OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A CARTA QUE DEUS ESCREVEU A CADA HOMEM…(e que está – ou deve estar - sempre presente em nós)

Caros Amigos e Irmãos em Cristo.

Há cerca de um ano editei esta Carta que DEUS escreveu a cada Homem e que cada um de Nós a deverá ter sempre presente no seu coração.

Leiam e meditem, por favor. António Fonseca

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As palavras que vai ler são verdade.

Elas mudarão a sua vida se você deixar.

Pois vêm do coração de Deus.

Ele ama-te.

Ele é o Pai que tens procurado durante toda a tua vida.

Esta é a Sua carta de amor para si.

 

 

Meu Filho, Tu podes não me conhecer, porém eu sei tudo sobre ti (Salmo 139:1)

Eu sei quando te assentas e quando te levantas (Salmo 139.2)

Eu conheço todos os teus caminhos (Salmo 139.3)

Até os cabelos da tua cabeça estão todos contados (Mateus 10.29-31)

Pois tu foste feito à minha imagem (Génesis 1.27)

Em mim tu vives e te moves, e tens existência (Actos 17.28)

Pois tu és a minha descendência (Actos 17.28)

Eu já te conhecia mesmo antes de seres concebido (Jeremias 1.4-5)

Eu te escolhi quando ainda planeava a criação (Efésios 1.11-12)

Tu não és um erro (Salmo 139.15)

Pois todos os teus dias foram escritos no meu livro (Salmos 139.16)

Eu determinei a hora exacta do teu nascimento e onde deverias viver (Actos 17.26)

Tu foste feito de forma admirável e maravilhosa (Salmo 139.14)

Eu te formei no ventre de tua mãe (Salmo 139.13)

E te trouxe à luz no dia em que nasceste (Salmo 71.6)

Eu tenho sido mal interpretado por aqueles que não me conhecem (João 8.41-44)

Eu não estou distante nem zangado, mas sou a completa expressão de amor (I João 4.16)

E é meu desejo derramar meu amor sobre ti (I João 3.1)

Simplesmente porque tu és meu filho, e eu sou o teu Pai (I João 3.1)

Eu te ofereço mais do que o teu pai terrestre jamais poderia oferecer (Mateus 7.11)

Pois eu sou o Pai Perfeito (Mateus 5.48)

Cada boa dádiva que recebes vem da minha mão (Tiago 1.17)

Pois eu sou o teu provedor e cuido de todas as tuas necessidades (Mateus 6.31-33)

O meu plano para o teu futuro sempre foi cheio de esperança (Jeremias 29.11)

Porque eu te amo com um amor eterno (Jeremias 31.3)

Os meus pensamentos para contigo são incontáveis, como a areia da praia (Salmo 139.17-18)

E eu me regozijo em ti com cânticos (Sofonias 3.17)

Eu nunca deixarei de te fazer o bem (Jeremias 32.40)

Pois tu és o meu tesouro precioso (Êxodo 19.5)

Eu desejo te estabelecer com todo meu coração e toda minha alma (Jeremias 32.41-42)

Posso revelar-te coisas grandes e maravilhosas (Jeremias 33.3)

Se me buscares de todo o teu coração, me encontrarás (Deuteronómio 4.29)

Deleita-te em mim e eu te darei os desejos do teu coração (Salmo 37.4)

Pois sou eu quem colocou em ti esse desejo de me agradar (Filipenses 2.13)

Eu sou capaz de fazer mais por ti do que jamais poderias imaginar (Efésios 3.20)

Pois eu sou a tua maior fonte de encorajamento (II Tessalonicenses 2.16-17)

Eu sou também o Pai que te consola em todas as tuas aflições (II Coríntios 1.3-5)

Quando estás quebrantado, eu estou próximo de ti (Salmo 34.18)

Como um pastor que leva um cordeiro, eu te tenho carregado junto ao meu coração (Isaías 40.11)

Um dia eu limparei toda a lágrima dos teus olhos (Apocalipse 21.3-4)

E tirarei toda a dor que tens sofrido nesta terra (Apocalipse 21.4)

Eu sou o teu Pai e te amo, tal como amo o meu filho Jesus (João 17.23)

Pois em Jesus foi revelado o meu amor por ti (João 17.26)

Ele é a representação exacta do meu ser (Hebreus 1.3)

Ele veio para demonstrar que eu sou por ti e não contra ti (Romanos 8.31)

E para dizer que eu não estou a levar em conta os teus pecados (II Coríntios 5.18-19)

Jesus morreu para que tu e Eu pudéssemos ser reconciliados (II Coríntios 5.18-19)

A sua morte foi a expressão suprema do meu amor por ti (I João 4.10)

Eu entreguei tudo o que amava para poder ganhar o teu amor (Romanos 8.32)

Se receberes a dádiva do meu filho Jesus, recebes-me a mim (I João 2.23)

E nada jamais poderá te separar do meu amor (Romanos 8.38-39)

Vem para casa e haverá grande alegria no céu! (Lucas 15.7)

Eu sempre fui Pai, e sempre serei Pai (Efésios 3.14-15)

A minha pergunta é: Queres ser meu filho(João 1.12-13)

Estou à tua espera (Lucas 15.11-32)

Com amor, do teu Pai Deus Todo-Poderoso.

http://conhecerDeus.com

LOUVADO SEJA O SANTÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS António Fonseca

HISTÓRIA DE NATAL

 

Transcrição (sem comentários… basta ver as fotos) de um e-mail acabado de receber que me foi enviado por

Artemísia Merlo - Brasil

HISTÓRIA DE NATAL… E DE AMOR!

Isso é que é amor.

Louvado seja Deus !

Artemísia

--- Em ter, 8/12/09, Rachel Giacomini <racgiaco@gmail.com> escreveu:


De: Rachel Giacomini <racgiaco@gmail.com>
Assunto: O Ser Humano nos Surpreende!!!!
Para:
Data: Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009, 11:28

: O Ser Humano nos Surpreende!!!!

O Amor é maior que qualquer problema,não tem limites....

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"Não me ame pela beleza, pois um dia ela se acaba. 
Não me ame por admiração, pois um dia você pode se decepcionar.
Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar um Amor sem explicação.".

António Fonseca

ANO SACERDOTAL

 

(três vidas de SACERDOTES)

 

César Cruz: Padre e Bombeiro

 

 

Os tempos de infância são propícios para os sonhos. Ser bombeiro fez parte do imaginário de César Cruz. Para além de concretizar esse sonho, César Cruz é também pároco em Meimão (diocese da Guarda).

