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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

28 de JANEIRO DE 2010 - SANTOS DO DIA

SANTOS DO DIA DE HOJE

QUINTA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2010

Tomás de Aquino, Santo
Janeiro 28   -  Presbítero e Doutor da Igreja

Tomás de Aquino, Santo

Tomás de Aquino, Santo

Presbítero e Doutor da Igreja

Martirológio Romano: Memória de santo Tomás de Aquino, presbítero da Ordem de Pregadores e doutor da Igreja, que, dotado de grande inteligência, com seus discursos e escritos comunicou aos outros uma extraordinária sabedoria. Chamado a participar no Concilio Ecuménico II de Lyon pelo papa beato Gregório X, faleceu durante a viagem no mosteiro de Fossanova, no Lácio, no dia sete de Março, e muitos anos depois,neste dia, seus restos foram trasladados a Toulouse, em França (1274).
Nasceu no ano 1225, da família dos condes de Aquino. Estudou primeiro no mosteiro de Montecassino, logo em Nápoles.
Aos 18 anos, contra a vontade do pai e até perseguido pelos irmãos que queriam sequestrá-lo, ingressou na Ordem de Pregadores, e completou sua formação em Colónia onde teve por Mestre a Santo Alberto Magno, e depois em Paris. Enquanto estudava nesta cidade se converteu de estudante em professor de filosofia e teologia. Depois ensinou em Orvieto, Roma e Nápoles.
Suave e silencioso (em Paris o apodaram "o boi mudo"), gordo, contemplativo e devoto, respeitoso de todos e por todos amado, Tomás era antes de tudo um intelectual. Continuamente dedicado aos estudos até ao ponto de perder facilmente a noção do tempo e do lugar: durante uma travessia por mar, nem sequer se deu conta da terrível borrasca e o forte movimento da nave pelo choque das ondas, tão embebido estava na leitura. Mas não eram leituras estéreis nem fim em si mesmas. Seu lema, "contemplata aliis tradere", ou seja, fazer participantes aos outros do que ele reflectia, se converteu num monte de livros que é algo prodigioso, mas se tendo em conta que morreu aos 48 anos. 
Com efeito, morreu na madrugada de 7 de Março de 1274, no mosteiro cisterciense de Fossanova, enquanto se dirigia ao concílio de Lyon, convocado pelo papa Beato Gregório X. Sua obra mais famosa é a Summa theologiae, de estilo simples e preciso, de uma claridade cristã, com uma capacidade extraordinária de síntese. Quando João XXII o canonizou, em 1323, e alguns objectavam que Tomás não havia realizado grandes prodígios nem em vida nem depois de morto, o Papa contestou com uma famosa frase: "Quantas proposições teológicas escreveu, tantos milagres realizou". 
O primado da inteligência, a chave de toda a obra teológica e filosófica do Doutor Angélico (como se chamou depois do século XV), não era um intelectualismo abstracto, fim em si mesmo. A inteligência estava condicionada pelo amor e condicionava ao amor. "Luz intelectual cheia de amor - amor do verdadeiro pleno de alegria" - cantou Dante, que traduziu em poesia o conceito tomístico de inteligência - bem-aventurança. 
O pensamento de Santo Tomás tem sido durante séculos a base dos estudos filosóficos e teológicos dos seminaristas, e graças a León XIII e a Jacques Maritain voltou a florescer em nosso tempo. E talvez particularmente actuais, mais que as grandes Summae, são precisamente os Opúsculos teológico -pastorais e os Opúsculos espirituais.


Oração de São Tomás de Aquino
Aqui me chego, todo-poderoso e eterno Deus, ao sacramento de vosso unigénito Filho meu Sector Jesus Cristo, como enfermo ao médico da vida, como manchado à fonte de misericórdias, como cego à luz da claridade eterna, como pobre e desvalido ao Senhor dos céus e terra.
Rogo, pois, a vossa infinita bondade e misericórdia, tenhais por bem sarar minha doença, limpar minha sujidade, alumiar minha cegueira, enriquecer minha pobreza e vestir minha nudez, para que assim possa eu receber o Pão dos Anjos, ao Rei dos Reis, ao Senhor dos senhores, com tanta reverência e humildade, com tanta contrição e devoção, com tal fé e tal pureza, e com tal propósito e intenção, que convém para a saúde de minha alma.
Dai-me, Senhor, que receba eu, não só o sacramento do Sacratíssimo Corpo e Sangue, mas também a virtude e graças do sacramento ¡Oh benigníssimo Deus!, concedei-me que albergue eu em meu coração de tal modo o Corpo de vosso unigénito Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, Corpo adorável que tomou da Virgem Maria, que mereça incorporar-me a seu Corpo místico, e contar-me como a um de seus membros.
¡Oh piedosíssimo Pai!, outorgai-me que este unigénito Filho vosso, ao qual desejo agora receber encoberto e debaixo do véu nesta vida, mereça eu vê-lo para sempre, descoberto e sem véu, na outra. O qual com Vós vive e reina em unidade do Espírito Santo, Deus, pelos séculos dos séculos. Ámen.

Consulta também Santo Tomás, Santo e sábio, ou sábio e santo de Jesús Martí Ballester

Julião de Cuenca, São
Janeiro 28   -  Bispo

Julián de Cuenca, San

Julián de Cuenca, San

Bispo de Cuenca

Martirológio Romano: Na cidade de Cuenca, em Castela a Nova, em Espanha, são Julián, bispo. Foi o segundo bispo desta cidade, uma vez recuperada de mãos dos muçulmanos, e, egrégio por seu modo de viver, se distinguiu por repartir entre os pobres os bens da Igreja, trabalhando com suas mãos para obter o sustento diário (c. 1207).
Foi o segundo bispo de Cuenca - desde 1198 a 1208-, depois de D. Juan Yáñez.
Nasceu em meados do século XII.
Em família nobre burguesa, quando Burgos era a cabeça de Castela. Inicia sua educação na escola catedralícia da época, onde se refugia a ciência junto ao clérigo do mosteiro, aplicando-se com esmero às artes liberais.
Em Palencia cursa estudos superiores. Estudioso, sério e formal, impressiona aos professores e se faz notar entre os alunos por sua ciência e piedade.
Terminados seus estudos é nomeado professor de filosofia e teologia quando somente tem 24 anos. Esta situação é um caso excepcional no centro que o bispo Pôncio converteu em Estudo, Alfonso VIII elevou à categoria de Universidade e o papa Urbano VI enriqueceu com todos os privilégios da universidade de Paris. 
Na docência queimará dez anos de sua vida. Ocupa uma habitação funcional que é por sua vez lugar de repouso-estudo-oratório, e ali faz além disso cestos que são parte de sua esmola aos pobres: os dá para que com sua venda se ajudem a viver.
Aos 35 anos se retira a Burgos com a intenção de se preparar ao sacerdócio abandonando a fama, a honra e prestígio que se ganhou com a docência. Vive com o fiel criado Lesmes na margem do Arlanzón em intensa vida de oração, mortificação e estudo até que em 1166 é ordenado sacerdote. Os arredores da capital burguesa são os primeiros beneficiados de seu apostolado.
Mas em pouco tempo decide ampliar o campo de sua pregação. Com um crucifixo, uma estampa da Virgem e uma muda está convertido em missionário terras abaixo até a Córdoba muçulmana ¡Quanto bem fez com sua bem formada cabeça! Está missionando em Toledo quando o arcebispo Dom Martín López o nomeia arcediago da catedral. 
A excursão missionária durou vinte anos. Agora, na nova situação, alterna as tarefas de governo com a pregação, a administração dos sacramentos, e a santa mania de fabricar cestinhas para os pobres, junto à oração e penitência que ama vivamente e a que se dedica de modo especial uma temporada em determinados dias cada ano.
Alfonso VIII o obriga a aceitar a diocese de Cuenca à morte de seu primeiro bispo. Em 1196 é consagrado bispo vencida sua resistência. E começa um novo cargo pastoral na hostil e brava serra, o alto da Alcarria e os lhanos da Mancha onde tem de cuidar do complexo mosaico de muçulmanos, judeus e cristãos que sua diocese encerra.
Se preocupou de modo especial dos sacerdotes que são sua mão larga para levar a Cristo ao povo. A caridade com os pobres, e a atenção aos descarrilados destacam bases que conseguem para Deus uma parcela cristã. Os biógrafos fazem sobressair dois momentos de sua vida de pastor nos que demonstrou virtudes heróicas: a fome e a peste que sofreu o povo e nas que sua generosidade e entrega não teve limite a favor de seus fieis.
Morre em 1208.
Seus atributos são com propriedade episcopais, a mitra e o báculo a que se acrescenta um cesto testemunha de sua caridade. Ordinariamente se oi representa sentado ante sua mesa de trabalho.
Ao longo de sua vida se complementam o intelectual e o pastoral, a teoria se faz prática, o espírito informa a vida, e as palavras não se ficam ocas mas que se juntam com as obras. Foi o homem de Deus que serviu a Igreja estando onde se necessitava e no momento oportuno. Aparte ficam os fastos apócrifos que adornam sua vida com prodígios sobrenaturais desde sua entrada no mundo e existentes só na imaginação de quem teve a sã pretensão de exaltar a figura do santo. São Julián não os necessitava.

José Freinademetz, Santo
Janeiro 28   -  Missionário

José Freinademetz, Santo

José Freinademetz, Santo

Presbítero Missionário

Martirológio Romano: Na cidade de Daijiazhuang, na província de Shandong, ao sul de China, beato José Freinademetz, presbítero da Sociedade do Verbo Divino, que trabalhou incansavelmente na evangelização daquela região (1908).
Giuseppe (José) Freinademetz nasceu em 15 de Abril de 1852 em Oies, uma pequena paragem de cinco casas entre os Alpes Dolomitas do norte de Itália. Baptizado no mesmo dia de seu nascimento, herdou de sua família uma fé simples mas tenaz. 
Já durante seus estudos teológicos no seminário maior diocesano de Bresanone começou a pensar seriamente nas «missões estrangeiras» como uma possibilidade para sua vida. Ordenado sacerdote em 25 de Julho de 1875, foi destinado à comunidade de San Martino di Badia, muito perto de sua casa natal, onde cedo ganhou o coração de seus paisanos. Sem embargo, a inquietação missional não o havia abandonado. Apenas dois anos depois de sua ordenação se pôs em contacto com o P. Arnoldo Janssen, fundador da casa missional que pronto se converteria oficialmente na «Congregação do Verbo Divino».
Com a permissão de seu bispo, José chegou à casa missional de Steyl em Agosto de 1878. Em 2 de Março de 1879 recebeu a cruz missional e partiu para a China junto a outro missionário verbita, o P. Juan Bautista Anzer. Cinco semanas depois desembarcaram em Hong Kong, onde passaram dois anos preparando-se para a missão que lhes foi indicada en Shantung del Sur, uma província com 12 milhões de habitantes e só 158 baptizados.
Foram anos duros, marcados por viagens longas e difíceis, assaltos de bandoleiros e árduo trabalho para formar as primeiras comunidades cristãs. Tão cedo como conseguia pôr em pé uma comunidade, chegava do bispo a ordem de deixar tudo e recomeçar em outro lugar.
José compreendeu rapidamente a importância que tinham os laicos comprometidos para a primeira evangelização, sobretudo como catequistas. A sua formação dedicou muitos esforços e preparou para eles um manual catequístico em chinês. Ao mesmo tempo, junto com Anzer que já havia sido nomeado bispo, se empenhou na preparação, atenção espiritual e formação permanente de sacerdotes chineses e dos outros missionários.
Toda sua vida esteve marcada pelo esforço de se fazer chinês entre os chineses, ao ponto de escrever a seus familiares: «Eu amo a China e os chineses; no meio deles quero morrer, e entre eles ser sepultado».
Em 1898 o trabalho incessante e as muitas privações cobraram seu preço. Enfermo da laringe e com um princípio de tuberculose, por insistência do bispo e dos co-irmãos, passou um tempo no Japão, em espera de recuperar a saúde. Voltou a China algo recuperado, ainda que não curado.
Em fins de 1907, enquanto administrava a diocese em ausência do bispo que havia tido que viajar a Europa, se desatou uma epidemia de tifo. José, como bom pastor, prestou sua assistência incansável, até que ele mesmo contraiu a enfermidade. Voltou imediatamente a Taikia, sede da diocese, onde morreu em 28 de Janeiro de 1908. O sepultaram sob la duodécima estação da Via Crucis e sua tumba se voltou pronto um ponto de referência e peregrinação para os cristãos.
Freinademetz soube descobrir e amar profundamente a grandeza da cultura do povo a que havia sido enviado. Dedicou sua vida a anunciar o Evangelho, mensagem do Amor de à humanidade, e a encarnar esse amor na comunhão de comunidades cristãs chinesas. Animou a essas comunidades a abrir-se em solidariedade com o resto do povo chinês. Entusiasmou a muitos chineses para que fossem missionários de seus paisanos como catequistas, religiosos, religiosas e sacerdotes. Sua vida inteira foi expressão do que foi seu lema: «O idioma que todos entendem é o amor».
Foi beatificado por Paulo VI em 19 de Outubro de 1975 e canonizado por João Paulo II em 5 de Outubro de 2003.
Reproduzido com autorização de Vatican.va

Julião Maunoir, Beato
Janeiro 28   -  Sacerdote Jesuíta

Julián Maunoir, Beato

Julián Maunoir, Beato

Sacerdote Jesuíta

Martirológio Romano: No lugar de Plévin, da Bretanha Menor, em França, beato Julián Maunoir, presbítero da Companhia de Jesus, que se entregou por espaço de quarenta e dois anos às missões populares por todos os lugares e aldeias da província (1683).
Não se pode dizer que os católicos de outras nações ignoram a história religiosa de França no século XVII, mas é indubitável que um dos aspectos menos conhecidos de essa história é o trabalho dos missionários no interior do país.
Todo o mundo está atento às actividades de um monsieur Olier, em Paris, ou de um São Vicente em todo o território francês; mas são muito menos conhecidas as actividades de um São João Eudes na Normandia, de um São Pedro Fourrier em Lorena, de um P. Juan Lejeune no Limousin, ou Languedoc e a Provença, de um São João Francisco de Regis em Velai e Vivarés, e em geral de todas as missões da Bretanha.
Sem embargo, segundo opina Henri Brémond, estas últimas foram as mais frutuosas de todas e, certamente, as mais pitorescas.
Entre os missionários da Bretanha se destacam o beneditino Miguel Le Nobletz e o P. Julián Maunoir.
Julián havia nascido na diocese de Reims em1606 e ingressou na Companhia de Jesus, em 1625.
Sem dúvida que se tem exagerado a impiedade e barbárie dos bretões daquela época e a negligência de seu clero; mas isso não tira fossem extremamente supersticiosos, brutais, turbulentos e ao mesmo tempo, muito abertos à mensagem evangélica. A região que produziu tantos piratas foi também a terra de Armelle Nicolás e dos calvários barrocos e das estátuas da Baja Bretanha. Os místicos abriram o caminho aos missionários. E o P. Bernard, S. J., e Dom Le Nobletz, atraíram a atenção de Julián Maunoir nesse campo e o aconselharam que aprendesse o idioma bretão. O P. Maunoir chegou a dominá-lo em brevíssimo tempo.
Há certas analogias entre a Bretanha católica e as regiões protestantes de Gales e Cornwall. A propósito das missões bretãs, Henri Brémond usa a palavra inglesa "revival" (renovação), e faz menção de Bunyan e do "Pilgrim´s Progress". O historiador anglicano das missões de Cornwall, o defunto canónico Gilbert Doble, titulou sua curta biografia de Julián Maunoir "El John Wesley da Bretanha". É muito instrutiva a comparação entre a biografia do P. Maunoir, escrita por Séjourné, e o "Diário" de John Wesley, assim como a comparação entre este "Diário" e o do beato Julián Maunoir.
Quando o P. Maunoir começou a trabalhar na Bretanha, em 1640, havia só outros dois missionários. A sua morte, ocorrida quarenta e três anos mais tarde, havia mais de mil. Renán haveria de queixar-se, mais tarde, de que seus antepassados haviam sido "jesuitizados" e desnacionalizados pelos missionários procedentes de outras regiões de França. 
A realidade é que houve apenas um punhado de jesuítas, dos que a maioria eram bretões, e um forte contingente do clero bretão que cooperou com os padres da Companhia e se submeteu espontaneamente à rigorosa disciplina que lhes impôs o P. Maunoir. Pelo demais, a técnica do trabalho missional havia sido ideada por um bretão não jesuíta, Miguel Le Nobletz, a quem se tem chamado "el último de los bardos".
La tarea consistía, ante todo, en la instrucción religiosa; "la predicación emocional", capaz de arrastrar a las multitudes en un momento dado, sólo se empleó como instrumento secundario. Los misioneros se ayudaban en su tarea con imágenes en colores, algunas de las cuales se conservan todavía en la biblioteca de Quimper. Se trataba de ilustraciones de la Pasión, del Padre nuestro, de los pecados capitales, etc., bajo las diferentes alegorías del Caballero Errante, de las Seis Ciudades de Refugio, de Los Tres Árboles... Con esto, se despertaba la imaginación popular y las cualidades poéticas del espíritu humano.
Las imágenes, lo vivencial y el sentido del humor de los comentarios hechos por los misioneros es lo que hacía pensar a Henri Brémond en Bunyan. Pero además, había representaciones con cuadros plásticos vivientes. De ahí se originaron las famosas procesiones en las que se representaba, por ejemplo, la Pasión del Señor. El P. Maunoir predicaba y los actores encarnaban su palabra, en tanto que "los oyentes sollozaban de emoción". Algunos se quejaron de la emotividad de tales actos, pero los obispos bretones apoyaron al misionero.
Otro de los métodos era el empleo de cantos religiosos, de los cuales algunos eran ya tradicionales y otros habían sido compuestos por el mismo P. Maunoir. Probablemente sólo nos ha quedado uno, tal como él lo escribió, y debe confesarse que en la traducción del bretón al francés, pierde mucho de su gracia original. Lo cierto es que Julián tenía el don de versificar con gran sentimiento y que los cánticos religiosos constituían un factor importante en las misiones bretonas.
Al empleo del idioma local se añadía la devoción a los santos bretones de la antigüedad. La región de Sto. Corentin, en la diócesis de Quimper, fue el campo predilecto del P. Maunoir.
Como la leyenda de los santos celtas está llena de milagros -algunos de ellos conmovedores, otros fantásticos y aun poco edificantes entre los realmente convincentes-, así la evangelización llevada a cabo por Julián, fue apoyada por numerosos milagros y prodigios. El P. Boschet, S. J., que escribió la primera biografía del beato en 1697, había estudiado una narración de sus milagros; su comentario fue el siguiente: "Me parecieron tan extraordinarios que no pude por menos que sospechar que el autor había exagerado la realidad para glorificar al siervo de Dios". Sin embargo, después de haber hecho investigaciones de tenidas, el escepticismo del P. Boschet disminuyó mucho. ¿ Por qué sorprenderse de que la renovación del Cristianismo en Bretaña haya sido confirmada con milagros semejantes a los que acompañaron su introducción en el mundo? ( Desde el punto de vista humano, el P. Maunoir no era especialmente inteligente y tenía cierta tendencia a la credulidad; pero era, a la vez, un verdadero jefe que se hacía obedecer, un organizador de primera talla y un hombre de gran visión. Buena parte del éxito de sus misiones se debe a que las dirigió tanto a los pastores, como a las ovejas. El puntero para comentar las imágenes, se convirtió en el arma distintiva de sus misioneros y en un símbolo del dedo que señalaba el camino.
Durante los Ejercicios Espirituales que precedieron a su ordenación, Julián de Maunoir escribió, acabando de comulgar: "Sentí un celo extraordinario por la salvación de las almas y un gran deseo de trabajar por ellas con todos los medios posibles. La voz del Señor repetía en mi corazón: ´Yo trabajé, lloré, sufrí y morí por ellas´." Estas palabras resumen la vida de Julián. Después de su muerte, ocurrida en Plévin de Cournouaille, el 28 de enero de 1683, los peregrinos acudieron en masa a besar aquellos pies que habían viajado por toda la Bretaña y llevaron hasta sus últimos rincones el mensaje evangélico. Fue beatificado por Pío XII el 20 de mayo de 1951.

María Luísa Montesinos Orduña, Beata
Janeiro 28   -  Virgem e mártir

María Luisa Montesinos Orduña, Beata

María Luísa Montesinos Orduña, Beata

Virgem e Mártir

Martirologio Romano: En la localidad de Picassent, en la provincia de Valencia, en España, beata María Luisa Montesinos Orduña, virgen y mártir, la cual, durante la persecución contra la fe, tuvo parte en la victoria de Cristo por el martirio (1937).
Fiel laica de la arquidiócesis de Valencia, nació el 3 de marzo de 1901 y en tal ciudad fue bautizada dos días después.
Recibió el sacramento de la confirmación el 18 de marzo de 1907, a la pequeña edad de 6 años, en la iglesia de San Andrés apóstol.
Educada en colegio de religiosas, consiguió una buena cultura general.
Su vida se orientó por el servicio del poseer genitor.
Ensambló la Asociación Católica Española y participó ciudadanamente a la celebración eucarística, distinguiéndose por otra parte por su devoción mariana.
Fue una catequista activa, se dedicó a los enfermos y a la caridad hacia los pobres. Tras la explosión de la guerra civil española y de la feroz persecución religiosa que atravesó a España, María Luisa donó la vida para defender su fe a Cristo. Con ella también fueron martirizados: su padre, una hermana, dos hermanos y una tía.
El martirio tuvo lugar el 28 de enero de 1937 en Picassent, en presionados de Valencia.
El Papa Juan Pablo II el 11 de marzo de 2001 elevó al honor y gloria de los altares a 233 víctimas de la misma persecución, entre ellos la Beata María Luisa Montesinos Orduña, que hoy se festeja el aniversario de su martirio.
Para ver màs sobre estos 233 mártires haz "clic" AQUI

Olympia (Olga) Bidá, Beata
Janeiro 28   -  Religiosa e Mártir

Olympia (Olga) Bidá, Beata

Olympia (Olga) Bidá, Beata

Virgem e Mártir

Martirologio Romano: En el campo de concentración de Kharsk, cerca de Tomsk, en la región de Siberia, en Rusia, beata Olimpia (Olga) Bidà, virgen y mártir, de la Congregación de las Hermanas de San José, que durante la persecución antirreligiosa soportó toda clase de pruebas por amor a Cristo (1952).
Olga nació en el año 1903 en la aldea de Tsebliv (región de Aviv).
Monja de la Congregación de las Religiosas de San José, se sabe que realizó su actividad religiosa en la aldea de Zhuzhil.
Después en el 1945, durante la persecución comunista, su actividad apostólica fue el ayudar a las comunidades en la labor pastora ya que varios clérigos fueron llevados a las cárceles por el soviet.
En abril del 1950, Sor Olympia fue también capturada junto con Sor Laurencia mientras asistían al entierro de un fiel difunto.
El 27 de mayo de 1950 fue declarada culpable de la actividad antisoviética y por lo tanto, deportada en Kharsk y Siberia, donde murió por problemas de salud y la falta total de aistencia médica, el 28 de enero de 1952 a la edad de 49 años.
Beatificada el 27 de junio de 2001, junto con 24 mártires ucranianos por el Papa Juan Pablo II en el Hipódromo (Lviv) durante su peregrinaje apostólico a la gloriosa tierra de Ucrania.
Olympia (Olha) Bidá, religiosa ucraniana, que fue beatificada por Juan Pablo II en Leopoli (Lviv) junto con otros 24 mártires del comunismo el 27 de junio de 2001.
Fue beatificada dentro de un grupo integrado por:


Mykolay Charneckyj, Bispo, 2 Abril
Josafat Kocylovskyj, Bispo, 17 Novembro
Symeon Lukac, Bispo, 22 Agosto
Basílio Velyckovskyj, Bispo, 30 Junho
Ivan Slezyuk, Bispo, 2 Dezembro
Mykyta Budka, Bispo, 28 Setembro
Gregório (Hryhorij) Lakota, Bispo, 5 Novembro
Gregório (Hryhorij) Khomysyn, Bispo, 28 Dezembro
Leonid Fedorov, Sacerdote, 7 Março
Mykola Konrad, Sacerdote, 26 Junho
Andrij Iscak, Sacerdote, 26 Junho
Román Lysko, Sacerdote, 14 Outubro
Mykola Cehelskyj, Sacerdote, 25 Maio
Petro Verhun, Sacerdote, 7 Fevereiro
Alejandro (Oleksa) Zaryckyj, Sacerdote, 30 Outubro
Klymentij Septyckyj, Sacerdote, 1 Maio
Severijan Baranyk, Sacerdote, 28 Junho
Jakym Senkivskyj, Sacerdote, 28 Junho
Zynovij Kovalyk, Sacerdote, 30 Junho
Vidal Vladimir (Vitalij Volodymyr) Bajrak, Sacerdote, 16 Maio
Ivan Ziatyk, Sacerdote, 17 Maio
Tarsicia (Olga) Mackiv, Monja, 18 Julho
Olympia (Olha) Bidà, Soror, 28 Janeiro
Laurentia (Leukadia) Harasymiv, Monja, 26 Agosto
Volodymyr Pryjma, Laico, 26 Junho

 
(as datas indicadas correspondem às de seu martírio)

Moisés Tovini, Beato
Janeiro 28   -  Sacerdote

Moisés Tovini, Beato

Moisés Tovini, Beato

Nació en Cividate Camuno (Brescia) el 27 de diciembre de 1877. Su padrino de bautismo fue su tío paterno, el abogado José Tovini (beatificado el 20 de septiembre de 1998), que con su vida evangélica influyó mucho también en las decisiones de Moisés.
Sus padres, Eugenio Tovini y Domenica Malaguzzi, después del nacimiento de Moisés tuvieron otros siete hijos. Una vez terminada la escuela primaria, gracias a la buena posición económica de su familia, Moisés prosiguió los estudios secundarios primero en el instituto Venerable Luzzago de Brescia, luego en el colegio episcopal San Defendente de Romano Lombardo y, por último, en el colegio de Celana de Bérgamo. En aquellos años maduró su vocación.
A los 15 años fue admitido en el colegio del seminario de Brescia. Desde octubre de 1897 hasta octubre de 1898 realizó en dicha ciudad el servicio militar en el cuerpo de infantería. Al final de sus estudios, recibió la ordenación sacerdotal en la catedral de Brescia el 9 de junio de 1900.
Desempeñó su ministerio, durante algunos meses, como capellán en Astrio de Breno. Luego, para completar su formación, fue enviado a Roma, donde consiguió el doctorado en matemáticas, el doctorado en filosofía y la licenciatura en teología. Por aquellos años realizó un intenso apostolado en dos iglesias de la periferia de Roma, frecuentadas por los pobres del Agro Romano: Cervelletta y Riposo.
En 1904 volvió a su diócesis, y fue uno de los primeros tres sacerdotes oblatos de la congregación diocesana de la Sagrada Familia, formada por sacerdotes seculares a disposición del obispo. Allí desempeñó el cargo de superior durante varios años.
El compromiso principal de su vida fue el colegio del seminario. Primero enseñó matemáticas y filosofía, y a partir de 1908, tras conseguir el doctorado en Milán, también apologética y dogmática.
Profesor apreciado, gozaba de la estima del mundo laico por su preparación cultural y científica. En 1914, en el Ateneo de ciencias de Brescia, pronunció una conferencia, que tuvo mucho éxito, sobre los últimos adelantos en cosmología.
En el período de la primera guerra mundial el obispo le encomendó durante casi un año el cuidado pastoral de la parroquia de Provaglio d´Iseo, y luego el de la de Tórbole: en ambas demostró ser un pastor de almas celoso y caritativo.
Además de la enseñanza, se dedicó a la obra catequística diocesana, contribuyendo en gran medida a la formación de los catequistas en las parroquias ciudadanas y a la habilitación de los maestros para la enseñanza de la religión en las escuelas públicas. Fue particularmente valiosa su aportación a la Acción católica, de 1921 a 1926, como consiliario de la junta diocesana. Eran tiempos difíciles para la asociación, que encontró en él un guía sabio y apreciado.
Entre los diversos encargos que don Moisés desempeñó en la curia, figuran: miembro del tribunal eclesiástico, examinador sinodal, censor de libros y canónigo de la catedral.
En 1926 fue nombrado rector del seminario. Fueron años difíciles a causa de algunas incomprensiones con sus colaboradores, que lo consideraban demasiado bueno con los seminaristas; pero su dedicación a la obra educativa de los futuros sacerdotes fue total.
En su primera homilía como rector indicó a los seminaristas el camino de la santidad, siguiendo tres grandes amores: la Eucaristía, la Virgen Inmaculada y el Papa.
Tras una breve enfermedad, sobrellevada con mansedumbre y humildad, murió el 28 de enero de 1930 en la clínica bresciana de los Hermanos de San Juan de Dios. Su cuerpo recibió sepultura en el cementerio de su ciudad natal, pero, al ir aumentando su fama de santidad, fue trasladado a la iglesia parroquial, donde actualmente se custodia y venera.
En 1963 se introdujo su causa de canonización. En abril de 2003 se reconocieron sus virtudes heroicas. El 19 de diciembre de 2005 Benedicto XVI aprobó el decreto referente al milagro en favor de don Giovanni Flocchini, que había sido alumno del nuevo beato.
Fue beatificado el 17 de septiembre de 2006.
Reproducido con autorización de Vatican.va

Outros Santos e Beatos
Janeiro 28   -  Completando el santoral de este dia

São João, abade


En el monasterio de Réome, en el territorio de Langres, en Neustria (hoy Francia), san Juan, presbítero, varón devoto de Dios, que presidió durante tiempo una comunidad monástica según la Regla de san Macario (c. 554).


São Jacobo, eremita

Conmemoración de san Jacobo, eremita en Palestina, que se escondió largo tiempo en una tumba para llevar vida penitente (s. VI).


Santos Ágata Lin Zhao, Jerónimo Lu Tingmei e Lorenzo Wang Bing,

catequistas mártires


En la ciudad de Maokou, en la provincia de Guizhou, en China, santos Agata Lin Zhao, virgen, Jerónimo Lu Tingmei y Lorenzo Wang Bing, mártires, que, siendo catequistas, en tiempo del emperador Wenzongxian fueron denunciados como cristianos y condenados a ser decapitados (1858).

 

 

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RECOLHA, TRANSCRIÇÃO E TRADUÇÃO DE ESPANHOL PARA PORTUGUÊS POR ANTÓNIO FONSECA