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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

16 DE FEVEREIRO DE 2010 - SANTOS DO DIA

 

SANTOS DO DIA DE HOJE 

TERÇA-FEIRA, 16 DE FEVEREIRO DE 2010

Juliana, (ou Eliana) Mártir, Santa
Fevereiro 16   -  Biografia

Juliana, (o Ileana)  Mártir, Santa

Juliana, (ou Eliana) Mártir, Santa

Fevereiro 16

Quando chegou a paz de Constantino, a matrona Sofrónia tomou as relíquias do corpo da mártir Juliana com a intenção de as levar consigo a Roma. Por uma tempestade, teve que desembarcar em Puzoli onde lhe edificou un templo que logo destruíram os lombardos. As relíquias se viram perigar e prudentemente se trasladaram para Nápoles onde repousam e se veneram com grande devoção.
Em Nicomedia tiveram lugar os factos, de mil maneiras narrados e com toda classe de matizes comentados, em torno a esta santa que fez um projecto de sua vida contraposto ao desejado por seu pai. Os narrarei seguidamente adiantando já que foi pela perseguição de Maximiano.
Juliana é filha de uma conhecida família ilustre mas com um pai pagão metido no exercício de Direito - que quando chega o momento chega a converter-se em perseguidor dos cristãos - e uma mãe agnóstica. Ela, pela situação familiar nada favorável para a vivência cristã, fez-se baptizar em segredo. Além disso ocorreu-lhe entregar-se inteiramente a Cristo e não entra o casamento em seus planos de futuro. Este é o marco. 
A dificuldade do caso começa quando Eluzo, que é um senador jovem, quer casar-se com Juliana. A coisa se põe ainda mais interessante porque, conhecendo que Eluzo bebe os ventos por sua filha, já concertou o pai o matrimónio entre o senador e a jovem, comprometendo sua honorabilidade. 
A suposta noiva o recebe amavelmente e com cortesia fazendo gala de sua esmerada educação. Mas, ao chegar o momento culminante dos detalhes matrimoniais, salta sobre o tapete uma condição ao aspirante com a intenção de desligar-se do compromisso. Não o aceitará -lhe diz- enquanto não seja juiz e prefeito da cidade. Claro que isso era como pedir a lua; mas se viu caçada em suas palavras já que em pouco tempo, graças a influências, dinheiro e valia pessoal, Eluzo se há convertido em juiz e prefeito de Nicomedia; além disso, continua insistindo em suas pretensões matrimoniais com Juliana. A donzela mantém a dignidade dando-lhe toda classe de felicitações e parabéns, ao tempo que lhe assegura não poder aceitar o matrimónio até que se dê outra condição imprescindível para cobrir o cisma que os separa: deve fazer-se cristão.
Ante tamanho disparate é o próprio Eluzo quem porá o pai ao corrente do que está passando e da «novidade» que se apresenta. «Se isso é verdade, seremos juiz e fiscal para minha filha». Juliana só sabe contestar a seu padre furioso que anseia ser a primeira dama da cidade, mas que sem ser cristão, tudo o demais o estima em nada.
«Por Apolo e Diana! Antes quero ver-te morta que cristã».
Convertida ao cristianismo, se destacou por seu entusiasmo e ardor na difusão da fé, pelo que foi encarcerada, torturada e finalmente decapitada no ano 305. Seu corpo foi trasladado a Cumas, em Itália, e posteriormente suas relíquias chegaram a Espanha, onde em sua honra os condes de Castela levantaram o célebre mosteiro de Santillana (Santa Ileana), um dos melhores monumentos da Idade Média espanhola
Na conversação tratará a seu pai com respeito e amor de filha, mas... «meu Salvador é Jesus Cristo em quem tenho posta toda minha confiança». Vêm os tormentos esperados quando as razões não são escutadas. Estanho derretido e fogo; além disso, cadeia para lhe dar tempo a pensar e levá-la a uma mudança de atitude. Finalmente, com 18 anos, se lhe corta a cabeça em 16 de Fevereiro de 308.
Alguma vez há pais «que se passam» ao forçar a seus filhos quando têm que eleger estado. Isto tem mais complicações sem razões profundas, como a fé prática, dificulta a compreensão dos motivos que distanciam. ¿Não pensaria o pai de Juliana que sem matrimónio e cristã sua filha seria desgraçada? Talvez com viva fé cristã chegasse a vislumbrar que Jesus Cristo enche mais que o dinheiro, o poder, a dignidade e a fama.

