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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

D. MANUEL CLEMENTE – Bispo do Porto – Prémio Pessoa - 2009

In: Sentido das Letras / Copyright 2008 - 12/11/2009 12:27 PM

 

 

D. Manuel Clemente vence Prémio Pessoa

Bispo do Porto foi o primeiro a usar o YouTube para transmitir a mensagem de Natal e o primeiro homem da Igreja a ser distinguido, em 23 anos de vida do prémio.

O vencedor deste ano do Prémio Pessoa, o galardão com maior valor monetário atribuído em Portugal (60 mil euros), vai ser atribuído a D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, anunciou, esta sexta-feira, o júri.

Numa iniciativa do Expresso patrocinada pela Caixa Geral de Depósitos e que visa distinguir a personalidade nacional que se tenha destacado no corrente ano, a notícia foi dada hoje na habitual conferência de imprensa do júri do Prémio Pessoa, no Palácio de Seteais, em Sintra.

O júri é presidido por Francisco Pinto Balsemão, líder do Conselho de Administração da empresa proprietária do Expresso, e tem como vice-presidente o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira.

Licenciado em História, pela Faculdade de Letras de Lisboa e em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa, D. Manuel Clemente, de 61 anos, foi membro da equipa formadora do Seminário dos Olivais, de que chegou a ser vice-reitor e reitor. Bispo auxiliar de Lisboa até 2007, foi nesse ano designado por Bento XVI para a diocese do Porto.

Interveniente e comunicativo por natureza, é uma das vozes com maior peso no seio da Igreja católica portuguesa. No ano passado, foi o primeiro bispo português a usar o YouTube para transmitir a mensagem de Natal.

Recolha de António Fonseca

DÂMASO I, Papa – Santo (e outros) – 11 de Dezembro

 

Os Santos de hoje Sexta-feira 11 de Dezembro de 2009

Dâmaso I, Santo
Pontífice, 11 Dezembro

Dámaso I, Santo

Dâmaso I, Santo

XXXVII Pontífice

São Dâmaso, de origem espanhol, nasceu no ano 305. Seu pontificado compreende desde o ano 366 a 384. Foi diácono da Igreja de Roma durante o pontificado do Papa Libério.
Sua elevação à cátedra de Pedro não se viu isenta de contrastes devido às confrontações dos dois partidos contrapostos. Mas os frutos de seu pontificado não se deixaram esperar. Ignorando as ameaças imperiais, depôs aos bispos que haviam aderido ao arianismo e conduziu a Igreja à unidade da doutrina. Estabeleceu o princípio de que a comunhão com o bispo de Roma é sinal de reconhecimento de um católico e de um bispo legítimo.

Dámaso I, Santo

Dâmaso I, Santo

Durante seu pontificado houve uma explosão de ritos, de orações, de pregações, com novas instituições litúrgicas e catequéticas que alimentaram a vida cristã. À iniciativa deste Papa se devem os estudos para a revisão do texto da Bíblia e a nova tradução em latim (chamada Vulgata) feita por São Jerónimo, a quem São Dâmaso escolheu como secretário privado.
Nestes anos a Igreja havia conseguido uma nova dimensão religioso-social, convertendo-se num componente da vida pública. Os bispos escreviam, catequizavam, admoestavam e condenavam pública e livremente.
No ano 380, por ocasião do sínodo de Roma, o Papa Dâmaso expressou seu agradecimento aos chefes do império que haviam devolvido à Igreja a liberdade de se administrar por si própria. Com esta liberdade conquistada, os antigos lugares de oração como as catacumbas se haveriam arruinado se este extraordinário homem de governo não tivesse sido ao mesmo tempo um poeta sensível às antigas recordações e às gloriosas pegadas deixadas pelos mártires. Efectivamente, não só exaltou os mártires em seus famosos “títulos” (epigramas gravados em lápidas pelo calígrafo Dionísio Filocalo), mas sim que os honrou dedicando pessoalmente a identificação de seus túmulos e à consolidação das criptas onde se guardavam suas relíquias.
Na cripta dos Papas das catacumbas de São Calixto, ele acrescentou: “Aqui, eu, Dâmaso, desejaria que fossem enterrados meus restos, mas temo perturbar as piedosas cinzas dos mártires”. São Jerónimo sustenta que o Papa Dâmaso morreu quase aos oitenta anos. Foi enterrado na tumba que ele mesmo havia preparado, humildemente afastada das gloriosas cinzas dos mártires, sobre a via Ardeatina. Mais tarde seus restos mortais foram trasladados para a igreja de São Lorenzo.
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Hoje também se celebra a São Fidel, São Paulo e São Sabino

Fidel, Santo
Presbítero, 11 Dezembro

Jovem mercador oriental que em sua visita a Mérida conheceu circunstancialmente a seu tio carnal Paulo. Se consagra a Deus recebendo a tonsura, diaconato e presbiterado, até chegar à plenitude do sacerdócio. Tal dignidade nunca foi obstáculo para assistir e servir ao ancião antecessor.
Foi educado à sombra do Altíssimo chegando em poucos anos a dominar as disciplinas eclesiásticas e sagradas letras. Homem de grande santidade, caridade, paciência e humildade para todos, especialmente para todo o clero. Foi perseguido persistentemente por seus inimigos. Varão espiritual e cultual.

Paulo de Mérida, Santo
Bispo, 11 Dezembro

Com o começo da época de ouro do episcopado emeritense segundo nos consta pela obra "Vitas Sanctorum Patrum Emeritensium". De origem grega e médico de profissão chega a Mérida. Varão virtuoso, que se distinguiu por sua humildade e mansidão.
Foi consagrado bispo para a sede emeritense a que lhe proporcionou um período de tranquilidade. Como agradecimento da intervenção cirúrgica de uma matrona o declaram único herdeiro de seus bens. Antes de se retirar ao cenóbio de Santa Eulália, pôs como seu sucessor na sede episcopal a seu sobrinho Fidel.

Madre Maravilha de Jesus, Santa
Virgem, Carmelita Descalça, 11 de Dezembro

Madre Maravilla de Jesús, Santa

Madre Maravilha de Jesus, Santa

Dezembro 11

Nasceu em Madrid em 4 de Novembro de 1891. Desde sua infância desejou consagrar-se a Deus e dedicou sua juventude a ajudar aos necessitados. Atraída pela espiritualidade de Santa Teresa de Jesus e de São João da Cruz, e movida por seu amor à Virgem Maria, ingressou no Carmelo de El Escorial em 12 de Outubro de 1919.
Em 1924 fundou um mosteiro de Carmelitas Descalças em El Cerro de los Ángeles, centro geográfico da península, junto ao monumento do Coração de Jesus, como lugar de oração e de imolação pela Igreja e por Espanha.
Durante a perseguição religiosa a Madre Maravilhas brilhou por seu espírito de reparação, fortaleza, serenidade e confiança no Senhor. Sob o sinal da fidelidade a Santa Teresa fundou outros dez  Carmelos recuperando lugares de tradição teresiano-sanjuanista. Prioresa durante largos anos, ensinou a suas irmãs com o testemunho de suas virtudes e se distinguiu por sua vida mística, ardor apostólico e pela bondade unida à firmeza ante quem a tinha por verdadeira mãe. Morreu no Carmelo de La Aldehuela, em 11 de Dezembro de 1974, expressando “¡Que felicidade morrer Carmelita!”.
Foi beatificada por Sua Santidade em 10 de Maio de 1998.
Canonizada pelo Papa João Paulo II em 4 de Maio, 2003.
Consulta também Madre Maravilhas de Jesus

