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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

NÃO É CASUAL…

http://ES.CATHOLIC.NET lhes deseja um 2010 cheio de bênçãos

Não é casualidade. Está passando.

Há uma só possível resposta: a acção ao serviço da Fé, a Verdade,

e a defesa de nossa Tradição Cristã

Autor: Agencia de Notícias Nacionais Hispanoamérica | Fonte: Boletins Hispanoamerica

O DESAFIO DA CRISTANDADE. ENTRE A CONJURA MAÇÓNICA E A JIHAD DO ISLÃO

Terminou o ano 2009 com negros presságios sobre a cabeça dos povos cristãos. Já não pode atribuir-se a uma coincidência, ou a uma moda de políticas provisórias, o assalto a nossas crenças. A premeditação prepotente e descarnada com que os líderes mundiais impulsionam a transformação dos costumes e tradições cristãs do Ocidente obedece a um mandato surgido em lojas e os tabernáculos que operam longe da vista dos povos. Transformações impulsionadas através de leis que – oh! casualidade - são promovidas simultaneamente em todo o lado: leis de aborto, leis de “género”, leis de “memória histórica”. Tudo devidamente endereçado com uma alusão mediática que tudo o justifica e o valoriza.
Assim vemos que nossa cara crença no valor da vida humana como portadora do destino transcendente que lhe foi dado pelo Criador é aniquilada pelas leis de aborto e eutanásia. Os valores tradicionais da família cristã rebaixados ao equipará-los com o matrimónio homossexual. São calcados os direitos infantis pela lei que permite sejam adoptados por casais do mesmo sexo. Perseguidas as autoridades eclesiásticas que levantam sua voz contra tudo isto. Quando buscamos as origens deste cataclismo que nos cai sobre as cabeças, devemos remontar-nos à penumbra dos séculos, quando se conjurou o inimigo da cristandade. Quando as lojas se propuseram tudo, letra por letra e palavra por palavra o que hoje está sucedendo. NÃO É CASUALIDADE.
Os mesmos que promoveram o racionalismo”, os mesmos que ocultam suas crenças pagãs após os nomes secretos de Deus, os difusores da obscuridade sob a proclamação irónica de ser cavaleiros de LUZ. São os fazedores das revoluções, os destruidores dos reinos cristãos. Os liquidadores do Império Espanhol. Os pais do marxismo e do bolchevismo. São os criadores do socialismo, das Frentes Populares, da Social-democracia e do pernicioso Liberalismo. São os autoproclamados agnósticos, infiltrados entre os incautos que enquanto se lhes escapa um pouco o gnosticismo pagão das primeiras horas da luta contra o Cristianismo, surgido das sombras, sempre nas sombras.
Tesos, sem piedade, armados de um ódio teológico à Cruz, perseveraram. Sofreram descalabros, avançaram e retrocederam. Se cobraram de cada derrota, esborrataram cada página da história que os revela. E castigam o corpo das Instituições das nações, que vertebram a tradição e sustentam os povos. É assim que os exércitos, pilar fundamental, ao lado de nossa fé, são o branco da vergonha e o objectivo de seu ataque. Somam suas forças nesta tarefa todas as vertentes dos tabernáculos. Os liberais servem em bandeja a nossos soldados para o desquite perverso dos marxistas. O fim é o mesmo, NÃO HÁ CASUALIDADES. Desmontar os exércitos de sua finalidade patriótica, convertidos em modelos mundialistas dos interesses espúrios das fachadas internacionais, ou simples e lhanamente fazê-los desaparecer, como estão fazendo com os de Argentina e Uruguai. Vão insuflado a mentira no coração das novas gerações e vão incriminando aos guerreiros da Pátria, ocultado suas façanhas, fazendo esquecer a memória de seus heróis. Hão posto uma imensa cortina que oculta a verdade. Não se pude atestar as glórias imperecíveis de nossas armas. Uma notícia da imprensa argentina diz tudo: O GENERAL VIDELA SERIA JULGADO EM NUREMBERG. Está tudo dito.

O ISLÃO, ENTRETANTO, NÃO CONCILIA E PREPARA-SE

Se fala de que nem todo no O Islão é fundamentalismo, que as políticas progressistas de “encontros de civilizações” empreendidas pelos líderes europeus aproximaram ao Ocidente com os povos maometanos. Pergunta-se se é imbecilidade o derrotismo premeditado.
O Islão não pode alterar sua essência sem se diluir no intento. O fundamento do Islão é a Guerra Santa, a Jihad. O Islão vive e existe para a conversão obrigada de todos os homens. O Islão não pode negociar ou temperar-se sem contradizer ao fazer o seu fim ulterior. Isto não o pode mudar ninguém, porque é a palavra de seu profeta e o vértice de sua fé.
O Islão tem sua lei e sua tradição e não as põe em tela de juízo. Os cristãos somos o inimigo e eles “os únicos crentes”. Esta é uma realidade que se proclama aos quatro ventos, porque assim pregam as religiões: aos quatro ventos, repito, sim, esse é o fim, ¿porque os governos de Europa hão aberto as portas a uma emigração que sem levantar uma cimitarra e só pela progressão do crescimento demográfico será a maioria religiosa do berço de nossa civilização? Em umas décadas o Islão prevalecerá na Europa. E olhando o tratamento que se inflige às minorias nos países maometanos se pode imaginar o destino de nossos filhos e nossos netos.
O Islão foi, é e será inimigo do Cristianismo. São crenças diferentes. Nossos antepassados não se enganaram, e encheram nossa história de mil episódios de luta para sobreviver uns sobre os outros. Nada mudou, o discurso pseudo culto de encontros e multiculturalista são pamplinas, e os maometanos o têm bem claro.
No Egipto os infiéis”, em seu próprio país, pagam impostos discriminatórios pelo facto só de o ser. No Iraque e no Afeganistão os cristãos são assassinados, o mesmo que nas Filipinas. Os maometanos arrasam no Sudão aliados com os pagãos. Os Reinos Árabes financiam as “madrasas” (1) e “mesquitas” que florescem por toda a Europa. E enquanto pretendem dar uma imagem de equilíbrio, é bem sabido que dessas famílias e de suas arcas se financiam os grupos de choque do Islão, como Al Qaeda e outros.
O que pretenda encontrar em O Islão um aliado religioso não faz mais que enganar-se. O Islão se apercebe de nossa decadência e se apresta para herdar e reconquistar.

