OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MISSÃO 2010 – Várias notícias

 

 

In: Agência Ecclesia, boletim de 26-01-2010

 

Missão 2010

“Co-responsabilidade para a Nova Evangelização” é o lema da Missão 2010 que está já no terreno, na Diocese do Porto. O dia 28 de Maio de 2009 foi o momento alto da pré-preparação da Missão 2010. Após vários meses de trabalho conjunto com os responsáveis dos Secretariados Diocesanos, reuniões sectoriais e recolha de partilhas junto dos diversos órgãos de consulta, formais e informais, o Senhor D. Manuel Clemente apresentou à comunidade diocesana, representada nas cerca de 2000 pessoas que fizeram pequeno, nesse dia, o Grande Auditório da Casa Diocesana de Vilar, o esboço da programação proposta para o Ano 2010.

Ficou bem claro para todos que o programa apresentado não fechava a capacidade de iniciativa das comunidades. Pelo contrário, as indicações programáticas apresentadas queriam ser catalisadoras das programações locais. Aliás, o timing escolhido para a apresentação quis presentear os Conselhos Paroquias de Pastoral e todos os agentes de pastoral local com informações e subsídios que facilitassem o enquadramento da metodologia da Missão 2010 na programação dos respectivos calendários de actividades paroquiais e vicariais, bem como a programação própria das comunidades religiosas e das associações, dos movimentos e obras.

A metodologia da Missão 2010 é a seguinte: cada mês tem uma palavra-chave que pretende, tanto quanto possível, resumir a dinâmica principal do respectivo mês. Os Secretariados Diocesanos apresentam, para cada mês, uma actividade de referência. As palavras-chave e as actividades referência foram salientadas das vivências culturais próprias de cada mês.

Janeiro entra no ano ao ritmo do «Anúncio». A dinâmica proposta é o “Canto das Janeiras”. Cada comunidade, paróquia, capelania, reitoria, instituto, congregação, associação, movimento ou obra laical é convidada a criar, dar continuidade ou retomar o “Canto das Janeiras" anunciando em espaços públicos o Natal de Cristo para a vida do mundo. A actividade referência aconteceu no dia 23 de Janeiro, no Palácio de Cristal, com a participação de grupos oriundos das 4 regiões pastorais

Fevereiro conhece o desafio da «Alegria». Aqui é proposto um itinerário para os jovens, que passa pela criação de um grupo de jovens, pela "presença na comunidade". Os jovens são também desafiados a assumirem "as fontes da alegria cristã" e a identificar uma situação concreta de "necessidade de alegria" e agir. O Encontro Ibérico de Taizé, que se realizará no Porto de 13 a 16 de Fevereiro, será a actividade referência.

Março desperta ao ritmo da «(Com)Paixão». Este mês marca a Quaresma, cada comunidade viverá a sua dinâmica própria, este ano no contexto da Missão. A actividade referência propõe, através de cristãos apaixonados, chegar junto da população universitária em geral com estudantes, professores, investigadores, no Porto (cidade e diocese). Na noite de 26 de Março serão dados "passos na univerCidade", a noite XP, que "transbordará para Abril e Maio na preparação e celebração (a 2 de Maio) da Bênção das Pastas", com a participação do “Gen Verde” que se prolongará para o dia 3 de Maio, com o seu espectáculo Rapsódia dos Povos".

O mês de Abril quer-se «Com Vida». As comunidades andarão profundamente envolvidas nas celebrações do Domingo de Ramos e Semana Santa, valorizando as nossas tradicionais devoções quaresmais, em profunda comunhão de caridade e dádiva. Cada paróquia/ Comunidade celebrará o "Anúncio da Ressurreição" como oportunidade de Nova Evangelização. Com mil compassos pascais levarão a sítios próximos e além deles o jubiloso anúncio da Ressurreição.

Em Maio, valoriza-se o testemunho de «Maria». Quer-se "renovar e purificar a devoção Mariana". As Comunidades encontrarão lugares e tempos novos para o convite e a reunião para a Oração Mariana. A Imagem da Virgem peregrina de Fátima percorrerá a Diocese e, no dia 31, descerá a Avenida dos Aliados, desvelando a «Luz na Cidade». Na véspera acontecerá, no Palácio de Cristal, o Dia da Família. O mês de Maio aposta também em dar lugar "na Igreja e na sociedade aos pobres dos pobres". Por isso, dia 23, terá lugar no Palácio de Cristal a «Peregrinação dos Frágeis».

Nenhum agente pastoral local, vicarial ou diocesano, foi capaz de adivinhar ou arriscar a programação do dia 14 deste mês. Temos a alegria de ser confirmados na Missão, em plena Missão 2010, pelo Papa Bento XVI, na nossa Cidade do Porto. A temática anunciada para a celebração portuense não podia ser mais ajustada: “A Igreja é Missão”. Com o Papa, a Cidade, a Diocese, o País, a Igreja toda, lançaremos mais alto e mais longe as sementes da Nova Evangelização.

Junho será o mês da «Festa». "A solidariedade, o acolhimento e a caridade são lugares de reconhecimento da Igreja perante sociedade". O solstício de Verão é "tempo de festa, tempo de abertura ao outro" e assim "a festa surge como oportunidade de comunicar, de incluir". A diocese prepara a Festa da Solidariedade e dos Povos, a realizar nos dias 25, 26 e 27 de Junho, no Palácio de Cristal. "Será o grande momento de encontro e de afirmação das respostas sociais da diocese". Pretende-se ainda "favorecer dinâmicas de encontro entre organizações de imigrantes e os grupos paroquiais de caridade com vista ao conhecimento, relacionamento e integração das comunidades". As festas de Stº. António, S. João e S. Pedro darão o mote para cada comunidade, "tirando partido das dinâmicas locais populares, deverá incentivar a participação dos cristãos nessas iniciativas, renovando tradições e realçando a dimensão missionária e evangélica dos santos populares".

«Verão» é a marca dos meses de Julho e Agosto. No contexto de um tempo diferente, para muitos, de férias de Verão, as nossas comunidades, do litoral ao interior, da praia ao campo, são visitadas pelos que retornam ou pelos que as visitam pela primeira vez. Veremos e verão que dinâmicas acolherão uns e outros na multiplicidade das ofertas e das singularidades de cada localidade.

«Entra» Setembro com a "«rentrée» escolar". A escola será lugar "não apenas um espaço geográfico ou geométrico, mas como um "lugar" a ocupar, uma missão a cumprir". Dia 9 terá lugar a celebração do Envio dos professores de EMRC na Sé do Porto, Entre os dias 1 e 15 terá lugar a festa de acolhimento, com professores e alunos de EMRC, em todas as Escolas da Diocese. A dinâmica paroquial vai realizar a recepção aos professores e será apresentado o documento «A escola em Portugal». Será também realizado o rito do envio, competindo a cada direcção da escola da área paroquia convidar "os professores, os representantes da associação de pais e alunos para a celebração".

