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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Notícias sobre a vinda do Papa a Portugal

In: Boletim da Agência Ecclesia – 29-Abril-2010

 

«Ovo» de Siza Vieira para impressionar o Papa

Peça de ourivesaria desenhada pelo arquitecto portuense e executada por Manuel Alcino vai ser oferecida a Bento XVI no dia 12 de Maio

Lusa

Um «ovo» de prata desenhado por Siza Vieira é o presente que vão oferecer a Bento XVI os representantes do mundo da Cultura que com ele se vão encontrar a 12 de Maio, em Lisboa.

A peça de ourivesaria foi apresentada esta Sexta-feira aos jornalistas, a quem Siza confessou ter ficado “aflito” quando recebeu o convite.

Primeiro veio a ideia de uma pomba, porque é hábito dar à pomba uma simbologia com múltiplos significados”, referiu. Depois, veio a ideia de criar uma “caixa” com a forma de um ovo.

Em declarações à ECCLESIA, o arquitecto português admitiu ter-se inspirado a “referências que todos temos no espírito”.

Siza Vieira trabalhou com “plena liberdade de escolha” e não levou “muito tempo” a definir aquilo que queria fazer.

Foi um trabalho tranquilo e não foi feito no meio de obstruções, crises ou polémicas”, assegura, revelando que não poderá estar presente no dia em que a peça vai ser entregue ao Papa.

D. Carlos Azevedo, coordenador-geral da visita de Bento XVI a Portugal, confessou-se “muito impressionado” com o resultado do trabalho, no qual vislumbra a “energia da simplicidade”.

Assinada pelo arquitecto Siza Vieira, a peça foi executada pelo ourives Manuel Alcino.

Trata-se de um trabalho em prata e porcelana não vidrada (biscuit), que representa a inspiração e o Espírito Santo.

Aludindo à forma de ovo, com uma dimensão de “renascimento”, o coordenador-geral da visita de Bento XVI disse ser essencial encontrar “algo que ajude a ir à essência das coisas”, ajudando a encontrar um “renascimento espiritual”.

D. Carlos Azevedo destacou ainda o “alcance” da personalidade escolhida para desenhar este presente para o Papa.

A peça será entregue por D. Manuel Clemente, presidente da Comissão episcopal responsável pela área da cultura, no encontro que irá decorrer no Centro Cultural de Belém.

Sobre os preparativos gerais da visita, D. Carlos Azevedo assegurou que está tudo a “correr muito bem” e a ser tratado “atempadamente”.

Tudo está a postos para receber de modo belo, feliz e festivo o Santo Padre”, concluiu, recusando comparações do actual Papa com João Paulo II.

Fotos

Internacional | Agência Ecclesia | 2010-04-30 | 15:47:26 | 2701 Caracteres | Bento XVI - Portugal

 

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«Sapo» abre canal vídeo dedicado à visita de Bento XVI

O “Sapo”, um dos mais importantes portais da Internet em Portugal, abriu um espaço para reportagens e eventos em vídeo relacionados com a vista de Bento XVI.

Nos próximos quinze dias estão escalonados três jornalistas para acompanhar os acontecimentos relacionados com a viagem do Papa.

Nacional | bentoxviportugal.pt | 2010-04-29 | 11:45:48 | 423 Caracteres | Bento XVI – Portugal

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Porta-voz do Vaticano apresenta viagem a Portugal

O director da sala de imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, promove um encontro com jornalistas no próximo dia 4 de Maio, para apresentar o programa da viagem do Papa a Portugal.

O briefing tem lugar às 11h30 (hora local, menos uma em Lisboa).

A visita de Bento XVI a Portugal decorre de 11 a 14 de Maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.

Nacional | Agência Ecclesia | 2010-04-29 | 10:27:38 | 402 Caracteres | Bento XVI – Portugal

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Mais de 10 mil crianças, adolescentes e jovens inscritos na missa do Terreiro do Paço

Programa de acompanhamento começa com uma concentração ao fundo Parque Eduardo VII

Mais de 10 500 crianças, adolescentes e jovens estão inscritas nas iniciativas que a Pastoral Juvenil de Lisboa organiza para acompanhar Bento XVI na sua estada na capital e na deslocação a Fátima.

Com o prazo de inscrição alargado até 2 de Maio, até Quarta-feira estavam registados no site «Eu Acredito» 3395 jovens, a que se juntam cerca de 2200 inscritos através do Secretariado Diocesano de Ensino Religioso (SDER) do Patriarcado.

As inscrições de crianças das Catequeses e das Escolas Católicas ultrapassam as 5000, segundo fonte da organização.

O programa de acompanhamento de crianças, jovens e adolescentes começa às 14h30 de 11 de Maio, com uma concentração ao fundo Parque Eduardo VII.

É nesse espaço que vai ser distribuída uma t-shirt aos participantes inscritos e onde serão dadas as indicações para a marcha até ao Terreiro do Paço (Praça do Comércio), que ocorre entre as 15h30 e as 16h30.

No fim na missa, que começa às 18h15, os jovens iniciam o trajecto até à Nunciatura Apostólica, de onde vão dar a “Boa Noite ao Papa” entre as 21h20 e as 22h15, na esperança de que Bento XVI dirija algumas palavras a partir da janela da embaixada do Vaticano.

No dia 12, às 7h00, os participantes partem de autocarro para Mira d’Aire, e a partir das 10h00 iniciam a peregrinação a pé para Fátima, em conjunto com jovens de outras dioceses do país.

O programa termina a 13 de Maio com a missa presidida por Bento XVI no Santuário, com o regresso a Lisboa marcado para as 14h00.

O site “Eu Acredito” possibilita aos jovens de todo o país e do estrangeiro a inscrição em todas as actividades ou em parte delas.

Nacional | bentoxviportugal.pt | 2010-04-29 | 10:22:13 | 2110 Caracteres | Bento XVI – Portugal

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CADC reflecte sobre o pensamento político de Bento XVI

O Centro Académico de Democracia Cristã (CADC), associação de defesa do humanismo cristão, inserida na vida académica de Coimbra e na vida cultural e social do País, leva a efeito duas iniciativas, no âmbito da visita do Papa Bento XVI a Portugal.

Dia 29 de Abril, pelas 21h15, no Auditório do Instituto Universitário Justiça e Paz, em Coimbra, será apresentado “O Sentido do Papado Hoje”, filme biográfico de Bento XVI seguido de conferência por José Carlos Miranda, da Faculdade de Teologia de Braga.

No dia 30, pelas 21h15, na Livraria Almedina (Estádio), terá lugar um debate sobre “O Pensamento Político de Bento XVI”, com a participação de Filipe Nunes Vicente, João Relvão Caetano e João Paulo Barbosa de Melo.

Nacional | Diocese de Coimbra | 2010-04-29 | 09:06:10 | 921 Caracteres | Bento XVI – Portugal

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Livro «As razões de Bento XVI», de Aura Miguel, é lançado hoje

«As razões de Bento XVI», o mais recente livro de Aura Miguel, jornalista da Rádio Renascença, é lançado no dia 29 de Abril na Feira do Livro de Lisboa, estando a apresentação a cargo de Marcelo Rebelo de Sousa.

A obra da jornalista, a única vaticanista (jornalista com acreditação permanente junto da Santa Sé) portuguesa, pretende dar a conhecer e a compreender a figura, o pensamento e a acção do cardeal Joseph Ratzinger, o homem que há cinco anos está à frente da Igreja Católica.

Licenciada em Direito, pela Universidade Católica, Aura Miguel tem uma pós-graduação em Ciências da Informação, pela mesma universidade.

Jornalista desde 1982, colaborou nos jornais A Tarde e Semanário. Actualmente, e desde 1985, é editora de assuntos religiosos na Rádio Renascença.

Com acreditação permanente junto da Santa Sé, tem acompanhado as actividades do Papa e do Vaticano. Habitualmente integra a comitiva de jornalistas que viaja a bordo do avião papal – é a única jornalista portuguesa a ter este privilégio.

A sua agenda inclui 51 viagens apostólicas ao lado de João Paulo II e todas as viagens fora de Itália que o Papa Bento XVI realizou desde que foi eleito. Em 2002, ainda durante o pontificado de João Paulo II, foi escolhida entre os 14 jornalistas convidados pelo Santo Padre para escrever uma das 14 estações da Via Sacra de Sexta-Feira Santa, presidida pelo Papa no Coliseu de Roma.

Nacional | bentoxviportugal.pt | 2010-04-29 | 09:04:31 | 1950 Caracteres | Bento XVI – Portugal

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A actualidade do ensino social de Bento XVI

A Comissão Justiça e Paz da Diocese de Leiria-Fátima promove uma conferência sobre «A actualidade do ensino social de Bento XVI - Encíclica  Caridade na Verdade» que terá como orador João César das Neves.
Decorre no auditório do Seminário diocesano de Leiria, dia 29 de Abril, e pretende dar um contributo para a preparação da próxima visita a Portugal de Papa Bento XVI.
Num mundo globalizado e ainda a viver as consequências de uma grave crise financeira e económica, a encíclica «Caritas in Veritate», revela uma preocupação com o desenvolvimento, que chama todos à responsabilidade, que apela à acção da sociedade civil, que defende uma nova ordem política e económica internacional e a necessidade do estabelecimento de uma ordem mundial supervisora da globalização e geradora de maior justiça. Bento XVI diz que o mercado não é "puro", alerta contra "desregulamentação laboral” e pede uma "planificação global do desenvolvimento".
Nesta encíclica Bento XVI reclama, como já o vinha fazendo a Igreja desde João XXIII, uma autoridade mundial que ajude a sanear as economias atingidas pela crise, defende a existência de uma autoridade mundial que seja eficaz no "governo da economia". O Papa fala mesmo da "urgência de uma reforma" quer da ONU "quer da arquitectura económica e financeira internacional", bem como de “atribuir também às nações mais pobres uma voz eficaz nas decisões comuns”.

Nacional | Agência Ecclesia | 2010-04-29 | 09:01:16 | 1787 Caracteres | Bento XVI - Portugal, Diocese de Leiria-Fátima

 

HTTP://ECCLESIA.PT

Recolha e transcrição através do boletim da Agência Ecclesia, de 29 de Abril de 2010, por António Fonseca

30 DE ABRIL DE 2010 - SANTOS DO DIA

 

Pío V, Santo
Abril 30   -  CCXXV Papa

Pío V, Santo

Pío V, Santo

CCXXV Papa (1504-1572)

Martirológio Romano: Santo Pío V, papa, da Ordem de Pregadores, que, elevado à sede de Pedro, se esforçou com grande piedade e força apostólica em pôr em prática os decretos do Concílio de Trento acerca do culto divino, a doutrina cristã e a disciplina eclesiástica, promovendo também a propagação da fé. Adormeceu no Senhor em Roma, no dia primeiro do mês de Maio (1572).
Etimologicamente: Pío = Aquele que é piedoso, é de origem latina.

Síntese da biografia (espanhol) em http://es.catholic.net/santoral

Segue-se biografia publicada no livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt

 

Pío V, Santo

Pío V, Santo

Tinham-se reunido nos princípios do ano de 1566, cinquenta e dois cardeais para eleger o sucessor de Pio IV.  S. Carlos Borromeo, Cardeal de Milão era quem mais podia influir no conclave. O Cardeal Pacheco, como escreve a Filipe II, pediu-lhe que trabalhasse quanto pudesse “para fazer um Papa muito para serviço de Deus e útil à Igreja, porque nisto me parece que mereceria mais do que em jejuar e em açoitar-se toda a vida”.

