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domingo, 28 de fevereiro de 2010

28 de FEVEREIRO de 2010 - REZAR A QUARESMA e SANTOS DO DIA

28 DE FEVEREIRO

DOMINGO – 2ª SEMANA DA QUARESMA

Lucas 9, 28b-36

“Este é o meu Filho predilecto. Escutai-O.”

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Deus apresenta o seu Filho amado aos discípulos.

E apenas pede que O escutem.

Escutar é a atitude certa diante do mistério de Deus. Estar atentos, disponíveis para uma comunhão de amor.

Jesus de Nazaré, os seus gestos, as suas palavras, são a verdade última sobre Deus.

Escutá-l’O, acolhê-l’O com o coração, permite-nos descobrir quem Deus é.

E quem somos nós também.

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Dá-me, Senhor, a força de escutar sempre a tua voz.

Mesmo quando à minha volta ou dentro de mim há ruído.

E da escuta, eu passarei ao acolhimento da tua voz.

 

edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

NOTA:  Ver nota em 17-Fevereiro-2010

António Fonseca  -  www.aarfonseca@hotmail.com

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SANTOS DO DIA DE HOJE

DOMINGO 28 DE FEVEREIRO DE 2010

Leandro de Sevilha, Santo
Fevereiro 28   -  Bispo

Leandro de Sevilla, Santo

Leandro de Sevilha, Santo

Bispo de Sevilha

¿Que segredo possuía aquela família de Cartagena que soube pôr nos altares a seus três filhos? Porque não há dúvida da influência dos pais na vida de seus filhos tanto para bem como para o mal. Isso não quer dizer que os filhos que hão nascido em boa e cristã família tenham uma apólice de seguro que lhes garanta a fidelidade aos princípios que mamaram nem tampouco que quem conheceu a uns pais medíocres estejam condenados irreparavelmente à desgraça moral. Não. Mas, feitas as separações e sabendo que o uso da liberdade é privado e pessoal, não cabe dúvida -o testemunha a história- da prontidão que deixa nos retornos ao estilo de quem os engendraram e educaram. Neste caso, Leandro teve outros dois irmãos que estão como ele nos altares, Isidoro que lhe sucedeu no arcebispado de Sevilha, e santa Florentina.
Seu nascimento foi em torno a 535. A família emigra a Sevilha e, quando tem a idade, Leandro entra num mosteiro. É nomeado metropolitano de Sevilha. Funda uma escola de artes e ciência que a concebe como instrumento para difundir a doutrina ortodoxa no meio de uma Espanha que está infeccionada de arrianismo, particularmente na corte visigoda. Dois filhos do rei ariano Leovigildo estão formando-se em sua escola, Hermenegildo e Recaredo.
Leovigildo assenta em Toledo a capital do reino visigodo. Seu filho Hermenegildo será seu igual na Bética e residirá em Sevilha; por sua ciência, bondade e zelo Hermenegildo se converte à fé nicena com o exemplo e apoio de sua esposa Igunda. Mas em Toledo há reais ares de grandeza; o rei pensa que o princípio de unidade da Bética, em que seu próprio filho Hermenegildo morrerá mártir.
Leandro há sido obrigado a abandonar sua Igreja e sua pátria. Aproveita o desterro para pedir ajuda o imperador de Bizâncio. Em Constantinopla se encontra com Gregório, que há sido enviado pelo papa Pelágio –que  sucederá logo na Sede romana- com quem trava uma grande amizade; o anima a pôr por escrito os livros Morales -comentário ao livro de Job- que influíram de um modo decisivo na ascética de todo o Medievo. 
Volta a Sevilha seu Arcebispo ao diminuir a tensão do rei Leovigildo e o verá morrer. Leandro, em 589, convoca o III Concilio de Toledo onde Recaredo, que há sucedido a seu pai no trono, abjura dos erros arianos e faz profissão de fé católica logrando-se a unidade do reino visigodo e a paz. Sobrevém como esperada consequência uma renovação na vida religiosa, um ressurgir das letras e uma fresca ganância no terreno das artes. 
A conversão paulatina à fé católica dos arianos visigodos do reino é sincera e a desejada unidade há encontrado o vínculo de coesão na unidade da fé. O que intuiu o rei Leovigildo, mas com sinal contrário; nesta ocasião, triunfou a verdade.
Agora e até sua morte no ano 601, o sábio e santo Arcebispo deixa de ser um homem influente na política do reino. O ocupa a alma a ânsia de fazer o bem. Muita oração, atenção às obrigações pastorais, estudo da Sagrada Escritura, penitência pelos pecados de sua vida, e a carta que escreve a sua irmã Florentina que chega a servir de pauta para a vida monástica feminina até ao ponto de ser chamada «a regra de Santo Alejandro» lhe encheram seu tempo.
Sevilha tem motivos para mostrar orgulho com um santo assim ¿verdade? Há quem afirma que os santos pertencem a todos e possivelmente não lhes falte razão, mas ¿não poderão pertencer a alguns um pouco mais?