Daniel o Estilista, Santo
Estilista, 11 Dezembro

Daniel el Estilita, Santo

Daniel o Estilista, Santo

Se se exceptua ao primeiro e maior de todos os estilistas, São Simeón, o mais famoso desse grupo de santos é São Daniel.
Seus pais, que haviam rogado a Deus que lhes concedesse um filho, o consagraram a Ele desde antes de seu nascimento. Daniel nasceu em Martha, perto de Samosata.
Aos doze anos, ingressou num mosteiro dos arredores e aos treze tomou o hábito. O abade do mosteiro levou a Daniel por companheiro numa viagem a Antioquia. Ao passar por Telenissae, visitaram a São Simeón na sua coluna. Este ordenou a Daniel que se acercasse, lhe deu sua bênção e lhe predisse que sofreria muito por Jesus Cristo. À morte do abade, ocorrida pouco depois, Daniel foi eleito para lhe suceder mas se negou a aceitar o cargo e foi novamente a visitar a São Simeón. Depois de passar duas semanas no mosteiro próximo à coluna de São Simeón, Daniel empreendeu uma peregrinação a Terra Santa, mas, como a guerra o impedisse de prosseguir, dirigiu-se a Constantinopla. Aí passou uma semana na igreja de São Miguel extra muros, e depois, construiu uma ermida num templo abandonado de Filémpora, onde passou nove anos, sob a protecção do patriarca Santo Anatólio.
Finalmente, Daniel se decidiu a imitar o género de vida de São Simeón.
São Simeón havia legado sua túnica ao imperador León I, mas como seu discípulo Sérgio, encarregado de fazer chegar a prenda a seu destinatário, não obteve audiência do imperador, regalou a túnica a São Daniel. Este elegeu um sítio sobre o Bósforo, a uns quantos kilómetros da cidade, e se instalou numa larga coluna que um amigo lhe havia mandado construir. Como o santo houvesse estado a ponto de perecer de frio uma noite, o imperador lhe construiu mais tarde uma coluna mais alta e melhor, em realidade eram duas colunas unidas com varas, e na plataforma superior rodeada por uma balaustrada, havia uma espécie de refúgio.
Ainda que na região abundassem os ventos gelados, São Daniel viveu em sua coluna até aos oitenta e quatro anos. A ordenação sacerdotal de Daniel teve lugar aí mesmo. Com efeito, São Genádio, patriarca de Constantinopla, leu as orações desde baixo, em seguida subiu à coluna, provavelmente para impor-lhe as mãos, ainda que as crónicas digam simplesmente que subiu para lhe dar a comunhão. São Daniel não queria receber a ordenação e por isso não desceu da coluna nessa ocasião. No ano 465, um incêndio destruiu oito dos bairros de Constantinopla. São Daniel havia predito a catástrofe e havia aconselhado ao patriarca e ao imperador que se fizessem orações públicas duas vezes por semana, mas estes não haviam acreditado na profecia. Ao cumprir-se o vaticínio, todo o povo acudiu à coluna de São Daniel, que estendeu os braços para o céu e orou pela multidão. O imperador León, que tinha grande veneração pelo santo, ia visitá-lo com frequência. Quando o rei dos lázios de Cólquide chegou a renovar sua aliança com os romanos, León I o levou a visitar a São Daniel, a quem considerava como uma das maravilhas do império. Sem embargo, nem todos respeitavam o santo. Com efeito, alguns homens "que saiam a frequentar as prostitutas", enviaram a uma mulher de má vida chamada Basiana, para tentar a São Daniel. A tentativa fracassou, mas Basiana afirmou que havia tido êxito, até que, enredada em seus próprios embustes, confessou publicamente a verdade e delatou aos que a haviam enviado. León I morreu no ano 474. Zenón que lhe sucedeu nesse mesmo ano, tinha tanta confiança como ele na prudência e virtude de São Daniel. Basilisco, irmão da rainha viúva Verina, usurpou o trono e se declarou protector dos hereges eutiquianos. Acácio, patriarca de Constantinopla, mandou informar a São Daniel sobre a atitude do usurpador. Por sua parte, Basilisco se queixou ante o santo de que Acácio estava tramando uma rebelião contra ele. São Daniel replicou que Deus ia derrubá-lo de seu trono e pronunciou tais invectivas contra o usurpador, que o mensageiro não se atreveu a comunicá-las de palavra e rogou ao santo que as escrevesse e selasse a carta. O patriarca mandou pedir em duas ocasiões a São Daniel que acudisse em auxílio da igreja. Finalmente, o santo desceu de sua coluna "com dificuldade, porque lhe doíam os pés", e foi acolhido com grande gozo pelo povo. Basilisco, assustado ante a atitude da multidão, se numa cadeira de braços, escoltado pelo povo.
Alguém comentou, para se rir do santo, que parecia um cônsul. O guarda do palácio impediu a entrada a São Daniel, alegou que ele era "simplesmente um soldado", e prometeu que deixaria de favorecer aos hereges. São Daniel o repreendeu asperamente pelas desordens que havia provocado e retornou para a sua coluna. Aí viveu todavia muitos anos, observando os acontecimentos do mundo que se estendia a seus pés e exercendo grande influência na turbulência histórica de Constantinopla. Zenón voltou de Isauria com seu exército vinte meses mais tarde e Basilisco empreendeu a fuga. Uma das primeiras coisas que fez o imperador foi visitar a São Daniel, que havia predito seu desterro e reencaminho.
Aos oitenta e quatro anos, São Daniel comunicou seu testamento a seus amigos e discípulos. Se tratava de um documento brevíssimo, cheio de um amável espírito de caridade e carinho,em que o santo expunha sucintamente os deveres do homem. Depois de celebrar por última vez os sagrados mistérios a meia hora em sua coluna, São Daniel com prendeu que Deus já o chamava. Imediatamente mandou trazer ao patriarca Eufémio. A morte do santo ocorreu no ano 493. Foi sepultado ao pé da coluna em que havia vivido trinta e três anos.

(Estilista: 1. adj. Dito de um anacoreta: Que por maior austeridade vivia sobre uma coluna. U. t. c. s.)

Hugolino Magalotti, Beato
Ermitão, 11 Dezembro

Hugolino Magalotti, Beato

Hugolino Magalotti, Beato

Ermitão da Terceira Ordem

Hugolino Magalotti nasceu em Camerino, nas Marcas, de nobre e antiga família. Pronto ficou órfão de mãe e não muito depois também de pai.
Todavia jovem se mostrou inclinado à piedade e à leitura dos livros santos. Havendo-se integrado na Ordem Franciscana Secular, distribuiu entre os pobres todas suas pertenças e se retirou para a vida eremítica. Sua vida foi provada por violentas tentações e aparições monstruosas e seu nome se fez famoso pelos prodígios, de modo que muitas vezes teve que cambiar de eremitério para se esconder do contínuo ir e vir dos curiosos.
De tanto em tanto saia para ir ao vizinho mosteiro de Riosacro para receber os sacramentos. Seu leito habitual era uma tábua desnuda, sobre a qual tomava o descanso.
O primeiro eremitério de Hugolino foi nas abas do Monte Ragnolo, não longe das fontes do rio Tenna. Teve que o abandonar porque gente de toda condição, especialmente enfermos da alma e do corpo iam a ele para escutar sua palavra inspirada, para se encomendar a suas orações, para pedir ajuda em suas necessidades. Os prodígios fizeram célebre e venerado seu nome desde os primeiros anos de sua vida eremítica. Pedro de Brunfort, tolhido desde sua infância, com muito trabalho logrou chegar-se a seus pés, ele o benzeu e o curou  imediatamente. Uma pobre mulher, assaltada por dores agudas e por convulsões, estava em perigo de morte. Foi levada aonde o ermitão estava, que orou e a paciente se viu livre de todo o sofrimento.
Hugolino decidiu cambiar de vivenda para evitar também ali novas peregrinações. Passou ao cimo do monte Ragnolo, baixou até à parte oposta e se estabeleceu numa localidade rodeada de rochas e de antigas árvores nas cercanias de Fiegni. Em seu novo retiro Hugolino intensificou a vida de penitência e de íntima união com Deus. Também ali sofreu novos assaltos de parte do demónio, que uma noite intentou tirá-lo fora de seu eremitério. Novas peregrinações de devotos acudiam a ele para obter alívio em suas necessidades espirituais e materiais. São célebres dois prodígios realizados por ele no novo eremitério. Com a oração fez brotar do monte uma fonte de água límpida que todavia hoje é utilizada por seus devotos.
Consumido pelas abstinências e pelas penitências, sob o peso dos anos, Hugolino sentiu que estava para chegar sua última hora. Se preparou para a vinda da irmã morte recebendo devotamente os santos sacramentos. Amorosamente assistido por alguns devotos e um sacerdote do vizinho mosteiro de Riosacro, encostado sobre a desnuda tábua que por tantos anos lhe havia servido de leito, entregou sua alma a Deus. Era em 11 de Dezembro de 1373. A constante veneração tributada a suas relíquias e os milagres que fizeram glorioso seu sepulcro, moveram o papa Pío IX a aprovar seu culto em 4 de Dezembro de 1856.

Pilar Villalonga Villalba
Mártir, 11 Dezembro

Pilar Villalonga Villalba

Pilar Villalonga Villalba

Solteira, nascida em Valência em 22 de Janeiro de 1891
Levou sempre uma vida espiritual intensa, que se manifestou em sua actuação pública ao serviço da Igreja através de associações católicas.
Morreu em 11 de Dezembro de 1936 no lugar chamado o Saler, perto de Valência, em Espanha, virgem e mártir, a qual, durante a perseguição religiosa, com seu martírio seguiu as pegadas de Cristo.
Para ver mais sobre os 233 mártires em Espanha faz "click" AQUI

Jerónimo Ranuzzi, Beato
Presbítero, 11 Dezembro

Jerónimo Ranuzzi, Beato

Jerónimo Ranuzzi, Beato

BEATO JERÓNIMO DA CIDADE DE "SANT´ANGELO IN VADO"

O Beato Jerónimo nasceu a princípios do século XV na cidade de "Sant´Angelo in Vado", Itália. 
De muito jovem idade vestiu o hábito dos Servos de Maria no convento de sua cidade natal, de que, por breve tampo, se deve ter ausentado para levar a cabo seus estudos.
Ordenado sacerdote, regressou a seu convento. Se distinguiu pelo amor à solidão e ao silêncio, pelo espírito de contemplação, pelo dom de conselho e de prudência.
Morreu em torno a 1468. O papa Pio VI aprovou seu culto no ano 1773.

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução por António Fonseca