Carlos Borromeo trabalhou efectivamente porque fosse escolhido o Papa que então requeriam as necessidades da Igreja, e foi eleito o Cardeal Miguel Ghislieiri, que tomou o nome de Pio V, filho dum humilde lavrador de Bosco, aldeola do território de Milão. Guardou ovelhas na infância. sendo ainda muito novo, entrou na Ordem de S. Domingos. Em 1556 subia a bispo de Sútri; e em 1557 a cardeal. Foi cardeal austero, parco em palavras, e mais amante da sua túnica dominicana que dos reflexos da púrpura. Vivia modestamente; um frade da sua Ordem fazia-lhe companhia, e ele mesmo varria a habitação e construía com ramos de palmeira as vassouras que usava.

Como eram conhecidos o seu rigor e austeridade, alguns sentiram a sua eleição. “Não me importa que não se alegrem no principio do meu pontificado; o que desejo é que sintam pena quando eu morrer”. E assim foi. Por poucos Pontífices terão chorado tanto Roma e a cristandade inteira, como pela morte de Pio V . Toda a sua vida foi constante subir pelos degraus do altar. Claro que manteve como Papa a simplicidade da sua vida; reduziu ao mais indispensável os gastos da sua pessoa; os seus parentes deixou-os no estado em que se encontravam e dedicou-se de corpo e alma, desde o principio, a velar pela pureza da fé e pela promoção da reforma cristã. A sua primeira solicitude foi a aplicação dos decretos do Concilio Tridentino. Segundo eles, já em em 1566 apareceu o Catecismo Romano e continuou a trabalhar-se, sob o seu impulso, na edição do Breviário Romano, que se publicou em 1570.

O alvo principal da sua actividade esteve na defesa da fé. Por isso favoreceu constantemente o trabalho da Inquisição, excomungou em 1570, Isabel de Inglaterra e apoiou o apostolado de S. Pedro Canísio na Alemanha. Em 1568 publicou a Bula In Coena Domini, resumo das Censuras reservadas ao Papa e, apesar dos vivíssimos protestos que houve contra ela em Veneza e na Espanha, pois os príncipes civis julgavam estar lesados os seus direitos, Pio V manteve energicamente os da Santa Sé.

A luta contra o Islão é glória também de Pio V. Os Turcos tinham avançado muito e constituíam verdadeira ameaça contra a Hungria e as possessões venezianas do Oriente. No ano de 1570 rendeu-se Chipre, última praça forte dos cristãos. Pio V promoveu a cruzada e, ao cabo de esforços dolorosos, conseguiu unir as frotas de Espanha, Veneza e dos Estados Pontifícios, sob o comando de D. João de Áustria. A célebre e retumbante vitória de Lepanto, de 7 de Outubro de 1571, deveu-se tanto às armas, como às orações do Santo Pontífice e à invocação por ele ordenada de Nossa Senhora do Rosário.

É notável como Pio V, de origem modesta, de pouca ou nenhuma preparação política, pôde desempenhar um pontificado tão glorioso. O segredo da sua actividade e êxitos foi certamente a santidade que tinha, a pureza de intenção e as constantes preces.

A 21 de Abril de 1572, dez dias antes da morte, quis visitar as Sete Basílicas de Roma, com a esperança de ver depressa os Santos Mártires no céu. A partir da Basílica de S. Paulo fez a pé o longo e penoso trajecto até à de S. Sebastião, na Via Ápia. Quando chegou esgotado a S. João de Latrão, pediram-lhe os seus que subisse para a liteira ou deixasse o que faltava da peregrinação para o dia seguinte. Respondeu em Latim que, quem tinha feito tudo, terminaria o que faltava; qui fecit totum, ipse perficiet opus. E continuou caminhando. Já tarde, entrou no Vaticano, onde repousou e mandou que lhe lessem os Sete Salmos Penitenciais e a Paixão do Senhor, não tendo ele nem sequer força para tirar o Solidéu, quando era lido o nome de Jesus.

Quis celebrar a Santa Missa a 28 de Abril, mas não pôde. recebeu os últimos Sacramentos e morreu na véspera do primeiro de Maio, com estas palavras, que eram invocação do Breviário:

Quaesumus, Autor omnium,

In hoc Paschali gaudio,

Ab omni mortis impetu

Tuum defende populum.

(Pedimos-Te, Senhor de todos, que nesta alegria pascal, salves o teu povo de todo o perigo mortal)

Sisto V colocou-lhe o corpo numa magnifica urna, na capela do Santíssimo Sacramento, da basílica de Santa Maria Maior.

www.jesuitas.pt

 

José Bento Cottolengo, Santo
Abril 30   -  Presbítero

José Benito Cottolengo, Santo

José Benito Cottolengo, Santo

Presbítero

Martirológio Romano: Em Chieri, perto de Torino, no Piemonte, são José Benito Cottolengo, presbítero, que, confiando somente no auxilio da Divina Providência, abriu uma casa para acolher a toda classe de pobres, enfermos e abandonados (1842).
Etimologicamente: José = Aquele a que Deus ajuda, é de origem hebraica.
Etimologicamente: Benito = Aquele a quem Deus bendiz, é de origem latino.

http://es.catholic.net/santoral

Segue-se a biografia do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt

 

José Benito Cottolengo, Santo

José Benito Cottolengo, Santo

Nasceu José Cottolengo na vila de Bra, no Piemonte, Itália, a 3 de Maio de 1786. Teve a sorte de encontrar uma mãe inteligente e profundamente cristã. Desde os cinco anos, notava nele a mãe um amor especial pelos pobres. Um dia encontrou-o a medir com uma vara os quartos de casa: “Que fazes aí? Para que tomas tantas medidas?” - “Olhe, mamã: queria saber quantas camas se poderiam colocar nesta casa, pois, quando eu for maior, quero enchê-la de pobres e doentes”.

Todos os seus biógrafos estão concordes em que José não tinha grande facilidade para o estudo. A escola para ele era um martírio. dela voltava e lançava-se a chorar nos braços da mãe, dizendo: “Não entendo nada”. Propôs-lhe ela que se consagrasse a S. Tomás de Aquino. Este foi o seu guia e a sua luz no estudo.

Aos 17 anos vestiu a batina dos clérigos, embora continuasse a viver em casa. Em 1805 entrou no seminário de Turim e aos 15 anos ordenou-se de sacerdote, em 1811. O irmão mais novo, Inácio, ajudava-lhe todos os dias à Missa e dizia à mãe, ao voltar a casa: “Mas, porque chora José no altar? - “Deixa-o chorar. José bem sabe o que faz. É tão agradável chorar no altar”.

Desde que o admitiram como membro do Corpus Domini de Turim, piedosa associação de sacerdotes, ficou sendo, por direito próprio, cónego da Metropolitana da Santíssima Trindade. O “cónego bom” muito depressa começou a ser director de almas, pai dos pobres e solicito enfermeiro. Em 1817 estava na igreja de Corpus Domini, quando viu uma pobre mulher, que não tinha podido encontrar acolhimento nos hospitais da cidade. Deus inspirou então ao cónego que fundasse o Pio Instituto da Divina Providência. Começou por arrendar algumas moradas na Volta Rossa, que se foram desenvolvendo até se converterem em verdadeiro hospital. Para cuidar dos enfermos, fundou as Damas de Caridade. Chamou-lhes Vicentinas, mas o povo preferiu designá-las como Cottolenguinas.

Por ocasião da cólera-morbo de 1831, as autoridades de Turim obrigaram a fechar o hospital de Volta Rossa. “Tudo está acabado”, diziam amigos e inimigos. Ele respondia: “Agora vamos transplantar as couves”. E a 27 de Abril de 1832 abria-se a Píccola Casa (pequena Casa) da Providência de Valdocco, nos arrabaldes de Turim. “Chama-se Pequena Casa, escrevia o santo fundador, porque em comparação com o mundo inteiro, que é igualmente casa da Divina Providência, é com toda a certeza, pequena”.

O lema de Cottolengo era “caridade e confiança”. Fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. A Deus custa o mesmo dar de comer a dois pobres e doentes, ou a dois mil. Quem reza com confiança tem à sua disposição todos os recursos de Deus. Inspirado nestes princípios, Dom Cottolengo dava sempre, sem olhar ao dinheiro que despendia. “Se Nosso Senhor disse que não saiba a mão esquerda o que dá a direita, porque o há-de saber a vista?”.

Não pensava senão nos pobres. Convidado por uma família rica, ofereceram-lhe um cálice de vinho fino. Bebeu um pouco e depois, olhando para o vinho que ficava no fundo, disse: “Um cálice deste vinho velho tornaria felizes os meus doentes do hospital”. No dia seguinte, chegaram dois barris com esta direcção: “Ao Rev. Cónego Cottolengo, para os seus doentes”.

Noutra visita encontrou a senhora da casa a tecer umas camisolas de lã para os netos. Louvou o trabalho e disse: “Como ficariam quentinhos, com uma camisola como esta, os pobres meninos do meu bairro!” Uma semana depois, recebia cem camisolas de lã. A confiança em deus era a fonte da sua generosidade e amor aos pobres. Um dia, a Superiora das Irmãs da Caridade mostrou-se aflita porque, pata todos os asilados, não tinha mais que uma moeda de ouro de vinte liras. “Onde está a moeda?”, perguntou o Santo. Pegou nela, embrulhada num papelito, foi à janela e com toda a força atirou-a para o jardim. “Agora, Irmã, confie. Deus proverá”.

Outro dia, a Irmã Dominica foi-lhe dizer que não havia pão para o almoço. “Na devida hora que vão almoçar, a Providência não se esquecerá de que têm de almoçar”. E foi para a igreja rezar.

Ao padeiro da “Píccola casa” chegou o Santo a dever 18 000 liras (de então). O homem necessitava de as receber e Dom Cottolengo não tinha nem um cêntimo: “Tenha um poucochinho de paciência”. - “Já tive muita”, e o padeiro foi-se embora muito aborrecido. Mas logo que chegou á padaria, um senhor entregou-lhe quanto lhe devia Dom Cottolengo.

O rei Carlos Alberto, de Turim, quis informar-se do que se passava na Píccola casa e mandou lá o Conde de Escarena. – “O senhor é director da Píccola Casa?” – “Eu não. Sou apenas agente da Divina Providência, que é quem dirige a casa”. – “Com que recursos conta?” – “Com os que me dá a Divina Providência”. – “Para sustentar mais de 600 bocas, terá algumas rendas fixas?”“Crê Vossa Excelência que à Divina Providência lhe vão faltar fundos?”

O rei quis tomar sob a sua protecção a Píccola Casa. Dom Cottolengo agradeceu-lhe a boa intenção, mas recusou, “porque o Patrono é Deus”. Também quis visitar a Casa. O Santo agradeceu o anúncio da visita, mas acrescentou que agradeceria a Sua Majestade que a não visitasse, “pois semelhante manifestação da protecção humana não seria talvez do agrado da Divina Providência”. Noutra ocasião perguntou-lhe o Rei: “Meu querido cónego, espero que Deus lhe conceda uma vida prolongada. Mas, quando faltar, que disposições tomou sobre o sucessor? – “Tem Vossa Majestade desconfiança na Divina Providência? Porque não hei-de deixar que Deus escolha o sucessor?” E acenou ao Rei para a janela da sala, donde se via a rendição da guarda: “Uma palavra entre um soldado e outro, e a nova guarda substitui a anterior. Assim acontecerá, quando Deus dispuser a minha substituição. falará ao ouvido dalguém e a nova sentinela virá ocupar o meu posto”. O Rei queria que houvesse contas na Píccola casa. O Cónego negava-se a isso: “Quanto tempo há que a Divina Providência governa o mundo? fez alguma vez mal a alguém ou negou-lhe o que lhe tocava"?”

