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domingo, 31 de outubro de 2010

Comemoração Diocesana do Dia de S. Vicente de Paulo em 30-10-2010

COMEMORAÇÃO DIOCESANA DO DIA DE S. VICENTE DE PAULO e

PLENÁRIO DIOCESANO DO PORTO

30 DE OUTUBRO DE 2010 

Ontem dia 30 de Outubro, realizou-se na Casa Diocesana de Vilar a Assembleia do Plenário Diocesano e da Comemoração do Dia da Sociedade de São Vicente de Paulo , nascido em 24-Abril-1581 em Pouy, Landes, França e falecido em 27-09-1660.  A festa do Padroeiro da SSVP é sempre celebrada no último dia de Outubro, mas como hoje (dia 31) Domingo não se pode celebrar, porque é dia dedicado ao Senhor, foi transferida para o dia de ontem (30) na nossa Diocese.
Aproveitou-se ainda para efetuar o Plenário Diocesano que, em princípio seria a 6 de Novembro próximo.
Estiveram presentes cerca de 75 pessoas representando muitos dos Conselhos de Zona, do Conselho Central do Porto. A Mesa foi presidida pelo atual Presidente Manuel Carvas Guedes, ladeado pelos Vice-Presidentes dos Conselhos Ocidental, Centro e Porto Poente. Depois de uma nota prévia do Presidente sobre assuntos de interesse geral, e feita a Oração de Início das sessões da SSVP, foram iniciadas as alocuções de diversos Presidentes dos vários Conselhos dando conhecimento das respectivas atividades.
Praticamente no princípio destas intervenções houve uma breve discussão sobre um alerta lançado por Carvas Guedes acerca duma comunicação efectuada a diversas Conferências que vêm recebendo produtos alimentares, através do Banco Alimentar Contra A Fome, referindo diversas exigências documentais para se candidatarem a usufruir das dádivas programadas pelo PCAAC - Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados que a esmagadora maioria das Conferências não pode fornecer. Depois de larga discussão sobre o assunto, e ainda, da intervenção do ainda Secretário do Conselho de Zona Porto Poente do ex-Conselho Central Feminino (e outras pessoas) conseguiu-se finalmente esclarecer o quiproquó, ficando o assunto sanado.
Também a Presidente da OVAC – Obra Vicentina de Apoio a Ciganos esclareceu os presentes sobre a sua existência que pode ajudar os Vicentinos a proporcionar ajuda a essa etnia em muitos locais. Foram feitos outros esclarecimentos Pelo presidente do Conselho central acerca de atividades que vão ter lugar em breve, no que respeita principalmente à Casa Ozaname não só – referindo o propósito de inaugurar-se em Julho de 2011 o Lar de Apoio a Idosos, desde que haja possibilidades económicas, etc..
Findou a Assembleia com a leitura do Evangelho segundo São Lucas (Lc 19, 1-10) da Missa do XXXI Domingo – ano C – que é hoje, dia 31 de Outubro. Um pequeno comentário de Carvas Guedes (em jeito de homilia…) ao texto: leitura de Preces por vários Presidentes (Oração dos Fiéis) adaptada, com o refrão ACOLHE SENHOR A PRECE DOS VOSSOS FILHOS: leitura em coro do Compromisso do Vicentino «Prometo observar fielmente o espírito e os preceitos da regra da Sociedade de São Vicente de Paulo, servindo a Igreja, a S.S.V.P. e os pobres, e procurarei dedicar-me ao serviço do próximo, nele vendo sempre o próprio Cristo, segundo os exemplos de Vicente de Paulo e de Frederico Ozanam. Assim Deus me ajude»… e, por fim, duas estrofes e o refrão do Hino da Juventude Vicentina, cantado por todos os presentes. Eram cerca das 18,30 horas.

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António Fonseca

Nº 1172–31 DE OUTUBRO DE 2010–SANTOS DO DIA

 