• Hilário, Santo
Fevereiro 28   -  XLVI Papa, 28 (29) de Fevereiro

Hilario, Santo

Hilário, Santo

Fevereiro 28 (Fevereiro 29 em anos bissextos)

Hilarus, natural de Sardenha.
Quando só era diácono teve uma intervenção muito especial no concilio de Éfeso actuando como legado do papa são León I o Magno, em 449. Não firma a deposição de são Flaviano, patriarca de Constantinopla. Tão mal se puseram as coisas naquele concilio – o do latrocínio– que chegou a temer as iras dos adversários e fugiu levando a apelação de Flaviano ao papa. (Este texto se descobriu em 1882). Desde Roma escreve à imperatriz Pulquéria dando-lhe informação precisa do ocorrido. Também interveio na questão controvertida entre gregos e latinos sobre a fixação da data comum para celebrar a festa da Páscoa.
Hilário sucedeu ao papa são León na Sede de são Pedro em finais de 461. E e nos sete anos que durou seu pontificado governou a Igreja dedicando-se por inteiro e com firmeza a assentar princípios teóricos e práticos em matéria de disciplina e jurisdição. Era posta em marcha desse funcionamento interno que a Igreja havia de ir tecendo no tempo buscando o bem dos pastores e dos fieis e para a melhor difusão do Evangelho. De modo especial houve de intervir na correcção de abusos por parte de altos eclesiásticos nas Gálias, como é o caso do bispo Hermes, usurpador da sede narbonense, sem mediação do arcebispo Leôncio. Também tomou decisões no caso de Mamerto, em Viena, que consagrava bispos sem conhecimento do metropolita. E para não ser menos, corrigiu igualmente abusos cometidos em Espanha, na província Tarraconense, onde algum bispo abandonou a sua grei e fixou arbitrariamente sua residência em lugar diferente, algum outro interferia em labores pastorais alheios e ademais existiam consagrações ilegais de bispos. O desejo que o papa expressa na carta dirigida a Leôncio é trabalhar "em prol da universal concórdia dos sacerdotes do Senhor, procurarei que ninguém se atreva a buscar seu próprio interesse, mas que todos se esforcem em promover a causa de Cristo".
Nestes assuntos usa uma forma colegial de governar inclinando-se a promover encontros de bispos, mais ou menos numerosos, que o assessoraram sobre as questões difíceis, o ajudaram a mirar cada problema desde distintos ângulos e lhe proporcionaram elementos de juízo suficientes para poder tomar decisões justas com o ministério e com as pessoas.
Em Roma fomentou o culto, edificou capelas na basílica constantiniana de Latrão, construiu um mosteiro dedicado a são Lorenzo e deixou testemunho da devoção agradecida que professou ao Apóstolo e evangelista são João a quem atribuiu sempre a graça de haver sido livre da ira dos homens, aquando o Latrocínio de Éfeso.
Morreu no último dia de Fevereiro do ano 468.
Santo Hilário conhecia bem o homem; esse espírito humano que é prolixo a pactuar com a soberba, a comodidade, o afã de poder e o bem que reportam as riquezas; isso tão comum do que não estão isentos nem os hierarcas de ontem, nem os de hoje. Sua fortaleza de então com disposições claras, suponho que ajudará aos que profetizam, santificam e mandam a estar bem vigilantes em seu esforço pessoal de fidelidade ao Evangelho. Desse modo não há perigo de que o serviço à Igreja que comporta o ministério se perverta convertendo-se em instrumento de lucro pessoal.
Este dia também se festeja a San Román