A RESPOSTA DA CRISTANDADE


Há uma só possível resposta. A fé, a oração e a acção. Há que livrar “o bom combate JÁ”. É o dever de cada homem e mulher que reconheça nestas palavras a verdade, que admita em seu interior que isto SE ESTÁ PASSANDO e que está passando de maneira implacável. Todo o cristão que reconheça nestas previsões seus próprios temores e suas próprias certezas, se obriga irrecusavelmente à acção. Uma acção ao serviço da Fé, da Verdade, e na defesa de nossa Tradição Cristã. Um compromisso com nossa Igreja e com as instituições pátrias. Uma vontade de já não calar para não desgostar. Uma decisão de revelar esta verdade sem temor e com valentia.
Perguntas ou comentários
(1)Madrasa: escola religiosa islâmica

 

http://es.catholic.net

Recolhi, transcrevi e traduzi a presente Mensagem através de e:mail que me foi enviado por http:Catholic.net.

António Fonseca

4 de JANEIRO de 2010 – SANTOS DO DIA

• Dafrosa de Roma, Santa
Janeiro 4 Viúva e Mártir

Dafrosa de Roma, Santa

Dafrosa de Roma, Santa

Mulher forte, cristã de corpo inteiro. Esposa e madre de família que tem bem gravado em sua alma o princípio e fim de seu estado e sua função: ganhar o céu para ela e para os seus. Sim, é como se a vida consistisse num desbaratar no âmbito do Amor.
Primeiro a seu marido e a seus filhos, logo ao próximo restante e ao mundo, todo no amplo âmbito de Deus que dá sentido aos amores, sãos e nobres, mas com minúscula.
E como o amor leva a dar-se em busca do bem de quem se ama, aí a vemos deixando sua casa em Sevilha e emigrando à cabeça do Império com toda sua família na procura de um em estar melhor. Porque era espanhola e sevilhana, dos de sempre, ainda antes de que se chamassem andaluzes ou existisse a Giralda e antes de que fossem seus sinais o touro, o albero, os palitos, o farol e o "hei que calor!"
Seu marido Flaviano, morre mártir em Roma. Por estar casada com um cristão irredutível ela é condenada ao desterro. À sua volta o prefeito Aproniano a encarcera porque segue aferrada a seu princípio de não sacrificar e quase doente de fome. O prefeito prepara as coisas para a re-casar com um tal Fausto com a esperança de que a obrigue a mudar; mas resulta o caçador casado, porque Dafrosa o instruiu na fé cristã, é baptizado pelo presbítero Juan e acaba morrendo mártir. Como seu corpo foi exposto os cães, pela noite o recolhe Dafrosa e lhe dá sepultura cristã. Isto a levou definitivamente ao martírio, em 4 de Janeiro de 362, quando era já único imperador Juliano.
Encantador relato que realça a inteireza e a actuação, desde a feminilidade, desta mulher cristã cabal ¿verdade? Se conhecem os factos - possivelmente engrandecidos nos séculos e na distância - pelo historiador hagiógrafo hispânico António Quintana que por sua vez os retoma de Pedro Julián. Quando se narra a vida e morte de Dafrosa se fala de toda uma família mártir - também se afirma que suas filhas Demétria e Bibiana morreram mártires em Roma, em 362- cuja fonte impulsionadora é a mãe, firme, forte e muito capaz.
É curioso ver na história o papel dos aduladores de quem manda. Não foi precisamente o tempo de Juliano um dos que se caracterizaram por violenta perseguição. O Apóstata só esteve preocupado pela restauração no Império do paganismo como religião oficial, ao tempo que melhorava a administração e impulsionava a economia. Juliano não quis mártires, só pagãos. Mas, fosse por adulação, ou por ódio à fé, dizem que o prefeito Aproniano levou esta família à morte porque eram seguidores cabais do judeu Cristo, o Senhor.

Dafrosa de Roma, Santa

Dafrosa de Roma, Santa

 