Alonso (ou Afonso) Rodríguez, Santo
Outubro 30 Viúvo e Porteiro,

Alonso Rodríguez, Santo

Alonso Rodríguez, Santo

Duas etapas duma vida. Em Julho de 1533, enquanto Inácio de Loiola, na Universidade de Paris, se a aplicava ao estudo duma filosofia e animava a alguns dos seus companheiros a compartilharem seus ideais apostólicos, nascia na cidade espanhola de Segóvia o segundo numa família cristã de 7 filhos e 4 filhas, Afonso Rodriguez. Só 38 anos mais tarde é que entrará na Companhia de Jesus. Ele mesmo nos conta em seu Memorial, como se converteu a Deus; «Estando metido nas coisas do mundo, Deus tocou-o com alguns trabalhos, despertando-o assim para o conhecimento da miséria dessa vida e para o desprezo do mundo…  e este conhecimento próprio era acompanhado do conhecimento de Deus». Profundos desgostos familiares, a morte de sua mulher e de seus dois filhos, o descalabro dos seus interesses económicos prepararam o caminho para a graça de Deus. O conhecimento próprio e o conhecimento de Deus levaram-no a uma «grande dor e pena de ter ofendido o seu Deus, gastando com profundos sentimentos noites e dias com muita abundância de lágrimas de contrição por ter ofendido ao seu Deus que ele já conhecia… Tudo isto aconteceu em Segóvia, onde esteve uns três anos, depois de Deus lhe ter dado aquela luz tão profunda». A conversão de Afonso foi profunda e definitiva. No mês de Janeiro de 1571, aos 38 anos, começou o seu noviciado. Ainda noviço, em Agosto desse mesmo ano, foi destinado para o Colégio do Monte Sião, em Palma de Maiorca. Aqui havia de permanecer os restantes 46 anos da sua vida, até que Deus o chamou a Si, no dia 31 de Outubro de 1617. Irmão auxiliar da Companhia, exerceu por muito tempo o ofício de porteiro e ocupou-se noutros trabalhos domésticos. Exteriormente, a vida de Afonso parece refletir a plácida tranquilidade da linda ilha em que viveu. Sem grandes preocupações, com poucas responsabilidades, dentro dum quadro de monótona rotina, com poucas oportunidades para o heroísmo que faz santos. Aparentemente, é um bom Irmão entre os outros Irmãos. Mas outro é o Afonso que se nos revela em seus escritos e sobretudo no memorial ou Contas de consciência que são como uma Autobiografia. Não é tarefa fácil refazer, em poucas linhas, o denso itinerário espiritual do interior de Afonso, que se reflete em múltiplos escritos. Numa incansável fidelidade à graça, Afonso viveu intimamente a espiritualidade daquele momento histórico, com todos os seus valores e todas as suas limitações. Conhecimento próprio e conhecimento de Deus. Aquela «luz tão particular» do tempo da sua conversão foi-se intensificando cada vez mais ao longo da sua vida na Companhia. Afonso continuou a explorar o filão inesgotável de santificação que é o conhecimento próprio e o conhecimento de Deus. Em seus escritos aparece insistentemente a palavra de Santo Agostinho: «Senhor, eu Vos conheça a Vós e me conheça a mim!»; muitas páginas correspondem ao profundo realismo daquele «considerar quem é Deus, contra quem pequei» da meditação dos pecados nos Exercícios de Santo Inácio. É por assim dizer o eixo, o «lei-motiv» da intensa atividade espiritual de Afonso. desde que, por graça especial, Afonso chegou a conhecer «quem é Deus», só quer uma coisa: que a sua vida seja de Deus: «vendo-se, e vendo toda a a majestade de Deus, contra quem tem sido desleal, mau e traidor, sente aborrecimento de si; deste nasce grande amor que tem a Deus e da pena que sente por O ter ofendido; porque o amor desperta a alma para que ele a reconheça o mal que fez ofendendo a um Deus tão bom». Continua a aproximação do Senhor. «Depois da limpidez, da humildade e do amor de Deus vem a entrega de toda a alma ao Senhor. Isto é que é seguro, e tudo o mais tem por suspeito e teme-o, como sejam visões, revelações, palavras interiores ou exteriores e consolação espiritual». As contínuas graças de oração e contemplação que Deus lhe vai concedendo marcam novas etapas na ascensão espiritual de Afonso, mas não alteram a clareza da sua visão ascética e não o afastam do critério inaciano: «que o amor deve consistir mais em obras do que em palavras». Se, como alguém,escreveu com toda a razão, «Afonso Rodriguez é uma alma eminentemente carismática», pode afirmar-se também, que a sua sensatez espiritual e o seu prudente equilíbrio sobrenatural o levam sempre a examinar com atenção e a discernir cuidadosamente os diversos espíritos que se agitam no seu interior. Na contínua oração com Deus, não se descuida em fazer, o mais perfeitamente que pode, com a ajuda da graça, a vontade do Senhor. Toda a sua atividade diária, repetida e monótona durante longos anos, vem a ser para ele ocasião da maior fidelidade a Deus. Isto explica o seu amor característico e ardente à obediência, entendida como ele a entendeu e como a descreve em seus escritos: execução fiel e plena das indicações ou ordens do Superior, por amor de Deus a quem vê sempre persente na pessoa daquele que manda: «comunicou-lhe Deus tanta luz sobre a obediência, que se encontrava diante de Deus sem qualquer raciocínio, e via clara e abertamente como a obediência era a voz de Deus, e que era Ele quem mandava e não o homem. O amor concreto, com que Afonso quer amar a Deus, leva-o a querer também, é a pedir, que não só ele mas todos os homens, a criação inteira, ame a Deus e não se afaste do serviço de Deus: «Assim preocupado com  a salvação de todos os homens, se oferecia a Deus com muito afecto…» Com um coração dilatado como o mundo,.  assim resume, em 1608, os desejos de sua alma sedenta de Deus: «A oração que tem é uma súplica a Deus e a Nossa Senhora de quatro amores: o amor de Deus: o amor de Jesus Cristo; o amor à Santissima Virgem; e o amor de uns para com os outros… Senhor, suplico-vos, com a vossa graça, antes padeça eu todas as penas, para que Vós, meu Deus. não sejais ofendido por ninguém…» Nossa Senhora. Na intima união de Afonso com Deus, Maria esteve sempre muito presente: «Minha senhora, a Virgem Maria», «doce Maria», «Maria!», como ele lhe chama. Num momento grave de sofrimento físico e de abandono interior, Afonso sente que até o demónio escarnece dele, dizendo-lhe: «Onde está Maria?». Mas, nestas ocasiões, ela vem invariavelmente em sua ajuda, dizendo-lhe: «Onde Eu estou, não há que temer…» Esta devoção a Nossa Senhora tem raízes profundas em Afonso: desde a infância, confessa ele, no seio da família e da cidade onde nasceu, Segóvia, tão devota de Maria,. «Passados anos, escreve Afonso quanto tinha 75 anos, cresceu nele tanto o amor e devoção a Nossa Senhora que, falando várias vezes com Ela, Lhe pedia que suplicasse a seu bendito Filho que o fizesse muito devoto e imitador de Ambos. Cresceu tanto o seu amor a Nossa Senhora que, noutra ocasião Lhe disse estas palavras: “Que A ama a Ela mais, do que Ela a Ele”, e Nossa Senhora respondeu-lhe: “Isso não. Eu é que te amo mais a ti”». Referindo-se a si próprio, confessa lealmente: «Também muito deseja e assim o pede… com insistência à Virgem Maria, para que Ela lhe alcance de seu Filho… a graça de antes morrer do que cometer qualquer pecado, mesmo venial… não quer ofender a quem  tanto ama». Com os anos, esta comunicação com Maria e o amor que lhe tem tornam-se cada vez mais espontâneos e íntimos: «Nossa Senhora mostrava-lhe, por palavras e ações, que o amava muito». Contemplativo na ação. Ao vê-lo tão unido com o Senhor. tão cheio de Deus, foram muitos os que recorreram a ele, procurando conselho e luz espiritual; alentou a muitos a generosidade para com Deus; com muitos manteve uma fiel correspondência epistolar, cheia de sensatez espiritual, desejo de comunicar o que ele sentia de Deus e de fazer vem a todos. O mais notável dos seus filhos espirituais foi S. Pedro Claver. Sob a influência de Afonso, Claver sentiu desejo e chegou à decisão de se fazer apóstolo dos escravos abandonados, cheios de sofrimentos, são um reflexo de toda a grandeza de alma de Afonso. Já na posse do gozo de seu Senhor, Afonso continua no mundo a sua ação apostólica com o exemplo da sua admirável vida. Todos os jesuítas, mas de modo muito especial os Irmãos, da Companhia e até de outros institutos religiosos, têm recebido de Afonso ânimo e estímulo na sua vocação de contemplativos da ação, e aprendido dele aquela disponibilidade sempre satisfeita por receber uma indicação da vontade de Deus. sendo porteiro no Colégio de Monte Sião, escreve ele: «Quanto tocavam à porta, fazia interiormente atos de alegria, pelo caminho, como se fosse abrir a Deus, e como se fosse Ele que tivesse tocado à campainha, ia-Lhe dizendo: “Já vou, Senhor"!”». Afonso Rodríguez morreu em Palma de Maiorca (Ilhas Baleares), a 31 de Outubro de 1617. Foi canonizado por Leão XIII, a 15 de Janeiro de 1888. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

NOTA de AF.: Como podem verificar esta biografia foi inserida neste blogue no passado dia 30/10, embora sob o texto de www.es.catholic.net. Agora faço-o através do livro Santos de Cada Dia

 

SÃO QUINTINO

Mártir (entre 282 e 287)

Em 641, ano da sua elevação à sé episcopal de Noyon, França, Santo Elígio encontrou o corpo deste mártir. Ampliou a igreja que lhe era dedicada e colocou as suas relíquias num túmulo que ele próprio enriqueceu de ouro e pedrarias. No século anterior, já Gregório de Tours, afirmava que São Quintino tinha numerosos devotos e que era eficaz a sua intercessão. E contava a história de um ladrão condenado à morte em virtude da queixa de um padre. Apavorado com a severidade da sentença, o padre reconsiderou e pediu aos juízes que comutassem a pena. Como estes recusassem, correu à igreja de São Quintino, a fim de pedir a intervenção do santo. E o santo interveio de facto, segundo diz Gregório, pois a corda partiu-se antes do homem morrer. Vendo nisso uma indicação do céu, os juízes perdoaram ao criminoso. As Atas de São Quintino são das melhores. Foram redigidas cerca do ano 630, segundo um texto escrito pelo ano de 327, isto é, cinquenta e cinco anos depois do martírio. Foi, com efeito, entre os anos de 282 e 287 que Quintino, filho dum senador romano chamado Zenão, foi morto pela fé. Viera de Roma e tinha evangelizado com S. Luciano as regiões de Beauvais e Ambiano. Preso primeiramente nesta cidade, foi arrastado até uma localidade chamada então Augusta Varmanduorum e que depois passou a ser conhecida por Saint-Quintin. Aí foi supliciado e por fim decapitado. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SANTO WOLFGANG

Bispo de Ratisbona (927-994)

Wolfgang de Ratisbona, Santo

Wolfgang de Ratisbona, Santo

bispo de Ratisbona

Nascido na Suábia por 927, morreu em Peppigen (Áustria), a 31 de Outubro de 994. Sentia-se reconhecido por lhe terem chamado Wolfgang, isto é, «o lobo que anda à volta» (Lupambulus). «Só que eu, dizia ele, corro atrás das ovelhas para as alimentar e não para as comer». Depois de ensinar em Tréviros, fez-se beneditino em Einsiedeln (964). Quis ir levar o Evangelho aos Magiares, mas estes não estavam dispostos a recebê-lo dum desses Alemães que pouco antes os tinham batido. Foi no regresso da Hungria (927) que Wolfgang foi nomeado para a sé episcopal de Ratisbona (Baviera). Pelo zelo, pelos talentos e pela santidade de vida, deixou a recordação dum grande bispo. Transformou a diocese e o clero. Abadias que já não se distinguiam senão pela mesa e pela cozinha, tornaram a encontrar, graças a ele, o fervor. Toca-lhe também o mérito, tendo sido seu mestre e seu diretor, de ter formado o Imperador Santo Henrique II (1002-1024). Era amável e indulgente. Um pobre miserável tinha vindo cortar material, para se vestir, na cortina da sua cama episcopal: «Deixai-o em paz, disse Wolfgang aos que falavam de o enforcar; ele não teria tido essa ideia, se fosse menos miserável»; e mandou-o embora, perdoado e com um  fato novo. Wolfgang caiu doente em Peppingen, junto a Linz, quando visitava parte da sua diocese. Mandou que o transportassem para diante do altar da igreja, para receber os Sacramentos. Querendo os seus clérigos fazer sair a multidão, disse: «Deixai que me veja morrer, já que nisso se empenham; isto fá-los-á pensar na própria morte, e talvez em prepará-la. Com, eles e comigo tenha Deus misericórdia!».Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt – Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

