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sábado, 19 de dezembro de 2009

Prémio PESSOA 2009 para D. MANUEL CLEMENTE

in: Agência Ecclesia

 

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Prémio Pessoa 2009 no Programa 70x7

À discordância da legislação que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, D. Manuel Clemente acrescenta a coincidência epocal infeliz em que é aprovada. Numa entrevista no contexto do Prémio Pessoa 2009, o Bispo do Porto explica o seu envolvimento com a cultura. Também com o que marca o debate sobre a reginalização, colocando-se ao lado dos que reagiram reagiram à transferência da prova Red Bull Air Race do Porto para Lisboa

A iniciativa legislativa do Governo, em plena quadra natalícia, que altera o Código Civil permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é feliz. “A coincidência epocal não é feliz”, referiu D. Manuel Clemente. Para o Bispo do Porto, a alteridade masculino/feminino está na base da construção da sociedade. “Há aqui um valor estruturante da sociedade, institucional, à volta de algo que a sociedade reconheceu como muito importante e que por isso precisava de ser salvaguardado e promovido”.

D. Manuel Clemente refere que, enquanto católico, a questão está resolvida: o casamento é o sacramento do matrimónio, celebrado entre homem e mulher. Enquanto cidadão - “que não desisto de o ser” - defende o casamento civil como sempre a humanidade o apurou: baseado da alteridade homem/mulher. “Alterar isto assim, ‘de uma penada’, é uma pena”, refere.

Para o Bispo do Porto, estas iniciativas legislativas acontecem de forma distante da sociedade, “até porque se distanciam, fazendo isto tão depressa, sem que tenha havido um verdadeiro debate”.

Numa entrevista a emitir no programa 70x7 deste Domingo, D. Manuel Clemente refere-se também à regionalização. E sugere o princípio da subsidiariedade como o que deveria determinar o estabelecimento de regiões no País. “Que as administrações mais largas e de topo não resumam em si toda a determinação social”, deixando para as instancias locais e regionais o poder de decisão sobre o que está ao seu alcance. O que nem sempre acontece, em Portugal: “há instâncias de decisão que, no caso da Região do Norte, não estão cá e se estivessem no dia-a-dia, se fossem pessoas de cá ou se cá vivessem, teriam, até com base existencial, muito mais capacidade e acerto para resolver do que estando distantes e tendo de olhar para o todo. Isso é lógico”.

É com esta certeza que dá razão aos que reagiram à transferência da prova Red Bull Air Race do Porto para Lisboa. “Mais uma vez, algo que estava aqui, com muito acompanhamento das entidades locais e do público, estava a resultar bem, projectava a região e era mais uma ocasião de desenvolvimento regional e que, não se sabe bem por quê, lhes é tirada”. “Eu não posso deixar de dar alguma razão a esta crítica”, refere o Bispo do Porto.

Numa entrevista ao Programa 70x7 no contexto da atribuição do Prémio Pessoa 2009, D. Manuel Clemente refere a sua atitude - de dar sempre “um sinal público da nossa atenção a quanto ocorre” – como a que possa estar na origem da decisão do júri. “Acho que essa é a missão da Igreja, como um sinal activo de atenção e de esperança”.

A entrevista é emitida integralmente no programa 70x7 deste Domingo e publicada posteriormente na Agência ECCLESIA.

Fotos

Nacional | Agência Ecclesia | 2009-12-19 | 18:13:05 | 3417 Caracteres | Diocese do Porto

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Recolha de António Fonseca

VENERÁVEL JOÃO PAULO II

in: Agência Ecclesia

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João Paulo II mais próximo dos altares

Bento XVI aprovou este sábado as virtudes heróicas de Karol Wojtyla e do Papa Pio XII

Bento XVI aprovou este Sábado o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Eugénio Pacelli e de Karol Wojtyla - os Papas Pio XII e João Paulo II -  primeiro passo em direcção à beatificação.
Na audiência desta manhã com D. Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Bento XVI autorizou a publicação de uma série de vinte e um decretos, dez dos quais relativos ao reconhecimento de milagres atribuídos à intercessão de outros tantos Beatos ou Veneráveis; um relativo ao martírio do Servo de Deus, Pe. Jorge Popieluszko, polaco; e finalmente outros dez decretos sobre as virtudes heróicas de dez Servos de Deus, entre os quais Pacelli e Wojtyla.
Em relação a João Paulo II, após o final da fase diocesana do processo, em 2007, foi possível entregar no Vaticano a chamada Positio super virtutibus (posição sobre as virtudes do fiel), que foi agora submetida ao juízo da “sessão ordinária dos Cardeais e dos Bispos”, da CCS, antes de chegar ao Papa, que tomou agora uma decisão final a respeito do decreto de venerabilidade.
O actual Papa anunciou no dia 13 de Maio de 2005, 42 dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa.
No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes "santo súbito".