• Ângela de Foligno, Beata
Janeiro 4 Terceira Franciscana

Ángela de Foligno, Beata

Ângela de Foligno, Beata

Toca-lhe viver uma época em que Frederico II. estava em guerra com o papado, o qual tinha poder temporal. Sua cidade, Foligno, favorecia o imperador e era anti-clerical.
Muito provavelmente este espírito se respirava no lar de Ângela que dirá depois que em sua mãe encontrava grande obstáculo para a conversão. Era também tempo de cruzadas. Mas já começa a vislumbrar-se o Renascimento com suas boas e más características. O homem sente ser centro de tudo e se afasta de Deus.
Ela conheceu esta tirania muito de perto. Foi pecadora no princípio mas terminou sua vida santa. Nasce muito acomodada e se apega às riquezas não só de menina mas também já como mulher casada e com vários filhos. Mas tarde o confessará muito arrependida.
Sem embargo, no ano 1285, Foligno está sob o Papa. Ângela está nos seus trinta e por fim, os pecados de sua juventude começam a produzir-lhe dor no coração.
É então que perde a sua mãe, seu marido e a seus filhos. Busca então a Deus, mas ao princípio sem se afastar de todo do pecado. Faz comunhões sacrílegas já que não está disposta ainda a confessar sinceramente seus pecados. Mas entra em luta interior.
Vive perto de Assis e o exemplo de Francisco a desafia. Um dia em que se encontrava atormentada por remorsos de consciência, pediu a são Francisco que a tirasse daquelas torturas. Pouco depois entrou na igreja de São Feliciano enquanto pregava um franciscano. Se sentiu tão comovida que, ao descer o pregador, se prostrou ante seu confessionário, e, com grande compunção, fez confissão geral de toda sua vida, ficando muito consolada. Era o ano 1285.
Do frade, chamado Arnaldo, pouco se conhece mas sabemos que passou a ser seu confessor, seu director e seu confidente espiritual. Graças a suas cartas conhecemos a beata Ângela. Se trata do "Memorial de frei Arnaldo", tesouro de teologia espiritual que nos leva até ao ano 1296, em que se consumam suas admiráveis ascensões até à contemplação do mistério da Santíssima Trindade. Tem muitas visões místicas as quais ela confessa que não se podem explicar adequadamente com nossos conceitos humanos.
Ela ensina que todos os cristãos devem intentar subir a costa da montanha espiritual; todos estão chamados a exercitar-se na vida ascética, mediante a posse das virtudes cristãs e a prática da perfeição.
Há entrar na ascética e na mística sendo as duas metades, inicial e terminal respectivamente, de uma mesma vida espiritual. «E que ninguém se desculpe com que não tem nem pode achar a divina graça, pois Deus, que é liberalíssimo, com mão igualmente pródiga a dá a todos quantos a buscam e desejam».
Escreveu sobre o laborioso processo de sua conversão, desde que começou a sentir a gravidade de seus pecados e o medo de condenar-se até o momento em que ao ouvir falar de Deus se sentia presa de tal estremecimento de amor, que ainda quando alguém suspendesse sobre sua cabeça uma espada, não podia evitar os movimentos.
Além da Autobiografia tomada por frei Arnaldo, se atribuem à beata umas exortações, algumas epístolas e um testamento espiritual.

Espiritualidade da Cruz
A espiritualidade de Ângela oferece modalidades novas, dentro do franciscano; pois enquanto o Cristo-centrismo da escola franciscana, em geral, se orienta para a Encarnação, para a beata Ângela tudo gira em torno da cruz. A paixão e morte de Cristo é a demonstração maior de amor que o Filho de Deus pôde dar aos homens. Cristo desde a cruz é o Livro da Vida, como o chama ela, no qual deve ler todo aquele que queira encontrar a Deus.
Sobre a cruz escreve «Nesta contemplação da cruz ardia no tal fogo de amor e de compaixão que, estando junto à cruz, tomei o propósito de despojar-me de todas as coisas, e me consagrei inteiramente a Cristo
A estrita pobreza de espírito era o sinal em que ela descobre os verdadeiros discípulos de Cristo. Muitos se professam de palavra seguidores de Cristo; mas na realidade e de facto abominam de Cristo e de sua pobreza.

O Coração de Jesus
Junto à cruz, a beata Ângela aprendeu a ser a grande confidente do Sagrado Coração de Jesus, séculos antes que santa Margarida Maria recebesse as divinas mensagens. «Um dia em que eu contemplava um crucifixo, fui de repente penetrada de um amor tão ardente com o Sagrado Coração de Jesus, que o sentia em todos meus membros. Produziu em mim esse sentimento delicioso o ver que o Salvador abraçava minha alma com seus dois braços descravados da cruz. Pareceu-me também na doçura indizível daquele abraço divino que minha alma entrava no Coração de Jesus.» Outras vezes aparecia-lhe o Sagrado Coração para convidá-la a que acercasse os lábios a nas suas costas e bebesse do sangue que delas manava. Abrasada neste amor, experimentava desejos de padecer martírio por Cristo.

A Eucaristia
Ela compreendeu que o amor por Cristo crucificado se perpetua na Santa Missa. Era pois devotadíssima à Eucaristia. Teve muitas visões no momento da consagração, ou durante a adoração da sagrada Hóstia.
Sete considerações dedica à ponderação dos benefícios que neste sacramento se encerram. O cristão deve acercar-se com frequência a este sacramento, seguro de que, se medita no grande amor que nele se contém, sentirá imediatamente transformada sua alma nesse mesmo divino amor. Exorta a que nós façamos, como preparação, as seguintes considerações: ¿A quem se aproxima? ¿Quem é o que se aproxima? ¿Em que condições e porque motivos se aproxima?
Morre nas últimas horas de 4 de Janeiro de 1309, rodeada de seus filhos espirituais. Seu corpo foi sepultado na igreja do convento franciscano de Foligno e cedo desde ali se manifestaram muitos milagres. O papa Clemente XI aprovou o culto em 30 de Abril de 1707.

• Isabel Ana Bayley, Santa
Janeiro 4 Fundadora

Isabel Ana Bayley, Santa

Isabel Ana Bayley, Santa

Nasce Isabel Ana em Nova York em 28 de Agosto de 1774. Cresce no seio da igreja episcopaliana.
Contrai matrimónio com William Seton na idade de vinte anos e chega a ter cinco filhos. Em 27 de Dezembro de 1803 enviúva.
Anos mais tarde, em 14 de Março de 1805 abraça o catolicismo, o qual supõe para ela múltiplas provas, tanto interiores como exteriores, vindas dos parentes y amigos. Todas as supera com fé, amor e valentia.
Se aplica assiduamente a la vida espiritual. Educa com solicitude a seus filhos e, desejosa de se entregar à actividade caritativa e educadora.
Em 1809 na diocese de Baltimore funda o Instituto de Irmãs da Caridade de São José, renovando a gesta de São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac. O dito Instituto tem por finalidade a formação de raparigas. É a primeira Congregação religiosa feminina no Norte da América.
Depois de sua morte as Irmãs se unem à Companhia das Filhas da Caridade de Paris, tal como foi seu desejo desde os começos.
Também funda a primeira escola paroquial católica nos Estados Unidos.
Morre piedosamente em Emmitsburg, Maryland, em 4 de Janeiro de 1821. Sua beatificação tem lugar em 17 de Março de 1963, sob o pontificado de João XXIII. Em 14 de Setembro de 1975 é canonizada pelo papa Paulo VI.
Dois grandes temas marcaram sua vida espiritual: a fidelidade à Igreja e à eternidade da glória.
É a primeira santa dos Estados Unidos de América. Sua festa se celebra no calendário da igreja em 4 de Janeiro.