 

SANTA JOANA DELANOUE

Fundadora (1668-1736)

A 31 de Outubro de 1982 o Papa João Paulo II acrescentou, no calendário dos santos da França, mais Santa Joana Delanoue, a «Mãe dos Pobres». Nasceu em 1668, em último lugar numa série de doze filhos. Nada parecia prepará-la para o destino que realmente veio a ter. Seus pais eram modestos negociantes de quinquilharias ou miudezas; eram capelistas. Aos 26 anos, herdou ela o estabelecimento familiar e veio a mostrar-se nele, comerciante habilidosa e ávida de ganhos. Num dia de inverno de 1693, notavelmente áspero, vem ter com ela uma boa mulher que, por devoção a Nossa Senhora, passara a vida em peregrinações. Diz-lhe: «Joana, dá-te à caridade; em São Florêncio esperam-nos seis crianças pobres num curral». Joana recolheu-as em sua casa. É o ponto de partida da sua vocação. Durante cinco anos leva a sério os seus negócios, mas também se dedica a obras de caridade cada vez mais numerosas. Tanto que lhe vão chamando mãe dos pobres. Aos trinta anos dá o passo decisivo; trespassa a loja a uma sobrinha e transforma a casa em asilo a que chama «a Providência». Ele desaba, mas ela em breve cria três novos. Recolhe assim mais de cem crianças; órfãos, meninas abandonadas, velhos, indigentes de toda a qualidade. Em 1703 vem uma companheira partilhar a sua vida e seguem-na outras duas, uma das quais a sobrinha. São os princípios da Congregação de Santa Ana da Providência, que recebe aprovação da Igreja em 1709. A Irmã Joana da Cruz, assim fica a chamar-se daí em diante, quer que as suas irmãs vivam numa casa semelhante à dos pobres, que se alimentem como eles e colmo eles sejam tratadas em caso de doença. Provações não lhe faltaram, conforme indicamos já: o desabamento da casa transformada em asilo, faltas de dinheiro, críticas de pessoas qualificadas que lhe acham exagerada a austeridade e classificam de desordenadas as suas caridades. Quanto aos pobres, ela mostra-se para com eles cheia de atenções. Pobre com pobres, não hesita em pôr-se a mendigar. Vem a morrer em 1736, com 68 anos. Uma palavra sua resume-lhe a vida: «Quero viver e morrer com os meus queridos irmãos, os Pobres». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt 

Lucilla de Roma, Santa
Outubro 31 Virgem e mártir,

Lucilla de Roma, Santa

Lucilla de Roma, Santa

Etimologicamente significa “luminosa, resplandecente”. Vem da língua latina.
Oseias disse:”Apliquemo-nos a conhecer ao Senhor; sua vinda é certa como a aurora. Virá a nós como a chuva de primavera que refresca os campos”.
Dois termos embaraçosos expressam o início e o fim do dia: a alba e o pôr-do-sol.
Lucilla é o diminutivo de Lucía. Como virgem e mártir do século III se recorda no calendário no dia de hoje.
Há pouca documentação acerca de Lucilla. Sem embargo que há que baste no aspecto simbólico, traduzido como luz que provém da fé em Cristo, luz do mundo.
O corpo santo de Lucilla foi extraído do cemitério de são Calixto em 1642 para o levar a Regio Emilia, Itália.
A narração acerca de sua vida parece longínqua e legendária.
Fala dela a perseguição de Valeriano em 257. Neste tempo o tribuno Nemésio pediu ao Papa para lhe conceder o baptismo para si mesmo e para sua filha
Lucilla.
Esta, cega de nascimento. Recobrou a vista depois da cerimónia do baptismo.
A nova fé e o milagre fizeram que o tribuno “passasse” das ordens imperiais.
O imperador lhe pedia que voltasse à religião oficial do Império. Se negou rotundamente e, como consequência, pai e filha morreram mártires.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Foilán de Fosses. Santo
Outubro 31 Abade e missionário,

Foilán de Fosses. Santo

Froilán de Fosses. Santo

Nasceu no século VII na Irlanda.
Irmão de São Fursey e Santo Ultan. Viajou com eles desde Irlanda a Inglaterra onde realizaram trabalhos missionários, e estabeleceram um mosteiro perto de Yarmouth.
Abade da comunidade en Cnoberesburg, Suffolk no ano 640, numa casa fundada por seu irmão
Fursey.
Durante uma guerra entre os Mercians e os Anglo-saxões em 650 a casa foi destruída, os irmãos assassinados, capturados ou dispersados.
Foillan resgatou a seus irmãos, recuperou as relíquias não destruídas, os livros e ornamentos litúrgicos da casa, e viajou para França.
ele e seus irmãos foram acolhidos con beneplácito e apoiados no seu trabalho evangelizador pelo  rei Clodoveo II.
Foillan fundou um mosteiro em Fosses, diocese de Lieja, no ano 653 nas terras doadas por Santo Itta de Nivelles e Santa Gertrudes de Nivelles.
Foi eleito abade deste mosteiro, como referência podemos indicar que em seus arredores cresceu a moderna cidade de Le Roeulx, Bélgica.
Foi também capelão e diretor espiritual na casa fundada por
Santa Gertrudes.
Pregador popular e pastor dedicado a seu povo, morreu assassinado junto com três companheiros por uns bandidos que os atacaram numa de suas viagens.
Seu irmão sobrevivente, Saint Ultan, tomou o cargo de abade de Fosses.

León Nowakowski, Beato
Outubro 31 Sacerdote e Mártir,

León Nowakowski, Beato

León Nowakowski, Beato

O beato León Nowakowski, sacerdote diocesano polaco, nasce em Byton em 28 de Junho de 1913 e morreu na localidade de Piotrkow Kujawski, durante a ocupação militar de Polónia, por sua fé foi fuzilado a mãos de um regime contrário a Deus.
Foi beatificado por João Paulo II em Varsóvia (Polónia) em 13 de Junho  de 1999 junto con outros 107 mártires polacos.
Para ver mais sobre os 108 mártires de Polónia durante a Segunda Guerra Mundial faz "click" AQUI

Domingo Collins, Beato
Outubro 31 Mártir Jesuita,

Domingo Collins, Beato

Domingo Collins, Beato

Domingo Collins nasceu em 1566 na cidade de Youghal, condado de Cork, na Irlanda.
Teria uns vinte anos quando partiu para França. Ali decidiu seguir a carreira militar, em que tanto se distinguiu que rapidamente é promovido ao posto de capitão.
Em 1598 faz uma nova opção de vida ingressando na Companhia de Jesús em Santiago de Compostela, onde pronuncia sua profissão perpétua como Irmão Coadjutor.
Volta a Irlanda em 1601, mas em 17 de Junho de 1602 o fazem prisioneiro os ingleses, que em vão forcejam por o fazer renegar de sua fé. Condenado à morte, foi enforcado em 31 de outubro de 1602 em Youghal, cidade onde havia nascido.
João Paulo Il o beatificou, juntamente com outros dezasseis mártires irlandeses, em 27 de setembro de 1992 e cuja lista foi aqui já publicada ontem (30/10).

Cristóbal de Romagna, Beato
Outubro 31 Sacerdote,

Cristóbal de Romagna, Beato

Cristóbal de Romagna, Beato

Foi inicialmente sacerdote diocesano, exercia o ministério de pároco em Cesena em Romagna.
Aproximadamente quando tinha quarenta anos deixou tudo para ser um seguidor de São Francisco de Assis e entrar na nascente Ordem de Frades Menores.
O Beato Cristóbal exerceu seu apostolado entre os leprosos e é distinguido pela austeridade de sua vida.
São Francisco o enviou a pregar em França contra alguns hereges. Fundou vários conventos franciscanos, o primeiro deles foi o de Chaors em Guyenne uma região ao sul de França. Lhe pertence o grande mérito de ser capaz de estender a ordem franciscana pelas Gálias.
Morreu em 1272, em Cahors, de Aquitânia, possivelmente já centenário.
Sua veneração foi ratificada em 1905
.

