos. Determinan abandonar la Misión de Santa María y reconstruirla en otro sitio. Con doce hurones mayores celebran consejo, y deciden trasladarse a la isla Ahoendoe.
De inmediato, el P. Raguenau organiza los trabajos. Con sus hurones, construye una barcaza de 16 metros de longitud y una balsa de troncos de 25 metros. Empaquetan y enfardan todo: ropa, maíz, provisiones, semillas y pescado ahumado. Con especial cuidado envuelven los vasos sagrados, ornamentos, imágenes y los libros. Las reliquias de los mártires las ponen en una caja, con fuertes cerraduras.
El 14 de junio de 1649, después de asegurarse de que no hay iroqueses en la cercanía, se embarcan todos, aun los animales. Los hurones los siguen en sus canoas. Santa María es destruida a fuego.
Desembarcan en Ahoendoe, y febrilmente comienzan a levantar las construcciones. Los hurones, hambrientos, llegan de todas partes. Los problemas de alimentación son extremadamente duros y ésta es la primera preocupación del Superior.

A guerra no país dos petuns
En noviembre, algunos hurones, que regresan de la tierra de los petuns, comunican la aterradora noticia de que los iroqueses han levantado también el hacha de guerra contra la tribu del Tabaco.
El P. Pablo Raguenau queda aterrado, pues ahora cuatro de sus misioneros viven en los poblados de los petuns. En Etarita, están los PP. Carlos Garnier y Natal Chabanel y, a 15 kilómetros más lejos, los PP. Adrián Grélon y Leonardo Garreau.
De inmediato, el P. Raguenau escribe a Carlos Garnier, ordenándole a él y a los otros tres dirigirse a la nueva Santa María de Ahoendoe, cuanto antes, a menos que alguna poderosa razón lo impida.

Outro discernimento heróico
En Etarita, a principios de diciembre, los PP. Carlos Garnier y Natal Chabanel reciben la orden del P. Raguenau. Silenciosamente y con tristeza se miran ambos. Cada uno da sus razones. Sí, el peligro de los iroqueses existe. Pero ése no puede ser un motivo para abandonar a los cristianos. Conversan, discuten, rezan y disciernen, como tal vez jamás lo han hecho en sus vidas.
Al fin, Carlos Garnier, el superior de los dos, toma la decisión. Partirá el P. Natal Chabanel y él se quedará con los petuns. En carta al P. Pablo Raguenau, explica:
"No tengo temor alguno por mi vida. Lo que más sentiría sería abandonar a mis cristianos. Ellos me necesitan en su hambre, miseria y en el terror de la guerra. Dejaría de utilizar la oportunidad que Dios me da, de morir por Él. Pero en todo momento estoy dispuesto a dejarlo todo y a morir en la obediencia".
Bajo el doble mandato de la obediencia, el P. Natal Chabanel sale de Etarita el 5 de diciembre de 1649.

O ansiado martírio
El martes 7 de diciembre, a las tres de la tarde, mientras Carlos hace su acostumbrada visita apostólica, oye el grito aterrorizado de sus cristianos: ¡Los iroqueses! ¡Los iroqueses!.
De inmediato corre. Ve a los iroqueses, con sus pinturas de guerra, entrando al poblado y derribando todo. Corre a la Capilla. Grita a los petuns para que huyan sin tardanza. Bendice a los cristianos.
"¡Uracha, sálvate! ¡Huye con nosotros! Él hace un gesto, negándose. De pronto, siente en su pecho la herida de una bala de mosquete. Después, otra bala le perfora el estómago. Pierde entonces el conocimiento.
Al recobrarlo, se encuentra totalmente desnudo, con la sangre manando de las heridas. Musita el acto de contrición. A poca distancia ve a un petun que se retuerce en agonía.
Carlos entonces se levanta, penosamente, y se desploma. Haciendo un esfuerzo, intenta taponar la sangre y se arrastra hacia el moribundo. Entonces, un iroqués se precipita sobre él, le corta el cuero cabelludo y le clava el hacha en la cabeza.