Cristina de Santa Croce (Oringa Menabuoi), Beata
Janeiro 4 Agostinha

Cristina de Santa Croce (Oringa Menabuoi), Beata

Cristina de Santa Croce (Oringa Menabuoi), Beata

Oringa Menabuoi, de humilde família, nasceu em Santa Croce sull’Arno (Pistoya, Itália) entre 1237 e 1240. Amante da pureza já desde a infância, tratou de conservar mente e coração sempre limpos, e dar-se à prática de pequenas obras de misericórdia. A oração mantinha a pastorinha distante do mundo, sobretudo quando sozinha no campo, enquanto cuidava do gado, sentia em volta de si “o hálito de Deus”. Órfã de mãe ainda criança, foi incompreendida e maltratada por seus irmãos, que, chegada à idade de matrimónio, queriam obrigá-la a casar-se. Para terminar com esta situação não viu outro remédio que o de abandonar a casa paterna e mudar-se para a vizinha cidade de Lucca, onde durante sete anos procurou o necessário para viver trabalhando como empregada doméstica. Ali, recolhida frequentemente em oração na obscura solidão do desvão em que habitava, cada dia mais enamorada de Cristo, transcorreram os melhores momentos de sua juventude.
Em torno a 1265, de regresso de uma peregrinação ao santuário de São Miguel Arcanjo no monte Gargano, ficou em Roma ao serviço de uma nobre e piedosa viúva de nome Margarita, que muito cedo ficou prendada de suas virtudes e valia espiritual. Foi precisamente neste período quando, pelos exemplos de caridade dados em todo momento, começou a ser conhecida com o sobrenome de Cristiana.
Encontrando-se em Assis, onde havia chegado com Margarita para venerar a tumba do “Poverello”, “o Senhor lhe mostrou em visão uma casa edificada num lugar e uma determinada forma que depois ela elegeu para construir o mosteiro de Santa Croce”. Volta à sua terra de origem, disposta a pôr em prática o ideal de vida religiosa que havia amadurecido em seu coração, superando obstáculos de todo o tipo, em 1279 obteve do ayuntamiento uma casa “que se lhe concedia para que vivesse ela e quem se lhe juntasse para o serviço do Senhor”. Deu assim início ao mosteiro de Santa Maria e de São Miguel Arcanjo, primeiro como reclusório de tipo franciscano, e em segundo momento sob a regra de Santo Agostinho, e em 1296 obteve o definitivo reconhecimento canónico. O ano precedente o Capítulo geral Agostiniano celebrado em Siena já lhe havia feito partícipe de todos os bens espirituais da Ordem “Em consideração ao afecto que as religiosas mostravam para com ela”.
Favorecida com dons extraordinários e carismas, como o discernimento de espíritos, e insigne por sua humildade, pureza de vida e caridade com todos, devota da Imaculada Conceição de Maria, em 1310, depois de três anos de indizíveis sofrimentos, Cristiana adormeceu sorridente nos braços do Senhor. Foi sepultada na pequena igreja do mosteiro que ela conseguiu converter em prestigioso centro de espiritualidade.
Seu culto foi confirmado por Pio VI em 15 de Junho de 1776.