María Purísima de la Cruz Salvat y Romero, Beata
Outubro 31 Religiosa,

María Purísima de la Cruz Salvat y Romero, Beata

María Purísima de la Cruz Salvat y Romero, Beata

Religiosa

En Sevilha, Espanha, Beata María Purísima de la Cruz (no século Isabel Salvat y Romero), que foi superiora geral da congregação das irmãs da Companhia de la Cruz. ( 1998)
Data  de beatificação: 18 de setembro de 2010, durante o pontificado de S.S. Bento XVI.

La Sierva de Dios nació el 20 de febrero de 1926 en Madrid en el seno de una familia acomodada. Al día siguiente, fue llevada a la fuente bautismal en la parroquia de Nuestra Señora de la Concepción, recibiendo el nombre de María Isabel. En su ambiente familiar, fuertemente motivado en sentido religioso, junto con la primera educación asimiló también los valores cristianos, que profundizó con creciente conocimiento frecuentando desde niña el colegio madrileño de la Virgen María, gestionado por las Religiosas Irlandesas. En el ámbito de su itinerario formativo, recibió la Primera Comunión, la Confirmación y completó el currículo normal de los estudios. En el 1936, al estallar la guerra civil, la familia se trasladó a Portugal; pero, después de dos años, regresó a la patria, escogiendo como residencia, en un primer momento, la ciudad vasca de San Sebastián y luego nuevamente Madrid.
A lo largo de estos años Maria Isabel fue madurando en todas las cualidades personales y culturales para poder proyectar una vida social llena de satisfacciones, revalorizada posteriormente por su procedencia alto burguesa. Ella, sin embargo, comenzó a percibir con mucha claridad la vocación a la vida religiosa, de manera que, una vez presentada la solicitud, en el 1944 fue acogida como postulante en el Instituto de las Hermanas de la Compañía de la Cruz de Sevilla. Al año siguiente recibió el hábito religioso, asumiendo el nombre de Sor María de la Purísima de la Cruz, y fue admitida al noviciado.
Ya durante este periodo de formación, la Sierva de Dios se distinguió por su compromiso, espíritu de sacrificio y ejemplaridad. De modo particular se manifiestan en ella, con admirable sencillez, el amor a la pobreza, un comportamiento humilde y un espíritu de obediencia desinteresada y convencida. En el 1947 emitió los votos temporales. Reconociendo en ella la preparación humana y espiritual, a la joven hermana se le confió la dirección del colegio de Lopera, cerca de Jaén, compromiso al que siguieron otros cargos de responsabilidad en Valladolid y Estepa. En 1966 fue llamada a la Casa Madre de Sevilla, primero como auxiliar del Noviciado, luego como Maestra de novicias. Dos años más tarde fue nombrada Provincial, luego Consejera General, después aún Superiora de la comunidad de Villanueva del Río y Minas (Sevilla) y en el 1977 fue elegida Madre General del Instituto. Sería reelegida, con permiso de la Santa Sede, otras tres veces para este oneroso cargo, particularmente delicado en los difíciles años que siguieron al Concilio Vaticano II y que vieron a la Sierva de Dios comprometida en la actualización de las Constituciones del Instituto dentro de la óptica de la salvaguardia y de la revalorización del carisma original, a través de una renovada fidelidad al Evangelio y al Magisterio eclesial, una intensa dimensión eucarística y mariana, una inteligente adaptación de la tradición a las nuevas perspectivas de la Iglesia y de la sociedad. Su actitud fundamental fue de un equilibrio dinámico: Sor María no vivió la fidelidad como una cansada repetición de fórmulas ensayadas, sino como un deseo de creatividad para ir al encuentro de las exigencias que el Señor le iba haciendo comprender. En cada circunstancia miró a Santa Ángela de la Cruz, Fundadora de la Congregación, como a un manantial perenne de continuidad coherente dentro de la necesaria renovación.
Tuvo una solicitud particular por la formación permanente de las Hermanas, sobre todo por las que atravesaban momentos de crisis y de desorientación, de modo que en aquellos años de experiencias y de no pocas incertidumbres su testimonio de vida constituyó un punto seguro de referencia para muchas de ellas. Cuidó con amor la animación vocacional, cuyos frutos maduraron incluso de modo visible, hasta el punto de que la Sierva de Dios tuvo que dedicarse a abrir nuevas casas religiosas en otras ciudades de España, como Puertollano, Huelva, Cádiz, Lugo, Linares, Alcázar de S. Juan. Incluso en Reggio Calabria, en Italia, en el 1984 realizó la fundación de una casa. Su personalidad serena y jovial contribuía a crear un clima de confianza y de comunión, pero era sobre todo su sólida espiritualidad la que motivaba sus intenciones y sus acciones. En ella, efectivamente, se pone de manifiesto una intensa experiencia religiosa, vivida con clara conciencia de la presencia de Dios y en la constante búsqueda de su voluntad, y alimentada en las fuentes de la oración y de la contemplación; una sincera disponibilidad a las exigencias del prójimo, de manera particular para con los más necesitados, y una sagaz apertura hacia los problemas contemporáneos; una tendencia hacia la perfección, hasta llegar a conseguir un asiduo y fervoroso ejercicio de las virtudes humanas e cristianas.
En el 1994 le diagnosticaron un tumor, por el que tuvo que ser operada. Afrontó la enfermedad con gran docilidad a la voluntad de Dios y con fortaleza de ánimo y durante cuatro años continuó generosamente con su actividad. En los últimos días de vida, cuando el sufrimiento fue más doloroso, renovó su confianza en la bondad de Dios, preparándose para el momento del encuentro con el Esposo.
El 31 de octubre 1998 se durmió piadosamente en la Casa Madre de Sevilla. En su funeral participaron numerosos sacerdotes y religiosas, junto con un grandísima asistencia de fieles, testimonio de una fama de santidad que ya en vida había acompañado a la Sierva de Dios.
El sábado 27 de marzo de 2010, S.S. Benedicto XVI firmó el decreto referente a un milagro atribuido a la intercesión de la venerable María Purísima de la Cruz Salvat.

75650 > Sant' Alfonso Rodriguez  MR
75780 > Sant' Antonino di Milano Vescovo  MR
92973 > Beato Cristoforo di Romagna Sacerdote  MR
93360 > Beato Domenico Collins Religioso gesuita, martire MR
75760 > Sant' Epimaco (Epimachio) di Melusio Martire  MR
75770 > San Foillano di Fosses Abate  MR
93070 > Beato Leone (Leon) Nowakowski Sacerdote e martire MR
75900 > Santa Lucilla di Roma Vergine e martire 
94773 > Beata Maria de Requesens Vergine mercedaria
95291 > Beata Maria Purissima della Croce (Maria Isabel Salvat Romero) Vergine 
75800 > San Quintino di Vermand Martire  MR
94507 > San Stachys Discepolo di s. Paolo, vescovo di Costantinopoli 
91227 > Beato Tommaso Bellacci da Firenze Religioso  MR
75850 > San Volfango di Ratisbona Vescovo  MR

 

Recolha através dos sites:
www.santiebeati.it; www.es.catholic e www.jesuitas.pt
António Fonseca

sábado, 30 de outubro de 2010

Nº 1171–30 DE OUTUBRO DE 2010–SANTOS DO DIA

 

SÃO MARCELO

Mártir (298)