Apesar de ter o uniforme, o padre César Cruz não se considera bombeiro a tempo inteiro. “O meu cargo é mais moralizar e incentivar a malta” – confidenciou à Agência ECCLESIA. Tudo começou na paróquia de Meimão… “Decidimos criar uma corporação de bombeiros, ligados à secção de Penamacor”. Como tinha um grupo de jovens a preparar-se para o sacramento do Crisma, “fizeram-me o pedido para os incentivar a inscreverem-se nos bombeiros”.

Os cerca de 30 jovens ouviram o pedido e, juntamente com o Pe. César, entraram para a corporação. “Não cruzei os braços”, mas reconhece que “tenho faltado muito à escala de trabalho” – lamenta. Estas ausências são compreensíveis visto que tem várias paróquias - Casteleiro, Malcata, Meimão, Sto Estêvão e Póvoa – e é professor de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). Na festa de inauguração benzeu os carros e o quartel na presença do Secretário de Estado que achou “piada um padre fazer parte da corporação”. Quando toca a sirene dos bombeiros “nem sempre estou disponível” – confidencia.

No Verão passado, a zona do Sabugal foi bastante fustigada com incêndios. Mesmo desfardado, “estive com os meus colegas bombeiros”. Apesar de ser um dia de reuniões na escola e de missas, no final de uma delas foi ajudar um grupo de jovens de Santo Estêvão na eliminação do fogo. “Meti mãos à obra com uma pá”.

Quando as labaredas proporcionam cenários dantescos, os bombeiros e as pessoas que observam os seus bens a desaparecer “consideram-se muito pequenas junto daquelas chamas” – esclarece. Aparecem também as questões: “como acabar com o fogo?; como é possível isto acontecer?...”. Há uma sensação de revolta quando “sentimos que foi fogo posto” – afirma o padre da diocese da Guarda.

Todos os anos desaparecem muitos hectares de floresta. Perante esta verdade irrefutável, o Pe. César Cruz alerta: “é necessário olhar para a floresta como um bem imprescindível”. Vive na zona da Reserva Natural da Malcata que outrora era verdejante, mas, actualmente, o concelho do Sabugal tem pouca floresta. “Os incêndios das últimas décadas destruíram quase tudo”. E aconselha: “é importante reflorestar…”

Para se chegar a bombeiro é necessário tirar um curso e depois as especialidades. “Devido a minha ocupação é impossível tirar essas especializações porque são quase sempre ao fim-de-semana”. “Não é bombeiro quem quer, mas quem quer pode chegar a bombeiro” – sublinhou o Pe. César Cruz. Ao falar do seu escalão naquela corporação, o padre bombeiro afirma que é “aspirante com orgulho e prazer”.

Nunca andou vestido com a farda de bombeiro na luta contra o fogo porque “quase sempre ando ocupado noutros serviços”. No entanto já fez “serviços de ambulância, nomeadamente no transporte de doentes”. E relata: “As pessoas quase ganharam uma nova alma quando souberam que eu era padre”.

O quartel de bombeiros de Meimão tem cerca de 40 voluntários (homens e mulheres) e o padre bombeiro considera que “existe um ambiente saudável”. Com o aumentar da confiança entre as pessoas “podemos evangelizar no quartel”. E adianta: “não se consegue evangelizar só e apenas na igreja”.

Sabe manusear os utensílios dos bombeiros. “O que me faz falta é a formação porque não tenho disponibilidade”. Mesmo com a escassez de tempo “fiz piquetes e dormir no quartel” – realça. Os paroquianos “aceitaram bastante bem” este serviço à comunidade. Ao som das sirenes, tanto das ambulâncias como dos carros de bombeiros, as pessoas devem “questionar-se sobre o que podemos fazer para ajudar”.

Ser bombeiro “é um estado de espírito”, mesmo que D. Manuel Felício, bispo da Guarda, o transferisse para outra paróquia “teria todo o gosto em inscrever-me na corporação dessa terra”. No entanto reconhece que “teria de ver primeiro a minha disponibilidade”.

Nascido em 1974, o Pe. César Paulo foi para o seminário com 11 anos de idade. Esteve no Seminário do Fundão até ao 9º ano, no Seminário da Guarda até aos estudos teológicos e, posteriormente, na Universidade Católica do Porto. Ao relatar a sua experiência sacerdotal, o Pe. César Cruz frisou que, actualmente, “não é fácil ser pastor em lado nenhum”.

Nesta região serrana onde a palavra rebanho é comum, o padre bombeiro utiliza a metáfora para explicar a relação entre o pastor e o rebanho. O concelho raiano tem “uma vivência muito própria da religião”. “Há ovelhas que me acompanham e outras nem tanto”. Perceber os modos de caminhar das pessoas “é de extrema importância” – disse.

Como professor de EMRC, o Pe. César Cruz sente que há “uma luta constante para que o ensino religioso esteja nas escolas”. E completa: “é muito complicado implementarmos a nossa disciplina nas escolas”. Neste diálogo, o Pe. César Cruz concluí que, diariamente, “apago «fogos» na escola”.

Luís Filipe Santos

Fotos

Nacional | Luís Filipe Santos | 2009-11-17 | 11:12:36 | 6702 Caracteres | Ano Sacerdotal, Ano sacerdotal - Padre e ...

Uma vocação radical

Pe. Rui Barnabé, padre de Aveiro, fala sua opção de vida como a «verdadeira loucura»

De cabelos pelo ombro e barba que lhe preenche o queixo, Rui Barnabé podia ser confundido com qualquer praticante de surf ou artista plástico. É padre e explica que também pode ser radical, à sua maneira.

Haverá gente que me ache mais radical, outros mais reaccionário. Radical significa estar na raiz e, se for assim, procuro sê-lo”, indica à ECCLESIA Rádio.

As escolhas do caminho da vida são pertença de cada um. A escolha da profissão, do estilo de vida ou da vocação faz com que pensemos na poção mágica para atingir a felicidade. “Julgo que me defino, antes de tudo, como um cristão, que descobriu que Deus queria para si que fosse padre”, indica o sacerdote.

Pe. Vitor Gonçalves e Pe. Rui Barnabé

Pelas suas tarefas diárias os jovens preenchem várias horas do dia de Rui Barnabé. Tenta perceber as questões da juventude e recebe a alegria e a autenticidade que serve de alavanca às actividades que tem sempre em mente.

Os jovens trazem, sobretudo, a alegria da vida, mesmo com problemas e questões, e a autenticidade”, declara. Este contacto com as pessoas ajuda a encarar “a vida real”.

Encara a vida de Padre sempre com os olhos postos em Cristo, o exemplo a seguir.

Como jovem que é, os dias não são fáceis. E como Padre a dificuldade aumenta mas o entusiasmo é visível quando diz que a vocação é “a verdadeira loucura”.

A vida de um padre acaba por ser muito diversificada, às vezes até um bocadinho desgastante, do ponto de vista emotivo, emocional, mas é um pouco a aproximação possível ao que Jesus Cristo procurou ser”, relata.