• Manuel González García, Beato
Janeiro 4 Bispo e Fundador

Manuel González García, Beato

Manuel González García, Beato

FUNDADOR DAS MISSIONÁRIAS EUCARÍSTICAS DE NAZARÉ

Manuel González Garcia, bispo de Málaga e de Palência, foi uma figura significativa e relevante da Igreja espanhola durante a primeira metade do século XX.
O quarto de cinco irmãos, nasceu em Sevilha em 25 de Fevereiro de 1877, no seio de uma família humilde e profundamente religiosa. Seu pai, Martín González Lara, era carpinteiro, enquanto que sua mãe Antónia se ocupava do lar. Neste ambiente Manuel cresceu serenamente e com ilusões, que nem sempre pôde ver realizadas. Sem embargo, houve uma que alcançou, e que deixaria rasto em seu coração: formar parte dos famosos «seises» da catedral de Sevilha, grupo de crianças de coro que bailavam nas solenidades de Corpus Christi e da Imaculada. Já então seu amor à Eucaristia e a Maria Santíssima se consolidaram.
A vivência cristã de sua família e o bom exemplo de sacerdotes o levaram a descobrir sua vocação. Sem prévio aviso a seus pais, se apresentou ao exame de ingresso no seminário. Eles acolheram esta surpresa do filho com aceitação dos caminhos de Deus. Manuel, consciente da situação económica em sua casa, pagou a estadia de seus anos de formação trabalhando como fâmulo.
Finalmente chegou o esperado 21 de Setembro de 1901, data em que recebeu a ordenação sacerdotal de mãos do beato cardeal Marcelo Spínola. Em 1902 foi enviado a dar uma missão em Palomares do Rio, povo onde Deus lhe marcou com a graça que determinaria sua vida sacerdotal. Ele próprio nos descreve esta experiência. Depois de escutar as desalentadoras perspectivas que para a missão lhe apresentou o sacristão, nos diz: «Fui direito ao Sacrário... e ¡que Sacrário, Deus meu! ¡Que esforços tiveram que fazer ali minha fé e meu valor para não sair correndo para minha casa! Mas, não fugi. Ali de joelhos... minha fé via a um Jesus tão calado, tão paciente, tão bom, que me fitava... que me dizia muito e me pedia mais, um olhar em que se reflectia todo o triste do Evangelho... O olhar de Jesus Cristo nesses Sacrários é um olhar que se crava na alma e não se esquece nunca. Veio a ser para mim como ponto de partida para ver, entender e sentir todo o meu ministério sacerdotal». Esta graça irá amadurecendo em seu coração.
Em 1905 é destinado a Huelva. Encontrou-se com uma situação de notável indiferença religiosa, mas seu amor e engenho abriram caminhos para reavivar pacientemente a vida cristã. Sendo pároco da paróquia de São Pedro e arcipreste de Huelva, Preocupou-se também da situação das famílias necessitadas e das crianças, para os quais fundou escolas. Por então publicou o primeiro de seus numerosos livros: O que pode um cura hoje, que se converteu em ponto de referência para os sacerdotes.
Em 4 de março de 1910, ante um grupo de fieis colaboradoras em sua actividade apostólica, derramou o grande anseio de seu coração. Assim nos narra: «Permiti-me que, eu que invoco muitas vezes a solicitude de vossa caridade em favor das crianças pobres e de todos os pobres abandonados, invoque hoje vossa atenção e vossa cooperação em favor do mais abandonado de todos os pobres: o Santíssimo Sacramento. Vos peço uma esmola de carinho para Jesus Cristo Sacramentado... vos peço pelo amor de Maria Imaculada e pelo amor desse Coração tão mal correspondido, que os façais as Marias desses Sacrários abandonados».
Assim, com a simplicidade do Evangelho, nasceu a «Obra para os Sacrários-Calvários». Obra para dar uma resposta de amor reparador ao amor de Cristo na Eucaristia, a exemplo de Maria Imaculada, o apóstolo são João e as Marias que permaneceram fieis junto a Jesus no Calvário.
A grande família da União Eucarística Reparadora, que se iniciou com o ramo de laicos denominada Marias dos Sacrários e Discípulos de São João, se estendeu rapidamente e dom Manuel abriu caminho, sucessivamente à Reparação Infantil Eucarística no mesmo ano; os sacerdotes Missionários Eucarísticos em 1918; a congregação religiosa de Missionárias Eucarísticas de Nazaré em 1921, em colaboração com sua irmã Maria Antónia; a instituição de Missionárias Auxiliares Nazarenas em 1932; e a Juventude Eucarística Reparadora em 1939.A rápida propagação da Obra em outras dioceses de Espanha e América, através da revista «El Granito de Arena», que havia fundado anos atrás, o impulsionou a solicitar a aprovação do Papa. Dom Manuel chegou a Roma em finais de 1912, e em 28 de Novembro foi recebido em audiência por Sua Santidade Pio X, a quem foi apresentado como «o apóstolo da Eucaristia». S. Pio X se interessou por toda sua actividade apostólica e bendisse a Obra.
Sua entrega generosa e a vivência autêntica do sacerdócio são, sem dúvida, o motivo da confiança que o Papa Bento XV deposita nele, nomeando-o bispo auxiliar de Málaga; recebe a ordenação episcopal em 16 de Janeiro de 1916. Em 1920 foi nomeado bispo residencial dessa sede, acontecimento que decidiu celebrar dando um banquete ás crianças pobres, em vez das autoridades; estas, junto com os sacerdotes e seminaristas, serviram a comida às três mil crianças.
Como pastor da diocese malaguenha, iniciou sua missão tomando contacto com a grei que lhe havia sido encomendada para conhecer suas necessidades. Em Huelva, igualmente potenciou as escolas e catequeses paroquiais, praticou a pregação de rua conversando com todo o que se encontrava de caminho... e descobriu que a necessidade mais urgente era a de sacerdotes. Este problema devia enfrentar-se desde a situação do seminário, a qual era lamentável. Com uma confiança sem limites na mão providente do Coração de Jesus, empreendeu a construção de um novo seminário que reunisse as condições necessárias para formar sacerdotes sãos humana, espiritual, pastoral e intelectualmente. Sonha e projecta «um seminário substancialmente eucarístico. Em que a Eucaristia fosse: na ordem pedagógica, o mais eficaz estímulo; no científico, o primeiro mestre e a primeira assinatura; no disciplinar o mais vigilante inspector; no ascético o modelo mais vivo; no económico a grande providência; e no arquitectónico a pedra angular».
A seus sacerdotes, e igual que aos membros das diversas fundações que realizou, lhes proporá como caminho de santidade «chegar a ser hóstia em união da Hóstia consagrada», que significa «dar e dar-se a Deus e em favor do próximo de modo mais absoluto e irrevogável».
Manuel González não escamoteia esforços para melhorar a situação humana e espiritual de sua diocese. Sua ingente actividade faz que não passe desapercebido, e com a chegada da República a Espanha sua situação se faz delicada. Em 11 de maio de 1931 o ataque é directo, incendeiam-lhe o palácio episcopal e há-de mudar-se a Gibraltar para não pôr em perigo a vida de quem o acolhe. Desde 1932 dirige sua diocese desde Madrid, e em 5 de agosto de 1935 o Papa Pio XI o nomeia bispo de Palência, onde entregou os últimos anos de seu ministério episcopal.
Também há que destacar, durante todos os anos de sua actividade pastoral, a fecundidade de sua pluma. Com estilo ágil, cheio de graça andaluza e de unção, transmitiu o amor à Eucaristia, introduziu na oração, formou catequistas, guiou aos sacerdotes. Entre seus livros, destacamos: O abandono dos Sacrários acompanhados, Oremos no Sacrário como se orava no Evangelho, Artes para ser apóstolo, A graça na educação, Arte e liturgia, etc. Escritos que por sua grande difusão se hão recopiado na recente edição de suas Obras Completas.
Os últimos anos sua saúde piorou notavelmente, prova que vive de modo heróico, sem perder o sorriso de seu rosto sempre amável e acolhedor, e a aceitação dos desígnios do Pai. Em 4 de Janeiro de 1940 entregou sua alma ao Senhor e foi enterrado na catedral de Palência, onde podemos ler o epitáfio que ele mesmo escreveu: «Peço ser enterrado junto a um Sacrário, para que meus ossos, depois de morto, como minha língua e minha pluma em vida, estejam sempre dizendo aos que passem: ¡Aí está Jesus! ¡Aí está! ¡Não o deixeis abandonado!».
Sua Santidade João Paulo II declarou suas virtudes heróicas em 6 de Abril de 1998, e aprovou o milagre atribuído a sua intercessão em 20 de Dezembro de 1999.
Reproduzido com autorização de Vatican.va