A Píccola casa levada dez anos de existência, quando adoeceu gravemente Dom Cottolengo, vítima do tifo. O natural era que desejasse morrer entre os seu pobres. Mas não foi assim. Fez que o levassem para Chieiri e não se tornou a ouvir-lhe nem uma palavra sobre a Píccola casa. Deixava-a nas mãos da Divina Providência. O resto não tinha importância… Morreu a 13 de Abril de 1842, aos 56 anos de idade. Foi beatificado por Bento XV, a 29 e Abril de 1917 e canonizado por Pio XI, a 19 de Maio de 1934.

A Píccola casa, há muito tempo chamada Cottolengo – com várias comunidades de oração e milhares de pessoas a receberem ou prestarem cuidados – subsiste em Turim até aos nossos dias, com muita alegria e eficiência, sem quaisquer rendimentos fixos , dependente só da caridade, monumento vivo da Providência.

María da Encarnação Guyart, Beata
Abril 30 -  Viúva e Religiosa

María de la Encarnación Guyart, Beata

María de la Encarnação Guyart, Beata

Religiosa

Martirológio Romano: Em Québec, no Canadá, beata María de la Encarnación Guyart Martin, que, sendo mãe de família, depois da morte de seu esposo confiou seu filho, ainda pequeno, aos cuidados de sua irmã e, ingressando nas Ursulinas, estabeleceu a primeira casa deste Instituto no Canadá, distinguindo-se por sua actividade (1672).
Etimologicamente: María = Aquela senhora bela que nos guia, é de origem hebraica.

Se quiserem ver esta biografia em espanhol, consultem http://es.catholic.net/santoral

Em seguida ler biografia do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt

Veio ao mundo em TOURS, a 28 de Outubro de 1599, João Paulo II, na homilia da beatificação, a 22 de Junho de 1980, retrata a Serva de Deus da seguinte forma:

Maria da Encarnação (Marie Guyart) foi chamada ‘Mãe da Igreja Católica no Canadá’. Aos 17 anos casa-se com Claude Martin; aos 18 anos é mãe; aos 20 anos é já viúva. Maria recusa um segundo casamento que lhe propõem os pais e, aos 32 anos, entra no mosteiro das Urusulinas de Tours. Deus levou-a a compreender a fealdade do pecado e a necessidade da redenção. Tendo profunda devoção ao Coração de Jesus e meditando assiduamente o mistério da Encarnação, ela leva à maturidade a sua vocação missionária: ‘O meu corpo estava no nosso mosteiro, escreverá ela na sua autobiografia, mas o meu espírito não podia estar encerrado. O Espírito de Jesus levava-me às Índias, ao Japão, à América, ao Oriente, ao Ocidente, às paragens do Canadá e dos Hurões, e a toda a terra habitável onde houvesse almas racionais que eu via pertencerem a Jesus Cristo”.

Em 1639, está ela no Canadá. É a primeira irmã francesa missionária. O seu apostolado catequético em favor dos indígenas é infatigável: compõe um catecismo na língua dos Hurões, outro na dos Iroqueses e um terceiro na dos Algunquins.

Alma profundamente contemplativa, comprometida todavia na acção apostólica, faz o voto de ’procurar a maior glória de Deus em tudo o que seja de maior santificação’ e, em Maio de 1653, oferece-se interiormente em holocausto a Deus pelo bem do Canadá.

Mestra da vida espiritual, a ponto de Bossuet a definir como a ‘Teresa do Novo Mundo’, e promotora de obras evangelizadoras, Maria da Encarnação une em si, de maneira admirável, a contemplação e a acção. Nela a mulher cristã realizou-se plenamente e com raro equilíbrio, nos seus diversos estados de vida: esposa, mãe, viúva, directora de empresa, religiosa, mística, missionária, isto sempre na fidelidade a Cristo, sempre em união estreita com Deus”.

Faleceu em Quebeque, a 30 de Abril de 1672.

L’OSS. ROM. 29.6.1980.

 

• Paulina von Mallinckrodt, Beata
Abril 30 Fundadora

Paulina von Mallinckrodt, Beata

Paulina von Mallinckrodt, Beata

Fundadora da Congregação das Irmãs da Caridade Cristã

Martirológio Romano: Em Paderborn, na Alemanha, beata Paulina von Mallinckrodt, virgem, fundadora das Irmãs da Caridade Cristã, para atender às crianças, pobres e cegos e auxiliar aos enfermos e pobres (1881).
Etimologicamente: Paulina = Aquela de pequeno tamanho, é de origem latina.

Paulina von Mallinckrodt nasce em 3 de Junho de 1817 em Minden, Westfalia. É a mais velha dos filhos de Detmar von Mallinckrodt, de religião protestante e alto funcionário de governo do estado de Prússia e de sua esposa, a baronesa Bernardine von Hartmann, de religião católica, originária de Paderborn.
Desde pequeña absorbe con avidez la formación cristiana que le imparte su madre, con amor. De ella hereda una fe profunda, un gran amor a Dios y a los pobres y una férrea adhesión a la Iglesia católica y a sus pastores. Herencia paterna son la firmeza de carácter, los sólidos principios, el respeto hacia los demás y el cumplimiento de la palabra empeñada.
Parte de su niñez y juventud pasa Paulina en Aquisgrán, adonde fue trasladado su padre. Por la temprana muerte de su madre, Paulina, cuando sólo cuenta 17 años de edad, toma en sus manos la dirección de su casa y la educación de sus hermanos menores Jorge y Hermann y de la pequeña Berta. Cumpliendo su tarea a plena satisfacción de su padre, encuentra tiempo y medios para ponerse al servicio de tantos pobres que por los cambios técnicos, económicos y sociales de su siglo, sufren de miserias materiales y espirituales. En Aquisgrán, con sus amigas, cuida enfermos, niños y jóvenes.
A los 18 años recibe el sacramento de la Confirmación y se hace habitual en ella la Misa diaria. Un poco más tarde su confesor le permite la comunión diaria, algo infrecuente en esa época. Fruto de la Confirmación es también la decisión de Paulina de consagrar su vida entera al servicio de Dios.
Cuando su padre se retira del servicio estatal y se instala con su familia en Paderborn, prosigue Paulina su actividad caritativa. Invita y entusiasma a señoras y jóvenes a colaborar en el cuidado de enfermos pobres; pero ante todo le parece necesaria la educación e instrucción de los niños pobres.
Funda para ellos una guardería y acoge niños ciegos para cuidarlos e instruirlos. Impulsada por la fuerza de la gracia, organiza la Liga Femenina para el cuidado de los enfermos pobres. Luego funda un jardín de infantes para atender a los niños de las madres que deben trabajar fuera de su hogar para ganar el sustento diario de la familia. La fundación de este kindergarten en 1840 fue una idea novedosa y de avanzada para proteger y dar un ambiente de contención y afecto a estos niños que no podían ser cuidados por sus madres.
Llega hasta las chozas de los pobres para aliviar sus miserias; los ayuda, consuela, exhorta y ora con los enfermos, sin temer ni la suciedad ni los contagios, sino por el contrario, lo afronta todo con una sonrisa dedicando gran parte de su vida en un incansable servicio en favor de los que sufren. "Nunca he encontrado a una persona como ella; es difícil describir la imagen tan atrayente y emotiva de su vivir en Dios" escribe en una carta su prima Bertha von Hartmann.
En 1842 poco después de la muerte del señor von Mallinckrodt, le confían a Paulina el cuidado de unos niños ciegos muy pobres. Ella los atiende con la exquisita afabilidad que la caracteriza. Y como Dios sabe guiar todo según sus planes, son los niños ciegos los que darán origen a la Congregación, porque a Paulina la admiten en distintas congregaciones religiosas pero no así a los ciegos. Paulina pide una vez más consejo a Monseñor Antonio Claessen quien después de escucharla atentamente y de hacer mucha oración le hace ver que ella está llamada por Dios a fundar una Congregación. Y obtenida la aprobación del Obispo de Paderborn Monseñor Francisco Drepper, el 21 de agosto de 1849 funda la Congregación de las Hermanas de la Caridad Cristiana, Hijas de la Bienaventurada Virgen María de la Inmaculada Concepción con tres compañeras más. Pronto se abren otros campos de actividad: hogares para niños y escuelas.
Bendecida por la Iglesia, la Congregación florece y se extiende rápidamente en Alemania; pero como toda obra grata a Dios, debe ser probada por el sufrimiento; la prueba no tarda en llegar. El Canciller von Bismark emprende en 1871 una dura lucha contra la Iglesia católica. Una tras otra ve la Madre Paulina cómo se van cerrando y expropiando las casas de la Congregación en Alemania.
Con su profundo espíritu de fe la Madre Paulina ve la mano de Dios en esta persecución religiosa. Las casas de la joven Congregación fueron confiscadas, las Hermanas expulsadas, la fundación parecía llegar a su fin. Pero justamente así produjo frutos, se extendió por Estados Unidos y América Latina.
En la misma época de las persecuciones en Alemania llegan muchos pedidos de Hermanas desde Estados Unidos y Sudamérica para enseñar a los niños inmigrantes alemanes. Paulina respondió enviando pequeños grupos de Hermanas a Nueva Orleans en 1873.
En los siguientes meses se enviaron más grupos de religiosas a los Estados Unidos y ella misma hizo dos largos viajes a América para constatar en persona las necesidades del Nuevo Mundo, donde fundó al poco tiempo una Casa Madre en Wilkesbarre, Pennsylvania. Desde entonces las Hermanas abrieron además casas en las arquidiócesis de Baltimore, Chicago, Cincinnati, New York, Philadelphia, St. Louis, y St. Paul, y en la diócesis de Albany, Belleville, Brooklyn, Detroit, Harrisburg, Newark, Sioux City y Syracuse.
En noviembre de 1874 arriban las primeras religiosas a la diócesis de Ancud, en Chile, solicitadas por Monseñor Francisco de Paula Solar. De allí partirían unos años más tarde hacia el Río de la Plata, en 1883 a Melo, Uruguay, y en 1905 a Buenos Aires, Argentina.
A fines de década de 1870 la persecución religiosa terminó en Alemania y las Hermanas pudieron volver desde Bélgica a su patria donde prosiguieron con su obra. La Comunidad había crecido en integrantes y en misiones durante los años de opresión. La Madre Paulina volvió a Paderborn después de su viaje a América en 1880. A los pocos meses, ante el dolor de las Hermanas, la Madre Paulina enfermó gravemente de neumonía y murió el 30 de abril de 1881.
S.S. Juan Pablo II la beatificó el 14 de Abril de 1985.

• Benito de Urbino, Beato
Abril 30   -  Presbítero Capuchinho

Benito de Urbino, Beato

Benito de Urbino, Beato

Presbítero

Martirológio Romano: Em Fossombrone, de Piceno, em Itália, beato Benito de Urbino, presbítero da Ordem dos Irmãos Menores Capuchinhos, que foi companheiro de santo Lorenzo de Bríndisi na pregação entre husitas e luteranos (1625).
Etimologicamente: Benito = Aquele a quem Deus bendiz, é de origem latina.