Rui Barnabé é padre há cinco anos. Na diocese de Aveiro é director da Pastoral Juvenil e foi o anfitrião do Festival Jota 2009. Não isola nenhum “momento-chave” no nascimento desta vocação, mas lembra “uma criança, um adolescente, um jovem que foi crescendo em Deus” e assumiu o desafio.

Audio

Nacional | Agência Ecclesia | 2009-11-09 | 15:51:13 | 2359 Caracteres | Ano Sacerdotal

Albino Carneiro: Padre e político

 

O mês de Outubro foi profícuo em eleições que trouxeram para a ribalta o esmiuçar dos resultados eleitorais. O verdadeiro político senta-se na oposição e no poder, todavia deseja as melhores condições de vida para os cidadãos. Em Vieira do Minho (Braga), o Pe. Albino Carneiro já sentiu o sabor da derrota e da vitória no sufrágio eleitoral, mas continua com o mesmo lema: “ajudar as pessoas”.
Nunca teve vocação para a política, mas – “depois de estar 24 anos fora da minha terra” – circunstâncias “muito particulares” contribuíram para que, naquele momento muito concreto e de acordo “com a situação que se vivia no concelho, alguém me lançou esse desafio de assumir uma candidatura à Câmara Municipal de Vieira do Minho” – disse à Agência ECCLESIA. Depois de ponderar o desafio, o Pe. Albino Carneiro resolveu aceitar.
Quando falou com a Agência ECCLESIA ainda era presidente daquela câmara minhota. No entanto, na noite de 11 de Outubro, o candidato «Unidos por Vieira» perdeu por uma vintena de votos para Jorge Dantas, o candidato da lista opositora. “Uma das acusações que me fazem – tanto da oposição como daqueles que me apoiam - é que eu não sei ser político” – referiu.
Questionado sobre as especificidades para se ser político, o Pe. Albino Carneiro salienta que – “de acordo com os critérios que as pessoas me transmitem e que, de facto, se verifica no terreno, mas que não aceito porque não as coloco em prática – é preciso ser mentiroso, corrupto e saber aproveitar-se das situações”. E acentua: “por aí não entro”.
Não compreende as acusações que as pessoas fazem à classe política, mas “depois exigem a quem exerce funções neste domínio que sejam iguais” àqueles que criticam. No entanto esclarece que conhece muitos políticos que “são sérios” e que “prestam um serviço público à comunidade”. Entrou na política para “moralizar um pouco a situação que se vivia no concelho” – disse o candidato dos «Unidos por Vieira».
Este padre político tem uma “postura diferente” e “não posso ter a atitude politiqueira (dizer sempre sim às pessoas quando sei que não vou, nem legalmente nem financeiramente, resolver os problemas das pessoas)”.
Quando se candidatou à Câmara de Vieira do Minho, “as objecções que D. Jorge Ortiga (Arcebispo de Braga) lhe colocou, coloquei-as eu, em primeiro lugar, à minha consciência”. Ponderou os prós e os contras e “tenho a consciência que o padre não é formado para exercer política e muito menos política partidária”. No entanto, a acção humana - “os padres não fogem à regra - é uma acção política” enquanto palavra, actividade, intervenção na comunidade e ir ao encontro das respostas sociais. A Igreja “faz política quando esta é entendida como um bem à comunidade” – frisou. E acrescenta: “nesta perspectiva não tive problemas de consciência”.
Em 2001, quando transmitiu a notícia ao arcebispo de Braga e lhe pediu para o libertar das paróquias do Arciprestado de Vieira do Minho para “não confundirmos as coisas”, ele, como “meu superior responsável, tentou demover-me da ideia”. Já participou em três eleições e conhece o sabor da derrota e da vitória. “Isso ajuda-nos a crescer” – disse.
Na sua vida de padre encontrou jovens estudantes que quando tiraram a primeira negativa “fizeram depressões”. O conselheiro dizia-lhes: “é preciso saber, conhecer e sentir a experiência do fracasso para valorizar o bom da vida”. Quem se habitua ao sucesso, a primeira vez que fracassa “sente-o mais profundamente”.
Actualmente, não tem paróquia porque “o exercício da paroquialidade está impedido, enquanto se exerce funções de político” de acordo com o Direito Canónico e o Direito Civil. Apesar destas contingências, o Pe. Albino Carneiro celebra a Eucaristia visto que “tenho que alimentar a minha fé”. “Procuro é celebrar a título privado, contudo, particularmente no tempo de Verão, ajudo alguns sacerdotes” que solicitam a sua ajuda – declarou.
Para além da vida de político, o Pe. Albino Carneiro disse que vive com uma irmã e, como os pais faleceram, ainda não se fizeram partilhas. “Tenho como hobby os pássaros”. Tem canários, periquitos, caturras e faisões, mas “falta-me o espaço”. Sempre gostou do trabalho na terra – “não só da experiência que adquiri” -, mas os pais ensinaram os filhos a trabalhar no campo.