RomÃO, Santo
Fevereiro 28   -  Abade

Román, Santo

Román, Santo

São escassas as notícias que chegaram até nós deste ilustre ermitão e célebre fundador de Mosteiros, sobretudo de sua juventude e formação intelectual. Parece que apenas tinha estudos mas gozava de uma sabedoria e inteligência nada comuns e que em seu lar familiar havia recebido uma esmerada educação cristã que, apesar das não poucas dificuldades por  que o trem da vida o arrastou, jamais chegou a olvidar.
Sua vida se move naqueles anos tão difíceis quando o Império Romano de Ocidente se desmorona e quando os povos bárbaros vindos do norte de Europa ameaçam avassalar tudo. De facto reina a barbárie e a desolação. O cristianismo que há pouco conheceu os ares da liberdade, ao poder celebrar seus actos fora das catacumbas, encontra agora este inimigo a que tão só interessa o materialismo e a barbárie, pólos opostos à doçura e valores eternos que prega a fé de Jesus Cristo. 
A Divina Providência ia dirigindo os passos de Román e pouco a pouco lhe fazia ver que aquela vida que levava não podia satisfazer nem encher as ânsias de seu coração. Estava dotado de um carácter vivo, fogoso e expansivo. Por outro lado  também o arrastava a solidão e a entrega a Deus no silêncio e na oração. ¿Quem vencerá a batalha? 
É ordenado sacerdote em Besançón pelo ilustre Hilário de Arlés em tempos tão difíceis para a Igreja. Não por cobardia, mas por necessidade interior, renuncia a todas as prebendas que podia oferecer-lhe sua Ordenação sacerdotal e se retira para a solidão para viver a vida eremítica. Ali passa uns anos não tendo outra companhia que as árvores, as plantas e alguns animais. Toda sua jornada a passa entregue à oração, à mortificação e faz também alguns trabalhos manuais.
Pronto se inteiram alguns homens, igual a ele, famintos de vida de maior entrega ao Senhor, e lhe pedem  que os aceite em sua companhia... Assim se vão cimentando naquele género de vida que chamará a atenção por aqueles arredores e que será foco de virtudes cristãs. Román conhecia bem a vida e escritos dos Padres do Deserto de Egipto, a Tebaida, etc... e pensou que, sem abandonar sua Pátria, na mesma Gália, podia ele e os seus organizar o mesmo género de vida que aqueles Padres... Daqui surgiu seu célebre convento de Condat que será depois a semente de outros mais Mosteiros ou uma espécie de lauras aglutinadas em torno ao abade ou padre espiritual de todo o Mosteiro.
Certo dia se juntou aqueles monges próprio irmão de Román, chamado Lupicino, que depois também será inscrito no Catálogo dos Santos. Entre os dois levavam a direcção do Mosteiro. Lupicino era mais fogoso que Román e às vezes era um tanto duro nas penitências que ele se impunha e queria também para os demais. Então aparecia Román, e com sua grande bondade, trazia a paz e descarregava aos monges de penitências exageradas.
Graças ao bem fazer de Román não houve nunca excisões no Mosteiro e todos viviam como verdadeiros irmãos, tendo, como diz o livro dos Actos "um mesmo sentir e sendo tudo comum entre eles".
Román também soube ser duro e intransigente com os príncipes e nobres quando via que os direitos humanos e da Igreja eram pisados por eles. Condat se havia convertido numa das escolas mais famosas de seu tempo e dali saiam fervorosos missionários e trabalhadores para todos os campos na vinha do Senhor. Famosos se fizeram aqueles cenóbios por sua sabedoria, cópia de códices, ensino de idiomas antigos, composição de preciosos tratados de vida espiritual e obra dores de muitos prodígios. Cheio de méritos expirava no ano 460.

 

Daniel Brottier, Beato
Febrero 28 Sacerdote,

Daniel Brottier, Beato

Daniel Brottier, Beato

Nasceu em La Ferté Saint-Cyr (França), seu biógrafo não escreveu dados de sua família e meninice, só se têm dados biográficos a partir de seu ingresso no seminário diocesano e ao ser ordenado sacerdote da Congregação do Espírito Santo.
Para evangelizar em África, se uniu aos missionários da congregação do Espírito Santo. Enviado a Senegal em 1902, seu zelo apostólico se volveu em dar a conhecer a Cristo entre os pagãos.
Durante sete anos de pregação, adoeceu devido às carências e ao clima africano. Regressou a seu país e se dedicou a educar e assistir a crianças e jovens abandonados.
Ao estalar a Primeira  Guerra Mundial se perguntou: "¿Que posso fazer frente a esta barbárie que arrasa com a saúde, a vida e a civilização?", A resposta foi oferecer-se como capelão dos militares.
Durante quatro anos de entrega arriscou a vida. Foi esperança para os soldados e salvação para os moribundos.
As testemunhas de seu trabalho reconheceram seu estoicismo e o fizeram digno da Legião de Honra e a Cruz de Guerra.
Em 1923, depois da contenda se ocupou da direcção da Casa de órfãos Aprendizes de Auteil, com 175 alunos Treze anos depois, antes de sua morte, a população estudantil aumentou para 1400.
Confiou a manutenção da obra à Providência divina e à intercessão de santa Teresa do Menino Jesus, e nunca faltou o necessário na instituição. 
O padre Brottier destacou-se por ser homem de oração e humildade, com dotes de criatividade, iniciativa e capacidade administrativa. Propiciou a construção da Catedral de Dakar (Senegal) e participou na integração da União Nacional de Ex-combatentes, obra de beneficio social.
Dormiu na paz do Senhor, em París, em 28 de Fevereiro de 1936 e os milagres se suscitaram. 
João Paulo II o beatificou em 1984.

 

Timóteo Trojanowski, Beato
Fevereiro 28   -  Mártir,

Timoteo Trojanowski, Beato

Timóteo Trojanowski,  - Beato1908 - 1942

 
Religioso que professou entre os Franciscanos Conventuais em 1930.
Trabalhava no convento de Niepokalanów, na distribuição dos periódicos franciscanos e na enfermaria. 
Preso em 14 de Outubro de 1941, foi deportado para o campo de extermínio de Auschwitz; dele disse uma testemunha: «Frei Timóteo suportava com fortaleza a fome, o frio e o duro trabalho. Não se desalentava, não perdia o ânimo. Consolava e exortava à confiança na protecção divina aos prisioneiros laicos que trabalhavam connosco».
Pelas duríssimas condições da prisão, aos dois meses de permanência no campo contraiu uma pneumonia e morreu em 28 de Fevereiro de 1942.
Para ver mais sobre os 108 mártires Polacos durante a segunda guerra mundial faz "click" AQUI

 

Carlo Gnocchi, Beato
Fevereiro 28   -  Presbítero e Fundador,

Carlo Gnocchi, Beato

Carlo Gnocchi, Beato

Presbítero e Fundador
da Fondazione Pro Juventute (actual Obra Don Gnocchi)

Data de beatificação: 25 de Outubro de 2009 na Praça del Duomo de Milán (Itália). Durante o pontificado de S.S. Bento XVI

Carlo Gnocchi nasceu em São Colombano al Lambro, em Milán, Itália, em 25 de octubre de 1902 foi um sacerdote italiano, criador da "Fondazione Pro Juventute" (actual Obra Don Gnocchi), que ajuda as crianças com incapacidades múltiplas.
Nasceu em São Colombano al Lambro, vila próxima a Milán, em 1902, no seio de uma família rural. Foi ordenado sacerdote em 1924, também foi professor de teologia e religião em colégios, liceus e universidades de sua cidade natal.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi oficial e capelão do Batalhão Alpino (Corpo de Infantaria de Montanha) do Exército Italiano (1941-1945). Naqueles momentos o Padre Gnocchi (ou Don Gnocchi, como é chamado em Itália), concebe a ideia de criar uma fundação que ajude as crianças mutiladas e incapacitadas físicas e psíquicos por causa da guerra. Assim em 1942, nasceu sua obra máxima, a "Fondazione Pro Juventute" (hoje Obra Don Gnocchi). Um ano mais tarde teve uma audiência com o Papa Pío XII, na qual apresentou sua fundação.
Faleceu de um câncer no pâncreas em Milão em 28 de Fevereiro de 1956, com a idade de 54 anos. Seu processo de beatificação começou em 1962, e foi declarado Venerável pelo Papa João Paulo II em 2002.
Sua vida é recordada, actualmente, através de um filme da RAI, intitulado "O anjo das crianças".

 

Dositeo de Palestina, Santo
Fevereiro 29   -  Monge, 29 (28)

Dositeo de Palestina, Santo

Dositeo de Palestina, Santo

Os anos bissextos têm o inconveniente de celebrar um tanto isolada em clara desvantagem com respeito aos demais santos a festa dos que o santoral coloca neste dia. Menos mal que desde a altura da santidade essa situação peculiar, devida às imperfeições humanas que não encontram outra forma para medir o tempo, a mim se me antecipa que pode ser uma mais das oportunidades que no Céu devem ter os bem-aventurados para brincar entre eles aquilo da glória acidental e para exercer sua função de intercessores ao compadecer-se melhor das fraquezas tão comprováveis dos homens. 
É o caso de Dositeo. Conta uma antiquíssima biografia sua que passou os anos de sua juventude alinhado nas filas do exército, pelejam como o primeiro e entusiasta das vitórias como o que mais. Era cristão. Entre guerra e guerra teve a oportunidade de visitar os Santos Lugares; peregrino piedoso, foi rememorando os acontecimentos da Salvação que ali se realizaram; seu amor a Jesus Cristo foi crescendo entre as pedras que agora podia tocar e beijar; em Getsemaní ficou profundamente impressionado ante a visão de um quadro que representava os tormentos do Inferno. Aquilo foi a ocasião para que desse uma volta na sua vida. Decidiu abandonar seus bem estudados planos de futuro e os mudou por se fazer monge em Gaza (Palestina); desde então, intentou pôr em jogo todas suas energias com o fim de lograr a mais perfeita imitação de Jesus Cristo, sob a direcção do abade são Dositeo.
Desprendimento é a palavra-chave desde então.
Compreendeu com claridade que qualquer pessoa, coisa e situação da terra poderia servir-lhe de enredo e estorvo para o anseio do Céu. E com o passar do tempo contam seus biógrafos, conseguiu un desapego completo e perfeito de todas as coisas, manifestado inclusive no desprendimento dos livros para as orações e das ferramentas com que trabalhava na sua horta.
Deviam ter razão, porque ¡tantas vezes se oculta o apegar detrás da razoável escusa de possuir as coisas consideradas imprescindíveis para o exercício da profissão, ou das que são um meio para viver! Desta maneira, se apresenta ao asceta são Dositeo como um imenso mar de amor a Deus, um homem cuja vontade está plena de desejos, de ânsias, de anseios de viver em exclusiva para o Senhor, com a decisão de entrar en sua eterna posse sem o remo ou lastro que possa supor o mais ínfimo carinho às coisas terrenas.
Pensando bem, não é estranho que com essa nudez heróica de afectos ao que a maioria dos mortais apreciam, Dositeo haja dado uma prova mais ao acertar a morrer no dia do ano que só cada quatro chega. Assim, nem sequer está apegado a sua recordação.

 

Gregório de Narek, Santo
Fevereiro 29   -  Arménio, 29 (27)

Gregorio de Narek, Santo

Gregório de Narek, Santo

 

Etimologicamente significa "vigilante". Vem da língua grega.
Não terás muita ideia de quem foi este santo, nascido na Arménia em 944 e morto em Narek, Turquia, em 1010.
Este jovem foi um dos grandes poetas da literatura universal. Suas obras mestras estão por aqui e por ali. Sem embargo, como se conserva "O livro das orações" nos basta para precatarmos de que em seus 20.000 versos há matéria suficiente para apreciar sua qualidade.
Era o filho de Kosroes, bispo de Antsevaltsik. Desde jovem entrou no mosteiro da cidade, governada por Ananías o Filósofo, tio materno.
Uma vez que recebeu a ordenação sacerdotal, lhe deram o cargo de maior confiança: a formação dos noviços ou futuros monges e, ao mesmo tempo, a delicada missão de reformar os conventos.
Este último trabalho lhe causou muitas inimizades e até perseguições.
Houve monges que o acusaram inclusive de herege para o tirar de cima. Deus, como sempre, veio em sua ajuda.
Os bispos, para limpar toda classe de suspeita, enviaram a dois teólogos para ver se era verdade que Gregório professava alguma heresia.
¡Felicidades a quem leve este nome!
"O rico não gozaria nada se lhe faltasse a inveja dos outros" (Alfredo Panzini).

Augusto Chapdelaine, Santo
Fevereiro 29   -  Mártir na China, 29 (28) de Fevereiro

Augusto Chapdelaine, Santo

Augusto Chapdelaine, Santo

Presbítero e Mártir

Martirológio Romano: Na cidade de Xilinxian, na província chinesa de Guangxi, santo Augusto Chapdelaine, presbítero da Sociedade de Missões Estrangeiras de París e mártir, que, detido pelos soldados junto com muitos neófitos desta região a quem havia convertido, recebeu trezentos açoites, foi encerrado numa reduzido buraco e finalmente degolado. (1856)
Etimologicamente: Augusto = Aquele que é venerado e respeitado, é de origem latino.

Nasceu em La Rochelle (Manche) francesa em 1814. Se ordenou sacerdote em 1843. Em 1851 ingressou no Instituto das Missões Estrangeiras de París e em 1852 embarcou para China.
Fundou urna comunidade cristã em Kuang-Si, que à sua morte contava com várias centenas de cristãos.
Por suas cartas se sabe que esperava como a coisa mais natural do mundo sua morte ao estilo dos mártires. Nesses escritos aparece com uma serenidade fora do comum, apoiada só no sobrenatural e com uma perseverança heróica.
Várias vezes foi preso e encarcerado e outras tantas posto em liberdade. E mais, enquanto estava prisioneiro, sucedia entrar ou sair da prisão, segundo o bom humor dos funcionários locais, indo e vindo a atender a seus fieis com os sacramentos e à pregação. 
Até que um dia, um dos chefes o torturou com o refinamento reservado aos criminosos. Como no dia seguinte ainda respirava, o mandou decapitar e colocar sua cabeça nos ramos de uma árvore gigante. 
As crianças, se pelejavam entre eles para atirar-lhe pedras até conseguir fazer cair. 
E isto, sem mais precisão, sucedeu nos últimos dias de Fevereiro.
Em 1 de Outubro de 2000, Sua Santidade João Paulo II o proclamou santo.
Para ver mais sobre os 120 mártires na China faz "click" AQUI

 

Antónia de Florença, Santa
Fevereiro 29   -  Viúva, 29 (28) Fevereiro

Antonia de Florencia, Santa

Antónia de Florença, Santa

 

Etimologicamente significa “florida, inestimável”. Vem da língua grega.
Lutar com um coração reconciliado supõe manter-se firme no meio das tensões mais fortes. Longe de afogar tuas energias, semelhante luta te convida a concentrar todas tuas forças vivas.
Esta jovem florentina se casou muito cedo. Teve um filho que era a delicia do casal. 
O marido morreu, e ela teve que enfrentar sua viuvez do melhor modo que pôde. Apenas terminou de criar a seu filho, só ansiava entrar num mosteiro, sobretudo no das terceiras de são Francisco. 
E efectivamente, tanto ardia seu coração em desejos de ser santa que em pouco tempo a elegeram abadessa do mosteiro de Foligno (1430-1433).
Daqui passou ao de Aquila. Aconselhada e orientada por são João de Capistrano, fundou o mosteiro de Corpus Domini. 
A regra que lhe impôs foi a mesma de santa Clara
O mesmo que ocorreu em Assis em tempos de são Francisco, assim voltou a passar com Antónia.
Muitas raparigas de Aquila seguiram suas pegadas ao ver que resplandecia em virtudes e em santidade de vida.
Estas raparigas, como ocorre hoje, deixam o mundo para levar uma vida distinta da normal. Não fogem por medo mas sim por um amor mais generoso, mais entregue a todos e não somente a um homem, filhos e família própria.
Ela, com as mãos cheias de boas obras e com seu desejo de encontrar-se com Cristo no céu, morreu em 28 de Fevereiro de 1472.
Quem for a Aquila, Itália, pode ver ainda como se mantém  seu corpo intacto e flexível. Se pode visitar no convento de santa Clara
O Papa Pío IX aprovou que todo o mundo podia dar-lhe culto. Isto foi no ano 1847.
¡Felicidades a quem leve este nome!

http://es.catholic.net/santoral

 

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português (CONSEGUI  MAIS UMA VEZ, FINALMENTE…) por António Fonseca