José Manuel González García, Beato - (Continuação)
Janeiro 4

Vivências de alguém que o conheceu

 

José Manuel González García, Beato

José Manuel González García, Beato

MINHAS RECORDAÇÕES DE DOM MANUEL
Era eu muito jovem quando conheci a Dom Manuel. Vos conto: Dos 36 meninos que havíamos ingressado no seminário no curso 1932-33, regressamos ao seminário 2, ao terminar a guerra civil de Espanha. A biblioteca do seminário se havia salvado por ter sido mudada para o Colégio do Patriarca, que foi totalmente respeitado. Me encarregaram da organização daquele enorme volume de livros. E ali me encontrei com uma pilha de revistas de EL GRANITO DE ARENA. Me encantou. Devorava cada número. A facilidade e encanto com que escrevia Dom Manuel, o ARCIPRESTE DE HUELVA, me apanhou. E subscrevi essa revista mensal. E fui seguindo suas andanças.
O QUE PODE UM CURA HOJE
Seu livro O QUE PODE UM CURA HOJE, resultou um ponto de referência para os sacerdotes da primeira metade do século XX. Já sacerdote, o li de cabo a rabo e muitas de minhas actuações primeiríssimas vinham inspiradas no dito livro. Aquele conselho de que a igreja paroquial abrisse suas portas antes que as outras casas da paróquia, o cumpria com a consequente madrugada e o assombro dos fregueses.
FIGURA SERENA
Dom Manuel nasceu em Sevilha em 1877, numa família humilde e profundamente religiosa. Seu pai, Martín González Lara, era carpinteiro, sua mãe, Antónia, se ocupava do lar. Neste ambiente Manuel cresceu serenamente. Deixou rasto em seu coração haver formado parte dos famosos «seises» da catedral de Sevilha, que bailavam e cantavam nas solenidades de Corpus Christi e da Imaculada. Como seise consolidou seu amor à Eucaristia e à Virgem. 
NO SEMINÁRIO
Sem avisar a seus pais apresentou-se ao exame de ingresso no seminário. Seus bons pais acolheram a surpresa considerando como manifestação dos caminhos de Deus e aceitando-os como tais. Custeou seus estudos trabalhando como fâmulo. Em 21 de Setembro de 1901, lhe conferiu o sagrado presbiterado o hoje beato cardeal Marcelo Spínola.
PALOMARES DEL RIO, SEU PRIMEIRO DESTINO
Em 1902 foi enviado a dar uma missão em Palomares del Rio. Ele próprio nos descreve esta experiência. Escutou as desalentadoras perspectivas que lhe apresentou o sacristão, e disse: «Fui direito ao Sacrário... e ¡que Sacrário, Deus meu! ¡Que esforços tiveram que fazer ali minha fé e meu valor para não sair correndo para minha casa! Mas, não fugi. Ali de joelhos... minha fé via a um Jesus tão calado, tão paciente, tão bom, que me olhava... que me dizia muito e me pedia mais, um olhar em que se reflectia tudo o triste do Evangelho... O olhar de Jesus Cristo nesses Sacrários é um olhar que se crava na alma e não se esquece nunca. Veio a ser para mim como ponto de partida para ver, entender e sentir todo meu ministério sacerdotal». Esta graça irá amadurecendo em seu coração.
A OBEDIÊNCIA, MOTOR DA COLHEITA
O arcebispo de Sevilha, Marcelo Spínola e Mestre, havia vivido em seus anos jovens em Huelva, exercendo de advogado, e seguia, como arcebispo, com grande preocupariam, sua vida eclesial, que oferecia, em seus pastores e em seus fieis, um panorama pouco esperançador. E tomou uma decisão arriscada. D. Manuel González, recém ordenado, havia já dado mostras de extraordinários dotes intelectuais e apostólicos, mas todavia não havia cumprido 28 anos. O sacerdote, que considerava como fundamental a virtude da obediência, nos relata a entrevista: «Chamado uma manhã - conta - por meu santo Arcebispo, Pastor ao Bom Pastor e, a foi de tal, de uma delicadeza suma em todos seus procedimentos, me disse sorridente: -¿Quer Vd. ir a Huelva? - Eu vou voando a onde me mande meu prelado. - Não; eu não o mando ir a Huelva; aquilo está tão mal, e, o que é pior, tão dividido entre os poucos bons... Estou tão farto de provar procedimentos para o melhorar sem o obter, que me hei recordado de Vd. como última tentativa; no fim e ao cabo Vd. é jovem e, se se estreia em Huelva, como o temo, o mesmo que o leva o pode trazer. Mas, repito, isto não é um mandato mas sim um desejo. - Senhor, os desejos de meu prelado são para mim ordens, ¿quando quer que vá? - Não, não; agora se vai Vd. a sua casa e, durante três dias e com completa reserva desta conversa, amadureça este desejo meu diante de seu Sacrário e volte depões com sua decisão. - Espero, com a graça de Deus, que dentro de três dias virei aqui para dizer a V. Excelência. o mesmo que agora lhe digo. Me despedi e ¡que três dias passei! ¡Sem apenas dormir nem comer e com esforços sobre-humanos para conservar a boa cara e o bom humor! ¡Havia ouvido falar em todos os anos de meus estudos tão mal da situação religiosa em Huelva...! Chegado o terceiro dia, me apresentei de novo ao senhor Arcebispo. - Sr., aqui me tem para lhe repetir o que disse no outro dia; ¿Quando quer que eu vá para Huelva? - Mas, ¿assim? ¿tão decidido? - Sim, senhor; completamente decidido. Agora, que, como a meu Prelado devo falar como a Jesus de meu Sacrário, devo dizer-lhe que vou para Huelva tão decidido em minha vontade como contrariado em meu gosto. - Me explico e não me estranhe; espero que esse desprezo de seu gosto, para abraçar a vontade do Prelado o ajudará muito em sua missão em Huelva. Sai que é Vd. muito jovem para um Arciprestado tão importante e para o mal que está aquele; eu tenho vivido ali e o conheço, mas ¡não importa! Vá, prove e se não lhe for bem, vem embora. As portas deste palácio sempre estarão abertas para Vd.; e em mim sempre tem um Padre a quem pode contar tudo, que o receberá com os braços abertos ».
ARCIPRESTE DE HUELVA
«Em 1 de Março de 1905, fui nomeado Cura Ecónomo de são Pedro de Huelva; tomei posse no dia 9. Em 16 de Junho fui nomeado arcipreste». Foi nomeado Cura ecónomo ou regente porque o Cura próprio, D. Manuel García Viejo, vivia ainda, ainda que já mito ancião e achacado. Ao dar conta o Arcebispo a uns católicos onubenses da nomeação que acabava de fazer, lhes disse: «Envio a Vds. uma ajudinha».
SEU PROGRAMA
O decisivo para ele, ao chegar a Huelva não era fazer-se presente na sociedade onubense de qualquer maneira, mas fazer-se presente com a força salvadora de Jesus, que brota da Eucaristia. ¿Por onde começar? Se propôs fazer da Eucaristia celebrada e adorada, o cume e a fonte de toda sua actividade. Assim se antecipou ao Concílio Vaticano II: «A sagrada liturgia não esgota toda a actividade da Igreja, pois para que os homens possam chegar à liturgia é necessário que antes sejam chamados à fé e à conversão... Não obstante, a liturgia é o cume ao qual  tende a actividade da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde mana toda sua força. Pois os trabalhos apostólicos ordenam-se a que, uma vez feitos filhos de Deus pela fé e o baptismo, todos se reúnam, louvem a Deus no meio da Igreja, participem no sacrifício e comam a ceia do Senhor.
FAMÍLIAS E ESCOLAS
Se preocupou também da situação das famílias necessitadas e das crianças, para os quais fundou escolas. Tanto a biologia como a experiência nos demonstram a existência de gémeos biológicos o que podemos comprovar na vida, na sociedade familiar e na relação de cada dia. Também a história nos demonstra a existência de pessoas gémeas não biológicas, umas vezes de carácter e trajectória, já sejam estadistas, como Kennedy e Lincoln; educadores, como D. Manuel González García, Arcipreste de Huelva e Bispo de Málaga e D. Manuel Siurot, a quem dom Manuel chamava seu alter ego e que colaborou na educação criando e dirigindo escolas, tanto em Huelva como em Málaga.
MARIAS DOS SACRÁRIOS ABANDONADOS
Em 4 de Março de 1910, ante um grupo de colaboradoras, derramou o grande anseio de seu coração. Assim nos narra: «Permiti-me que, eu que invoco muitas vezes a solicitude de vossa caridade em favor das crianças pobres e de todos os pobres abandonados, invoque hoje vossa atenção e vossa cooperação em favor do mais abandonado de todos os pobres: o Santíssimo Sacramento. Vos peço uma esmola de carinho para Jesus Cristo Sacramentado... vos peço pelo amor de Maria Imaculada e pelo amor desse Coração tão mal correspondido, que vos façais as Marias desses Sacrários abandonados». Assim nasceu a «Obra para os Sacrários-Calvários». Obra para dar uma resposta de amor reparador ao amor de Cristo na Eucaristia, a exemplo de Maria Imaculada, o apóstolo são João e as Marias, fieis no Calvário. A União Eucarística Reparadora, iniciada com as Marias dos Sacrários e Discípulos de são João, se estendeu rapidamente e abriu caminho à Reparação Infantil Eucarística no mesmo ano;
MISSIONÁRIOS EUCARÍSTICOS
Funda os sacerdotes Missionários Eucarísticos em 1918; a congregação religiosa de Missionárias Eucarísticas de Nazaré em 1921, em colaboração com sua irmã Maria Antónia, a instituição de Missionárias Auxiliares Nazarenas em 1932, e a Juventude Eucarística Reparadora em 1939.
RÁPIDA PROPAGAÇÃO 
A rápida propagação da Obra em outras dioceses de Espanha e América, através da revista «El Granito de Arena», o impulsionou a solicitar a aprovação do Papa. Dom Manuel chegou a Roma em 1912, e em 28 de Novembro foi recebido pelo Papa São Pío X, a quem foi apresentado como «o apóstolo da Eucaristia». São Pio X se interessou por toda sua actividade apostólica e abençoou a Obra.
BISPO AUXILIAR DE MÁLAGA 
O Papa Bento XV O nomeia bispo auxiliar de Málaga e recebe a crianças pobres, em vez de às autoridades; que, junto com os sacerdotes e seminaristas, serviram a comida a três mil crianças. COMO EM HUELVA .Como pastor da diocese malaguenha, iniciou sua missão tomando contacto com sua grei para conhecer suas necessidades. Como em Huelva, potenciou as escolas e catequeses paroquiais, praticou a pregação pelas ruas conversando com todo o que se encontrava de caminho... e descobriu que a necessidade mais urgente era a de sacerdotes. Este problema devia enfrentar-se desde a situação do seminário, a qual era lamentável.
UM NOVO SEMINÁRIO
Com uma confiança sem limites na mão providente do Coração de Jesus, empreendeu a construção de um novo seminário que reunisse as condições necessárias para formar sacerdotes sãos humanos, espiritual, pastoral e intelectualmente. Sonha e projecta «um seminário substancialmente eucarístico. Em que a Eucaristia fosse: em ordem pedagógica, o mais eficaz estímulo;  no científico, o primeiro mestre e a primeira assinatura; no disciplinar o mais vigilante inspector; no ascético o modelo mais vivo; no económico a grande providência; e no arquitectónico a pedra angular».
SACERDOTE HÓSTIA
A seus sacerdotes, e aos membros das diversas fundações que realizou, lhes proporá como caminho de santidade «chegar a ser hóstia em união da Hóstia consagrada», que significa «dar e dar-se a Deus e em favor do próximo de modo mais absoluto e irrevogável». Manuel González não escamoteia esforços para melhorar a situação humana e espiritual de sua diocese. Sua ingente actividade faz que não passe desapercebido, e com a chegada da República a Espanha sua situação se faz delicada.
CHAMAS NO PALÁCIO EPISCOPAL
Em 11 de Maio de 1931 o ataque é directo, incendeiam-lhe o palácio episcopal e tem de mudar para Gibraltar para não pôr em perigo a vida de quem o acolhe. Ao sair de seu palácio incendiado, lhe perguntaram os milicianos, a onde quer que o levem e ele respondeu. ¿Vocês crêem que me dedico pelas noites a dormir fora de minha casa? E quando já encontra refúgio disse às monjitas que com ele haviam sumido as hóstias consagradas do sacrário: “Irmãs, já tendes vós coisas que contar para quando forem velhas” No discurso de entrada se emocionou muito e disse: “Necessitava chorar de alegria depois de haver chorado tantos anos de amargura”. “Me dói o coração de tanto amar”.
A FECUNDIDADE DE SUA PLUMA
Com estilo ágil, cheio de graça andaluza e de unção, transmitiu o amor à Eucaristia, introduziu na oração, formou catequistas, guiou a os sacerdotes. Entre seus livros, destacamos: "O abandono dos Sacrários acompanhados", "Oremos no Sacrário como se orava no Evangelho", "Artes para ser apóstolo", "A graça na educação", "Arte e liturgia", etc. Escritos que por sua grande difusão se hão recompilado na edição de suas Obras Completas.
ENFERMO
Os últimos anos sua saúde piora notavelmente, prova que vive de modo heróico, sem perder o sorriso de seu rosto sempre amável e acolhedor, e a aceitação dos desígnios do Pai. Ao sair de Palência para Madrid, desde a cama junto do sacrário de sua capela, disse ao Senhor: "Se queres que volte, bendito sejas, se não queres que volte, bendito sejas". Na clínica pede que o situem perto da janela para ver a luz: "Irmã, disse à religiosa enfermeira, sou andaluz". Em 4 de Janeiro de 1940 entregou sua alma ao Senhor. Foi enterrado na catedral de Palência, onde podemos ler o epitáfio que ele mesmo escreveu: «Peço ser enterrado junto a um Sacrário, para que meus ossos, depois de morto, como minha língua e minha pluma em vida, estejam sempre dizendo aos que passem: ¡Aí está Jesus! ¡Aí está! ¡Não o deixeis abandonado!». Tive a honra de poder orar nessa capela da Catedral de Palência ante sua lápida aos pés do sacrário. João Paulo II declarou suas virtudes heróicas em 6 de Abril de 1998, e aprovou o milagre atribuído a sua intercessão em 20 de Dezembro de 1999. Manuel González García, bispo de Málaga e de Palência, foi uma figura significativa e relevante da Igreja espanhola durante a primeira metade do século XX.
PALAVRAS DE JOÃO PAULO II NA BEATIFICAÇÃO
“Essa foi a grande paixão do novo beato Manuel González García, bispo de Málaga e depois de Palência. A experiência vivida em Palomares del Rio ante um sacrário abandonado o marcou para toda sua vida, dedicando-se desde então a propagar a devoção à Eucaristia, e proclamando a frase que depois quis que fosse seu epitáfio: “¡Aí está Jesus! ¡Aí está! ¡Não o deixeis abandonado!". Fundador das Missionárias Eucarísticas de Nazaré, o beato Manuel González é um modelo de fé eucarística, cujo exemplo segue falando à Igreja de hoje”.
JESUS MARTI BALLESTER
www.jmarti.ciberia.es
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Pedro Sérgio António Donoso Brant
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Faraildis (Farailda) de Gante, Santa
Janeiro 4 Viúva