De Vieira do Minho para os Passionistas
Partiu de Vieira do Minho rumo a Santa Maria da Feira, para o Seminário dos Passionistas. S. Paulo da Cruz é o seu modelo na vida e na política. “A minha vida está à sombra da cruz e à sombra de uma doutrina que nos faz compreender a realidade da vida à luz de um sofrimento que é redentor e salvador” – sublinhou o Pe. Albino Carneiro. Deixou os Missionários Passionistas há 11 anos, mas a saudade “está presente porque foram 24 anos vividos em comunidade”.
Considera que já teve “momentos de Ressurreição na política”. Não propriamente “nas inaugurações” porque “isso é pouco importante”, mas quando vê resolvidas as dificuldades das pessoas. “A resolução dos problemas das pessoas são momentos vividos com intensidade” – afirma. O «corte das fitas» nas inaugurações é uma consequência do trabalho, todavia é a “obra que dá votos”.
Na perspectiva política, o que “dá votos é o betão”, mas “não deveria ser assim”. Ao longo dos quatro anos que esteve como presidente da edilidade minhota “tenho feito esse discurso”. Pelo facto de ter sido presidente de câmara tinha presença na distrital de Braga, mas “procuro envolver-me muito pouco na discussão partidária”. Não é filiado no partido porque “os padres não podem ser filiados”, mas é apoiado pela coligação PSD/CDS. Apesar da filiação partidária estar impedida aos sacerdotes, o Pe. Albino Carneiro conhece padres que “têm filiação partidária” e “ estão inscritos em sindicatos”.
Nos últimos tempos, as necessidades das pessoas “vêm-se acentuando e, nem sempre, as autarquias têm disposições legais para poder resolver o problema”. E exemplifica: “podemos recuperar o telhado de uma casa e criar as condições de habitação para uma pessoa, mas se esse cidadão estiver acamado ou não tiver condições financeiras para comprar os medicamentos, a autarquia não pode pagar o medicamento”.
O Pe. Albino Carneiro afirma que nunca fez “homilias políticas”. Em 2001, quando se candidatou pela primeira vez, “havia sempre gente estranha nas celebrações das minhas comunidades”. Ao iniciar a Eucaristiadizia-lhes para não terem trabalho de tirar apontamentos porque no final fornecia cópia da homilia”.
Durante o seu mandato no município de Vieira do Minho, o padre político não esconde “que, enquanto a lei permite, apoiou paróquias e comunidades na preservação do património religioso” e “no tornar mais digno os espaços envolventes às igrejas”. Fez este serviço “não no sentido de manter os padres e os conselhos económicos presos” – sublinhou.
Ao olhar para as relações Igreja/Estado, o padre minhoto realça que a Igreja em Portugal “tem de pagar a factura da submissão ao poder, não me refiro ao antigo regime, mas de anos recentes” – acrescenta. “Davam-nos dinheiro e tudo estava facilitado”.
No debate público e político usa com frequência – “sou acusado” – de utilizar frases bíblicas. “Não posso fugir àquilo que sou”. Gosta muito do evangelista S. João. “É um evangelho muito espiritual e orienta-nos para o sagrado sem esquecer o humano”. Só nesta dicotomia, a realidade é compreensível.
Foi missionário no Norte de Angola (diocese de Uíge) – “uma experiência muito rica, onde aprendemos a relativizar as coisas” -, numa situação onde os bens primários eram quase nulos, o padre político experimentou a presença, naquelas pessoas, “do divino de uma forma muito profunda”. Aqueles três anos (de 1991 a 1994) “ensinou-nos a liberdade e o limite das coisas”. Apesar destas dificuldades, “eles vivem a dimensão da festa” de uma forma diferente.


Período antes do 25 de Abril de 1974
Saiu da sua terra natal (Vieira do Minho) para o Seminário aos 15 anos e celebrou as bodas de prata sacerdotais, a 1 de Julho passado. Recorda-se, vagamente, dos tempos antes da «Revolução dos Cravos». “As comunicações sociais não eram aquilo que são hoje”. “Meio a brincar, meio a sério”, costuma a dizer que tinha um professor - o actual director do Jornal de Vieira, o Pe. Luís Jácome - que através da música “dava-nos algumas pistas” nos períodos antecedentes ao 25 de Abril de 1974. O Pe. Albino Carneiro recorda-se de alguns folhetos – “custavam dois escudos e cinquenta centavos” - que o professor requisitava “da Capela do Rato (Lisboa)”. Através do Pe. Luís Jácome “tivemos acesso às músicas do Zeca Afonso e dos cantores de intervenção”.
Do baú das memórias, o padre político lembra-se também de um episódio passado na casa dos seus pais. “Numa noite estávamos a rezar o terço em família e chegaram três personalidades a casa. A minha mãe ficou preocupada e chamou-nos a atenção que não podíamos comentar com ninguém que o doutor fulano de tal esteve lá em casa”. Essas imagens e factos estão presentes, mas “não posso dizer que recordo bem aquele tempo”. Como era estudante quando se deu o 25 de Abril de 1974, o Pe. Albino Carneiro recorda que “aquele dia foi importante porque deixámos de ter aulas ao Sábado”.
Dos seus pais recebeu uma educação que “me alertava para a justiça e a generosidade”. Filho de uma família numerosa (17 filhos), o Pe. Albino Carneiro recorda que “até nisso os pais foram generosos”.
O sentido do pastoreio “está presente na minha vida” e tem a experiência do “trabalho duro”, não só enquanto missionário e membro da congregação dos Passionistas, mas também na família. “Fomos educados a trabalhar e, costumo dizer na brincadeira, que os meus pais iam presos” em relação ao trabalho infantil. E confessa: “com cinco anos ia com as ovelhas para o monte”.
Não costuma gozar férias porque “não me dou sem um horário para cumprir” e algo de concreto para fazer, nem que seja com a “passarada”. É adepto do Benfica e do clube da terra, o Vieira, mas aos “meus trinta anos deixei de sofrer tanto com o Benfica”. E confessa: “cheguei a gravar os relatos do Benfica”.


Um político que chora
Confessa que “já chorou” devido à política, especialmente “pela ingratidão das pessoas”. Na execução das suas tarefas “nem tudo são rosas” e salienta que “não é só o salário no dia 22 ou 23 de cada mês”. Como padre nunca teve salário – “na congregação a caixa era comum” – e, quando saiu há 11 anos dos Passionistas, tinha como mesada “cinco mil escudos”. Nas paróquias de Vieira do Minho vivia “das esmolas”, mas “reconheço que as comunidades eram generosas comigo”. Se não fosse em dinheiro era em bens.
Antes das eleições de 11 de Outubro, o Pe. Albino Carneiro recebia mensalmente “cerca de três mil Euros” e relata que, em certos dias, coloca na carteira 150 Euros ou 200 Euros, mas chega ao fim do dia sem dinheiro. “É uma velhinha que não tem dinheiro para pagar os medicamentos... Algumas situações, mas não faço alarme desses casos ” – conclui. Quando se acusam os políticos de «encherem» os bolsos, este padre esvazia-os em prol dos mais necessitados.

Luis Filipe Santos

Fotos

Nacional | Luís Filipe Santos | 2009-10-28 | 10:44:18 | 14994 Caracteres | Ano Sacerdotal, Ano sacerdotal - Padre e ...

http://ecclesia.pt

Com a devida vénia, retirei estes textos do site da Agência Ecclesia para os transcrever nesta rubrica do Ano Sacerdotal

NOSSA SENHORA DO LORETO, Comemoração – e outros Santos – 10 de Dezembro

 

Os Santos de hoje, Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Nossa Senhora de Loreto

Festa, 10 de Dezembro

Nuestra Señora de Loreto

Nossa Senhora de Loreto

Invocação Mariana
Padroeira da aviação

A Santa Casa de Loreto é a mesma casa de Nazaré que visitou o Arcanjo Gabriel na Anunciação à Santíssima Virgem María. É ali onde o Verbo se fez Carne e habitou entre nós. Ali também viveu a Sagrada Família a seu regresso de Egipto e onde Jesus passou 30 de seus 33 anos junto à Virgem e São José. 
Cedo a Santa Casa se converteu em lugar de reunião para a celebração da Santa Missa dos primeiros Cristãos. Podemos imaginar-nos com que amor e veneração cuidavam este Santo Lugar.
Actualmente a Santa Casa está situada dentro da Basílica que para ela se construiu em Loreto, Itália. Dentro da casa de Loreto se venera a pequena estátua da Virgem de Loreto. A Santa Casa em Nazaré tinha duas partes: uma parte era uma pequena gruta e a segunda parte uma pequena estrutura de ladrilhos que se estendia desde a entrada da gruta. A estrutura de ladrilhos não tinha senão três paredes, já que um lado pegava com a parede da gruta.
¿Como chegou a casa de Nazaré a Loreto, Itália? Há várias tradições. Uma delas fala de anjos que transportaram a casa pelos ares. Mas há documentos que parecem indicar que o responsável do traslado é um comerciante chamado Nicéforo Angelo do século XIII. Talvez seu apelido tenha inspirado a ideia da mudança  por meio de anjos. Em todo o caso, tão extraordinária empresa, sem dúvida, teve a protecção e guia do céu. Já o havia dito o anjo à Virgem nessa mesma casa: "Para Deus nada é impossível".