A glorificação
Los restos de Carlos fueron recogidos por los PP. Adrián Grélon y Leonardo Garreau, dos días después.
Sentados en tierra permanecieron todo el día, como estatuas de bronce, la cabeza inclinada y los ojos fijos en el suelo. No debían llorar, porque eso era indigno de un valiente. Lo enterraron en lo que había sido su Capilla.
San Carlos Garnier fue canonizado el 26 de junio de 1930, conjuntamente con Juan de Brébeuf, Isaac Jogues, René Goupil, Juan de La Lande, Antonio Daniel, Gabriel Lalement y Natal Chabanel.
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Fara ou Burgundófora, Santa
Abadessa e Virgem, 7 Dezembro
Fara o Burgundófora, Santa
Fara ou Burgundófora, Santa
Santa Fara nasceu na cidade de Pipimisicum (hoje Poincy, perto de Meaux). Seus pais eram o conde Cagnerico e Leodegonda. Teve dois irmãos santos: Cagnoaldo, monge em Luxeuil, e Farone, Bispo de Meaux.
De pequena foi benzida e dedicada a Deus por São Columbano que, exilado de Luxeuil, havia recebido a hospitalidade dos pais da santa. 
Já adulta, seu pai, indiferente à promessa feita ao santo, resolveu casá-la .A jovem acudiu em busca de ajuda a Eustasio, sucessor de Columbano na  direcção do mosteiro de Luxeuil, que recomendou a Cagnerico que deixasse a sua filha livre para se consagrar a Deus.
O pai prometeu fazê-lo, mas não manteve a sua promessa. A Santa então, vendo que novamente se começava a falar de casamento, abandonou a casa paterna e se refugiou na de uma fiel amiga,perto da igreja de São Pedro. Descoberta, lhe rogam que volte à casa paterna, ameaçando-a de morte se não o fizer. Informado Eustásio do que estava ocorrendo, intervêm, e reprimindo severamente a Cagnerico, impõe o véu à jovem.
Mais tarde, Fara recebeu em herança de seu pai um terreno onde fundou o mosteiro de Evoriacum (Faremoutiers), de que foi abadessa durante quarenta anos. O convento cedo se converteu em centro de fervente vida espiritual: primeiro adoptaram a regra de São Colombano, e logo a beneditina.
Santa Fara morreu em redor do ano 675. É invocada especialmente contra os males dos olhos.

Recolha, transcrição e tradução incompleta (da biografia de Carlos Garnier, por ser muito extensa) por António Fonseca

NICOLAU, Santo (e outros) – 6 de Dezembro

Os Santos de hoje, Domingo 6 de Dezembro de 2009
Nicolás de Mira, Santo
Nicolás de Mira, Santo
Bispo
De São Nicolau, bispo de Mira (Lícia) no século IV, temos muitas notícias, mas é difícil distinguir as poucas autênticas do grande número de lendas tecidas em redor deste popularíssimo santo, cuja imagem apresentam todos os anos os comerciantes, vestido de “Papá Noel” (Pai Natal) (Nikolaus na Alemanha e Santa Claus nos países anglo-saxões), um rubicundo ancião de barba larga e branca, e com um saco cheio de prendas às costas.
Seu culto se difundiu na Europa quando suas presumíveis relíquias foram levadas de Mira por 62 soldados bareses e colocadas com grande honra na catedral de Bari, para evitar que foram profanadas pelos turcos. Era em 9 de Maio de 1087. As relíquias haviam sido precedidas pela fama de grande taumaturgo e por coloridas lendas. Na Lenda áurea se lê: “Nicolás nasceu de ricas e santas pessoas. Quando lhe deram banho no primeiro dia ficou sozinho na tina...”. Era um menino de excelente saúde e já inclinado à ascética, pois, como acrescenta a Lenda, à quarta  e à sexta-feira recusava o leite materno. Já mais crescido “recusava as diversões e as vaidades e frequentava a igreja”.
Nicolás de Mira, Santo
Nicolás de Mira, Santo

Elevado à dignidade episcopal por sobrenatural inspiração dos bispos reunidos em concílio, o santo pastor se dedicou à sua grei, distinguindo-se sobretudo por sua grande caridade. “Um seu vizinho, encontrando-se em grandíssima pobreza, ordenou expor ao pecado a suas três filhas virgens para tirar desse vil mercado o sustento para ele e para suas filhas...”. Para evitar esse desapiedado lenocínio, São Nicolás, passando à noite em frente da casa desse pobre, três vezes deixou uma bolsa de moedas de ouro, e as três filhas com o dote conseguiram um bom marido. Seu patrocínio sobre rapazes e raparigas parece que se deve a outro facto legendário: o bispo haveria inclusive ressuscitado a três meninos, assassinados por um carniceiro para fazer salsichas.
Se narra também que, invocado por alguns marinheiros durante uma furiosa tempestade no mar, ele lhes apareceu e a tempestade cessou imediatamente. Com efeito, parece que com os marinheiros tinham conta aberta: durante uma carestia havia obtido de uma nave cheia de trigo uma boa porção para seus fieis; depois, quando os donos controlaram o conteúdo da nave, encontraram que todo o trigo estava completo. Na Idade Média muitas comédias e jogos tiveram como protagonista o santo taumaturgo.
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Pedro Pascoal, Santo
Mártir Mercedário, 6 Dezembro
Pedro Pascual, Santo
Pedro Pascual, Santo
Mártir Mercedário
Nasceu em Valência, Espanha, nesse momento em poder dos muçulmanos, no ano 1227.
Os mouros dominavam ainda a cidade com suas intransigências religiosas e com os sofrimentos que infligiam aos cristãos.
Ele soube e buscou informação acerca de como viviam os escravos crentes em Cristo.
Influenciou a seus pais – que tinham dinheiro – para que resgatassem a muitos.
E justamente, um destes resgatados se converteu em seu preceptor.
Depois da reconquista cristã, Pedro foi para a universidade de Paris a seguir seus estudos.
Aos seus 29 anos se doutorou e chegou a ser professor do afamado centro. Levado pelo amor a Deus e pelas tristes condições em que viviam os cristãos presos pelos mouros, pensou que sua vocação estava em fazer-se sacerdote da Ordem da Mercê.
O fim de esta Ordem era resgatar os cativos.
Com o tempo o elegeram bispo de Jaén, que estava também sob a dominação moura.
Apenas entrou na diocese, começou por visitar a todos os seus fieis.
Era um pregador eloquente e contundente contra o que faziam os invasores.
Levado ao cárcere, desde ele seguiu escrevendo. Devido a seu prestigio e temendo um motim, os mouros o deixaram em liberdade.
Empreendeu de novo sua actividade pastoral e inclusive até com os próprios muçulmanos. O prenderam outra vez e o condenaram à morte.
Celebrava a missa no calabouço. E os guardas aproveitaram esse momento para o decapitar, de joelhos, ante o altar. Era o ano 1300.
Sepultado na catedral de Baeza, seu sepulcro ganhou celebridade pelas graças que o Senhor concedia por sua intercessão. Seu culto imemorial foi confirmado pela Igreja em 1670 e sua canonização se levou a efeito em 1675.
¡Felicidades a quem leve este nome!
Emílio e companheiros, Santos
Mártires, 6 de Dezembro
Emilio y compañeros, Santos
Emílio e companheiros, Santos
Dionisia, Mayórico, Dativa, Leoncia, Tercio, Bonifácio, Sérvio e Emiliano (Emílio)
Etimologicamente significa “ cortês e émulo”. Vem da língua latina.
Nosso santo, junto com outros amigos e amigas, tocou-lhes viver o horror do rei ariano contra os cristãos.
Sofreram o martírio por defender a fé na Santíssima Trindade. Sua mania persecutória se centrou sobretudo em mulheres da alta nobreza.
Para vergonha delas, as desnudava na praça pública, e as castigava lentamente até que morriam sangrando.
E quanto mais belas eram, como Dionísia, mais forte eram as penas.
Havia então em África um médico chamado Emílio, Emélio ou Emiliano, cunhado de uma das raparigas, Dativa em concreto, que se horrorizou ao contemplar tais atrocidades.
E com voz potente e clara disse aos juízes que eram inumanos. Uma vez que ouviram suas palavras e sem que a deixassem curar  às moribundas, o juiz lo condenou a morrer também por ser cristão.
Na Idade Média se suscitou um culto muito especial a santo Emílio em toda a Nápoles. 
A razão principal foi porque ali levaram suas relíquias desde África. No século XIV, os farmacêuticos o elegeram como a seu excelso padroeiro e lhe levantaram um templo em sua honra.

¿Onde sucedeu tudo isto?
Uns morreram em Vite de Bizacene (Tunís) no ano 484. Em 25 de Fevereiro,o rei dos Vândalos (477-484) redigiu um decreto mediante o qual havia que matar a todos os cristãos que não se fizessem arianos. Uma parte dos católicos, por medo, apostataram; outros se esconderam até que desapareceu o tirano. Outros, como santo Emílio e companheiros/as defenderam sua fé à custa de sua morte martirial.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Dezembro 6
Monge
Etimologicamente significa “homem excelso, pai de muitos”. Vem da língua hebraica.
Disse Mateo: “ Após haver sido baptizado, Jesus viu descer sobre si o Espírito de Deus, ao mesmo tempo que uma voz proveniente do céu dizia: "Este é meu Filho amado em quem me comprazo".
Abraham foi um monge nascido em Síria no ano 474 e morto na Palestina em 558.
A vida deste santo é sumamente interessante. Estudou letras e a sagrada Escritura.
A medida que se acrescentava sua sabedoria humana, aumentava a sua santidade.
Dada sua virtude e suas qualidades intelectuais,o nomearam abade do mosteiro.
Mas é aqui que os monges, perante o ataque de uns nómadas, se dispersaram.
Ficou sozinho. Pensou seriamente ante o Senhor e, guiado por sua divina vontade, foi para Constantinopla.
Aos 26 anos o nomearam abade da abadia de Kratia, em Bitinia.
Dez anos mais tarde, voltou secretamente à Palestina para levar uma vida mais tranquila e repousada.
Pouco tempo depois, o fizeram bispo de Kratia, onde se prodigalizou fazendo o bem a todos os necessitados.
Ninguém que acudisse a ele, voltava em vão.
Sem embargo, ele era consciente de que seu sítio estava na Palestina. E a ela voltou para dedicar-se à contemplação, penitência, oração e visitas de pessoas que iam pedir-lhe conselho.
O deserto era sua alma e sua vida.
¡Felicidades a quem leve este nome!
“O ódio é a vingança de um cobarde intimidado” (B. Shaw) .
Luisa María Frías Cañizares, Beata
Luísa María Frias Cañizares, Beata
Nascida em 20 de Junho de 1896 em Valência, morreu no Picadero de Paterna, Valência, Espanha, em 6 de Dezembro de 1936.
Conhecida por seu espírito caritativo e por seu empenho social, desenvolveu seu apostolado secular no mundo universitário e no âmbito paroquial.
Solteira, professora da Universidade de Valência.
Para ver mais sobre os 233 mártires em Espanha faz "click" AQUI
http://es.catholic.net/santoral
Recolha, transcrição e tradução de António Fonseca