O Milagre
A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”. Se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”. Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”.
Os trâmites processuais para o reconhecimento do milagre acontecem segundo as normas estabelecidas em 1983. A legislação estabelece a distinção de dois procedimentos: o diocesano e o da Congregação, dito romano.
O primeiro realiza-se no âmbito da diocese na qual aconteceu o facto prodigioso. O bispo abre a instrução sobre o pressuposto milagre na qual são reunidas tanto os depoimentos das testemunhas oculares interrogadas por um tribunal devidamente constituído, como a completa documentação clínica e instrumental inerente ao caso.
Num segundo momento, a Congregação para as Causas dos Santos examina os actos processuais recebidos e as eventuais documentações suplementares, pronunciando o juízo de mérito.
O decreto é o acto que conclui o caminho jurídico para a constatação de um milagre. É um acto jurídico da Congregação para as Causas dos Santos, aprovado pelo Papa, com o qual um facto prodigioso é definido como verdadeiro milagre.
Os acontecimentos extraordinários atribuídos à intercessão de João Paulo II, ainda em vida, não têm validade para esta fase do processo.
Embora tenham sido numerosas as curas inexplicáveis atribuídas pela intercessão de Karol Wojtyla, o postulador da causa, o sacerdote polaco Slawomir Oder, destacará a cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da Doença de Parkinson.

Fotos

Internacional | Agência Ecclesia | 2009-12-19 | 12:40:08 | 3946 Caracteres | João Paulo II, Santa Sé

MENINO JESUS À JANELA

in: AGÊNCIA ECCLESIA

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Menino à janela

Na entrada em vigor do Tratado de Lisboa, não podemos deixar de saudar o seu capítulo XVII que «reconhece o contributo específico das Igrejas na integração europeia, bem como o contributo vital que prestam à vida social e cultural dos diferentes Estados membros»

Não é iniciativa oficial da Igreja nem de Espanha nem de Portugal. A ideia surgiu entre nós no Facebook. E propõe uma operação simples: colocar na janela ou na varanda um pequeno estandarte vermelho com a imagem do Menino Jesus. Apenas isso, na época do Natal. Para dar visibilidade ao Menino de Belém que anda substituído por tantos símbolos que nada são e nada dizem a não ser que há abundância de quinquilharias à venda em esquina próxima.

Não é de agora esta mistura do Natal com o  comércio. Até se pode compreender, como se entende a proximidade de lojas junto dos santuários e que isso constitua uma oportunidade de as pessoas terem as suas lembranças e de quem vive do comércio possa recompor-se de eras difíceis como a que atravessamos.

Mas parece que de há uns anos a esta parte o problema tem outros contornos: algum silenciamento programático, ideológico, do religioso no espaço público. Empurrando-o exclusivamente para o privado e o individual, riscando-o mesmo da história. Os suíços acabam de referendar a proibição de construir no território minaretes (torres de mesquitas). Os crucifixos receberam ordem de expulsão dos lugares públicos, foi chumbada, no início, a referência ao cristianismo na “Constituição Europeia”.

Deve afirmar-se, para bem da fé e da sociedade, o Estado laico, o respeito pelas diferentes Confissões religiosas, os direitos das crenças minoritárias, a total ausência de proselitismo ou de intromissão religiosa na consciência das pessoas. Bem como uma informação aberta sobre os diversos credos, com um total respeito pela liberdade de cada um. Mas à sombra desse legítimo cuidado não se pode riscar da história o património dum povo, a afirmação de grandes valores assentes na natureza e nas aquisições históricas e religiosas - sem se negar a evolução, a inovação, os desafios novos do presente e do futuro.

É aqui que se situa a nobreza dum povo como o nosso que não destrói os Jerónimos para realçar a Torre de Belém, nem retira dos seus museus preciosidades de arte religiosa que são uma riqueza profunda de espiritualidade.

É este todo que precisa ser entendido para que o nosso futuro não seja construído sobre um acrílico parecido com cristal. O Natal entra neste património espiritual.

E uma vez que se esconde o nascimento de Jesus como facto central da história – da nossa história – pois que venha para a janela um estandarte que na sua humildade recorda a forma como, a contra corrente nasceu em Belém há 2000 anos, o Messias, o Filho de Deus, o Redentor, Aquele, sem o qual não entendemos a nossa história.

Na entrada em vigor do Tratado  de Lisboa, não podemos deixar de saudar  o seu capítulo XVII que “reconhece o contributo específico das Igrejas na integração europeia, bem como o contributo vital que prestam à vida social e cultural dos diferentes Estados membros”. E prevê um diálogo “aberto, transparente e regular entre as Igrejas e a União Europeia”.

António Rego

Fotos

Editorial | António Rego | 2009-12-02 | 12:02:19 | 3756 Caracteres | Europa, Natal

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Recolha através do Boletim da AGÊNCIA ECCLESIA por António Fonseca