Tratam de destruir a Santa Casa 
A casa de Loreto é sagrada em virtude de quem nela habitou. Muitos consideram a Santa Casa de Loreto como um dos lugares mais sagrados do mundo e Dios não quis que esta casa fosse profanada ou destruída, mas sim preservada para sempre. O demónio, os homens, e o mundo usualmente vão contra tudo o que Deus quer e com esta bendita casa não foi diferente. Em 1291, os Sarracenos conquistavam a Terra Santa. Quiseram acabar com toda a história do cristianismo e a melhor forma para eles era destruindo todos os lugares sagrados. Pensavam que eliminando todos os sinais visíveis do cristianismo, apagariam o amor e a devoção. 
Foram em busca de cada lugar venerado por sua associação com a vida de Cristo. Quando chegaram às proximidades de Nazaré, A Santa Casa não tinha defesa humana. Esta era bem conhecida, porque os cristãos desde o tempo dos Apóstolos a tinham com grande reverência e celebravam ali a Santa Missa. Os inimigos diziam: "Nunca mais os cristãos celebrarão aqui a Anunciação
A Basílica construída sobre a Santa Casa já havia sido destruída duas vezes antes. A primeira vez foi em 1090 A.D. Sem embargo, a casa ficara intacta. Os cruzados reconstruíram a Basílica, mas em 1263 foi destruída de novo. Uma vez mais a Santa Casa foi protegida. Esta vez os cruzados não puderam reconstruir a Basílica e a Santa Casa ficou sem protecção.


A tradição da mudança Angelical
Segundo esta tradição, em 1291, quando os cruzados perdiam controle sobre a Terra Santa, Nosso Senhor decidiu enviar os anjos a proteger sua Santa Casa e lhes deu o mandato de que movessem a casa a um lugar seguro. Levem a Santa Casa para um lugar seguro, longe do ódio de meus inimigos desta terra onde nasci. Elevem-na sobre os ares, para onde não a possam alcançar. Que não a vejam.
Em 12 de Maio de 1291 os anjos trasladaram a casa até um pequeno povoado chamado Tersatto, na Croácia. Muito cedo de manhã a descobriram os vizinhos e se admiraram ao ver esta Casa sem cimento e não podiam explicar como ali tinha chegado. Entraram nela e viram um altar de pedra. No altar havia uma estátua de cedro da Virgem Maria, que tinha o menino Jesus em seus braços. O Menino Jesus tinha seus dois dedos da mão direita estendido como benzendo. Com sua mão esquerda sustinha uma esfera de ouro representando o mundo. Ambos estavam vestidos com umas batas e tinham coroas de ouro.
Uns dias mais tarde, a Virgem Maria apareceu a um sacerdote desse lugar e explicou-lhe de onde vinha a casa. Ela disse: "Deves saber que a casa que recentemente foi trazida para tua terra é a mesma casa na qual eu nasci e cresci. Aqui, na Anunciação do Arcanjo Gabriel, eu concebi ao Criador de todas as coisas. Aqui, o Verbo se fez carne. O altar que foi trasladado com a casa foi consagrado por Pedro, o Príncipe dos Apóstolos. Esta casa veio de Nazaré para tua terra pelo poder de Deus, para o qual nada é impossível.
Agora, para que tu possas dar testemunho de tudo isto, sê sanado. Tua cura inesperada e repentina confirmará a verdade que eu te hei declarado hoje." O sacerdote, que havia estado doente por muito tempo, se curou imediatamente e anunciou ao povo o milagre que havia ocorrido. Começaram as peregrinações a la Santa Casa. Os residentes deste pequeno povo construíram sobre a Santa Casa um edifício simples para protegê-la dos elementos da natureza. Mas a alegria dos croatas durou pouco tempo. Depois de três anos e cinco meses de estar a casa neste povoado, na noite de 10 de Dezembro, de 1294, a casa desapareceu de Tersatto para nunca mais voltar.
Um residente devoto de Tersatto construiu uma pequena igreja no lugar onde esteve a casa, uma réplica desta. E pôs a seguinte inscrição: ¨A Santa Casa da Virgem Maria veio de Nazaré em 10 de Dezembro de 1291 e esteve até 10 de Dezembro de 1294.¨A gente de Croácia continuou venerando a Nossa Senhora na réplica da Santa Casa. Foi tanta sua devoção, que o Papa Urbano V enviou à gente de Tersatto uma imagem de Nossa Senhora em 1367. Esta imagem se crê foi esculpida por São Lucas.

 
A Santa Casa é levada para Itália
Em 10 de Dezembro de 1294, uns pastores da região de Loreto em Itália relataram que haviam visto uma casa voando sobre o mar, sustentada por anjos. Havia um anjo vestido com uma capa vermelha (São Miguel) que dirigia aos outros e a Virgem Maria com o Menino Jesus estavam sentados sobre a casa. Os anjos baixaram a casa num lugar chamado Banderuola.
Muitos chegavam para visitar esta Santa Casa, mas também haviam alguns que chegavam para assaltar os peregrinos. Por esta razão as pessoas deixaram de chegar e a casa novamente foi mudada pelos anjos a um cerro no meio de uma quinta. A Santa Casa não ficaria aqui por muito tempo. A quinta era de dois irmãos que começaram a discutir sobre quem era o dono da casa. Pela terceira vez a casa foi mudada para outro cerro e a colocaram no meio do caminho. Esse é o lugar que tem ocupado já há 700 anos.
Os habitantes de Recanati e Loreto verdadeiramente não sabiam a história da Santa Casa, só sabiam dos milagres que se aconteciam aí. Dois anos mais tarde, a Virgem Maria apareceu a um ermitão chamado Paulo e lhe contou a origem e a história da Santa Casa: “Se manteve na cidade de Nazaré até que pela permissão de Deus, aqueles que honravam esta casa foram expulsos pelos inimigos. Já que não se honrava e estava em perigo de ser profanada, meu Filho quis mudá-la de Nazaré a Jugoslávia e daí até tua terra”. Paulo então o contou às pessoas do povo e começaram a fazer gestões para verificar a autenticidade da casa. Foram primeiro a Tersatto e logo a Nazaré.
Investigações dos peritos
Os peritos indicados a este projecto foram a Tersatto. Aí eles verificaram que as paredes eram de cor roxa e cerca de 16¨ de largura. Descobriram também que a réplica media exactamente igual à de Loreto, 31 ¼ pés de largo por 13 pés e 4 polegadas de largura por 28 pés de altura. Tinha uma só porta de 7 pés de altura e 4 1/2 de largura. Tinha também uma janela. Todas as descrições, inclusive as dos elementos interiores e as estátuas, coincidiam.
Em Nazaré: descobriram que de verdade era a casa da Virgem. As medidas da fundação eram exactas às de Loreto e a maqueta construída em Tersatto. Depois de 6 meses regressaram a Loreto e declararam a autenticidade da Santa Casa. Anos mais tarde, encontraram moedas debaixo da casa, não só da área de Nazaré, mas que do período em que a casa esteve em Nazaré. As pedras e a terra utilizada para o recheio da casa era idêntica às que se usavam em Nazaré nesse tempo e civilização. A casa não tem cimentos, já que estes ficaram em Nazaré. 