Nunca se es completamente libre para poder elegir lo que uno quiera. Al menos eso es lo que me pasó a mí. Porque yo nací en Urbino, una ciudad de las Marcas en la Italia central, en septiembre de 1560 y dentro de una familia de nobles, los Passionei. Fui el séptimo de once hermanos, y a los pocos días me bautizaron imponiéndome el nombre de Marcos.
A los cuatro años me quedé sin padre; y a los siete nos dejó también mi madre. Total, que los tutores de la familia nos fueron criando y educando hasta que pudimos valernos por nosotros mismos.
Por lo que a mí respecta, aún recuerdo aquel 28 de mayo de 1582 cuando nueve ilustres «lectores» del Estudio universitario de Padua me declaraban doctor en leyes, en derecho civil y canónico, entregándome la toga, el birrete y el anillo doctoral; tenía 22 años.
El mundo se abría ante mí, y para conquistarlo de una forma más rotunda me hice presentar en el ambiente de la nobleza romana, sobre todo eclesiástica. Pero la cosa no fue como yo soñaba. El precio del éxito era demasiado caro para que me decidiera a invertir en él, por lo que apenas aguanté un año en medio de ese ambiente que me producía asco y también miedo.
De vuelta al pueblo empezó a invadirme una especie de «crisis» espiritual. Mi vida iba tomado sentido a medida que la soñaba como una entrega total a Dios y a la gente. Y una forma de concretarla era haciéndome Capuchino.
Muchas tardes subía al convento y me pasaba las horas muertas en la iglesia; hasta que me decidí a comunicarle al P. Guardián mi voluntad de hacerme religioso. Pero todos se pusieron en contra: los Capuchinos, mi familia, y hasta el obispo. A los frailes les parecía que un señorito como yo no podría aguantar el rigor de la vida capuchina. Para mi familia era demasiado duro tener que perder a uno de sus miembros más cualificados; mientras que el señor obispo trataba de desviarme hacia otra Orden menos austera, como eran los Camaldulenses.
Sin embargo, aunque de naturaleza frágil y quebradiza, mi tenacidad era de acero, por lo que insistí varias veces hasta conseguir que me admitieran en el Noviciado. Recuerdo que al recibir en la calle la noticia de mi admisión pegué tal salto y tal grito de alegría, que todos se quedaron extrañados, dada mi habitual compostura y timidez. Mi gozo era tan grande que me fui directo al convento sin pasar siquiera por mi casa a despedirme.
En el Noviciado lo pasé francamente mal, debido a mi quebradiza salud; pero mi empeño por seguir adelante -y mi enchufe con el General, que todo hay que decirlo- hizo que pudiera profesar como Capuchino. Repartí todos mis bienes y comencé una vida nueva.
Una vez ordenado sacerdote y tras ejercer el ministerio por los conventos de las Marcas, me enviaron a Bohemia, junto con S. Lorenzo de Brindis y otros hermanos, a convertir a los protestantes. Menos mal que estuve poco tiempo, porque aquello fue durísimo. De nuevo volví a las Marcas y allí se desarrolló toda mi vida.
Los que escribieron mi biografía han dicho que me distinguí por tres cosas: por la cantidad y calidad de la oración, por mi austeridad de vida, y por dedicarme al ministerio de los pobres. Ellos sabrán.
Lo que sí os puedo decir es que, después de abandonar mi vida de «señorito» y hacerme fraile, estaba como seducido por esa presencia misteriosa que es Dios, de modo que dedicaba a Él todo mi tiempo disponible; así fue como me salieron hasta callos en las rodillas de estar arrodillado en su presencia. Sin embargo lo que más me asombraba era experimentarlo como un Dios sufriente; de ahí que reflexionara continuamente sobre la Pasión de Cristo.
Esto me hacía pensar en mi frágil salud y en la urgencia de remediar las necesidades de los pobres. Con frecuencia los enviaba a casa de mis hermanos para que los atendieran, hasta el punto de que solían decir, en plan de broma: «Nuestro hermano el fraile, no contento con haber distribuido todo lo suyo en limosnas, quiere también repartir todo lo nuestro».
La verdad es que yo me contentaba con poco, y hubiera estado dispuesto a repartirlo cien veces si hubiera tenido algo que dar; pero sólo disponía de mi persona y del servicio que pudiera prestar a los demás. Así que la mayoría del tiempo lo pasaba predicando en los pueblecitos donde me llamaban, ya que, por lo visto, mi oratoria no iba muy allá. Sin embargo yo me encontraba muy a gusto entre esa gente pobre, pues eran más receptivos al Evangelio.
Y así estuve casi toda mi vida, hasta que mi frágil cuerpo empezó a envejecer y a resistirse a caminar. Ya al final de mis días, un hermano religioso, creyendo que estaba ya en la agonía final encendió, como era costumbre, una vela; pero yo me di cuenta y le hice una señal para que la apagara, porque todavía no me estaba muriendo. Tardé tres días más, y el 30 de abril de 1625 me encontraba con la hermana muerte.
La gente me veneraba como un santo, hasta el punto de que tuvieron que cambiarme de sepultura y guardarme en un lugar tan escondido, que estuvieron dos siglos sin encontrarme. Por fin lo hicieron y pudieron beatificarme en 1867. Después de todo me cabe la satisfacción de no ser un «santo» del todo, sino simplemente el beato Benito de Urbino.

• Gualfardo, Santo
Abril 30   -  Monge Camaldulense

Gualfardo, Santo

Gualfardo, Santo

Monge Camaldulense

Martirológio Romano: Em Verona, na região de Veneza, santo Gualfardo, que, oriundo de Alemanha e carniceiro de profissão, depois de passar vários anos na solidão foi recebido pelos monges do mosteiro de São Salvador, perto da cidade (1127).

De origen germánico y de profesión guarnicionero (talabartero), san Gualfardo, obedeciendo a su deseo interior de una vida todo entregada a Dios, después de haber transcurrido algún tiempo en Verona, se apartó en soledad eremítica, como hicieron muchos jóvenes hombres de la Edad Media, en un lugar cerca del Adige.
Sobre el ejemplo de san Romedio, ermitaño en el Val di Non en Trentino, pasadas en este lugar solitarios veinte años de aislamiento, luego algunos barqueros que navegaron por el río lo descubrieron, obligándolo así a trasladarse a Verona cerca de la iglesia de San Pedro.
Después de cierto tiempo, pasó a la iglesia de la Santísima Trinidad fuera de los muros de la ciudad y por fin fue acogido caritativamente como oblato, por los monjes camaldulenses de San Salvador de Corteregia en Verona, con los que permaneció durante diez años hasta su muerte.
Mediante la oración incesante, las vigilias nocturnas, los ayunos, las penitencias, logró llegar a los más altos grados de la contemplación y santidad; todo lo anterior estaba entretejido con gracias tales como equilibrio, serenidad, modestia y prudencia, que reflejaban su paz interior y su íntima unión con Dios.
Un monje contemporáneo, que fue el autor de la primera hagiografía de San Gualfardo, describió el fervor que aquel ponía en la santa conversación con los fieles y con los camaldulenses; además relató muchos milagros que obró en vida y después de muerto.
Murió en el convento de Verona el 30 de abril de 1127; los veroneses celebran la fiesta el 1° de mayo como protector de los guarnicioneros, mientras que el orden Camaldulense y el Martirologio Romano, lo recuerda el 30 de abril, aniversario de su nacimiento al cielo.
Reproducido con autorización de Santiebeati.it

responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

SANTOS AMADOR

e Companheiros PEDRO e LUÍS

A cruel perseguição que suscitaram os mouros em Córdova nos meados do século IX tinha os cristãos em grande aflição e tristeza; todavia, não escasseavam muitos ilustres e zelosos fieis, que se apresentavam todos os dias aos tribunais, com santa intrepidez e coragem verdadeiramente heróica, a confessar a divindade de Jesus Cristo.

Do número destes heróis foram AMADOR, PEDRO e LUÍS, dos quais nos diz Santo Eulógio, historiador dos seus gloriosos triunfos, que Amador foi “ilustre sacerdote, natural da antiga cidade de Tuccdi, colónia de romanos”. “Viera a Córdova com o pai e irmãos com o nobre intento e se instruir nas ciências sagradas”. Acompanhavam Amador um célebre monge, chamado Pedro e Luís, irmão de S. Paulo, diácono e parente de Santo Eulógio, ambos naturais de Córdova e filhos de pais cristãos.

A conformidade de religião, sentimentos e costumes uniu os três cristãos pelos vínculos da mais estreita amizade, amizade santa, que os impulsionou a pactuarem de nunca se separarem e de comprarem o céu com sangue, já que se lhes oferecia tão belo ensejo na perseguição terrível, suscitada contra a Igreja de Córdova. Apresentam-se perante o juiz agareno, pregando audaciosamente as verdades do Evangelho. este magistrado, sem gastar tempo em formalidades de processos, entregou-os aos seus carrascos, para que lhes fizessem pagar com a cabeça as pretendidas loucuras

Foram executadas as ordens do tirano no dia 30 de Abril do ano 885; mas, não satisfeito o bárbaro com o injusto castigo, mandou ainda lançar os três cadáveres ao rio Guadalquivir, para tirar aos cristãos as veleidades de futuras práticas de veneração. Assim se fez: mas, poucos dias depois, quis Deus manifestar na margem do mesmo rio os corpos de S. Pedro e S. Luís, não aparecendo o de Santo Amador, por maiores diligências que para isso fizeram os cristãos. www.jesuitas.pt

 

SANTO DONATO

Bispo ( 387)

S. Donato recebeu desde a infância uma educação modelada pelos preceitos do Evangelho. Graças às suas distintas qualidades, teve a fortuna de instruir e converter o imperador Teodósio e sua filha, aos quais administrou o sacramento do baptismo. As famílias principais de Constantinopla foram também convertidas paro este santo.

Foi elevado por unânime aclamação à dignidade de sucessor dos apóstolos, e por isso consagrado bispo de Evoreia, cidade de Epiro. A sua vida de bispo, do mesmo modo que a de sacerdote, foi sublime e bem acabado exemplo de todas as virtudes evangélicas. os pobres eram os predilectos de S. Donato.

Por último, cheio de santidade e merecimentos, descansou no Senhor nos fins do século IV, em 387 segundo o Martirológio Romano.  www.jesuitas.pt

http://es.catholic.net/santoral  e

www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução parcial por António Fonseca

quinta-feira, 29 de abril de 2010

29 DE ABRIL DE 2010 - SANTOS DO DIA

 

Catarina de Siena, Santa
Abril 29   -  Doutora da Igreja

Catalina de Siena, Santa

Catalina de Siena, Santa

Virgem e Doutora da Igreja Padroeira de Itália e da Europa

Martirológio Romano: Memória de santa Catalina de Siena, virgem e doutora da Igreja, que havendo entrado nas Irmãs da Penitência de Santo Domingo, desejosa de conhecer a Deus em si mesma e a si mesma em Deus, se esforçou em assemelhar-se a Cristo crucificado e trabalhou também enérgica e incansavelmente pela paz, para que o Romano Pontífice regressasse à Urbe e pela unidade da Igreja, deixando esplêndidos documentos cheios de doutrina espiritual (1380).
Etimologicamente: Aquela que é pura e casta, é de origem grega.

Ver em http://es.catholic.net/santoral biografia em espanhol.