Marcelo, Santo

Marcelo, Santo

Mártir

Dizia o martirológio romano neste dia: «Em Tânger, na Mauritânia, a paixão de S. Marcelo, centurião, pai dos santos mártires Cláudio, Luperco e Vitório. Cortaram-lhe a cabeça e consumou assim o seu martírio no tempo de Agricolano, lugar-tenente do prefeito do pretório». S. Marcelo, militar e mártir invicto da perseguição de Diocleciano, era originário da cidade de Leão, na Espanha, ou pelo menos centurião da legião Séptima Gémina, lá acampada. Conservam-se duas redações do seu martírio e ambas procedem dum tronco único, que é o processo verbal. Eis o que diz uma dessas redações, segundo o manuscrito da Biblioteca Nacional de Madrid. «Sob o consulado de FAUSTO e GAIO, no dia quinto das  calendas de Agosto (28 de Julho), tendo sido introduzido Marceloum dos centuriões – diante do Presidente Astásio Fortunato, este disse-lhe: – Como te veio à ideia atirar com o cinto, a espoada e a vara do comando, desrespeitando a disciplina militar? – Respondeu Marcelo: – Já no dia duodécimo, das Calendas de Agosto (21 de Julho), no momento em que estavas a celebrar a festa do natalício do vosso Imperador, te disse claramente que não podia  militar debaixo destas bandeiras, mas debaixo das de Jesus Cristo, Filho de Deus Omnipotente. – Retrucou o Presidente Fortunato: – Não posso desculpar a tua temeridade e não me fica outro remédio senão dar parte aos imperadores e aos Augustos Césares. Tu serás levado ao tribunal do meu senhor Agricolano». Ao mesmo tempo, escreveu a este a seguinte carta: – «Manillo Fortunato ao seu senhor Agricolano, saúde. Celebrando-se o dia felicíssimo e ditosíssimo para todo o orbe dos nossos Senhores e Augustos Césares, digo ao Senhor Aurélio Agricolano: Marcelo, centurião ordinário, arrastado por não sei que loucura, atirou com o cinto militar, a espada e a vara de mando; e fê-lo diante do quartel-general dos nossos Senhores. Julguei prudente anunciar-vos o facto e remeter a pessoa para vós». «Sendo cônsules Fausto e Gaio, no dia terceiro das Calendas de Novembro (30 de Outubro) tendo sido apresentado Marcelo – um dos centuriões – diante de Astásio, disse-se oficialmente: O Presidente Fortunato enviou ao teu tribunal Marcelo; está feito. Seja ele trazido à tua presença, junto com a carta a ti dirigida, a qual, se te apraz, seja lida. – Responde Agricolano: – Leia-se. – Uma vez lida, disse Agricolano: – Disseste o que está incluído nessas atas?Disse-o, respondeu Marcelo.Mas, tudo quanto está nelas contido?, tornou a perguntar Agricolano. – Tudo, asseverou Marcelo. – És Centurião ordinário?, perguntou Agricolano. – Sim, era-o, disse Marcelo. – Replicou Agricolano: – Como te veio tal loucura, que atiraste com as insígnias militares para seguir esse caminho? – Respondeu Marcelo:Não há tais loucuras naquele que teme a Deus. – Tornou a insisti Agricolano: – Mas deveras pronunciaste tudo quanto encerra a carta do Presidente?Sim, insistiu Marcelo. – Sim, atirei com elas, voltou a responder Marcelo; porque não é conveniente a um cristão, que está ao serviço de Cristo, militar às ordens da milícia deste século. – Disse então, Agricolano: – O que fez Marcelo é tal, que tem de ser castigado para salvar a disciplina. E pronunciou a seguinte sentença: «Marcelo, que era Centurião ordinário, e que atirou publicamente com as insígnias militares, desonrou-as, e além disso proferiu outras frases cheias de loucura; consta-me pelas atas do Presidente; seja passado pela espada». Ao ser levado ao suplicio, disse Marcelo a Agricolano: – Deus to pague. E dito isto, cortada a cabeça, obteve a palma do martírio que desejava; reinando Nosso Senhor Jesus Cristo, que levou o seu mártir em paz. Ao mesmo Senhor se dê honra e glória, a virtude e o poder pelos séculos dos séculos. Ámen». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

 

SANTO CLÁUDIO e companheiros (irmãos)

SÃO LUPERCO e SÃO VITÓRIO

Mártires (303) – “Todos filhos de S. Marcelo e de Santa Nona”

Todos os filhos do ilustre mártir São Marcelo se espalharam por Espanha, à exceção dos três, cuja festa celebramos hoje: Cláudio, Luperco e Vitório, dos quais consta com toda a certeza haverem pertencido a esta santa família. Ficaram em Leão, sua pátria, onde padeceram o martírio. Quando Diocleciano e Maximiano publicaram o seu édito contra os cristãos, achava-se em Leão o prefeito da província. desde logo determinou este ministro que todos os povos vizinhos daquela cidade se ajuntassem para oferecer sacrifícios aos deuses em lugar e dia aprazados. Não puderam ocultar-se os três mancebos, educados desde tenra idade na nossa santa religião por seus pais São Marcelo e Santa Nona, porque o prefeito, tendo entrado no pretório, disse saber que entre os habitantes havia alguns inimigos dos deuses. Apertando mais as declarações, foram a casa dos três irmãos, que encontraram postos em oração, preparando-se para o desenlace cruento que previam. Trazidos ao tribunal foram interrogados acerca da sua religião: «Que motivo tens tu para nos fazeres comparecer perante o teu tribunal? Os três que estamos em tua presença, estamos prontos a perder a vida em obséquio da Santissima Trindade. Pergunta-nos o que quiseres, que prevenidos estamos para cumprir aquele oráculo divino que diz: o que tem a idade, fale por si; e o próprio Deus m em quem confiamos, nos dará palavras e sentenças para responder-te». Disse-lhes o prefeito: «Sendo os imperadores obedecidos de tanta gente, só de vós hão-de ser desprezados?» Responderam eles; «Julgas que só nós os três resistimos à tua idolatria, porque,  não tendo senão os olhos da carne, não podes ver, como nós, a inumerável multidão de anjos que olham com abominação os teus falsos deuses». «E em quem pondes vós a confiança?», disse-lhes o presidente. «Se desejas saber isso que perguntas, responderam, os santos, nós te satisfaremos da melhor vontade. A nossa confiança está posta em Deus Pai Omnipotente, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, e no Espírito Santo, que são um Deus numa Trindade de Pessoas. Esta fé nos dá força para que, metidos na peleja, possamos vencer os tormentos, o poderio dos imperadores, e a ti, a quem eles constituíram presidente». Como o magistrado em sua réplica tivesse injuriado a Jesus Cristo, chamando-lhe réu de perversidade, retorquiram-lhe os santos: «A perversidade está em ti, que negas ao teu Criador». Ficou grandemente irritado o presidente com esta réplica viva; mas, receando que a constância e valentia dos santos impressionasse as massas, mandou-lhes cortar a cabeça; o que se executou no ano de 303. Seus corpos foram enterrados no mesmo sítio por alguns cristãos, seus parentes que viviam  nos arrabaldes de Leão. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

SANTA DOROTEIA SWARTZ

Viúva e reclusa (1347-1394)

Dorotea de Montau, Beata

Dorotea de Montau, Beata

Contemporânea de Brígida da Suécia e de Catarina de Sena, Doroteia Swartz foi, como elas, favorecida com êxtases e visões, e deixou numerosas revelações. Filha duma família de camponeses que tinha nove filhos, Doroteia nasceu em Montau, perto de Marienburgo. Esta localidade, bem como Dantzig e Marienwerder, onde Doroteia viveu mais tarde, pertencia aos cavaleiros teutónicos, então no auge do seu poder. Ela viveu um tanto sob a sua  obediência e jurisdição, e foram eles que, em 1404, introduziram o processo da sua canonização na corte romana. Casada com um operário de Dantzig, chamado Adalberto, Doroteia teve nove filhos, dos quais só sobreviveu uma filha, que entrou na Ordem beneditina. A sua vida conjugal foi muito penosa. Adalberto, irascível e curto de inteligência, maltratava-a muitas vezes. No entanto, empreenderam juntos longas peregrinações. Em 1389, Doroteia partiu sozinha para Roma, a fim  de lucrar o jubileu do ano seguinte. Entregue a Deus, ia mendigando pelo caminho, quase sem observar as regiões que ia percorrendo. Ao chegar a Roma, caiu doente e foi tratada durante longas semanas no hospital de Maria Auxiliadora. O marido já tinha falecido há vários meses, quando ela regressou a casa. Pôde então pensar na realização do seu velho sonho de entrar em reclusão. Depois de a sujeitarem a uma provação durante dois anos, no dia 2 de Maio de 1393 encerraram-na numa cela encostada à catedral de Marienwerder. Era um nicho quadrado, com a largura de dois metros e a altura de três metros, rasgado por três janelas: a primeira abria-se para o céu; a segunda dava para um altar e servia para que lhe administrassem a comunhão; a terceira, que dava para o cemitério, servia para lhe passarem os alimentos. Foi nesta espécie de túmulo que Doroteia recebeu numerosas visitas e comunicações celestes que os seus confessores relataram. Nela morreu, extenuada de sofrimentos e austeridades, passado um ano, em 25 de Junho de 1394. Tinha nascido em 1347. Escreveu-se com abundância sobre a vidente de Marienwerder: atribuíram-lhe grande número de milagres e os Prussianos escolheram-na como padroeira. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

