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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Rezando pelo HAITI

 

 

Papa reza pelos mortos e sobreviventes no Haiti

Bento XVI lembrou vítimas do sismo, pediu atenção aos refugiados e apelou ao diálogo entre cristãos e com os judeus

Bento XVI revelou este Domingo que está a “seguir e encorajar os esforços de numerosas organizações caritativas” que estão a fazer face às “imensas necessidades” do Haiti, país duramente atingido por um sismo na passada Terça-feira.

Perante milhares de peregrinos reunidos no Vaticano, o Papa disse que “os nossos pensamentos viram-se para a querida população do Haiti”, assegurando as suas orações pelos que "perderam a vida tragicamente" e os sobreviventes do terramoto, em especial os que ficaram feridos ou desalojados.

Em seguida, Bento XVI precisou que está a ser “constantemente informado” da situação por intermédio do Núncio Apostólico em Port-au-Prince. Nesse contexto, lembrou o “doloroso desaparecimento” do Arcebispo local e de “muitos padres, religiosas e seminaristas”.

O Papa rezou para que a população haitiana, para que a mesma encontre “assistência e conforto”.

Nesta sua intervenção, no habitual encontro dominical para a recitação do Angelus, Bento XVI abordou ainda a celebração do Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados, a visita à Sinagoga de Roma e a Semana de oração pela unidade dos cristãos.

Sobre a ida à Sinagoga, na tarde de Domingo, o actual Papa explicou que a mesma acontece 24 anos depois da histórica visita de João Paulo II a esse local, representando “mais uma etapa no caminho da concórdia e amizade entre católicos e judeus".

“Não obstante os problemas e dificuldades, entre os crentes das duas religiões respira-se um clima de grande respeito e diálogo, que testemunha um crescente amadurecimento nas relações e o empenho comum em valorizar aquilo que nos une: antes de mais a fé no único Deus, mas também a tutela da vida e da família, a aspiração à justiça social e à paz” precisou.

Quanto ao Dia Mundial do Migrante e do Refugiado – celebrado este Domingo em toda a Igreja Católica, tendo como tema os menores migrantes e refugiados –, o Papa convidou a “acolher as crianças com grande respeito e amor”.

“Também a criança, qualquer que seja a sua nacionalidade ou a cor da pele, há-de ser considerada, sempre e acima de tudo, como pessoa, imagem de Deus, a promover e tutelar contra toda e qualquer marginalização e exploração”, acrescentou, pedindo que os menores que se encontram a viver num país estrangeiro sejam garantidos “acompanhados nos inúmeros problemas que têm de enfrentar”.

Bento XVI encorajou “vivamente” as comunidades cristãs e os organismos que se empenham ao serviço dos menores migrantes e refugiados, exortando todos a, em relação a eles, “manter viva a sensibilidade educativa e cultural”, segundo o autêntico espírito evangélico.

Finalmente, o Papa  recordou que tem início esta Segunda-feira a tradicional Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: “Ela constitui, para os que crêem em Cristo, um tempo propício para reavivar o espírito ecuménico, para que as pessoas se encontrem, se conheçam, rezem e reflictam em conjunto”.

“O nosso anúncio do Evangelho de Cristo será tanto mais credível e eficaz quanto mais estivermos unidos no seu amor, como verdadeiros irmãos”, assinalou.

Fotos

Internacional | Agência Ecclesia | 2010-01-17 | 14:39:45 | 3916 Caracteres |

http://ecclesia.pt

Recolha através do boletim da Agência Ecclesia por António Fonseca

Dia de oração pelo Haiti

Dia de oração pelo Haiti

ECUMENISMO E CASAMENTO É POSSÍVEL…

In: Boletim da Agência Ecclesia

 

Viver o ecumenismo no casamento

Um pastor presbiteriano e uma catequista católica falam da sua relação e das reacções que suscita

Foi na Universidade Católica Portuguesa que se encontraram, em Lisboa. Pedro Brito, de 36 anos, e Elizabete Francisco, 34, casaram no passado dia 15 de Novembro, depois de seis anos de namoro, numa cerimónia celebrada pelo Pe. Carlos, jesuíta, e pela pastora Eva Michel, presbiteriana. Em comum, o facto de serem cristãos e o amor que os une, num casamento especial: ele é pastor presbiteriano, ela católica, catequista.