 

Catalina de Siena, Santa

Catalina de Siena, Santa

Em seguida, transcrevo biografia  no livro SANTOS DE CADA DIA, edição de www.jesuitas.pt

Lapa, a 25 de Março de 1347, deu à luz duas gémeas. Estava no seu vigésimo quarto parto. Uma destas gémeas morreu logo ou quase; a sobrevivente foi chamada Catarina, o que significa “branca”. Seu pai, modesto tintureiro do bairro de Fontebranda, escolheu para a última filha o nome da cor branca, símbolo de pureza. Catarina, na verdade, cresceu pura como açucena, e com uma açucena na mão a retrataram os primeiros pintores senenses.

Aos seis anos teve a primeira visão de Jesus, que a incitava a segui-Lo. Aos sete, diante de Nossa Senhora, desposou-se misticamente com Ele. Aos doze, já os pais pensavam casá-la com um jovem de Siena, segundo o uso daqueles tempos, quando se pode dizer que as mulheres nem conheciam a meninice. Catarina, como resposta aos projectos, cortou o cabelo e cobriu a cabeça com um  véu branco. Lapa tirou-lho violentamente dizendo: «Os cabelos tornarão a crescer e depressa te casarás». Catarina aceitou a perseguição familiar como prova; e resistiu. Uma noite, em sonho, S. Domingos disse-lhe que ela vestiria o hábito branco e preto das chamadas “Manteladas”. Na manhã seguinte, anunciou aos pais a sua decisão firme. O pai inclinou a cabeça; tinha visto uma pomba branca voar sobre a cabeça da sua branca filha. Lapa calou-se.

Assim pôde Catarina vestir o hábito das “Manteladas”: túnica branca, cinto e couro, manto negro e véu branco. Então Jesus tornou-lhe a aparecer, mas na cruz, vertendo sangue. desde aquele dia, a cor branca cedeu lugar á vermelha do sangue divino. Celebrou na Cruz os místicos desposórios com Cristo vítima, prometendo dedicar a vida à conversão dos pecadores e à reforma não da Igreja, mas daqueles que formavam a Igreja visível, desde a cabeça – isto é, do papa, a quem ela chamavao doce Cristo na terra” – até aos poderosos, até ao mais humilde cristão, todos responsáveis pelos sofrimentos de Jesus.

Dedicou-se às obras de misericórdia, servindo nos hospitais de leprosos;e procurou restabelecer a paz entre as famílias discordes da cidade. Depressa a filha do tintureiro, que era analfabeta, começou a ditar as suas palavras a vários amanuenses. “Escreve no precioso Sangue de Jesus”, dizia, e naquele sangue quente e vermelho escrevia a particulares e a prelados, a pais de famílias e a magistrados; a desconhecidos e a Reis; até ao Papa, que se encontrava em Avinhão e ela chamava para Roma, excitando-o, ela mulher, a ser viril: “Ânimo, virilmente, pai! Digo-vos eu que é preciso não tremer”.

A 13 de Junho de 1376, partiram com  ela para Avinhão vinte e oito caterinati (catarinados, a corte de Catarina). Podiam contar com todas as oposições;  mas ela varreu-as em poucas semanas. A 13 de Outubro, tomando Gregório XI quase pela mão, encaminhou-se para Roma com ele. Em Génova, ele quis voltar atrás, mas ela forçou-o a continuar; e morreu pouco depois de chegar. os cardeais deram-lhe como sucessor Urbano VI, que se estabeleceu em Roma. este chamou Catarina para junto de si. Antes de sair de Siena, ela ditou em pleno êxtase o seu famoso Diálogo, livro das suas doutrinas e visões que, pela beleza da língua, é um dos clássicos da prosa italiana.

Teve Catarina sempre em vista, dois ideais: a pacificação da Pátria e a purificação da Igreja; a esta chamava “a grande ponte sobre o mundo”, a ponte pela qual todos podiam passar da terra para o céu. Jesus teve-a por digna de receber os estigmas da sua paixão; estigmas nela invisíveis, procurados por dores mais espirituais que materiais. Pregava a paz e suspirava por ela, mas sabia que não existe paz no mundo sem que haja primeiro paz com Deus e que seja fundada na justiça. Por isso sofreu com todas as injustiças humanas, que procurou remediar com a infinita caridade de Jesus Cristo.

Ela mesma conta, numa sua famosíssima carta, a consolação que levou a um pobre jovem, injustamente condenado à morte; o facto está representado em Roma, num dos magníficos painéis marmóreos recentes, ao lado da figura da santa. Niccolo da Tuldo era jovem, era são, sobretudo era inocente e não queria morrer. Catarina confortou-o e convenceu-o a entregar a vida à justiça infinita de Deus. Chegado o dia da execução, ele veio, contou a santa, “como cordeiro manso; e vendo-me começou a rir-se; e quis que eu lhe fizesse o sinal da Cruz. recebendo ele o sinal,  disse eu: “Coragem, para as núpcias, irmão meu amado! Que depressa estarás na vida duradoira”. Inclinou-se com grande mansidão e eu estendi-lhe o pescoço e inclinei-me a recordar-.lhe o sangue do cordeiro. A sua boca só dizia Jesus e Catarina. E dizendo ele assim, recebi a cabeça nas minhas mãos, fixando os olhos na divina bondade, e dizendo: – eu quero”. Que é que queria? A intrépida mulher senense queria que a injustiça do mundo fosse compensada abundantemente pela infinita justiça de Deus.

A morte da santa não aconteceu tão serenamente. A última palavra que disse foi “Sangue, sangue, sangue”. sangue do redentor, que tornava mais branca ainda a alma de Catarina. era a 29 de Abril de 1380. Catarina tinha apenas 33 anos; a mesma idade do seu Esposo no Calvário.

Foi proclamada Santa 80 anos depois, por Pio II. Pio XI, em 1939, deu à Itália por protectora Catarina de Siena, juntamente com S. Francisco de Assis, a mulher forte ao lado do homem  caritativo. E, a 4 de Outubro de 1980, Paulo VI proclamou-a Doutora da Igreja; uma semana antes fizera o mesmo com Santa Teresa de Jesus. Precedentemente não havia na Igreja senão Doutores, não Doutoras. Em 1997, veio juntar-se-lhes Santa Teresa do Menino Jesus , proclamada Doutora da Igreja pelo papa João Paulo II.


Além do mais Santa Catarina é considerada Padroeira:

° contra os incêndios;
° contra os males corporais;
° contra a enfermidade;
° contra os abortos involuntários;
° contra as tentações;

°  de Allentown, Pensilvânia;
° para a prevenção de incêndios;
° dos bombeiros;
° das enfermeiras;
° das pessoas ridicularizadas por sua piedade;
° dos enfermos.

Roberto de Molesmes, Santo
Abril 29   -  Abade

Roberto de Molesmes, Santo

Roberto de Molesmes, Santo

Martirológio Romano: No mosteiro de Molesmes, em França, são Roberto, abade, que, desejoso de uma vida monástica mais simples e mais estrita, já fundador de mosteiros e superior esforçado, já director de ermitãos e restaurador exímio da disciplina monástica, fundou o mosteiro de Cister, que regeu como primeiro abade, e chamado de novo como abade a Molesmes, ali descansou em paz (1111).
Etimologicamente: Roberto = Aquele que brilha por sua fama, é de origem germânica.

Nacido alrededor del año 1029, en Champagne, Francia, de padres nobles llamados Thierry y Ermengarde; muerto en Molesmes, el 17 de Abril de 1111.
A los quince años de edad comenzó su noviciado en la abadía de Montier-la-Celle, o St.Pierre-la-Celle, situada cerca de Troyes, de la cual posteriormente llegó a ser prior.
En 1068 fue sucesor de Hunaut II como abad de St. Michael de Tonnerre, en la diócesis de Langres.
En esa época una banda de siete ermitaños que vivían en el bosque de Collan, en la misma diócesis, buscaron tener a Roberto como su jefe, pero los monjes, a pesar de que resistían su autoridad constantemente, insistieron en conservarlo como su abad porque gozaba de una gran reputación y era el ornamento de su casa.
Las intrigas de ellos determinaron a Roberto a renunciar a su cargo en 1071 y buscar refugio en el monasterio de Montier la Celle. El mismo año él fue colocado en el priorato de St. Ayoul de Provins, que dependía de Montier-la-Celle. Mientras tanto dos de los eremitas de Collan viajaron a Roma y rogaron a Gregorio VII les concediera como superior al prior de Provins. El Papa accedió a la solicitud y en 1074 Roberto inició a los eremitas de Collan en la vida monástica.
Como la localización de Collan fue encontrada inadecuada, Roberto fundó un monasterio en Molesme, en el valle de Langres a fines de 1075. A Molesmes llegó como huésped el distinguido canonista y doctor (écolâtre) de Reims, Bruno, quien en 1082, se colocó él mismo bajo la dirección de Roberto, antes de fundar la celebrada orden de Chartreux (Cartuja).
En ese tiempo la primitiva disciplina estaba aun en pleno vigor, y los religiosos vivían del trabajo de sus manos. Pronto, sin embargo, el monasterio llegó a enriquecerse a través de una multitud de donaciones, y con la riqueza, a pesar de la vigilancia del abad, vino el aflojamiento de la disciplina.
Roberto se esforzó en reestablecer la primitiva austeridad, pero los monjes mostraron tanta resistencia que abdicó y dejó el cuidado de su comunidad a su prior, Alberico, quién se retiró en 1093.
Al año siguiente él volvió con Roberto a Molesme. El 29 de Noviembre de 1095, el Papa Urbano II confirmó el instituto de Molesme. En 1098 Roberto, aún incapaz de reformar a sus rebeldes monjes, obtuvo de Hugo, arzobispo de Lyons y Le gado de la Santa Sede, autoridad para fundar una nueva orden conforme a nuevas reglas.
Veintiún religiosos dejaron Molesmes y alegremente se pusieron en camino hacia un lugar deshabitado llamado Cister en la diócesis de Chalons, y la abadía de Cîteaux fue fundada el 21 de Marzo de 1098.
Dejados a sí mismos, los monjes de Molesmes apelaron al Papa, y Roberto fue reestablecido en Molesme, que desde entonces llegó a ser un ardiente centro de vida monástico.
Roberto murió el 17 de Abril de 1111 y fue sepultado con gran pompa en el iglesia de la abadía. El Papa Honorio III en 1222, mediante Cartas Apostólicas, autorizó su veneración en la iglesia de Molesmes y poco después esa veneración se extendió a la Iglesia entera mediante un Decreto pontificio.
La fiesta fue fijada inicialmente el 17 de Abril, pero luego fue transferida al 29 de Abril.
La abadía de Molesmes existió hasta la Revolución Francesa. Los restos del santo fundador se conservan en la iglesia parroquial.

Cristino, Santo
Abril 29   -  Mártir

Cristino, Santo

Cristino, Santo

Mártir Padroeiro de Portoferraio

Etimologicamente: Cristino = é uma variante de Cristiano = Aquele que segue a Cristo, é de origem latina.