Alonso (ou Afonso) Rodríguez, Santo
Outubro 30 Viúvo e Porteiro,

Alonso Rodríguez, Santo

Alonso Rodríguez, Santo

Estava um dia enfermo e o enfermeiro levou-lhe a comida à cama com um mandato de parte do Padre Superior: «que se coma todo o prato». Quando regressa o enfermeiro, encontra-o desfazendo o prato e comendo-o pulverizado. O santo se impôs a si próprio uma obediência cega; exigindo a si mesmo tanto que um dos padres lhe disse um belo dia «que obedecia ao asno».
Nasceu em Segóvia no ano 1533, segundo de onze filhos do matrimónio formado por Diego Rodríguez e María Gómez que viviam do comércio de panos.
Sua meninice e juventude estiveram ligadas à Companhia de Jesús.
À morte de seu pai se encarrega de levar adiante o negócio familiar, mas sua incompetência é notável para o negócio dos panos.
Contraí matrimónio com María Juárez com quem tem dois filhos. Mas a má fortuna parece que o persegue: morre um de seus filhos e sua mulher e o negócio vai de mal a pior; logo depois falece seu outro filho e sua mãe. Alonso ficou sozinho.
Se produz então uma crise forte que resolve com confissão geral e com o desejo de começar uma nova vida tomando um impressionante ritmo interior de trato com Deus e que mantém por seis anos. Cede a seus irmãos seus bens e vai para Valência em 1569 com o propósito de ingressar na Companhia; mas não contava con insanáveis obstáculos: sua idade, a falta de estudos e escassa saúde. Trabalha então no comércio e como aio.
Por fim é admitido no Colégio Monte Sião no ano 1571; desde o ano 1572 ocupa o cargo de porteiro até 1610 o que perfaz quase quarenta anos.
É considerado na Companhia como modelo para os irmãos leigos por seu exercício permanente para lograr autêntica familiaridade com Deus, por sua obediência absoluta e por seu amor e desejo de tribulação.
Este humilde e santo porteiro foi durante sua vida um foco radiante de espiritualidade de que se beneficiaram tanto os superiores que o trataram como os noviços com que teve contacto; um exemplo representativo está em São Pedro Claver, o apóstolo dos escravos.
Com suas cartas exerce um verdadeiro magistério. Sua linguagem é simples e o popular da época, Mas consegue páginas de singular beleza ao tratar temas de maior entusiasmo. A santidade que descreve em seus escritos não á aprendida nos livros, é fruto de sua experiência espiritual.
Foi canonizado pelo papa Leão XIII junto com
são Pedro Claver.
Queres saber mais? Consulta ewtn . Ver também www.es.catholic., www.santiebeati.it e o livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt

Benvinda Bolani, Santa
Outubro 30 Virgem

Bienvenida Bolani, Santa

Benvinda Bolani, Santa

Etimologicamente significa “acolhedora”. Vem da língua latina.
Os cristãos que vão tomando consciência a fundo de seu compromisso pelo Evangelho, se situam no coração da própria Igreja, não para se vangloriar de nada, mas sim para oferecer a essência da vida crente, amor.
Esta menina virgem nasceu em Cividale em 1225 e morreu na mesma cidade italiana em 1292.
Entrou muito jovem no convento das Terceiras Dominicanas. A finalidade de sua entrega total ao Senhor foi oferecer amor a torrentes passasse o que passasse.
E bem cedo teve ocasião de manifestar este amor. Quando mais brilhava por suas virtudes e seus sacrifícios, lhe veio uma enfermidade pela qual perdeu toda mobilidade.
Não obstante sua fé inquebrantável no Senhor e sua especial devoção a seu fundador santo Domingo, logrou milagrosamente a cura de seu mal.
Concebeu a ideia de que o que lhe restava de vida, o empregaria na contemplação e no sacrifício absoluto de si mesma.
E ninguém acreditava que os santos não sentem tentações. Sim, como todo o ser humano.
Ela as teve abundantes. O diabo não a deixava tranquila, mas ao mesmo tempo gozava da bênção de Deus.
Apareceu-lhe a Virgem várias vezes. As irmãs da Ordem e a gente do povo ficavam encantados ao vê-la sempre feliz e sorridente. Era a admiração de todos.
Aos 38 anos morreu. Sepultaram-na na mesma igreja dos Dominicanos.
Dada a fama de sua santidade, Clemente XIII confirmou que se lhe desse culto.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Ángel de Acri, Beato
Outubro 30 Sacerdote Capuchinho,

Ángel de Acri, Beato

Ángel de Acri, Beato

Etimologicamente significa “mensageiro”. Vem da língua grega.
Hay creyente mediocres por cuya cara se refleja una gran tristeza. Y no debería ser así. Si se lo pensaran en serio, caerían en la cuenta de que no están muy cerca de Cristo.
Este joven sonriente porque centró su vida en Cristo y en los otros, se hizo capuchino para predicar el anuncio de la Buena Nueva a todos.
Nacido en 1669 en el seno de una familia pobre pero rica en virtudes y en dones religiosos, educaron muy bien a su hijo.
La historia de su vocación es muy curiosa. A los 18 años pidió entrar en los Capuchinos y le dieron el permiso.
Le acuciaban muchas dudas. Por eso tuvo que hacer la experiencia del noviciado dos veces. Dejó el hábito porque quería vivir en casa como sus hermanos y sus padres.
Sin embargo, su corazón joven estaba inquieto porque lo que Dios pensaba en sus designios sobre su persona eran distintos al resto de su familia.
Volvió a pedir su entrada en el convento por tercera vez. Como alguien que quería llegar cuanto antes a la santidad, pidió, tras sus estudios, ordenarse de sacerdote en la antigua catedral de Cassano Jonio, Italia.
Los superiores le dieron en seguida puestos de alta responsabilidad que desempeñó con eficacia y con acierto.
Tan bien dirigía a los hermanos en la Orden que todos el mundo el llamaba “El Angel de la paz”.
Pero la cualidad que más desarrolló fue . sin duda, la predicación. Llegó a ser el predicador y misionero más buscado en Italia del Sur.
Su vida fue una representación viva de Jesús. Sabía de memoria la Biblia.
El 30 de octubre de 1739 agotado de tanto trabajo apostólico, subió al cielo. Sus restos son objeto de mucha veneración.
¡Felicidades a quien lleve este nombre!

Gerardo de Potenza, Santo
Outubro 30 bispo

Gerardo de Potenza, Santo

Gerardo de Potenza, Santo

Em Potenza, cidade da Lucania, são Gerardo, bispo (1122).
Gerardo, bispo do século XII, é o patrono da cidade e da Arquidiocese de Potenza.
Nasceu en Piavenza numa família de nobre origem, depois foi para Potenza e foi eleito bispo dessa cidade por suas virtudes e sua atividade taumatúrgica.
Morto depois de somente oito anos de episcopado, seu sucessor Manfredo escreveu uma vida talvez demasiado declaradamente panegirista, e sobretudo obteve uma canonização «a viva voz» (quer dizer, sem documentação escrita) por parte do Papa Calixto II (1119-24).

Terêncio Alberto O’Brien, Beato
Outubro 30 bispo,

Terencio Alberto O’Brien, Beato

Terêncio Alberto O’Brien, Beato

Nascido em Limerick, aos 21 anos ingressou na Ordem Dominicana, foi enviado a Espanha onde recebe a ordem sacerdotal.
Retornou a Irlanda, onde em 1647 é nomeado Bispo e se lhe designa para a sede de Emly, trabalhou com empenho em favor dos afectados pela peste, mas, sob o regime de Oliver Cromwell, foi detido pelos soldados e conduzido ao patíbulo em ódio à fé católica (1651).
João Paulo II o beatificou, juntamente com outros dezasseis mártires irlandeses, em 27 de setembro de 1992.
Os outros beatificados foram:
Patrick O’Healy, bispo de Mayo, 31 agosto - Conn O’Rourke, Sacerdote dos Frades Menores, 31 agosto - Matthew Lambert, Laico, - Robert Meyler, Laico,
Edward Cheevers, Laico, - Patrick Cavanagh, Laico, - Dermot O’Hurley, bispo de Cashel - Margaret Ball nata Bermingham, Laica - Maurice Mac Kenraghty, Sacerdote da diocese de Limerick - Conor O’Devany, bispo de Down e Connor
Patrick O’Loughran, Sacerdote da diocese de Armagh - Francis Taylor, Laico
Peter Higgins, Sacerdote dominico - Domingo Collins, Jesuita - John Kearney, Sacerdote dos Frades Menores - William Tirry, Sacerdote agostinho.