Em Outubro vive-se a «Missão», com a realização, a 23 e 24, do Congresso missionário que será já um reviver do caminho feito dos meses passados em Missão.

Novembro vai viver a «Esperança» e convidar as "comunidades cristãs e os fiéis a reflectirem sobre o sentido do viver e do morrer, sobre o tempo e a eternidade, sob o signo da Esperança". A diocese vai organizar um ciclo de conferências «Eis o Homem» com propostas de reflexão sobre "a Arte (de viver e morrer), a Eternidade e a Esperança".

Dezembro termina o ano sob o signo da «Luz» com o objectivo de revelar Jesus, como sinal luminoso do Deus que liberta e de "dar continuidade com ardor renovado”, ao projecto da Missão 2010 ".

Serão celebradas as Bodas de Ouro e Prata dos Catequistas, na Sé do Porto, no dia 8 de Dezembro. Formar-se-á um cordão de luz desde a Igreja do Santíssimo Sacramento até à Sé e desde a Igreja do Marquês até à Sé (o mesmo acontecerá em cada comunidade), no dia 31 de Dezembro. Ao longo do mês dar-se-á a “ver a Luz” a partir de sinais e símbolos iconográficos.

Nos primeiros dias de 2011 regressaremos ao Grande Auditório da casa Diocesana de Vilar, “Reler para continuar” será o desafio. Realizar-se-á a sessão solene de releitura da Missão. Um diálogo entre as diferentes formas de expressão artística para Dizer o Deus que entrelaça as suas mãos na vida humana.

Pe. Américo Aguiar, Vigário Geral da Diocese do Porto

Dossier | Pe. Américo Aguiar | 2010-01-26 | 12:12:54 | 10573 Caracteres | Diocese do Porto

Alegria no Carnaval

O Carnaval de 2010 vai trazer à Diocese do Porto um momento único de alegria: uma Peregrinação de Confiança através da Terra. De 12 a 16 de Fevereiro, o espírito da Comunidade de Taizé vem até ao Norte de Portugal partilhar com mais de 3000 jovens uma dinâmica singular que há muitos anos une cada vez mais jovens.

O Porto acolherá mais de 3000 jovens em torno das "Fontes da Alegria"

De 13 a 16 de Fevereiro, mais de 3000 jovens reunir-se-ão no Porto para juntos procurarem as Fontes da Alegria, essa alegria que, nas palavras de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, “nada nem ninguém nos poderá tirar”. São já cerca de 40 as paróquias da diocese que se dispõem a acolher este jovens peregrinos. Cerca de 700 famílias que se dispõem a abrir as portas das casas a quem vai chegar, sem saberem bem quem vem mas com a certeza de que quem vier será muito bem acolhido. Aproximadamente 2500 jovens já inscritos, a maioria dos quais portugueses, mas com 18 nacionalidades diferentes já representadas.

O programa deste Encontro centrar-se-á na descoberta dessas mesmas paróquias, durante a manhã, seguido durante a tarde, da possibilidade de conhecer melhor a cidade e de debater temas da actualidade, do quotidiano, em workshops espalhados pelo centro do Porto. Os momentos de oração comum serão às 21h no pavilhão Dragão-Caixa onde, juntamente com os oito Irmãos de Taizé que estarão presentes neste Encontro, se reunirão todos os jovens que participam neste Encontro.

A preparação para o Encontro começou em Julho, com as primeiras equipas das paróquias de acolhimento a divulgarem esta iniciativa às famílias. Agora que se aproxima o mês de Fevereiro, estamos concentrados em divulgar esta iniciativa à cidade, à diocese.

As origens da "Confiança"...

As Peregrinações de Confiança através de cidades europeias começaram há cerca de 30 anos, por iniciativa dos Irmãos de Taizé. Esta comunidade monástica deve o seu nome à pequena aldeia da Borgonha Francesa, onde o seu fundador, o Irmão Roger, chegou em meados do século passado, para uma iniciar uma vida, em comunidade, de oração. Os Irmãos, recusando quaisquer ofertas, escolheram viver do seu trabalho.

Uma experiência que foi crescendo e unindo jovens de todos os cantos do mundo....

Pouco a pouco algumas pessoas, concretamente as mais jovens, foram visitando os Irmãos e assim partilhando a sua experiência de vida. Os Encontros de Jovens, que tipicamente duram uma semana, começaram a saber a pouco. Ir a Taizé era bom, mas poder trazer Taizé consigo, no regresso a casa, era ainda melhor. Os Irmãos aperceberam-se disso mesmo e assim iniciaram uma Peregrinação de Confiança através da Terra. Primeiro no final de cada ano, numa grande cidade Europeia, milhares de jovens juntavam-se para passar o ano de forma diferente, procurando juntos sinais de esperança em seu redor. Depois já não apenas em cidades Europeias mas também da Ásia, da América e de África. O movimento foi crescendo e, em 2010, haverá Peregrinações de Confiança em Manila, em Sarajevo, em Santiago do Chile, em Roterdão e, em Portugal, na cidade do Porto.

Momentos para todos...

De 1 a 12 de Fevereiro, dois Irmãos de Taizé estarão presentes em orações diárias, às 19h, na Igreja das Taipas. E durante o Encontro haverá orações às 14h30, no dia 15 de Fevereiro, em quatro igrejas do centro do Porto: Trindade, S. Bento da Vitória, S, João Novo e S. Lourenço (Grilos). Toda a diocese está convidada a estar presente nestas orações. Os workshops que terão lugar nos dias 14 e 15 de Fevereiro, das 16h às 18h são igualmente abertos todos quantos queiram participar.

Os nossos votos...

Este será, certamente, um Carnaval que vai marcar o espírito da cidade do Porto, espalhar alegria pelos cantos da cidade. Da experiência de hospitalidade proporcionada pelas famílias à descoberta de iniciativas que visam dar um rosto mais humano à sociedade. A comunhão com Deus será celebrada em cada uma das dezenas de orações, numa vivência concreta em Igreja, em espírito de simplicidade, partilha e acolhimento.

Contamos convosco!

Romana Fresco, equipa do Encontro Ibérico de Taizé no Porto

Dossier | Romana Fresco | 2010-01-26 | 12:22:02 | 5121 Caracteres | Diocese do Porto, Taizé

Chegou a minha hora!

Pe. Amaro Gonçalo, Pároco de Nossa Senhora da Hora, Matosinhos

“Missão 2010” é uma expressão já bastante familiar à Paróquia de Nossa Senhora da Hora. Chegado à nova Paróquia, em Setembro de 2008, com a incumbência ainda de secretariar na Diocese o Ano Paulino em 2009, procurei despertar a comunidade, na pregação dominical e nas reuniões com os diversos grupos pastorais, e no seio do Conselho Pastoral, para a necessidade imperiosa de “aprender a missão com São Paulo”.