Cristino, es el santo patrón de Portoferraio, ciudad italiana situada en la isla de Elba. Su reliquia llamada devotamente "cuerpo santo" es conservada y venerada en la iglesia perteneciente a la "Cofradía de la Misericordia".
En 1661 el "cuerpo santo" fue descubierto en las catacumbas romanas de Priscila. El portoferraiense Antonio Vai, perteneciente a la Cofradía de la Misericordia recaló casualmente por Roma. El Papa de aquel entonces, Alejandro VII decidió donar el cuerpo santo a la comunidad de Portoferraio.
La reliquia llegó un 29 de abril, día que se convierte en fiesta patronal para toda la comunidad portoferraiense. En 1764, el papa Clemente XIII aprueba la elección de San Cristino como santo patrón de la ciudad. Es entonces, el 7 de abril de 1764 cuando la S. Congregazione dei Riti, concede a la fiesta de San Cristino todos los honores al ser la celebración del principal protector de Portoferraio. El 9 de agosto de 1764 el emperador Francisco I muestra su beneplácito mediante un decreto.
Por ocasión de sus fiestas, generalmente se abre la cripta donde reposan los restos de San Cristino, y se exponen en la iglesia de la cofradía, tras lo cual se trasfieren al Duomo de la ciudad. Tras esto se lleva a cabo una celebración religiosa y la urna con los restos de San Cristino es llevada por las calles del casco antiguo de la ciudad repartiendo su bendición sobre la ciudad.

• António Kim Song-u, Santo
Abril 29   -  Catequista e Mártir

Antonio Kim Song-u, Santo

António Kim Song-u, Santo

Catequista e Mártir

Martirológio Romano: Em Seul, na Coreia, santo António Kim Song-u, mártir, que costumava reunir em sua casa a vários fieis até que, encerrado na prisão, foi estrangulado (1841).
Etimologicamente: António = Aquele que é digno de estima, é de origem latina.

Nasceu em Gusan, Coreia do Sul, no ano 1795.
Em Seul, na Coreia, santo António Kim Song-u, catequista e mártir, que costumava reunir em sua casa a vários fieis até que, encerrado na prisão, foi estrangulado em 29 de Abril de 1841.
Foi canonizado, junto com outros 102 mártires coreanos, por S.S. João Paulo II em 6 de Maio de 1984.

Hugo de Cluny, Santo
Abril 29   -  Abade

Hugo de Cluny, Santo

Hugo de Cluny, Santo

Abade

Martirológio Romano: No mosteiro de Cluny, em Borgonha (hoje França), santo Hugo, abade, que governou santamente seu cenóbio durante sessenta e um anos, mostrando-se entregue às esmolas e à oração, mantendo e promovendo a disciplina monástica, atento às necessidades da Igreja e exímio propagador da mesma (1109).
Etimologicamente: Hugo = Aquele de inteligência clara, é de origem germana.

El glorioso y venerable abad de Cluny, san Hugo, nació en Semur, de una ilustre y antigua familia de Borgoña. Su padre llamado Dalmacio era señor de Semur, y su madre Aremberga, descendiente de la antigua casa de Vergi.
Quería el padre que su hijo Hugo siguiese, como noble la carrera de las armas, pero sintiéndose él más inclinado al retiro y a la piedad que a la guerra, recabó licencia para ir a cultivar las letras humanas en Châlon-sur-Saône, donde la santidad de los monjes de Cluny, gobernados por el piadoso abad Odilón, le movió a dar libelo a todas las cosas de la tierra, y a tomar el hábito en aquel célebre monasterio.
Hizo allí tan extraordinarios progresos en las ciencias y virtudes, que corriendo la fama de su eminente santidad, sabiduría y prudencia por toda Europa, el emperador Enrique le nombró padrino de su hijo; y Alfonso rey de España, hijo de Fernando, acudió a él para librarse de la prisión en que le tenía su ambicioso hermano Sancho, lo cual recabó el santo con su grande autoridad, y también puso fin a las querellas del prelado de Autún y del duque de Borgoña que devastaba las posesiones de la Iglesia. Y no fue menos apreciado de los sumos pontífices, por su rara prudencia y santidad. Nombróle León IV para que le acompañase en su viaje a Francia, y su sucesor Víctor II previno al cardenal Hildebrando, después Gregorio VII, que le tomase por socio y consejero en la legacía cerca del rey de los franceses; Esteban X que sucedió a Víctor, le llamó y quiso morir en sus brazos. El gran pontífice Gregorio VII se aconsejaba con este santísimo abad de Cluny en todos los negocios más graves de la cristiandad.
Entre las muchas cartas de san Hugo, se halla una escrita a Guillermo el Conquistador, el cual le había ofrecido para su monasterio cien libras por cada monje que le enviase a Inglaterra. Respóndele el santo abad que él daría la misma suma por cada buen religioso que le enviasen para su monasterio. si fuese cosa que se pudiese comprar en cuyas palabras manifestaba el temor de que se relajasen los monjes que enviase a Inglaterra no pudiendo vivir allí en monasterios reformados. Y si todas estas preocupaciones juzgaba el santo necesarias para conservar la virtud de aquellos tan fervorosos monjes, ¿cómo imaginamos nosotros poder estar seguros de no perder la gracia divina, si temerariamente nos metemos en medio de los peligros y lazos del mundo? Quéjanse muchos de las tentaciones que padecen, y murmuran de la Providencia por los recios y continuos combates que les dan los tres enemigos del alma: mundo, demonio y carne: pero día vendrá en que Dios se justifique recordándo1es que ellos mismos se metían las más de las veces en las tentaciones, y haciéndose sordos a las voces de la gracia y de la conciencia, se ponían voluntariamente en las ocasiones de pecar, y se rendían a sus mortales enemigos.
Es increíble lo mucho que trabajó este santo en la viña del Señor, edificándola con sus heroicas virtudes, defendiéndola de sus enemigos, y acrecentándola con su celo apostólico, Finalmente después de haber fundado el célebre monasterio de monjas de Mareigni, y echado los cimientos de la magnífica iglesia de Cluny, lleno de días y mere cimientos falleció en la paz del Señor a la edad de ochenta y cinco años.

Severo de Nápoles, Santo
Abril 29   -  Bispo

Severo de Nápoles, Santo

Severo de Nápoles, Santo

Bispo

Martirológio Romano: Em Nápoles, da Campânia, santo Severo, bispo, a que santo Ambrósio amou como a um irmão e sua Igreja como a um pai (c. 409).
Etimologicamente: Severo = Aquele que se comporta de forma austera ou inflexível, é de origem latina.

En el catálogo de los obispos napolitanos ocupa el duodécimo lugar; de su vida anterior a su ministerio episcopal, no se sabe prácticamente nada.
San Severo sirvió su episcopado de febrero de 363 al 29 de abril de 409, por lo tanto algunas décadas después de la libertad de culto establecida por Constantino a favor de los cristianos (año 313); fue ciertamente un período en que las dos religiones, pagana y cristiana, fueron obligadas a convivir, y los retrocesos al paganismo fueron frecuentes.
Su obra se desarrolló después de estos retornos al paganismo y los violentos ataques de los heréticos arrianos; los seguidores del herético Ario de Alejandría (280 -336) afirmaban que el Verbo, encarnado en Jesús, no tenía misma sustancia del Padre, y que era tan sólo la primera de sus criaturas; la herejía condenada por los Concilios de Alejandría del 321 y Nicea del 325, provocó una lucha a veces también violenta, entre las dos posiciones existentes en la Iglesia de aquel entonces.
La Iglesia de Nápoles, con la guía iluminada de San Severo, refloreció en la fe auténtica del cristianismo; reestableció en la ciudad las obras de su predecesor san Máximo (siglo IV) quien murió en el destierro en Oriente, durante la persecución ariana.
Hace falta decir que san Máximo fue el décimo obispo de Nápoles y san Severo el duodécimo, entre los dos estuvo el usurpador ariano Zosimo, quien durante sus seis años de episcopado, retornó a la fe original, por lo que si está legítimamente considerado como el 11° obispo.
Varios documentos antiguos confirman que se ganó, no sólo consideración y cariño de los cristianos, sino también la de los paganos. Fue amigo de san Ambrosio (340 -397) obispo de Milán, a quien tuvo ocasión de conocer durante el Concilio plenario realizado en el 392 en Capua.
Le son atribuidas la construcción de cuatro basílicas, de una de ellas, engalanada con mármoles y preciosos mosaicos fue dedicada al Salvador, de esta antigua basílica llamada luego San Giorgio el Mayor, ha quedado tan sólo la cúpula.
A Severo es atribuida también la construcción del célebre Baptisterio de Nápoles, anterior con cerca de treinta años a aquel erigido en Laterano por Sisto III (432 -440) siendo por tanto el más antiguo de occidente. El Baptisterio está actualmente adosado a la basílica de Santa Restituta en la Catedral de Nápoles; también llamado "San Giovanni in fonte", se inspira en cánones orientales, con preciosos mosaicos traídos de otros baptisterios.
Fuera de los muros de la ciudad, Severo hizo construir a poca distancia de la Basílica de San Fortunato, una basílica cementerial, dónde hizo colocar las reliquias del obispo san Máximo y que parece fue incluso su primera sepultura. De esta basílica, sus reliquias fueron trasladadas hacia la mitad del siglo IX, a un oratorio de la Basílica urbana de S. Severo en el barrio Sanità, propiedad de una Congregación sacerdotal. En el 1310 el arzobispo Humberto de Ormont, quien antes fuera el abad de la Basílica de San Severo, colocó las reliquias bajo el altar mayor, dentro de un magnífico tabernáculo de mármol, que algunos estudiosos atribuyen a Tino de Camaino o a su escuela. Este último traslado de las reliquias, despertó el culto por el santo obispo, que se había visto bastante adormecido, luego de que en el año 1294 se popularizara la devoción hacia el mártir dominico san Pedro de Verona.
San Severo también es patrono de la ciudad y diócesis de San Severo, en la provincia de Foggia.
¡Felicidades a quienes llevan este nombre!

responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

SANTO WILFRIDO, o JOVEM

Bispo (744)

Wilfrido foi um dos cinco prelados eminentemente santos que diz Beda terem sido educados na Abadia de Whithy, quando ela estava governada por Santa Hilda. Ele pôs-se ao serviço de S. João de Berverley, como sacerdote assistente e mordomo. Quando João deixou a sua Sé de Iorque, sagrou Wilfrid para o constituir seu sucessor. O novo prelado mostrou grande zelo pela casa de Deus, dando ricas ofertas à sua catedral; era simultaneamente pastor no ministério da pregação; tomou grande cuidado dos pobres. A exemplo do seu mestre, quis terminar os seus dias numa casa religiosa; por isso foi a Ripo, onde ao que parece faleceu cerca do ano de 744.

O clero de Iorque defendeu que foram as suas relíquias e não as de S. Wilfrido I que foram transferidas por Santo Odão para Cantuária. Outros dizem que os restos de S. Wilfrido, o Jovem,  foram levados para Worcester por Santo Oswaldo, que nessa altura e num período seguinte, foi bispo de Worcester e de Iorque.

www.jesuitas.pt

 

Outros Santos e Beatos
Abril 29   -  Completando o santoral deste dia

Santo Tíquico, santo do Novo Testamento


Comemoração de santo Tíquico, discípulo do apóstolo são Paulo, a que, nas suas epístolas, chama irmão caríssimo, ministro fiel e con-servo no Senhor (s. I).

São Torpetes, mártir

Em Pisa, da Toscana, são Torpetes, mártir (s. inc.).