Contos da Santa Casa de Loreto
Chegou um tempo em que muitos peregrinos iam a este santuário e o Papa Clemente VII mandou que se fechasse a porta original e se construíssem três portas, já que só havia uma porta e as pessoas lutavam para entrar e sair. Só havia um problema e era que ninguém havia pedido permissão à Virgem Maria para as alterações. Quando o arquitecto colheu seu martelo para começar, sua mão murchou e começou a tremer. Em seguida foi embora de Loreto e ninguém mais quis fazer o trabalho. Tempo depois um clérigo chamado Ventura Barino aceitou fazer o trabalho, mas primeiro se ajoelhou e rezou à Virgem. Este lhe disse que não era sua culpa, mas por ordem do Papa, que si ela estava aborrecida devia ser contra o Papa e não contra ele. O clérigo pôde completar o trabalho. As pessoas de Loreto também decidiram proteger a Santa Casa pondo-lhe uma parede de ladrilho, mas depois que terminaram com a parede, a parede se separou da casa. Por isso há um espaço entre a Santa Casa e a parede que foi construída.


Devolver à Virgem o que é d’Ela
Uma história relata que o Bispo de Portugal visitou a Santa Casa e quis levar uma pedra para construir uma Igreja em honra à Virgem de Loreto. O Papa lhe deu permissão e o Bispo mandou a seu secretário a tirar a pedra e a levar. O Bispo adoeceu de repente e quando chegou seu secretário estava quase morto. O Bispo pediu a algumas irmãs religiosas que rezassem por ele e alguns dias depois recebeu esta mensagem: "Nossa Senhora disse, se o Bispo deseja recuperar-se, deve devolver à Virgem o que ele lhe tirou". O secretário e o Bispo se assombraram com isto, pois ninguém sabia da pedra da Santa Casa. O secretário foi imediatamente de regresso a Loreto com a pedra e quando chegou, o Bispo estava completamente curado. Por esta razão, durante os séculos, os Papas têm proibido, sob ameaça de excomunhão, a extracção de qualquer parte da Santa Casa.


Um Lugar Sagrado 
A Santa Casa é considerada entre os lugares mais sagrados do mundo. Antes de que a Santa Casa fosse mudada, São Francisco de Assis havia profetizado que um dia Loreto se ia a chamar o lugar mais sagrado do mundo e que por isso deviam abrir uma casa ali.
Muitos santos, beatos e Papas têm visitado esta Casa. Entre eles: São Francisco de Sales: fez seus votos de celibato na Santa Casa; Santa Teresa de Lisieux: antes de ir a pedir permissão ao Papa para entrar o Carmelo com a idade de 15 anos, visitou a Santa Casa; São Maximiliano Kolbe: em seu regresso à cidade da Imaculada, pouco antes de ser levado ao campo de concentração; e muitíssimos outros santos. 
O Papa João XXIII foi no dia antes de convocar o Concilio Vaticano II e pediu à Virgem de Loreto a protecção do Concílio. João Paulo II visitou muitas vezes a Casa de Loreto e teve ali convenções de jovens e famílias.
Muitos peregrinos vão cada ano a visitar a Santa Casa. A visitar o lugar onde a Sagrada Família viveu e a receber as graças que Deus lhes quer dar. É uma tradição rezar de joelhos o Santo Rosário em redor da Casa. É um rosário penitencial pedindo a intercessão poderosa da Santíssima Virgem. Procissões com velas do Santíssimo Sacramento formam parte das celebrações na Basílica da Santa Casa de Loreto. 
A imagem de Nossa Senhora de Loreto, se encontra no interior da Casa, tem uma túnica tradicional decorativa. A cor escura da imagem representa a estátua original de madeira, que com os séculos se escureceu com o óleo das lâmpadas de azeite que se usava na capela. Em 1921 se destruiu a estátua original num incêndio, e outra similar foi colocada no lugar.

 