Faraildis (Farailda) de Gante, Santa

Faraildis (Farailda) de Gante, Santa

Há muitos detalhes extremamente confusos e improváveis nos relatos que hão chegado até nós da vida desta santa belga, e é difícil determinar até que ponto a lenda se baseia em factos históricos.
O rasgo principal parece ser que, embora tenha consagrado secretamente sua virgindade a Deus, seus pais a casaram, sem lhe pedir seu consentimento, com um rico pretendente.
Decidida a guardar seu voto, negou-se a viver maritalmente com ele, o que incitou seu esposo a tratá-la com brutalidade. Mas Deus velava por ela e a protegeu, até à morte de seu marido.
Apenas conhecemos outros dados de sua vida, fora dos milagres e das numerosas mudanças de seu corpo de um lado para o outro.
Sem embargo, está fora de dúvida que adquiriu grande fama em Flandres e que seu culto oferece abundante material aos especialistas de folclore. Na Flandres é conhecida geralmente sob os nomes de Varelde ou Verilde.
As imagens representam-na frequentemente com um ganso, com um gato, ou levando umas peças de pão. O ganso se refere provavelmente ao nome da cidade em que repousam os restos da santa, já que Gante, em flamengo, significa ganso.
As peças de pão fazem alusão ao milagre acontecido junto a seu túmulo: segundo conta a lenda, uma mulher que havia recusado compartilhar seu pão com um mendigo, dizendo-lhe que não tinha, viu seus pães converter-se em pedras. Também se conta que Santa Ferailda fez brotar uma fonte em Bruay, perto de Valenciennes, para acalmar a sede dos que colhiam seu campo.
O povo afirma que a água dessa fonte é muito eficaz contra as enfermidades das crianças, e as mães encomendam a saúde de seus filhos a nossa santa.

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português, por António Fonseca