Quando olhamos para o baixíssimo número e para a muito alta média etária dos chamados “fiéis praticantes” percebemos que a “Missão” é mesmo uma questão de vida ou de morte, para a afirmação desta comunidade cristã, muito generosa no seu estrito âmbito paroquial, mas algo medrosa, na sua pública manifestação de fé. Ou saltamos o muro, que ainda nos separa do mundo, ou atravessamos a estrada, para propor, com alegria, a fé às novas gerações, ou então, morreremos sozinhos, no calor da nossa “fogueira” paroquial.

As paróquias urbanas, de que esta não será excepção, tendem, quanto percebo, a ser um espaço caloroso, para quem nelas se abriga! Mas a tentação de isolamento dos seus fiéis, no seu próprio “aquecimento”, é muito frequente. Para silenciar o evangelho na praça, invocam-se sempre respeitos humanos e enormes desconfianças, em urbanizações, onde falta quase sempre o espírito de vizinhança. Mas o que salta à vista, mesmo entre os mais activos cooperadores paroquiais, é uma fé demasiado acomodada, sem audácia missionária. Aquilo a que chamo o “complexo de betão”, isto é, a tendência a esconder-se no seu próprio canto, no meio desta capital das cooperativas habitacionais, precisa de ser superado, por uma fé, que há-de expandir-se por contágio! Perante a vastidão urbanística e demográfica da cidade, hoje com mais de 33 mil habitantes, o complexo de betão tem de ser vencido, com uma proposta mais pessoal, mais ousada e mais feliz da fé!

E há que fazê-lo, portanto, pessoa a pessoa, casa a casa, coração a coração. Mais do que muitas outras iniciativas, que enchem o olho e preenchem o calendário, neste Ano de missão, aquilo para que temos orientado a nossa comunidade, e em cada um dos seus fiéis leigos, é para a sua missão peculiar e secular, de testemunho cristão mais ousado e fermentado, nos diversos lugares deste mundo. O anúncio da fé não se confunde com propaganda do evangelho, mas com uma vida claramente sinalizada, contagiada e contagiante, pela alegria do encontro com Cristo.

As várias iniciativas, mês a mês, que pensamos, sempre em comunhão com o projecto diocesano 2010, vão todas no sentido de superar o nosso deficit missionário e de abrir aos gentios a porta da fé. Os diversos grupos paroquiais estão envolvidos e empenhados, nas propostas que a Diocese lança em cada mês. Procuramos agarrá-las, uma a uma, concretizando-os no nosso espaço. Preparamos e vivemos o tempo de Natal sob o signo da Estrela da Missão. Cantámos as Janeiras, vencendo o frio da cidade. Entrámos a cantar, no Norte Shopping sem intuitos comerciais. Acolheremos, em grande número, os jovens para o encontro ibérico de Taizé. Andaremos, em via pública, com a nossa via-sacra, sinalizando os lugares da compaixão com a cruz, que serve de fundo à missão 2010. Chamaremos os universitários à reflexão da fé. E por aí adiante, com acções de rua, na visita pascal e no mês de Maio, até sair em marchas de alegria, nas festas populares.

Mas, em tudo isto, vamos, não sem dificuldade, não sem temer nem tremer. Porque, na sua maior parte, qualquer destas acções pastorais, exige ir mais longe, mudar alguns hábitos, superar alguns vícios. Mas, teimosamente, persistiremos em não passar ao lado do vento da Missão 2010.

Estou convicto de que aquilo que mais vale, na Missão 2010, não é qualquer “folclore” encenado, para quem vê ou “TV”. A mais-valia desta proposta diocesana é educar-nos para uma prática pastoral, mais alegre, mais inclusiva e mais aberta, mais interactiva, obrigando-nos a contactos e movimentações, a conversas e implicações, com pessoas e instituições, com quem não estamos habituados a caminhar juntos.

Estamos já no final do primeiro mês. Sacudimos o frio, que sentimos, lá por fora, com a alegria das Janeiras. A grande surpresa é que não andávamos a pedir, para nada, nem para coisa nenhuma. Apenas, a causa do evangelho e por causa dele! E vamos agora, mês a mês, responder ao desafio. O que é preciso, nesta Paróquia de Nossa Senhora da Hora, (como em tantas outras) é dar-se conta do tempo novo e do vinho novo, que já não se aguenta, em antigas práticas e odres velhos. Lembro a todos, que é preciso dizer, lá no seu íntimo: “Chegou a minha Hora”. É a minha vez! Comigo, com os outros, para os outros, “Igreja é Missão”!

Pe. Amaro Gonçalo, Pároco de Nossa Senhora da Hora, Matosinhos

Dossier | Pe. Amaro Gonçalo | 2010-01-26 | 12:00:38 | 6043 Caracteres | Diocese do Porto

Porto aposta forte em ano de Missão

Iniciativa promovida pela Diocese quer levar a Igreja «mais longe», diz D. Manuel Clemente

A Diocese do Porto quer fazer deste ano um momento especial na vida da Igreja local, por força da dinâmica implementada pelo Bispo da Diocese e os seus mais directos colaboradores, através da iniciativa “Missão 2010. Co-responsabilidade para a Nova Evangelização”.

A Missão 2010 é uma dinâmica que quer envolver todos os diocesanos na chamada Nova Evangelização. Cada mês é conduzido por um desafio, que lança o tema para desenvolver ao longo dos dias.

Segundo D. Manuel Clemente, esta iniciativa não procura nada de extraordinário, apenas mostrar à sociedade aquilo que já acontece na Diocese do Porto, lembrando nas suas 477 paróquias e em centenas de associações, movimentos e congregações religiosas, todos os dias.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o Bispo do Porto sublinha que “a Missão 2010 tem um objectivo e um esquema muito simples”.

“Em relação ao objectivo, as comunidades cristãs da diocese do Porto vão um pouco mais longe e mais fundo naquilo que já fazem habitualmente. Essa é a finalidade. Ganha uma dinâmica missionária: que aquilo que fazem, celebram e realizam seja mais projectado. Chegue a mais gente. Não se trata de fazer coisas novas, mas ir mais longe naquilo que se faz”, adiantou.

D. Manuel Clemente assegura que “queremos chegar a Dezembro de 2010 e notarmos que existe uma intencionalidade muito maior de transportar o Evangelho às diversas zonas da nossa sociedade e cultura”.

Evento mundial

O Pe. Américo Aguiar, coordenador-geral da Missão, assinala que o dia 28 de Maio de 2009 foi o “momento alto” da “pré-preparação da Missão 2010”. Nesse dia, D. Manuel Clemente apresentou à comunidade diocesana o esboço da programação proposta.

“Ficou bem claro para todos que o programa apresentado não fechava a capacidade de iniciativa das comunidades. Pelo contrário, as indicações programáticas apresentadas queriam ser catalisadoras das programações locais, sublinha o Vigário Geral da Diocese.

Este responsável explica que “a metodologia da Missão 2010 é a seguinte: cada mês tem uma palavra-chave que pretende, tanto quanto possível, resumir a dinâmica principal do respectivo mês. Os Secretariados Diocesanos apresentam, para cada mês, uma actividade de referência. As palavras-chave e as actividades referência foram salientadas das vivências culturais próprias de cada mês”.

O Pe. Américo Aguiar conduz o leitor por cada mês do ano, apresentando as dinâmicas que se desenham e os principais acontecimentos programados.

As dinâmicas mensais podem ser acompanhadas pelo site oficial da Diocese (www.diocese-porto.pt). Além de uma actividade de referência por cada mês – de que se destaca, naturalmente, a passagem de Bento XVI pelo Porto, a 14 de Maio deste ano – o dinamismo da iniciativa passa pelo que se fará em cada comunidade, num plano mais particular.

“Nenhum agente pastoral local, vicarial ou diocesano, foi capaz de adivinhar ou arriscar a programação do dia 14 deste mês. Temos a alegria de ser confirmados na Missão, em plena Missão 2010, pelo Papa Bento XVI, na nossa Cidade do Porto. A temática anunciada para a celebração portuense não podia ser mais ajustada: «A Igreja é Missão». Com o Papa, a Cidade, a Diocese, o País, a Igreja toda, lançaremos mais alto e mais longe as sementes da Nova Evangelização”, indica o coordenador-geral da Missão.

Iniciativas locais

Canto das Janeiras

A dimensão paroquial é sublinhada pelo Pe. Amaro Gonçalo, Pároco de Nossa Senhora da Hora, Matosinhos: “Sacudimos o frio, que sentimos, lá por fora, com a alegria das Janeiras. A grande surpresa é que não andávamos a pedir, para nada, nem para coisa nenhuma. Apenas, a causa do Evangelho e por causa dele”.

“Vamos agora, mês a mês, responder ao desafio. O que é preciso, nesta Paróquia de Nossa Senhora da Hora, (como em tantas outras) é dar-se conta do tempo novo e do vinho novo, que já não se aguenta, em antigas práticas e odres velhos. Lembro a todos, que é preciso dizer, lá no seu íntimo: «Chegou a minha Hora». É a minha vez! Comigo, com os outros, para os outros, «Igreja é Missão»”, acrescenta.

Neste Dossier do semanário Agência ECCLESIA recorda-se ainda que de 13 de Fevereiro, Sábado, a Terça-feira próximo mês, milhares de jovens de toda a Península Ibérica e de vários outros países vão reunir-se no Porto para celebrar as “Fontes da alegria”, respondendo assim ao apelo da Comunidade de Taizé.

A iniciativa partiu de D. Manuel Clemente, que convidou os irmãos de Taizé a levarem a “Peregrinação de Confiança através da Terra” ao Porto neste ano de missão para a sua Diocese.

“Este será, certamente, um Carnaval que vai marcar o espírito da cidade do Porto, espalhar alegria pelos cantos da cidade, da experiência de hospitalidade proporcionada pelas famílias à descoberta de iniciativas que visam dar um rosto mais humano à sociedade”, indica Romana Fresco, da equipa do Encontro Ibérico.

Vídeo Fotos

 

Criatividade e profundidade na acção da Igreja

D. Manuel Clemente lançou a Diocese do Porto numa Missão especial para 2010, com o objectivo de levar ainda mais além a acção da Igreja

D. Manuel Clemente lançou a Diocese do Porto numa Missão especial para 2010, com o objectivo de levar ainda mais além, na quantidade e na qualidade das propostas e dos destinatários, o anúncio evangélico. Em entrevista à Agência ECCLESIA, precisa quais os objectivos e os modos de acção escolhidos para levar a iniciativa a bom porto.
Agência ECCLESIA (AE) – Em 2010, a diocese do Porto está em Missão. Como será o «Modus operandi» desta iniciativa?
D. Manuel Clemente (MC) – A Missão 2010 tem um objectivo e um esquema muito simples. Em relação ao objectivo, as comunidades cristãs da diocese do Porto vão um pouco mais longe e mais fundo naquilo que já fazem habitualmente. Essa é a finalidade. Ganha uma dinâmica missionária: que aquilo que fazem, celebram e realizam seja mais projectado. Chegue a mais gente. Não se trata de fazer coisas novas, mas ir mais longe naquilo que se faz.

AE – Colocar profundidade e criatividade...
MC – Sim. Por isso, é proposto para cada mês que peguem naquilo que já é muito natural acontecer. Ao longo deste mês de Janeiro é habitual realizarem-se as janeiras nesta diocese. Com a Missão 2010, muitas paróquias onde não se cantavam as janeiras recuperaram-nas e noutras comunidades procurou-se inovar. As janeiras estão na alma do povo da diocese do Porto. Neste contexto poderão ser aproveitadas como realidade evangelizadora.
AE – Todos os meses haverá uma actividade de referência?
MC – Que será organizada por um dos secretariados diocesanos. Estes repartiram os meses entre si. Estas actividades são mais visíveis, mas o que vale é o que tem acontecido desde o dia 1 de Janeiro. Depois de Janeiro temos o Carnaval onde reinará a alegria. Fomos à fonte da alegria que reside muito na oração e no encontro celebrativo. Pretendemos que as comunidades cristãs, ao longo do mês de Fevereiro, desenvolvam mais esse sentido da fonte da alegria. Haverá uma actividade de referência: Taizé no Porto.
AE – Os secretariados estão todos mobilizados para as actividades de referência e o acompanhamento durante os dias do mês?
MC – Todos. Para cada mês há um tema. As comunidades são chamadas a tratar esse tema com aquilo que já fazem ou acrescentando alguma criatividade para chegar a mais gente.
AE – Uma forma de revigoramento do catolicismo.
MC – Felizmente, isso já se nota. As comunidades estão empenhadas e a prepararem-se para esta missão. Quem seguir o site da diocese do Porto (http://www.diocese-porto.pt/) pode ver, diariamente, o que vai surgindo.
AE – Uma «Missão 2010» que deixará marca nos cristãos da diocese.
MC – A ideia é essa. Queremos chegar a Dezembro de 2010 e notarmos que existe uma intencionalidade muito maior de transportar o evangelho às diversas zonas da nossa sociedade e cultura.
AE – A visita de Bento XVI ao Porto (14 de Maio) será integrada na «Missão 2010»?
MC – Sim. Nós sugerimos a Bento XVI que tratasse – no Porto - o tema da dimensão missionária e evangelizadora da Igreja.

Fotos

Entrevistas | Luís Filipe Santos | 2010-01-26 | 11:26:43 | 3834 Caracteres | Diocese do Porto

Recolha e transcrição efectuadas através do Boletim da Agência Ecclesia, de 26-01-2010, recebido por António Fonseca

MISSÃO 2010 – CANTO DAS JANEIRAS

 

De:  Agência Ecclesia, boletim electrónico. 25-1-2010

 

 

 

Canto das Janeiras encheu Pavilhão Rosa Mota

Iniciativa encerra, simbolicamente, primeiro mês da Missão diocesana que marcará o ano de 2010

Milhares de pessoas rumaram este Sábado até ao Palácio de Cristal, no Porto, para encerrar simbolicamente o primeiro mês da “Missão 2010”, iniciativa da Diocese, com o canto das Janeiras. Janeiro decorre sob o tema do “Anúncio”. Os quase 5000 lugares sentados não chegaram para acolher todos, indica o site oficial da Diocese.

Em declarações à RTP, que acompanhou o evento com algumas ligações em directo, D. Manuel Clemente fez questão de sublinhar que se tratam de pessoas que integram as diversas comunidades cristãs do Porto e que “mantinham esta bonita tradição das Janeiras, dedicando o primeiro mês do ano a dizer que Deus está connosco”.

Com esta iniciativa, prosseguiu, “vieram agora ao de cima, no coração da nossa Diocese, à própria cidade do Porto, para que nas ruas e no próprio Pavilhão mostrem, desta maneira exuberante, que é bom cantar, que é bom ter Deus no coração”.

Canto das Janeiras

De vários pontos da Diocese chegaram os cantadores das Janeiras, distribuídos por quatro grupos. No Pavilhão Rosa Mota, com apresentação de Sónia Araújo, a animação do público foi dinamizada pela equipa de realização, com o apoio de Escuteiros de Agrupamentos do Núcleo Cidade do Porto.

D. Manuel Clemente defendeu que é missão dos cristãos anunciar que “não estamos sós, a esperança é sempre possível”.

Num testemunho enviado à Agência ECCLESIA, os responsáveis do Secretariado Paroquial da Juventude de Cucujães falam  numa “tarde de festa” anunciando Cristo “pela tradição mais antiga  popular: o canto das janeiras”.

Vídeo Fotos

www.ecclesia.pt

Recolha e transcrição através do Boletim da Agência Ecclesia, de 25 de Janeiro de 2010

por António Fonseca

25 de Janeiro – Fundação da cidade de S. Paulo em 1554 - Brasil

 

 

De: www.quioseazul.blogspot.com

 

Dia da Fundação da Cidade de São Paulo

Posted: 23 Jan 2010 06:36 PM PST

<div align=center><a href="http://quiosqueazul.blogspot.com/2010/01/cidade-de-sao-paulo.html" title="Dia da Fundação da Cidade de São Paulo | 25 de janeiro" target="_blank"><img style="width:400px;height:314px" src="http://lh5.ggpht.com/__pDtqQ5sKEQ/S1urHGSRDwI/AAAAAAAAAr4/qPQ7t5zMqOc/fundacao_cidade_sp.gif"></a></div>

25 de janeiro | Dia da Fundação da Cidade de São Paulo

"A 25 de janeiro do Ano do Senhor de 1554,

celebramos em paupérrima e estreitíssima casinha a primeira missa,

no dia da conversão do apóstolo são Paulo e, por isso, dedicamos a ele nossa

casa."

Esse relato do padre José de Anchieta, um dos jesuítas fundadores da cidade de São Paulo, revela as origens humildes da cidade que surgiu em torno do Colégio da Companhia de Jesus.
Situada a uma altitude de 860 metros, no planalto de Piratininga, no Sudeste do Brasil, e ocupando uma área de 1.525 km2, a cidade de São Paulo cresceu e se transformou na maior metrópole da América Latina e na terceira maior cidade do mundo, depois de Nova Yorque e de Tóquio.
A cidade começou a crescer em razão da cultura do café e da imigração de europeus e não mais parou. A urbanização foi tomando conta da paisagem, com importantes melhorias para a população. Em 1891, foi aberta a famosa avenida Paulista. Em 1892, o viaduto do Chá passou a ligar o centro velho à cidade nova. Em 1825, foi inaugurado o primeiro jardim público de São Paulo, que é hoje o Jardim da Luz. Em 1901, começaram a chegar os trens à nova estação da São Paulo Railway, a Estação da Luz. Em 1911, São Paulo ganhou o Teatro Municipal.
Hoje, a cidade industrializada e populosa deve seu sucesso aos milhares de imigrantes e aos milhares de migrantes brasileiros que fizeram e fazem dela um sinónimo de desenvolvimento económico.

Recolha e transcrição de um e-mail que me foi remetido por www.quiosqueazul.blogspot.com

António Fonseca

 

26 de JANEIRO de 2010 – SANTOS DO DIA

 

SANTOS DO DIA DE HOJE  - 26 de Janeiro de 2010

Timóteo e Tito, Santos
Janeiro 26   -  Bispos

Timoteo y Tito, Santos

Timóteo e Tito, Santos

Bispos e Discípulos de São Paulo

Martirológio Romano: Memória dos santos Timóteo e Tito, bispos e discípulos do apóstolo são Paulo, que o ajudaram em seu ministério e presidiram às Igrejas de Éfeso e de Creta, respectivamente. Lhes foram dirigidas cartas por seu mestre que contêm sábias advertências para os pastores, com vista da formação dos fieis (s. I).
Etimologia: Timóteo = Aquele que sente amor ou adoração a Deus, é de origem grega.
Tito = Aquele que é protegido e honrado, é de origem latina.

São Paulo nomeou bispos a Timóteo e Tito, seus discípulos e colaboradores.
Os Santos Timóteo e Tito viveram na órbita do grande apóstolo das Gentes, e o novo calendário os coloca depois da festa da “conversão” de São Paulo.
Timóteo á a imagem do discípulo exemplar: obediente, discreto, eficaz, valente. Por estas qualidades Paulo quis que fosse seu companheiro de apostolado, em vez de João Marcos, durante a segunda viagem missionária no ano 50.
Havia nascido em Listra, onde Paulo o encontrou durante a primeira viagem, e foi dos primeiros convertidos ao Evangelho; havia sido educado na religião hebraica pela avó Loida e pela mãe Eunice. Desde seu encontro com Paulo, seguiu seu itinerário apostólico; o acompanha a Filipos e a Tessalónica.
Depois os encontramos juntos em Atenas, em Corinto, em Éfeso e finalmente em Roma durante o primeiro cativeiro de Paulo. Foi um infatigável “viajante enviado” pelo apóstolo das Gentes, e manteve os contactos entre Paulo e as jovens comunidades cristãs fundadas por ele.
A miúdo lhe levava as cartas e lhe dava notícias respeito das mesmas comunidades. Entre  63 e 66, quando recebeu a primeira carta que lhe enviou Paulo, Timóteo era o chefe da Igreja de Éfeso. Desde Roma Paulo lhe escreveu uma segunda carta, convidando-o a visitá-lo antes do inverno. É comovedora a petição do ancião apóstolo ao “filho Timóteo, para que lhe levasse o abrigo que havia deixado em Tróade, pois lhe servia para o frio na cadeia de Roma. Timóteo esteve presente no martírio de Paulo; depois regressou definitivamente à sede de Éfeso, onde, segundo uma antiga tradição, morreu mártir no ano 97. 
O segundo fiel colaborador de Paulo foi São Tito, de origem pagã. Convertido e baptizado pelo próprio apóstolo, que o chama “filho meu”, se encontra em companhia de Paulo em Jerusalém, no ano 49. Fez com ele a terceira viagem missionária e foi Tito que levou a “carta das lágrimas” de Paulo aos fieis de Corinto, entre os quais restabeleceu a harmonia e organizou a colecta para os pobres de Jerusalém.
Depois do cativeiro de Roma, Paulo, de passagem por Creta, deixou aí a Tito com a missão de organizar a primeira comunidade cristã. Aqui recebeu a carta de Paulo. É um documento muito importante, porque nos informa sobre a vida interna da Igreja apostólica. Depois Tito foi a Roma onde seu Mestre, que o mandou provavelmente a evangelizar a Dalmácia, onde ainda hoje está muito difundido seu culto. Uma antiga tradição, historicamente não confirmada, diz que Tito morreu em Creta, de idade muito avançada.

A título informativo, poderão consultar o meu blogue de 28-01-2009 (curiosamente há quase um ano…)– que nessa data se intitulava CONFERÊNCIA VICENTINA DE SÃO PAULO no qual foram publicadas as Cartas de S. Paulo a Timóteo (2) e a Tito (1) – com transcrição através do site de www.ecclesia.pt . António Fonseca

Miguel Kozal, Beato
Janeiro 26    -  Bispo e Mártir

Miguel Kozal, Beato

Miguel Kozal, Beato

Bispo e Mártir

Martirológio Romano: Perto da cidade de Munich, na Alemanha, beato Miguel Kozal, bispo auxiliar de Wloclawek, na Polónia, e mártir, que sob o regime nazi, por defender a fé e a liberdade da Igreja, passou com grande paciência três anos no campo de concentração de Dachau, até consumar seu martírio (1943).
Etimologia: Miguel = Deus é justo, é de origem hebraica. 
O Beato Miguel Kozal é um dos muitos filhos de Polónia, que testemunharam com sua fé forte, sua identidade de católicos, morrendo por milhares nos tristemente célebres campos alemães de concentração e de extermínio. O Papa João Paulo II o beatificou em Varsóvia em 14 de Junho de 1987, durante uma de suas primeiras peregrinações a sua pátria: Polónia.
Michael Kozal nasceu em 25 de Setembro de 1893 num pequeno povo chamado Nowy Folwark, da paróquia de Krotoszyn, na arquidiocese de Poznan na Polónia. Seus pais foram John Kozal e Marianna Placzek.
Cresceu e foi educado numa família numerosa que era pobre mas muito religiosa. Foi un aluno exemplar na escola elementar, demonstrando uma afeição inata para todo aquilo que era sagrado. Em 27 de Abril de 1905 entrou para o ginásio Krotoszyn em que assistiu por nove anos, sendo sempre o primeiro da classe.
Neste período conheceu a organização católica clandestina denominada “Associação Tomás Zen”, a mesma que se opunha à política de “’alemanhização’ ou ‘germanização’” da educação nas escolas e da qual nos últimos anos de estudo chegou a ser seu presidente.
Depois de sua graduação em 1914, Michael Kozal ingressou no seminário Leonium de Poznan, seus estudos foram afectados por causa da Primeira Guerra Mundial, pelo que os terminou em Gniezno, sendo então ordenado como presbítero em 23 de Fevereiro de 1918 em cerimónia realizada na catedral.
Nos anos seguintes ele teve várias saídas pastorais para alguns povos, cujos nomes são muito difíceis de pronunciar e ler para nós, sendo muito reconhecido pelo zelo e dedicação com que efectuava seu labor, enquanto completava seus estudos teológicos com excelentes resultados. 
O Cardeal Edmundo Dalbor arcebispo de Gniezno, em 29 de Setembro de 1922 o nomeou prefeito da escola católica feminina de humanidades de Bydgoszcz, e em 1927 nomeou-o director espiritual do Seminário Maior de Gniezno.
Sua obra sacerdotal e seu guia espiritual, teve tanto êxito que em 25 de Setembro de 1929 foi nomeado reitor do seminário, apesar do facto que entre todos os mestres ele era o único que não tinha um título académico.
Haviam transcorrido quase dez anos, marcados por uma direcção prudente e exemplar aos estudantes, quando em 12 de Junho de 1939 o Papa Pío XII o nomeou bispo auxiliar de Wloclawek com o título de bispo titular de Lappa, foi consagrado na Catedral da cidade em 13 de Agosto de 1939.
Uns dias depois, em 1 de Setembro, as tropas nazis invadiram Polónia e rebentou a Segunda Guerra Mundial, que tantos horrores e devastação trouxe ao mundo inteiro. O Bispo Kozal voltou a ser um ponto de referência e de esperança para as assustadas pessoas de Wloclawek, e pese o insistente convite das autoridades a que se marchasse, ele decidiu permanecer junto aos fregueses e administrar a diocese, dado que em 6 de Setembro Monsenhor Radonski, bispo titular, abandonara a cidade.
Seu serviço pastoral durou apenas 22 meses; os alemães entraram na cidade em 14 de Setembro, e imediatamente iniciaram um sistemático desmantelamento da actividade eclesial, as publicações católicas foram suprimidas, confiscaram-se edifícios que pertenciam a igrejas e instituições religiosas, e prendeu-se muito do clero.
Enfrentando o terror liberado pelos nazis, o bispo Kozal apresentou às autoridades invasoras um vigoroso protesto por abuso contra a Igreja, o que caiu em ouvidos surdos. Isto trouxe como consequência uma ordem para se apresentar perante a Gestapo. Nesta reunião lhe indicaram, entre outras coisas, que suas homilias deviam ser em alemão, e dado que ele não esteve de acordo se ordenou sua prisão.
De facto, em 7 de Novembro de 1939, foi preso junto a outros sacerdotes, e levado à cadeia da cidade onde foi torturado e isolado. Em 16 de Janeiro de 1940, junto a outros sacerdotes e seminaristas do instituto Salesiano, foi transferido a Lad sob prisão domiciliária, onde ele poderá secretamente contactar com a diocese e poderá reorganizar o seminário.
Desde sua janela, ele podia ver passar a multidão de desportistas, mas não tinha ilusões sobre seu destino, inclusive decidiu oferecer sua vida a Deus para a salvação da Igreja e de sua querida Polónia.
Outros clérigos eram deportados a vários campos de concentração, mas Monsenhor Miguel Kozal, junto com sete sacerdotes e um diácono, permanecia todavia em Lad, até que, pese os esforços da Santa Sede por os salvar, em 3 de Abril de 1941, foram levados ao campo de concentração de Inowroclaw, onde o obispo reportou lesões em suas pernas e toda a orelha esquerda, pela tortura infligida pelos nazis.
Em 25 de Abril de 1941, eles foram transferidos ao famoso campo de Dachau em que o bispo Kozal recebeu o número 24544; ali as torturas eram uma constante periódica, especialmente para os sacerdotes católicos, além disso houve uma epidemia de tifo que caiu sobre grande parte dos deportados.
Mons. Kozal foi ferido pela enfermidade em forma severa, 25 de Janeiro de 1943, junto com um primo de seu pai Ceslao Kozal, foi transferido a uma cabana chamada “Revier”, ao dia seguinte foi visitado por um grupo de doutores, seu líder lhe aplicou uma injecção no braço direito e aos poucos minutos Mons. Kozal expirou. O testemunho de sua parente seria crucial, já que este alcançou a ouvir que alguém do grupo de médicos dizia: “Assim será mais fácil o caminho à eternidade”. Se desconhece o veneno que lhe foi injectado, seu corpo foi incinerado no crematório de Dachau em 30 de Janeiro de 1943.
Na catedral de Wloclawek foi colocada em 1954 uma lápida monumental que comemora o martírio de Bispo Miguel Kozal e outros 220 sacerdotes da diocese que morreram em Dachau. O dia da celebração litúrgica do Beato Miguel Kozal é em 26 de Janeiro.


Se alguém tiver alguma informação relevante para a canonização do Beato Miguel, contacte a:
Kuria Diecezjalna
ul. Gdanska 2, 87-800
Wloclawek, POLAND

Paula, Santa
Janeiro 26   -  Padroeira das Viúvas

Paula, Santa

Paula, Santa

Padroeira das Viúvas

Martirológio Romano: Em Belém, de Judeia, morte de santa Paula, viúva, a qual pertencia a uma nobre família senatorial e, renunciando a todo, distribuiu seus bens entre os pobres, retirando-se com sua filha, a beata virgem Eustochio, junto ao presépio do Senhor (404).
Santa Paula nasceu em 5 de Maio de 347. Por parte de sua mãe, tinha parentesco com os Escipiones, com os Gracos e Paulo Emílio. Seu pai pretendia ser descendente de Agamenón. Paula teve um filho, chamado Toxocio como seu marido e quatro filhas: Blesila, Paulina, Eustochio e Rufina.
Paula era muito virtuosa como mulher casada e com seu marido edificaram em Roma com seu exemplo. Sem embargo ela tinha seus defeitos, particularmente o de certo amor à vida mundana, o qual era difícil de evitar por sua alta posição social. Ao princípio Paula não se dava conta desta secreta tendência de seu coração, mas a morte de seu esposo, ocorrida quando ela tinha 33 anos, lhe abriu os olhos. Sua pena foi imoderada até ao momento em que sua amiga Santa Marcela, uma viúva romana que assombrava com suas penitências, a persuadiu de que se entregasse totalmente a Deus. A partir de então, Paula viveu na maior austeridade.
Sua comida era muito simples, e não bebia vinho; dormia no chão, sobre um saco; renunciou por completo às diversões e à vida social; e repartiu entre os pobres tudo aquilo que lhe pertencia e evitou o que pudesse distraí-la de suas boas obras. 
Numa ocasião ofereceu hospitalidade a Santo Epifânio de Salamis e a São Paulino de Antioquia, quando foram a Roma. Eles lhe apresentaram a São Jerónimo, com quem a santa esteve estreitamente associada no serviço de Deus enquanto viveu em Roma, sob o Papa São Dâmaso.
Santa Blesila, a filha mais velha de Santa Paula, morreu subitamente, coisa que fez sofrer muito a piedosa viúva. São Jerónimo, que acabava de voltar de Belém, lhe escreveu uma carta de consolo, em que não deixava de repreendê-la pela pena excessiva que manifestava sem pensar que sua filha havia ido a receber o prémio celestial. Paulina, sua segunda filha, estava casada com São Pamáquio, e morreu sete anos antes que sua mãe. Santa Eustóquio, sua terceira filha, foi sua inseparável companheira. Rufina morreu sendo ainda jovem.
Quanto mais progredia Santa Paula no gosto das coisas divinas, mais insuportável se lhe fazia a tumultuosa vida da cidade. A santa suspirava pelo deserto, e desejava viver numa ermida, sem ter outra coisa em que se ocupar mais que pensar em Deus. Determinou, pois, deixar sua casa, sua família e seus amigos e partir de Roma. Ainda que era a mais amante das mães, as lágrimas de Toxócio e Rufina não lograram desviá-la de seu propósito. Santa Paula embarcou com sua filha Eustóquio, o ano 385; visitou a Santo Epifânio em Chipre, e se reuniu com São Jerónimo e outros peregrinos em Antioquia. Os peregrinos visitaram os Santos Lugares de Palestina e foram ao Egipto a ver os monges e anacoretas do deserto. Um ano mais tarde chegaram a Belém, onde Santa Paula e Santa Eustóquio ficaram sob a direcção de São Jerónimo.
As duas santas viveram numa choça, até que se acabou de construir o mosteiro para homens e os três mosteiros para mulheres. Estes últimos constituíam propriamente uma só casa, já que as três comunidades se reuniam noite e dia na capela para o ofício divino, e aos domingos na Igreja próxima. A alimentação era escassa e má, os jejuns frequentes e severos.
Todas as religiosas exerciam algum ofício e teciam vestidos para si e para os demais. Todos vestiam um hábito idêntico. Nenhum homem podia entrar no recinto dos mosteiros. Paula governava com grande caridade e discrição. Era a primeira a cumprir as regras, e participava, como Eustóquio, nos trabalhos da casa. Se alguma religiosa se mostrava loquaz ou airada, sua penitência consistia em isolar-se da comunidade, colocar-se em última nas filas, orar fora das portas e comer aparte, durante algum tempo. Paula queria que o amor à pobreza se manifestasse também nos edifícios e igrejas, que eram construções baixas e sem nenhum adorno caro. Segundo a santa, era preferível repartir o dinheiro entre os pobres, membros vivos de Cristo.
Paládio afirma que Santa Paula se ocupava em atender a São Jerónimo, e foi a este de grande utilidade em seus trabalhos bíblicos, pois seu pai lhe havia ensinado o grego e na Palestina havia aprendido suficiente hebreu para cantar os salmos na língua original. Ademais, São Jerónimo a havia iniciado nas questões exegéticas o bastante para que Paula pudesse seguir com interesse sua desagradável discussão com o bispo João de Jerusalém sobre o origenismo. Os últimos anos da santa se viram ensombrados por esta disputa e pelas preocupações económicas que sua generosidade havia produzido. Toxócio, o filho de Santa Paula, se casou com Leta, a filha de um sacerdote pagão, que era cristã. Ambos foram fieis imitadores da vida de sua mãe e enviaram a sua filha Paula a educar-se em Jerusalém ao cuidado de sua avó. Paula, a jovem, sucedeu a Santa Paula no governo dos mosteiros. São Jerónimo enviou a Leta alguns conselhos para a educação de sua filha, que todos os pais deveriam ler. Deus chamou a si a Santa Paula aos 56 anos de idade. Durante sua última enfermidade, a santa repetia incansavelmente os versos dos salmos que expressavam o desejo de alma de ver a Jerusalém celestial e de unir-se com Deus.
Quando perdeu a fala, Santa Paula fazia o sinal da cruz sobre seus lábios. Morreu na paz do senhor, em 26 de Janeiro do ano 404.
Santa Paula, roga por nós.

Albérico, Santo
Janeiro 26   -  Abade

Alberico, Santo

Albérico, Santo

Abade

Martirológio Romano: No mosteiro de Cister, na Borgonha (hoje França), santo Albérico, abade, que, sendo monge em Molesmes, foi um dos primeiros religiosos que fundaram o novo mosteiro e, havendo sido eleito abade, dirigiu o cenóbio sobressaindo por seu zelo em procurar a formação de seus monges, como verdadeiro amante da Regra e dos irmãos (1109).
Os esforços de Santo Albérico por encontrar um instituto religioso que correspondesse a suas aspirações de grande perfeição arrojam uma luz que nos faz tremular, sobre o temperamento de aço dos monges do século XII. Não sabemos nada da meninice de Albérico. Quando ouvimos falar dele por primeira vez, formava parte de um grupo de sete ermitãos que viviam no bosque de Collan, não longe de Chatillon-sur-Seine. Aí habitava certo abade Roberto, homem de boa família e muito reputado por sua virtude. Apesar de que havia fracassado anteriormente no governo de uma comunidade de monges revoltosos, os ermitãos lograram com certa dificuldade que Roberto aceitasse ser seu superior, e em 1075, emigraram para as cercanias de Molesmes, onde construíram um mosteiro. Roberto era o abade e Albérico o prior. Cedo começaram a chover regalos no mosteiro; a comunidade aumentou, mas o fervor decaiu. Durante certa época, um grupo de monges se rebelou contra a disciplina religiosa. Roberto, desalentado, se retirou do mosteiro. Albérico ocupou seu lugar e intentou restabelecer a ordem; mas os monges o feriram e o encerraram finalmente. Albérico e um inglês chamado Esteban Harding, não podendo já suportar tal estado de coisas, abandonaram também o mosteiro. Provavelmente quando o povo se inteirou da rebelião, as esmolas começaram a escassear e então os rebeldes prometeram emenda. Roberto, Albérico e Esteban retornaram ao mosteiro. Mas cedo reapareceram os sintomas da relaxação, e Albérico parece haver lançado a ideia de partir com um grupo dos mais fervorosos a fundar aparte uma comunidade mais observante.
Assim se fez e, em 1098, vinte e um monges se estabeleceram em Cister, um pouco ao sul de Dijon, a uns cem kilómetros de Molesmes. Tais foram os princípios da grande Ordem Cisterciense. Roberto, Albérico e Esteban foram eleitos abade, prior, e sub-prior, respectivamente. Mas pouco depois, São Roberto retornou à comunidade de Molesmes, e Albérico lhe sucedeu no cargo de abade, de maneira que a ele devem atribuir-se com toda probabilidade, algumas das principais características da reforma cisterciense. Se tratava de uma restauração da primitiva observância beneditina, mas com muito mais austeridade. Uma das manifestações externas da mudança foi a adopção do hábito branco, com escapulário negro e capucho, para os monges de coro. Segundo a lenda, esta mudança se deve a um desejo que comunicou a Santíssima Virgem a Santo Albérico numa aparição. Uma modificação mais profunda foi a instituição de uma aula especial de "fratres conversi" ou irmãos leigos, aos que se confiou o trabalho caseiro e, sobretudo, a exploração das granjas distantes do convento. Sem embargo, todos os monges estavam obrigados em alguma forma ao trabalho manual. O coro foi simplificado e abreviado; e se deixou mais tempo para a oração privada.
Albérico não governou durante muito tempo, e provavelmente muitos dos rasgos característicos na organização definitiva de Cister se devem a seu sucessor, Santo Esteban. Foi ele quem nos deixou a notícia mais pessoal sobre Santo Albérico, numa exortação que pronunciou com motivo da morte deste, ocorrida em 26 de Janeiro de 1109: "A todos nos afecta igualmente esta grande perda -disse-, e dificilmente poderei consolar-vos eu, que necessito de consolo tanto como vós. Vós haveis perdido a um pai e a um director de vossas almas; eu não só perdi a um pai e um guia, mas também a um amigo, a um companheiro de armas, a um valente soldado do Senhor, a quem nosso venerável padre Roberto havia educado com ciência e piedade admiráveis, desde os primeiros dias de nosso instituto monástico... Há ficado entre nós o corpo de nosso amado padre como uma forma de sua presença, e ele nos há levado consigo o céu em seu coração... O guerreiro há triunfado, o atleta há recebido o prémio merecido, o vencedor há ganho sua coroa; dono já do triunfo, pede que também a nós nos seja concedida a palma dos vencedores... Não choremos pelo soldado que descansa já; choremos mais por nós que seguimos em frente de batalha, e transformemos em oracões nossas palavras de tristeza, rogando a nosso padre triunfante que não permita que o leão e o feroz inimigo nos derrotem".

Outros Santos e Beatos
Janeiro 26    -  Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

SAN JENOFONTE Y 
SU FAMILIA

Santos Jenofonte e Maria, João e Arcádio, monges


Em Jerusalém, santos Jenofonte e Maria, com seus filhos João e Arcádio, os quais, renunciando à dignidade senatorial e a todas as posses, abraçaram a vida monástica na Cidade Santa com grande devoção (s. VI).

São Teógenes, mártir

Na cidade de Hipona, na Numídia (hoje Argélia), são Teógenes, mártir, acerca do qual santo Agostinho pregou um sermão (c. 257).


SAN AGUSTÍN ERLANDSÖN

Santo Agostinho (Eystein) Erlandsön, bispo

Na cidade de Nidaros (Trondheim), na Noruega, santo Agostinho (Eystein) Erlandsön, bispo, que regeu a Igreja que lhe havia sido encomendada como primeiro bispo, procurando seu crescimento e defendendo-a ante os príncipes (1188).


Beata María de la Dive, mártir


Na região de Anjou, em França, beata María de la Dive, mártir, que, sendo viúva, foi degolada por sua fidelidade à Igreja durante a Revolução Francesa (1794).

BEATA MARÍA DE LA DIVE

 

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português, por António Fonseca