Eulália de Mérida, Santa
Mártir, 10 de Dezembro

Eulalia de Mérida, Santa

Eulália de Mérida, Santa

Mártir
Dezembro 10

Etimologicamente significa “a que fala bem”. Vem da língua grega.
Para o crente, uma das chamadas é acolher a alegria pascal – nascida no coração do maior dos fracassos “aparentes”, o da cruz – e ser portadores de alegria.
Nos encontramos em Mérida, Extremadura no ano 300. Em primeiro lugar, há que dizer que há duas Eulálias: a de Mérida e a de Barcelona. 
A vida destas duas mártires se relatam nos poemas de nosso compatriota Prudêncio (+415).
Disse:"Nunca esteve uma criatura humana dotada de tanta graça e atractivo. Apesar dos 12 invernos e treze primaveras que tinha, nunca permitiu que se lhe falasse de leito nupcial, pois seu corpo pertencia a Cristo"..
Vivia com este convencimento. Não sonhava o que a aguardava em puro coração e mente esclarecida.
Por aquele tempo se desencadeou a perseguição de Diocleciano. Já estamos no mesmo, mas ao mesmo tempo interessante e novo por ver a reacção desta rapariga de Mérida e de tantos outros cristãos.
Ela, não somente não tinha medo à morte, mas que inclusive desejava ser mártir por amor a Cristo. Desde logo, a admiração quando se estuda tudo isto a tantos séculos de distância, é extraordinária.
Os padres queriam impedir a todo o custo que morresse. Para isso, a encerraram num castelo. O único que podia vê-la era o  sacerdote Félix e a ama de chaves. 
O governador romano tinha a ordem de que todo aquele cristão que não queimasse incenso aos deuses, iria direito à morte.
Eulália convenceu a ama de chaves para que o deixasse sair. Saíram as duas juntas ante o governador. Reprovaram-lhe a sua crueldade. Em seguida mandou martirizar primeiro a Júlia, a empregada, e a continuação a Eulália. 
O juiz pagão mandou que a destroçassem ferindo-a com varas de ferro e que sobre suas feridas colocassem tochas acesas. A formosa cabeleira de Eulália se incendiou e a jovenzita morreu queimada e afogada pelo fumo.
Disse o poeta Prudêncio que ao morrer a santa, a gente viu uma branquíssima pomba que voava até ao céu, e que os verdugos saíram fugindo, cheios de pavor e de remorsos por haver matado a uma criatura inocente. A neve cobriu o cadáver e o chão dos arredores, até que vários dias depois chegaram uns cristãos e lhe deram honrosa sepultura ao corpo da jovem mártir. Ali no sitio de sua sepultura se levantou um templo de honra de Santa Eulália, e disse o poeta que ele próprio viu que a esse templo chegavam muitos peregrinos a orar ante os restos de tão valente jovem e a conseguir por meio dela muito notáveis favores de Deus.
Com o tempo se converteu em uma das santas espanholas mais venerada.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Comentários ao P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

 

Milciades (Melquiades), Santo
Papa, 10 de Dezembro

Milciades (Melquiades), Santo

Milciades (Melquiades), Santo

Dezembro - 10
Papa

Etimologicamente significa “de tez vermelha”. Vem da língua grega.
Disse Marcos: “Se acercou um leproso a Jesus e lhe suplicou de joelhos: Se queres, podes limpar-me. Comovido, Jesus estendeu a mão ao leproso, lhe tocou e lhe disse: Quero. Fica limpo”.
Foi Papa no século IV. 
Sob seu pontificado a Cruz chegou a ser sinal de infâmia até que se converteu em sinal de glória e augúrio de vitória. 
E não somente na Igreja, mas inclusive nos estandartes do imperador Constantino.
Sem que exista uma boa razão, sob seu pontificado, a Cruz e o cristianismo caíram sob suspeita.
Era de origem africana. Devia encontrar-se em Roma quando se desencadeou a perseguição de Diocleciano.
Quando o elegeram Papa, ocorreu algo importante.
Galério escreveu um édito de tolerância religiosa. Graças a Deus, o subscreveram depois dois imperadores mais, Licino e Constantino.
Macêncio não o havia firmado e seguia com suas perseguições, mas durou pouco.
Em seguida abandonou as perseguições. 
O Papa se valeu desta mudança política para organizar a Igreja..
Intentou recuperar todos os bens que lhe havia roubado. Para isso enviou diáconos a recolhê-los. 
Após a batalha de Milvio, entrou Constantino e o sinal da Cruz.
Se iniciou a catedral de Roma, o Latrão.
Milcíades esteve pouco tempo de pontificado. Lhe sucedeu são Silvestre.
¡Felicidades a quem leve este nome!
“Cuida-te de que ninguém te odeie com razão” (Siro).

Gregório III, Santo
Papa, 10 Dezembro

Gregori III, Santo

Gregório III, Santo

XC Papa
 

Gregório III, papa da Igreja Católica entre 18 de Março de 731 e sua morte, em Novembro de 741.

Nascido na Síria, foi elevado pelo povo à cadeira pontifícia durante os funerais de Gregório II.

Combateu os lombardos e iconoclastas mas morreu sem haver erradicado a heresia destes últimos.

Ganhou por sua caridade o sobrenome de Amigo dos pobres e não só excomungou ao imperador de Oriente, Leão III, como herege iconoclasta, mas que o insultou em diferentes cartas tratando-o de bárbaro e indigno de reinar.

Teve com o rei de Lombardia, Luitprando, trato duplo: primeiro se fez seu amigo para que não se apoderasse de Roma e para que lhe cedesse os povos de sua província, logo acolheu aos duques de Spoleto e de Benevento, rebeldes, unindo-se a eles contra seu benfeitor.

E como este tratou de vingar-se, Gregório reconhecendo sua debilidade, enviou primeiros, segundos e terceiros embaixadores a Carlos Martel, duque de França, para que o socorresse contra Luitprando.

 

Marco António Durando, Beato
Presbítero e Fundador, 10 de Dezembro

Marco Antonio Durando, Beato

Marco António Durando, Beato

Presbítero
Fundador da Congregação das Irmãs de Jesus Nazareno

Martirológio Romano: Em Turim, de Piemonte, em Itália, beato Marco António Durando, presbítero da Congregação da Missão, que fundou a Congregação das Irmãs de Jesus Nazareno, para cuidar enfermos e jovens abandonados (1880).
Etimologicamente: Marco = variante de Marco = Aquele que é varonil, masculino, é de origem latina.

Marco António nasceu em 22 de Maio de 1801, em Mondoví, na ilustre família dos Durando, cuja casa dava para a Praça Maior e estava cerca da catedral e da igreja da Missão. Ao revés que sua mãe, que era pessoa muito piedosa e que inspirou a religiosidade e a fé no coração de seus oito filhos, o pai tinha ideias liberais e era de tendência laica e agnóstica. Dois dos filhos, de maneira especial, professaram tais convicções e se implicaram nos sucessos do Ressurgimento italiano. Ocuparam postos de relevo na vida política e militar. Santiago foi ministro de assuntos exteriores no governo Rattazzi, de 1862. João, general e chefe das tropas pontifícias, em 1848, desobedeceu às ordens de Pío IX levando as tropas pontifícias mais além do rio  Pó para cerrar o passo aos austríacos. Uma vez que regressou ao exército piemontês, participou com Carlos Alberto na batalha de Novara, na expedição de Crimeia e nas guerras de independência.


A paixão missionária.
Marco António saiu mais à mãe. Aos 15 anos manifestou o desejo de marchar como missionário para a China. Entrou na Congregação da Missão, que por então se estava reconstruindo em Itália. Aos 18 anos emitiu os votos perpétuos e em 12 de Junho de 1824 foi ordenado sacerdote. Durante cinco anos permaneceu em Casale Monferrato e depois, desde 1829 até sua morte, na casa de Turim, de que foi superior dois anos depois de chegar. Em lugar de ir a China, seu destino foram as missões populares, em que expressou a paixão missionária do anúncio de Cristo. Sustentou e difundiu a recém nascida obra da Propagação da Fé, instituída em Lyon em 1822. Na plenitude de sua responsabilidade como Visitador, em 1855, inaugurou o colégio Brignole-Sale para as missões estrangeiras com o objectivo de formar sacerdotes para as missões ad gentes.
Nos anos jovens de seu primeiro sacerdócio, seu dinamismo missionário foi absorvido pelas missões, que pregou em muitos povos de Piemonte. Fugindo dos extremismos, tanto do laxismo como do rigorismo jansenista, o padre Durando pregou a misericórdia de Deus, atraindo as gentes à conversão: «A gente — relata um cronista da missão de Bra — se empolgava para o ouvir e estava tão silenciosa e atenta ouvindo-o como se fosse um único homem». Nestas missões não se limitou a pregar, mas sim a que ali onde encontrava situações graves de pobreza, de acordo com os co-irmãos, actuava de modo concreto. Em Locana, por exemplo, fez «converter todo o legado económico da missão, que consistia em 700 liras, em farinha de milho para os pobres do povo», praticando assim o ensino de São Vicente de actuar espiritual e corporalmente em favor dos pobres.

 
Amor aos pobres e primeiro director das Filhas da Caridade em Itália
La preocupación por los pobres fue la otra cara de su pasión misionera. Poco después de haber sido elegido superior, intuyó la utilidad de introducir en Italia del norte a las Hijas de la Caridad, nacidas del carisma caritativo de san Vicente y de santa Luisa de Marillac. Éstas, tras haber sido dispersadas en la época de la revolución francesa, habían comenzado a reorganizarse. Las apariciones de la Medalla Milagrosa, en 1830, a santa Catalina Labouré, novicia de las Hijas de la Caridad, pueden considerarse como el origen del nuevo florecimiento que estaba experimentando esta comunidad. La inteligencia del padre Durando consistió en intuirlo. Las quiso en Piamonte. El rey Carlos Alberto, en 1833, las acogió y ellas comenzaron a tomar la responsabilidad de varios hospitales, tanto los militares de Turín y Génova, como los civiles de Carignano, Castellamonte y Turín. En 1855, tuvo el valor de enviarlas a la retaguardia de la guerra de Crimea para curar a los heridos. Al mismo tiempo difundió la asociación mariana de la Medalla Milagrosa entre las jóvenes y de ella nacieron nuevas vocaciones: en el breve espacio de diez años, surgieron 20 fundaciones e ingresaron 260 hermanas. El número de las vocaciones era tan desbordante que Carlos Alberto puso a su disposición, en 1837, el convento de san Salvario, en Turín. Gracias al crecimiento de las hermanas, el padre Durando dotó a la ciudad de Turin de una red de centros de caridad, llamados Misericordias, desde las que las hermanas, con las Damas de la Caridad, salían para prestar el servicio a domicilio y la ayuda a los pobres. Alrededor de las Misericordias surgieron diferentes obras, como las primeras guarderías para niños pobres, talleres para muchachas y orfanatos. Las Hijas de la Caridad han sido extraordinarias impulsoras del desarrollo del catolicismo social en Italia gracias a su obra de asistencia entre los enfermos y los pobres, a la vez que con la asunción de variadas obras educativas.

Homem de governo e director de consciências
En 1837, con apenas 36 años, fue nombrado visitador (o superior mayor) de la Provincia del norte de Italia de los misioneros vicencianos, cargo que ocupó durante 43 años ininterrumpidos, hasta su muerte. Por ello, tuvo que mermar su participación en las misiones. Su tiempo estuvo absorbido por la organización de la congregación de los misioneros vicencianos y la predicación de ejercicios espirituales a los sacerdotes y clérigos de la diócesis de Turín. La calidad de su dirección espiritual atrajo también la atención de las nuevas fundaciones que estaban surgiendo en Turín. El arzobispo, monseñor Fransoni, le confió la dirección de las hermanas de san José, llegadas a Italia recientemente. Contribuyó a la redacción de las reglas de las hermanas de santa Ana. Fue guía espiritual de las clarisas capuchinas del nuevo monasterio de santa Clara. La marquesa de Barolo, que había fundado un monasterio para la recuperación de las muchachas perdidas, las hermanas penitentes de santa Magdalena, deseó que fuese consejero en la redacción de las reglas y director de la obra. Sin embargo, la obra que lo caracteriza es la fundación de las hermanas Nazarenas.

Na escola de Jesus crucificado, fundador das Nazarenas
Como sucede com as obras de Deus, sem o haver querido, em 21 de Novembro de 1865, festa da Apresentação de Maria, o padre Durando pôde confiar à Serva de Deus, Luísa Borgiotti, as primeiras postulantes da nova Companhia da Paixão de Jesus Nazareno. Eram jovens que se haviam dirigido a ele, posto que, desejosas de se consagrar a Deus, careciam de alguns requisitos canónicos para poder entrar nas comunidades religiosas. Él les encomendó la tarea de servir a los que sufren, como miembros dolientes de Cristo crucificado, yendo a asistirles a su domicilio, día y noche. La obra era hasta tal punto novedosa y original que un canónigo de la catedral exclamó: «Si el padre Durando viniese a confesarse conmigo, en conciencia no me sentiría en grado de absolverlo». Y sin embargo, gracias a la caridad de estas hermanas, que supieron estar junto a los moribundos con delicadeza, discreción y fe, porque contemplaban en los que sufrían el sufrimiento del Señor, se produjeron algunas conversiones significativas como las de Guido Gozzano, Felice Raccagni, Sofia Graf y Anni Vivanti.


Morte e glorificação 
O padre Durando morreu em 10 de Dezembro de 1880: tinha 79 anos. Seus restos mortais, significativamente, estão sepultados  naquele pequeno santuário da Paixão, anexo à Igreja da Visitação de Turim, onde a comunidade das Nazarenas se havia nutrido da devoção à paixão do Senhor para se introduzir de forma missionária no serviço dos que sofrem. 
A causa de beatificação, iniciada em Turim em 1928 e continuada em Roma com o processo apostólico em 1940, se há concluído em 2001 com o reconhecimento do milagre obtido por sua intercessão. A cerimónia de beatificação se levou a cabo em 20 de Outubro de 2002.
Reproduzido com autorização de Vatican.va

Gonzalo Viñes Masip, Beato
Mártir, 10 Dezembro

 

Gonzalo Viñes Masip, Beato

Gonzalo Viñes Masip, Beato

Canónico da Colegiata de Xàtiva
Nasceu em Xàtiva, em 19 de Janeiro de 1883, morreu em Vallés, um pequeno povoado de Valência em 10 de Dezembro de 1936. 
Fez o bacharelato no Colégio Setabense e depois ingressou no Seminário de Valência.
Ordenado em 1906 esteve sempre em sua cidade. Estimado como poeta, historiador, investigador, periodista e escritor valenciano, foi membro de associações culturais e trabalhou muito com a juventude.
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