Santo Acardo, abade e bispo


No mosteiro de Lucerna, em Normandia, santo Acardo, bispo de Avranches, que, sendo abade de São Victor de Paris, escreveu vários tratados de vida espiritual para conduzir a alma cristã à perfeição, falecendo e sendo enterrado nessa abadia da Ordem Premonstratense, que visitava a miúdo (1172).

http://es.catholic.net/santoral  e

 

www.jesuitas.pt

 

Recolha, transcrição e tradução parcial das biografias acima apresentadas por António Fonseca

quarta-feira, 28 de abril de 2010

BENTO XVI EM PORTUGAL – 12 A 14 DE MAIO DE 2010

In: Agência Ecclesia:

(Súmula de Entrevistas e notícias sobre a próxima vinda do Papa a Lisboa, Fátima e Porto, recolhidas através do Boletim da Agência Ecclesia, de 27/4/2010

Clima de missão para receber o Papa no Porto

É em clima de missão que Bento XVI será recebido no Porto, quando presidir à missa do dia 14 de Maio, na Avenida dos Aliados. A diocese multiplica-se em iniciativas desde o início do ano, na «Missão 2010»
É em clima de missão que Bento XVI será recebido no Porto, quando presidir à missa do dia 14 de Maio, na Avenida dos Aliados. A diocese multiplica-se em iniciativas desde o início do ano, na “Missão 2010” e é nessa dinâmica que D. Manuel Clemente entende a presença do Papa, um encorajamento para aprofundar o “sentido missionário da existência cristã”.
Agência ECCLESIA (AE) – Que oportunidade constitui para a Diocese do Porto esta visita do Papa em ano de Missão?
D. Manuel Clemente (MC) É uma belíssima oportunidade e circunstância, porque a Missão tem sido o nosso objectivo e o nosso programa, ao longo destes meses de 2010 nas nossas variadíssimas comunidades.
A presença do Papa, primeiro dos Apóstolos, aquele que nos confirma na fé e na vida eclesial, é muito bem-vida e certamente nos encorajará ainda mais nesse sentido missionário da existência cristã. Por isso, a altura não podia ser melhor.
Não foi essa a razão imediata do convite, dado que quando foi anunciado que o Papa viria a Portugal se procurou que não fosse apenas de Fátima para o Sul, procurando vir a algum sítio de Fátima para o Norte. O Papa aceitou e estamos muito gratos por isso. Há esta coincidência com o dinamismo missionário em que a Diocese está a crescer, ao longo deste ano de 2010.
AE – A temática da Missão será abordada pelo Papa no Porto?
MCSim, até pela circunstância litúrgica. O Papa estará breves horas no Porto, basicamente a celebrar a Eucaristia na Avenida dos Aliados. O dia 14 de Maio é a festa de São Matias, Apóstolo, por isso, a partir dos textos da liturgia, não poderia fugir a esta dimensão apostólica, missionária, evangelizadora da Igreja. Tudo isto são felizes coincidências.
AE – Coloca a Avenida dos Aliados banhada a vermelho…
MC (risos) Pois, mas é um vermelho litúrgico. Acontece até noutras datas, que também são festas nacionais, em que a Igreja veste de vermelho. São cores bonitas, é a cor do Espírito Santo.
AE – Para este ano da Missão, a Diocese promove eventos, mega eventos, até. Socialmente é importante que a evangelização aconteça também nesses eventos?
MC É como tudo na vida, há momentos habituais e depois temos aquelas circunstâncias mais sublinhadas: de certa maneira, comemoramos a vida todos os dias, mas é no dia do nosso aniversário que isso tem uma certa celebração. Esses momentos são importantes, porque aqueles que andamos a trabalhar mais isoladamente encontramo-nos uns com os outros e transmitimos entusiasmo, mais alegria, mais convicção e é essa a realidade das festas e das concentrações.
Não é aí que as coisas se resolvem, é no dia-a-dia, no empenhamento simples, sereno, humilde, concreto, na fidelidade de todos os momentos. Estas celebrações, estes festejos confirmam-nos e confortam-nos, passam uma mesma convicção e nesse sentido têm todo o cabimento.
Encontramos no próprio Evangelho Jesus retirado em oração, com o pequeno grupo dos discípulos mas também com as multidões. Tudo isso faz parte da vida.
AE – É uma oportunidade para chegar a pessoas diferentes, a novas fronteiras?
MCÉ, porque há muita gente que vem com alguma curiosidade, para ver, mesmo sem um espírito propenso, mas que acaba por sentir-se tocada.
AE – Como sente a preparação da Diocese para acolher do Papa?
MC - É difícil estar a responder por 477 paróquias, fora as congregações religiosas, movimentos e associações, mas aquilo que eu vejo é um conjunto de realizações que manifestam grande alegria e grande expectativa.
AE – É sadia a sintonia de interesses que há entre a Igreja e diversas instituições civis?
MC É, tal como seria com outra entidade cultural, religiosa ou política que também tivesse uma grande expressividade e cá viesse, porque as nossas autoridades não têm para si uma convicção religiosa específica, mas serve os cidadãos, também nas suas convicções religiosas.
Fotos
Entrevistas | Paulo Rocha | 2010-04-27 | 13:09:51 | 5187 Caracteres | Bento XVI - Portugal, Diocese do Porto
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Fátima quer ser uma casa para Bento XVI

D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, não quer que os fiéis da Diocese se esqueçam que são os primeiros responsáveis por fazer com que o Papa se sinta em casa
Na altura de noticiar a azáfama dos preparativos que rodeiam uma visita papal, Fátima parece colocada à margem, tal a experiência dos responsáveis pelo Santuário em acolher grandes celebrações. D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, não quer que os fiéis da Diocese se esqueçam que são os primeiros responsáveis por fazer com que o Papa se sinta em casa nesse espaço, acorrendo às celebrações do 12 e 13 de Maio.
Agência ECCLESIA (AE) – Com que perspectivas vai acolher Bento XVI a Diocese de Leiria-Fátima?
D. António Marto (AM)São três sentimentos, diríamos assim, com que acolhemos o Papa. Primeiro, a alegria e o regozijo de termos entre nós o pastor universal da Igreja e fazermos uma grande experiência da beleza da Igreja, aqui em Fátima.
Depois, é um sentimento de gratidão pela honra com que nos distinguiu em fazer-nos uma visita aqui em Fátima. Era um desejo desde há longo tempo cultivado, pelos menos desde 2007, no 90.º aniversário das aparições, e que agora se concretiza.
Em terceiro lugar, um sentimento do dom da consolação que o Papa traz, no sentido de que é um reconhecimento da actualidade da mensagem de Fátima para os tempos de hoje, que eu espero que ele desenvolva, e do carisma do Santuário, a sua importância, a sua relevância quer para a Igreja quer para o mundo, porque é um centro de peregrinação universal.
AE – A presença de Bento XVI dará um novo vigor à mensagem de Fátima?
AM Ninguém melhor do que ele conseguiu fazer toda a leitura teológica desta mensagem, que foi dirigida para um momento histórico, do século XX, quer para o mundo quer para a Igreja. Ninguém melhor do que ele, também, conseguirá fazer a sua reactualização para circunstâncias novas. É como aquelas profecias do Antigo Testamento que ainda valem para hoje, nunca se esgota a mensagem, temos de a reinterpretar.
Espero que o Papa faça essa reactualização de uma maneira muito pertinente e muito bela, como só ele consegue fazer.
AE – Podemos falar num Papa de Fátima, como foi João Paulo II?
AM É difícil dizer, porque João Paulo II sentiu-se ele mesmo protagonista da mensagem, na medida em que foi um Papa do século XX e, sobretudo, na terceira do segredo aparece a figura do Papa que encabeça a peregrinação, a Via Sacra dos mártires. Ele sentiu-se parte também dessa mensagem e da sua realização para o século passado, daí a grande devoção que o trouxe aqui três vezes.
Não sei se isto acontecerá a outro Papa, de qualquer modo Bento XVI é também um Papa mariano, um teólogo que tem textos lindíssimos sobre Maria na história da salvação, como modelo de fé para os cristãos.
AE – Apesar da dimensão nacional e internacional de se que reveste a visita a Fátima, este é também um momento especial para a própria comunidade diocesana…
AM Sim, já na Quaresma dirigi uma mensagem aos meus diocesanos a dizer-lhes que nós somos os primeiros anfitriões de tão ilustre e estimado peregrino, por conseguinte temos de nos mobilizar para o receber com a maior alegria, com o maior entusiasmo, com o maior afecto filial. Várias vezes tenho chamado a atenção para isso. Na peregrinação diocesana, em Março, quando estiveram 40 mil pessoas no Santuário, repeti esse apelo, que foi correspondido com aplausos. Espero uma mobilização dos que estão mais perto, espero que não se deixem levar pelo comodismo de ver só pela Televisão e que participem nas celebrações.
AE – A viagem acontece no 10.º aniversário da beatificação do Francisco e da Jacinta. É um momento relevante?
AM É uma coincidência feliz, que inclui também o 100.º aniversário do nascimento da Jacinta, que foi quem mais sentiu o sofrimento do Papa, a que ficou mais impressionada com aquela visão que fazia parte do segredo, que rezava e oferecia sacrifícios pelo Papa. A visita vem reavivar o afecto e a comunhão da Igreja com o Papa que é característico da mensagem de Fátima, precisamente neste momento em que a Igreja é abalada por alguns casos.
Fotos
Entrevistas | Octávio Carmo | 2010-04-27 | 13:12:25 | 5194 Caracteres | Bento XVI - Portugal, Diocese de Leiria-Fátima
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O Papa e Fátima: uma relação especial

José Carlos Carvalho
Esta relação entre o sumo-pontífice e a mensagem de Fátima não surge como apêndice, mas faz parte integrante da mensagem aos Pastorinhos e justifica precisamente os motivos que levaram a que Fátima acabasse por se impor à Igreja e ao papado do século XX. Não foram os Papas que fizeram Fátima ser o que é e ter o relevo que tem, mas foi Fátima que os fez cá vir, o que faz de Fátima também um santuário papal, e neste sentido o papado do século XX ficou ligado ao santuário, reconhecendo-lhe a importância devida devido à pertinência da mensagem que aqui foi revelada a três crianças.
A beata Jacinta trata familiarmente o Papa como Santo Padre, e na terceira parte do dito Segredo surge essa figura vestida de branco. Jacinta rezava sempre no fim das Avé-Marias pelo Santo Padre, e na visão do inferno o Santo Padre é visto a sofrer. Numa das idas ao poço, Jacinta tem a visão do Santo Padre a sofrer, a ser injuriado. Pede para rezar por ele. Na loca do Cabeço, diz ter visto o Santo Padre a rezar diante do Imaculado Coração de Maria numa grande casa, símbolo e imagem da Igreja.
Como qualquer aparição mariana, a Igreja precisa de muito tempo para lhe reconhecer crédito ou não. No caso de Fátima, esta referência explícita ao Santo Padre, a oração por ele, e o facto de tal ser transmitido por três crianças que estavam dispostas a tudo para preservar esta verdade, de facto chamou a atenção desde os inícios para a seriedade das aparições por parte das autoridades eclesiásticas. Já dois papas visitaram nesse estatuto o santuário. Vem o terceiro, que conhece bem a mensagem de Fátima, pois até comentou e balizou a terceira parte do segredo aquando da sua apresentação. Mas a reactualização da profecia que Fátima é, implica todo o grande papado do terrível e violento século XX. Na verdade, o homem vestido de branco e a oração pelo Sumo-pontífice inserem a mensagem na mais lídima tradição magisterial da Igreja, e serve esta figura para representar (precisamente porque é real) toda a comunidade eclesial. A seriedade da mensagem, a sua coerência e integração plena no todo do corpo doutrinal da fé, as graças que em Fátima continuam a ser concedidas ao povo de Deus, a fé com que vive o santuário, o acolhimento imediato que recebeu a mensagem e o alcance universal que Fátima granjeou no seio do povo de Deus constituem sinais indeléveis que levaram os sumos-pontífices e a Igreja a reconhecerem relevância a esta mensagem e um alcance universal da mesma, o mesmo é dizer, uma projecção católica, não só do ponto de vista da projecção, mas sobretudo do ponto de vista da profecia que oferece novamente ao mundo e à Igreja. Por isso, em Fátima a Igreja encontra-se desde o seu filho mais universal que é o sucessor de Pedro.
Naturalmente que as referências na mensagem ao sumo-pontífice levaram a olhar com atenção o sentido dessas mesmas referências. Mas a própria história do século XX, com a perseguição sistemática à Igreja e com a crise das ideologias na respectiva crítica à fé, não deixaram de permitir uma leitura dos sinais dos tempos ajudando a essa leitura, a qual, à boa maneira apocalíptica, desvela o sentido com imagens cuja semântica vai para lá do momento da respectiva origem. Com essa linguagem simbólica, a Igreja em Fátima conseguiu ser ajudada a ler o século XX em toda a carga de dramaticidade que trouxe à humanidade, esse século por muitos já considerado o século mais violento da história da humanidade.
Consideramos que a união do filho mais universal da Igreja à mensagem de Fátima, para lá das referências explícitas nas aparições, resultam da consistência universal da mensagem que aqui foi deixada nos três ciclos das aparições. Ainda que acentuando alguns aspectos do mistério de Deus e da Sua acção na história, o forte convite à adoração eucarística na aparição do Anjo, o insistente convite à penitência e o anúncio dos desígnios de misericórdia que Deus continua a dispensar à humanidade situam-se em plena conformidade com a tradição neo-testamentária e com a tradição da Igreja, onde o próprio sucessor de Pedro se revê sem dificuldade. Por isso, a este santuário peregrinam todos os filhos da Igreja, mormente o seu filho mais universal, porque é mais um lugar católico, que não obstante a particularidade da sua história, configura uma mensagem universal, a qual, no caso da figura papal, não deixa também de a considerar, pronunciando-se mesmo sobre ela para dizer que no século XX e sempre ao longo da história, a figura papal e a Igreja são incompreendidas. No fundo, reactualiza-se a própria experiência de Jesus. Logo, Fátima é deixada aí com sinal. É esse outro sinal, como tantos sacrários espalhados ao longo da terra, que Bento XVI não esquece, e diante do qual pode ajoelhar-se com toda a Igreja.
José Carlos Carvalho, UCP
Fotos
Dossier | José Carlos Carvalho | 2010-04-27 | 10:56:57 | 6049 Caracteres | Bento XVI - Portugal, Santuário de Fátima
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Fátima: Lançamento de livro com textos de Bento XVI sobre Nossa Senhora

No âmbito das iniciativas a propósito do acolhimento a Bento XVI na sua visita a Portugal, o Santuário de Fátima acolhe o lançamento do livro «Maria – Homilias. Orações. Discursos – Papa Bento XVI», uma edição da K Editora, prefaciada pelo Reitor do Santuário de Fátima.
Da inteira organização da editora, o lançamento da obra anunciada como “síntese de depoimentos fundamentais do Santo Padre sobre Nossa Senhora”, está agendado para as 15h00 desta Terça-feira, no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima.
Para o momento de apresentação da obra, a K Editora confirma a presença da jornalista da Rádio Renascença Aura Miguel e de um representante da Cáritas Portuguesa, uma vez que 2% do valor da edição reverte para esta instituição.
A Sala de Imprensa do Santuário de Fátima confirma a presença do Reitor do Santuário, Padre Virgílio Antunes, no momento do lançamento do livro.
No prefácio escrito para esta obra, o Reitor recorda que nos “dois mil anos, numa tradição ininterrupta, o Povo de Deus não cessou de reconhecer em Maria, a Mãe de Jesus Cristo e a sua própria Mãe”.
No seu texto, escrito a convite da editora, o sacerdote escreve também que “o magistério do Papa Bento XVI constitui um fortíssimo sinal dessa centralidade de Deus que será a marca do século XXI. Maria estará presente, junto à cruz, no seio da Igreja, Discípula de Cristo e Mãe da humanidade – o seu coração será o caminho que conduzirá o nosso século para Deus”.
A publicação também apresenta fotografias de Bento XVI por ocasião de visitas a conhecidos locais de peregrinação marianos. São ainda incluídas as imagens e a homilia da primeira visita de Bento XVI ao Santuário de Fátima, enquanto Cardeal, a 13 de Outubro de 1996.
Outras informações: www.keditora.com
Agência Ecclesia/LeopolDina Simões, Sala de Imprensa do Santuário de Fátima
Nacional | Santuário de Fátima | 2010-04-27 | 09:53:06 | 2550 Caracteres | Bento XVI - Portugal, Santuário de Fátima
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Bento XVI em Portugal: acreditação de jornalistas até 30 de Abril

Cerca de 1100 profissionais da Comunicação Social tinham efectuado a sua acreditação para a Visita do Papa a Portugal a uma semana do fim do prazo para a inscrição, refere o site oficial www.bentoxviportugal.pt
A acreditação, para profissionais e viaturas a utilizar na cobertura noticiosa da visita, decorre até 30 de Abril.
Os formulários e a documentação necessária, disponíveis em www.mne.gov.pt, devem ser remetidos por correio electrónico para o endereço visita.papal@mne.gov.pt
Além do preenchimento dos formulários (para profissionais e para as viaturas) é necessário o envio de fotografia tipo passe a cores digitalizada (em formato jpg ou bmp), bem como de uma digitalização do documento de identidade.
O site oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros adverte que, por razões de segurança, acreditações de última hora vão ser consideradas apenas em casos excepcionais e vão estar a longas demoras.
Nacional | Agência Ecclesia | 2010-04-27 | 11:08:35 | 1292 Caracteres | Bento XVI – Portugal
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Lisboa: Alargado prazo de inscrição para os jovens acompanharem visita do Papa

Mais de 2900 participantes inscritos no programa
O prazo de inscrição para as iniciativas que a Pastoral Juvenil de Lisboa está a organizar para acompanhar Bento XVI na sua estadia na capital e na deslocação a Fátima foi alargado até 2 de Maio.
Até esta data registaram-se no site “Eu Acredito” mais de 2900 jovens nas actividades que começam às 14h30 de 11 de Maio, com uma concentração ao fundo Parque Eduardo VII.
É nesse espaço que vai ser distribuída uma t-shirt aos participantes e onde serão dadas as indicações para a marcha até ao Terreiro do Paço (Praça do Comércio), que ocorre entre as 15h30 e as 16h30.
No fim na missa, que começa às 18h15, os jovens iniciam o trajecto até à Nunciatura Apostólica, de onde vão dar a “Boa Noite ao Papa” entre as 21h20 e as 22h15, na esperança de que Bento XVI dirija algumas palavras a partir da janela da embaixada do Vaticano.
No dia 12, às 7h00, os participantes partem de autocarro para Mira d’Aire, e a partir das 10h00 iniciam a peregrinação a pé para Fátima, em conjunto com jovens de outras dioceses do país.
O programa termina a 13 de Maio com a missa presidida por Bento XVI no Santuário, com o regresso a Lisboa marcado para as 14h00.
O site “Eu Acredito” possibilita aos jovens de todo o país e do estrangeiro a inscrição em todas as actividades ou em parte delas.
Nacional | Rui Martins | 2010-04-27 | 11:18:17 | 1696 Caracteres | Diocese de Lisboa, Pastoral Juvenil
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Bispos esperam clima de festa para Bento XVI

Os responsáveis pela Igreja Católica em Portugal esperam que a primeira visita de Bento XVI ao nosso país seja um momento marcante para todos, católicos ou não.
No dossier que a Agência ECCLESIA apresenta esta semana procura tomar-se o pulso às dioceses que acolhem no seu território o Papa Bento XVI.
Em Fátima, D. António Marto reconhece que a visita de Bento XVI “era um desejo desde há longo tempo cultivado, pelos menos desde 2007, no 90.º aniversário das aparições, e que agora se concretiza”.
Para o Bispo que acolhe o Papa no Santuário, este momento é encarado como “um reconhecimento da actualidade da Mensagem de Fátima para os tempos de hoje, que eu espero que ele desenvolva, e do carisma do Santuário, a sua importância, a sua relevância quer para a Igreja quer para o mundo, porque é um centro de peregrinação universal”.
A visita, conclui, vem “reavivar o afecto e a comunhão da Igreja com o Papa que é característico da mensagem de Fátima”, precisamente num momento “em que a Igreja é abalada por alguns casos”, refere D. António Marto, numa referência aos recentes escândalos de pedofilia envolvendo membros do clero.
É em clima de missão que Bento XVI será recebido no Porto, quando presidir à missa do dia 14 de Maio, na Avenida dos Aliados. A diocese multiplica-se em iniciativas desde o início do ano, na “Missão 2010” e é nessa dinâmica que D. Manuel Clemente entende a presença do Papa, um encorajamento para a aprofundar o “sentido missionário da existência cristã”.
Num clima de “grande alegria e grande expectativa”, o Bispo do Porto destaca a cooperação entre a Igreja e diversas instituições civis.
Clima justificado, tal como o seria “com outra entidade cultural, religiosa ou política que também tivesse uma grande expressividade e cá viesse, porque as nossas autoridades não têm para si uma convicção religiosa específica, mas serve os cidadãos, também nas suas convicções religiosas”.
D. Carlos Azevedo, coordenador geral da visita, fala, entre outros temas, do papel dos jovens ao longo destes dias: “A mensagem de esperança que Bento XVI envia aos jovens, o lugar que lhes está reservado nas celebrações mostra que, como povo de Deus, os jovens estão cada vez mais inseridos na comunidade e na pastoral. Não querendo criar um grupo à parte, também é bom o contacto directo”.
D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, assina para uma mensagem que está a ser divulgada nas cerca de 300 paróquias das 15 Vigararias da Diocese, num folheto com informações sobre o programa papal no dia 11 de Maio, bem como indicações sobre a melhor maneira de estar presente na missa que o Papa celebra às 18h15 desse dia, no Terreiro do Paço.
O Patriarca apela à presença física dos católicos nos vários momentos na capital. “Quem puder venha a Lisboa rezar com ele. Lisboa será preparada para vos acolher. Não é a mesma coisa ver pela televisão. Ele precisa de nos sentir com ele, unidos a ele, como membros da Igreja”, escreve D. José Policarpo.
Eu espero que a Diocese de Lisboa vá recebê-lo, como se fosse o próprio Senhor”, sublinha ainda o Patriarca.
Fotos
Nacional | Agência Ecclesia | 2010-04-27 | 11:28:38 | 3920 Caracteres | Bento XVI – Portugal
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Madeira oferece flores para o Papa

10 mil flores virão da Madeira para compor um tapete que vai cobrir o percurso que Bento XVI atravessará no Terreiro do Paço, na missa a que preside no dia 11 de Maio.
A oferta de vários produtores da Madeira está a ser coordenada por Sílvio Gouveia, um católico madeirense que propôs ainda ao Patriarcado de Lisboa decorar o altar.
"Se o Papa não vai à Madeira, a Madeira vai ao Papa", diz o empresário ao “DN”.
Nacional | Agência Ecclesia | 2010-04-27 | 11:34:40 | 531 Caracteres | Bento XVI – Portugal
Recolha, transcrição por António Fonseca

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