Agência ECCLESIA - Nunca foi um problema serem de confissões diferentes?

Pedro - As raízes da minha família sempre foram católicas. Nunca tive nenhum problema com a Igreja Católica. Costumo dizer, a algumas pessoas que estou mais próximo da Elizabete do que de muitas pessoas da minha confissão.

AE - Porquê?

Pedro - Em termos de ideias. O fundamental para nós é Cristo e tudo o que é em torno de Cristo. Tudo o que cerca não é fundamental. Focamo-nos nesse aspecto. Por vezes debatemos questões confessionais, mas mais na perspectiva de cada um compreender a perspectiva do outro. No fundamental estamos muito unidos.

AE - Nas celebrações litúrgicas como se organizam?

Elizabete – Cada um faz a sua oração pessoal. As orações comuns acontecem antes da refeição. Eu sigo sempre um rito católico, geralmente termino as minhas orações com «glória ao Pai» e o Pedro diz sempre «Em nome de Jesus Cristo» e respondemos «Amen». Quando temos visitas nota-se a diferença se é um ou outro a conduzir a oração.

AE - E a celebração de Domingo? O Pedro tem responsabilidades pastorais...

Pedro – Cada um vai à sua Igreja. Sou pastor e tenho os meus serviços. Tenho duas igrejas a meu cargo e a Elizabete frequenta a Igreja Católica.

Elizabete – O mais interessante é que trabalhamos na mesma comunidade. Sou enfermeira e frequento a igreja católica das Alhadas, onde dou também catequese. No início colocavam-se muitas questões: «Então, o pastor deixa ir a sua mulher à Igreja?». Com naturalidade, os rituais continuam como cada um sempre os realizou. Eu sempre o conheci como protestante e ele sempre me conheceu como católica.

Pedro – Por vezes, na igreja onde eu vou, as pessoas perguntam-me pela Elizabete e alguns dizem que ela, como eu sou pastor, deveria ir comigo. Mas eu acho que não há razão nenhuma para ela sair da sua confissão. O ideal era que as duas igrejas se unissem. Como isso ainda não aconteceu temos de respeitar. Acredito que não faltará muito tempo para o Cristianismo encontrar outras formas de união. Isso está já a acontecer em alguns locais da Europa - ser comunidade de Cristo fora das instituições. Não à margem, mantendo as tradições, mas encontrando formas inovadoras.

AE – É possível ver para além da própria identidade institucional?

Elizabete – Existem jovens que se reúnem em Lisboa e são um exemplo real: uma comunidade que se reúne, em que rezam todos juntos. Identificam-se como cristãos que rezam.

Pedro – O Cristianismo tem de passar pela comunidade. Não há cristianismo individualista.

AE - A vossa vivência é um exemplo de que é possível a união?

Elizabete - Há amigos que acham interessante. O nosso dia-a-dia passa para as outras pessoas e nós nem nos apercebemos. Fazemos com simplicidade, tal como os outros casais. A base é o respeito. Não é muito diferente de outros casais.

AE - E os filhos?

Pedro – Essa é a pergunta clássica. Quando dizemos que eu continuo protestante e a Elizabete católica as pessoas compreendem. Mas surge a questão de onde educar os filhos. Nós não sabemos. O que interessa é o que continuamos a fazer. Nós relacionamo-nos bem e a nossa fé não está separada do que somos. A Elizabete surgiu na minha vida porque Deus a pôs na minha vida. Se os filhos chegarem vamos continuar focados no mesmo tipo de relação que temos até agora e que ultrapassa as confissões.

Perguntam-me como pastor que exemplo darei se os meus filhos não forem à minha Igreja ou «Como é que vou ter crianças na escola dominical se os teus filhos vão à catequese?» Se eu souber que na Igreja Católica ensinam melhor a Bíblia e o Evangelho de uma forma mais autêntica e verdadeira, porque não?

AE - Na prática serão eles a escolher quando forem mais velhos?

Elizabete – Não. Tem de haver uma educação desde o início. Desde a concepção ou desde a nascença existe já uma relação dessas pessoas com Deus. Se os pais são crentes, estes vão naturalmente introduzi-la na relação com Deus. O mais importante é desenvolver esta relação. Quanto à confissão, não sei. Vejo tantos que foram educados na Igreja Católica ou Protestante e depois professam outra coisa ou são agnósticos ou ateus. A educação será feita com a presença de Cristo.