Onésimo Santo
Fevereiro 16   -  Mártir

Onésimo Santo

Onésimo Santo

Mártir
Fevereiro 16

Etimologicamente significa “ajuda, benfeitor”. Vem da língua grega.
Este escravo, morto no ano 90, o nomeia são Paulo brevemente numa de suas cartas. Se sabe que estava ao serviço de Filemón, o líder da cidade de Colossos.
Tinha uma amizade muito íntima com Paulo porque foi um de seus conversos. Gozava de uma boa reputação como pessoa amável, generosa e hospitaleira. 
O pecado de haver roubado a seu dono, o confessou e pediu perdão. Desde então nunca mais deixaria os passos de são Paulo, o apóstolo das gentes.
Voltou de novo a casa de Filemón e o aceitou como a um verdadeiro irmão, já que são Pablo o nomeou de novo na carta aos de Colossos.
Tudo o resto de sua vida é um tanto desconhecido. Sem embargo, autores da solvência e garantia como são Jerónimo, afirmam que Onésimo chegou a ser pregador da Palavra de Deus, e algo mais tarde foi consagrado bispo, possivelmente de Berea na Macedónia, e seu anterior dono foi também consagrado bispo de Colossos.
Outras fontes afirmam que Onésimo pregou em Espanha e aqui sofreu o martírio. 
O que realmente impactou a este santo foi a visita que fez a são Paulo quando estava encarcerado em Roma, nas prisões Mamertinas, no mesmo Foro romano. Hoje em dia se podem ver.
Este encontro lhe deixou com a alma tão cheia, tão feliz e tão impressionada pela atitude de Paulo prisioneiro por Cristo, que foi a origem de sua verdadeira conversão à fé de Cristo para toda sua vida.
Domiciano sentiu vontade de o conhecer, não tanto por ver seus milagres e costumes, mas para acabar com sua vida no ano 90 ou 95.
¡Felicidades a quem leve este nome!
“O agradecimento envelhece rapidamente” (Aristóteles).
Este dia também se festeja a
Santa Juliana Mártir, a São Macário e a Bernardo de Escammaca
Comentários ao P. Felipe Santos:
fsantossdb@hotmail.com

Macário, São
Fevereiro 16   -  Abade

Macario, San

Macário, São

Abade

Martirológio Romano: Comemoração de são Macário o Grande, presbítero e abade do mosteiro de Scete, em Egipto, que, considerando-se morto para o mundo, vivia só para Deus, ensinando-o assim a seus monges (c. 390).
Etimologia: Macário = Aquele que encontrou a felicidade, é de origem grega.
Este santo nasceu no Egipto no ano 300. Passou sua meninice como pastor, e na solidão do campo adquiriu o gosto pela oração e pela meditação e o silêncio.
Uma mulher atrevida lhe inventou a calúnia de que o menino que ia a ter era filho de Macário, el qual, segundo dizia ela, a havia obrigado a pecar. A gente endoidecida arrastou o pobre jovem pelas ruas. Mas ele pediu ao Senhor em sua oração que fizesse saber a todos a verdade, e sucedeu que tal mulher começou a sentir terríveis dores e não podia dar a luz, até que por fim contou a seus vizinhos quem era o verdadeiro papá do menino. Então a gente se convenceu da inocência de Macário e mudou seu antigo ódio por uma grande admiração a sua humildade e a sua paciência.
Para fugir dos perigos do mundo, Macário foi viver no deserto de Egipto, dedicando-se à oração, à meditação e à penitência, e ali esteve 60 anos e foram muitos os que se lhe foram juntando para receber dele a direcção espiritual e aprender os métodos para chegar à santidade. 
O bispo de Egipto ordenou de sacerdote a Macário para que pudesse celebrar-lhes a missa a seus numerosos discípulos. Depois foi necessário ordenar de sacerdotes a quatro de seus alunos para atender as quatro igrejas que se foram construindo ali perto onde ele vivia, para as centenas de cristãos que haviam ido a seguir seu exemplo de oração, penitência e meditação no deserto.
Macário queria cumprir aquela exigência de Jesus: "Se algum quer ser meu discípulo, tem que negar-se a si mesmo", e se dedicou a mortificar suas paixões e seus apetites. Estava convencido de que ninguém será puro e casto se não nega de vez em quando a seus sentidos algo do que estes pedem e desejam. Desejava dominar suas paixões e dirigir rectamente seus sentidos. Sentia a necessidade de vencer suas más inclinações, e notou que o melhor modo para obter isto era a mortificação e a penitência. Como sua carne lutava contra seu espírito, se propôs por meio do espírito dominar as paixões da carne. A quem lhe perguntava porquê tratava tão duramente a seu corpo, lhes respondia: "Ataco o que ataca minha alma". E se a alguns lhe pareciam demasiadas suas mortificações lhe dizia: "Se souberes as recompensas que se conseguem mortificando as paixões do corpo, nunca te pareceriam demasiadas as mortificações que se fazem para conservar a virtude".
Naqueles desertos, com 40 graus de temperatura e um vento espantosamente quente e seco, não tomava água nem nenhuma outra bebida durante o dia. Numa viagem ao vê-lo torturado pela sede, um discípulo lhe levou um vaso de água, mas o santo lhe disse:  "Prefiro acalmar a sede, descansando um pouco debaixo de uma palmeira", e não tomou nada. E a um de seus seguidores disse um dia: "Nestes últimos 20 anos jamais hei dado a meus sentidos tudo o que queriam. Sempre os hei privado de algo do que mais desejavam".
Dominava sua língua e não dizia senão palavras absolutamente necessárias. A seus discípulos lhes recomendava muito que como penitência guardassem o maior silêncio possível. E os aconselhava que na oração não empregassem tantas palavras. Que dissessem a Nosso Senhor: "Deus meu, concede-me as graças que Tu sabes que necessito". E que repetissem aquela oração do salmo: "Deus meu, vem em meu auxilio, Senhor dá-te pressa em socorrer-me".
Admirável era o modo como moderava seu génio e seu carácter, de maneira que a gente ficava muito edificada ao vê-lo sempre alegre, de bom génio e que não se impacientasse por mais que o ofendessem ou o humilhassem.
A um jovem que lhe pedia conselhos de como livrar-se da preocupação do que dirão os demais, o mandou a um cemitério e que dissesse um montão de frases duras aos mortos. Quando voltou lhe perguntou Macário: Que te responderam os mortos? Não me responderam nada, lhe disse o jovem. ¡Então agora vais e diz-lhes toda classe de elogios e louvores! O rapaz foi e fez o que o santo lhe havia mandado, e este voltou a perguntar-lhe: ¿Que te responderam os mortos? ¡Padre, nada me responderam! "Pois olha",  disse o homem de Deus: "Tu tens que ser como os mortos: nem entristecer-te porque te criticam e te insultam, nem orgulhar-te porque te louvam e te felicitam. Porque tu és somente o que és ante Deus, e nada mais nem nada menos".
A um que lhe perguntava que devia fazer para não deixar-se derrotar pelas tentações impuras lhe disse: "Trabalhe mais, coma menos, e não conceda a seus sentidos e a suas paixões o gosto ao prazer imediato. Quem não se mortifica no lícito, tampouco se mortificará no ilícito". O outro praticou estes conselhos e conservou a castidade.
Macário pediu a Deus que lhe dissesse a que grau de santidade havia chegado já, e Nosso Senhor lhe disse que todavia não havia chegado a ser como a de duas senhoras casadas que viviam na cidade mais próxima. O santo foi visitá-las e a perguntar-lhes que meios empregavam para santificar-se, e elas lhe disseram que os métodos que empregavam eram os seguintes: dominar a língua, não dizendo palavras inúteis ou danosas. Ser humildes, suportando com paciência as humilhações que recebiam e a pobreza e os ofícios simples que tinham que fazer. Ser sempre amáveis e muito pacientes, especialmente com seus maridos que eram de muito mau génio, e com os filhos rebeldes e os vizinhos ásperos e pouco caritativos. E como meio muito especial lhe disseram que se esmeravam por viver todo o dia em comunicação com Deus, oferecendo-lhe ao Senhor todo o que faziam, sofriam e diziam, tudo para maior glória de Deus e salvação das almas.
Os hereges arianos que negavam que Jesus Cristo é Deus, desterraram a Macário e seus monges a uma ilha onde a gente não cria em Deus. Mas ali o santo se dedicou a pregar e a ensinar a religião, e cedo os pagãos que habitavam naquelas terras se converteram e se fizeram cristãos.
Quando os hereges arianos foram vencidos, Macário pôde voltar a seu mosteiro do deserto. E sentindo que já ia a morrer, pois tinha 90 anos, chamou os monges para despedir-se deles. Ao ver que todos choravam, disse-lhes: "Meus bons Irmãos: choremos, choremos muito,mas choremos por nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro. Essas sim são lágrimas que aproveitam para a salvação".
Jesus disse: "Ditosos os que choram, porque eles serão consolados (Mt. 5). Ditosos os que choram e se afligem por seus próprios pecados. Ditosos os que choram pelas ofensas que os pecadores fazem a Deus. Choremos arrependidos nesta vida, para que não tenhamos que ir a chorar os tormentos eternos". E morreu logo muito santamente. Levava 60 anos rezando, jejuando, fazendo penitência, meditando e ensinando, no deserto.

Oração
São Macário, santo penitente:
consegue-nos de Deus a graça de fazer penitência por nossos pecados nesta vida,
para não ter que ir a pagar nos castigos da eternidade.
Ámen

¡Felicidades a quem tenha este nome! 
O Martirológio Romano na actualidade o recorda em 19 de Janeiro (*).

*) Conforme podem constatar esta biografia foi já publicada neste blogue na referida data.António Fonseca


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Bernardo de Escammaca
Fevereiro 16   -  Religioso

Religioso

Etimologicamente significa “coração de ouro”.Vem da língua alemã.
Não podemos olvidar que, para Deus, todo ser humano é sagrado, consagrado pela inocência ferida de sua infância. Com efeito, muitas vezes, é da ferida da infância de onde sacamos energias para amar, para amar até ao final de nossa existência sobre a terra.
Este jovem siciliano teve uma boa educação por parte de seus pais, ricos e endinheirados.
Mas, ao chegar a sua juventude, gastou mal o tempo em jogos e em festas. 
Num duelo resultou gravemente ferido. Este sucesso o fez assentar a cabeça. Sua longa convalescença lhe permitiu pensar muito.
Uma vez que se pôs bom, saiu de casa e foi direito aos Dominicanos para pedir que o admitissem na Ordem. 
Já como religioso, foi o oposto ao que era antes. Deixou tudo o que o atraía para dedicar-se à oração, à solidão e à contínua penitência.
Sua ferida juvenil se ia curando pouco a pouco. Quando se punha a confessar era extremamente amável com os pecadores.
Este foi seu trabalho fundamental durante sua vida, já que não tinha muitas qualidades para pregar.
Exercia um grande poder sobre os pássaros e os animais, conta uma lenda. Quando saía a passear pelo jardim, os pássaros se punham diante para lhe cantar. Quando viam que havia entrada em êxtases, deixavam de cantar.
Uma vez foi o porteiro à sua habitação para o chamar, e viu um grande resplendor na porta. Olhou e pôde ver um menino celestial que lhe sustentava o livro que lia. Foi correndo ao superior para que visse a maravilha.
Tinha o dom da profecia. O empregava para que a gente mudasse de vida. Depois de sua morte, apareceu ao superior indicando-lhe que seus restos mortais, os levassem à capela do Rosário.
Na sua mudança, curou a um paralítico que tocou em suas relíquias. Nasceu em Catânia e morreu em 1486.
¡Felicidades a quem leve este nome!

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca