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sábado, 20 de fevereiro de 2010

20 DE FEVEREIRO DE 2010 – REZAR NA QUARESMA e SANTOS DO DIA

Caros Amigos:

Em virtude de hoje, 20/2 ter estado muito ocupado em receber vários telefonemas e ler muitos e-mails e SMS que me foram enviados por muitos familiares e amigos a propósito do meu 70º aniversário, só a esta hora (15,30 horas) é que pude publicar os textos sobre as rubricas REZAR NA QUARESMA e SANTOS DO DIA, pelo que solicito a vossa compreensão e já agora agradeço todos os parabéns que me foram enviados. António Fonseca 

20 DE FEVEREIRO

SÁBADO, DEPOIS DAS CINZAS

Lucas 5, 27-32

“Eu não vim chamar os justos mas os pecadores, para que se convertam.”

*************

Deus vem à nossa procura. Ele sabe que moramos na infidelidade, nos gestos incoerentes.

E vem ao nosso encontro com uma palavra que cura, que nos faz desejar de novo uma vida mais plena e mais santa.

Ele chama-nos à “conversão”, a mudar de trajectória.

»»»»»»»»»

Tem piedade de mim, Senhor.

Eu pequei.

Que a tua bondade e proximidade me ajudem a deixar para trás o meu orgulho.

Que a tua amizade me ajude a descobrir caminhos novos.

edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

NOTA:  Ver nota em 17-Fevereiro-2010

António Fonseca  -  www.aarfonseca@hotmail.com

SANTOS DO DIA DE HOJE

SÁBADO, 20 DE FEVEREIRO DE 2010

 

Eleutério de Tournai, Santo
Fevereiro 20   -  Bispo, Fevereiro 20

Eleuterio de Tournai,  Santo

Eleutério de Tournai, Santo

Bispo

Martirológio Romano: Em Tournai, na Gália Bélgica, santo Eleutério, bispo (c. 530).
Etimologicamente: Eleutério = Aquele que se comporta com generosidade e liberdade, é de origem grega.
Este nome, raro em nossos dias, era muito comum nos primeiros séculos do cristianismo, e o levam catorze santos, entre os quais um Papa que governou a Igreja do ano 175 a 189 e que parece morreu mártir.
Hoje o Martirológio Romano recorda a dois bispos com o mesmo nome: Santo Eleutério de Constantinopla, que governou a Igreja bizantina em começos do século II ou em fins do século V. A data é muito imprecisa. O outro é Santo Eleutério, bispo de Tournai (Bélgica), onde se lhe tem muita devoção.
Este santo, muito popular no norte de Europa, viveu num período sumamente difícil na história de França: provavelmente nasceu no ano 456, e morreu em 531. 
É a época em que a Gália, já meta de várias migrações bárbaras, como a dos Burgundes e a dos Visigodos – convertidos mal ao cristianismo, pois passaram da idolatria à heresia ariana – se converteu em terra de conquista dos Francos do rei Clodoveo. À conversão destes contribuíram a esposa cristã, Clotilde, venerada como santa, o bispo de Reims, São Remigio, e Santo Eleutério, eleito bispo de Tournai em 484, quando Clodoveo havia feito desta cidade a capital de seu reino, antes de empreender a conquista da região parisiense.
Ainda que não tenhamos nenhum documento historicamente seguro sobre a actividade deste santo bispo e sobre sua obra missionária, uma biografia atribuída a São Medardo, coetâneo e até companheiro de jogos na infância, conta muitas curiosidades da vida de Santo Eleutério e sobre seus contactos com o rei pagão Clodoveo. O próprio Medardo lhe predisse que um dia chegaria a ser bispo,mas essa profecia equivalia a um augúrio de vida difícil, incluindo o martírio.
Os povos bárbaros, que das regiões orientais se iam trasladando para as verdes colinas de França, não conheciam outra autoridade senão a de seu rei. Ao bispo de Tournai lhe correspondeu a tarefa de semear a palavra de Deus entre um povo rude e idólatra, os Francos, que em 506 receberam em massa o baptismo, seguindo o exemplo de seu rei, depois da vitória contra os Alemães de Tolbiac. Mas a honra desta abundante messe corresponderá a São Remigio. Na catedral de Tournai, meta de numerosas peregrinações, repousam os restos de Santo Eleutério, o humilde e infatigável obreiro do Evangelho, que teve como campo de trabalho a nova fronteira do cristianismo, representada pelos povos bárbaros.
¡Felicidades a quem leve este nome!.

Eusquério de Orleans, Santo
Fevereiro 20   -  Bispo

Eusquerio de Orleans, Santo

Eusquério de Orleans, Santo

Bispo

Martirológio Romano: No cenóbio de santo Trudón, em Brabante, de Austrásia, trânsito de santo Eusquério, bispo de Orleans, que, desterrado por Carlos Martel por razão das calúnias de alguns invejosos, encontrou piedoso refúgio entre aqueles monges (c. 738).
Etimologicamente: Eusquério = significa “de boa mano”. Vem da língua alemã.
Natural de França e nascido de família nobre em redor do ano 690, em Orleães.
Diz a lenda que sua mãe era piedosíssima e que pouco antes de ter ao filho teve um sonho angelical. Sim, uma criatura celeste lhe anunciava que ia a ser mãe de um futuro bispo muito santo. 
O caso é que nasceu como todos os meninos e com a acção de graças dos pais, como é normal. De menino se inicia no conhecimento das letras e quando jovem lhe entusiasmam os conhecimentos próprios do saber da época; Entra nas artes e nas ciências; Gosta de filosofia e prefere antes de tudo a teologia. No calor da devoção sincera com a Virgem começam a assinalar-se rasgos de profundidade na virtude.
Quando Leodoberdo é bispo abraça o estado clerical. Logo se faz monge no mosteiro de Jumièges, na margem do Sena, perto de Ruão; ao que parece é um dos lugares santos de mais estrita observância. À oração e a penitência própria do mosteiro acresce o estudo dos sagrados cânones e dos santos Padres. Recebe a Ordem Sacerdotal e embrenha na Eucaristia com lágrimas nos olhos.
Morto Severo, bispo de Orleães, é proposto para bispo da sede vacante. Tem que ser Carlos Martel, o rei merovíngio filho bastardo de Pipino de Heristal, quem quase o obrigue a aceitar, uma vez vencida a resistência pessoal a abandonar o silêncio do claustro e a companhia de seus irmãos monges. Pensava naquele momento que as «dignidades» bem poderiam ser causa de condenação.
Parece que lhe vai bem o oficio de bispo, um tanto estranho para um monge. Desempenha seu ministério com um zelo pouco usual. Contam os cronistas que entra em cheio em cuidar a disciplina eclesiástica já que está convencido de que o bom exemplo é a primeira pregação ao povo. E assim sucedeu. Com um clero bem disposto, chegam cedo os frutos que pode recolher: há reforma nos costumes do povo; se dá uma volta à piedade sincera. Inclusive se trespassam os limites da diocese de Orleães que agradece de modo ostensível o recebimento a seu bispo-padre até nos lugares mais remotos.
Não ia a estar isenta esta santa vida e labor de cruzes que purificam nem da acção dos que padecem o tique da inveja que sempre e em todo lugar foram muitos. Aqui também se levantam os ânimos de Carlos Martel, quando regressa de Aquitânia, volvendo-os en contra de seu protegido de outro tempo porque teve o valor de enfrentar o rei franco defendendo os bens da igreja ao utilizá-los como fundos para suas campanhas guerreiras. Os invejosos souberam aproveitar bem o momento e deitaram lenha ao fogo até levantar uma fogueira de tamanho natural. O resultado foi o desterro do bispo Eusquério que morre em 20 de Fevereiro do ano 743 na abadia de Tron onde passou em humilde e escondida santidade seus últimos seis anos.

Mártires de Tiro, Beatos
Fevereiro 20   -  Mártires

Mártires de Tiro, Beatos

Mártires de Tiro, Beatos


Mártires

Martirológio Romano: Comemoração de cinco santos mártires que pereceram na cidade de Tiro, em tempo do imperador Diocleciano, os quais, açoitados primeiro e logo expostos desnudos às feras, mostraram sua firme e inamovível constância apesar de sua juventude. Um deles, de apenas vinte anos, orava com os braços estendidos em forma de cruz, e todos, finalmente, foram degolados (303).
Eusébio que foi testemunha destes martírios, os narra nos seguintes termos: "Vários cristãos egípcios que se haviam estabelecido na Palestina e outros em Tiro, deram provas de sua paciência e de sua constância na fé. Depois de haver sido golpeados inumeráveis vezes, coisa que suportaram com grande paciência, foram atirados aos leopardos, ursos selvagens, javalis e touros. 
Eu estava presente quando essas bestas, sedentas de sangue humano, fizeram sua aparição na arena; mas, em vez de devorar ou destroçar os mártires, se mantiveram a distância deles, sem lhes tocar, e se voltaram em troca contra os domadores e quantos se achavam perto; só respeitaram aos soldados de Cristo, apesar de que estes obedecendo às ordens recebidas, agitavam os braços para provocar as feras. Algumas vezes, estas se lançaram sobre eles com sua habitual ferocidade, mas voltavam sempre atrás, como movidas por uma força sobrenatural. 
O facto se repetiu várias vezes, com grande admiração dos espectadores. Os verdugos substituíram duas vezes as feras, mas foi em vão. Os mártires permaneciam impassíveis. Entre eles se achava um jovem de menos de vinte anos, que não se movia de seu sitio e conservava uma serenidade absoluta; com os olhos elevados ao céu e os braços em cruz, enquanto que os ursos e os leopardos com as fauces abertas ameaçavam devorá-lo de um momento para o outro; só por um milagre de Deus se explica que não lhe tocassem. Outros mártires se achavam expostos aos ataques de um touro furioso, que já havia ferido e golpeado a vários domadores, e deixando-os meio mortos; mas o touro não atacou os mártires; ainda que parecesse que ia a lançar-se sobre eles: suas patas rasgavam furiosamente o solo e agitava a cornadura em todas direcções, mas sem chegar a investir aos mártires, apesar dos verdugos o incitarem com capas vermelhas. Depois de várias tentativas inúteis com diferentes feras, os santos foram finalmente decapitados e seus corpos atirados ao mar. Outros que se negaram a oferecer sacrifícios aos deuses, morreram à paulada, queimados e também executados em distintas formas."

Os factos sucederam no ano 303.

Jacinta Marto, Beata
Fevereiro 20   -  Vidente de Fátima

Jacinta Marto, Beata

Jacinta Marto, Beata

Vidente de Fátima

Martirológio Romano: Em Aljustrel, perto de Fátima, em Portugal, beata Jacinta Marto, que, sendo ainda menina de tenra idade, aceitou com toda paciência a grave enfermidade que a afectava, demonstrando sempre uma grande devoção à Santíssima Virgem María (1920)
Etimologicamente: Jacinta = Aquela que é bela como a flor do jacinto, é de origem grega.
Em Aljustrel, pequeno povo situado a uns oitocentos metros de Fátima, Portugal, nasceram os pastorinhos que viram a Virgem Maria: Francisco e Jacinta, filhos de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus Marto. Também nasceu ali a mais velha dos videntes, Lucía dos Santos, que morreu em 13 de Fevereiro de 2005.
°Francisco nasceu em dia 11 de Junho, de 1908.
°Jacinta nasceu no dia 11 de Março, de 1910.
Desde muito cedo, Jacinta e Francisco aprenderam a cuidar das más relações, e portanto preferiam a companhia de Lucía, prima deles, que lhes falava de Jesus Cristo. Os três passavam o dia juntos, cuidando das ovelhas, rezando e jogando.
Entre 13 de Maio e  13 de Outubro de 1917, a Jacinta, Francisco y Lucía, lhes foi concedido o privilégio de ver a Virgem Maria na Cova de Iria. A partir desta experiência sobrenatural, os três se viram cada vez mais inflamados pelo amor de Deus e das almas, que chegaram a ter uma só aspiração: rezar e sofrer de acordo com o pedido da Virgem Maria. Se foi extraordinária a medida da benevolência divina para com eles, extraordinário foi também a maneira como eles quiseram corresponder à graça divina. 
Os meninos não se limitaram unicamente a ser mensageiros do anúncio da penitência e da oração, mas dedicaram todas suas forças para ser de suas vidas um anúncio, mais com suas obras que com suas palavras. Durante as aparições, suportaram com espírito inalterável e com admirável fortaleza as calúnias, as más interpretações, as injúrias, as perseguições e até alguns dias de prisão. Durante aquele momento tão angustioso em que foi ameaçado de morte pelas autoridades de governo (*) se não declarassem falsas as aparições, Francisco manteve-se firme para não atraiçoar a  Virgem, infundindo este valor a sua prima e a sua irmã. Quantas vezes os ameaçavam com a morte eles respondiam: "Se nos matam não importa; vamos para o céu." Por seu lado, quando a Jacinta a levavam supostamente para a matar, com espírito de mártir, indicou a seus companheiros, "Não se preocupem, não lhes direi nada; prefiro morrer antes que isso."


Beato Francisco (6-11-1908 / 4-4-1919)
Francisco era de carácter dócil e condescendente. Gostava de passar o tempo ajudando ao necessitado. Todos o reconheciam como um rapaz sincero, justo, obediente e diligente.
As palavras do Anjo na sua terceira aparição: "Consolai a vosso Deus", fizeram profunda impressão na alma do pequeno pastorinho.
Ele desejava consolar a Nosso Senhor e à Virgem, que lhe havia parecido estavam tão tristes. 
Na sua enfermidade, Francisco confiou a sua prima: "¿Nosso Senhor ainda estará triste? Tenho tanta pena de que Ele esteja assim. Lhe ofereço quanto sacrifício eu puder." 
Na véspera de sua morte se confessou e comungou com os mais santos sentimentos. Depois de 5 meses de quase contínuo sofrimento, em 4 de Abril de 1919, primeira sexta-feira, às 10:00 a.m., morreu santamente o consolador de Jesus.


Beata Jacinta: (3-10-1910/ 2-20-1920)
Jacinta era de clara inteligência; ligeira e alegre. Sempre estava correndo, saltando ou bailando. Vivia apaixonada pelo ideal de converter pecadores, a fim de os arrebatar do suplicio do inferno, cuja pavorosa visão tanto a impressionou.
Uma vez exclamou: ¡Que pena tenho dos pecadores! !Se eu pudesse mostrar-lhes o inferno!
Morreu santamente em 20 de Fevereiro, de 1920. Seu corpo repousa junto com o do Beato Francisco, no cruzeiro da Basílica, em Fátima.

Jacinta e Francisco seguiram sua vida normal depois das aparições. Lúcia começou a ir à escola tal como a Virgem lhe havia pedido, e Jacinta e Francisco iam também para a acompanhar. Quando chegavam ao colégio, passavam primeiro pela Igreja para saudar ao Senhor. Mas quando era tempo de começar as aulas, Francisco, conhecendo que não haveria de viver muito na terra, dizia a Lúcia, "Vão vocês para o colégio, eu ficarei aqui com Jesus Escondido. ¿Que proveito me fará aprender a ler se em breve estarei no Céu?" Dito isto, Francisco se ia tão perto como era possível do Tabernáculo.
Quando Lúcia e Jacinta regressavam pela tarde, encontravam a Francisco no mesmo lugar, em profunda oração e adoração.
Das três crianças, Francisco era o contemplativo e foi talvez ele que mais se distinguiu em seu amor reparador a Jesús na Eucaristia. Depois da comunhão recebida de mãos do Anjo, dizia: "Eu sentia que Deus estava em mim mas não sabia como era." Em sua vida se ressalta a verdadeira e apropriada devoção católica aos anjos, aos santos e a Maria Santíssima. Ele ficou assombrado pela beleza e a bondade do anjo e da Mãe de Deus, mas ele não se ficou por aí. Isso l levou a encontrar-se com Jesus. Francisco queria antes de tudo consolar a Deus, tão ofendido pelos pecados da humanidade. Durante as aparições, era isto o que impressionou ao jovem.
Mais que nada Francisco queria oferecer sua vida para aliviar o Senhor que ele havia visto tão triste, tão ofendido. Inclusive, suas ânsias de ir para o céu foram motivadas unicamente pelo desejo de poder melhor consolar a Deus. Com firme propósito de fazer aquilo que agradasse a Deus, evitava qualquer espécie de pecado e com sete anos de idade, começou a aproximar-se, frequentemente ao Sacramento da Penitência.
Uma vez Lúcia lhe perguntou, "Francisco, ¿que preferes mais, consolar ao Senhor ou converter aos pecadores?" E ele respondeu: "Eu prefiro consolar ao Senhor. ¿Não viste que triste estava Nossa Senhora quando nos disse que os homens não devem ofender mais ao Senhor, que está já tão ofendido? A mim me gostaria consolar ao Senhor e depois, converter aos pecadores para que eles não ofendam mais ao Senhor." E seguiu, "Cedo estarei no céu. E quando chegue, vou a consolar muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora."
Através da graça que havia recebido e com a ajuda da Virgem, Jacinta, tão fervorosa em seu amor a Deus e seu desejo das almas, foi consumida por uma sede insaciável de salvar as pobres almas em perigo do inferno. A glória de Deus, a salvação das almas, a importância do Papa e dos sacerdotes, a necessidade e o amor pelos sacramentos - tudo isto era de primeira ordem em sua vida. Ela viveu a mensagem de Fátima para a salvação das almas em redor do mundo, demonstrando um grande espírito missionário.
Jacinta tinha uma devoção muito profunda que a levou a estar muito perto do Coração Imaculado de Maria. Este amor a dirigia sempre e de uma maneira profunda ao Sagrado Coração de Jesus. Jacinta assistia à Santa Missa diariamente e tinha um grande desejo de receber a Jesús na Santa Comunhão em reparação pelos pobres pecadores. Nada a atraía mis que o passar tempo na Presença Real de Jesús Eucarístico. Dizia com frequência, "Quanto amo ele estar aqui, é tanto o que  tenho que dizer a Jesús."
Com um zelo imenso, Jacinta se separava das coisas do mundo para dar toda sua atenção às coisas do céu. Buscava o silêncio e a solidão para se dar à contemplação. "Quanto amo a nosso Senhor," dizia Jacinta a Lúcia, "às vezes sinto que tenho fogo no coração mas que não me queima."
Desde a primeira aparição, as crianças buscavam como multiplicar suas mortificações
Não se cansavam de buscar novas maneiras de oferecer sacrifícios pelos pecadores. Um dia, pouco depois da quarta aparição, enquanto caminhavam, Jacinta encontrou uma corda e propôs-se cingir a corda à cintura como sacrifício. Estando de acordo, cortaram a corda em três pedaços e ataram-se à cintura sobre a carne. Lúcia conta depois que este foi um sacrifício que os fazia sofrer terrivelmente, tanto assim que Jacinta apenas podia conter as lágrimas. Mas se se lhe falava para atirar, respondia em seguida que de nenhuma maneira pois isto servia para a conversão de muitos pecadores. Ao principio levavam a corda de dia e de noite mas numa aparição, a Virgem lhes disse: "Nosso Senhor está muito contente de vossos sacrifícios mas não quer que durmais com a corda. Levai-a somente durante o dia." Eles obedeceram e com maior fervor perseveraram nesta dura penitência, pois sabiam que agradavam a Deus e à Virgem. Francisco e Jacinta levaram a corda até à última enfermidade, durante a qual aparecia manchada em sangue.
Jacinta sentia além disso uma grande necessidade de oferecer sacrifícios pelo Santo Padre. A ela se lhe havia concedido o ver numa visão os sofrimentos tão duros do Sumo Pontífice. Ela conta: "Eu o vi numa casa muito grande, ajoelhado, com o rosto entre as mãos, e chorava. Lá fora havia muita gente; alguns atiravam pedras, outros diziam imprecações e palavrões." Noutra ocasião, enquanto que na cova do monte rezavam a oração do Anjo, Jacinta se levantou precipitadamente e chamou a sua prima: "¡Vê! ¿Não vês muitos caminhos, sendeiros e campos cheios de gente que chora de fome e não têm nada para comer... E ao Santo Padre, numa igreja ao lado do Coração de María, rezando?" Desde estes acontecimentos, as crianças levavam em seus corações ao Santo Padre, e rezavam constantemente por ele. Inclusive, tomaram o costume de oferecer três Ave Marias por ele depois de cada rosário que rezavam (o que ainda se mantém hoje em dia, em todo o lado).. 
A Virgem María não deixava de escutar as ferventes súplicas destas crianças, respondendo-lhes a miúdo de maneira visivelmente. Tanto Francisco como Jacinta foram testemunhas de factos extraordinários: 
Num povo vizinho, a uma família havia caído a desgraça da prisão de um filho por uma denúncia que o à cadeia se não demonstrasse sua inocência. Seus pais, aflitos, mandaram Teresa, a irmã mais velha de Lúcia, para que suplicar às crianças que lhes obtivessem da Virgem a libertariam de seu filho. Lucía, ao ir para a escola, contou a seus primos o sucedido. Disse Francisco, "Vós ides para a escola e eu ficarei aqui com Jesus para lhe pedir esta graça." Na tarde Francisco disse a Lúcia, "Podes dizer a Teresa que faça saber que dentro de poucos dias o rapaz estará em casa." Com efeito, em 13 do mês seguinte, o jovem se encontrava de novo em casa. 
Noutra ocasião, havia uma família cujo filho havia desaparecido como pródigo sem que ninguém tivesse noticia dele. Sua mãe rogou a Jacinta que o recomendasse à Virgem. Alguns dias depois, o jovem regressou a casa, pediu perdão a seus pais e lhes contou sua trágica aventura. Depois de haver gasto quanto havia roubado, havia sido preso e metido na cadeia. Conseguiu evadir-se e fugiu a uns bosques desconhecidos, e, pouco depois, se achou completamente perdido. Não sabendo a que ponto dirigir-se, chorando se ajoelhou e rezou. Viu então a Jacinta que lhe tomou pela mão e o conduziu até um caminho, onde o deixou, indicando-lhe que o seguisse. Desta forma, o jovem pôde chegar até sua casa. Quando depois interrogaram a Jacinta se realmente havia ido a encontrar-se com o jovem, respondeu que não mas que havia rogado muito à Virgem por ele.
Certamente que os prodigiosos acontecimentos dos que estas crianças foram protagonistas fizeram que todo o mundo se voltasse para elas, mas eles se mantinham simples e humildes. Quanto mas buscados eram pela gente, tanto mais procuravam ocultar-se.
Um dia que se dirigiam tranquilamente pela estrada, viram que parava um grande automóvel diante de eles com um grupo de senhoras e senhores, elegantemente vestidos. "Olha,vêm visitar-nos..." começou Francisco. "¿Vamos?" pergunta Jacinta. "Impossível sem que o notem," responde Lucía: "Sigamos andando e vereis como não nos conhecem." Mas os visitantes os param: "¿Sois de Aljustrel?" "Sim, senhores" responde Lúcia. "¿Conheceis aos três pastores aos quais lhes apareceu a Virgem?" "Sim conhecemos" "¿Saberias dizer-nos onde vivem?" "Tomem este caminho e ali abaixo virem para a  esquerda" lhes respondeu Lucía, descrevendo-lhes suas casas. Os visitantes marcharam, dando-lhes as graças e eles contentes, correram a esconder-se.
Certamente, Francisco e Jacinta foram muito dóceis aos preceitos do Senhor e a as palavras da Santíssima Virgem Maria. Progrediram constantemente no caminho da santidade e, em breve tempo, alcançaram uma grande e sólida perfeição cristã. Ao saber pela Virgem María que suas vidas iam a ser breves, passavam os dias em ardente expectativa de entrar no céu. E de facto, sua espera não se prolongou.
Em 23 de Dezembro de 1918, Francisco e Jacinta caíram gravemente enfermos pela terrível epidemia de bronco-pneumonia. Mas apesar de se encontrarem enfermos, não diminuíram em nada o fervor em fazer sacrifícios. 
Até ao final de Fevereiro de 1919, Francisco piorou visivelmente e do leito em que se viu prostrado não voltou a levantar-se. Sofreu com íntima alegria sua enfermidade e suas grandíssimas dores, em sacrifício a Deus. Como Lucía lhe perguntava se sofria. Respondia: "Bastante, mas não me importa. Sofro para consolar a Nosso Senhor e em breve irei para o céu." 
No dia 2 de Abril, seu estado era tal que se acreditou conveniente chamar o pároco. Não havia feito todavia a Primeira Comunhão e temia não poder receber ao Senhor antes de morrer. Havendo-se confessado pela tarde, quis guardar jejum até receber a comunhão. No seguinte dia, recebeu a comunhão com grande lucidez de espírito e piedade, e apenas tinha saído o sacerdote quando perguntou a sua mãe se não podia receber ao Senhor novamente. Depois disto, pediu perdão a todos por qualquer desgosto que lhes houvesse ocasionado. A Lúcia e Jacinta lhes cresceu: "Eu me vou ao Paraíso; mas desde ali pedirei muito a Jesus e à Virgem para que os leve também rapidamente para lá acima." no dia seguinte, em 4 de Abril, com um sorriso angelical, sem agonia, sem um gemido, expirou docemente. Não tinha ainda onze anos.
Jacinta sofreu muito pela morte de seu irmão. Pouco depois disto, como resultado da broncopneumonia, declarou-se-lhe uma pleurisia purulenta, acompanhada por outras complicações. Um dia declara a Lúcia: "A Virgem veio ver-me e me perguntou se queria seguir convertendo pecadores. Respondi que sim e Ela acrescentou que irei cedo para um hospital e que sofrerei muito, mas que o padecerei tudo pela conversão dos pecadores, em reparação das ofensas cometidas contra Seu Coração e por amor de Jesús. Disse que mamã me acompanhará, mas que logo ficarei sozinha." E assim foi.
Por ordem do médico foi levada ao hospital de Vila Nova onde foi submetida a um tratamento por dois meses. Ao regressar a sua casa, voltou como havia partido mas com uma grande chaga no peito que necessitava ser medicada diariamente. Mas, por falta de higiene, lhe sobreveio na chaga uma infecção progressiva que resultou a Jacinta um tormento. Era um martírio contínuo, que sofria sempre sem se queixar. Intentava ocultar todos estes sofrimentos aos olhos de sua mãe para não fazê-la padecer mais. E ainda a consolava dizendo-lhe que estava muito bem.
Durante sua enfermidade confiou a sua prima: "Sofro muito; mas ofereço tudo pela conversão dos pecadores e para desagravar ao Coração Imaculado de Maria"
Em Janeiro de 1920, um doutor especialista  insiste com a mãe de Jacinta para que a levassem ao Hospital de Lisboa, para a atender. Esta partida foi desesperante para Jacinta, sobretudo por ter que se separar de Lucía.
Ao despedir-se de Lucía lhe faz estas recomendações: ´Já falta pouco para ir para o céu. Tu ficas aqui para dizer que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Quando fores dizê-lo, não te escondas. Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Imaculado Coração de Maria. Que as peçam a Ela, que o Coração de Jesús quer que a seu lado se venere o Imaculado Coração de Maria, que peçam a paz ao Imaculado Coração, que Deus confiou a Ela. Se eu pudesse meter no coração de toda a gente a luz que tenho aqui dentro no peito, que me está abraçando e me faz gostar tanto do Coração de Jesús e do Coração de María."
Sua mamã pôde acompanhá-la ao hospital, mas depois de vários dias teve ela que regressar a casa e Jacinta ficou sozinha. Foi admitida no hospital e em 10 de Fevereiro teve lugar a operação. Lhe tiraram duas costelas do lado esquerdo, onde ficou uma chaga larga como uma mão. As dores eram espantosas, sobretudo no momento da cura. Mas a paciência de Jacinta foi a de um mártir. Suas únicas palavras eram para chamar a Virgem e para oferecer suas dores pela conversão dos pecadores.
Três dias antes de morrer disse à enfermeira, "A Santíssima Virgem me apareceu assegurando-me que cedo virá a buscar-me, e desde aquele momento me tirou as dores. Em 20 de ferverão de 1920, pelas seis da tarde ela declarou que se encontrava mal e pediu os últimos Sacramentos. Essa noite fez sua última confissão e rogou que lhe levassem pronto o Viático porque morreria muito cedo. O sacerdote não viu a urgência e prometeu levá-la no dia seguinte. Mas pouco depois, morreu. Tinha dez anos.
Tanto Jacinta como Francisco foram trasladados para o Santuário de Fátima. Os milagres que foram parte de suas vidas, também o foram de sua morte. Quando abriram o sepulcro de Francisco, encontraram que o rosário que lhe haviam colocado sobre seu peito, estava enredado entre os dedos de suas mãos. E a Jacinta, quando 15 anos depois de sua morte, a iam a trasladar para o Santuário, encontraram que seu corpo estava incorrupto.
Em 18 de Abril de 1989, o Santo Padre, João Paulo II, declarou a Francisco e Jacinta Veneráveis.
Em 13 de Maio de 2000, o Santo Padre João Paulo II os declarou beatos na sua visita a Fátima, sendo as primeiras crianças não mártires em ser beatificados. O lema da beatificação:
Para ver mais sobre Jacinta e Francisca visitar Corazones.org.
¡Felicidades a quem leve este nome!

(*) Nota de António FonsecaEste foi um dos benefícios (!) da instauração da Repúblicaa perseguição religiosaque agora em que se passam 100 anos está a ser tão glorificada e festejada por governantes e muitas entidades de nomeada neste triste Portugal

Outros Santos e Beatos
Fevereiro 20   -  Completando o santoral deste dia

São Serapião, monge mártir


Em Alexandria, no Egipto, comemoração de são Serapião, mártir, que, em tempo do imperador Décio, foi vítima de atrozes tormentos e, depois de desconjuntar-lhe todos os membros, foi precipitado desde o alto de sua própria casa (c. 248). ...[ler hagiografia]

São Tiranião, bispo e mártir


Em Antioquia, na Síria, comemoração de são Tiranião, bispo de Tiro e mártir, que, educado na fé cristã desde sua mais tenra idade, alcançou a coroa da glória ao ser destroçado com garfos de ferro, junto com o presbítero Zenóbio (311).

São Leão, bispo


Em Catânia, de Sicília, são Leão, bispo, que se ocupou sobretudo do cuidado dos pobres (c. 787). ...[ler hagiografia]


Beata Júlia Rodzinska, confessora

Em Stutthof, perto de Gdynia (Danzig), na Polónia, beata Júlia Rodzinska, virgem da num campo de concentração, onde, depois de haver contraído uma grave enfermidade, passou à glória (1945).

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca

Caros Amigos:

Em virtude de hoje, 20/2 ter estado muito ocupado em receber vários telefonemas e ler muitos e-mails e SMS que me foram enviados por muitos familiares e amigos a propósito do meu 70º aniversário, só a esta hora (15,30 h) é que pude publicar os textos sobre as rubricas REZAR NA QUARESMA e SANTOS DO DIA, pelo que solicito a vossa compreensão e já agora agradeço todos os parabéns que me foram enviados. António Fonseca