Alexandre Zaryckyj, Beato
Outubro 30 Sacerdote e mártir,

Alejandro Zaryckyj, Beato

Alejandro Zaryckyj, Beato

Sacerdote da arquieparquía de Lvov dos ucranianos (1912-1963). Mártir
Nasceu em 17 de Outubro de 1912 em Bilche (região de Lvov).
Recebeu a ordenação sacerdotal na arquieparquía de Lvov em 7 de Junho de 1936. Foi pároco em Strutyn e em Zarvanytsia.
No ano 1948 as autoridades o detiveram em Riasna Ruska (Lvov), cidade onde se havia trasladado durante a segunda guerra mundial. O condenaram a oito anos de exílio em Karaganda (Kazajstán).
Encarcerado em 10 de abril de 1956 graças a uma amnistia geral, voltou primeiro a Halychyna e depois a Karaganda, com o propósito de organizar as comunidades católicas clandestinas.
Em 9 de maio de 1962 o prenderam de novo e o condenaram por "vagabundo" a dois anos de cadeia. Tinha 51 anos quando morreu no hospital do campo de concentração de Dolinka, em 30 de outubro de 1963.
Foi beatificado por João Paulo II no ano 2001 junto a outros 24 mártires greco-católicos, em continuação os nomes dos beatificados:
Mykolay Charneckyj, bispo, 2 abril - Josafat Kocylovskyj, bispo, 17 novembro
Symeon Lukac, bispo, 22 agosto -
Basilio Velyckovskyj, bispo, 30 Junho - Ivan Slezyuk, bispo, 2 dezembro - Mykyta Budka, bispo, 28 setembro - Gregorio (Hryhorij) Lakota, bispo, 5 novembro - Gregorio (Hryhorij) Khomysyn, bispo, 28 dezembro - Leonid Fedorov, Sacerdote, 7 março - Mykola Konrad, Sacerdote, 26 Junho - Andrij Iscak, Sacerdote, 26 Junho - Román Lysko, Sacerdote, 14 octubre
Mykola Cehelskyj, Sacerdote, 25 maio - Petro Verhun, Sacerdote, 7 fevereiro
Alejandro (Oleksa) Zaryckyj, Sacerdote, 30 outubro - Klymentij Septyckyj, Sacerdote, 1 maio - Severijan Baranyk, Sacerdote, 28 junio - Jakym Senkivskyj, Sacerdote, 28 Junho - Zynovij (Zenón) Kovalyk, Sacerdote, 30 junho - Vidal Vladimir (Vitalij Volodymyr) Bajrak, Sacerdote, 16 Maio - Ivan Ziatyk, Sacerdote, 17 maio - Tarsicia (Olga) Mackiv, Monja, 18 Julho - Olympia (Olha) Bidà, Suora, 28 Janeiro - Laurentia (Leukadia) Harasymiv, Monja, 26 agosto - Volodymyr Pryjma, Laico, 26 Junho
(as datas indicadas correspondem às de seu martírio)
Texto reproduzido com autorização de Vatican.va

  e mais:

92939 > Beato Alessio (Oleksa) Zaryckyj Sacerdote e martire MR
90306 > Beato Angelo d'Acri Frate cappuccino  MR
90412 > Beata Benvenuta Boiani Vergine MR
61000 > Santi Claudio, Luperco e Vittorico Martiri di León  MR
75620 > Sant' Eutropia di Alessandria Martire  MR
75750 > San Gerardo di Potenza Vescovo MR
91862 > San Germano di Capua Vescovo MR
75640 > Beato Giovanni Michele Langevin Martire  MR
75630 > Beato Giovanni Slade Martire MR
75700 > San Marcello di Tangeri Martire venerato a Leon  MR
91454 > San Marciano di Siracusa Vescovo e martire  MR
75625 > San Massimo di Apamea Martire MR
94774 > Beato Raimondo da Cardona Mercedario 
74500 > San Saturnino di Cagliari 
75615 > San Serapione di Antiochia Vescovo  MR
90226 > San Teonesto (o Teonisto o Tonisto) Vescovo e martire 
90813 > Beato Terenzio O'Brien Vescovo e martire  MR

 

Recolha através dos sites:
www.santiebeati.it; www.es.catholic e www.jesuitas.pt
António Fonseca

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nº 1170-29 DE OUTUBRO DE 2010–SANTOS DO DIA

SANTO NARCISO

Bispo (por 212)

Narciso de Jerusalén, Santo

Narciso de Jerusalém, Santo

Outubro 29

Narciso não devia ter menos de oitenta anos quando foi eleito bispo de Jerusalém. Sabe-se que presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo. Eusébio narra que em certo dia de festa, em que faltou o óleo necessário para as unções litúrgicas, Narciso mandou vir água dum poço vizinho, e com  a sua bênção a transformou em óleo. Conta também as circunstâncias que levaram Narciso a demitir-se das suas funções.«Para se justificarem de um crime, três celerados acusaram o bispo de certo acto infame. “Que me queimem vivo, disse o primeiro, se eu minto”. “E a mim, que me devore a lepra”, disse o segundo. “E que eu fique cego” acrescentou o terceiro. O desgosto de ser assim caluniado despertou em Narciso a sua antiga paixão pelo recolhimento e, por isso, sem dizer para onde ia, saiu de Jerusalém. Considerando-o definitivamente desaparecido, deram-lhe por sucessor a Dio, ao qual por sua vez sucederam Germânio e Górdio. Todavia, os três caluniadores não tardaram a sofrer os castigos que em má hora tinham invocado,  pois o primeiro pereceu num incêndio com todos os seus, o segundo morreu roído pela lepra e o terceiro cegou à força de tanto chorar o seu pecado. Alguns anos depois, Narciso reapareceu na cidade episcopal. Nunca tinha sido posta em dúvida a santidade do seu procedimento: por isso, foi com transportes de alegria que Jerusalém recebeu o seu antigo pastor. Segundo diz Eusébio, continuou ele a governar a diocese até à idade de cento e dezanove anos, ajudado por um coadjutor chamado Alexandre. Faleceu cerca do ano de 212. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic. ( ¡Graças, São Narciso, porque me dás exemplo de paciência ante a cruz!. Visita a Web de San Narciso. Ver ainda www.santiebeati.it

SANTA ERMELINDA

(antes do fim do século VI)

Segundo um historiador dos princípios deste século, a nossa Vida de Santa Ermelinda faz parte dum conjunto de biografias muito romanceadas a que ele chama o ciclo dos falsos Carolíngios ou da família de Carlos Magno. A nossa Vida foi composta no século XI, quando a história local e as belas genealogias estavam na ordem do dia. Ermelinda aparece ligada à família dos Pepinos (o Velho, o Breve, etc.,). Ermelinda é nome germânico, que significa serpente de arminho. Em pequena aprendia o saltério, como a Paulina e a Pacátula de S. Jerónimo. Apreciava muito a palavra de Deus. Na adolescência, cortou o cabelo e, contra a vontade dos pais ricos, que a desejavam casar, dedicou-se toda ao Senhor e à vida pobre. Deixando a propriedade que estes lhe deram, entregou-se à vida de reclusa. Esteve primeiro em Beauvechain, na arquidiocese de Malinas. À igreja ia  muitas vezes, sempre descalça. Os senhores do local, dois irmãos, jovens e desbragados, apaixonaram-se por ela. Um deles subornou com dinheiro o guarda do templo para que a jovem fosse raptada quando vinha rezar de noite. Mas um anjo, nessa noite, veio dizer à Santa: «Retira-te, retira-te… » Ela obedeceu a tremer, e partiu levada pelo Espírito. E de novo lhe apareceu o Anjo, indicando-lhe Meldert, perto de Tirlemont, como local da sua ambição. De facto, aí viveu ela o resto dos seus dias, austera e meditativa. Morreu aos 48 anos, antes do fim do século VI, e foi sepultada no mesmo Meldert. Levantaram-lhe uma capela que teve muito culto. Em 1236 foi roubado o cofre com as sua relíquias. Mas substituíram-no por outro. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATO MIGUEL RUA

Religioso (1837-1910)

No dia 29 de Outubro de 1972, o Santo Padre Paulo VI elevou às honras dos altares com o título de Beato o primeiro sucessor de S. João Bosco no governo da Congregação Salesiana, o Padre Miguel Rua. Nasceu numa família de operários, a 9 de Junho de 1837, na cidade italiana de Turim, onde morreria também, com 73 anos de idade, em 1910. Aos 10 anos entra para o Patronato (em italiano Oratório) fundado e dirigido por um sacerdote alegre, sempre rodeado de rapazes, S. João Bosco. Logo que o santo o viu, fez-lhe um traço na mão. Queria dizer – como Miguel entendeu mais tarde – que tudo daí para diante fariam a meias. Realmente S. João Bosco e o Beato Miguel Rua passaram a realizar todas as obras em conjunto: governo da Congregação, visitas, trabalhos, fundações. Aos 17 anos recebe com alguns outros o convite do Padre João Bosco para fundarem um novo Instituto Religioso. Chamar-se-iam Salesianos, pois São Francisco de Sales seria o seu Patrono. A 25 de Março de 1855, de noite, no escritório de S. João Bosco, Miguel Rua faz os seus votos por um ano. Ele e o Fundador, sós. Nenhuma cerimónia. Naquele momento nascia a Congregação salesiana. Miguel Rua era o primeiro a dar o passo. Não tinha ainda completado 18 anos. A 30 de Junho de 1860, sua primeira missa, assistido por S. João Bosco. Daí para diante, os dois fundam grandes empresas: igrejas e patronatos, imprensa, expedições missionárias, Obra dos Cooperadores,, etc.. A 31 de Janeiro de 1888, morre S. João Bosco dando as suas instruções ao seu sucessor: Trabalho e oração… amor ao Papa… devoção a Maria Auxiliadora. O Fundador tinha dito: «O primeiro fim da nossa Sociedade é a santificação dos nossos membros». No dia em que lhe sucede, dirá o Padre Miguel Rua: «Uma só coisa vos peço: fazei-vos santos». Ele deu o exemplo. Homem santo, é chamado «a regra viva» e «a cópia fiel do fundador». S. João Bosco chegou a dizer a seu respeito: «Se ele não faz milagres, é porque não quer». A Obra Salesiana cresce espetacularmente durante os 22 anos de governo do Padre Miguel Rua. À morte de S. João Bosco havia 768 salesianos e 64 casas. O Padre Miguel Rua deixará 4 000 salesianos e 341 casas espalhadas por 30 nações. A sua morte, em 6 de Abril de 1910, foi um triunfo. Mais de 100 000 pessoas desfilaram diante dos seus restos mortais. O cortejo fúnebre parecia um rio de gente, vários quilómetros. Diante da sua campa viam-se sempre muitos devotos a agradecer ou pedir graças. Foi o Beato Miguel Rua que, acedendo aos reiterados e instantes pedidos do «santo Padre Cruz, mandou três sacerdotes salesianos para Braga, a fim de tomarem conta do Colégio de São Caetano. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Caetano (Gaetano) Errico, Santo
Outubro 29 Sacerdote e Fundador,

Cayetano (Gaetano) Errico, Santo

Caetano (Gaetano) Errico, Santo

 

Presbítero e Fundador
da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações

Martirológio Romano: Em Secondigliano, perto de Nápoles, na Campânia, são Caetano Errico, presbítero, que fomentou os retiros espirituais e a devoção à Eucaristia, para ganhar almas para Cristo, fundando também a Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e de María.
Etimologia: Caetano = Aquele que nasceu em Caieta, porto de Campânia, atualmente Gaeta; é de origem latino
Nació en Secondigliano (Nápoles), el 19 octubre de 1791. Era impedido por la ley de su tiempo, de ingresar a un Instituto Religioso, pero se adhirió al Clero de Nápoles, frecuentando así el Seminario Arquidiocesano de Esterno, siendo ordenado sacerdote el 23 de septiembre de 1815.
Se dedicó mucho al trabajo sobre la promoción social con los más pobres y abandonas, luego, más adelante, sin dejar de lado esta labor, se dedicó con gran fervor a la evangelización y con bastante particularidad al ejercicio del Sacramento de la Reconciliación.
Su acción apostólica fue muchas veces obstaculizada y combatida, dado que luchaba por abolir los residuos que quedaban del jansenismo y marginar toda acción anti-cristiana de las sectas. Fue fuertemente apaleado, fue atentado y amenazado de estar preso y de muerte.
En 1833 funda una Congregación misionera, dedicada a la "consagración de las acciones, estudios, experiencias y la vida toda, para así poder hacer conocer a todos los pueblos el ardiente amor del Sagrado Corazón hacia ellos y encender en sus corazones el fuego del divino amor".
Esta Congregación es aprobada definitivamente por el Papa Pío IX en 1846. Fue el gran Apóstol de la devoción al Santísimo Corazón de Jesús y de María al sur de Italia, propagando tal devoción ante mediante la "Pía Unión de los Santísimos Corazones" y el "Culto Perpetuo al Santísimo Corazón" instituidos por él. Constantemente se dedicaba a la oración, pasando frecuentemente la noche en adoración al Santísimo Sacramento.
Dotado de dones sobrenaturales (bilocación, éxtasis y escrutinio del corazón) fue aclamado y amado por el pueblo, consultado y estimado por Cardenales y Pontífices. El Cardenal Riario Sforza, Arzobispo de Nápoles, al enterarse de su muerte, el 29 de octubre de 1860, exclamó: "Se ha partido la columna más fuerte de mi diócesis". El 4 de octubre de 1974 se le fueron reconocidas su Virtudes en Grado Heroico, por el Papa Pablo VI.
Su hijos espirituales trabajan anunciando el Evangelio en Italia, América del Sur, América del Norte y en la India.
El Padre Gaetano Errico fue beatificado el 14 de abril de 2002 por S.S. Juan Pablo II, y canonizado el 12 de octubre de 2008 por S.S. Benedicto XVI.

• Honorato de Vercelli, Santo
Outubro 29 bispo

Honorato de Vercelli, Santo

Honorato de Vercelli, Santo

O bispo Honorato de Vercelli tem unido seu nome ao de seu contemporâneo Santo Ambrósio.
Em muitas pinturas é representado dando l comunhão ao moribundo bispo geral de Milão, sinal de uma forte união episcopal.
Viveu em finais do século III e inicio do século IV, era difícil com a comunidade dividida por cismas e heresias.
Em Vercelli logo depois da morte do bispo Limenio, a eleição de Honorato como bispo teve muita oposição. Santo Ambrósio teve que usar toda sua autoridade para o consagrar pessoalmente.
Os atos demostraram que sua confiança estava bem fundada, como o recorda uma placa na Catedral de Vercelli.
Honorato foi um digno discípulo de Eusébio e um pregador incansável da doutrina católica contra as influências arianas.

75570 > Sant' Abramo Anacoreta  MR
94772 > Beato Bernardo de Olivella Arcivescovo di Tarragona
91545 > Beata Chiara Luce Badano Giovane focolarina
75580 > San Colman di Kilmacduagh Vescovo  MR
75585 > San Dodone di Wallers-en-Fagne Abate  MR
75600 > Sant' Ermelinda Vergine nel Brabante 
75560 > San Feliciano Martire  MR
90612 > San Gaetano Errico Sacerdote  MR
90411 > San Narciso di Gerusalemme Vescovo  MR
92418 > Sant' Onorato di Vercelli Vescovo  MR
75610 > Santo Stefano Minicillo Vescovo e confessore 29 ottobre
75575 > San Teuderio (Teodario) Abate  MR
75565 > San Zenobio di Sidone Martire  MR

Recolha através dos sites:
www.santiebeati.it; www.es.catholic e www.jesuitas.pt
António Fonseca