AE - A comunidade presbiteriana questiona a vossa relação?

Pedro – Está demasiado enraizado, acho que culturalmente, que o pastor tenha de ter uma mulher que, não sendo oficialmente pastora, o ajude. Na Igreja presbiteriana eu não conheço outro casal que tenha outra pessoa tão empenhada como a Elizabete é na Igreja dela. Eu sempre tive uma postura de relativização perante a instituição. O que é importante é anunciar Cristo e o Evangelho. A Elizabete ajuda-me muitas vezes teologicamente.

Elizabete – Eu sinto-me querida nas comunidades protestantes. Sempre me senti muito acolhida. No colectivo poderão surgir algumas questões, mas penso que mais culturalmente.

Pedro – O nosso testemunho é o amor que nos une aos dois e depois a Deus. A história vai-se fazendo.

AE - Até que ponto a aproximação entre as igrejas cristãs é efectivo?

Pedro - Há de facto um trabalho feito nos últimos anos. Mas o diálogo ecuménico estagnou. As pessoas continuam presas às suas instituições. O objectivo cimeiro do movimento ecuménico é que a unidade fosse visível. E isso não se vislumbra. Penso que seria essencial que o diálogo nas cúpulas tivesse caminho por onde andar e não vejo isso. O movimento ecuménico vai continuar a existir pela base e através da formação de comunidades.

Elizabete – Quando todos participarmos da mesma mesa, aí seremos uma comunidade visível e os entraves serão ultrapassados. Enquanto isso não acontecer, temos ainda um grande caminho para fazer.

Fotos

Entrevistas | Lígia Silveira | 2010-01-18 | 12:20:13 | 7948 Caracteres | Ecumenismo

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Recolha feita através do Boletim da Agência Ecclesia, em 18-01-2010 por António Fonseca

18 de JANEIRO de 2010 – SANTOS DO DIA

SANTOS DO DIA DE HOJE 

-  18 DE JANEIRO DE 2010  -

 

Prisca ou Priscila, Santa
Janeiro 18   - Mártir

Prisca o Priscila, Santa

Prisca ou Priscila, Santa

Mártir
Janeiro 18

Etimologicamente significa “antiga”. Vem da língua latina.
Pertence ao primeiro século de nossa era cristã. Também se lhe chama santa Priscila. Desde muito antigo se lhe tributou culto em Roma a esta jovem romana.
No século IX, mediante as escavações arqueológicas, se descobriu e identificou que estava enterrada em Aventine com o nome de Priscila, mulher de Aquila, um judeu cristão.
Isto consta nos Actos dos Apóstolos e na carta de são Paulo aos Romanos: " Saúda a Prisca e a Aquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais para salvar minha vida expuseram sua cabeça".
Existe em Roma a bela igreja de santa Prisca que, por sua vez, se construiu sobre o santuário de Mitra, deus pagão.
Segundo as Actas, escritas no século X, quando falam dela, dizem que era uma rapariga adolescente que levaram ao anfiteatro para a diversão das gentes.
Lançou-se sobre ela um leão e, em lugar de a fazer em pedaços, se deitou a seus pés. Em vista desta situação, a devolveram de novo ao cárcere.
Se diz que uma águia velava, quando a mataram. Seu corpo está enterrado nas Catacumbas de Priscila, onde há na actualidade uma igreja dedicada a seu nome desde o século IV.
No que respeita à arte, os pintores a plasmaram em seus quadros como uma jovem mártir com um leão ou dois, uma espada e uma águia perto dela. Pintores como Farmer, Roeder e Tabor.
O leão domado ou domesticado a seus pés simboliza a queda do paganismo.
Seus restos se veneram em Roma. Um exemplo claro de sacrifício pela fé em Cristo.
¡Felicidades às que levem este nome!
Não há solidão mais triste e aflita que a de um homem sem amigos, sem os quais o mundo é deserto; o que é incapaz de amizade, mais tem de besta que de homem ( Francis Bacon).
Comentários ao P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

HTTP://ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL

 

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca